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| Marluci Martins |
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A gente deixa de sair, de comer, de beber, de conversar. A gente é capaz de qualquer coisa, ou quase tudo, para viver um momento histórico. Aí, quando ele vem, a gente perde. O Fluminense venceu o Avaí por 3 a 2 e eu não vi. Estou em Porto Alegre, sob uma tremenda chuva, alagada, molhada da cabeça aos pés. A história passou por mim, e eu não vi... Também não vi jogo nenhum nesse empate em 0 a 0 entre Flamengo e Internacional, no Beira-Rio. Não houve futebol, mas polo aquático. Uma pena, pois eu apostava num jogão, fui cedo para o estádio, peguei um ótimo lugar na tribuna de imprensa. Tanto sacrifício, para nada. Só serviu mesmo para perder a vitória do Fluzão, coisa rara hoje em dia. De curioso, no jogo do Flamengo, só mesmo o otimismo do técnico Andrade. Ele jura que acredita na possibilidade de seu time ser campeão brasileiro. Ok, a matemática diz que não dá pra descartar isso, mas ainda acho mais fácil o time do Papai Noel levar esse título, mesmo desfalcado de duas renas.  E, já que falei em matemática, não custa lembrar: o Botafogo está se enrolando cada vez mais. A possibilidade de cair aumentou depois da derrota de 3 a 1 para o Vitória. É bom a torcida pegar a calculadora e largar as pedras. Violência não leva a lugar nenhum. Não leva nem mesmo à Série A. O Vascão venceu. Apertado, suado, mas deu seu passo tímido ao lugar de onde não deveria ter saído.
Você, leitor bem planejado, que não é maluco de rasgar o suado dinheirinho, alugaria um apartamento por um determinado tempo e, dois meses e meio depois, rasgaria o contrato em vigor e voltaria para a velha casa da qual havia se mudado? Mas não é que o Fluminense decidiu fazer essa maluquice? O clube, que paga R$ 30 mil por mês para usar o CFZ, decidiu que volta para as Laranjeiras no próximo sábado, véspera do Fla-Flu. Tudo bem, dizem que a estrutura desse CT do Recreio dos Bandeirantes é um tanto precária, mas, peraí, não dava pra ter chegado a essa conclusão antes? Já sei, culparão o Parreira... Mas, ainda assim, vou ficar com essa dúvida: se o CFZ não presta, por que a diretoria fechou a droga do contrato de aluguel até dezembro? Bem, decidida a volta às raízes, ficam aqui duas sugestões: 1) Reforçar a segurança do clube, já que a visita de vândalos nas Laranjeiras não seria novidade, 2) Desistir de qualquer festinha no campo de treinamento, pois da outra vez que armaram um palco por lá, o gramado ficou coberto de pregos que poderiam causar cegueira ou outras lesões nos jogadores.



E não é que o volante Adílson tinha razão? O Fluminense tropeçou mesmo nas pernas, cambaleou e caiu feito um bêbado, ontem, no Olímpico. A derrota de 5 a 1 foi uma surra daquelas e nem deu pra torcer, já que, aos 23 minutos, tão cedo, o Grêmio vencia por 3 a 0. Foi tão ridículo, mas tão ridículo, que, se eu tivesse mau gosto e nada a fazer na vida, assistiria umas cinco vezes ao teipe do jogo para descobrir quem foi o pior homem em campo. Há uns oito jogadores brigando com a bola e, também, pelo título de pior dos piores nesse time. Sim, há chances matemáticas, mas não creio em bruxas nem em números quando estou falando de incompetência. Ninguém vai aprender a jogar bola a essa altura do Campeonato, e, pra mim, só há uma dúvida: será que o Fluminense cai com essas míseras três vitórias que alcançou até agora, ou será que ainda vai conseguir vencer mais algum joguinho, o que já seria um milagre? Pior do que o vexame no Olímpico foi o pepelão de meia dúzia que foi ao aeroporto chutar ônibus e ameaçar jogador. Bater em bêbado é covardia, gente. E lugar de bandido, pra mim, é outro. OUTRO EMPATE Bastava uma vitória para o Botafogo sair da zona de rebaixamento. Mas o Alvinegro chegou a seu décimo jogo sem vencer no Brasileirão: 0 a 0 com o Santos. Já são quase dois meses sem conseguir uma vitória na competição! A BOA CARA DO FLA Na falta de fotos para ilustrar o post (ainda estou em casa!), deixei por último o melhor: o Flamengo. Do Rio, é o que há de bom para se ver nessa Série A do Brasileirão. Adriano se comprometeu definitivamente com a causa, e Petkovic, com seus 37 anos, está jogando a bola redonda de outrora. Os dois estão dando uma cara bonita ao Flamengo, e, claro, a defesa melhorou consideravelmente com o Maldonado e o Álvaro. Pra ficar bom de verdade, falta o Dênis Marques jogar alguma coisa, e o Juan voltar. Que volte com vontade! Só acho que o G4 está bem mais distante do que os cinco pontos de diferença revelam. O Flamengo até vem mostrando que tem futebol para estar lá naquele bolo, mas a reação chegou tarde. Não basta subir, mas é preciso torcer também por times que estão indo bem, dos quais destaco o Goiás (4 a 1 em cima do Timão) e o Grêmio (5 a 1 no Flu Bebum).
Liguei na quarta-feira pro Leandro Amaral. Quer jeito melhor de desfazer um mal-entendido do que telefonando pro próprio sujeito, atolado até o joelho em fofoquinhas? Pra minha surpresa (não tanta assim), atendeu uma mulher. A dele! Tatiana. Parecia aborrecida com o sogro, que andara dizendo que o filho tinha uma artrose. Segundo Tatiana, Leandro estava internado em São Paulo, e não podia atender o telefone. Ela reclamou da imprensa, que não o procurou. "Mas, Tatiana, eu estou tentando falar com ele!!!! Só que você diz que ele não pode atender!!!!" Bem, não consegui mesmo falar com o Leandro, mas Tatiana jurou que, ao contrário do que todos dizem, seu marido está curado da lesão no joelho, mas segue em tratamento, agora com um infectologista. Não quis dizer que raio de infecção é essa, e me passou o telefone do médico David Uip, que poderia esclarecer tudinho. Liguei pro doutor 300 vezes. Não consegui falar, embora tenha deixado recados. É isso!
Foi um joguinho fraco, como tantos que a gente tem visto por aí, com arbitragem do mesmo nível, caidinha, um ou outro chute sem direção. Mas o Vasco não é líder da Série B por acaso. Já provou, em 24 rodadas, ter mais qualidade que os demais times, mas, faça-me o favor, esses jogadores estão a milhas e milhas de formar um time de primeira. Fernando Prass, Ramon, Carlos Alberto e Élton, estes sim, vêm chamando a atenção e se destacaram na vitória de 1 a 0 sobre o São Caetano. Apenas cinco vitórias separam o Vasco da Série A. Sim, o torcedor já pode ir fazendo seu estoque de cerveja, porque a comemoração está próxima. Assim como deve ir torcendo também por reforços para o ano que vem.

Com o(s) pé(s) na Segundona O italiano Giuseppe Amato, companheiro de redação, fez a promessa: "Se o Fluminense vencer, trago uma pizza pra você, no próximo plantão". Alguém do outro lado interrompeu: "Essa é uma boa dieta. Comer pizza só nos dias de vitória do Fluminense ou do Botafogo". Se a gente levar em conta o 0 a 0 de ontem, se a gente olhar o rodapé da tabela de classificação do Campeonato, não restará a menor dúvida: o forno à lenha da dona Giovannina, mãe do caríssimo Pepe, uma pizzaiola de primeira, vai ganhar teia de aranha. Foi duro de ver. O cartão amarelo de Ezequiel González, logo no início, numa falta bisonha em Jônatas, já seria um retrato 3x4 do que nos esperava no clássico. Eu poderia citar também a embaixadinha de Ruy, que foi parar fora dos limites do campo e da nossa paciência. E, se for descrever lance por lance, pixotada por pixotada, não vou fazer mais nada nesta segunda-feira em que o Fluminense acorda com aqueles já batidos 95% de chance de cair, e, o Botafogo, com 64%. Eles se merecem. A gente, não.  Ruim de ver xxxx O MENGÃO VOLTOU  De novo artilheiro: 12 gols E não é que Petkovic arrumou aquele meio de campo que andava tão chinfrim desde a saída do Íbson? Com ele de maestro e Adriano em grande estilo, o Mengão tem outra cara. Por falar em Adriano, ele finalmente reencontrou um objetivo na vida, a Seleção, e parece tão inclinado a tê-la de volta, que, mesmo ainda insistindo em não andar na linha, já tem 12 gols no Brasileirão. Nem gostei da sua atuação com a 'amarelinha', mas, sábado, nos 3 a 0 sobre o Sport, foi o nome do jogo, com dois gols (um deles, lindo) e outras conclusões de encher os olhos. xxxx Depois da boa vitória de 2 a 1 sobre o Paraná, o Vasco volta a campo amanhã, desfacado de Philipe Coutinho (pena!), Mateus, Souza e Alex Teixeira. Os dois primeiros cumprem suspensão. E os outros dois estão na seleção sub-20. Mas é certo que Carlos Alberto, fora do último jogo, estará em campo nesse confronto com o São Caetano, no Anacleto Campanella.
Essa história do GP de Cingapura, em 2008, não tem mocinho. A família Piquet suja o sobrenome famoso, e abala a credibilidade de um esporte que movimenta uma boa grana anualmente. Agora, mais um capítulo. Depois da surpreendente confissão da batida forjada, Nelsinho está sofrendo um golpe duro e sujo, como resposta: Flavio Briatore insinuou que o piloto tinha relações com um "homem mais velho". Nem o último capítulo da novela é mais emocionante do que essa baixaria toda. E o que estará pensando o Piquet pai, que certa vez disse que Senna não gostava de mulher? Isso, sim, é que é derrapar feio... A correria atrás de Dunga e seus 'anões' me desgastou horrores e só agora venho aqui pra dizer que fiquei muito impressionada com o Nilmar. Que o cara jogava uma bola redonda eu já estava careca de saber, mas juro que não esperava tanta personalidade de um jogador numa rara chance de mostrar serviço como titular. Nilmar já pode fazer as malas e, jogando esse bolão, já faz uma sombra e tanto a Robinho. Não gostei da atuação do Adriano. Torci para que honrasse a camisa 9, mas achei que ficou devendo. E, claro, não dá pra passar por aqui sem criticar o Felipe Melo. O que foi aquilo? Quem veste a amarelinha, não pode jamais ter atitude como aquela. Aliás, ninguém pode. Perdeu ponto... O gesto obsceno do Dunga para um torcedor foi o pior momento da Seleção no Pituaçu. Ficou feio demais. O cara passou por tantos problemas na vida, já deveria estar acostumado a vaias e xingamentos. Faz parte do pacote, não é não?
Aqui em Salvador, encontro um Dunga bem mais sereno, que, se não chega a lembrar o anão bonzinho da história da Branca de Neve, também pouco tem a ver com o treinador carrancudo. Ainda desafia a imprensa, mostra ressentimentos, mas pelo menos consegue esboçar um sorriso no canto da boca. A bela vitória de 3 a 1 sobre a Argentina, em Rosário, fez bem a Dunga. Estava mais leve na sua chegada à Bahia, já que, com a Seleção classificada para a Copa da África do Sul, pode agora deitar a cabeça nos números e dormir tranquilo: o Brasil é líder das Eliminatórias, com o melhor ataque (28 gols), a melhor defesa (sete gols), o artilheiro (Luís Fabiano, nove gols) e uma invencibilidade de 18 jogos. Sejamos justos. Os números são impressionantes. Da mesma forma que cansei de criticar aqui uma ou outra grosseria do treinador, uma ou outra exibição feiosa da nossa Seleção, tenho de tirar o chapéu para os resultados alcançados. Com aquele estilo durão de botar medo, Dunga fez uma limpa no modelo desgastado que abria espaço para jogadores gordos ou exibicionistas. O Brasil está na Copa. A Argentina ainda vai ter de ralar muito para chegar lá... xxxx Acompanhando à distância o que rola no futebol carioca, percebo que o Rio de Janeiro continua lindo. O vascaíno Carlos Alberto e o rubro-negro Willians foram expulsos. Botafogo e Fluminense passaram mais uma rodada sem vencer. Tá feia a coisa. É melhor todo mundo unir forças e torcer pela Seleção do Dunga.






O Fluminense está tentando arrumar a casa, mas é muita poeira, desorganização, incoerência. Não vamos voltar ao Vinícius Eutrópio ou ao autorizado sumiço do Fred (que até já reapareceu!). Vamos voltar só um pouquinho no tempo, não mais que uma semana... Num intervalo curtíssimo, foram demitidos o médico Michael Simoni e o técnico Renato Gaúcho. E, hoje, quem os mandou para o olho da rua está saindo do Fluminense. É ou não é uma maluquice? Tote Menezes, vice de futebol, sai pela mesma porta que seus demitidos. E, agora, quem falará no clube? O presidente Horcades nega-se a dar entrevista para a blogueira que vos fala, logo num momento em que os tricolores sofrem a pior dor que um torcedor pode sentir na carne. O rebaixamento está aí... Uma palavra, presidente, só uma palavra para aqueles que vivem essa agonia sem fim. E também para os funcionários que não veem a cor do dinheiro há três meses. Só uma palavra, presidente... Seria o mínimo.
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