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Marluci Martins

Segunda-feira, 30 Abril, 2007

De costas para o que interessa

A lambança do goleiro Fábio, que sofreu um gol quando estava de costas, mostra a falta de interesse de um profissional de bom salário, para quem a sorte sorriu, fazendo com que, ainda garoto, vencesse a cruel peneira do futebol, cruel com tantos outros sonhadores. O Cruzeiro não merece. Nenhuma torcida merece tamanho descaso. Será que Fábio pelo menos teve a preocupação de ligar a televisão em casa, à noite, para ver quem marcou aquele gol?


Para alegria do Edu, a Beth estava triste

Foto de Severino Silva

"E o teu time, hein? Deu mole..."
"Deu... Mas a gente ainda tá lá..."
Peguei no pé da Beth Carvalho (olha ela aqui de novo!), assim que cheguei no Trapiche. Ela, de preto e branco. E eu, com uma camisa do Flamengo na bolsa, para presentear o aniversariante da noite, Edu Goldenberg, parceiro dos bons. Edu vestia uma camisa rubro-negra do Ibis, pior time do mundo. E tinha um sorriso de felicidade no rosto. Não era por causa do aniversário, não. Beth, ao contrário, estava meio tristinha.
O empate, claro, caiu como uma vitória para o Flamengo. E não foi somente por causa do placar, não. De jeito nenhum. Pior do que o resultado, para o Botafogo, foi a perda do goleiro titular. Max não tem mais a confiança da torcida. Não tem mais a confiança do time. Se tiver juízo, não tem mais a confiança dele mesmo.
Foi uma lambança o pênalti do garoto Júlio César. Se era pra tomar um gol, que fosse daquele jeito que teria sido, se ele não tivesse interferido com falta grosseira. Fazer pênalti, ser expulso e ficar fora da final foi entregar o ouro ao time que, na minha opinião, tem menos qualidades.
Se eu fosse o Ney Franco, escalaria o time no 4-4-2 para a final. E daria somente uma ordem ao escrete: "Chutem, garotos! Chutem!"
Como não sou o Ney Franco, fico fora dessa, mas tenho outra questão para levantar aqui: por que a torcida do Botafogo não foi ao jogo?



Sábado, 28 Abril, 2007

Minhas desculpas ao pessoal de bem

Resisti enquanto pude aos xingamentos e palavrões da minoria sem educação que andou saracoteando por esse blog. Com as mãos geladas ensopadas de suor, passei várias madrugadas deletando supostos vírus e baixarias de quem nasceu com apenas um objetivo na vida: ligar o computador para escrever bobagens. Ontem, dia 27, recebi da empresa o comunicado de que nenhum comentário será postado no blog sem a minha autorização. Uma pena a perda de tempo com essa gente sem juízo e moral, mas o espaço vai continuar aberto ao pessoal de bem, maioria no pedaço. A vida segue, o blog também... Abraço!


Ponto para Renato Gaúcho

Fotocom

Renato Gaúcho marcou um ponto logo em sua chegada ao Fluminense. Bastou assistir ao empate com o Bahia para perceber que precisa de um cabeça-de-área que saiba sair jogando. A troca de Marcão por Fabinho não adiantou nada, e Andrade, o preferido de Renato, seria um reforço de ótimo nível. O ex-vascaíno ainda tem uma virtude de poucos: é fera nas cobranças de falta.
Pode ser que Andrade seja somente um sonho, mas é louvável que Renato Gaúcho em tão pouco tempo tenha detectado um dos pesadelos de sua equipe: a cabeça-de-área. Ainda há tempo para acordar.



Quinta-feira, 26 Abril, 2007

Pé no freio

Se empatou com o Coritiba, o Botafogo não deve ser o melhor time do Brasil, como andam enchendo a boca para dizer por aí. Que joga bonito, joga. Que Dodô faz golaço, ah, isso ele faz. Mas a onda alvinegra que agita a cidade virou uma exagerada tsunami. Não seria melhor botar um pé no freio? O belo futebol do Botafogo ainda não encontrou equilíbrio entre o ótimo ataque e sua apenas razoável defesa. O Flamengo vai para a decisão de domingo mais comedido, pisando em ovos, o que, no fim das contas, pode ser um importante trunfo.



Sábado, 21 Abril, 2007

Adeus, Joel

Perguntas que não querem calar:
Qual é o emprego de maior instabilidade, hoje, no País?
Quem será o próximo treinador a ser demitido do Fluminense?
Será que a diretoria tricolor arrumaria emprego em outro clube?
Você, tricolor, já assistiu a esse filme antes?
A culpa é do (s) treinador (es)?



Quarta-feira, 18 Abril, 2007

Dica para a diretoria do Vasco

Os ambulantes da praia de Ponta Negra, em Natal, acham que turista compra qualquer coisa. Vende-se tudo. Óculos, toalhas, vestidos, mini-sinucas, cds piratas e um monte de besteira. Se a diretoria do Vasco tirar férias em Natal, vai gastar um dinheirão. Afinal, esses dirigentes compram qualquer coisa.


Não sei se volto

Foi só botar o pé no avião e... Santos, São Paulo, Botafogo, Cruzeiro e Grêmio enfrentaram turbulência contra times pequenos... Um treinador retranqueiro foi contratado pelo Vasco... Não sei se volto um dia! Fechei para férias!!!!!!


Sábado, 14 Abril, 2007

Todos por um

A eliminação da Copa do Brasil e do Campeonato Estadual, além da rixa com Romário e dos dois anos de trabalho sem ter conquistado nenhum título causaram a demissão de Renato Gaúcho. Pelo que se vê por aí, dá até pra dizer que ele durou muito. Só é uma pena que um clube da tradição do Vasco se entregue a um objetivo que deveria ser de Romário, somente de Romário. Se todos em São Januário têm que trabalhar pela meta de um, passo a questionar se o esporte que se pratica por lá é mesmo o futebol. Quando o coletivo é mobilizado pela realização de um objetivo individual, o compromisso com a vitória acaba. Talvez seja por essas e outras que o Vasco não conquiste nada desde o Estadual de 2003.
Se o milésimo gol é o maior objetivo da vida de Eurico Miranda, ele corre o risco de fracassar. Uma nova eleição será realizada até o dia 16 de maio. Se perder para Roberto Dinamite, o presidente não verá o gol mil, a não ser que Romário abra mão do Maracanã e entre em campo para enfrentar o América-RN, em Natal, no dia 13 de maio, estréia no Brasileirão. O primeiro jogo do Vasco no Maraca será somente no dia 3 de junho, contra o Fluminense, prato cheio para Romário imortalizar a sua marca tão questionada. Mas o sonho que Eurico transformou em objetivo vascaíno poderia realizar-se sob a tutela do maior rival político, Roberto Dinamite.



Quinta-feira, 12 Abril, 2007

Futebol, cerveja e catupiry. A dica é grátis

Foto de Marluci Martins

Uma olhada na resenha esportiva, uma lida no jornal, uma manicure básica, um supermercado, uma praia e... caramba, quando percebo, são quatro da tarde e minha barriga já ronca. Dou um telefonema para o amigo Marcos Penido, repórter da mais alta conta, também de férias, que, do outro lado, informa seu paradeiro: Bar do Seu Alberto. Ou Bar Rebouças, para os menos íntimos. Treze contos de táxi mais tarde, lá estou eu no Jardim Botânico, com uma e outra Original na idéia, e uma mesa que vai crescendo... Toninho e Lu já estão lá. Chega o Felipe. Chega o André. Chega o Júnior... Janjão promete que vai. Javoski, na dúvida, diz que vai ralar até tarde... E o papo flui com a velocidade de um Botafogo x Vasco. Depois de Pelé, depois de Garrincha... Quem vem? Um fala que é o Zico. Outro grita o nome do Romário. Alguém levanta a bandeira por Maradona. A tarde passa. Começo de noite... O vizinho Rica, um dos donos da novíssima pizzaria Bráz (show de bola!), já encerrou seu turno e desfila pela rua puxando a mala de rodinhas, pronto pra encarar a ponte aérea e a boa vontade dos controladores. Chego em casa com uma caipivodka além da conta daquelas garrafas de cerveja enfileiradas no balcão, e estendo o brinde, a mesa e o papo a vocês... Com uma vantagem: estão fora do rachuncho. O assunto é batido? Relaxem. Vocês ainda levam de graça a boa dica do Bar do Seu Alberto. E peçam o camarão com catupiry. Pelé, Garrincha e... Desce mais uma, por favor!


O turista imparcial

Meu amigo Giba, por ser de São Paulo e torcedor do Santos, era meu convidado e, como boa anfitriã, permiti que decidisse qual time Arquivo pessoalteria sua simpatia, ontem, no Maracanã. Tinha a isenção de turista e, dono de um dos melhores bares de Sampa, seu bom gosto seria a garantia de uma escolha acertada. Giba estava no Maracanã para ver o milésimo gol de Romário, mas, quando percebi, levantava-se da cadeira cada vez que a bola chegava em Dodô. Não demorou muito e estava abraçando um desconhecido torcedor avulso do Botafogo, num daqueles oito gols do jogão. E saiu do Maraca sem ver o milésimo do Baixinho, mas com o indisfarçável sorriso no rosto. Quis até tomar um chope no Capela durante a madrugada. "Torci pelo futebol. O time do Botafogo é melhor que o do Vasco", disse Giba, que, a essa hora, se os controladores permitirem, já deve estar embarcando de volta para São Paulo com uma Foto de Marluci Martinsestrela solitária pintada num cantinho do coração santista. Giba disse tudo. E, para terminar, uma lembrança: no dia 26 de fevereiro, eu escrevia aqui, nesse nosso cantinho, sobre as "ridículas cobranças de pênaltis do Vasco", diante do Flamengo na Taça Guanabara. Entre os envolvidos naquele desastre, estava Dudar. Será que um dia ele aprende?



Quarta-feira, 11 Abril, 2007

É hoje, é hoje, é hoje... Sinal verde para o milésimo

Atravessava ontem a rua com pressa porque faltavam 10 minutos para o show do João Donato e eu ainda estava longe pacas. Mas acabei empacando no meio do caminho, com uma voz familiar no meu ouvido: "Vai ser amanhã, vai ser amanhã, vai ser amanhã..." Era o amigo Edu Goldenberg, advogado, escritor, bom de copo, de papo e de samba. Nem perguntei sobre o que se tratava a sua profecia. Ora bolas... Estava claro que falava do milésimo gol!!!! Edu é tão rubro-negro que tenho a cisma de que usa seu manto sagrado por baixo da camisa social e do paletó. "Estarei no Maraca", avisei, com tempo ainda para dois beijinhos de despedida antes que o sinal abrisse e eu morresse atropelada sem ver o gol histórico.
Agora há pouco, deparo com um recadinho dele no Orkut... "É hoje, é hoje, é hoje..." Será? Edu, rubro-negro, espera que sim. Só mesmo Romário para desagregar um time e, em alguns casos, unir torcedores de clubes diferentes.


Polícia para quem precisa

'Respeito sm 1 Apreço, consideração. 2 Acatamento, deferência. 3 Obediência, submissão. 4 Referência, relação. 5 Medo, temor, receio.'
Como pode uma torcida exibir faixa em que pede 'respeito' e, no mesmo protesto, jogar milho nos jogadores? O que espera um torcedor que coloca uma boneca dentro do colete de um jogador que está trabalhando? Aliás, por que o mesmo torcedor não estava trabalhando, se era terça-feira? Com que direito a torcida invade o gramado e atrapalha o trabalho dos outros?
Não, essa torcida tem que pintar outra faixa imediatamente, pois não sabe o que significa a palavra 'respeito'.
O time do Fluminense vai mal. O time do Fluminense está fora da briga pelo título estadual. O time do Fluminense é uma decepção. Isso tudo revolta, sim, o torcedor tricolor. Mas as burras invasões viraram rotina nas Laranjeiras. Quando algo dá errado, lá vêm os vândalos, com milho, bomba de fabricação caseira e tesouras voadoras. Um exército covarde e idiota que faz barulho e fumaça em plena tarde de terça-feira, dia em que a maioria de gente decente está pegando no batente.
Esses torcedores são mais feios do que os jogadores do Fluminense. São mais ordinários, mais improdutivos, mais vagabundos. E nada mais tenho a dizer, pois são desclassificados mesmo.



Terça-feira, 10 Abril, 2007

Fla e Flu dormem. Eu fico acordada

Se o milésimo gol está demorando a sair, por que o post não pode seguir pelo mesmo caminho? Ainda mais um post de férias... E é da minha maldita insônia (ainda não preguei o olho!!!!) que tiro inspiração para escrever. Os grandes cochilaram (eu não!) e permitiram que Volta Redonda e Cabofriense chegassem a uma das semifinais da Taça Rio. O favorito? Sei lá... Quem se importa? Mas, do confronto entre Botafogo e Vasco, vejo poucas chances para o time de Renato Gaúcho. Os laterais são fracos, a defesa é ruim e os cabeças-de-área são péssimos. Contra tudo isso, um Botafogo que cresceu muito, e vem jogando mais do que qualquer outra equipe do Rio. Mas é aquela coisa: clássico é clássico...



Quinta-feira, 5 Abril, 2007

Hora de mostrar a cara

Sobre o Fluminense? Nem sei o que falar... Só acho que é hora de mexer o mínimo possível no time. Somente assim, o grupo de 11 titulares vai se sentir responsável pelo que acontecer daqui pra frente. Chegou a hora de dar a cara a tapa. Tirei uns dias de férias e não vi o jogo. Será que perdi alguma coisa?


Romário deve antecipar aposentadoria

A derrota para o Gama deve abreviar a carreira de Romário. Numa Banco de Imagensrecente entrevista em sua cobertura, na Barra da Tijuca, ele me dizia que não pararia enquanto o Vasco estivesse brigando pelo título da Copa do Brasil. Com chance apenas na Taça Rio e eliminado da outra competição, Romário não deve ir, portanto, além do Campeonato Estadual.
Se o Vasco vive um dia de tristeza, seu maior rival, o Flamengo, curte a vitória em cima do Maracaibo. E hoje é dia de secar o Santos, time com quem briga pela posição de número um da Libertadores.



Quarta-feira, 4 Abril, 2007

Você decide

Num dia de muita expectativa e pouca inspiração, passo a bola... Como você gostaria que fosse o milésimo gol do Romário?


Terça-feira, 3 Abril, 2007

Apagão nas Laranjeiras

Segundo dia de folga, o jornal chega por baixo da porta e a curiosidade é maior que a fome. Antes do café, a leitura dinâmica. Um susto! O apagão aéreo vai ficar pra depois, ah vai... Leio que Joel Santana pode decolar de mala e cuia das Laranjeiras a qualquer momento. O patrocinador do Fluminense já teria feito contato com Émerson Leão e tudo. Ora bolas, a diretoria tricolor fez um tremendo alarde com a contratação do Carlos Alberto e, agora, está flertando com seu inimigo número um?!?! E, logo agora que o Joel aprendeu os nomes daquela penca de 17 jogadores contratados? Arrumar emprego de treinador nas Laranjeiras é como chegar de mala no aeroporto nos dias de hoje, com aquela dúvida na cabeça: "Será que eu vou ou fico?" É o caos absoluto ter de conviver com o apagão na cabeça dos dirigentes... O Fluminense está em pane.



Segunda-feira, 2 Abril, 2007

Alegria do Flu depende da Fifa

Se continuar assim, o Fluminense terá somente uma alegria no ano, caso a Fifa reconheça-o campeão mundial interclubes por causa da conquista da Copa Rio de 52. Sei não...


O Botafogo foi 1.000 vezes melhor

Foto de Marluci Martins

O Botafogo tem mais time e isso foi provado ontem. Seria uma injustiça desmerecer a vitória (2 a 0) tão incontestável de uma equipe bem armada e afinada, que teve o Zé Roberto dos velhos tempos. O Botafogo só não foi perfeito porque esbarrou no goleiro Cássio, que agarrou até pensamento e evitou a goleada que teria sido merecida. O Vasco teve, além da qualidade infinitamente inferior, o fantasma do milésimo gol a confundir a cabeça dos jogadores. Num esporte coletivo, o objetivo não deve ser o sonho de apenas um. Será um orgulho para qualquer jogador deixar Romário na cara do gol, sair na foto, e, assim, pegar carona no bonde da história. Mas as fanfarronices não vão levar a nada. Nem ao gol nem à vitória. A caminho do Maracanã, o motorista de táxi dava seu palpite: "O Vasco vai vencer porque esse negócio de milésimo gol está motivando o time". Minha resposta pôs um freio no seu entusiasmo vascaíno: "Evitar o milésimo gol não seria também um estímulo?" A verdade é que o Botafogo, melhor time, atropelou.