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| Marluci Martins |
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O destempero do vice de futebol Carlos Augusto Montenegro só leva antipatia e pavor aos jogadores do Botafogo. Não é hora de jogar pra galera nem de estimular na torcida o sentimento de raiva. E a pancadaria promovida pelo torcedor não é manifestação de paixão, mas de ódio e falta de educação. No meio desse bombardeio, o que se poderia esperar de um time encurralado entre um dirigente que assume ser desequilibrado e uma torcida raivosa? O Botafogo, com atuação ridícula e em estado de choque, perdeu de 3 a 0 para o Goiás. Mário Sérgio precisa de tempo e não é hora de o torcedor gritar por Cuca. É melhor prestigiar o que há na casa antes que a Libertadores se torne um sonho impossível. ******** Já são seis jogos sem vencer no Brasileirão. E o castigo do Vasco, dessa vez, teve gosto de traição: o gol da vitória do Santos por 1 a 0 foi marcado por Rodrigo Souto, ex-vascaíno. Com um homem a mais desde os 38 minutos do primeiro tempo, o Vasco derrapou na Vila Belmiro, e ainda perdeu para o jogo de quarta-feira, contra o Juventude, em São Januário, o atacante Leandro Amaral, que levou o terceiro cartão amarelo. ******** Thiago Neves vinha sendo o jogador mais regular do Fluminense. Sem ele, o time perdeu de 3 a 1 para o Paraná, em Curitiba. E o técnico Renato Gaúcho, com o apoio da diretoria (ou vice-versa), jura que ele não volta ao time enquanto não renovar contrato. A novela promete. ******** A surpreendente vitória do Figueirense (2 a 1) sobre o Cruzeiro, no Mineirão, não foi boa para os rubro-negros. Mas pelo menos o Flamengo fez a sua parte na rodada. Venceu, sábado, o Galo por 1 a 0 no Maracanã, e o clima pós-jogo só não foi melhor porque Souza saiu de campo de cabeça-quente com Joel Santana, que o substituiu no finalzinho por Kayke. Para o jogo contra o São Paulo, é possível que Roger volte na vaga de Toró, que levou o terceiro cartão amarelo. Íbson também já está pronto. ******** Se Zico perdeu aquele pênalti na Copa de 1986, por que não aconteceria de novo? Marta errou, e o sonho do Brasil inteiro ficou nas mãos da excelente goleira Angerer. A Alemanha, sem a ginga das brasileiras, teve eficiência, venceu por 2 a 0 e tornou mais triste a manhã de domingo de quem por aqui assistiu à final da Copa do Mundo feminina de futebol. Guardemos na lembrança os dribles de Marta na vitória sobre o Estados Unidos.
Já era quase meia-noite quando falei por telefone com o presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas. Estava no avião, preparando-se para decolar de volta ao Rio. Arrasado com a eliminação da Copa Sul-Americana, Bebeto livrou o técnico Cuca da culpa pela dramática derrota para o River, por 4 a 2, de virada, na Argentina. Eu: O Cuca deve entregar o cargo? Ele: Se depender de mim, ele não sai. Que culpa ele teve no jogo? Falei rapidamente com ele. Todo mundo estava maluco no vestiário com o resultado. Foi inacreditável. Inexplicável. Eu: Há alguma má vontade dos jogadores com o Cuca? Há algo por trás dessa derrota? Ele: Espero que não. O que mais pode haver por trás dessa derrota que não seja a vergonha? Não é para sentir tristeza. É para sentir vergonha. Eu: O que você acha que aconteceu? Ele: Não dá para dizer. O time não jogou. Ninguém sabe o que aconteceu. Vamos conversar pra ver...

Em homenagem aos vascaínos que ainda comemoram a classificação às quartas-de-final da Copa Sul-Americana, quem se comportou bem, e não escreveu palavrão no blog, pode concorrer a essa camisa oficial autografada pelo Romário. É só conferir aqui, na segunda-feira, como será a promoção. Até!!!
Tadinha da oito. Marta deu sambadinha na frente da oito. Fez um drible inédito, fantástico, na área, em cima da oito. E eu, em casa, só fui me tocar da minha crueldade quando o jogo acabou. "Humilha essas branquelas!!!", gritei, confesso, inúmeras vezes, calando até o alto-falante que na rua anunciava a "pamonha fresquinha". Durante 90 minutos, pamonha fresquinha era, para mim, uma ou outra jogadora dos Estados Unidos que ficava olhando, apavorada, a Marta rebolar, em cima da lateral, como fez com a quatro, Whitehill, convidando-a para o baile. "Pamonha fresquinha, essa tal de White", pensei. Não temi pelo resultado. Desde o primeiro gol, contra, já não tinha dúvida de que daria Brasil. Meu medo era causado pelo trauma que Coelho meteu na minha cabeça quando derrubou Kerlon daquele jeito que o STJD não gosta. E se alguma americana resolvesse baixar o cacete na Marta? Desculpe, Coelho. Ainda existe fair-play no futebol. Apito final, prometi: "Não chamo mais nenhuma americana de pamonha. Elas foram legais. Perderam de 4 a 0 e não quebraram a gente". A partir de agora, só vou chamar jogadora alemã de "pamonha fresquinha".

Qualquer semelhança do asador criollo dessa churrascaria argentina com o que o Vasco fez com o Lanús, ontem, é mera coincidência. Trucidou. Cozinhou o adversário em seu caldeirão de São Januário, que costuma ferver sempre. Saboreou a classificação aos poucos, até o último minuto. Se não chega a ser marcante como a virada em cima do Palmeiras, naquela inesquecível Copa Mercosul, a classificação às quartas-de-final da Copa Sul-Americana merece ser um exemplo de que não há jogo perdido. O time da virada mostrou isso ao continente. Parabéns, Vasco. ********** No confronto contra os argentinos na competição, o Brasil está vencendo por 2 a 1. O Boca perdeu ontem de 1 a 0 para o São Paulo no Morumbi, e está fora da disputa. O brasileiro que ficou pelo caminho foi o Goiás, eliminado pelo Arsenal no empate em 1 a 1, em Buenos Aires. Está nas mãos do Botafogo ampliar essa vantagem hoje em cima dos 'hermanos', mas não considero uma tarefa tão fácil. O time de Cuca tem a vantagem do empate, mas o jogo contra o River será no Monumental de Nuñez. A equipe argentina vem de uma derrota feia, de 4 a 1, para o Tigres. Ainda acho que o Botafogo perdeu a chance de garantir a classificação no Engenhão. Pra mim, 1 a 0 foi pouco.
O Flamengo madrugou para a temporada 2008. Na madrugada de hoje, anunciou a contratação do pentacampeão Kleberson, de 28 anos. Após uma passagem frustrante pelo Manchester United, o meio-campo estava escondido no Besiktas, da Turquia. Kleberson será apresentado às 18h, na Gávea, e seu contrato vai até 31 de dezembro de 2008. Se exibir a forma que o fez despontar no Atlético-PR e levou-o à seleção brasileira, Kleberson vai dar um bom caldo. Caso contrário, será personagem de uma novela que já se está cansado de ver..

Senhor, Sob a insígnia da Cruz da Ordem de Cristo, que adornou as naus portuguesas e inspirou os navegadores nos descobrimentos, mostrai ao Vasco o caminho da classificação à próxima fase da Copa Sul-Americana. Seja feita a nossa vontade, rogai por nós, perdedores na Argentina, e não deixei nenhum zagueiro cair na tentação de fazer bobagem dessa vez, mas livrai-nos do mal da desclassificação e da gozação dos nossos inimigos. Amém. (Fiz a foto em Buenos Aires e tinha certeza de que me seria útil um dia... Só não imaginava que a enorme cruz vermelha, que enfeita o letreiro de uma loja argentina, seria usada numa oração contra um time... argentino!!! Bem... O Vasco precisa vencer o Lanús por diferença de três gols e o Conca não joga. Será que dá? Não custa rezar...)

O técnico Joel Santana não tem medo só de rebaixamento, não. Ele confessou hoje a esta blogueira que vos escreve que tem pavor também de injeção. Com um problema no fêmur, Joel não está conseguindo mais caminhar no calçadão do Leblon, seu hobby preferido, como podem atestar aqueles que têm mais disposição e tempo do que eu. Joel superou o medo de médico para se consultar com o ortopedista do Flamengo e da Seleção, José Luiz Runco. O diagnóstico foi cruel: "Ou você perde peso, ou vamos ter que cortar... Vamos operar". O técnico do Flamengo amarelou, e fez aquilo que vem pedindo ao Obina desde os tempos em que era seu treinador no Vitória: fechou a boca. Joel continua sem caminhar no Leblon. Mas, com o aval de Runco, está dando suas pedaladas, que nada têm a ver com as do Robinho. "Tenho pavor de injeção. Quero distância de hospital. E, pô, você tá rindo de quê??? Vai me dizer que não tem medo de injeção também... Duvido!!!" Acertou em cheio, Joel.
O Botafogo até que não vai pagar caro pela peitada de Jorge Henrique no árbitro Rodrigo Cintra, na derrota (4 a 1) para o Náutico. O STJD votou na suspensão de quatro jogos e, como automaticamente já cumpriu um, o atacante ficará fora de mais três: Goiás, Atlético-PR e Santos. Sem poder contar com Jorge Henrique, Cuca terá uma dor-de-cabeça daquelas para armar o time que enfrenta o Goiás, domingo. Dodô levou o terceiro cartão e cumpre suspensão automática. Assim, restam duas alternativas: Reinaldo e... Vítor Castro. O destempero de um jogador arruina um time e faz mal à saúde de um treinador. Mas eles não aprendem.
Como quem não quer nada, o Fluminense devagarinho foi acordando no Brasileirão. Ao vencer o Botafogo por 2 a 0, roubou-lhe o posto de melhor do Rio. Ganhou gás justamente quando o Alvinegro e o Vasco começaram a sentir falta de fôlego na competição. O goleiro Fernando Henrique, há 418 minutos sem sofrer gol, aproveita bem o bom momento. Ganha aos poucos a confiança que lhe faltava e, até, a simpatia da torcida que já cansou de vaiá-lo. Alex Dias, ainda em busca da regularidade de outros tempos, recupera a forma que o afastamento devido a um pneumotórax lhe roubara. E a complicada discussão sobre a renovação de contrato de Thiago Neves não tirou sua concentração. Ele ainda é o destaque do time. Já são sete jogos sem perder. **** Sem Juninho e Zé Roberto, e, claro, sem Túlio, o Botafogo mereceu a derrota. E, se os desfalques tiraram sua força, é bom se acostumar. No domingo, o time de Cuca enfrenta o Goiás, no Maracanã, sem Dodô, que levou o terceiro cartão amarelo. Há o risco ainda de perder Jorge Henrique por mais tempo: o jogador será julgado hoje, por ter dado uma peitada no árbitro Rodrigo Cintra, no jogo contra o Náutico, e pode pegar de 120 a 540 dias de suspensão. Já passou a hora de aprender. Será que a punição de Túlio (120 dias) não serviu de lição? **** Já são cinco jogos sem vencer no Brasileirão. Uma seqüência que empurrou o Vasco para o oitavo lugar na tabela, acordando quem ainda sonhava com a classificação para a Libertadores. A torcida culpa Celso Roth, o mesmo personagem que deu corpo e alma a um time sem estrelas nem brilho. Hoje, o erro do técnico é manter Amaral no time e, Andrade, no banco. A desculpa de que o reserva é segundo volante não cola, mas ainda considero a vaia um castigo muito pesado para Roth, que faz um bom trabalho, sim. As derrotas em São Januário para São Paulo e, ontem, para o Cruzeiro (2 a 0), são aceitáveis. O Vasco tem mesmo um time pior do que os dois que brigam pelo título. São Januário ainda será palco de mais emoção (ou decepção): na quarta-feira, o time de Celso Roth precisa vencer o Lanús por diferença de três gols de diferença.
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Será que Roger anda tão mal das pernas a ponto de não merecer uma vaga de titular num meio-campo que tem Rômulo, Cristian (um achado!), Jaílton e Toró? Sem um homem de criação no time, limita-se aos dois bons laterais do Flamengo a possibilidade de criar chances de gol para os atacantes. Não por acaso, Leonardo Moura e Juan são os artilheiros do time, com cinco gols. Vêm dos pés deles as melhores jogadas, cruzamentos e, até, conclusões. Enquanto isso, Roger fica fora, treinando, treinando, treinando. Não tem vaga nem mesmo num banco onde se senta Léo Medeiros. O que significa que, para os homens que mandam no Flamengo, Roger é pior do que Colace, Léo Medeiros e Toró. Sendo assim, os homens que mandam no Flamengo devem estar pra lá de arrependidos com o dinheiro jogado fora. Sem Roger, o Flamengo não jogou mal em Caxias do Sul. O toró atrapalhou os dois times, e não me refiro ao jogador, que pouco apareceu, mas à chuva que deixou poças d'água no gramado. Com um gol mal anulado, o Flamengo ficou no 2 a 2 com o Juventude, e caiu da 13ª para a 14ª posição na tabela. Não é nada, não é nada, o time de Joel Santana acabou superado na classificação pelo Atlético-PR, de Ney Franco. Oh, sina!
O técnico brasileiro Luiz Felipe Scolari, que hoje dirige a seleção de Portugal, tem no seu histórico de seleções, um retrospecto de disciplina. São 3 seleções que ele trabalhou em 7 competições. Na seleção do Kuwait foram 10 jogos e o título da Copa do Golfo. Na seleção brasileira foram 26 jogos. Disputou uma Copa América e uma Copa do Mundo. Conquistou um título. E na seleção portuguesa são 63 partidas. Scolari disputou duas eliminatórias do Euro, uma Eurocopa e uma Copa do Mundo. Foi vice no Euro e 4o lugar na Copa do Mundo. No total, são 99 partidas e uma única expulsão. Ela aconteceu na Copa América, em 2001. Este retrospecto mostra que em algumas oportunidades, o contexto de um técnico de futebol, não é normalmente examinado, por um ato de alto reflexo, e não pensado, pode levar à uma punição tão drástica, como essa recebida pelo técnico da seleção de Portugal pela Uefa. Acaz Fellegger A nota acima foi enviada às redações pelo colega Acaz, assessor de Felipão. Sou obrigada a discordar quando o companheiro refere-se aos quatro jogos de suspensão de Felipão como uma "punição tão drástica". Concordo quando diz que o soco do treinador no sérvio Dragutinovic foi de "reflexo, e não pensado". Espera-se que nosso Luiz Felipe Scolari pense da próxima vez. Que pense em sua brilhante carreira e no exemplo que deve ser em campo.
O companheiro Sérgio Américo, da Rádio Tupi, estava surpreso hoje de manhã durante o treino do Flamengo, na Gávea: "Todo mundo está dizendo que o Adriano quebrou o Ibson, mas quem pegou ele foi o Roger". Obrigada, amigo Sérgio Américo. Eu mesma escrevi nesse blog que o jogador do Internacional que deu férias ao Ibson foi o Adriano. Sendo assim, transfiro para o Roger toda minha indignação. E peço perdão ao Adriano.
O massagista Deni fez aniversário hoje e os jogadores do Flamengo comemoraram com aquela tradicional festinha 'boleira': um corredor polonês, em homenagem ao aniversariante, que levou tapas de todos os lados. No mesmo dia, também hoje, o Flamengo bem que poderia comemorar uma data que ficou marcada em sua triste luta nesse Brasileirão: no dia 20 de maio, há quatro meses, o time vencia sua única partida fora do Rio. A vitória (3 a 1) sobre o Goiás foi uma ilusão. O Fla vai mal das pernas fora de casa, e, no domingo, enfrenta o Juventude, em Caxias de Sul. Pelo menos, o adversário está naufragando na zona de rebaixamento.
O gramado estava horrível, mas nem a lama foi pior do que Dudar. O time não jogou nada, mas insisto: ninguém foi pior do que Dudar. Entregou um gol e fez um pênalti. O argentino parecia estar com a camisa do time errado. Para resumir: um horror. O Vasco vai decidir a vaga em casa, mas terá de fazer três gols e não sofrer nenhum. Será que Dudar joga? Vou dormir com uma pergunta: o que terá o cabeça-de-área Andrade feito ao técnico Celso Roth que o zagueiro Dudar ainda não fez? xxxx Foi bonita a festa no Engenhão, mas o Botafogo perdeu a chance de fazer resultado em casa. Ficou no 1 a 0, o que é pouco para quem vai decidir fora. O River jogou mal e dificilmente será um time tão apagado em seu campo. No fim das contas, o time de Cuca foi o melhor brasileiro em ação na Sul-Americana. O Goiás perdeu para o Arsenal (3 a 2) no Serra Dourada, e, na Bombonera, o São Paulo, líder do Brasileirão, foi derrotado (2 a 1) pelo Boca. Lá se foi uma invencibilidade de 16 jogos ou dois meses. De qualquer forma, o gol do Borges, no último minuto, manteve o São Paulo bem vivo para o jogo de volta, no Morumbi.

Óóóóó, Obina é melhor que o Popóóóó, Obina é melhor que o Popóóóó, Obina é melhor que o Popóóóó... Óóóóó... Não gostaram da brincadeira? Imaginem só o Índio, do Internacional, que levou a cotovelada. A punição doeu em Obina? Imaginem só a dor do Índio... Toda semana, as câmeras de televisão flagram uma ou mais agressões em campos de futebol. Um dia, Obina dá uma cotovelada. No outro, é a vez de Coelho fazer o mesmo com Kerlon. Jorge Henrique peitou o árbitro. Joel Santana mandou bater. Túlio chutou Leandro. Souza bateu no Tcheco. E, bem longe daqui, Felipão deu (ou tentou dar) um soco num sérvio. Esqueci de algum murro? Com certeza, esqueci, pois sobram exemplos. O que me leva a acreditar que o futebol vai acabar virando um programa de televisão não aconselhável para menores. Sou favorável às punições, sim. Queria muito que o Adriano, do Internacional, fosse também julgado por ter tirado Ibson de cena. A omissão do STJD normalmente é pior do que o que se considera excesso de rigor. Joel deveria ter sido suspenso. Não foi. Isso, sim, é questionável. A pena de Obina, um jogador gente boa, que nada tem de violento, é dolorosa como deve ter sido sua cotovelada. Índio provocou? Que fosse punido também. Chega de omissão e de violência. Coelho merece também a sua cruz. Como também merecem aqueles que incentivam a transformação do gramado em campo de batalha. Um exemplo? O zagueiro Luiz Alberto, do Fluminense, que disse que, no lugar de Coelho, "arregaçaria" o Kerlon. Ora, Luiz Alberto, o que o Kerlon fez de errado? Descobriu um jeito de conduzir a bola sem que ninguém consiga roubá-la? Será o drible perfeito? E, por favor, Zidane, não dê outra cabeçada no Materazzi.

Não dei cotovelada em zagueiro. Não mandei dar pancada em quem estivesse de "palhaçadinha". Não dei soco em nenhum sérvio. Não dei peitada em árbitro. Não ofendi o STJD. Não usei Femproporex. Não maltrataria uma foca com a bola no nariz. Não xinguei o juiz de ladrão. Não, eu não estava suspensa. Estava, sim, de férias. E, calma, gente. Não foram 120 dias. Foram apenas... quinze!!!! Aos que me julgarem, peço que peguem leve. O blog está de volta, apesar do vírus que se instalou no meu computador. Lá vamos nós...
Levando-se em consideração os desfalques no empate em 1 a 1 com o Palmeiras, o Botafogo não fez feio, apesar de ter saído da zona da Libertadores. Criou muitas chances de gol, mas não levou sorte nas conclusões de Dodô. Desde a suspensão, e lá se foram sete jogos, o ídolo alvinegro não é o mesmo. Fez apenas dois gols desde sua volta, mas, ontem, ao menos jogou de cabeça erguida, sem preguiça nem tristeza. Merece um voto de confiança e não é justo ser responsabilizado. Dodô precisa mais do que nunca da força da torcida, porque, de problemas, já está cheio. O Fluminense deixou a preguiça de lado. Se esquecer que a Libertadores já está garantida, vai voltar a jogar o bom futebol que o levou à conquista da Copa do Brasil. Mostrou isso contra o Sport, vencendo por 2 a 0 o anfitrião que só tinha perdido um jogo até agora na Ilha do Retiro. A invencibilidade do Vasco em São Januário estará em jogo contra o líder, São Paulo. Do outro lado, o goleiro Rogério Ceni defende uma importante marca: já está há oito jogos sem sofrer gols. A volta de Conca pode ser o fiel da balança. Mais um argentino no Flamengo. Mas a torcida quer mesmo é que o outro volte. Maxi continua machucado e desfalca o time contra o Inter, que deverá ter Fernandão.
O empate em 1 a 1 com o Fluminense deixou o Vasco mais longe da briga. Tem um jogo a menos, é verdade, mas está a 11 pontos do São Paulo. É difícil imaginar que o líder, agora com o ataque funcionando bem, vacile tanto assim a ponto de entregar o ouro. Basta olhar a tabela para compreender por que São Paulo e Cruzeiro, que golearam na rodada, estão no topo. O São Paulo sofreu somente sete gols em 23 partidas. A marca é histórica. E o Cruzeiro já marcou 54 gols, em 22 jogos. Merecem ou não merecem o topo? xxxx O Flamengo não jogou nada contra o Sport e, agora, já não será surpresa se passar outro sufoco diante do Figueirense, quarta-feira, no Maracanã. Fábio Luciano, Juan e Roger (de novo!!!) levaram o terceiro cartão amarelo e desfalcam o time. Mas, se Maxi Biancucchi voltar, a equipe deve ficar menos desarrumada, já que o lugar do Renato Augusto é o meio-campo. No ataque, não dá. Mas Ney Franco e Joel Santana discordam... xxxx Juninho, Luciano Almeida, Leandro Guerreiro, Túlio e Zé Roberto fizeram falta. É difícil entrar em campo sem cinco titulares. Mas, precisava tomar TRÊS gols do Tuta? Três???? O Botafogo está perdendo seu chão. xxxx Uma parada indigesta pro Fluminense: enfrentar o Sport, quinta-feira, na Ilha do Retiro, sem Fabinho e Arouca, suspensos. E, claro, sem Renato Gaúcho, em seu segundo jogo de gancho.
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