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| Marluci Martins |
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O que, na sua opinião, eu registrei com minha eficiente Canon SX100IS? 1 - O jogo do Fluminense no apagado Orlando Scarpelli 2 - O apagão do Barradão 3 - O time do Vasco 4 - O cérebro do Jorge Luiz 5 - O futebol do Odvan Esse pode ser o retrato do time do Vasco. Ou do futebol do Vasco. Pode ser um buraco negro, o fundo de um poço, a zona de rebaixamento. Pode ser o nada. Pode ser o que se passa dentro da cabeça do Jorge Luiz. Pode ser a campanha do Vasco no Campeonato Brasileiro. Quase 23 mil pessoas apaixonadas fizeram a sua parte e pagaram ingresso para ver o Vasco. O jogo era em São Januário, contra o Atlético-PR, companheiro de zona de rebaixamento, dono até então do pior ataque do Brasileirão. E o adversário estava desfalcado de quatro jogadores!!! O resultado? Um empate em 2 a 2 arrancado no sufoco e no coração. Ah, coração esse time tem. Ninguém pode dizer que o Vasco não corre. O problema é que está correndo para a Série B. Está feia a coisa, Renato Gaúcho. E a impressão é de que não há mais o que fazer além de correr. De preferência, para a frente, para fora dessa escuridão que está desbotando a vida daqueles que amam o Vasco. Já sei. A foto acima é a reprodução do sentimento que move e imobiliza os vascaínos. É a foto da tristeza, com sua face mais dura. xxxx Mas, gente, vamos torcer, sofrer e cumprir o destino sem violência. xxxx E, como desgraça pouca é bobagem, aqui vai mais uma: Edmundo, substituído por causa de uma fisgada na coxa, está fora do clássico de domingo, contra o Fluminense. xxxx Washington perdeu um pênalti, mas ainda assim o Fluminense está vencendo o Figueirense por 1 a 0, gol de Arouca, na partida que só vai terminar na quarta-feira que vem. O apagão no Orlando Scarpelli atrapalha a tabela. Fazer o quê?

Que língua tem o Maradona, hein... Não é que já deu uma esculhambada no Dunga? Disse que, nos tempos de jogador, o treinador da nossa seleção dava "botinadas", e ele, Maradona, "se esquivava delas". Por mais que eu critique o Dunga, achei horrível essa declaração. A ética passou longe, hein... Aliás, o verbo respeitar nunca fez parte da gramática do argentino, tão genial com a bola nos pés, tão troglodita nas atitudes.


O empate sem gols com o Vitória tirou o Flamengo do G-4 e mostrou as deficiências de seu ataque. Obina perdeu gol, e pior do que ele foi aquela conclusão do Leonardo Moura, sozinho, mandando a bola para Marte. Mas nem tudo está perdido ainda. A quarta-feira foi péssima, mas em uma única rodada o Flamengo pode assumir a liderança, já que ficou mais próximo do Grêmio. Sábado é dia de encarar a Portuguesa. Ou melhor: é dia de vencer a Portuguesa. Ou de desistir de vez... E olha que a Portuguesa não é galinha morta, não, hein... Digamos que é uma galinha ressuscitada. xxxx O Botafogo pode chorar e espernear, desde que não faça isso na sala de imprensa (lembram do chororô?) nem no campo. Sugiro que o Bebeto de Freitas, figura que mora no meu coração, tome um chá de camomila antes de assistir aos jogos de seu time. Não há complô contra o Botafogo. A arbitragem erra demais, contra todos os clubes. Ainda mais num lance daquele, que sugere interpretações. Pra mim, o gol do Lucas Silva foi legal e não houve impedimento do Wellington Paulista. Pra mim, também não foi roubo. Mas que a derrota de 2 a 1 para o São Paulo tirou o Fogão da briga por uma vaguinha na Libertadores, ah, tirou, sim. Mas, Bebeto, calma!



Nem Gabeira nem Paes. Suburbanos e playboys, está aberta no blog a temporada de pitacos. Aproveitando que a Fifa divulgou a lista dos 23 jogadores que concorrem ao prêmio de melhor jogador do mundo de 2008, vamos abrir essa eleição. Em quem você vota? Kaká vai me desculpar, mas acredito que o Cristiano Ronaldo leva essa. E, entre as mulheres, meu voto vai para a Marta (apesar da Prinz). A Espanha, atual campeã da Eurocopa, tem o maior número de indicados: seis. O anúncio será feito dia 12 de janeiro, na sede da entidade, em Zurique. A lista completa: Adebayor (Arsenal) Aguero (Atlético de Madri) Arshavin (Zenit) Ballack(Chelsea) Buffon (Juventus) Casillas (Real Madrid) Cristiano Ronaldo (Manchester United) Deco (Chelsea) Drogba (Chelsea) Eto'o (Barcelona) Fábregas (Arsenal) Fernando Torres (Liverpool) Gerrard (Liverpool) Ibrahimovic (Internazionale) Iniesta (Barcelona) Kaká (Milan) Lampard (Chelsea) Messi (Barcelona) Ribéry (Bayern de Munique) Terry (Chelsea) Van Nistelrooy (Real Madrid) David Villa (Valencia) Xavi (Barcelona) A Fifa divulgou também a lista das 10 mulheres que disputam o prêmio de melhor jogadora do mundo de 2008. Três brasileiras estão concorrendo: Cristiane, Marta (bicampeã) e Daniela. A lista: Nadine Angerer (Alemanha), Shannon Boxx (EUA), Cristiane (Brasil), Daniela (Brasil), Marta (Brasil), Birgit Prinz (Alemanha), Christine Sinclair (Canadá), Kelly Smith (Inglaterra), Hope Solo (EUA) e Ingvild Stensland (Noruega).


Fico aqui imaginando e compreendendo a revolta dos alvinegros com a transferência do clássico do dia 9, contra o Flamengo, para o Maracanã. O camarada aluga uma casa, faz uma decoração bacana, gasta um dinheiro para mantê-la, rega o jardim todos os dias e, no dia de Natal, a festa tem que ser na casa de um parente qualquer. Por que a polícia não consegue garantir a segurança de quem quer ir ao estádio? Por que é tão difícil assim vigiar as imediações do Engenhão? Por que se construiu, afinal, um estádio num lugar que agora a polícia contesta? Ao mesmo tempo, também acho a briga exagerada. Quem é competente se estabelece em qualquer lugar. A grama é verde aqui e acolá. A bola é redonda em todo lugar do mundo.

Em tempos de crise na bolsa e crimes passionais, a gente pensa que já viu de tudo nas últimas semanas e lá vem uma bomba no noticiário esportivo: Maradona é o novo técnico da seleção argentina. Tomei um susto quando alguém, não menos surpreso, gritou na redação a informação que constava na Internet. O problema não é meu, até porque já tenho o Dunga a me preocupar, mas o assunto não desceu e ainda estou matutando, tentando entender o que se passa na cabeça do Maradona e do cara que teve a idéia de lhe dar tal emprego. Maradona foi genial com a bola nos pés, e um tresloucado sem ela. Nunca foi exemplo de comportamento e não consigo imaginar de que forma poderá ajudar, se não pode marcar gols, driblar, fazer todas aquelas coisas que lhe deram a condição de extraordinário. Mas lá, como aqui, parece que se decidiu inventar. Boa sorte para todos nós!

Renato Gaúcho tem todos os motivos do mundo para estar com essa cara aí que vocês estão vendo na foto. O homem poderia estar tirando onda, brincando no Brasileirão, comemorando ainda o título da Libertadores. Que nada! O título não veio e sobrou para ele a vice-lanterna do Campeonato Brasileiro. Isso tudo, com um espinho a mais: Leandro Amaral queixou-se hoje de dor no tornozelo arrebentado pelo Odvan e está fora do jogo de quinta-feira, contra o Atlético-PR, adversário direto na luta contra o rebaixamento. No coletivo da manhã, Renato armou o time com Leandro Bomfim no meio. E com um zagueiro a menos: saiu Eduardo Luiz. Aliás, pra mim, sinceramente, tanto faz se Renato vai tirar o Eduardo Luiz, o Jorge Luiz ou o Fernando. No fim, dá no mesmo.
O destino do Botafogo está nas mãos do dentista Maurício Assumpção, 46 anos, candidato único na eleição do dia 27 de novembro. Em entrevista ao Raphael Roque, do Jornal O Dia, ele garante que a crise financeira não vai emperrar seus projetos nos primeiros meses do mandato. Segundo Maurício, o grupo que o apóia dará suporte ao cofre do clube. Em outras palavras, esses alvinegros vão botar dinheiro dentro do Botafogo para que a máquina não pare até que consiga começar a produzir com suas próprias engrenagens. O sucessor de Bebeto de Freitas é ainda um ilustre desconhecido, mas quem está por trás dele é Manoel Renha, fortíssimo nome alvinegro. Se as perspectivas para o futuro são uma incógnita, o presente não está muito animador. Lúcio Flávio e Castillo, machucados, estão fora do jogo contra o São Paulo. Assim como Carlos Alberto e Triguinho, suspensos. E o Botafogo precisa vencer de qualquer jeito amanhã, para salvar sua pele e, também, a do Flamengo.

O sábado teve um sabor todo especial para a dupla Fla-Flu. Com ajuda do Tricolor, que venceu (3 a 0) o Palmeiras, e, também, aquela força do Atlético-PR, que derrotou (1 a 0) o Cruzeiro, o Mengão ficou numa boa, na quarta colocação do Campeonato, sonhando com o hexa por mais uma rodada. E que vitória a do Fluminense!!! Era um jogo difícil, mas, com a bateria recarregada pelo mágico Renê Simões, o Tricolor foi um outro time. Caprichou na marcação, teve o jogo na mão o tempo todo, deu um nó na cabeça de Vanderlei Luxemburgo e subiu três posições na tabela, fugindo do G-4 maldito. Tudo bem que a mão do Washington enganou Marcos no primeiro gol, e, no segundo, a defesa do Verdão fez aquela lambança toda, mas o de Júnior César foi bonito desde a roubada de bola. Éverton Santos arrancou pela direita, tocou para Conca, que viu Júnior César livre, e o resto a gente já sabe. E, quem diria, meu vizinho, aquele da bandeira desbotada, recuperou-se do desânimo que o derrubara na derrota para a LDU. A bandeira está de novo lá na janela. Será que dessa vez vai lhe dar sorte? O Botafogo fez bonito também. Calou a boca do Montenegro, ao vencer o Ipatinga por 3 a 0. E, já que falei do gol de Júnior César, sinto-me na obrigação de destacar também o de Leandro Guerreiro. Ele carregou a bola desde o meio e chutou da intermediária. Golaço pra ver e rever. E estou achando que o Renan agarra mais do que o Castillo.
 xxxx A sorte não ajuda o Vasco mesmo. Foi ultrapassado pelo Atlético-PR, seu adversário de quinta-feira, em São Januário. Ao menos, Náutico e Portuguesa empataram (1 a 1) e o Figueirense perdeu (3 a 0) para o Santos.

O Flamengo jogou como um time que quer brigar pelo título. Previsões não cabem nesse Campeonato Brasileiro tão louco, tão equilibrado, e, por isso, é impossível arriscar um palpite sobre o eventual campeão. Mas não é tolice afirmar que o Flamengo enfim percebeu que pode chegar lá. A vitória de 5 a 0 sobre o Coritiba teve a colaboração do adversário que pouco incomodou, mas foi construída muito pelo suor dos jogadores, da boa escalação de Caio Júnior e do dia de graça de Obina. Aqueles que não são rubro-negros talvez mostrem indignação com o post. Mas qual é o clube que, nessa reta final do Brasileirão, tem tanta bala na agulha? Ninguém está sobrando na turma, não. O Flamengo tem a melhor campanha do segundo turno. Falta-lhe regularidade, eu sei, mas nenhum outro time vem conseguindo manter um padrão a essa altura da disputa. Os cinco primeiros estão embolados. E o Flamengo, no jogo de ontem, conseguiu um trunfo importante: percebeu que o sonho é possível. Agora, é correr e suar. xxxx E a Obinamania voltou com força total!

A Estácio de Sá de Niterói abrirá suas portas na quarta-feira (dia 29) para um debate sobre 'Mulher no Esporte'. Estarei lá, ao lado da Bárbara Bassanesi (Sportv), da Maria Chuteira (Rádio Globo) e da árbitra assistente Lílian Fernandes (FERJ). O evento faz parte da Semana de Comunicação da universidade e será aberto ao público. Quem quiser debater com a gente (sem puxões de cabelo, por favor!) deve mandar um e-mail para marcus.carvalho@estacio.br. A Estácio fica na Rua Eduardo Luís Gomes 134, Centro. Até!
Não dá para prever o que vai acontecer de hoje em diante, mas a vitória de 4 a 2 sobre o Goiás, do jeito que foi, era o que o Vasco precisava há tempos. 1) Foi o fim de um jejum de nove jogos no Brasileirão 2) Foi fora de casa 3) Foi sobre um time que não perdia há oito jogos no Serra Dourada 4) Foi sobre o time que é dono da melhor campanha no segundo turno (o Goiás tinha apenas uma derrota em 11 jogos) 5) O Vasco jogou bem e com disposição 6) Edmundo aceitou jogar fora do Rio, foi o destaque da partida e acertou a cobrança do pênalti Agora, é torcer para Odvan não quebrar ninguém até a próxima rodada!
A CBF fez alterações nos horários dos jogos do Brasileirão. As mudanças, conseqüência do horário de Verão, estarão valendo a partir do dia 1º de novembro. 1 - Nas rodadas de domingo, os jogos originalmente programados para as 16 horas passam para as 17 horas; 2 - Ainda no domingo, as partidas das 18h10 passam para as 19h10; 3 - As partidas de sábado pela Série B começarão às 16h20; 4 - Como conseqüência do item anterior, as partidas da Série A, do sábado, terão início às 18h30.
O companheiro Raphael Roque (do blog 'O Mundo é uma Bola') chama a atenção para a substituição de Diguinho por Zárate justamente na hora da cobrança de falta que originou um dos gols do Estudiantes. Verón acabou ficando livre e, aí, todo mundo já sabe o que aconteceu. O Botafogo perdeu de 2 a 0 e ficou numa situação difícil nas quartas-de-final da Sul-Americana. A perda de fôlego não é o que de pior acontece ao Alvinegro. Hoje, Montenegro pode ter deflagrado nova crise no clube ao denunciar que há dois grupos no Botafogo, um liderado por Carlos Alberto e outro por Lúcio Flávio. E tem mais: segundo ele, alguém disse no seu ouvido que Carlos Alberto desfalcou o time na Argentina, mas foi flagrado jogando pelada. Será?

Fotografei-o na última vez que o encontrei, em agosto, em São Paulo. De lá pra cá, somente o vi na imaginação, nas minhas rezas que dessa vez não tiveram efeito. O samba chora e eu me isolo nessa tristeza para lembrar que foi bom ter conhecido Luiz Carlos da Vila. O show continua, o sonho não acaba. Descansa aí.
O tempo que o samba viver O sonho não vai acabar E ninguém irá esquecer

Esse post tem como justificativa de sua existência a surpresa que me sacudiu logo que acordei e liguei meu computador. Leio diariamente o 'Ex-Blog do Cesar Maia' e, embora soubesse de sua torcida pelo Botafogo, não conhecia a comovente preocupação com o Vasco que, se for realmente sincera, talvez esteja até perturbando seu sono. Antes mesmo de dar um ctrl c + ctrl v no trecho em questão, vou logo avisando que não concordo com o que sugere o prefeito do Rio. Mas, como sou de ouvir a opinião de todos, abro aspas para ele:
"A DUPLA CABRAL/DINAMITE AFUNDA O VASCO! Usando sua força como governador, Cabral fez uma intervenção no Vasco e colocou seu amigo do peito e da ALERJ, deputado Roberto Dinamite, como presidente do Vasco. Quem conhece a dupla Cabral & Dinamite podia prever o desastre. Aliás, Lula também é vascaíno, mas no caso é só pé frio. Antes que um clube da tradição do Vasco, detentor do maior patrimônio, e mais diversificado, de clube esportivo do Rio naufrague, seria bom a dupla Cabral/Dinamite renunciar e abrir eleições diretas. Já não se trata mais de torcida deste ou daquele clube, mas de interesse de todos, do futebol do Rio. Dinamite deve ter autocrítica e renunciar. Seria demais pedir para aparecer no programa de seu correligionário Eduardo Paes. Paes também é vascaíno. Talvez daí insistir tanto na parceria com Lula e Cabral. Mas pelo amor de Deus: fora do Vasco."
Minhas considerações: Pedir a renúncia de Roberto Dinamite é o mesmo que atribuir-lhe a culpa pela dívida impagável e o time ruim. É o mesmo que isentar de responsabilidade o antecessor, como se o que acontece hoje não fosse reflexo do passado. Admira-me Cesar Maia, com tanta experiência política, não levar em consideração as dificuldades do início de um mandato. Ele mesmo deve ter passado por isso alguma vez na vida. E, ora, o Roberto já carrega o peso por meia dúzia de contratações e demissões equivocadas. Não coloquemos um peso maior nas suas costas, pois os erros que cometeu não tiram-lhe ainda o crédito.
É uma ingenuidade a falta de conhecimento de que todo clube é regido por um estatuto. Sendo assim, não há a possibilidade de Roberto Dinamite "renunciar e abrir eleições diretas". Simplesmente, porque o estatuto do Vasco não prevê a realização de um pleito nesses moldes. Do contrário, acredito que Roberto Dinamite já teria entrado na sala da presidência de São Januário há muito mais tempo.
Sobre Cabral, Lula e Eduardo Paes, citados pelo prefeito, nada tenho a falar. E nem sei por que, no 'Ex-Blog', têm seus nomes ligados aos últimos fracassos do clube de São Januário. Só sei que o Vasco não pode ser objeto de panfletagem em tempo de propaganda política. Usá-lo numa fase em que estamos tão céticos com tanta apocrifia que se vê por aí é menosprezar a dor de quem o ama.
O Vasco é maior. Para enxergá-lo, é preciso ir acima das divergências partidárias, do oportunismo político, das ideologias que mudam a cada segundo, da demagogia. É lá que está o Vasco. Bem distante de quem não o merece, mas aos olhos de quem o ama, ainda que precise tropeçar e cair, para um dia nascer de novo.
É por isso que peço: prefeito, deixe o Vasco fora disso. Deixe-o em paz... Há coisas menores com o que se preocupar.

A inesperada vitória (2 a 0) da Portuguesa sobre o Grêmio e o empate (2 a 2) do Palmeiras com o São Paulo - num dia em que Léo Lima foi Léo Lima - deram oxigênio ao Flamengo, em quinto lugar, mas a apenas quatro pontos do líder. O que não caiu bem na rodada e colocou uma pulga atrás da orelha do torcedor rubro-negro foi a própria atuação do Flamengo na vitória (1 a 0) sobre o Vasco. Foi ruim. O Flamengo não deu o sacode que se esperava no lanterna do Brasileirão. E olha que o Vasco estava desfalcado de Edmundo e Leandro Amaral. E olha que o Vasco tinha Jorge Luiz, autor de mais uma lambança, dessa vez o gol contra que garantiu a vitória do Mengão. Tudo bem que o Flamengo perdeu Fábio Luciano, expulso, no segundo tempo. Mas, tão superior individualmente, ficou devendo no sonolento clássico. Um time que se diz esperançoso em relação ao hexa (eu não acredito!) tem que mostrar mais vontade e, acima de tudo, mais futebol. O Flamengo pega agora o Coritiba, no Maracanã. E o Vasco encara o Goiás, no Serra Dourada. Como diria o Odvan, pelo menos é certo que ninguém vai ultrapassar o Vasco, né? Uma coisa que não entendo no Vasco é o time jogar com três zagueiros: Eduardo Luiz, Jorge Luiz e Fernando. Se o Vasco não tem nem mesmo um zagueiro, por que insiste em jogar com três? xxxx O Fluminense voltou à zona de rebaixamento, mas ainda aposto que terá fôlego para sair dela em breve. Poderia ter dado um passo acima na tabela, não fosse o erro do árbitro gaúcho Leandro Vuaden, que não viu a defesa que o zagueiro Thiago Gomes fez com o braço, num chute de Washington, já nos acréscimos. O Flu empatou (2 a 2) com o Vitória, no Barradão, e a luta continua... Sábado tem Palmeiras, no Maracanã... xxxx Bonita a festa do Botafogo para Garrincha, que teria completado 75 anos, sábado. Feio o futebol do Botafogo, no segundo tempo. A derrota (1 a 0) para o Santos é mais um aceno de adeus à Libertadores do ano que vem. Sábado é dia de pegar o Ipatinga, no Ipatingão. Se não vencer essa, é melhor parar. xxxx Nosso futebol é o melhor do mundo. Pelo menos no salão!!!

O técnico Renato Gaúcho detonou o Pinilla. Disse mais uma vez que está acima do peso. Como Odvan quase acabou com o tornozelo do Leandro Amaral, a torcida vascaína provavelmente terá de se contentar com Alan Kardec no ataque. E com o gordinho Pinilla no banco. Por falar em gordinho, esse pessoal de São Januário gosta de comer, hein...

Num desses dias recentes de jogos das Eliminatórias da Copa de 2010, o técnico (?) Dunga sugeriu, lá com suas palavras, que a ética deveria ser um dos preceitos de sua profissão. Tudo muito bonito até ontem, quando, por curiosidade, fui dar uma espiada no seu site oficial (capitaodunga.com.br). Cheguei à conclusão de que Dunga deve ter mudado muito de uns tempos para cá, pois, quando criou seu site, a ética não parecia ser o seu forte. Sugiro que, agora, tão ético que é, Dunga apague o que está escrito na introdução de sua página na Internet. Aqui vai: "Depois de um vexame dentro e fora de campo na Copa do Mundo de 2006, a seleção brasileira deixou a impressão de não ter se empenhado pelo hexa como poderia. O Brasil foi eliminado pela França e voltou para casa sem ter lutado. Para mudar a imagem de uma seleção que não demonstrava mais amor à camisa, a CBF buscou alguém conhecido mundialmente por personificar o patriotismo: Dunga (...)" Minha conclusão: Em vez de buscar alguém que 'personificasse o patriotismo', a CBF deveria ter simplificado sua procura, escolhendo simplesmente o melhor técnico à disposição. Até porque, patriotismo por patriotismo, o Zagallo já era um importante símbolo do amor ao verde-amarelo. Agora que não conseguimos vencer a Bolívia nem a Colômbia, o que buscará a CBF? Patriotismo ou competência? Outra coisa: Menos, Dunga. Menos...
Eu disse que não perderia tempo falando (escrevendo) sobre o gancho exagerado do Carlos Alberto e do Jorge Henrique. Eu disse que aquilo não duraria muito. Só não pensei que minha razão seria confirmada tão rapidamente. Mas, como já é uma da madruga e preciso acordar cedo para o 'Redação', vou deixar para falar sobre isso outro dia. Até porque os homens de gravata daqui a pouco atacam de novo, mudam a decisão que anulou a primeira decisão e a gente acaba não conseguindo virar esse disco. Já deu! Fui!


Uma camisa verde meio amarrotada, mas bonita. Uma calça preta, ou, talvez, azul marinho, caso eu não tenha enxergado lá muito bem. E sapatos sociais pretos. Mas as meias de Dunga eram vermelhas. Ou seja: não combinavam com nada que ele vestia. Dunga não tem conjunto. Paga uma fortuna por cada peça de roupa, mas, quando junta tudo, alguma coisa não dá certo. O resultado é uma tragédia. É o que acontece com a seleção brasileira. Temos peças caras e de futebol bonito, como Kaká e Robinho. Mas, há sempre uma meia vermelha no time. E, quando juntamos tudo, nada dá certo, o resultado é uma tragédia. A Seleção de Dunga é que nem ele: não tem conjunto. A Seleção sobrevive de goleadas sobre equipes ridículas, bobas no futebol, como a Venezuela, que tomou aquele sacode de quatro no domingo. Mas, quando enfrenta um time com uns neurônios a mais, empaca na marcação alheia. Não consegue abrir o jogo com o no máximo razoável Maicon e o péssimo Kleber. Não faz a bola rolar pra frente com Gilberto Silva, Elano e Josué. São essas, na minha opinião, as meias vermelhas do time. O 0 a 0 com a Colômbia foi mais uma ridícula atuação da Seleção que não volta ao Rio até o fim da Copa de 2010. Já vai tarde. Quem você elege como a meia vermelha do time de Dunga?

Não vamos gastar muito espaço falando da exagerada punição de oito jogos que praticamente tira Carlos Alberto do Campeonato Brasileiro. Não vamos gastar muito tempo falando do gancho de 120 dias de Jorge Henrique e Léo, do Grêmio. Afinal, daqui a pouco os engravatados vão sentar-se no tribunal e mudar tudo, não é? Falemos depois sobre o assunto, então. Falemos quando a decisão for séria. Afinal de contas, o blog é sério!
A Seleção do Dunga dá vexame e eu que perco o sono? Acabo de chegar em casa, exausta, e não vou falar sobre aquilo a essa hora da madrugada, né? A Seleção pode esperar. Assim como o dedinho do Carlos Alberto. Quando acordar, eu volto! Até...

Odvan conseguiu dar uma entrada desleal no tornozelo esquerdo de Leandro Amaral. Odvan conseguiu mandar para o departamento médico o melhor jogador do Vasco. Odvan conseguiu, a cinco dias do jogão contra o Flamengo, desmontar seu próprio time. O que faz o veterano Odvan no Vasco? Onde estava com a cabeça quem o contratou? Bem que o Márcio Braga disse que o time do Vasco é fraco. Não é só fraco, não, presidente. É muito pior que isso.


O Márcio Braga diz que o time do Vasco é fraco. Também acho. E, se a gente fizer uma pesquisa aqui, acho que 99 por cento dos internautas vão concordar com o Márcio Braga. Mas o presidente do Flamengo não precisava falar isso. Podia falar em casa, com o motorista de táxi, o jornaleiro da rua ou o dono da padaria. Ele é presidente do Flamengo, e o que fala tem repercussão, ainda mais quando envolve um adversário imediato. Criou um clima ruim com o colega Roberto Dinamite, ao lado de quem assistiu outro dia a um Flamengo x Vasco, como sugestão de que a paz no futebol é possível. Já basta a gente ter de ouvir a Marta questionando as opções sexuais do Kassab ou o Paes criticando a suposta 'suburbanofobia' do Gabeira. No dia em que cada um cuidar do seu telhado, sem se preocupar com o do vizinho, as tempestades irão cessar sem estragos. Na política e no futebol, falemos menos e façamos mais. E, caro Márcio, não se esqueça do placar do último jogo do Flamengo. O Galo cantou, você não ouviu.


Em outros tempos, diríamos que a seleção brasileira não fez mais do que sua obrigação ao golear a Venezuela por 4 a 0. Mas, de um tempo pra cá, com esse futebol mais pra menos do que pra mais que o time de Dunga vinha jogando, foi até uma surpresa. Não falo simplesmente pelo placar, mas pela forma como a Seleção jogou. Houve lançamentos bonitos, belos passes, gols e, acima de tudo, vontade. E, convenhamos, não é sempre que a gente vê aquela determinação toda. Não dá mais pra imaginar a Seleção sem Kaká. É inteligente, trata a bola com carinho e a elegância que só os fora-de-série têm. Foi um show à parte, e, claro, Robinho não pode ficar fora dos elogios à vitória. Uma pena que Adriano quis aparecer mais pelo cartão que o deixa fora do próximo jogo do que pelo gol que marcou. Um cartão bobo, repito. E, pra terminar, vou lá atrás, na área. Júlio César foi um espetáculo à parte. Fez defesas incríveis. Mas, peraí, quer dizer que a Venezuela ameaçou o Brasil algumas vezes? Xiiiiii...

O Flamengo empacou e, agora, até o otimista Márcio Braga diz que não dá mais para chegar ao título de campeão. Ou hexa, como preferem os torcedores. Tarde demais, Márcio. O que ficou, o que pegou, foi a sua revelação de que já estava organizando a festa. Ainda há o que comemorar. Se o Flamengo se classificar à Libertadores, terá sua chance de beber todo aquele chope gelado que encomendou. Afinal, hoje, o Flamengo está fora do G-4. Pode voltar logo, pois encara o coitado do Vasco, enquanto Palmeiras e São Paulo fazem um jogo dificílimo no Parque Antártica. Na derrota de 3 a 0 para o Galo, ficou claro que Sambueza não pode ser substituto de Juan. Aliás, como jogou o Atlético-MG, hein? Jogou o que não tinha jogado somando todas as partidas que disputou nesse Campeonato. xxxx
 Que pé-quente esse tal de Renê Simões, hein? Deixou ótima impressão, e ainda não vou falar em competência porque vi apenas os melhores momentos da vitória (3 a 1) do Flu sobre o Atético-PR (estava na redação assistindo ao jogo do Flamengo). Washington definitivamente entrou na briga pela artilharia com seus três gols que tiraram o Fluminense da zona de rebaixamento. Ficou a impressão de que o Flu vai sair dessa lama.

Sim, estou atrasada no blog, mas a rodada ainda não acabou!!! O post segue já no limite da paciência dos leitores, bem nos acréscimos, e quem viu o empate em 2 a 2 do Vasco com o Sport sabe que o jogo só acaba quando o árbitro apita. Frase manjada para quem está escrevendo três dias depois e, portanto, não vou fazer comentários sobre o jogo ou o empenho do time. O que quero destacar aqui é o comprometimento de Leandro Amaral com o Vasco. Ele brigou para sair, brigou para não voltar, chegou a comemorar derrota do time, e, agora, é um dos poucos do elenco a não se esconder. Joga sua bola e dá entrevistas. Faz gol e bate no peito. Está chamando a responsabilidade para si e já é um líder. Parabéns a ele. O futebol do Vasco ainda tem do que se orgulhar. xxxx
Sim, foi bonita a vitória do Botafogo por 3 a 1, quinta-feira, em cima do Vitória, no Engenhão. Três belos gols, com destaque para o do Lúcio Flávio, que vi umas 500 vezes e não cansei. Mas fiquei impressionada com o bom futebol do Vitória no início do jogo. Com muito toque de bola e velocidade, acho que dificilmente o time do Vágner Mancini teria perdido o jogo se não fosse a expulsão do zagueiro lá pela metade do primeiro tempo. Bom para o Fogão...
 Estava demorando muito, mas o presidente Márcio Braga decidiu abrir a boca. E disse que o Flamengo está se organizando para a festa do hexa!!!! Esse oba-oba não leva a nada. Não leva a título nenhum. O Flamengo fez festa antes da hora na Libertadores e tomou aquele sacode que já conhecemos, mas tem gente lá na Gávea que parece não ter aprendido a lição. Quando será que o Márcio Braga vai aprender a se comportar como dirigente? Quando será que vai se tocar de deixar para a torcida essas fanfarronices? Pelo menos há gente lúcida lá na Gávea: o técnico Caio Júnior não comprou a idéia do presidente e garantiu que não vai deixar o elenco se contaminar com esse otimismo exagerado que eu prefiro chamar de burrice. xxxx Faltando 20 dias para o fim das inscrições para candidaturas à sucessão de Bebeto de Freitas, nenhuma chapa foi formada. A situação do Botafogo está feia... Salário atrasado, numa reta final de Campeonato, é sempre um perigo.
Odvan ainda nem deve ter descoberto que o Vasco é o lanterna do Campeonato e outro jogador já dá também de ombros para a bandeira que deveria honrar. Edmundo, aquele que faz o que quer em São Januário, fingiu que não ouviu um pedido de Roberto Dinamite. Um pedido que, convenhamos, deveria ter sido uma ordem. O presidente nem queria muito: solicitou que Edmundo fosse ao seu próprio julgamento, no STJD, pois sua presença poderia servir como um atenuante. O jogador disse que não iria, e nem o técnico Renato Gaúcho conseguiu fazer com que mudasse de idéia. Assim, Edmundo pegou um gancho de duas partidas por causa do empurrão num adversário, no jogo contra o Ipatinga. Não enfrentará o Sport e o Flamengo, dois jogos dificílimos para o Vasco. E eu, tola, estava no post anterior exigindo um pouco mais de comprometimento do Odvan. Ora, se nem a referência do time, um dos ídolos do clube, está se importando com o Vasco, por que Odvan haveria de se incomodar? Parece que o profissionalismo não chegou a São Januário.
Quando a gente pensa que a lanterna é o fundo do poço, descobre que ainda há mais a descer. Pior do que a situação do Vasco é constatar que o time está entregue a mãos, ou melhor, a pés que não merecem pisar naquele gramado. Dando uma olhada ontem na Internet, me surpreendi com uma pérola que, hoje, está nos jornais. Uma pérola que mostra o nível de comprometimento do zagueiro Odvan com o Vasco, com seu trabalho, com sua torcida: zero. Vai, Odvan, fala bobagem, fala: "A gente não pode dizer que essa derrota é uma catástrofe porque perdemos o jogo. Deus está sendo tão bom para gente que manteve o time na mesma posição". Ele disse isso para a TV Esporte Interativo. Uma prova de que ignora completamente a tabela. Odvan não sabe que o Vasco é o lanterna e, agora, eu pergunto: será que já disseram a ele que seu time está na zona de rebaixamento e que, se não sair dessa, estará na Série B do ano que vem? A derrota de 4 a 2 para o Figueirense foi mesmo um vexame. A torcida fez sua parte, foi a São Januário, acreditando, como eu, que o Vasco venceria a partida. Não deu nem para a saída. Com essa defesa, e com Odvan ameaçando entrar a qualquer momento, não há Deus que dê jeito. Mas, numa coisa Odvan tem razão: Deus tem sido muito bom pra ele. Deu-lhe mais uma vez a camisa de um time grande. Que tal honrá-la? xxxx Já que estou falando do último colocado, vou subir um degrau para falar do penúltimo. O Fluminense que foi buscar pelo menos 100 gramas de paz em Itu agradece ao Vasco por mais um vexame no Brasileirão. Não tinha melhorado em nada sua situação ao empatar em 1 a 1 com o Goiás, mas a derrota do time de Renato Gaúcho aumentou a esperança de Renê Simões, que estréia sábado, contra o Atlético-PR, na Arena da Baixada. Jogo difícil... Se bem que não há jogo fácil para a dupla Vasco-Fluminense. xxxx O Botafogo, que pegou uma pedreira em Porto Alegre, e perdeu (2 a 1) para o Grêmio, tem o Engenhão como esperança de se reabilitar no Campeonato. Cada vez mais longe do G-4, o time de Ney Franco vai disputar no Rio, no conforto de seu lar, suas duas próximas partidas: Vitória e Santos. Está na hora de entrar numa seqüência de vitórias. xxxx Subindo na tabela, chego finalmente ao Flamengo. Joga um futebol eficiente, já que hoje em dia não se vê bola lá muito redonda, bonita, por essas bandas daqui do Brasil. O Flamengo tem um time eficaz e, que luxo, um banco para repor peças, que vem dando conta do recado. Mereceu a vitória (2 a 0) sobre o Náutico, nos Aflitos. E, sábado, promete levar muita gente ao Maracanã, onde enfrenta o Atlético-MG. Destaco aqui o gol de Leonardo Moura. Golaço! E destaco também o capricho de Caio Jr., que vem exigindo dos jogadores que aprimorem o chute de longa distância. Está certo em cobrar.


Vasco e Fluminense decidiram mesmo dar as mãos este ano. Os dois estão disputando a lanterna do Brasileirão; Renato Gaúcho, tão identificado com as Laranjeiras, respira o ar de São Januário, e, agora, a diretoria tricolor contrata um treinador que esteve nos planos de Roberto Dinamite quando Tita abandonou o barco. Renê Simões é o novo técnico do Fluminense. Vai trocar de seu paletó o pin rubro-negro pelo tricolor, porque é um profissional que veste mesmo a camisa. Tanto que, quando dirigiu a seleção brasileira feminina, chegou a fazer um diário no qual se passava por mulher. Renê Simões é motivador. Tem 55 anos, já trabalhou nas categorias de base do Fluminense, foi técnico da Portuguesa, Santa Cruz, Bahia, Vitória, Coritiba, Vitória de Guimarães (POR). Seus títulos: o Sul-Americano sub-20 (1988), o campeonato baiano pelo Vitória (2005) e o brasileiro da Série B pelo Coritiba (2007). Com Renê, chegam os auxiliares técnicos Alfredo Montesso e Chico Santos. E você, acredita que Renê Simões vai tirar o Fluminense do buraco? Na foto acima, Renê era superintendente do Flamengo.


Não há uma só semana em que o noticiário esportivo consiga se livrar das torcidas organizadas. O motivo é sempre parecido: ameaça, agressão ou invasão. O presidente do Fluminense, Roberto Horcades, há pouco admitiu distribuir ingressos gratuitos por temer retaliações. O presidente do Atlético-MG, Ziza Valadares, fez pior: renunciou em pleno Centenário. Ontem e hoje, num intervalo inferior a 24 horas, o Vasco passou pelo mesmo problema. Ontem, a torcida invadiu o Vasco-Barra. Hoje, a invasão foi em São Januário. Na minha concepção, quem vai ao trabalho dos outros, num horário tão comercial, não tem nenhuma ocupação na vida. Como pode um desocupado cobrar empenho a um jogador, se ele mesmo não produz, não trabalha, não faz nada na vida a não ser assistir a treinos e jogos de futebol? Foi gente dessa mesma espécie que fez Morais, um dos melhores jogadores do clube, trocar o Vasco pelo Corinthians. Quando foi que essa gente tão baixa, tão sem educação, tão desclassificada, ajudou o Vasco? A torcida organizada está se transformando num poder paralelo. Um podre poder. Mas ainda há esperança enquanto houver polícia. E, se os vândalos invadem o trabalho dos outros para cobrar empenho, eu fico aqui, no meu trabalho, sem entrar na casa de ninguém, mas fazendo pedido parecido à polícia: mais empenho na caça aos falsos valentões, tão covardes eles são, que ameaçam acabar com o bom futebol e com a vida dos nossos jogadores.

A bicicleta de Carlos Alberto deve ter deixado a torcida alvinegra nas nuvens. Afinal, o time tinha dado uma empacada no Brasileirão, e estava há quatro jogos sem vencer. A vitória (3 a 1) sobre o América de Cáli decidiu a classificação do Alvinegro à próxima fase da Sul-Americana (quando vai enfrentar um adversário argentino, Estudiantes ou Arsenal), e pode até pesar nas pernas do time que, sábado, enfrenta o Grêmio, em Porto Alegre. Mas, sem dúvida, também tem seu ponto positivo: levanta a moral de um time que corria o risco de perder seu brilho. E, claro, deixa em evidência um jogador que, no Botafogo, luta em busca da reafirmação: Carlos Alberto. Que bela bicicleta. Ou, como preferem alguns, meia-bicicleta... Seja lá qual for o meio de transporte - bicicleta, patinete ou skate -, o Botafogo, com essa classificação, dá um passo à frente.
O Fluminense continua lá. Continua lá na zona dos desesperados. Foi incapaz de vencer o Goiás no Maracanã, o que significa que, até o dia 11, quando enfrenta o Atlético-PR, em Curitiba, o clima vai continuar tenso. O problema do Fluminense não está somente no gramado verdinho, tão mostrado pelas câmeras de televisão. Está também nas cinzentas dependências do clube, onde conselheiros batem cabeça em busca de um trouxa em quem jogar a culpa por tanta desgraça no Brasileirão. Será que a culpa é mesmo do patrocinador? Ou, ainda, do coordenador Branco? Afinal, o Fluminense não chegou à final da Libertadores? O Fluminense não perdeu a Libertadores por um detalhe, uma cobrança trágica de pênaltis? Não é hora de caçar bruxas. Não é hora de dividir. Nada mais pode ser feito a essa altura da temporada, em que as janelas se fecham e começa a contagem regressiva para o fim do Campeonato. Calculadora, terço e lenço na mão, esse é o destino de todo bom tricolor.
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