|
 |
|
|
 |
Outubro, 2009 Setembro, 2009 Agosto, 2009 Julho, 2009 Junho, 2009 Maio, 2009 Abril, 2009 Março, 2009 Fevereiro, 2009 Janeiro, 2009 Dezembro, 2008 Novembro, 2008 Outubro, 2008 Setembro, 2008 Agosto, 2008 Julho, 2008 Junho, 2008 Maio, 2008 Abril, 2008 Março, 2008 Fevereiro, 2008 Janeiro, 2008 Dezembro, 2007 Novembro, 2007 Outubro, 2007 Setembro, 2007 Agosto, 2007 Julho, 2007 Junho, 2007 Maio, 2007 Abril, 2007 Março, 2007 Fevereiro, 2007 |
| |
 |
| Marluci Martins |
| |
|
|
|
|
Foi bonita a festa da torcida do Vasco no Maracanã. E o jogo não ficou atrás. Depois de um mau primeiro tempo, o Vasco cresceu no segundo e jogou com a autoridade de quem tinha o mando de campo. O empate em 1 a 1 com o Corinthians ficou de bom tamanho, pelas boas defesas de Felipe e Fernando Prass, numa partida pra lá de movimentada. Na quarta-feira que vem, a bola rola no Pacaembu, com Ronaldo e Carlos Alberto em seus devidos lugares. A vantagem do Timão é pequena, mas existe: 0 a 0 garante o time de Mano na final da Copa do Brasil. Foi interessante o papo com Mano Menezes, no Redação Sportv. Em duas respostas, ele não escorregou na sinceridade. Disse que, se fosse técnico do Vasco, teria preferido São Januário ao Maracanã. E, sobre sua mania de não divulgar a escalação no prazo estabelecido, confirmou que as críticas não vão mudar sua postura, e que somente uma questão pode fazê-lo respeitar o que o regulamento prevê: se o Corinthians passar a descontar a multa de seu salário. Em tempo: a multa é de R$ 800. Juninho Pernambucano tão cedo não volta. Se é que voltará um dia.

Há formas e formas de se protestar. E, definitivamente, o melhor jeito não é esse aí que parte da torcida do Fluminense escolheu. A invasão é inadmissível, e, pior ainda, a agressão covarde a Diguinho. E nem vou entrar aqui na questão da doença recente do jogador. Essa meia dúzia de três ou quatro merecia mesmo uma cadeia esperta só pra aprender que não se deve dar soco na cara dos outros assim quando simplesmente dá na telha. Futebol não é isso. Isso aí é falta de educação, crime, algo que não aprendi na minha casa e que precisa ser banido do futebol. E a diretoria do Fluminense bem que podia dar mais proteção a seus jogadores, pois a invasão não é novidade nas Laranjeiras e, gente, esse protesto estava mais do que anunciado. Só os dirigentes do Flu foram pegos de surpresa.  O cabelo do Zidanilton (menos, menos...) ficou feio demais, mas é com essa carinha aí que a boa revelação do Vasco vai enfrentar o Timão. É difícil apontar um favorito para esse jogo, já que será o grande teste do Vasco na temporada. O time de Dorival Jr. não tem feito grandes jogos, mas tem uma eficiência impressionante. Jogadores empenhados, uma zaga que vai se firmando mesmo sem ser a titular, um bom lateral esquerdo, um meio-campo lutador e um ataque eficaz. Ou seja: o Vasco tem o equilíbrio de poucos, o que o fortalece.  Para os jogos contra o Corinthians na Copa do Brasil, o Vasco terá outra novidade além do cabelo de Zidanilton: o patrocínio da distribuídora de combustíveis Alesat entra na camisa.

Antes que me perguntem por que estou na foto ao lado do Obina, já começo o post com uma justificativa: estive na concentração do Flamengo na semana da estreia do time no Campeonato Estadual. A ideia era apresentar a competição com um personagem que eu considerava ter tudo para brigar pela artilharia. Ok, escolhi mal o personagem, mas quem poderia imaginar isso? Obina foi simpático e, num gesto de tietagem (minha, é claro), tiramos uma foto para a posteridade. E, gente, temos algo em comum: não fizemos gol este ano. Confesso que já estou até desistindo. Obina, não. Tomara que consiga. Atendendo ao pedido do blogueiro Rafael, que lançou campanha no post anterior, o Flamengo decidiu negociar Obina. O atacante rubro-negro está indo para o Palmeiras, e pode-se considerar isso um golaço, já que será inscrito na Copa Libertadores!!!! Por aqui na redação, a notícia caiu como uma bomba. Tem gente dizendo que o Obina vai para a vaga de Keirrison (!!!), que está para sair. Outro me diz aos risos que isso prova o amor de Vanderlei Luxemburgo pelo Flamengo. Foi bom negócio também para o Flamengo. Obina estava muito mal, e acredito até que a ansiedade estivesse pesando nas suas chuteiras. Ficou sem clima na Gávea. Vai para o Verdão e, pelo visto, se não fez gol a favor do Flamengo, também não fará contra. Ficou acertado que, cada vez que quiser escalá-lo contra o Mengão, o Palmeiras terá de pagar ao Rubro-Negro R$ 1 milhão. Eu não escalaria. Aliás, será que eu o contrataria?

O progresso tornou possíveis as compras de supermercado pela Internet, e, hoje, raramente entro numa agência bancária. Faço transferências de dinheiro pelo computador e pago contas no débito automático. Meu bilhete aéreo é impresso na minha casa, para onde chegam pizzas e remédios, num simples telefonema. Falo por e-mail, sem tirar a cabeça do travesseiro, com quem está do outro lado do mundo. O homem produziu o Viagra, faz testes com células-tronco e vem descobrindo a cura para doenças que matavam no passado. Mas está para nascer o gênio que vai acabar com a detestável fila para compra de ingressos de futebol. Talvez esse mesmo gênio consiga eliminar os cambistas e flanelinhas da nossa sociedade tão moderna, tão primitiva. Mas é isso aí, gente... O sentimento não pode parar. Todos pra fila, já! Já comprou o seu? O Vasco merece.

Finalmente o Flamengo conseguiu uma vitória e, também, seus primeiros gols no Campeonato Brasileiro: 2 a 1 sobre o Santo André, no ABC. E, talvez, esses dois golzinhos tenham sido os últimos de Josiel com a camisa rubro-negra. O Zé Bob fez 13 gols pelo Flamengo, mas não convenceu e chegou até a ser relegado a terceiro plano, à reserva de um cada vez mais estabanado Obina. Aí, já é muita humilhação, né? Méritos também de Íbson, que voltou a jogar bem, aparecendo nos melhores ataques do Flamengo. E do técnico Cuca, que, mesmo tendo dado outra chance a Obina, armou bem o time, de modo que Léo Moura e Juan não fizessem a falta que se imaginava.  Do Josiel, pulo para o Fred. Já são cinco jogos sem marcar, e, nessa maré ruim, o Fluminense tomou uma goleada, de virada, no Maracanã: 4 a 1 para o Santos, sob vaias da torcida, é claro. Realmente, o time não está rendendo nada, parecia uma barata tonta, e tudo fica pior quando se tem dois jogadores expulsos - Dieguinho e Eduardo Ratinho. O que foi aquela tentativa de homicídio, hein, Ratinho? Só a canela do Neymar sabe o que foi aquilo...  Não posso deixar de falar aqui sobre o baixinho Mádson. Seria um clichê dizer que tem sido um gigante em campo? Tudo bem... Mas eu vou dizer: o ex-vascaíno tem sido um gigante em campo. Calou mesmo a minha boca, que, imprudente, andou dizendo que duvidava de seu sucesso no Santos. Mádson é driblador, valente, veloz e fez belas jogadas na goleada sobre o Fluminense. A derrota do Botafogo para o Grêmio (2 a 0), no Olímpico, foi, como bem disse o companheiro Ricardo Mota, um jogo de ataque contra defesa. E nem preciso dizer quem foi o vencedor, né? Ney Franco tem razão na sua queixa a respeito da falta de um substituto para o Maicosuel. Não vejo nenhum no elenco. E, sem Reinaldo, o ataque não existe mesmo. O sentimento não pode parar. E a torcida do Vasco não para mesmo. Quarta-feira, é para o Maracanã que ela vai. Esse Vasco x Corinthians é imperdível, ainda que Carlos Alberto esteja fora. Ronaldo é dúvida. Mas a importância do jogo vale o ingresso.

Será que alguém aí quer discutir se foi exagerada ou não a decisão do Tribunal de Justiça em punir Juan com suspensão de 30 dias? O Flamengo vai tentar o efeito suspensivo na semana que vem e, então, tudo o que for dito hoje nesse blog perderá o seu valor. Tem sido assim, não é mesmo? O juiz (finge que) não vê, mas aí, quando a gente já até esqueceu do jogo em questão, o TJD vem com aquele monte de artigos sob o braço e manda ver. Só que depois o clube recorre e o que era quase uma condenação à cadeira elétrica vira uma cesta básica daquelas que não matam a fome de ninguém. Quem quiser discutir, é só deixar o comentário aqui. Mas depois não vá dizer que não avisei, hein... Com aquela confusão toda em relação ao peso do Adriano (nada a ver com a foto lá de cima), acabei não falando da lista do Dunga, na qual nosso Imperador figurou tantas merecidas vezes. Torço, sinceramente, por seu retorno em grande forma, mas, enquanto ele vai lutando contra a balança da Gávea, vamos curtindo nomes como o de Nilmar. Gostei da convocação e da chance que Dunga dá aos que estão aqui pelo Brasil. E foi bom o aviso de que ninguém vai ganhar a vaga no grito. Ronaldinho Gaúcho que se cuide.


Descubro hoje que a informação sobre os 105 quilos do Adriano, publicada aqui (hoje) e na coluna 'Jogo de Cintura' (ontem), teve o efeito de uma bomba na Gávea. E não estou falando de uma bomba de chocolate, dessas que eu gosto e, provavelmente, o Adriano também. Refiro-me à repercussão de um assunto que já está ficando, digamos, meio mala: o jogador se empanturra de guloseimas e, depois, jura que está só um pouco acima, mas não revela qual é, afinal, o peso em questão. Lá pelas bandas da Gávea, andaram dizendo que o Adriano não está 18 quilos acima do peso ideal. Então, vou dar uma explicação para aqueles que não tiveram na infância aulas de interpretação de texto. Eu NÃO disse que o Adriano está com 18 quilos acima do peso ideal. Eu DISSE que o Adriano está com "18 quilos a mais do que ostentava nos áureos tempos". Quando falo em "áureos tempos", refiro-me aos anos de 2004 e 2005, quando Adriano engoliu a bola na Copa América e na Copa das Confederações. Para quem esqueceu, mostro a diferença entre o Imperador dos áureos tempos e o Novo Imperador:  Deu pra perceber a diferença no físico (in)definido? Então, veja agora como as bochechas também mudaram...  Deu pra perceber que as bochechas não são mais as mesmas? E, minha gente da Gávea e adjacências, qualquer site do Adriano, inclusive aquele que jura ser o oficial, informa que o peso de jogador é 87 quilos.
E, já que me provocaram, na quinta-feira tem mais. Vou revelar, na coluna "Jogo de Cintura", no ATAQUE, qual era o peso do Adriano na Copa da Alemanha, em 2006. Ele estava muito acima do peso que ostentava nos áureos tempos. E um pouco abaixo dos 105 quilos que a balança do Flamengo me informa. E não se fala mais nisso! Será?
Tá bom, tá bom... Eu confesso! Estou com 59,7 Kg e, não faz tanto tempo assim, já estive com 58 Kg. Acontece que passei minhas folgas em São Paulo, fui à Bráz, me entupi de pizza e chope. É verdade, comi uns pastéis no Bar Samba. Umas empadinhas de camarão também (mas eram abertas...). E uns torresmos no Bar do Giba. Mas, gente, eu não jogo bola, não faço gol, e, se corro, é atrás do Obina, que, convenhamos, está ainda mais pesado do que eu, e, seguindo o meu exemplo, também não faz gol nem corre tanto assim. Mas, se eu que, no exercício da minha profissão, uso mais as mãos do que as pernas, e, mesmo assim, estou preocupada com meu peso, por que será que o Adriano chegou aos 105 quilos com aquele ar 'não tô nem aí'? É isso mesmo, minha gente. Eu disse CENTO E CINCO quilos. Está com DEZOITO a mais do que ostentava nos áureos tempos, quando a camisa da Seleção ainda ficava folgadinha no seu corpo, e os argentinos folgados (!) tremiam de medo de sua presença na área.

A lembrança que tenho do Andrezinho na Gávea é a de um menino magrinho, perna fina, corrida desengonçada. Mas a cobrança de falta ontem, quase ao apagar das luzes, passa a ser a nova imagem, candidata à eternidade, de um jogador que foi criado no Flamengo e virou o seu algoz.
Não houve tanta justiça assim no caminho percorrido pela bola, e seu destino final, o gol e, consequentemente, a eliminação do Flamengo da Copa do Brasil. Pelo que jogaram os dois times, o empate teria sido bem mais justo. Foi triste, confesso, ver o Flamengo caindo diante do Inter (2 a 1) por causa de um erro tosco do Juan, e de uma bola parada lá pelas tantas da noite.
O Flamengo está fora e, talvez pior do que isso, mergulha numa crise por conta da esquisita contratação de Petkovic. Ninguém, ou quase ninguém, quer o sérvio desfilando sua marra por lá. Mas o presidente interino Delair Dumbrosck comprou o barulho e pisou fundo no acelerador. Cuca, Kléber Leite e o conselho fiscal não querem Pet. Vem chumbo grosso aí. Kléber me prometeu que bota hoje a boca no trombone. Vamos aguardar, enfim. Não vi o jogo do Fluminense, mas deixei o controle remoto da televisão completamente tonto, de pilhas gastas, de tanto que mudei de canal. Fiquei pra lá e pra cá, estranhando o silêncio do vizinho tricolor que, num singelo gesto de amor, deixou sua bandeira desbotada ainda pendurada na janela. Ela está lá até agora. E tomara que fique.
Um time que toma dois gols em 16 minutos, jogando dentro de casa, não pode reclamar muito, não é? A reação no empate em 2 a 2 com o Corinthians até que foi bonita, mas não suficiente para manter o Fluminense na Copa do Brasil. Nunca tive dúvida de que Thiago Silva jogava muita bola, mas confesso que não imaginava que faria tanta falta. Será que o cara é insubstituível? O que é melhor tem de vir por último, não é? Então, vamos falar do Vasco. Foi bacana a classificação à semifinal da Copa do Brasil, mas podia ter sido bem melhor. Não falo pelo empate sem graça em 1 a 1 com o Vitória, mas pelo cartão amarelo do Carlos Alberto, que o tira do primeiro jogo contra o Corinthians, na quarta-feira que vem. Por que o jogador de um time que está tranquilo, podendo tomar mais quatro gols na partida, leva cartão amarelo? Respostas para este blog...
Puxo a orelha do capitão, mas tiro o chapéu para o Vasco e, também, para o técnico Dorival Júnior, que tem mantido o time no rumo, apesar de tantos desfalques. O Vasco agora é o Rio. O Rio agora é o Vasco.

Vamos começar por aquilo que considero mais urgente: os jogos de hoje pela Copa do Brasil. Está bacana o apelo levantado pelo patrocinador do Fluminense, numa convocação à torcida, que é também uma tentativa de calar a boca dos jogadores do Corinthians que andaram falando bobagem. O Tricolor vai precisar mesmo da força da galera, no Maraca, hoje à noite. O clima no Flamengo está meio esquisito. Pelo menos é o que dizem aqueles que têm andado por lá. O desafio contra o forte Internacional, número um do Brasileirão (embora seja até ridículo falar disso tão cedo), é dos mais difíceis, ainda mais na praça gaúcha. Está na hora de o ataque rubro-negro funcionar. Já passou da hora, Mengão!!!! Vou falar brevemente do Vasco, para novamente voltar ao Flamengo... Apostaria um dinheirinho suado na classificação, que ficou bem fácil depois do sapeca que o Vitória tomou em São Januário. E, pronto, volto ao Flamengo: o Pet tem bagagem e pode ser útil, mas acho esquisito ter forçado tanto a barra para arrumar esse emprego. Tudo por causa de uma dívida. E que dívida!!!!

Botafogo e Fluminense seguiram o exemplo do Flamengo e também não mandaram a bola pra rede no Brasileirão. Todo mundo ficou mesmo no 0 a 0. O Botafogo até que tirou o pé do freio no segundo tempo com o Corinthians, mas não acertou o passe e, na hora das conclusões, fez a blogueira que vos fala sentir pena dos pobres gandulas. Sem Maicosuel, esse time perde a referência no meio e, também, o elo com o ataque. Sem querer comparar, longe disso, já acho que a volta do Lúcio Flávio seria um bom negócio. Na TV do hotel aqui em Sampa não rolou o jogo Barueri x Fluminense. Outro 0 a 0??? Sinto muito, mas não vai dar pra ver os melhores momentos porque os amigos me esperam para uma pizza na Bráz. E, sinceramente, não acredito que houve melhores momentos em mais esse deserto de gols. Fui!!!
Já estava esquisito o jejum de gols diante do Cruzeiro e do Internacional, assunto discutido aqui e em 10 entre 10 blogs de futebol do Brasil. Só que eu imaginava que o Avaí pagaria o pato por tudo o que se falou nos últimos dias sobre falta de gols e incompetência para marcá-los. Que nada! Também não foi dessa vez. O Flamengo ficou mesmo no 0 a 0 com o Avaí. Como decidi passar minhas folgas aqui nesse frio gostoso de São Paulo, tive de me contentar em assistir ao jogo que o hotel me oferecia: Atlético-MG 2 x 1 Grêmio. Vi os melhores momentos de Flamengo x Avaí, mas antes mesmo de terminar a frase, vou fazer a correção: não dá pra chamar aquilo de 'melhores momentos'. Perdoem-me Josiel, Everton, Obina e Maxi, mas não serei mais tão compreensiva com o Flamengo. Pra mim, melhor momento é gol e ponto final. Lá em Fortaleza, o Vasco sapecou um 2 a 0 em cima do Ceará. Dessa vez, com boa atuação do lateral Ramon, grande revelação que fez um gol e participou do outro. Vale lembrar que o Vasco estava desfalcado de Thiago, Titi, Fernando, Jéferson, Carlos Alberto e Pimpão. Boa vitória, a festa continua. Estava no Aeroporto, preparando-me para essa minha viagem de descanso em São Paulo, quando Ludmila me telefonou e, supresa desagradável, não soltou nenhuma palavra sobre sua querida Beija-Flor. Informou-me, sim, da morte de Guta, Maria Augusta Carneiro Ribeiro, um dos símbolos de resistência desse País, única mulher que, em 1969, estava entre os presos políticos trocados pelo embaixador americano Charles Elbrick. Conheci Guta por uma generosidade do destino, no reveillon, o último de sua vida. Estive em sua casa de Búzios, recepção calorosa, cerveja gelada, amigos, piscina e boa comida. As lembranças ficam na cabeça e na História. Bom descanso!
 Ângela, Guta e Beth

Foi tema de discussão na bancada do 'Redação Sportv' e trago pra cá o assunto. Por que o ataque do Flamengo (quase) não faz gol? Nem Cuca, que entrou ao vivo no debate, por telefone, conseguiu uma resposta que me convencesse. Pra mim, acho que falta mesmo qualidade nas conclusões. E, claro, um pouco de sorte, já que bola na trave não é, na minha modesta opinião, sinal de incompetência, mas de azar. Pra mim, o Cuca armou um bom time, considerando-se as características das peças que tem à disposição. Só não sei quem é melhor (pior): Josiel ou Émerson. Não tenho gostado de nenhum dos dois, mas o Josiel já vinha balançando as redes... A verdade é que o Flamengo já havia jogado bem contra o Cruzeiro e, ontem, teve atuação ainda melhor no empate em 0 a 0 com o fortíssimo Internacional. O próximo encontro, em Porto Alegre, promete. Não vou perder. xxxx Sinceramente, acho que mais importante até do que o chocolate do Vasco nos 4 a 0 sobre o Vitória, em São Januário, foi a atuação do Léo Lima. Já cansei de bater no cara e, agora, ele merece justiça: está jogando bem e, desse jeito, ajudará muito o Vasco na Copa do Brasil e nesse longo caminho de volta à Série A. E o time ainda estava desfalcado... xxxx A derrota do Fluminense (1 a 0) para o Corinthians foi de bom tamanho. Um resultado que não foi ruim para ninguém. O Tricolor vai decidir a classificação na semana que vem, em casa. E vale ressaltar aqui o grande desempenho de Fernando Henrique. Foi um show à parte.

O Brasileirão finalmente começou e, dos clubes do Rio, o único que não decepcionou foi o Fluminense. Conseguiu uma vitória (1 a 0), quem diria, sobre o tricampeão brasileiro. O Botafogo não convenceu, mas com muito sacrifício chegou ao empate (1 a 0) com o Santo André. E o Flamengo repetiu os problemas do Estadual: perdeu gols (até pênalti) e o jogo: 2 a 0 para o Cruzeiro, no Mineirão. O golaço de Maurício, logo aos 2 minutos do primeiro tempo, permitiu que o Fluminense controlasse os nervos e, também, o jogo no Maracanã. E as boas defesas de Fernando Henrique resolveram a parada a favor do Tricolor do Rio, que já pode ser considerado o carrasco do São Paulo. Com um homem a mais desde os 14 minutos do primeiro tempo, o Flamengo não foi competente o suficiente para transformar em gols as boas oportunidades que criou durante o jogo. E, assim, volta de Belo Horizonte com uma derrota para o Cruzeiro: 2 a 0, gols de Kléber e Ramires. Na estréia do Rubro-Negro no Brasileirão, de novo ficou provado o que a torcida já está careca de saber: o ataque não sabe fazer gols. E, dessa vez, até Juan perdeu pênalti. Bem, mas o Fla já tem Adriano, não é mesmo? O Botafogo suou muuuuito pra arrancar um empate com o Santo André. Depois de um primeiro tempo ridículo, o time deu uma boa melhorada no segundo, e seria injusto não citar que a entrada de Jean Coral foi fundamental. Gente, o que foi aquele gol do Nilmar?

Não é todo dia que se consegue bater um papo descontraído com Parreira, Cuca e Ney Franco, técnicos do Rio na Série A do Brasileirão. E isso já explica por que fiz questão de me meter no meio dos caras, naquela recaída de tietagem explícita que se tem de vez em quando. Promovi o encontro para que discutíssemos principalmente as perspectivas do futebol carioca no Brasileirão. Dos três, Cuca é o mais otimista, garantindo que Flamengo, Fluminense e Botafogo podem sonhar, sim, com o título. Ficou sozinho nessa esperança. Parreira, o mais pessimista dos três, condicionou o bom desempenho do Tricolor à contratação de reforços. Tudo muito bom, tudo muito bem, mas ele simplesmente acha que os reforços não vêm. E, para você, quem chega na frente: o Flu de Parreira, o Fla de Cuca ou o Fogão de Ney? A matéria com os técnicos está no ATAQUE de hoje.

O Vasco não jogou um bolão na estreia na Segundona. Longe disso. E, sinceramente, tenho minhas dúvidas se jogar um bolão será a rotina do Vasco na Série B. De qualquer forma, foi uma boa estreia. Na vitória magrinha de 1 a 0 sobre o Brasiliense, gol de Pimpão, ficou a impressão, quase certeza, de que a torcida vai jogar junto nesse Brasileirão. O apoio é fundamental. O sentimento continua.

Hoje é dia histórico para a turma da Colina. O Vasco enfrenta o Brasiliense, em São Januário, em seu primeiro degrau de uma escadaria que pode levá-lo de volta à Série A. Para muitos, motivo de galhofa. Mas, para quem carrega uma cruz de malta no peito, esse degrau representa luta, esperança e, quem sabe, vitória. Que no fim, lá do alto dessa escada, o Vasco possa ver um horizonte melhor, sem crises ou tristezas. Ser vascaíno também é isso. É saber virar a página para uma outra história. Boa sorte, Vascão! Bom recomeço.

A substituição do Tartá pelo Fabinho é o assunto que está na boca de 10 entre 10 tricolores. Ok, foi mesmo um sufoco e tanto, e deve ter sido mesmo difícil pegar no sono depois daquele 1 a 1 tão suado contra o Goiás, pela Copa do Brasil. O que vale é que o Fluminense passou. Mas, até quando? Estive hoje com o Parreira e, antes mesmo que ele saísse do carro, já enfiei a cabeça na janela para desafiá-lo: "Tô com pena de você. Vai pegar o São Paulo no domingo e, depois, encarar o Corinthians com Ronaldo metendo gol daquele jeito". Ele deu um sorriso meio nervoso. "Vamos com calma... Vamos pensar no São Paulo por enquanto e deixar o Corinthians e o Ronaldo pra depois. Será dura a vida do Fluminense nos próximos dias. A equipe não está se acertando, não há peças suficientes nem mesmo no time titular e Thiago Neves, que fez o gol ontem, vai embora daqui a pouco.

Adriano volta ao Flamengo, e, do fundo do meu coração - que não é de bater por qualquer um -, torço por sua volta por cima. Será bom para o futebol brasileiro, tão carente, coitado, de ídolos. Afinal, quem não gosta de ver Ronaldo, mesmo fofinho, matando a bola daquele jeito que faz tudo parecer mais fácil do que é? Ronaldo é um bom exemplo de superação, mas acho que só está conseguindo tanto progresso porque tem determinação de sobra. Minha dúvida é essa... Será que Adriano tem a mesma fibra? Assisti à sua apresentação pela televisão, e seu rosto mais redondo do que o normal é preocupante. Mas o sorriso de felicidade fortalece a esperança. Tomara que ele queira de verdade. xxxx E o ataque do Flamengo, após cinco jogos de jejum, conseguiu mandar uma bola para a rede! Ufa! Emerson foi autor da proeza. Fica a dúvida: quem formará dupla de ataque com o Imperador? Aposto no 'Sheik'. Na vitória de 3 a 0 sobre o Fortaleza, Kleberson deu provas de que está mesmo em evolução. Tiro o chapéu também para o Juan, que jogou muito. Mas o Mengão deu um tremendo azar na tabela: vai encarar o Internacional nas quartas-de-final. xxxx Mais surpreendente do que o placar elástico (4 a 1) do Vasco sobre o Icasa, em Juazeiro, foi o bom desempenho do Léo Lima. Justiça seja feita: reclamei dele aqui no blog outro dia, mas ontem ele calou minha boca. A vitória deu moral ao time que estreia sábado na Segundona, contra o Brasiliense. Pela Copa do Brasil, a parada será um pouco mais dura: o Vasco pega o Vitória, que é forte no Barradão, mas capaz de pagar um micão fora de seu estádio, como ontem, quando perdeu de 3 a 0 para o Galo - só se classificou nos pênaltis. xxxx Hoje tem Flu x Goiás. Boa sorte ao Parreira, mas a parada vai ser difícil.


É bem provável que por muitas e muitas gerações ainda se escute gente discutindo qual seria o destino desse título estadual se Maicosuel e Reinaldo não tivessem desfalcado o Botafogo na decisão contra o Flamengo. E, confesso, eu mesma jurei pra mim mesma que não tocaria nesse assunto no blog. Mas, como vocês podem perceber, não devo ser tão boa assim de promessas. Pronto, falei. E, chega, vamos parar por aqui porque o domingo foi dos rubro-negros e, se você vai teimar em desvalorizar a conquista alheia, devo dizer que a inveja é uma fraqueza (?) feia. Vamos ao jogo... Gostei da coragem do Cuca em barrar o Zé Roberto, que está vivendo do nome que tão bem construiu. Ponto pra ele por ter escalado o Erick Flores, mas nem assim foi resolvido o problema do ataque que passou em branco mais uma vez. O destino foi bacana com Kléberson, um jogador que andou esquecidão lá na Gávea, mas que cresceu durante a competição e foi decisivo nessa final. Devo falar também do Obina, e, em vez de criticá-lo, vou mirar no Cuca: por que decidiu, do nada, lançar o atacante que chegou ao fim do Campeonato sem ter marcado nenhum gol? O que Obina fez de bom até agora na temporada para merecer entrar num jogo que o Flamengo vencia por 2 a 0? Não entendi. Só sei que o Botafogo empatou em 2 a 2 e, não fosse o show de Bruno nos pênaltis, Cuca estaria na mira da torcida e da diretoria. Bem, o Estadual acabou sem a gente saber como seria seu desfecho se Maicosuel e Reinaldo estivessem inteiros na decisão. E, bater nessa tecla é reviver o 'chororô' de outros carnavais. O Flamengo é tri pela quinta vez, o Botafogo é vice e não se fala mais nisso. Ou melhor, podem falar à vontade. O blog é de vocês, sintam-se em casa.

Até acho que cinco desfalques têm mesmo um peso grande num time de futebol, principalmente nos dias de hoje em que tem-se a conta do chá e olhe lá. O que não entra na minha cabeça nem é o empate ridículo do Vasco com o Icasa em 1 a 1. O que não consigo entender é esse futebolzinho sem-vergonha do Alex Teixeira, uma eterna promessa que, puxa vida, não é paga nunca! O que não consigo decifrar é o misterioso e trágico desaparecimento do futebol do Léo Lima, que, se nunca foi essa coisa toda que ele pensa, ao menos já deu pro gasto. Não é qualquer um, afinal, que consegue dar passe de letra em clássico no Maracanã, né?
O Verdão do Cariri voltou pra Juazeiro feliz da vida com o empate que deixou o Vasco nocauteado psicologicamente logo agora que se aproxima a hora de estrear na Segundona, dia 9, contra o Brasiliense. E, quer saber? Promessa por promessa, em vez do Alex Teixeira, eu sou mais a que o pessoal do Icasa fez pro Padre Cícero. Haja vela! Também pela Copa do Brasil, o Fluminense conseguiu um empate bem mais interessante: um 2 a 2 com o Goiás, lá no Serra Dourada. Levando-se em conta que o time está em reestruturação, e que o Goiás não é o Icasa, o empate não desceu mal. Até porque é no Maracanã que o Fluminense vai decidir sua sorte. Juan foi absolvido e joga domingo. Uma sensata decisão. Já estava pegando mal...
|
|
 |