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| Marluci Martins |
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O Flamengo foi melhor. Depois de um primeiro tempo ruim, sem emoção, sem futebol, Joel Santana, que sabe enxergar um jogo como poucos, deu poder de fogo a seu time. O vacilo de Eduardo, a visão e precisão de Léo Moura, a generosidade de Tardelli e, claro, a boa colocação e predestinação de Obina deram ao Flamengo a vitória. Uma boa vantagem, que faz o Flamengo viajar hoje à noite para o México bem mais seguro em relação ao que estará deixando no Rio de Janeiro. Mas o Botafogo não deve desanimar. Jogou sem quatro titulares e ficou evidente que os alas fizeram falta. Para domingo, pelo menos Alessandro e Jorge Henrique estarão de volta, o que acende uma luz no fim do túnel alvinegro. Não posso deixar de lembrar aqui a boa atuação de Renan. O rapaz de 18 anos deu conta do recado, queimou a língua de quem, como eu, cobrava-lhe tranqüilidade, e, na minha opinião, foi o melhor do Botafogo. Mas o Flamengo está a um empate do bicampeonato, essa é a verdade.

Não foi por preguiça nem falta de tempo que deixei de mencionar aqui a volta de Leandro Amaral ao Vasco. Mas o repórter Ricardo Mota esteve lá em São Januário e viu com seus próprios olhos que o fujão vestiu mesmo aquela camisa laranja e preta de gosto duvidoso (alô Reebok, eu preferia a azul!!!!!). Então, convencida de que Leandro Amaral estará ainda no Vasco amanhã, estou postando aqui. Será que essa novela terminou? O blog deseja de coração que a torcida vascaína receba o fujão de braços abertos, pois, analisando-se o aspecto técnico, sem paixão, não há outra constatação: Leandro Amaral é um excelente reforço.

O Botafogo venceu, o Flamengo também, mas somente um dos dois goleiros saiu de cabeça erguida, cheio de confiança, para o clássico de domingo. Foi Bruno. O belo gol de falta, marcado quando a esperança já estava de pijama, pronta para dormir, acendeu o time e a torcida. Bruno é xodó da Nação, e vai para o jogo de domingo com moral. Já Renan, se era uma incógnita na cabeça da torcida, transformou-se em medo, pela fraca exibição na vitória sobre a Portuguesa e, também, pelo histórico de maus antecedentes no gol alvinegro. Renan tem tanto potencial, que é goleiro da seleção brasileira Sub-20, mas, quando um jogo reúne 40 mil pessoas apaixonadas, a camisa e as luvas podem pesar para um rapaz de 18 anos. Haja personalidade para dar a volta por cima justamente numa final de um Campeonato Estadual.

Os números são favoráveis ao Botafogo e mostram não ter sido por acaso que chegou ao bicampeonato da Taça Rio. Cuca tem o (bom) grupo na mão, soube dar-lhe padrão de jogo e, também, impressionante amor à camisa. O Botafogo tem fibra, coisa difícil de se ver hoje em dia, e, até, uma torcida que está empurrando pra frente e pra cima. Ontem, não houve destempero - salvo o ato falho e lamentável de Jorge Henrique. É melhor deixar a tensão na mão da cartolada, pois, com os nervos no lugar, o time alvinegro tem tudo para chegar ao título. Está tudo zerado agora. Que vença o melhor!

Estava mais do que anunciada a expulsão de Jorge Henrique. Entrou numa pilha desnecessária, levou o cartão vermelho numa falta de bobeira e, agora, fica fora do jogão de domingo. Pelo mesmo motivo, mas sem tanta culpa, Alessandro também vai desfalcar o Botafogo. O Flamengo, descansando em casa, tranqüilo, contente, agradece. Se a expulsão de Jorge Henrique foi burra, o que dizer dessa obsessão de Washington pela artilharia do Campeonato Estadual, apesar de estar com cinco gols a menos que Wellington Paulista? Por causa disso, já tinha se machucado num jogo bobo, e, agora, decidiu bater o pênalti mesmo sem o consentimento do técnico Renato Gaúcho. Deu no que deu.  Não posso virar a página sem falar do Palmeiras. Brigou tanto para levar o jogo para o Palestra Itália e, no fim, pagou um tremendo mico ao tratar tão mal o visitante. Spray esquisito no vestiário do São Paulo e apagão não estão do tamanho do Palmeiras. É feio, baixo, pequeno, coisa de timinho e de gente sem educação. Mas, da dancinha do Valdívia, gostei. Não tenho nada contra as comemorações e, aí, vou ter de jogar um virtual spray de pimenta nos olhos de Rogério Ceni como forma de repreendê-lo. Coisa feia!!!!!

Foi uma vitória magrinha, raquítica até. Mas que foi boa, foi. Sem Washington, poupado, e Thiago Neves, suspenso, o Fluminense venceu a LDU por 1 a 0, gol de Cícero, num bom dia de Júnior César. Assegurou a liderança do Grupo 8 e tem tudo para terminar a fase classificatória em primeiro lugar. Se o Atlas não vencer o Colo-Colo por diferença de três gols e o Flamengo não der uma goleada de cinco no Bolognesi, o Flusão vai para as oitavas-de-final da Libertadores como o dono da melhor campanha. E será justamente nas oitavas que a Libertadores, morna por enquanto, vai esquentar. Portanto, garantir o direito de decidir no Maracanã é uma luxuosa vantagem para o Tricolor. Ainda que os adversários se tornem mais difíceis a cada fase... xxxx Ué, o Edmundo não foi substituído pouco antes das cobranças de pênalti na semifinal da Taça Rio? Quem é, afinal, o cobrador de pênaltis em São Januário? É ele????

No pior estilo 'treinar pra quê?', dei uma relaxada no blog nos últimos dias, dedicando-me somente a falar sobre o aposentado Romário. Então, para encerrar o assunto, reproduzo aqui fotos que tirei do 'Cara' na gravação da mesa-redonda da qual tive o orgulho de participar, e que irá ao ar hoje, dia 18, a partir das 22h30, no Sportv. Romário chegou de chinelinho, daqui pra frente definitivo em sua vida. De bermuda e camiseta, bem descontraído, recebeu uma turma de jornalistas num lugar que pode-se considerar a extensão de sua casa: a boate 'Nuth', na Barra da Tijuca. Mas isso foi às 14h30, tudo às claras... E, como talvez não se fale tão cedo do Baixinho por aqui, deixo as fotos que tirei para a posteridade. 



"Já parei de jogar. Não tenho mais condição". Há 20 dias, ouvi isso de Romário e, em duas páginas, o ATAQUE anunciou a aposentadoria do Baixinho, na edição de 28 de março de 2008. Houve gente que desmentiu, gente que me telefonou debochando, gente que quis saber se eu tinha gravado a entrevista. Não gravei, pois estava em casa, de chinelos, abrindo uma cervejinha, quando decidi pegar o celular, à espera do jogo do Flamengo, que já ia começar. Houve gente que, no dia seguinte, sugeriu: "Por que você não liga pro Romário, pra ver se ele confirma?" Ora bolas, por que eu deveria ligar para o Romário e perguntar-lhe se confirmava o que ele tinha me dito e, eu, escutado? Para mim, era assunto encerrado. Não cabiam ali duas interpretações. Não fiquei surda nem maluca e... Estava ainda abrindo a primeira cerveja quando conversei com ele!!! Não sei o que o Romário anda dizendo por aí, para duvidarem tanto de sua palavra. Posso falar desses 15 anos de relação tão próxima, de uma história que começou quando estava na Granja Comary e vi o Müller ser cortado por contusão, em 1993. Carlos Alberto Parreira convocou Romário para o jogo contra o Uruguai e, de lá pra cá, passamos a nos cruzar com impressionante freqüência. Nos aproximamos na Copa de 94, mas brigamos feio em 95, quando Romário chegava ao Flamengo. Daquele ano até 2000, não trocamos nenhuma palavra e, talvez, nem mesmo um olhar que fosse. Nesses últimos oito anos, a gente tem se falado e, mais que isso, Romário transformou-se no protagonista de minhas melhores entrevistas. Sua despedida, confirmada ontem numa coletiva, deixará um vazio mesmo nas páginas preenchidas com outros personagens. Ora, ninguém é tão carismático quanto o Romário! E, para aqueles que duvidaram da palavra do Baixinho impressa no ATAQUE do dia 28 de março de 2008, vou contar um segredo: eu nunca gravei o Romário. Por isso, ontem, antes de ir embora da festa de pré-lançamento de seu DVD (vou comprar!), fiz questão de apertar sua mão: "Obrigada por ter confirmado cada palavra". "Marluci, pode telefonar para quem não acreditou em você e tirar onda. Eu f*#do eles. Você merece".
Dessa vez, não houve chororô. Na tática, na vontade, na organização, na bola, o Botafogo venceu um Flamengo que tinha corpo cansado e cabeça exausta. O jogo lá em Cuzco, no alto do morro, pesou nas pernas e desgastou emocionalmente o time rubro-negro. O Fogão jogou bem, como na maioria das partidas do Campeonato, e deu mais um passo para levar a artilharia: como faz gol o Wellington Paulista!!! Que fase... xxxx Enquanto isso, o Vasco juntava os cacos de uma bola de cristal que não pára de falhar. Não estava escrito em tempo nenhum do passado ou de outra dimensão que esse time seria campeão estadual. O presidente Eurico Miranda leu errado!!! Mas não se pode negar que o time melhorou sob o comando de Antônio Lopes. Quem poderia imaginar que o Vasco conseguiria se impor daquele jeito diante de um Fluminense bem mais rico e vistoso? Pena que o mesmo Lopes que fez a equipe progredir em tão pouco tempo tenha jogado tanto peso nos ombros de um garoto de 19 anos. Pablo foi designado para bater o último pênalti!!!! Tudo bem que Edmundo é péssimo batedor, mas, Professor, um garoto????

Torcedor fala palavrão, briga, faz bobagem, mas também tem boas idéias. Os rubro-negros, sempre criativos, estão fazendo uma estátua de Zico, em isopor e papel, e vão levá-la ao Maracanã, domingo, para o jogo contra o Botafogo. A idéia é pressionar o presidente da Suderj e Secretário de Esportes, Eduardo Paes, para que o ídolo ganhe uma estátua de verdade no estádio. O Galo merece tudo, mas nem o Flamengo se mancou do tamanho do vacilo que deu ao encomendar um busto de Carlinhos quando Zico, sim, é o maior ídolo do clube. Mas os torcedores sabem o que dizem. Falando alto, de repente, acordam os homens esquecidos.
Quem diria que o Flamengo conseguiria sua classificação antecipada para as oitavas da Libertadores? Se a altitude fez mal a alguém, foi o Cienciano que caiu feio. O Mengão teve fôlego de sobra, seriedade e lucidez. Vendo o jogo de ontem e lendo os comentários a respeito do post 'Você quer Ronaldo?", aqui no Futebol & Afins, estou surpresa mesmo é com o alto índice de rejeição a Souza. O cara jogou direitinho ontem, deixou Renato Augusto na cara do gol e tudo, mas a galera está com ele atravessado na garganta. Por que será? Alguém explica? xxxx O Flu perdeu, mas, na minha opinião, só porque entrou sem interesse nenhum na disputa contra o Arsenal. A cabeça está voltada para a Taça Rio. xxxx O Botafogo? Ao contrário do Flu, entrou mordido e interessado na revanche contra o River. Não deu outra: está classificado para as oitavas da Copa do Brasil e vai pegar a Portuguesa. xxxx O Vasco não jogou, mas venceu nova disputa com o Fluminense por Leandro Amaral. Mas não vamos falar disso agora, né? Novelinha chata...
Romário e Isabella partiram para Curaçao, no dia 31 de março, desse jeito aí, ó:
 Fizeram um pit stop em Miami e chegaram na manhã de quinta-feira ao Rio. E, dando uma conferida nas fotos do Carlinhos Moraes, fica fácil entender por que o casal demorou mais de duas horas para passar pelo portão de desembarque. Olha só:
 Romário estava acertando contas com a Alfândega. Claro, peixe! Além da bagagem da ida, o casal voltou com uma mala preta, uma vermelha, um bolsão preto, um caixote, um saco e duas caixas do Free Shop. Peso? Só na bagagem. Romário está leve e, em entrevista à repórter Ana Carla Gomes, que estará daqui a pouco nas bancas, ele fala de seus planos para o futuro: jogar peladas e futevôlei. Bom descanso, Baixo! Só uma dúvida: Ronaldo chegou ao Rio oito horas depois de Romário. E ainda ficou duas horas no Free Shop. Será que as prateleiras não estavam vazias?

Ronaldo passará os próximos dias no Rio, matando a saudade dos amigos e recuperando-se em sua clínica, em Jacarepaguá, a Fisio R9. E o vice de futebol do Flamengo, Kléber Leite, já avisou: vai procurá-lo para ouvir de sua boca o que o atacante disse a Gazzetta dello Sport: "Gostaria de voltar ao Brasil para jogar pelo Flamengo antes de pensar na Europa e no Milan". Uma pessoa próxima a Ronaldo me garante que o projeto rubro-negro realmente mexe com Ronaldo. "Ele está tarado para jogar pelo Flamengo", contou-me a fonte. Ronaldo está há dois meses sem jogar, por causa da delicada cirurgia que sofreu no joelho esquerdo. E ainda não tem previsão de volta ao gramado. Você, torcedor, quer o atacante do Milan?
O América não é meu time. Também não é meu segundo time, porque não sei o que é isso. Mas, claro, lamento a queda de um clube de tradição, de hino tão bonito e gente sofrida. Despede-se da elite do futebol carioca, na qual estava aos trancos e barrancos. Espero que volte um dia, de preferência com uma diretoria firme, que vá aos jogos, mesmo aqueles que forem disputados num lugar tão longe, mas tão longe quanto Friburgo. É o mínimo. xxxx Nem deu para comemorar a goleada. Washington torceu feio o tornozelo esquerdo e, de candidato a artilheiro do Estadual, passou a ser dúvida para a semifinal contra o Vasco, sábado, no Maracanã. Pelo belo repertório que tem mostrado em campo, o Fluminense mesmo assim, mesmo com um Washington manco, é ainda favorito a chegar à final. Mesmo com o desgaste de um jogo no meio da semana pela Libertadores, é no Tricolor que ainda aposto minhas fichas. xxxx Por que considero o Fluminense mais forte do que o Vasco? Ora, o que posso pensar de um time que sofre para empatar com os reservas do Flamengo? Edmundo vai precisar subir muito de produção para empurrar esse time vascaíno, pois ainda não mostrou nada. Antônio Lopes terá trabalho.
O sortudo Alamir Machado passou na redação de O DIA hoje à tarde, a tempo de vestir para o jogo contra o Libertad a camisa do Fluminense que ganhou no sorteio promovido pelo blog Futebol & Afins. Alamir ainda tabelou com o mais novo vovô da praça (nasceu Valentina!!!!), Giuseppe Amato, da coluna Embaixada, publicada no jornal às quintas-feiras e aos sábados. Parabéns ao Alamir e ao vovô garoto! Agora, só falta o Flusão dar ainda mais alegria à dupla tricolor.

O entusiasmo de Antônio Lopes com a volta ao Vasco pode ser medido por sua pressa em chegar ao clube. O treino da manhã começava às 9h e ele saiu de casa duas horas antes. O que de certa forma frustrou sua mulher, a sempre presente Dona Elza, que gosta de estar por dentro da vida profissional do marido. "Ele saiu de casa às 7h e já foi avisando que não voltaria para o almoço pois haveria treino também à tarde. A gente nem pôde conversar", disse Elza, tão feliz quanto o treinador. Não houve tempo nem mesmo para Lopes decidir se vai usar na quinta-feira, contra o Bragantino, a camisa verde de linho, velha conhecida dos torcedores.
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