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| Marluci Martins |
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Um FELIZ ANO NOVO a todos vocês, que vêm sempre por aqui. Saúde, paz, gols e títulos de montão. E desejo, em especial, um ANO NOVO ao Adriano.

No dia 5 de junho de 2005, Adriano estava em paz com a vida. Tinha arrebentado na Copa América e na Copa das Confederações, e o Chelsea queria comprá-lo por 100 milhões de euros. Foi entre muitos sorrisos que ele me deu a entrevista cujo pequeno trecho abaixo estou reproduzindo aqui. Hoje, Adriano anda por maus caminhos. A Avenida Sernambetiba foi um deles. Você pensa muito no seu passado? "Passei por muita necessidade na minha infância. Não tinha dinheiro para treinar no Flamengo, mas dava meu jeito. Para não pagar passagem, usava sempre o uniforme do Colégio Leonor, onde eu estudava. Tinha de pegar dois ônibus até a Gávea: ia de 313 até a Leopoldina e, depois, pegava o 460". Chegou a passar fome? "Comida, nunca faltou. Mas tinha pouca. Meu pai era ofice-boy e, minha mãe, costureira. Eu vendia doces para ajudar". A vida mudou. Hoje, você come do bom e do melhor... "Ah, eu ganho em euro, né (risos)? No almoço, como um prato de salada e um de massa. No jantar, como salada com frango ou carne. Massa, à noite, nem pensar. Engorda. Ah, e tomo um vinho..." O Ronaldo declarou recentemente que gosta de um vinho de mais de R$ 500... É o mesmo? "O meu preferido é o Bonardo. É mais barato. Custa 90 euros (aproximadamente R$ 270). Se a gente faz a conversão para o Real, realmente fica assustado... Outro dia, minha avó (Vanda) estava passando uns dias em Milão e ficou assustada com a conta. 'Que isso, menino?!? Isso é muito caro'. Ela ficou impressionada". Qual era o valor da conta? "400 euros (R$ 1,2 mil)". Quantas pessoas? "Três". Você gasta muito? O que você se permite gastar num shopping? "Outro dia, entrei em três lojas e gastei um total de 2,5 mil euros (R$ 7,5 mil)". Quantas peças? "Sei lá... Umas calças e camisas. Não lembro. Mas fico pensando na minha infância, quando minha mãe ralou muito pra conseguir me dar um tênis All Star com uma luz atrás que piscava quando eu andava. Eu achava aquilo o máximo e ficava pra lá e pra cá". Hoje, só usa roupas de marca? "É. Dá aí uma moral pra minha namorada, a Daniele, que é chefe de alguma coisa na Fórum. Gosto das roupas de lá. E estamos juntos há dois meses. Mas não esqueço o meu passado: às vezes, eu herdava umas roupas usadas, um pouco velhinhas. Tinha algumas de uma marca chamada Drops. Era isso e olhe lá". E esse par de brincos? Que pedra é essa? "É diamante". Pagou quanto? "Ah, isso eu não digo (risos). Mas, isso aqui, a gente compra pensando em um dia botar no prego, quando faltar dinheiro. Nunca se sabe (risos)..." Qual é o seu carro na Itália? "É melhor não dizer. Mas, no Brasil, tenho um Audi".

Retrô. Não foi de propósito que escolhemos o Retrô. Foi mesmo por acaso. Mas caiu bem. Afinal, a tela plasma grandona era bem maior do que o barulho daquela gente falando ao mesmo tempo. A boa música da roda de samba mais à frente servia de backsound para o que rolava no Maracanã e não se podia ouvir ali na Rua do Rosário. Mas, entre uma olhada no graçom e outra na tela, vi Zico. E como vi. Deixei de lado o garçom, naveguei nos velhos tempos que não voltam mais, mas que podem ser lembrados num toque sutil na bola, num drible, num passe que só ele sabia dar. Ainda mais se a gente não for exigente e esperar que o cara tenha a silhueta de 10 anos atrás. O rubro-negro Rodrigo me despertou daquela viagem: "Pô, Marluci. Vai acabar ficando com torcicolo. Senta logo de frente pra tela!!!!" E o botafoguense Marecha não deu o braço a torcer: "Gostei mesmo é da banderinha. Muito gostosa..."
 
Quem conhece a vida Não se desespera No mundo, o que tinha que ser Já era E, vascaínos, Leandro Amaral foi mesmo para o Fluminense...
Enquanto eu dividia meu último dia de folga natalina entre um chope com amigos, um chope no Bar Brasil e um chope no Casual Retrô, o Flamengo conversava com o Gavilán. O jogador acenou com a possibilidade de fazer um contrato de risco, e a diretoria rubro-negra aceitou ter em seu elenco o xerifão com artrose nos joelhos. Mas a assessora Marilene Dabus, que tinha dado a notícia da desistência da contratação, não me telefonou dessa vez passando a notícia da desistência da desistência. Ou eu bebi demais ou a situação é essa. Ai, ai... Devo ter exagerado na dose...
A assessora de imprensa do Flamengo, Marilene Dabus, acaba de ligar: "O departamento médico não recomendou a contratação do Gavilán. Ele não vem mais e a apresentação com coletiva, marcada para as 13h, está cancelada".

O sonho de jogar no Flamengo é antigo. Ronaldo nunca escondeu de ninguém que é torcedor do time da Gávea e que um dia ainda vestirá a camisa rubro-negra. E a ousadia do vice de futebol Kleber Leite vem de 1995. Ou será que alguém esqueceu a contratação de Romário, com uma Copa do Mundo fresquinha no currículo campeão?
Não duvido do amor de Ronaldo pelo Flamengo. Não duvido do poder de persuasão de Kleber Leite. Mas duvido, sim, da disposição de Ronaldo por abrir mão de pelo menos 50 por cento de seu salário.
Se eu estiver errada e Ronaldo deixar para trás a boa comida e a grana que enchem a barriga e os bolsos na Itália, ele talvez consiga reencontrar a alegria que há muito o abandonou. Se o dinheiro sobra, falta-lhe motivação para superar contusões e fazer seu futebol desfilar pelos gramados como acontecia no passado. Se o Fenômeno vier e o Flamengo lhe devolver a disposição perdida, estarão salvos o jogador e o futebol carioca. Mas, se as noites do Rio forem melhores do que as de Milão, aí eu não sei de mais nada.
A conta já estava paga, preparava-me para sair depois de ter saboreado um picadinho, quando a porta se abriu para mais um cliente. Os cabelos, completamente brancos, pareciam ter perdido a cor para ilustrar caprichosamente o nome do restaurante: Antigamente. Era Roberto Dinamite, ídolo de todos nós. Desisti de ir embora. Sentou-se, pediu um chope. Carlinhos, o dono, empolgou-se: "Um chope pra mim também". E, claro, acabei chegando atrasada ao jornal. Mas, cheia de histórias, ganhei o perdão do Helinho, editor do Ataque. Desculpa aí, chefe! O motivo foi justo... E, na quinta-feira, faremos outro brinde, novamente no restaurante da Ouvidor.
O presidente interino do Vasco, Eurico Miranda, falou duas bobagens ao reclamar da punição de Romário: 1) Disse que a Justiça não deve ser igual para todos. Como assim????? 2) Disse que deveria ter sido levada em conta a conduta de Romário ao longo de sua vida profissional, já que não bebe, não fuma, não usa drogas. E tudo isso foi levado em conta, Eurico. Tanto que Romário pegou 120 dias. E, claro, essa punição vai cair pela metade.
Sem comentários... É muita maldade!!!!!  A brincadeira circula na Internet, e eu desejo aqui ao Corinthians um ano melhor do que o de 2007. Sem crises e falcatruas.

Cresci no jornalismo ouvindo neguinho falar mal de empresário, procurador ou seja lá qual for o nome que se deve dar a quem assume o papel de babá de jogador. Desde que engatinhava nas arquibancadas, o torcedor também já escutava o mundo gritar contra esses caras. Como num filme de suspense em que o mordomo é sempre o suspeito número um, no futebol é o empresário quem veste a roupa de vilão. O Thiago Neves assinou um pré-contrato com o Palmeiras e renovou com o Fluminense. De quem foi a culpa? Do empresário!!!! Não estou aqui para defender essa gente (nem sempre inocente), mas para criticar a irresponsabilidade de quem não tem palavra. Se, lá atrás, Leandro Amaral aceitou a renovação automática de seu contrato, o que ele quer agora? Ao Vasco, faltou (de novo) jogo de cintura. Mas, pelo menos dessa vez, a razão está do seu lado. Botar na conta do empresário e querer o papel de mocinho é covardia.
Mas, perguntar não ofende: Para onde irá, afinal, o Leandro Amaral? Qual será o desfecho da novela?

Antes que mais alguém vote em mim, vou encerrar a confusa votação de "mala do ano", aproveitando que o Montenegro está com boa vantagem sobre a blogueira que vos fala. Com três votos, ele ficou empatado com a torcida do Flamengo. Na categoria "assunto mala que predominou no blog", o campeão foi Romário e seu milésimo gol, com três votos. A torcida do Flamengo, com duas citações também nesse quesito, foi vice dessa vez. Em breve, outra votação...

Eu sei, eu sei, sumi e nem avisei. Culpa daquelas folgas que tenho de vez em quando e que fazem com que a preguiça domine meu corpo. De volta ao trabalho, mas ainda meio sonolenta, inicio aqui, atendendo a pedidos, a eleição da mala do ano e, também, do assunto mala que predominou por aqui no blog nesses 12 meses de papo. Opinem à vontade...

A notícia é cabeluda. E vai deixar os fãs de Romário de cabelo em pé. O Baixinho foi flagrado no antidoping, e a notícia está sendo divulgada por ele mesmo, numa entevista coletiva em São Januário. Ele alega ter usado um medicamento contra queda de cabelo, com substância proibida. Pelo mesmo motivo, mesma substância (Finasterida), o zagueiro Marcão, do Inter, pegou um gancho de 120 dias. Correndo o risco de ganhar uma suspensão de até um ano, Romário sonha disputar o Campeonato Estadual, onde buscaria gols que lhe permitissem encerrar a carreira por cima. Se for punido, dificilmente terá o fecho de ouro com que sonhou.
Já começaram a pipocar comentários (no post anterior) sobre a iniciativa do prefeito Cesar Maia de tombar a torcida do Flamengo como bem cultural do Rio. O decreto será publicado amanhã, no Diário Oficial. No Brasileirão 2007, o Flamengo... levou 745.207 torcedores aos estádios; teve a média de 39.221 torcedores; teve oito dos 10 maiores públicos; teve o maior público num jogo: 82.044 A torcida do Flamengo merece a homenagem do botafoguense Cesar Maia?
A torcida já levantava uma perna de Joel para erguê-lo nos ombros, durante a homenagem no Cristo Redentor, quando ele soltou um grito de comando: "Páááááraaaaa!!!!! Peraí, peraí!!!!" E ninguém entendeu nada quando Joel escapou das mãos que o agarravam, abaixou-se, e, quase de quatro, ficou catando algo que caíra de seu bolso, durante a confusão. Seria uma medalhinha de algum santo? Um amuleto? A carteira? A aliança de ouro? Rapidamente, Joel ficou novamente de pé, exibindo o objeto perdido: para decepção da nação, uma moedinha de 25 centavos. "É pra completar a passagem do ônibus", disse Joel, guardando a fortuna no bolso. "Pronto, gente", emendou, autorizando a continuação da farra. E lá estava ele no alto... Esse Joel... Não é por acaso que ele diz ser do povo... Figuraça!
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