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Marluci Martins

Sexta-feira , 31 Julho, 2009

Sem comentários...

Foto de Marluci Martins

Mas quem quiser comentar...


(Ah, me poupem... estou de férias e, quando voltar, depois de tanto vinho, tantas tapas e bocadillos, possivelmente também vou recorrer a essa cirurgia na... mão!!!)



Sábado, 18 Julho, 2009

O roupeiro, o massagista, o cozinheiro e o telefonista - leitura de férias

Arquivo pessoal

O blog entra de férias, com possibilidade (ou não) de algumas intervenções extraordinárias, dependendo do humor e da disposição desta que vos escreve. Como homenagem aos 15 anos da conquista do tetra, fiquem com um texto que escrevi, baseado num depoimento do ex-jogador Branco, parte do projeto ainda não concretizado de um livro. Até!


Era no quarto do segurança Moisés que a turma se reunia. Sempre após o jantar, os notívagos adiavam o toque de recolher e deixavam acesa por um bom tempo a última luz da concentração de Los Gatos. Branco, Dunga, Gilmar, Ricardo Rocha e Romário entraram algumas madrugadas contando piadas em vez de carneirinhos. Discutiam estratégias de jogo, faziam fofocas, falavam bem e mal da vida alheia e, quando perceberam, já formavam um quinteto inseparável naquela tensa Copa de 94.


Decidiram então fundar um clube. Nele, não entrariam os atletas de Cristo que se proliferavam nos estádios e naquela Seleção. Não foi difícil escolher o nome: alguém sugeriu que se chamasse 'Clube dos Dinos' e a aceitação foi unânime. Eram todos bem sucedidos, maduros e famosos. Encheram-se de orgulho e uma boa dose de marra quando deram conta de que não havia pra ninguém: eles eram os próprios "dinossauros" do futebol.


Quando Romário convocou o 'Clube dos Dinos' para uma edição extraordinária, Branco, Dunga, Gilmar e Ricardo Rocha perceberam que o assunto daquela vez seria sério. Não fariam nenhuma fofoca, não jogariam conversa fora.


"Estou preocupado...", começou Romário.

O Baixola não era de temer adversário. Não era de fugir da raia. Antes que alguém o apressasse, ele mesmo continuou:

"Não estou achando justa a premiação. Se a gente levar essa Copa, todo mundo tem que ganhar a mesma coisa. Tô falando do roupeiro, do massagista, do cozinheiro, do telefonista... Tem que ser igual pra todo mundo".


Branco voltou quatro anos no tempo para alcançar o raciocínio de Romário:
Na Copa de 90, era seu companheiro de quarto e, também, de aventuras pelas ruas de Torino. A Fiat emprestou vários carros para os jogadores da Seleção e, na hora de a dupla escolher o seu, foi Romário quem teve a humilde ideia: "Vamos ficar com o Dedra. É movido a diesel. É mais econômico". Como o carro era verde, Romário apelidou-o de Ecologia. E viviam pra lá e pra cá, curtindo as folgas mas, também, o constrangimento provocado por uma briga com o patrocinador. A decisão de posar para a foto oficial com a mão no peito, cobrindo o logotipo da empresa de refrigerantes, em protesto contra a falta de uma compensação financeira, deixou o grupo com fama de mercenário.


Enquanto Romário falava, Branco pensava. Era hora de tirar o Ecologia do pensamento e trancá-lo na garagem com todas as lembranças ruins da briga por dinheiro em 90. A solidariedade remanescente do amigo contagiou o coração, arrepiou o corpo e encheu os olhos de lágrimas.


"Claro. Vamos exigir uma cota maior. Não quero saber se vou ganhar 10 mil ou 100 mil. Só quero vencer", respondeu Branco, saindo dali convencido de que o 'Clube dos Dinos' tinha sua primeira meta social. Levaram a ideia aos outros e, como os 'dinossauros' eram bons de argumentos e, a turma toda, boa de coração, ficou decidido que convocariam o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, para uma reunião.


Foi fácil dobrar o homem. A cota dos "carregadores de piano" estava garantida. Se o Brasil conquistasse a Copa dos Estados Unidos, todos teriam sua casa própria e, talvez, um carrinho na garagem.


****


Romário tinha todo o tempo do mundo, ao contrário de Branco. Aquela seria sua última Copa e até ele estava certo disso. Sua convocação já fizera muito paulista torcer o nariz, pois Roberto Carlos atravessava bom momento no Palmeiras. Restava-lhe agradecer ao técnico Parreira pela confiança, aceitar as críticas com resignação e tentar divertir-se com as tiradas de Romário nas reuniões do 'Clube dos Dinos'.


Mas, em 4 de julho, dia da comemoração da Independência dos Estados Unidos, uma cotovelada de Leonardo, no Estádio de Stanford, quebraria o maxilar do americano Tab Ramos e, também, a tristeza de Branco. O lateral titular foi expulso e, pegando cinco jogos de suspensão, estava fora da Copa. Era a vez de Branco.


Foi com essa sede que ele se preparou para bater uma falta, no Cotton Bowl, em Dallas, quando Brasil e Holanda empatavam em 2 a 2, pelas quartas-de-final. Aos 36 minutos do segundo tempo, soltou a bomba e, na sua trajetória, a bola traiçoeira caprichosamente buscou o encontro fatal com o corpo do companheiro de quarto, carro e passeios da Copa de 90. Romário estava no caminho, mas deu seu jeito e fez com que muitos acreditassem que um corpo e uma bola podiam ocupar o mesmo lugar no espaço. Só o teipe derrubou a "farsa": ele curvara as costas para que o caminho do gol não ficasse obstruído.


"Romário, essa é minha terceira Copa, mas foram esses dois segundos que marcaram a minha vida. Se você não tirasse o corpo, a bola não tinha entrado", diria Branco ao amigo.


****


"Romário, saca só o Baggio", sugeriu Branco.

"Qual é?", perguntou Romário, desatento.

"Pô, ele te olhou da cabeça aos pés. Ele tá se cagando todo de medo", respondeu Branco.


Romário soltou um risinho de pouco caso, e não havia muito tempo para prosa, porque a bola já ia rolar no Rose Bowl. Uma final de Copa do Mundo era coisa para poucos, e o Brasil amargava um longo jejum. Não podia perder sua concentração e nem quis saber de nenhum italiano.
Quando Baggio fez a bola decolar com seu chute sem direção, Romário compreendeu o que o amigo Branco queria tanto lhe dizer. O italiano estava com os nervos à flor da pele, sim. O Brasil era tetracampeão. O cozinheiro, o roupeiro, o telefonista e o massagista podiam comprar uma casa e, com um pouco de diplomacia, deveriam convidar Romário e Baggio para o open-house.



Quinta-feira, 16 Julho, 2009

Estranho, muito estranho

Há uns posts atrás, levantei a bola sobre o namoro do italiano Omar Scafuro, presidente do Leme Futebol Clube, com o Fluminense. Na coluna 'Jogo de Cintura' de hoje, no Ataque, informo qual retorno ele terá com o investimento planejado para Xerém e Laranjeiras: um percentual sobre cada jogador das divisões de base.


Antes de abrir qualquer discussão, eu gostaria de ouvir os dirigentes do Fluminense se pronunciarem sobre o assunto. Mas o repórter Raphael Roque bem que tentou arrancar algumas palavras do presidente. Conseguiu as seguintes declarações: "Estou mudo. Não falo enquanto não se concretizar". Uma pena. A torcida está curiosa, assim como eu. E, se o negócio é bom para o Flu, por que não dividir com todo mundo a expectativa? É estranho...


Quanto tempo Eutrópio vai durar?

Photocom

Vou começar pelo Fluminense, o clube que demitiu o técnico e efetivou o seu auxiliar. Por que será que o Ruy foi parar no meio-campo, se por tanto tempo a busca foi por um lateral direito para o lugar do Mariano? Mas, na hora do jogo contra o Inter, lá estava o mesmo Mariano na lateral, e o Ruy no meio. Não entendi. Não era melhor ter contratado então um apoiador em vez de um lateral?


Não falta somente elenco ao Fluminense, mas, também, tranquilidade. As expulsões consecutivas do Fred mostram isso, e Diguinho, se já não era lá muito querido, deveria pensar 10 vezes antes de cometer uma bobagem como a que resultou naquele cartão vermelho. Assim, o Fluminense não vai andar.


E termino aqui com uma pergunta: Quanto tempo vai durar Vinícius Eutrópio no cargo? Ele, na verdade, só está vestindo aquele uniforme de treinador porque não houve acerto com Muricy Ramalho. Celso Barros, da Unimed, já ligou também para Vanderlei Luxemburgo. Se o Flu subir um pouquinho a oferta e Vanderlei reduzir muito a pedida, poderá haver o acerto. Torço pelo casamento.


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Contra o Palmeiras, o Flamengo pecou por erros individuais. Não dá pra botar tudo na conta do Welinton ou de toda a defesa, já que o meio-campo tem dificuldades na criação e erra passes de montão. Ibson já está fazendo falta.


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Na vitória do Vasco sobre o Vila Nova, o que acabou chamando a atenção foi a inexperiência do Robinho, que, expulso, podia ter atrapalhado o time de forma trágica. Logo ele, que andava tão animado, imitando Michael Jackson pra cima e pra baixo. Eu escolheria a música 'Beat it' para a trilha sonora do seu cartão vermelho. Foi um vacilo e tanto, mas é assim que se aprende. Não acho que Robinho deve parar de dançar, só espero que mantenha os pés no chão, a calma e a concentração. Será que o Vasco embalou de novo?



Segunda-feira, 13 Julho, 2009

Parreira caiu

Carlos Alberto Parreira não é mais treinador do Fluminense. A informação foi dada por ele próprio, agorinha, no Programa Redação Sportv. Não resistiu, conforme eu e o mundo prevíamos desde a derrota para o Santo André. Parreira não escondeu sua decepção com o presidente Roberto Horcades, que prometera bancá-lo no cargo, mas acabou cedendo às pressões. E deixou no ar sua impressão de que a relação do patrocinador com o clube não está sendo boa para o futebol. "Há um conflito permanente para o Fluminense. Há interesses dos dois lados. É difícil", disse.


E Horcades ainda diz que quem manda no Fluminense é ele, hein... Não é, não é e não é!


O tempo está acabando

Foto de Carlos Moraes
Foto de Carlos Moraes
Foto de Uanderson Fernandes

Aprendi a respeitar Parreira na Copa de 94, quando acompanhei seus passos até a conquista de um título tão sonhado que encerrou o insuportável jejum em mundiais. De fala tranquila, contador de histórias, educado ao extremo, compreensivo com o trabalho da imprensa, Parreira tinha outra virtude: armava muito bem um time, pelo menos na minha modesta opinião que, é claro, como tudo no futebol, não encontrou unanimidade.


Não culpo Parreira por essa até agora desastrosa participação do Fluminense no Brasileirão. O time somente nessa rodada ganhou um lateral-direito, o da esquerda é muito verde ainda, a defesa é fraca, Conca está sobrecarregado (embora ainda dê conta do recado), Thiago Neves foi embora, Lendro Amaral não joga nada há tempos.


Mas, pela manifestação da torcida, o tempo de Parreira está se esgotando. Outro dia, ele mesmo me disse, com todas as letras, sem constrangimento nem raiva: "O Celso Barros sempre deixou claro pra mim que o técnico dele não era eu, mas o Renato Gaúcho".


Não vou entrar em detalhes sobre a derrota (1 a 0) para o Santo André, porque, envolvida na redação com outros assuntos, não vi o jogo com a atenção exigida, e somente agora ligo a televisão para assistir aos melhores momentos. Pensando bem, não pode ter havido um único bom momento numa derrota para o Santo André que levou o Fluminense para a zona do rebaixamento. É jogo para não ser reprisado jamais.


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Foto Vipcomm

Desfigurado pela perda de cinco titulares (sem falar no Íbson, que foi embora e não volta), o Flamengo até que poderia ter voltado do Morumbi com um resultado melhor do que aquele 2 a 2 com o São Paulo. Mas, convenhamos, podia também ter sido pior, já que foi escandaloso o pênalti do Everton Silva no Adriano, que só não foi visto pela arbitragem míope. O Flamengo teve a sorte de contar com a ajuda do também míope goleiro Denis, logo aos 3 minutos: na reposição, fez a bola carimbar no Fierro. Aí, Adriano pegou o rebote, devolveu-a para o chileno, e um presente daqueles não se pode recusar. Aquele gol deixou o Flamengo relaxado e com autoridade para controlar o primeiro tempo.


O São Paulo não conseguia ameaçar, graças à boa marcação rubro-negra. E, se Denis já tinha dado a sua colaboração, o zagueiro Renato Silva também foi generoso: fez um pênalti e, em outro lance, ganhou cartão vermelho.


O Flamengo agradece a gentil cortesia dos anfitriões.


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Foto de Carlos MoraesE não é que o Vasco reaprendeu o caminho do gol? Venceu a Ponte Preta por 3 a 0, encerrando um jejum de intermináveis 48 dias. E, o melhor, Elton, já perseguido pela torcida, fez dois, recuperando (tomara) a confiança abalada.


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Foi um sufoco a vitória do Botafogo por 2 a 1 sobre o Avaí. O time continua jogando mal e, pior, na zona de rebaixamento. Mas, como o Alvinegro não joga no meio de semana, será boa oportunidade para Ney Franco arrumar a casa que ganhou novos moradores.



Sexta-feira , 10 Julho, 2009

Jônatas, o esquisitão

Foto de André Mourão

A cara de poucos amigos de Jônatas diz tudo: seu futebol é ofuscado pela personalidade um tanto esquisita desse bom jogador que faz questão de brigar com o talento que Deus lhe deu. Não o conheço o suficiente para dizer se é por marra ou timidez que fecha a cara e se esconde. Jônatas só não deve esconder o seu bom futebol. Deixou dirigentes alvinegros e jornalistas com cara de bobos quando, na sua apresentação no Botafogo, vestiu a camisa, posou para fotos, virou as costas e foi embora sem dar um pio. Jônatas tem bola para ser titular, tanto que, lá atrás, em algum lugar do passado, o Vanderlei Luxemburgo me confidenciou que queria tê-lo em seu time (no caso, o Santos). Está na hora de Jônatas mostrar isso para o Brasil. O Botafogo precisa. Ele também.


A contratação do André Lima tem a minha simpatia. Ele tem cara e alma de alvinegro, e deve ao clube o seu melhor momento na carreira, em 2007. E o Botafogo precisava mesmo reforçar o seu ataque.


Comentários de mau gosto

Devido ao excesso de comentários sobre a morte do travesti Andréia Albertini, aviso que não será aprovado nada relacionado ao assunto. Mas o blog segue...



Quinta-feira, 9 Julho, 2009

Tem italiano no Flu

O Fluminense está de namoro com o italiano Omar Scafuro, presidente do Leme Futebol Clube, da Série C do Rio. O empresário tem interesse em investir nas obras de reformulação da sede de Laranjeiras e de Xerém. Resta saber qual será o seu retorno na negociação mantida em sigilo total. O presidente Roberto Horcades desta vez não está abrindo a boca. Esperemos, então...


O Ronaldo jogador

Se fora de campo Ronaldo é capaz de sacudir o País com frases ou atitudes polêmicas, com a bola no pé ele consegue reverter uma bobagem da véspera. E não é que o rubro-negro que assistia do meu lado ao jogo Corinthians x Fluminense cismou de torcer pelo Fenômeno??? A mágoa pela provocação à torcida do Mengão acabou quando Edcarlos caiu de bumbum no chão. O rubro-negro do meu lado, que nada tinha a ver com aquilo, soltou um riso maroto: "Esse Ronaldo é f@%&".


Fiquei com a impressão de que os zagueiros desse País não estão acostumados a encarar um atacante de altíssimo nível. Ronaldo, visivelmente pesadão, é muito melhor do que eles. Simplifica tudo com a bola no pé, com a ginga de seu corpo rechonchudo, ainda que esteja mais desengoçado do que deveria.


Claro, ele não ganhou sozinho. O Fluminense ajudou-o talvez mais até do que seus companheiros. O time de Parreira continua com as velhas dificuldades, agora sem Thiago Neves, mas ainda assim esboçou uma reação. Culparão o árbitro, mas, cá entre nós, acho que o cara tem todo o direito de expulsar o jogador que o manda tomar no tal lugar sugerido pelo Fred.


No mais, é esperar para ver se o time tricolor melhora com o Ruy. Gosto desse lateral, tão questionado, mas de longe melhor que o Mariano.



Terça-feira, 7 Julho, 2009

Só as vacas eram magras


Qual será o problema de Ronaldo com o Flamengo? A diretoria do clube lhe deu a chave de casa, roupa de treino, equipamentos, água, profissionais de primeira linha e até deixou-lhe à disposição o seu maior patrimônio, a torcida. Ronaldo não precisava se deixar levar por essas coisas. Não precisava mesmo optar por jogar nesse clube que nem lhe formalizara uma proposta concreta.


Ronaldo podia ir para o Corinthians ou para a China, ainda que eu ache que seria de bom tom dizer um 'obrigado' ao Flamengo e, pelo menos, um tchauzinho. Mas ainda assim acho até que se pode passar por cima desse deslize. O que não faz sentido é Ronaldo desafiar as pesquisas e, sem conhecimento nenhum, levantar dúvidas sobre o que mais orgulha o Flamengo: a sua imensa torcida.


É imensa, tão imensa que Ronaldo transforma uma frase numa polêmica, e, pior, numa sentença. Passou a ser detestado por aqueles que o viam com simpatia vestido naquele uniforme vermelho e preto, gordo de dar dó. E mesmo assim, todos o queriam ali.


Isso aí é mais que ingratidão. É recusar o prato que comeu nos tempos de vacas magras. Magras, aliás, só as vacas...



Segunda-feira, 6 Julho, 2009

Mais um ano de Carlos Alberto

O Vasco nunca esteve tão por baixo como agora, nessa oitava posição na Segundona do Brasileirão. E, quando tudo está tão mal, sem perspectivas, sem alegria, uma boa notícia sacode a Colina: Carlos Alberto ficará mais um ano em São Januário. Isso sim é golaço. Num time de maioria ainda sem nome e de futebol que dá só mesmo para o gasto, Carlos Alberto é rei. É líder, é maestro, é capitão. Sem ele, o Vasco seria um time ainda mais acuado, acanhado, sem peso. Agora, só falta o time fazer gols e vencer, porque está feia a coisa. Muito feia!


Foto AE

O Botafogo, sim, já esteve mais por baixo do que agora, nessa penúltima colocação no Brasileirão. O empate em 1 a 1 com o Galo e a derrota (3 a 0) feia do Avaí para o Palmeiras, de Obina, fizeram o Alvinegro subir um degrau na tabela. A lanterna agora é do Avaí. E, olhando-se o lado desesperado da classificação, pode-se considerar um clássico o jogo Avaí x Botafogo, sábado que vem, na Ressacada. O jogo valerá um suspiro de alívio ou o vergonhoso último lugar da Série A. De bom, a volta de Reinaldo que, provavelmente, terá a seu lado Victor Simões.


Com dois gols na vitória de 3 a 0 sobre o Avaí, Obina ajudou a empurrar o Palmeiras para o G4, tirando de lá o Flamengo. Quem diria, hein?


Reuters

Numa situação normal, eu estaria agora num frio de lascar, tomando um belíssimo vinho na Recoleta, rodeada de empanadas dos mais variados sabores. Quis o destino que a gripe suína me fizesse cancelar a viagem para Buenos Aires e adiar as férias pelo menos até conseguir elaborar um novo plano de voo. Pois bem, estou aqui na Rua do Riachuelo, num lamentável estado de humor, torcendo para que os argentinos possam num futuro próximo voltar a torcer com alegria. Foi duro ver a marca do pavor no hepta do Vélez.



Quarta-feira, 1 Julho, 2009

Um ano de Roberto

Já quase sem fôlego devido à proximidade das férias, o blog andou meio preguiçoso, fazendo corpo mole na última semana, e, ainda, entregue ao departamento médico, enfrentando problemas técnicos. Mas volta para lembrar que hoje, dia 1 de julho, Roberto Dinamite completa um ano à frente do Vasco.


Uma sequência de jogos sem vitórias mantém o time fora do grupo de acesso à Primeira Divisão. E ontem, mais um 0 a 0, dessa vez diante do Bragantino, ilustrou a situação difícil em que o Vasco está. Por que o time não vence? Porque não faz gols.


Por que o time não faz gols?


Deixo a bola quicando para quem quiser chutá-la. Tomara que em agosto se possa dizer, no pretérito, que o Vasco não FAZIA gols porque Aloísio Chulapa não estava jogando. Será?


Que loucura essa história do Yves no Flamengo. A que ponto chegou o clube de tamanha tradição e glórias? Abre a porta para um ex-jogador do Mesquita, desprezado por seu formador, o Vasco, só para atender a um pedido do Imperador. Se fosse uma indicação da diretoria ou da comissão técnica, vá lá... Mas, francamente, não estão mimando muito o Adriano, não?


A possibilidade de Reinaldo finalmente voltar, contra o líder Atlético-MG, domingo, é sempre uma esperança de dias melhores. Chegou a hora de o Botafogo reagir, mas há de se dar um tempo a Reinaldo, totalmente sem ritmo.