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| Marluci Martins |
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Deixo para outro dia (ou não) a discussão sobre as colocações do Tita em matéria assinada por mim, no Jornal O Dia. Deixemos isso de lado. O que mais me preocupa é ver o Vasco de minha falecida avó e meu padrinho; o Vasco de Roberto Dinamite, de Juninho Pernambucano e Edmundo, com uma só mão segurando um arbusto, corpo solto no ar, sucumbindo à ventania, pendurado diante de um abismo profundo, sinistro e frio. É triste.

O que estarão dizendo aqueles que chamaram o técnico Caio Júnior de burro? O Flamengo está lá, a quatro pontos do líder, brigando ainda por um título no qual não acredito, mas que nunca foi tão possível no ano. Caio Júnior já deu provas ao longo de sua ascendente carreira de que não é burro. Não chegou ao Flamengo por acaso. Posso admitir aqui que se perde entre tantas convocações. Eu mesma já disse: "Caio Júnior está meio perdido". O que não é o mesmo que ser burro. É dura a vida de quem vê um punhado de jogadores ir embora e recebe um outro bocado, no meio de uma competição. Há de fazer novas escolhas, descobrir quem é o melhor jogador e quem é o mais ou menos, agradar o dirigente que contratou A e B, deixar meia dúzia do time de cara emburrada, enfrentar o imediatismo do torcedor exigente. É normal que o cara se perca, mas quem não é burro acaba uma hora se achando. xxxx O Botafogo que quer ir à Libertadores não pode empatar com um Fluminense sem fôlego e inspiração que mora de aluguel na lanterna do Brasileirão. A semana agora promete: depois de tentar reverter quarta-feira aquela derrota de 1 a 0 para o América de Cáli, o Botafogo vai enfrentar, três dias depois, o Grêmio. E, se quiser mesmo merecer uma vaga no G-4, terá de superar o time gaúcho, que está em baixa, mas vem mordido pela goleada (4 a 1) sofrida para o Inter, seu maior rival. xxxx Se o Vasco não ganha do Ipatinga, vai ganhar de quem? Aliás, o Vasco não perdeu simplesmente. O Vasco sofreu três gols do time que tem o pior ataque da competição (28). Quando a esperança de uma torcida passa a repousar em reforços como Fernando e Odvan, é sinal de que há uma tragédia no ar. Permitam-me uma correção: isso não é esperança, é desespero mesmo. xxxx Deixei o lado de baixo do post para falar sobre quem anda também no rodapé da tabela do Brasileirão. O Fluminense deste Campeonato está tão pequenininho, tão pequeninho, que ainda comemora um empate que o deixou em... último lugar! O que há de honroso nisso? Tudo bem, o gol de Edcarlos veio nos acréscimos, mas um soquinho no ar já teria sido suficiente para extravasar a alegria do empate e respeitar a dor que a realidade impõe.

Há algo podre em São Januário. Não faz o menor sentido o técnico Renato Gaúcho botar a boca no trombone contra o excesso de peso (morto) no time, e ter sua autoridade questionada pelo supervisor Lancetta, que minimiza o problema. Por que não pode haver transparência no Vasco? Por que é sempre assim? Muda ano, muda diretoria, muda técnico, e o clube continua com problemas de comunicação. Hoje foi dia de todo mundo subir na balança. Ninguém foi multado. Eu hein... E eu estava levando a sério esse negócio... xxxx Foi por falta de tempo que não falei aqui do Botafogo. E, também, um pouco por falta do que falar. Não compreendo por que um time vai do céu ao inferno com tanta rapidez. Com a derrota para o América de Cáli, já são três tombos consecutivos. Como dizia minha avó: "Dia de muito é véspera de pouco". No Alvinegro, tem sido assim. A alegria por uma seqüência de vitórias é véspera de um sofrimento qualquer. Deixo os comentários para que alguém se aventure a uma explicação para esse drama. Um psicólogo, talvez... Tem algum aí?
Por falar em gordo, Ronaldinho Gaúcho está fora da lista que Dunga acabou de anunciar, para os Jogos contra Venezuela (dia 12 de outubro) e Colômbia (15), pelas Eliminatórias da Copa de 2010... Abaixo, os magrinhos convocados: Julio Cesar (Internazionale) Doni (Roma) Maicon (Internazionale) Daniel Alves (Barcelona) Lúcio (Bayern de Munique) Thiago Silva (Fluminense) Juan (Roma) Alex Costa (Chelsea) Juan Maldonado (Flamengo) Kleber (Santos) Gilberto Silva (Panathinaikos) Lucas (Liverpool) Josué (Wolfsburg) Anderson (Manchester United) Elano (Manchester City) Kaká (Milan) Julio Baptista (Roma) Mancini (Internazionale) Robinho (Manchester City) Alexandre Pato (Milan) Luís Fabiano (Sevilla) Jô (Manchester City)

Nesses 20 anos de profissão, já vi jogador de todos os tipos. Tem aquele que gosta de beber, tem aquele que a gente acha que toma bomba, aquele que calça o chinelo e está sempre com um incômodo em algum músculo. Tem o que chega atrasado, o que puxa o saco do treinador, o que detesta a imprensa. Tem o que gosta de sair na Caras e o que não pode ver mulher. Mas, de um tempo pra cá, a moda no futebol é se empanturrar de comida e, depois disso, comer um pouco mais. Não sem deixar um espaço no barrigão para a sobremesa. E, claro, para arrematar, mais um docinho porque ninguém é de ferro. É incrível que, em plena primavera, passadas 26 rodadas do Brasileirão, a comissão técnica de Renato Gaúcho tenha descoberto que o time do Vasco está repleto de gordinhos. Falta vergonha na cara dessa gente. É falta de amor à camisa (GG), falta de responsabilidade, falta de seriedade numa profissão feita exclusivamente para magros. Entende-se agora por que o Vasco está tão mal das pernas. Não falo da obesidade, mas da falta de comprometimento de meia dúzia de jogadores. Se os caras não estão nem aí para o corpo, será que se importam com a instituição que lhes dá emprego? Balança neles, Renato!!! (Ou será um culto à imagem de um certo ex-presidente?)


A matemática é fria de doer. Machuca, principalmente, times como Vasco e Fluminense, que estão na zona de rebaixamento e precisam no mínimo vencer seis dos 12 jogos que restam. Uma tarefa quase impossível, já que, das 26 partidas disputadas até agora, o Vasco só venceu sete e, o Flu, seis. Flamengo e Botafogo, com vida mais fácil, precisam vencer sete jogos para garantir vaga na Libertadores do ano que vem. Para chegar ao título brasileiro, aí são outros quinhentos. Seria preciso vencer 11 jogos. Conheça a maratona que cada um terá pela frente: Flamengo - Sport (casa), Náutico (fora), Altético-MG (c), Vasco (neutro), Coritiba (c), Vitória (f), Portuguesa (c), Botafogo (n), Palmeiras (c), Cruzeiro (f), Goiás (c) e Atlético-PR (f). Botafogo - Fluminense (c), Grêmio (f), Vitória (c), Santos (c), Ipatinga (f), São Paulo (c), Atlético-NG (f), Flamengo (n), Goiás (f), Atlético-PR (c), Figueirense (c) e Palmeiras (f). Vasco - Ipatinga (f), Figueirense (c), Sport (f), Flamengo (n), Goiás (f), Atlético-PR (c), Fluminense (n), Santos (c), Atlético-MG (f), São Paulo (c), Coritiba (f) e Vitória (c). Fluminense - Botafogo (f), Goiás (c), Atlético-PR (f), Vitória (f), Palmeiras (c), Figueirense (f), Vasco (n), Cruzeiro (f), Portuguesa (c), Internacional (f), São Paulo (f) e Ipatinga (c). Quais os clubes do Rio que, na sua opinião, alcançarão seu(s) objetivo(s)?

Ronaldo calçou o verde da esperança nos pés e, com o otimismo colorindo suas chuteiras, participou de um treino recreativo com alguns garotos dos juniores do Flamengo. Ainda está acima do peso, mas, treinando em dois turnos como vem fazendo, vou ter de engolir minhas palavras de quem um dia não acreditou na sua volta aos campos de futebol. É bom vê-lo de novo trabalhando, embora ainda tenha uma quedinha por situações que não combinam nada com o esporte, como o barraco que rolou em sua festa de aniversário, já na manhã de sábado, na Sky Lounge, na Lagoa. Ronaldo sempre se saiu melhor nos gramados do que em eventos sociais, já que nem no seu luxuoso casamento, num belo castelo de conto de fadas, conseguiu manter-se distante das polêmicas. Melhor do que o treino com os garotos dos juniores foi a notícia de seu fisioterapeuta particular, Bruno Mazioti: ele garante que, em 20 dias, Ronaldo já estará em forma para tratar a bola com a dignidade que ela (e ele também) merece (m). Que assim seja. No Manchester City, no Flamengo ou em qualquer lugar do mundo.

O Flamengo foi o único time do Rio a vencer na rodada do Brasileirão e está no G-4. Mas a torcida não gostou do que viu na vitória de 1 a 0 sobre o Ipatinga, que assumiu a lanterna do Campeonato. Nem a mãe do Caio Júnior deve ter gostado. Foi um daqueles jogos que fazem a torcida perder a paciência, xingar, ter raiva do dinheiro gasto. O Flamengo errou muitos passes, o meio não funcionou e Josiel mereceria um post à parte. É cedo para dizer que não vai dar certo, mas seu isolamento foi de doer. Parece que corre errado e, em alguns momentos, consegue ficar de costas para a bola. Marcelinho Paraíba, ao contrário, tem a cara do clube. E o Obina tem uma barriga indecente. Se eu fosse ele, não tirava a camisa. xxxx Que mole deu o Botafogo! Pegou a Portuguesa, mortinha no Campeonato, e conseguiu levar um sacode de 3 a 1. O que houve com o time do Ney Franco? Acabou o gás? Só sei que o Botafogo está mal de goleiro. O Castillo falhou feio. Muito feio... xxxx Vasco e Fluminense estão de mãos dadas lá na zona do desespero. A derrota do Vasco por 2 a 0 para o Palmeiras, no Palestra Itália, já era esperada. Outro resultado seria zebra nessa estréia de Renato Gaúcho, que parece ter deixado de lado os óculos escuros nesse fim de inverno. A derrota do Fluminense por 3 a 2 para o Coritiba foi pior. O jogo era no Maracanã, onde Tartá não pode dar o mole que deu. Será que santo de casa não faz milagre no Tricolor?

A CBF foi coerente em confirmar para o Engenhão o clássico Botafogo x Flamengo, no dia 9 de novembro. Se as questões lançadas pela polícia não têm a ver com o Estádio, e, sim, com as dificuldades do lado de fora, seria injusto punir o Alvinegro, proibindo-o de ser o anfitrião da partida. O mando de campo é do Botafogo. E a casa do Botafogo é o Engenhão. Nada mais justo que a partida seja lá. E, claro, cabe à polícia garantir a segurança de quem quiser assistir ao clássico.

Depois de muitos telefonemas, muitas especulações, muitas horas, o presidente do Vasco, Roberto Dinamite, cedeu aos apelos de jogadores como Edmundo e Leandro Amaral, que pediam a contratação de Renato Gaúcho para a vaga de Tita. O Vasco acaba de anunciar que Renato será apresentado à imprensa após o treino de amanhã à tarde, em São Januário. A essa altura do Campeonato, em que já não há nada a almejar, a não ser um colete salva-vidas, o nome de Renato me parece uma boa escolha. Embora não goste de ser considerado um motivador (e eu não vejo isso como um defeito e, sim, qualidade), Renato sabe mesmo fazer um time correr. Não vai fazer milagre. Não vai transformar água em vinho ou abóbora em carruagem. O time do Vasco é mesmo uma abóbora do meio para trás. Mas acredito que, com Renato, essa abóbora vai correr. Se não der pra correr como carruagem, que seja como uma eficiente carroça. Mas que corra da Série B. Não há, além disso, mais nada com que sonhar. Boa sorte ao Renato. E você, acha que o Renato tira o Vasco do buraco?
Um dia depois de ter garantido que, contra o Ipatinga, domingo, o ataque do Flamengo será formado por Josiel e Vandinho, Caio Jr. usou no treino de hoje a dupla Josiel-Everton o tempo inteiro. O excesso de contratações parece estar confundindo a cabeça do treinador. Hoje, é difícil alguém acertar do meio pra frente a escalação rubro-negra. O que, convenhamos, não é nada bom

O presidente Roberto Dinamite mandou sua assessoria avisar: há mais um treinador em sua lista, Renê Simões, ex-supervisor do Flamengo (2000), que foi demitido da seleção da Jamaica. Será que agora a coisa vai? Ou a casa cai?
O Vasco já não tinha dinheiro. Não tinha time. Não tinha patrocínio. Não tinha vice de futebol. Eu já tinha dito isso? Então, agora vou dizer mais: O Vasco não tem também um treinador. Eu não acreditava mesmo que Tita fosse durar, pois, muito inexperiente ainda na profissão, precisava de mais base para agüentar tamanho tranco. Não conseguiu fazer o fraquíssimo time dar um passo à frente. O Vasco de ontem foi mais uma vez um bando em campo, numa postura ridícula, temendo um adversário melhor, e tinha uma vantagem que não justificava tanta covardia, tanto medo. O Palmeiras está na Sul-Americana. O Vasco está fora e, continuando assim, ficará fora também da Série A do Campeonato Brasileiro. Entre PC Gusmão, Renato Gaúcho e Gaúcho, fico com o segundo nome. Renato já passou por São Januário, pegou o time também em crise, e posso dizer que o Vasco fez bem a Renato e Renato fez bem ao Vasco. E você, que treinador contrataria para assumir o comando da crise?
O Vasco já não tinha dinheiro. Não tinha time. Não tinha patrocínio. Agora, não tem também vice de futebol. Alegando problemas de saúde, Manoel Fontes, o Neca, entregou ontem o cargo. Pulou fora da caravela, em alto mar, embarcação à deriva, no meio da tempestade, naufragando na zona de rebaixamento do Brasileirão. O cardiologista do hipertenso Neca deve ter-lhe dito: assistir a jogos do Vasco é prejudicial à saúde. A torcida que o diga... Para salvar o time, Neca deixou uma espécie de colete salva-vidas: Odvan. Ou seja: o Vasco, que tem a terceira defesa mais vazada do Campeonato (48 gols), conta agora também com Odvan. Alguém tem o telefone do cardiologista do Neca? Esse cara sabe das coisas...

Um desastre. A 25ª rodada do Brasileirão foi uma tragédia para os clubes do Rio. O Botafogo manteve-se na quarta colocação, mas não conseguiu aproximar-se do Grêmio, que caiu diante do fracote Goiás. O time de Ney Franco perdeu a chance de reduzir para quatro pontos a distância que o separa do líder. E, se tivesse vencido, estaria agora em terceiro, com dois pontos a mais que o Cruzeiro, que deu mole em casa diante do Palmeiras desfalcado de seu ataque e, no segundo tempo, com um homem a menos. O Flamengo caiu para o sétimo lugar e, agora, tem que brigar até com o Vitória para subir na tabela. Ficou difícil, mas a briga para entrar no G-4 não está tão feia. O Flamengo terá uma seqüência de jogos em casa, e todo mundo conhece a força de sua torcida mágica... O Vasco... Todo mundo sabe que o Vasco tem um time fraquinho, mas São Januário sempre foi capaz de fazer milagres. Mas, quando o técnico erra muito nas substituições, quando um zagueiro é expulso e, quando um goleiro ganha também o cartão vermelho, não há santo que dê jeito. Aliás, os goleiros do Vasco precisam ver melhor o jogo. No jogo anterior, contra o Cruzeiro, o time já não tinha direito a substituições, e Tiago foi expulso. Ontem, contra o Náutico, foi a vez de Roberto fazer uma lambança, ao sair da área e botar a mão na bola. Tita já tinha feito as três substituições e, quem foi para o gol? Leandro Amaral. Entendeu? Não? Nem eu! Bem, o Vasco está na zona de rebaixamento. E, claro, o Fluminense também. Perdeu outra, ontem para o Santos, e segue numa apatia de dar dó. Não gostei da idéia do Cuca de lançar o garoto Maicon no lugar do Washington, suspenso. E, por falar em Washington, ele volta ao time, sábado, contra o Coritiba, no Maracanã. Mas Conca cumpre suspensão. A fase é dura!

Até quando? Uma seleção sem liderança. Sem conjunto. Sem padrão tático. Sem comprometimento. Sem brio. O Brasil do outrora vibrante Dunga deu outro vexame. Com um homem a mais desde os oito minutos do segundo tempo, não conseguiu fazer um golzinho que fosse na frágil Bolívia, que, em oito jogos, sofreu 20 gols e fez apenas oito. A Bolívia é a lanterna das Eliminatórias. Tem a pior defesa. Venceu só um jogo. Perdeu cinco.
A Bolívia jogou fechadinha. Sim, foi essa a desculpa de 20 entre 20 jogadores que passaram pela zona mista entre o corredor polonês de repórteres. Foi também a justificativa de Dunga. Mas, o que esperavam os homens que, de chuteiras, defendem a pátria de Lula? Esperavam que a Bolívia se agigantasse e partisse para o ataque disposta a fazer o que até hoje não aprendeu? A Seleção é individualista. E não pode ser diferente. Se não há um esquema eficiente, cada um acaba tentando resolver do seu jeito. Resultado: passes errados, afobação, um bate e rebate danado. A bola não chegou redonda a Robinho e Luís Fabiano. Aliás, de redondo mesmo, só o Ronaldinho Gaúcho com seu volumoso traseiro. Para mim, Dunga está vivo, mas com os dias contados. Seu abatimento na entrevista coletiva e a cara de quem não conseguiria dormir naquela noite falaram mais que suas palavras. Dunga estava envergonhado. Nem teve a seu lado o fiel escudeiro Jorginho, que deixou vago o microfone e preferiu sentar-se longe dali. Esqueçamos o Chile. O futebol da seleção de Dunga é mesmo esse aí, que leva 31.422 pessoas ao estádio. É um futebolzinho feio de doer. xxxx E não é que a Bolívia de Evo Morales tirou o gás do Brasil?
O Flamengo faz um apelo a sua torcida para que não o abandone agora, no Brasileirão. São Paulo é logo ali e a assessora de imprensa Marilene Dabus dá as dicas de como assistir ao jogo de domingo, no Morumbi: Excursão pra São Paulo no domingo: saída: 6 da manhã. em frente à bilheteria da Gávea Volta: após o jogo valor: 80 reais compra da passagem : Quatro Estações Turismo Av. N.S.Copabana, 1072, sob 205 teles. 25134717 e 25133580 Ingressos vendidos nos postos a 30 reais
Lancetta e Neca autorizaram Jean a trocar o Vasco pelo Sharjah, dos Emirados Árabes. Mas, quando estava no aeroporto, já despedindo-se da família, o jogador recebeu um telefonema. Era o presidente Roberto Dinamite, proibindo-o de embarcar. Jean não viajou, voltou com as malas para casa, falou cobras e lagartos e eu narrei tudo isso aqui no blog. Mas, agora, o presidente Roberto Dinamite decidiu liberar Jean, que de novo dobrou as roupas, arrumando-as nas malas mais uma vez. Detalhe: o Vasco não levou nadinha nessa transferência. Ou, então, os garçons da Bráz botaram alguma coisa no meu chope. Não bebo mais...
Será que a preferência de Lula por Messi e pelo futebol argentino foi o combustível que acelerou a seleção brasileira na bonita vitória de 3 a 0 sobre o Chile? Se o discurso do presidente motivou os jogadores, convém chamá-lo para a preleção no Engenhão, quarta-feira, contra a Bolívia. Num dia em que até Diego jogou bola e Ronaldinho Gaúcho ainda cismou de perder um pênalti, o Brasil passou por cima dos chilenos com inteligência e sem afobação. Luís Fabiano foi um show à parte. E, dessa vez, Dunga acertou em cheio ao tirar Ronaldinho Gaúcho para lançar Juan. Por falar em Juan, o que faz Kléber na Seleção? Quando o árbitro paraguaio Carlos Torres deu a Luisão, por engano, o cartão amarelo que deveria ser mostrado a Kléber, o lateral foi dedurado pelos companheiros. Eu também fiz coro com o time e gritei aqui de casa: "Expulsa logo o Kléber!!!" xxxx O Botafogo de novo jogou bonito, dessa vez lá no Couto Pereira, venceu o Coritiba por 1 a 0 e retomou sua vaga no G4, expulsando o Flamengo do seleto grupo de elite. Mas não terá Carlos Alberto, Túlio e Jorge Henrique na próxima rodada, quando enfrenta o Internacional, no Engenhão. Os três jogadores vão cumprir suspensão. xxxx Washington, herói tantas vezes, foi vilão no empate sem graça (e bota sem graça nisso!!!) com o Grêmio, em 0 a 0. Perdeu dois gols e parecia um calouro no lance de sua expulsão. E lá está de novo o Fluminense atolado na zona maldita. xxxx Que situação mais esquisita essa do Jean. Ele jura que foi liberado pelo Neca e o Lancetta para que trocasse o Vasco pelo Al Sharjah, dos Emirados Árabes. Mas, no aeroporto, enquanto se despedia dos familiares, recebeu um telefonema do presidente Roberto Dinamite, que vetou sua viagem. Não falei com o Roberto, mas, se a verdade é essa, tem gente batendo cabeça lá em São Januário. xxxx O Flamengo perdeu sua vaga no G4, mas segue no páreo. O clube tenta regularizar Josiel e Fierro para o jogo de domingo, contra o São Paulo, no Morumbi.
A CBF teve lucidez e tratou de jogar um balde de água fria em seu site, numa tentativa de apagar o incêndio político causado pelo goleiro Júlio César, que abriu fogo contra o Presidente Lula. Aí vai o comunicado:
06/09/2008 às 13:08 Comunicado da CBF sobre episódio envolvendo o presidente Lula Declaração de um jogador não expressa a opinião dos demais integrantes da Seleção Brasileira CBF NEWS A CBF esclarece que o episódio das críticas feitas pelo presidente Lula à Seleção Brasileira, e que foi destaque nos jornais neste sábado, foi divulgado de uma maneira que absolutamente não reflete a opinião de todos os jogadores e integrantes da Seleção. Ao contrário, o técnico Dunga e diversos jogadores que deram declarações sobre o assunto manifestaram claramente ter entendido o direito que o presidente Lula tem de expor o que pensa sobre a Seleção Brasileira, sejam as opiniões favoráveis ou não. Pelo mesmo motivo, em um país em que há liberdade de imprensa e reconhecimento ao direito de expressão, deve ser entendida a declaração do goleiro Julio Cesar, ainda que todos os jogadores e integrantes da comissão técnica da Seleção Brasileira não concordem com o seu teor. Rodrigo Paiva Chefe de Comunicação da CBF

Tem gente que me chama de Marraluci. Quem botou o apelido foi o gerente de futebol Isaías Tinoco, nos tempos de Vasco, e, como gostei, nunca nem quis muitas explicações sobre o assunto. A fotógrafa Beth Santos simplificava, preferindo me chamar de Marra. E é assim que também me chama o repórter Ricardo Mota. E, ainda, o Macarrão, aquele da sala de fax, que sempre me ajuda na entrega dos brindes sorteados aqui uma vez na vida e outra na morte. Ok, não vou brigar com o mundo. Se meia dúzia me considera marrenta, é sinal de que a humildade não é mesmo o meu forte. Mas não sou burra. Isso, eu não sou de jeito nenhum. Sei dos meus erros, quero me flagelar quando a matéria do concorrente está melhor do que a minha, conheço minhas deficiências. A pior marra, a marra patológica, é aquela que destrói a autocrítica da gente. É aquela que causa cegueira. Ou seja: você não consegue enxergar que o vizinho tem alguma qualidade ou vantagem que você não tem. Quis mesmo fazer esse nariz de cera todo para forçar uma reflexão, e, a cada palavra que escrevo, fico mais certa do que vou dizer agora: nossa seleção é marrenta. É patologicamente marrenta. Para o Dunga e o Júlio César, por exemplo, o Presidente Lula não tem o direito de achar que o Messi é o melhor jogador do mundo. Nosso Presidente não pode considerar os jogadores argentinos mais aguerridos do que os nossos. Nosso Presidente não pode ver e exaltar as qualidades dos vizinhos. Ora bolas, o Presidente da República é sempre alvo de críticas e questionamentos. Por que será, então, que ele não pode reclamar do futebol chinfrim que nossa Seleção vem jogando por aí? Quer saber? Eu, assim como o Lula, também acho que o Messi joga muito mais do que o Maxi. E tem mais: também gosto do Cristiano Ronaldo. E daí? xxxx Até agora não compreendo por que o Edmundo vestiu aquela camisa de goleiro que, enorme, não servia nele. Achou aquela cor fashion? Só pode ter sido isso, pois, de goleiro, ele não tem nada. Edmundo é um líder, uma referência no meio de alguns botinudos, e o lugar dele é na linha e, não, no gol. E até agora não entendi seu choro e a constatação de que o Vasco não tem "mais" ajuda de ninguém. Já teve??? A derrota (3 a 1) do Vasco para o Cruzeiro aconteceu num dia em que a bruxa sobrevoou São Januário. Mas realmente não há como comparar os dois times. A defesa vascaína consegue se superar a cada dia!!! Mas eu ainda livro a cara do goleiro Tiago, injustamente vaiado. xxxx Aqui vai uma dica para o Ronaldo calar a boca de quem o considera gordo: emagrecer, já!!!

Era uma vez um jogador chamado Johnny, de 23 anos, que, tadinho, jogava no CRB, lanterna da Série B do Brasileirão. Zagueiro e dublê de volante, Johnny disputou quatro jogos, fez um gol e outro contra. E foi também expulso. Até que um dia, indicado pelo técnico Tita com quem trabalhou, esse jogador foi parar no Vasco, ao lado de André, ex-Macaé, e Serginho, ex-Bangu. Moral da história: E ainda tem gente que diz que mulher não entende nada de futebol! Eu hein... E tem gente que entende, mas se faz de cego. Como é que só perceberam que o Zárate estava gordão depois que ele entrou em campo pesado como um boi? Pedrinho é vascaíno de coração. Que as lesões o deixem e paz! Ele merece...
O empate em 2 a 2 no Fla-Flu não foi injusto, não. Ficou com gosto de derrota para os tricolores, mas outro resultado não teria sido de bom tamanho, já que o Flamengo ameaçou mais. Aliás, o prejuízo foi maior para os rubro-negros, que daqui a pouco vão precisar de um binóculo para enxergar o Grêmio que, se joga um futebol que não me empolga nem um pouquinho, vem sendo eficiente no Campeonato. A diferença já é de 11 pontos, o que significa que a briga pelo título vai ficando difícil para o Flamengo. O que mais me impressionou no jogo não foi a boa estréia do Éverton (e, por que não, do Sambueza?). O que mais me deixou de boca aberta foi o Bruno. Um goleiro de seu nível não pode tomar o gol que sofreu naquele chute do Maurício, de uma distância equivalente ao espaço entre o Méier e a Barra da Tijuca. Foi bonito o chute. Foi feio o susto do Bruno, que naquele instante devia estar pensando na morte da bezerra. xxxx Futebol não é matemática, mas os números de vez em quando são a mais fiel constatação do que acontece num gramado. O Vasco até agora fez 37 gols, apenas três a menos que os times de melhor ataque na competição: o Grêmio e o Palmeiras, com 40. Mas, com 42 gols sofridos, o Vasco tem a segunda pior defesa, perdendo apenas para a Portuguesa (47). E vale aqui lembrar que só venceu uma partida até agora fora de casa. Então, quem esperava que o time, desfalcado do Mádson, do Edmundo e do Jonílson, fosse desencantar lá no Olímpico? A derrota de 2 a 1 para o Grêmio não foi nenhuma surpresa. A zaguinha vascaína, pensando na morte da bezerra, tomou dois gols de cabeça!!!! xxxx O Botafogo quer ser campeão? Quer mesmo? Que tal então parar de dar mole? A perda de pontos para o Vasco e o Náutico é irreparável numa competição de pontos corridos. É melhor tirar o salto e calçar chuteiras. xxxx Sim, conheci Alcir Portella. Acompanhei intensamente seu trabalho em várias comissões técnicas do Vasco, por muitos e muitos anos. Posso dizer que era um cara bacana, de astral lá em cima, que uma vez por ano esbarrava comigo fora de um estádio de futebol: no Sambódromo, enfiado numa fantasia, amante dos desfiles. A dor tirou-o de cena no último Carnaval. O céu ganhou, na sexta-feira, um homem de bem. Beijo!
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