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| Marluci Martins |
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Sou do tempo em que Renato Gaúcho, com sua conhecida empáfia, fazia gol e esticava o dedo indicador na frente dos lábios, mandando a torcida calar a boca. Lá do alto da arquiba, eu achava curioso que um jogador tivesse tanta personalidade, fosse tão espontâneo em sua comemoração, e valente, por enfrentar a ira de metade do Maracanã, que o xingava de homossexual e explodia de indignação. Estava ontem no Lama's - agora mais vazio do que nos velhos tempos, pois os fumantes já não freqüentam o lugar -, quando as falsas lágrimas do Souza quase saltaram do plasma para a minha taça de vinho. Soltei uma gargalhada, lembrei do Renato Gaúcho e ouvi um dos não-fumantes do Lama's cantarolar uma musiquinha nova: "E ninguém cala esse chororô Chora o presidente Chora o time todo Chora o torcedor" Soltei outra gargalhada e pensei: como é gostoso torcer. Quando meu time perde para o do Gabriel da Muda - um querido amigo que, tão fanático, tatuou o escudo de seu clube na perna -, ele liga para meu celular, para o rádio, e tenho a impressão de que um dia vai botar um outdoor na porta do meu prédio. E fico tentando descobrir outra graça maior no futebol além das ligações que recebo do Gabriel quando meu time perde para o dele. Aliás, estou esperando uma forra... Quando o Souza fez seu gol, pensei com meus botões e minha taça de vinho: "Ai, ele vai apontar para a torcida e disparar sua metralhadora imaginária, que faz sangrar nosso inocente amor pelas chuteiras". Souza preferiu o choro. Eu, surpresa e aliviada, também. Mas há quem prefira a metralhadora que mutila e mata. Quando cheguei hoje à redação, sem tempo para almoçar ou beber água, decidi que valia a pena me atrasar mais cinco minutos por uma boa causa: ir à sala do meu amigo alvinegro Macarrão para lhe fazer uma série de perguntas: "Quando você vai a um bar e pede um Red Label, você pede um choro ao garçom?" "Não, Marluci. Eu não gosto de choro". "Você tem planta em casa, Macarrão?" "Tenho, Marluci". "Tem samambaia chorona?" "Não, Marluci". Ficou pau da vida comigo. E, claro, ainda cantei 'Don't cry for me Argentina' e fiz o gesto do Souza antes de sair de sua sala. Já o gesto da metralhadora, esse eu não faço de jeito nenhum, pois gosto muito do Macarrão, e não quero vê-lo chorar por outro motivo que não seja o futebol. Entre o choro do Ronaldo, o choro do Eduardo da Silva, o choro do torcedor que perdeu a mão e o choro do Souza, prefiro o último. Prefiro o risco que corre aquele que pensa ser o último a rir. E, por favor, não vamos justificar a violência da arquibancada. Não há explicação para a bomba no estádio, eu não vou matar o Gabriel da Muda e o Macarrão não vai me bater. Sejamos civilizados e esperemos a hora da forra e da farra. Entre tantos protestos, fico imaginando se, um dia, o jogador vai virar para o goleiro e dizer, como no jogo de botão: "prepara". Somente então, dará o chute que, se tiver o rumo certo, o fundo das redes, será motivo de constrangimento. E, de dentro do calção, o jogador, muito sem graça, vai sacar um cartaz: "desculpe, foi mal". Vou parar por aqui porque preciso voltar à sala do Macarrão com mais uma pergunta: "Tem um CD de chorinho aí pra me emprestar?" Ele não vai brigar comigo. Já sei qual será a resposta: "Não, não... Eu gosto de samba". Eu também. Mas não perco a piada. Nem (com certeza) o amigo.  

Não precisa chorar!!!! Eu já vou postar aqui sobre a comemoração do Souza...

Para acalmar os nervos enquanto os jogos de hoje não começam... Para esfriar os ânimos, pra lá de exaltados neste blog... Para relaxar... Tentem descobrir quem é o jogador acima. Não vou dar pista nenhuma porque está mais do que na cara...
O Botafogo pode perder mais do que a Taça Guanabara. Cuca, Castillo e Diguinho foram citados na súmula do árbitro Marcelo de Lima Henrique, e, agora, correm o risco de punição severa. O destempero na derrota para o Flamengo não poderia terminar mesmo em coisa boa. Os alvinegros esqueceram que o Campeonato Estadual tem dois turnos e que perder de pé não é humilhação. Se vier uma suspensão pesada, ninguém vai poder chorar xxxx Joel Santana está num dilema: não sabe se poupa os titulares na Taça Rio e prioriza a Libertadores. Fominha como ele só, manda um recado: "Vou pensar nisso na quinta-feira, quando a gente já tiver enfrentado o Cienciano. Mas eu quero ganhar a Taça Rio também".

Não vi no árbitro Marcelo de Lima Henrique a intenção de beneficiar o Flamengo. Tanto que errou ao assinalar um impedimento de Obina e ao permitir que Ferrero continuasse em campo após a entrada desleal em Cristian. Outras marcações, é verdade, atrapalharam o Botafogo. Mas a atuação do árbitro foi marcada pela incompetência e, não, má fé. Com tanta polêmica em torno da arbitragem, o choro é até válido, mas não se pode esquecer de alguns pontos importantes nessa vitória (2 a 1) do Flamengo e, conseqüentemente, conquista da Taça GB. Vamos lá... 1) Souza vem jogando bem, mas é intempestivo. Foi expulso justamente quando o Flamengo fez o gol de empate e crescia na partida. Sorte de seu time que o árbitro errou e expulsou injustamente o Zé Carlos, que nada fez.
2) Joel Santana mexeu bem no time, tornando-o ofensivo com a entrada de Kléberson e Obina, respectivamente no lugar de Jaílton e Marcinho.
3) Os jogadores do Botafogo são o retrato de uma diretoria que mostra desequilíbrio, em vez de força. Zé Carlos, expulso, saiu de campo chorando feito criança; Túlio se desequilibrou com o pênalti; o presidente Bebeto de Freitas, que certa vez falou em se atirar da Ponte Rio-Niterói, anunciou sua renúncia; o colaborador Carlos Augusto Montenegro pegou o microfone para fazer o que mais gosta na vida: falar, falar e falar... Com tantas polêmicas, a decisão ainda assim foi um jogão, que terminou com uma bola na trave que poderia ter sido o gol de empate do Botafogo. Paro por aqui, na torcida para que a cabeça de Bebeto esfrie para que eu não tenha de criticá-lo num próximo post. O Botafogo precisa do bom trabalho que ele vem fazendo e, também, de um pouco mais de serenidade e lucidez. "Não adianta. Cansei e não vou voltar atrás", disse-me ele, por telefone, tarde da noite, com voz moribunda. Não acredito nisso. E, pra terminar... Parabéns, rubro-negros! 

Joel Santana costuma pedir que os jornalistas não telefonem para seu celular. Prefere dar entrevistas pessoalmente a ser incomodado quando está em seu lazer com a família. Tentei respeitar sua vontade, mas a edição de domingo não estava redonda e, na noite de sexta-feira, eu ainda precisava fechar a matéira "Diário de Bordo" (hoje, no ATAQUE). Liguei para o assessor de imprensa do Flamengo, Léo André, pedindo que fizesse o meio-campo. Dois minutos depois, recebi uma chamada do Léo pelo rádio: "Pode telefonar à vontade pra ele. O Joel disse que você falou bem dele no programa". Referia-se à minha participação na manhã daquele dia no 'Redação Sportv'. Eu afirmara que Joel estava sendo coerente em escalar para a decisão os jogadores que no ano passado levantaram o Flamengo no Brasileirão. Não falei para agradar ao Joel. Falei porque vi os testes que foram feitos com os reforços e, assim como o treinador, concluí que o Flamengo antigo tem mais padrão de jogo. Pra que pressa? Joel tem um banco de luxo e pode ir mexendo as peças com o cuidado que um jogo de xadrez exige. "Alô, Joel. Tudo bem? Está muito tenso? "Estou que nem uma criança. Há quem diga que não ganho nada há um tempo. Por isso, esse jogo contra o Botafogo é tão importante pra mim. Minha saída do Fluminense não foi legal. Ficou engasgada. Quero muito vencer". Não conversei com Cuca, mas sua vontade não deve ser menor. Chegou o grande dia...
As boas defesas de Fernando Henrique me deram a certeza de que o empate com a LDU foi bom resultado, embora meu companheiro Otávio Leite, aqui do ATAQUE, esteja até agora convicto de que essa era a melhor oportunidade de o Fluminense conseguir uma vitória fora de casa na Libertadores. Passo a bola para vocês, com mais uma pergunta: Flu com Dodô ou sem Dodô?

São Januário não é o reino do espanhol Juan Carlos, mas foi no melhor estilo 'por qué no te callas?' que o técnico do Vasco, Alfredo Sampaio, ganhou uma mordaça. Desde ontem, está proibido de dar entrevistas. "Há determinações aqui que devem ser respeitadas. Por decisão da diretoria, não posso dar entrevistas por telefone", desculpou-se, com tanta educação quando humildade, ao descartar a possibilidade de uma entrevista ao ATAQUE. Nem por telefone nem pessoalmente. O assessor de imprensa do clube, Roberto Garófalo, confirmaria em seguida que a agenda de Alfredo Sampaio está fechada, sem previsão de ser reaberta para o atendimento à imprensa. "Estão suspensas as entrevistas com a comissão técnica. Estavam falando muito. É melhor tirá-los do ar por um tempo", justificou o assessor. Após a saída de Romário, o foco está sobre Alfredo Sampaio, e da derrota do Flamengo para cá, o técnico virou uma vidraça frágil, prestes a quebrar a qualquer momento. 1) Ele fez a vontade do presidente Eurico Miranda, ao manter Alan Kardec, espécie de galinha dos ovos de ouro, no time titular. 2) Edmundo bateu o pênalti, quando Morais era o cobrador oficial. 3) Após a derrota para o Flamengo, Edmundo disse que jogou contrariado e fora de condições. Alfredo ficou devendo uma resposta: Quem escalou? 4) Eurico e o preparador físico Luiz Flávio disseram que Alfredo errou ao reclamar da viagem do time para Dubai, na pré-temporada.
Vai chegando a hora de arrumar as malas para a Olimpíada, e a imprensa ainda não sabe onde deve se instalar para a cobertura do torneio de futebol. O sorteio que definirá em qual das quatro sedes o Brasil vai ficar será realizado somente no dia 20 de abril. E não são somente os jornalistas que sofrem com a indecisão. O supervisor de seleções, Américo Faria, também vem esquentando os miolos. "A gente ainda quer fazer uma visita ao local antes da Olimpíada. Mas não tem jeito. Vai ficar tudo muito em cima, mas temos que esperar".
Carlos Augusto Montenegro, ex-vice de futebol e, agora, colaborador do Botafogo, não perde a oportunidade de ficar calado. Estava dando sua caminhada pelo Leblon, quando esbarrou com repórteres que faziam a cobertura do treino do Flamengo na praia. Soltou a pérola: "O Escalada está com dengue. Isso é bom. Ele vai emagrecer mais rapidamente".
Não sei se a questão é falta de prestígio ou erro de avaliação, mas de um tempo pra cá já não vejo carinho na relação entre o Fluminense e o Arouca. E, coincidência ou não, são fortes os boatos em São Paulo de que o Palmeiras pode anunciar a contratação do jogador até sexta-feira. Se a especulação virar verdade, será mais uma perda considerável para o Tricolor, já que o jogador é um dos melhores do plantel das Laranjeiras. De bom, só mesmo a possível vinda do goleiro Diego Cavalieri, que, com a volta de Marcos, perdeu espaço no Verdão. E o cara é bom.

Vou começar pelo sábado, e, portanto, pelo Botafogo. Não tem no papel as estrelas do Fluminense, mas o treinador faz a diferença. Cuca montou um bom time em 2007 e, esse ano, está fazendo uma delícia de omelete com os ovos que lhe deram. O Botafogo mostrou mais padrão de jogo na vitória (2 a 0) sobre o Tricolor. E não custa lembrar que Fernando Henrique ainda alterna bons e maus momentos, o que é péssimo para um goleiro. Agora, é acompanhar a recuperação de Jorge Henrique e Zé Carlos. Se eles não jogarem, o Fogão perde boa força. E já não terá Triguinho, expulso. O futebol que o Flamengo jogou na vitória (2 a 1) sobre o Vasco não será suficiente para derrotar o Botafogo. A classificação foi decidida em bolas paradas, por dois zagueiros e, também, por mais um pênalti mal batido por Edmundo. Aliás, abro aqui parênteses para uma pergunta: por que Edmundo cisma de cobrar pênalti? Não é a dele. Estava até jogando muito bem em sua reestréia, mas, quando cometeu o erro, acusou o golpe e desapareceu. Não posso deixar de registrar os gritos do árbitro Gutemberg de Paula Fonseca. Fiquei até com medo dele... Cara nervosinho!!!

E não é que o pessoal do blog acertou os finalistas da Taça Guanabara? Dá-lhe gato-mestre!!!! Deu Flamengo e Botafogo mesmo... Acertou também quem disse que o bacana da foto é o Carlinhos I-TA-BE-RÁ. Oh, gente boa de memória.

Com os quatro grandes envolvidos na reta final da Taça GB, o fim de semana está com corpo, cara, alma, cheiro e gosto de futebol. Então, para relaxar e não deixar em branco o blog num sábado de bola rolando, lanço aqui o desafio: você viu esse cara alguma vez? Já gritou o nome dele? Quem é esse jogador? Vale chutar, eu deixo... (A lente é de Wilton Souza, saudoso fotógrafo com quem tive o prazer de rodar por aí no início da carreira.)

Até as 19h15, as parciais dos pitacos dos gatos-mestres sobre os finalistas da Taça GB eram as seguintes: Flamengo - 40% dos votos Botafogo - 27% Fluminense - 20% Vasco - 13% Ou seja: Flamengo x Botafogo, por enquanto, na frente.
Chegou a hora de fazer a esperada pergunta: quais serão os finalistas da Taça Guanabara? Se é para apostar, chuto num Fla-Flu, simplesmente porque acho que são as duas equipes mais fortes da competição. Mas, contra meu palpite, há uma série de argumentos que o destino pode levar em conta: 1) O Botafogo me surpreendeu na competição e terá Jorge Henrique 2) Acho esquisito o Renato Gaúcho ter insistido na escalação dos três atacantes, se iria tirar um deles no jogo à vera 3) Edmundo arrebentou no treino do Vasco e gosta de meter seus golzinhos no Flamengo 4) O Flamengo se desgastou na viagem ao Peru Ou seja: só sei que nada sei. Mas, se é pra chutar, não vou pipocar: dá Fla-Flu. Se eu errar, puxem minha orelha, mas não apertem meu dedo mindinho.
O aviso é para os fumantes que gostam de assistir ao nosso bom e velho futebol na tela plasma do Lama's: o restaurante foi multado na quarta-feira e, desde então, ninguém pode acender o cigarro por lá. Os fiscais chegaram de fininho e deixaram a conta de duas mil pratas pela infração. De cara, quinhentinhos porque havia cigarro aceso na casa. E mais 500 paus por cada fumante. Havia três. Ou seja: R$ 2 mil. Como não fumo, estive lá ontem e avisei que podem deixar uma mesinha próxima à tela para mim. Vou voltar, com ou sem fumaça.

Não, você não errou de blog. Não, esse não é o Samba de Rede, do Daniel Pereira. Tá certo, isso não é o Maracanã. É o Sambódromo. E essa aí não é a Rebeca... Pois é... É a Luiza Brunet. Acontece que um amigo rubro-negro me ligou hoje cedo, invocado da vida, dizendo que o Futebol & Afins tá a maior deprê. É um tal de joelho rompido de um lado, dedo mindinho quebrado de outro; nadadora mal de cabeça, tenista com dor nas costas... Fiquei até com dor... Na consciência. Puxa, deve ser mesmo indigesto acordar e encarar tanta coisa ruim num blog que deveria falar de gols e alegria, né? Então, em homenagem ao meu amigo e conselheiro, não vou dizer que o Vasco venceu o Itabaiana com gol de pênalti do Bruno Meneghel. Decidi, nesse post, pular do futebol para os afins. E, como meu amigo gosta da madame Brunet, aqui vai uma foto que tirei dela, no desfile da Imperatriz. E vamos parar por aqui porque, se meu amigo não quer falar de futebol, eu também não tô a fim de falar de carnaval, combinado? Ah, quem não gosta da Luiza Brunet não precisa olhar, tá bom? Daqui a pouco, volto a falar da redonda. Não, não tô falando da filha do ministro. Ai, meu Deus... Tá difícil!!!!

O cardápio aí de cima é do Cevada, o bar preferido do rubro-negro Júnior, em Copacabana. E, quando fiz a foto, na segunda-feira de carnaval, estava pensando em ilustrar o post da vitória do Flamengo em cima do Coronel Bolognesi, em sua estréia na Libertadores. Faria, claro, uma brincadeirinha batida e boba com o nome do adversário, que, cá entre nós, abre o apetite de quem, como eu, adora uma lasanha. Só que faltou molho ao Flamengo no empate insosso em 0 a 0 com o tal Coronel Bolognesi. Liguei a televisão correndo, abri meu pacote de biscoito polvilho e, cheia de água na boca, achei que assistiria a uma deliciosa partida, com gols, claro. Nem preciso dizer o que o Obina fez, né? O que foi aquilo? Por muito menos, o Ronaldo quase ficou sem a rótula!!!! E esse papo de que o jogo foi fora de casa não cola, não. Dava pra ter ganho essa. O próximo do cardápio rubro-negro será o Cienciano, dia 27, no Maraca. Será que o Flamengo papa esse?
 
No centro de imprensa de Lyon, em 1997, empolgada com a cobertura do Torneio da França e atolada com um montão de matérias que tinha de enviar para o jornal, tirei os olhos do teclado por um instante e vi que eu era a única repórter diante do computador. Todos, sem distinção de cor, país, religião e sexo, estavam amontoados diante de uma única televisão que não exibia imagens do torneio de futebol. Fiquei curiosa, levantei rapidinho como quem fosse voltar logo para o trabalho, e fui ver de perto o que acontecia. Era um jogo de tênis... Roland Garros. E daí? Nunca gostei desse esporte. Um rapaz de roupa colorida mandava ver na raquete. Mais impressionada com a roupa do que com o tenista, decidi lhe dar uma chance e, tudo bem, atrasaria em alguns minutos a transmissão de minhas matérias para assistir àquele jogo, para mim, sem atrativo nenhum. Aos poucos, fui seduzida pelo tenista e abduzida do meu trabalho. Era Guga. Desde então, passei a gostar de seus uniformes, penteados, suas raquetes e pranchas de surfe. E, até, do Avaí, seu time de coração. Impossível não admirar alguém que levantou a bandeira de um esporte no País. Vê-lo aos prantos, ontem, numa de suas despedidas, cortou meu coração. Força para ele e, mais ainda, para nosso tênis, que seguirá órfão. **** O choro de Guga foi de tristeza. E, o de Ronaldo, de dor e desespero. Ele tinha acabado de entrar em campo e caiu ao tentar subir para uma cabeçada, sem nem mesmo ter tocado na bola. Dessa vez, foi o joelho esquerdo que freou Ronaldo, no empate em 1 a 1 com o Livorno. Rompeu-se o tendão patelar, e a previsão é de nove meses longe da bola. Por tudo que o Fenômeno fez no passado - e não mais pelos dias recentes -, a dor dele dói na gente. Por que tanto chumbo grosso nos seus joelhos, agora já tão massacrados? Ainda quero ver seu sorriso pouco alinhado, mas escancarado. Triste destino. E eu, aqui, reclamando do meu dedo mindinho... Saúde, Fenômeno! ****Ainda nem se sabe de quem é o xixi da Rebeca e outra polêmica emerge do fundo de mais uma piscina: a nadadora Joanna Maranhão diz que, há 11 anos, sofreu abuso sexual. O acusado? Seu ex-técnico Eugênio Miranda. Feita a denúncia, ele foi afastado imediatamente do cargo de professor do colégio em que trabalhava. Agora, fica aqui a pergunta: como Joanna vai arrumar provas contra o ex-técnico? É uma preocupação a mais que deve levar para sua terapia, pois, certamente, o suposto réu vai virar vítima num processo de calúnia e difamação.
O bombeiro que trabalha duro no incêndio provocado por Eurico e Romário em São Januário é o gerente de futebol Paulo Angioni. Ele vem falando com Romário quase que diariamente, e não perde a oportunidade de lhe dar conselhos. Aliás, tem sido assim desde 1985, quando Angioni conheceu o camisa 11, àquela época ainda mais caladão, mas já irreverente. Após uma conversa na terça-feira, por telefone, o gerente de futebol manteve a esperança de ver Romário ficar novamente de bem com o clube: "Ele disse que não há nada definido ainda. Se falou isso, tenho absoluta certeza de que nada foi fechado com o Flamengo. Romário é meu amigo e não quero que cometa um erro". Angioni teme que o Baixinho perca, além do carinho dos vascaínos, a simpatia dos rubro-negros. Se for para o Flamengo e não se der bem por lá, o tiro sai pela culatra. "O primeiro impacto na torcida flamenguista é zombar do Vasco. Mas, no segundo momento, vem a realidade. E, sejamos realistas... O Romário só tem duas pífias conquistas pelo Flamengo", destacou Angioni, lembrando os títulos estaduais de 96 e 99.

Ainda bem que o dedo mindinho não me fez falta na hora de atender o celular. Foram muitas ligações, e, também, e-mails. Os amigos não deixaram mesmo a peteca cair, e, com o sol de Búzios, ficou mais fácil superar a primeira semana. Mas foi tão duro ficar longe dessa confusão envolvendo Romário e Eurico, que, mesmo afastada, falei duas vezes com o Baixinho por telefone. O que ele me disse já saiu no 'Ataque': "Está quase tudo certo". O que não saiu no 'Ataque' foi o que eu deixei escapar: "Vai pro Flamengo? Vai fazer essa maluquice?" E a reposta foi mais ou menos essa: "#$&@!!!! Qual é, #$#&@?" Traduzindo: ele vai! Ou, pelo menos, eu acho que vai... Perdi também o 'créu' do Thiago Neves no Flamengo. Entre titulares e reservas, salvou-se aquele que quase foi parar no Palmeiras. E, para encerrar esse assunto, estou desde domingo me perguntando se o cara pode ou não ensaiar uns passos de dança para provocar a torcida adversária. Em primeiro lugar, não gosto da dança. Em segundo, não tenho nada contra ela. Em terceiro, sou do tempo em que o Renato Gaúcho mandava o torcedor rival calar a boca. Em quarto, não acho que a violência seja resposta para vir da arquibancada ou de qualquer lugar. Resumindo: acho que o cara pode fazer a dança de gosto duvidoso e a torcida perdedora deve ficar com o rabinho entre as pernas até aparecer a chance de pegar no pé do mala. Seria o ideal... Mas, será que isso é possível? Torço muito... E, obrigada de coração pelas mensagens de carinho... 

O carnaval passou e deixou, de lembrança, uma fratura no dedo mindinho da minha mão esquerda. Pouco para quem quase foi esmagada pela gaiola gigante da comissão de frente da Grande Rio. Quando as dores no peito e nas costas passarem, a mão voltar a seu estado normal, a depressão for embora e eu aprender a escrever com nove dedos, volto aqui para falar de futebol, porque, de carnaval, eu já tô legal. Enquanto isso, fico esperando dicas sobre: 1) Como varrer a casa e catar o lixo com uma só mão 2) Como preparar o café da manhã 3) Como lavar a cabeça 4) Como botar desodorante na axila direita 5) Como fazer escova no cabelo 6) Como segurar o bloquinho e escrever as apurações 7) Como fazer a cama
Uma pessoa ligada ao Edmundo me bateu a pérola: "Ele só deve jogar na Taça Rio, para dar tempo de o Romário se aposentar. A idéia no clube é que os dois não joguem juntos". Se isso acontecer, o quebra-cabeça estará todo encaixado. Ora, o presidente do Vasco, Eurico Miranda, me disse lá pelo início da semana que não há nenhuma possibilidade de Romário disputar a Taça Rio. O que me leva a acreditar que o clube aposenta um para promover a estréia do outro. Se isso acontecer, estará provado que Romário e Edmundo não ocupam o mesmo lugar no espaço.
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