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| Marluci Martins |
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Já são cinco jogo sem perder. É injustiça, portanto, com o técnico Cuca, essa ameaça constante de demissão. O Fluminense pode não ter melhorado o suficiente para escapar da Série B, mas vai se sustentando agora sem o gosto da humilhação, e a vitória por 2 a 1 sobre um dos candidatos ao título, o Atlético-MG, mantém a casa em paz até domingo, dia de outra pedreira, o Cruzeiro, no Mineirão. O que falta a Cuca não é talento, experiência ou competência. Ele sabe tudo de futebol. Mas precisa segurar a língua, expor menos os jogadores nas rodinhas de conversa fiada, driblar os fofoqueiros, conter os desabafos e ter a confiança de seu grupo. A questão não é técnica, é mesmo de personalidade. Peço licença aos tricolores para falar também sobre um jogador, pelo menos um, do Atlético-MG: Jorge Luiz. Tita tinha razão. Foi-se tarde do Vasco.
Tomo café da manhã lendo o jornal nosso de cada dia e, ao mesmo tempo, navegando nas notícias da Internet. Aí, começo a navegar também numa situação pra lá de absurda: uma empresa concorrente a minha oferecendo-me dinheiro, esperando com o prêmio ter influência sobre o meu rendimento profissional. Ora bolas, por que fechar o negócio se dou o máximo de mim em tudo o que produzo? Se o time do Barueri aceitou mesmo dinheiro do Cruzeiro para vencer o Flamengo, não venha se queixar quando, numa situação adversa, ouvir sua própria torcida soltando o grito maldito de "mercenário, mercenário". Porque, no meu planeta, na minha casa, na minha cabeça, isso é coisa de... mercenário!!! Mas não foi por isso que o Flamengo perdeu. Um dos motivos foi a ausência de Petkovic. Sem ele em campo, não há risco na bola parada, nem lançamento inteligente, perigoso, preciso. Não há qualidade no toque pelo meio, logo, não há quem receba a bola limpa lá na frente. Se um atacante volta para buscar o jogo, o outro fica sozinho lá na área. Aí, coitado do Adriano... O Flamengo perdeu porque não jogou nada. Perdeu porque Leo Moura e Juan não estão com a bola que pensam estar. No caso de Juan, tropeça na sua própria vaidade. Não fez nadinha e, substituído, reclamou com Andrade: "Assim, você me queima". Então, tá. O cara fica em campo fazendo número e o treinador, só pra poupá-lo das vaias, vai com ele até o apito final, dane-se o time, dane-se o Campeonato. Não, Juan, você é menor que o Flamengo. Jogando assim - vou usar as suas palavras -, você queima o Flamengo. Também já começo a desconfiar dessa tal de concentração. Os caras ganham uma fortuna, moram em mansões e, quando o time embala no campeonato, vem o 'prêmio': a diretoria determina concentração total, regime de cárcere privado, durante toda a semana. Aí, o jogador larga a mulher, a televisão 200 polegadas e o filho na mansão, pra passar dias e dias dividindo um apertado quarto standard de hotel com um jogador tão mal humorado quanto ele porque também largou a mulher, a televisão 200 polegadas e o filho na mansão. Sinceramente, será que o cara não fica pensando que, quando mais jogos ele ganhar, mais tempo será obrigado a passar na concentração? A frase deve doer nos ouvidos: "É hora de fazer sacrifício", diz o dirigente. Melhor mesmo é ser jogador do Barueri. Não briga por nada no Campeonato, não passa a semana toda concentrado e, ainda assim, ganha um dinheirinho do Cruzeiro pra fazer média com a patroa em casa. x.x.x.x E o Botafogo amanheceu fora da zona de rebaixamento. Este é o seu lugar. Que não volte mais para lá!!!!
Uma fila imensa, que me manteve de pé por 2h20min, mostrou bem o quanto José Carlos Araújo é querido. Autógrafo garantido, já comecei a folhear seu livro, com boas histórias e fotos que fazem a gente viajar no tempo. 'Paixão pelo Rádio' é o nome da obra, e não poderia ser mais sincero. Quando penso em José Carlos Araújo, o que me vem à cabeça é o microfone. Está lá, em todas as fotos, como se fizesse parte do corpo do radialista. E, pensando bem, acho que faz. Sucesso, Garotinho! Que seu livro (por Rodrigo Taves) seja um golaço.


É incrível o esforço que o Botafogo faz para cair. Reclama tanto da arbitragem e, quando é beneficiado, perde o pênalti e um caminhão de gols. Falta um herói ao Botafogo. Alguém que assuma o papel de líder, que resolva, que seja referência. O Botafogo fez um bom segundo tempo, dominou o jogo, mas aceitou a derrota de 1 a 0 para o Flamengo e, agora, transformou o jogo de quarta-feira, contra o Náutico, no Engenhão, em agonia. O Flamengo não perde há 10 jogos, mas botou em risco essa doce rotina. Não jogou nadinha no segundo tempo e teve a sorte que faltou ao Botafogo. E, para não ser injusta, não posso deixar de citar o goleiro Bruno. Todo enrolado com a moça que diz ser sua ex-namorada, devendo um depoimento à Polícia, ainda assim o cara fechou o gol. Foi maravilhosa a defesa do pênalti de Lúcio Flávio. Entre a sorte do Flamengo e o azar do Botafogo, existe também a competência: estou falando da muralha chamada Bruno. Na Arena Barueri, quarta-feira, o Flamengo não terá Petkovic, suspenso e com uma dor preocupante na coxa. Andrade promete um meio-de-campo mais rápido, para suprir a ausência do sérvio mais amado da Nação. E, se vencer, o Flamengo pode até assumir a liderança do Brasileirão. O G-4 já estará garantido, pois São Paulo e Internacional se enfrentam e, sendo assim, um tira ponto do outro. Aí, o negócio é torcer para o Goiás derrotar o Palmeiras lá no Parque Antártica, e, depois, dar uma conferida no saldo de gols. Ainda é difícil, mas o Flamengo tem sorte. E competência, não é, Brunão? x.x.x.x Por que o Cuca barrou o Luiz Alberto se não tinha substituto melhor? Tudo bem, o falante zagueiro não tem convencido, mas, pelo que vi no empate (2 a 2) com o Goiás, não há ninguém melhor no Fluminense. Vale ressaltar que o time está mais organizado, mas a minha esperança saiu pra comprar pão na padaria e ainda não voltou. Os próximos jogos do Fluminense são de dar pena. E, por falar nisso, a partida de quinta-feira será contra o Galo, no Maracanã. Depois (domingo), contra o Cruzeiro. No dia 8, o Tricolor pega o Palmeiras. Será que ainda dá? x.x.x.x Se vencer o Fortaleza, no sábado, o Vascão poderá estar classificado para a Série A. A matemática estará revelando o que eu e a 'gata-mestrada' toda já sabíamos. Que suba e faça bonito.

Se fosse possível deixar de lado a paixão pelo próprio clube e o sentimento de raiva pelo adversário, Petkovic seria unanimidade nacional. Quem torceria contra um sérvio que recuperou o bom humor, faz declarações de amor ao Rio e gol olímpico no São Marcos? Pet tem 37 anos e não deitou na fama. Trabalha, está em todos os lugares do campo, honra e sua a camisa do clube. Se o Flamengo está no seu devido lugar, na briga entre os clubes de elite, deve muito ao Pet. Ontem, ele fez mais do que os dois gols da vitória sobre o líder Palmeiras, no Parque Antártica. Ele fez dois golaços. Seu futebol continua o mesmo de anos atrás, o que mudou e surpreende foi o amadurecimento como ídolo. Aprendeu, por exemplo, a conviver com outra estrela, Adriano. Com Edílson - eu estava lá -, tinha sido uma loucura!!!!! E pensar que o Cuca não quis o Pet. Será que ele prefere o Fred? Há gosto pra tudo, né? Para provar que o sérvio boa praça está solícito, rindo à toa, de bem com a vida, peço licença ao compadre Janir Júnior, repórter fera do 'Ataque' e do 'Campeão!', e publico aqui uma foto que mata de inveja a gente que é fã do Pet... Não, gente. O JJ não deu autógrafo ao Pet
Tenho andado com sono, trabalhando muito e dormindo pouco. Sonhei outro dia que o Amaral fazia um gol e mandava a torcida do Vasco calar a boca. Só mesmo em sonho isso pode acontecer. O Amaral, aquele mesmo, que não joga nadinha!!!! Ou é o estresse, ou é a cerveja. Preciso parar de beber. Ou aumentar a dose.


Poucas vezes na vida, senti tanto desprezo por alguém. Foi ridícula, deu-me nojo, aquela comemoração do Maradona, com o colete rasgado sobre sua banha e a boca suja a soltar palavrões, após a vitória feinha da Argentina, coitada, sobre a péssima seleção do Uruguai. Aqui nesse blog, bem menos famoso do que o Dieguito, a gente tem educação. A gente procura dar bom exemplo pra criançada que gosta de futebol, e de navegar pela Internet. Aqui, nesse modesto blog, a gente não fala palavra feia. Morri de vergonha quando, no jogo contra o Chile, o Dunga mostrou o dedo pra um torcedor. Acho que pega mal para toda uma nação, ainda mais quando estamos falando de um país que exporta futebol. E, gente, foi só um dedo... Mas não gostei. A questão é que Maradona jamais foi exemplo pra alguém. Deus lhe deu o dom, mas ele se transformou nesse homem sem educação, de ego gordo e cabeça vazia. Até agora, mostrou-se um péssimo treinador a quem eu não confiaria o meu time de pelada (se eu tivesse um). E, como Maradona não joga mais bola, acho que tão cedo não o verei fazendo nada que preste. Só espero que não venha jamais aqui nesse blog nosso de cada dia. Nosso nível é outro.
Menos esquisitão, mais maduro, Petkovic foi o grande personagem da importante vitória do Flamengo sobre o São Paulo, no sábado. Seus passes deixaram o time de Ricardo Gomes perdidinho em campo, e, se Adriano estivesse lá, com ou sem Miranda pela frente, o placar teria sido mais folgado. Digo isso porque Denis Marques está destoando desse grupo. Não vem jogando bulhufas e, sendo assim, nem merece ser o primeiro reserva do artilheiro do Brasileirão. O Flamengo já não perde há oito jogos, e faz uma campanha excelente no returno. Pena que a reação veio tarde... E, AGORA, SEM ADRIANO! Já que falei no Denis Marques, vale comentar aqui a grande preocupação da torcida do Flamengo: a contusão do Adriano, na derrota para a Bolívia. Perder a invencibilidade por lá já nem causa tristeza, porque aquela altitude é capaz de deixar na mão um goleiro do nível do Júlio César. Mas, além da derrota da Seleção, perder também Adriano já é demais... O Mengão precisa dele, pois não tem substituto do seu nível. Ou melhor: de nível nenhum.

Confesso que dei um pulo quando o Peru fez seu gol. E dei outro quando Maradona mergulhou, ensopado e gordão daquele jeito, no gramado. Deve ter acabado com um pedação de grama, mas eu gostei. Matou insetos, quebrou um ovo de Quero-Quero, causou desequilíbrio ecológio, mas amei. É estranho torcer contra a Argentina. Mais estranho ainda, festejar vitória deles. Na dúvida entre comemorar ou não o feito dos hermanos, abri uma cerveja. E cotinuei na dúvida. Vou abrir outra.
Fui a Porto Alegre sob uma chuva de molhar a alma. Viajei seis horas de carro, sob (e sobre) esse mesmo aguaceiro, com o fotógrafo Marcelo Regua ao volante, companheiro de velhos carnavais e Copas. O destino era Ijuí, terra do técnico da Seleção, Dunga. A ideia de fazer um perfil do treinador para o 'Campeão!', novo jornal de Esportes do Rio, nos levava tão longe, ao encontro de 80 mil habitantes, alguns dos quais, velhos companheiros do nosso personagem escolhido. Com autorização de Dunga, sua mãe, dona Maria, nos recebeu em sua casa. Bati um papo também com a irmã do treinador, Rejane, fizemos uma visitinha ao pai, Edelceu, que sofre de Alzheimer. No terceiro dia de Ijuí, missão cumprida por lá, retornamos a Porto Alegre, para a última entrevista marcada, com o padrinho de Dunga, Emídio Perondi. E, assim, encerramos nossa aventura pelo Sul. Era hora de voltar ao Rio. Depois de muitos recados, e-mails e mensagens na caixa postal, olha aí o Dunga me dando uma entrevista exclusiva...
No fundo, o empate em 3 a 3 com o Vitória ficou de bom tamanho para o Flamengo, principalmente pelas circunstâncias: além do gol salvador, aos 45 minutos do segundo tempo, é preciso levar em conta que Adriano não tem mesmo substituto no time. Não é hora de desanimar. O G-4 ainda é possível, ainda mais agora, que o time está certinho, com um jogador novamente motivado: Zé Roberto. E não é que o cara voltou a jogar bola?
Luluzinha para uns, Pedro de Lara para outros, Denis Marques realmente está mais para personagem de história em quadrinhos ou jurado de programa de calouros. Como atacante, definitivamente, não está dando conta do recado. Perde gols, irrita, pouco produz. Bem, pelo menos fez um golzinho ontem... Logo mais tem Fogão... Se vencer, sai da zona de rebaixamento e respira um pouco mais. Só depende de si.

Não é por fazer pouco caso do blog que minhas postagens por aqui foram reduzidas consideravelmente de um tempo pra cá. Era mesmo excesso de trabalho. Um filho novo estava para vir ao mundo, era preciso preparar o enxoval, a casa e o coração. No sábado, nasceu o 'Campeão!", um jornal de esportes que, em tão pouco tempo de vida, já nos enche de orgulho. O EQUILÍBRIO DO FLAMENGO Duas matérias que produzi para o 'Campeão!' me mostraram o comprometimento desse time do Flamengo. Entrevistei Petkovic e Adriano, exemplos de motivação por razões distintas. O sérvio sabe que não tem vida longa no futebol, está fininho, numa forma impressionante. O Hulk quer ir à Copa de qualquer jeito e, ainda que cometa um pecado ou outro, consegue sobrar no Brasileirão a ponto de ser o artilheiro, com 15 gols. Se o campo pesado não foi favorável ao futebol do Pet, para o grandalhão Adriano, isso não foi problema. Fez os dois gols da vitória de 2 a 0 sobre o pobre Fluminense, que entrou em campo já sabendo que continuaria na lanterna, mesmo que vencesse. As chances de cair são de 97 por cento. É triste. A gente elogia tanto o Adriano, que acaba esquecendo outro ponto de destaque: a defesa do Mengão. Já são seis jogos sem sofrer gols. Andrade arrumou esse time. O G-4, quem diria, está logo ali... FALTA POUCO, FOGÃO  Depois de 11 jogos sem vencer, o Botafogo conseguiu derrotar o Goiás por 3 a 1, ontem, no Serra Dourada. Foi a primeira vitória do Alvinegro na competição, sob o comando de Estevam Soares. O Botafogo continua na zona de rebaixamento, mas já consegue ver uma luz. E não é da lanterna do Fluminense que ela vem... PISCINÃO DE BRAGANÇA Pouco se pode falar sobre o empate do Vasco com o Bragantino, sem gols, no sábado. O campo parecia um piscinão!
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