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| Marluci Martins |
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Agora, sim. A cruz de malta descansa numa boa, toda orgulhosa por tantos anos de glória, coroada por seis lindas estrelas (duas vermelhas e quatro douradas). Depois de muito choro no blog, nas ruas e até em Marte, a Champs detonou as horrorosas camisas que jamais serão usadas pelo Vasco. Dois novos uniformes foram criados, com a faixa diagonal limpa e linda como sempre foi. É isso aí. Quem não chora não mama... Parabéns a Champs, que reconheceu o erro e refez tudo rapidinho. As outras camisas (aquelas que nós detestamos, certo?) passam a fazer parte do terceiro e quarto uniformes do time. Ou seja: ninguém vai vesti-las mesmo. Oba!!!! Ainda acho que o momento para lançar as camisas é péssimo, pelos motivos abaixo: 1) O clube está numa situação horrível 2) O contrato com a Reebok ainda não foi rescindido 3) O patrocinador não será a MRV, mas a Eletrobrás E não se fala mais nisso!
O Flamengo cismou de fazer todo esforço possível para impedir o árbitro Carlos Eugênio Simon de ir à Copa da África do Sul. Quer queimá-lo na Fifa e já mexe seus pauzinhos para conseguir isso. É bobagem. O Flamengo foi mesmo prejudicado, Simon errou feio por não ter assinalado o pênalti no Tardelli, mas esse tipo de vingança pessoal em nada contribui para melhorar as arbitragens no Brasil. É um pensamento muito pequeno. xxxx O Botafogo elege hoje Maurício Assumpção para a pesidência. Mas, ele nem assumiu ainda e já apareceu na televisão chorando?!?!?! Estou maluca ou vi isso mesmo? Psicólogo já!!!

Na minha cabeça, o que restava ao Vasco nesse fim de ano, além da esperança que está prestes a se apagar, era a dignidade. O comando do clube passou para mãos acima de qualquer suspeita. As mãos daquele que deu os pés pelo Vasco durante maior parte de sua vida de atleta. Com Roberto Dinamite no poder, acreditou-se que seria possível resgatar a bonita tradição vascaína. Como primeira providência, o clube abriria a jornalistas banidos a mesma porta social por onde os negros passaram nos tempos em que, em outras praças, um ou outro ainda tinha de usar pó-de-arroz na cara para jogar futebol. O técnico Renato Gaúcho e o gerente de futebol Carlos Alberto Lancetta talvez não conheçam a história. Ou, talvez, não tenham compreendido o que representou a troca de comando no mais alto escalão do poder em São Januário. Falar em mala branca por lá, numa época em que se tenta resgatar a ética, é dar um tiro no pé. O Vasco não precisa dar dinheiro aos adversários. Que cumpra seu destino, nem que o tombo seja inevitável. Mas que não perca a dignidade que recuperou com tanto esforço. Pior que perder é não saber perder.

A camisa que a Champs ameaça fabricar para o ano que vem é tão feia quanto o time do Vasco. É tão feia quanto a campanha no Brasileirão. É tão feia quanto o futebol do Odvan. É tão feia quanto a nova declaração do Renato Gaúcho, fresquinha, defendendo a abominável 'mala branca' no futebol. Quem terá sido o gênio que desenhou esse troço? Só sei que não é vascaíno, pois não deve ter reparado que a faixa diagonal é obrigatória. O que terá achado Roberto Dinamite, que tanto honrou essa camisa? Tanto esforço na vida, para um dia vê-la transformar-se num atentado ao bom gosto. Só faltou mudá-la de cor, passando-a do preto e branco para o amarelo e roxo, com a cruz de malta azul. Aliás, cadê as estrelas??? Ah, vocês dirão que é uma camisa para ser usada na Segunda Divisão. Só se for... Porque, de primeira, essa camisa não tem nada. Socorro! Alguém precisa arrancar a cruz de malta desse pedaço de pano de fantasia de carnaval e colocá-la numa redoma de cristal. O Vasco não merece isso. Pensando bem, há coisa pior do que essa camisa: a número dois, preta, com horrorosos detalhes em branco. Ou será que a preta é a número um? Sei lá... Bem, tradicionalmente, o uniforme preto é o principal. Mas as coisas mudaram tanto lá por São Januário que já nem sei. Só sei que não vou usar isso nem no carnaval. As crianças, tadinhas, podem se assustar. Já sei, a camisa deve ter sido desenhada pela filha do Dunga...

Meu atraso em comentar a rodada é um absurdo!!!! Mas tem gente que comete falha mais grosseira... Vejam só o Simon, por exemplo! Que erro ridículo! O árbitro da Fifa escolhido para representar o Brasil na Copa de 2010 é cego. Ou, então, mudaram a regra, e derrubar gente na área deixou de ser pênalti. Tardelli foi injustiçado, o Flamengo perdeu de 3 a 2 para o Cruzeiro, saiu da briga pelo título e já não está mais no G-4. Ainda acho que o Simon não pode ser responsabilizado por tanta desgraça, já que o Flamengo pecou pela irregularidade ao longo do Brasileirão. Mas não precisava ter errado tão feio, né? O linguarudo Montenegro diz que riu da derrota do Flamengo. Tem mesmo de achar graça da desgraça dos outros, já que o Botafogo não lhe dá motivos para sorrir. Nem a ele, nem a ninguém. O empate (2 a 2) com o Furacão não foi exatamente o resultado que o Vasco queria.
O Flu venceu o Inter por 2 a 0, e já está na zona da Sul-Americana. Renê Simões está de parabéns e fica aqui a certeza de que a situação só andou feia por causa da decisão estúpida de escalar reservas em parte da competição. Difícil vai ser vencer o São Paulo, no Morumbi.
É triste ver um clube escrever o capítulo mais triste de seus 110 anos de história. Dói no coração da gente que gosta de futebol. O Vasco já não depende de sua força. Aliás, o Vasco nem tem força. É um fiapo de esperança, um túnel sem luz e sem fim, um mar de dor. Fez o que pôde na derrota de 2 a 1 para o São Paulo, em São Januário. Mas foi pouco. Foi pouco para vencer o provável campeão, e certamente o que ainda fizer será pouco para escapar do rebaixamento. A Série B é como um leão faminto de boca aberta e cara de apetite a esperar um clube gordinho e saboroso. O Vasco é a presa da vez. Não culpo Renato Gaúcho pela tragédia. Assumiu um time muito fraco e ainda lhe deu algum sentido de organização. Seu pecado, porém, é fazer questão de dizer que não é mágico, que não faz milagre, que não pode entrar em campo. Seu pecado é achar que poderia resolver se fosse jogador. Jogador por jogador, Roberto Dinamite faria melhor.


Será que não basta ter de vencer o Cruzeiro, domingo, no Mineirão? Agora, na reta final do Campeonato, o Flamengo arrumou outro adversário: o próprio Flamengo. É inadmissível que o ótimo goleiro Bruno arrume confusão a essa altura do Brasileirão. Não apareceu para almoçar na concentração com o grupo, na quarta-feira, numa de muitas cabeçadas que volta e meia dá na carreira. Foi multado. E, revoltado porque o caso veio à tona, disse poucas e boas, denunciando um suposto X-9 no time. Tudo bem que a roupa suja deveria mesmo ser lavada na Gávea, mas, já que sua indisciplina vazou, não custava ficar quieto e pelo menos esperar melhor hora para o desabafo contra seu clube. Mas o Flamengo adora viver perigosamente.

Veja que prático é o nosso eterno Pelé. Para o jogo que terminaria tarde da noite, escolheu uma roupa que não teria de ser trocada quando chegasse em casa. Encerrada sua exaustiva participação no amistoso Brasil x Portugal, dado o pontapé inicial, era só esperar mais 90 minutos. Chegando em casa, poderia ir direto para a cama com seu confortável traje, todo folgadinho, como manda a regra do sono saudável. De quem terá sido a idéia? Ninguém tira da minha cabeça que Pelé contratou a filha de Dunga para ser sua figurinista.

Não creio que a goleada de 6 a 2 sobre Portugal seja o retrato mais perfeito do futebol de nossa Seleção. Foi um show de bola, é verdade, que há muito não se via. Um empenho fora do comum, aliado ao que temos de sobra por aqui: talento. Mas os portugueses não deram nem pra saída. A imagem que Cristiano Ronaldo deixou por aqui foi a de alguém que estava louco pra dar um safanão no Marcelo. Essa foi sua melhor foto no Bezerrão. Ainda acho que nossa Seleção tem dificuldades de furar retrancas. Falta-lhe um bom esquema para que os talentosos jogadores apareçam também quando o adversário adota a tática do paredão. Se, como Portugal, deixam a seleção brasileira jogar, a chance de uma goleada aumenta consideravelmente. Se não deixam, a tendência é aquele 0 a 0 duro de se ver, que a gente já conhece. Mas, como não sou tão amarga assim, tenho de admitir que o time de Dunga já começa a ganhar uma cara mais bonita. Uma base está se formando, e eu espero somente que o Kléber volte a jogar bola. Ou que o Dunga se convença de que está na hora de arrumar outro. E, por falar em arrumar outro, não acredito que o Carlos Queiroz continue por muito tempo no comando da seleção portuguesa. Felipão deixou saudade.


Saí da minha rotina na semana passada e, voltando a ela, preciso admitir aqui que deixei de tocar em assuntos importantes durante minha quase ausência. A vitória do Fluminense por 3 a 1 sobre a Portuguesa, no Maracanã, sábado, foi um dos assuntos que acabaram ficando de lado, embora a garotada de Xerém mereça meus afagos. Mas, como não havia televisão na praia onde devorei minha gigantesca lagosta, perdi o baile tricolor. Com a mesma humildade, e, dessa vez, muita indignação, tenho de pedir licença para tocar num assunto que está rendendo uma tremenda novela: a covarde agressão sofrida por Vanderlei Luxemburgo. O que passa na cabeça do camarada que se despenca de casa para um aeroporto a fim de bater num técnico de futebol? O cara não tem mulher? Não tem cerveja na geladeira? Não tem nenhuma ocupação na vida? Não tem com quem jogar uma suequinha? Não tem uma bolinha surrada pra jogar pelada na rua com os vizinhos? Não sei se o camarada imaginou que um tapa no Vanderlei Luxemburgo faria o Palmeiras correr mais e ganhar o Campeonato Brasileiro. É muito atraso. Uma idiotice do tamanho da covardia de quem anda em grupinho para ameaçar alguém. Na minha alegre rotina de praia, cerveja, família e trabalho, costumo chamar de vagabundo aquele que não se enquadra à sociedade. E, para mim, a cadeia é o lugar dessa gente. Alô, polícia!

O amistoso Brasil x Portugal, na noite de quarta-feira, pode ser a despedida de Dunga. Mas a possibilidade de vê-lo pela última vez (será?) no comando da Seleção não é o que torna o jogo mais atraente. Para mim, o duelo entre Cristiano Ronaldo e Kaká é o combustível de um amistoso pouco badalado, mas que pode ser muito interessante. Sou fã do Kaká, embora aposte minhas fichas em Cristiano Ronaldo na eleição de melhor do mundo. Teve uma temporada melhor, com o desempenho favorável do Manchester. Você votaria no português ou no brasileiro?Se alguma mulher quiser aparecer por aqui para votar no mais bonito, o espaço está liberado. Nesse caso, meu voto vai para o Kaká, ok?

A bebida estava mesmo uma pechincha na Aldeota e a foto do cardápio acima não me deixa mentir. Li o anúncio no jornal e fui ao restaurante comprovar com meu próprio paladar. Era verdade! Sim senhor, sou mesmo dessas pessoas desconfiadas que precisam ver (ou, no caso, provar) para crer. Não gosto de conversa fiada, dificilmente caio numa mentira, sou a mais cética dos mortais. Portanto, não me venham com essa historinha de que, para atrapalhar a vida do Flamengo, o Vasco talvez não queira ganhar do São Paulo, domingo, em São Januário. Isso não existe e é ridículo!!! O Vasco pode (e deve) tomar um sacode do São Paulo porque tem uma das piores equipes desse Campeonato Brasileiro. Aliás, nos últimos seis confrontos entre os dois times, o Tricolor do Morumbi venceu cinco vezes e empatou uma. É mais fácil acreditar numa pizza grande a R$ 6,99 do que nessa ladainha...

Liguei o computador e estou interrompendo o descanso dos últimos dias por uma boa causa: que show de bola deu o Flamengo na goleada de 5 a 2 sobre o Palmeiras, hoje, no Maracanã! Deu gosto ver a exibição do time e, mais ainda, o golaço de letra que o Ibson marcou. Vale ver, rever, gravar e passar o resto da vida com a jogada na cabeça. Eu, particularmente, já vi cinco vezes!!! E, se fosse jogador de futebol, sonharia fazer um gol igualzinho. O Flamengo foi organizado, embora tenha dado umas bobeiras lá atrás - no gol do Kleber, por exemplo -, mais por relaxamento do que por falta de talento de seus ótimos zagueiros. E, merecidamente, o Caio Jr. realizou o sonho de ouvir 60 mil pagantes gritando seu nome na festa da vitória em que se transformou o Maraca. Pra justificar a foto aí de cima: o Flamengo navega em águas calmas no Brasileirão. Mas, faltando três rodadas apenas para o fim do Campeonato, dificilmente, na minha opinião, conseguirá tirar a diferença de cinco pontos que o separa do São Paulo. E você, acredita que o Flamengo... 1) Fatura o título 2) Fica com uma vaga na Libertadores 3) Morre na praia da foto aí de cima A partir de terça-feira (ou antes, em edição extraordinária), o blog volta à vida normal. Até!

A foto acima ilustra a vista que tenho da minha janela nesse exato instante: uma lagosta em seus últimos minutos de vida. Pode representar também o vexame do Vasco na goleada sofrida para o Atlético-MG, ontem, no Mineirão: 4 a 1. A vergonha vascaína foi gigantesca, do tamanho dessa lagosta aí. Contra um adversário sem nenhuma aspiração no Brasileirão, a não ser a possibilidade de disputar a Sul-Americana do ano que vem, o Vasco despediu-se de BH sem saber se, a exemplo da lagosta, está também agonizando, em seus últimos minutos de vida na Séria A. Tão vergonhosa quanto a derrota foi a cobrança do pênalti de Leandro Amaral, aos 45 minutos do segundo tempo. Onde esse rapaz estava com a cabeça? Sonolenta, cheguei a pensar que era Edmundo quem tinha batido o pênalti. Que nada! Aquele chute tinha sido mesmo do Leandro Amaral. Só pode ser o convívio... A situação só não é desesperadora porque os adversários do Vasco na luta contra o rebaixamento têm jogos ainda mais difíceis. Preparem-se, vascaínos. É hora de passar o fim de semana rezando. E secando... Náutico x Cruzeiro (vitória do Cruzeiro) Fluminense x Portuguesa (empate) São Paulo x Figueirense (vitória do São Paulo) Atlético-PR x Vitória (empate ou vitória do Vitória)
Não sei se vou conseguir continuar escrevendo aqui nos próximos dias dessa semana. Tudo vai depender da temperatura no lugar em que vou me esconder por uns dias. O sol traz sérios danos ao notebook e, por isso, não é conveniente levá-lo à praia. Portanto, não prometo escrever antes do dia 18. Está nas mãos de São Pedro... xxxx Eu te disse que não ia dar certo escalar o Marcelo de Lima Henrique. Eu te disse que poderíamos ver nova edição de um "clássico chororô". E não é que ele deu de ombros para um pênalti do Bruno no Jorge Henrique logo no início do Botafogo x Flamengo de ontem? Não foi um bom clássico. Para quem está na briga pelo hexa, o Flamengo jogou menos do que deveria, embora tenha vencido por 1 a 0. Do Botafogo, era normal que nada se esperasse, pois está sem aspirações no Campeonato, fragilizado emocionalmente pela falta de salários e a eliminação recente da Sul-Americana. Assim, caindo aos pedaços, o Botafogo vai ao Serra Dourada enfrentar o Goiás, domingo. Enquanto isso, será dia de final de Campeonato no Maracanã. O que dizer de uma partida que reúne Flamengo e Palmeiras? Um jogo imperdível.
 xxxx

Não sou de criticar Washington, pois, se é vice artilheiro do Brasileirão, com 18 gols (ao lado de Alex Mineiro, do Palmeiras), não pode haver indicativo mais expressivo de que tem cumprido seu papel de atacante. Porém, vou abrir uma exceção aqui pra dizer que de vez em quando ele briga com a bola. E perde. Foi o que aconteceu na derrota do Fluminense de 1 a 0 para o Cruzeiro, ontem. Se Washington passou em branco, não foi por falta de oportunidade. Enrolou-se com a bola o tempo todo. E perdeu. Pra não dizer que não falei das flores, o Fluminense teve alguém que não merecia a derrota, pelo que fez em campo: o goleiro Fernando Henrique. Fez milagre, vencendo Guilherme e Jajá, e só não pôde com o insistente e incansável Ramires. Bem, isso aí já passou. Sábado, no Maracanã, o Fluminense tem outra pedreira pela frente: a Portuguesa, que, embora esteja na zona de rebaixamento, vem vendendo caro cada ponto que perde. Já tinha sido assim contra o Flamengo, no Maracanã, e ontem, lá no Canindé, quase complicou a vida do líder do Campeonato, o São Paulo: o time de Muricy só chegou à vitória (3 a 2) aos 42 minutos do segundo tempo. E, depois disso, a Lusa ainda acertou o travessão. Antes que me pergutem se o Palmeiras teria dado dinheiro à Lusa, vou logo dizendo que dificilmente teremos essa resposta. Não acredito. Acho que o combustível da Portuguesa é o mesmo que move, por exemplo, o Vasco e o Fluminense: o desespero. xxxx A torcida do Vasco tem feito sua parte nessa tentativa desesperada de fugir do rebaixamento. As 21 mil pessoas que pagaram ingresso para assistir ao jogo contra o Santos, sábado, não viram um futebol de alto nível, mas ninguém pode se queixar de falta de garra. Dentro de suas limitações, contra um time que também está abaixo do nível, o Vasco deu conta do recado, venceu por 1 a 0, subiu na tabela e finalmente contou com outros resultados favoráveis. Edmundo entrou muito bem no jogo, não somente por ter feito o gol, de pênalti, mas pelos bons passes que deixaram o time menos previsível, mais consistente no ataque. Houve pênalti no Jonílson, sim, embora uma minoria teime em não enxergar. Para manter-se fora da zona de rebaixamento, o Vasco terá de caprichar ainda mais na quarta-feira: enfrentará o Atlético-MG, adversário que não luta por nada, mas, no Mineirão, a vida é sempre dura para o visitante.


Está explicado por que André Luís tentou roubar o cartão amarelo do árbitro: para fazer suco.

Quem se lembra do Marcelo de Lima Henrique, o árbitro do 'jogo do chororô'? É óbvio que quem freqüenta esse pedaço sabe que estamos falando do árbitro que apitou a final da Taça Guanabara entre Flamengo e Botafogo. Mas o presidente da Comissão de Arbitragem talvez tenha memória bem mais curta do que a paciência dos alvinegros. A indicação de Marcelo de Lima Henrique para o clássico de domingo, no Maracanã, mostra falta de sensibilidade e inteligência, e ainda põe em risco a credibilidade do Campeonato Brasileiro. Com tanto árbitro por aí, por que escolher aquele que criou revolta nos botafoguenses ao marcar um pênalti de Ferrero em Fábio Luciano, naquela final da Taça Guanabara? Ainda por cima depois de toda polêmica envolvendo a transferência do jogo de domingo para o Maracanã... Os alvinegros já perderam a vantagem de jogar em sua casa, o Engenhão. E, agora, mais outro golpe... E se Marcelo de Lima Henrique cometer um erro contra o Botafogo, no domingo? Será que vão circular novamente aquelas fotomontagens em que ele aparece vestindo uma camisa com o escudo rubro-negro? Será que ele vai pegar outra geladeira? E se errar contra o Flamengo? Será que vão dizer que ele entrou em campo pressionado? Ou seja: já é possível prever que vem bomba por aí... Uma bomba que podia ter sido evitada.

Depois do apagão, a tempestade. Fluminense e Figueirense fizeram uma disputa de pólo-aquático na qual prevaleceu o resultado que já estava no placar quando a bola começou a rolar ontem. Quer dizer, ela nem rolou tanto assim, já que o gramado estava em péssimo estado e, com a chuva, os acidentes geográficos do Orlando Scarpelli ficaram ainda mais acentuados. Aquele gol do Arouca fez o Fluminense subir da vice-lanterna para o 14º lugar no Brasileirão. Uma boa hora de sair da lama, já que os jogos do time fora de casa não são nada fáceis. A começar pelo adversário de domingo, o Cruzeiro, que ainda briga pelo título brasileiro e, no Mineirão, local do jogo, tem aproveitamento muito bom: de 16 partidas, venceu 12, empatou duas e perdeu também duas. Apesar de ter pela frente também o São Paulo, fora de casa, ainda acredito que o Fluminense tem boas chances de se safar da Segundona. Mas é apenas um palpite. A calculadora nunca foi tão usada a cada rodada, como nesta edição do Campeonato Brasileiro. O que é certo hoje pode ser duvidoso amanhã. E, com matemática, não se brinca. Eu não apostaria meu suado dinheirinho em nada.
Não dá para esquecer o episódio envolvendo uma policial e o zagueiro André Luís, meses atrás, lá nos Estádio dos Aflitos, onde o Botafogo enfrentava o Náutico. Houve excesso da moça fardada, mas o zagueiro alvinegro já dava todos os sinais de ser um homem desequilibrado. Gritou, esperneou, chutou garrafa e foi arrastado à força do gramado. Dessa vez, contra o Estudiantes, o mesmo André Luís fez seu show no Engenhão. Ele tinha acabado de fazer o gol de empate com o time argentino, quando, cinco minutos depois, aos 20, ganhou um cartão amarelo. Furioso, partiu pra cima do árbitro Carlos Chandía, arrancou o cartão de sua mão e gritou feito um louco. O Botafogo, então, decidiu seguir o exemplo de André Luís. Trocou o futebol pelas provocações, imaginando que a indisciplina o levaria a algum lugar. O empate em 2 a 2 tira o Botafogo da Sul-Americana. Mas, se a derrota fizer o André Luís refletir um pouco sobre suas atitudes, já será lucro. Até quando seremos obrigados a engolir essa gente sem preparo gastar o bom espaço que tem na mídia para propagar ao mundo sua falta de educação? André Luís me deixou com vergonha. Tomara que o Botafogo lhe aplique uma pesada multa... Ah,mas o Botafogo não paga salário há um tempão, né? (O sono não vai permitir que eu escreva agora sobre a vitória do Fluminense sobre o Figueirense. Deixo pra amanhã...) zzzzzz...

Esse é o jogo. O Fluminense entra em campo vencendo o Figueirense por 1 a 0. Uma vantagem e tanto que o time de Renê Simões não pode nem pensar em perder. Se a vitória se ratificar nos 75 minutos que faltam, o Flu sai da vice-lanterna do Campeonato Brasileiro para o 14º lugar. Volta a respirar com um pouco mais de tranqüilidade, com astral renovado para os difíceis jogos que lhe restarão: Cruzeiro (Mineirão), Portuguesa (Maracanã), Internacional (Beira-Rio), São Paulo (Morumbi) e Ipatinga (Maracanã). xxx Vascaínos, em desespero, torcem pelo empate. xxx E o Botafogo enfrenta o Estudiantes na disputa que lhe resta, a Sul-Americana. Será um ótimo negócio se conseguir reverter a derrota de 2 a 0 de La Plata. Fico na torcida para que os jogadores se comprometam de verdade com uma partida de tanta importância para o clube que não vem honrando seus compromissos. Os salários estão atrasados...

Nos meus tempos de arquibancada que não voltam mais, eu não entendia o que fazia alguém pagar ingresso para vaiar jogador do seu time. Eu me sentia parte integrante do espetáculo e ia ao Maracanã com a missão de empurrar os 'meus' jogadores. Até hoje, considero a vaia um gol-contra, mas não condeno quem pensa diferente de mim. Afinal de contas, também sempre fui de respeitar a opinião dos outros. Hoje, até compreendo quando alguém (ou todo mundo) vaia o Jorge Luiz. Acho que isso não ajuda em nada, mas entendo a indignação contra um zagueiro de nenhuma técnica, nenhuma eficiência, nenhum futebol. E, sinceramente, acho que a torcida não vai se calar enquanto ele for titular. Ou melhor: enquanto ele maltratar tanto a bola e o coração dos vascaínos. Renato Gaúcho pede que a torcida não o xingue mais. Pra mim, essa briga está perdida. Seria melhor que Renato pedisse a Jorge Luiz que não errasse mais, que não cometesse pênalti, que não deixasse o goleiro vascaíno tão exposto. Afinal, é mais fácil convencer um do que mudar a opinião de uma torcida inteira. Então, Renato, fica combinado assim: você convence o Jorge Luiz a ser um zagueiro de classe e a torcida promete que não vaia mais ele. Tá bom assim?


Eu e minha sempre fiel Canon tivemos a oportunidade de perceber, na convocação para o amistoso contra Portugal (dia 19), que Dunga ganhou alguns quilinhos a mais, embora ainda não esteja brigando com a balança. Pode até ser que a camisa tenha encolhido e eu esteja enganada. Seja lá qual for a verdade, Dunga se meteu numa saia mais justa do que sua camisa listrada. Era sua primeira aparição pública após o deselegante Maradona ter dito que, nos tempos de jogador, muitas vezes se esquivara das botinadas do nosso atual treinador. E posso dizer que, mesmo tendo criticado Dunga tantas vezes, agora sou obrigada a tirar o chapéu para ele. Foi elegante e humilde em sua resposta ao argentino. Admitiu que Deus lhe deu menos talento e que, para chegar onde chegou, precisou ralar muito na carreira. Dunga foi gentil. Por mais que eu questione suas opções como técnico da Seleção, reconheço-o como um jogador fundamental naquela conquista de 94. Ele está na história, erguendo a taça, queira ou não o genial Maradona. A boa educação não tem sido o forte de Dunga, desde que se tornou treinador da Seleção. Tornou-se um cara amargo, que em nada lembra o jogador que conheci lá nos Estados Unidos, quando era sempre solícito nas entrevistas que me concedeu. Admirava-o também como o líder que foi. E ontem, durante a entrevista, o Dunga que falou de Maradona sem mastigar vingança ou raiva me fez lembrar do velho Dunga que aplaudi em 94. Bem que poderia ser sempre assim: um Dunga mais leve de espírito, ainda que a camisa justa denuncie alguns quilos a mais. xxxx Rapidinhas: Ronaldinho Gaúcho fica fora do amistoso, mas, segundo Dunga, pode voltar no ano que vem, tão logo recupere a forma. Adriano, barrado no Inter de Milão, está na lista. Juan, do Flamengo, dançou. Marcelo, até que enfim, voltou a ser lembrado para a lateral. O bom Thiago Silva é o único jogador do Rio na lista de Dunga.

Não tenho carro. Não boto a mão num volante há uns 12 anos. Não faço a menor idéia de onde está minha carteira de motorista. Não saberia parar numa ladeira e voltar a acelerar sem deixar o carro morrer. Não conseguiria estacionar numa vaga espaçosa. Não sei qual é o carro da moda. Não sei quanto custa um litro de gasolina. Mesmo assim, pedi a saideira mais cedo que de costume e, antes que a bebida tivesse qualquer influência sobre minha lucidez, abri mão da concorrida mesa do lotado Braca. Enfiei-me num táxi e voei para a redação. Era dia de torcer pelo Massa e seu carro vermelho. Assisti às duas últimas voltas de pé, e, se a televisão fosse um pouco maior, eu teria me enfiado pela tela adentro, até sair lá do outro lado. Onde??? Supresa... Bem na frente do carro do Lewis Hamilton!!! Fiquei só mesmo na torcida, ao lado do Rapha e do Fabiano, tentando compreender a reincidência do meu interesse por um esporte que na minha vida havia morrido com o Ayrton Senna. Naquela última curva, nem sei se soltei um palavrão ou se perdi a voz. Senti um arrepio no corpo, raiva, tristeza, decepção. Foi quando percebi que o Brasil ganhava um ídolo. Massa foi grande, infinitamente maior que meu interesse por carros e velocidade. Não vou rogar praga contra o Glock, não vou voltar a dirigir, nem quero saber onde, raios, enfiei minha carteira de habilitação. Mas prometo me interessar de agora em diante por cada quilômetro percorrido por Felipe Massa. Que sejam muitos. E que tantas sejam as bandeiradas, os pódios, as alegrias. Até 2009!


No Dia de Finados, o Vasco enterrou o Fluminense, com um gol de Wagner Diniz. Cada time com suas limitações, o clássico até que foi emocionante. A vitória ficou com quem percebeu com clareza qual era o caminho das pedras: Renato Gaúcho descobriu a mina e mandou seu time forçar pela direita, nas costas do Júnior César. Simples, não? Pois foi só isso. Sem Fabinho, substituído, o Fluminense afrouxou na marcação. A vitória, porém, só atenua o sofrimento do Vasco, já que o Fluminense está na vice-lanterna, mas com um jogo a menos (enfrenta o Figueirense na quarta-feira). E a sorte também não vem ajudando. A rodada foi bem ruinzinha, já que os demais candidatos à Série B não perderam. Náutico, Ipatinga e Atlético-PR venceram seus jogos, e Figueirense e Portuguesa empataram. O sofrimento continua...  Que mole deu o Flamengo! Deixar a Portuguesa virar, no Maracanã, e, depois, passar um sufoco danado para empatar em 2 a 2 é um mico daqueles... O Flamengo não consegue ter a regularidade que um campeonato por pontos corridos exige. Está ficando difícil... E ainda arruma confusão desnecessária. Obina foi expulso e está fora do clássico de domingo que vem, contra o Botafogo. O Botafogo perdeu (2 a 1) para o Atlético-MG. Mas, afinal, o que o Botafogo está disputando? Deve ser a Sul-Americana, né? O Brasileirão é que não é.
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