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| Marluci Martins |
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Problemas técnicos, um pouco de preguiça e algumas garrafas de vinho me afastaram do blog, mas cá estou eu, tentando compreender por que o Palmeiras vai liberar o Vagner Love assim de graça. Se o Flamengo quer tanto o desagregador de cabelo colorido, por que não aceita dar uma moedinha de um centavo por ele? Deve ser aquela coisa: de graça, até injeção. E vocês já pensaram nessa dupla Adriano-Vagner Love fora do gramado? Estou fazendo um estoque de cerveja aqui em casa... Nunca se sabe! Ontem, além de 19 garrafas de vinho, havia também um tema na minha (imensa) mesa de folga que, tal qual uma ressaca, está me perturbando até agora: o Flamengo vai ficar com o Denis Marques? O cara foi ficando, foi ficando e, quando a gente reparar, olha lá o Denis Marques no banco!!! É isso, gente. Pelo visto, os problemas técnicos do blog se foram. Já o Denis Marques não foi. Ficou. E só não vou lembrar aqui o nome do Gil porque não quero jogar água nos morteiros de ninguém. É tempo de festa!!!!
Por que será que quando a gente está de folga aparece um monte de gente, uma mesa grande e aquelas coisas que todo mundo sabe? Pois é... Sei que ando em dívida com o blog, mas não estou conseguindo... Não é falta de atenção. É mesmo excesso de afins, numa época de pouco futebol. Quando as coisas voltarem ao normal, estarei por aqui. Quem sabe amanhã? Quem sabe no ano que vem? Beijos em todos os que têm paciência, impaciência e um pouco de compreensão. Até mais!

A foto acima é do Carlos Alberto, mas, cada torcida com o seu Papai Noel, fica aqui o desejo do blog por um Natal feliz para todos os clubes, todos os credos. Que o bom velhinho deixe um craque no time de cada um de vocês. E, claro, muita saúde para que o grito nas arquibancadas seja cada vez mais forte, mais alegre. Feliz Natal!
Num dia de alegria pelo recorde mundial de Cesar Cielo, a CBF nos trouxe em nota oficial uma tristeza. Estou falando do novo caso de doping do Jobson. É ou não é uma lástima? O cara mal apareceu no mundo da bola, e tão cedo corre o risco de ser banido do esporte, logo agora, valorizado, de malas prontas para o Cruzeiro e a Libertadores. O que faz um jogador acreditar que não será flagrado após o uso de cocaína? O que faz um atleta consumir a droga? É uma pena. Falemos, pois, do Cesar Cielo. Esse monstro da piscina, atleta exemplar, um orgulho. O nadador mais rápido do mundo encheu-me de emoção ao sair da água e, com pose de herói, soltar aquele grito desde ontem entalado na garganta.Virei fã do moço.
Estamos cedo nos livrando das novelas malas de renovação de contrato. Depois do Cuca, o Andrade finalmente tirou seu cavalinho da chuva e aceitou mesmo a bagatela de R$ 160 mil. Pouco? Fala sério!!!! Já falei sobre esse assunto antes e vou repetir: quem não pegar um salário desses, que o deixe para a blogueira que vos fala. É dinheiro pacas. Andrade fez bem em recuar, o Flamengo fez bem em jogar duro e o filme teve um final feliz. Foi bom pra todo mundo. Inclusive, para a torcida rubro-negra, feliz da vida. O Vasco finalmente apresentou um nome de peso. Alguém que não precisa usar crachá para ser reconhecido. Dodô volta ao futebol, depois de um ano e quatro meses afastado, e pode contribuir muito em São Januário. O cara sabe fazer gol...

Um alívio. Acabamos de nos livrar de um dos muitos assuntos malas dessa época em que a gente só quer pensar nas rabanadas do Natal e no sorteio do amigo oculto. Cuca renovou com o Fluminense, o que já é o sinal de um 'adeus ano velho, feliz ano novo'. O cara mereceu. Tirou o time do sufoco, fez o milagre tantas vezes já comentado neste blog e merece ter seu nome cantado ao lado do de João de Deus. Cuca já conhece o Fluminense, sabe como a banda toca por lá e poderá indicar reforços. Bem, estamos livres ao menos dessa novela. Qual será a próxima? DEVAGAR COM O ANDOR, ANDRADE Por falar em renovar contrato, é impressão minha ou o Andrade está pegando pesado lá na Gávea? O cara comandou a arrancada do Flamengo, foi o melhor técnico do Brasileirão na minha opinião, conquistou o título mas, se todo mundo que participou da campanha do hexa for reivindicar aumento superior a 200 por cento, o Flamengo vai fechar as portas. E, claro, não vai conseguir pagar a conta no fim do mês. No futebol, ganha-se uma fortuna pelo conjunto da obra e, não, pelo sucesso no trabalho de seis meses. Andrade merece aumento, mas há um limite.
Acabo de abrir uma cerveja. E, desculpem, mas preciso ser sincera: estou escrevendo essas linhas entre um gole e (pausa) outro do mais gelado dos líquidos (pausa) da minha geladeira. Há vários motivos para se (pausa) abrir uma cerveja quando se está só, em casa, num sábado à noite. O calor insuportável (pausa), o estresse ou, simplesmente, essa vontade nossa de cada dia. Mas vou dedicar (pausa) essa cerveja ao Vágner Mancini. Foi boa a escolha do Vasco, desprezando nomes já batidos e apostando num treinador (pausa) que começou a carreira em 2002 e, de lá pra cá, faturou dois títulos: a Copa do Brasil (pelo Paulista, em 2005) e o Campeonato Baiano (pelo Vitória, em 2008). E vou parando por aqui porque preciso ir novamente à geladeira. Dá licença...
DA LIBERTADORES PARA O SOFÁ O caso de Jobson não é daquelas coisas que só acontecem ao Botafogo. Dia sim, outro também, o exame antidoping está sendo notícia, em todos os esportes, nas melhores famílias. Até que a contraprova me mande calar a boca, vou aqui puxar a orelha do Jobson, tão jovem, mas com o filme pra lá de queimado. Mal saiu do ostracismo, para lá voltará, afastado da bola, do Cruzeiro e da Libertadores. Coitado... PORTA ABERTA AOS NEGROS E FECHADA AOS RACISTAS Dirão que Antônio Carlos não merece pagar o resto da vida por ter feito gesto de racismo para Jeovânio, há três anos. Parabéns aos brancos, pretos, pardos e amarelos virtuosos no perdão. Mas, no Vasco que tem como referência em sua história a porta aberta aos negros, não passa pela minha cabeça nem mesmo ser cogitada a contratação de alguém que cometeu atitude tão desclassificante quanto a de Zago no passado. O empresário Carlos Leite talvez não conheça a história do Vasco. Mas, como presidente e ídolo que é, Roberto Dinamite tem o dever de honrá-la. E, claro, preservá-la. A VANTAGEM DE PATRÍCIA Patrícia Amorim assumirá o Flamengo com as dificuldades financeiras de sempre, mas uma vantagem: o futebol é campeão, com vaga na Libertadores garantida, e não há o que mexer por lá. A marca está pra lá de valiosa, e a transição vai sendo conduzida com a elegância que raros clubes têm. O EXEMPLO QUE VEM DE CIMA São bobos, improdutivos e até vergonhosos os ataques verbais de Vanderlei Luxemburgo a Luiz Gonzaga Belluzzo. E eu junto no mesmo saco a troca de farpas lá em Minas, entre os dirigentes Zezé Perrella e Alexandre Kalil. Se os homens que usam gravata têm comportamento tão deselegante, como é que a gente vai cobrar do torcedor um pouco mais de educação, lucidez e serenidade nos estádios de futebol? É difícil. COITADO DO TREINADOR Perde-se tanto tempo discutindo quem é o técnico ideal para o Vasco, e, no fim das contas, o clube contrata 'reforços' do Guarani, Sport e Artsul. De quem será, então, a culpa? Do treinador? Essa é boa! COMO GOSTAM DE PROBLEMA Nada a ver essa briguinha do presidente Horcades com o ídolo Fred. Fora de hora, já que a torcida ainda comemora o milagre da permanência do Fluminense na Série A. A troca de notas oficiais pela imprensa só mostra que em nenhum momento houve paz nas Laranjeiras. Nem antes, nem agora. QUEM MAIS VAI ATURAR ISSO? Sabe aquela história do Pato Pateta? 'Tantas fez o moço que foi pra panela'. Pois é... Já estou começando a achar que o Imperador é meio pato, meio pateta. O moço arrumou uma queimadura no pé fora de hora e não apareceu na festa de premiação do Brasileirão promovida pela CBF. Está pintando o caneco e, agora, só falta cair no poço e quebrar a tigela. A água já está fervendo... E ele ainda fala em sair do Flamengo?!?! O MELHOR DA DÉCADA Ronaldinho Gaúcho foi eleito o melhor da década pela revista 'World Soccer'. E termina 2009 deixando a esperança de que um novo ano está por vir. Se fizer metade do que já fez um dia, terá vaga no voo da Copa.

É louvável que um grupo ligado ao Botafogo lute tanto para eternizar seus ídolos. Depois da estátua de Nilton Santos, o escultor Edgar Duvivier está prestes a botar mais uma obra na entrada do Engenhão: Garrincha será o homenageado. A escultura, de bronze, terá dois metros e meio de altura e ficará erguida sobre um pedestal de dois metros. E é pra já! A inauguração será no dia 20 de janeiro, aniversário de morte do ídolo alvinegro. Num dia desses, um amigo foi assediado por um dos mentores da ideia, que está passando o chapéu para recolher a quantia necessária para a finalização da estátua. "Do jeito que o nosso time está, aos trancos e barrancos, era melhor fazer outra vaquinha pra contratar jogador vivo", respondeu. Botafoguense perde o jogo mas não perde a piada.
Foi com essa capa aí, retrato fiel do rebaixamento do Vasco, que o DIA acaba de faturar o Prêmio Esso, categoria Primeira Página. É criativa, é bonita, e, claro, um orgulho para nossa equipe levantar um prêmio dessa grandeza, ainda mais tendo como tema o futebol, paixão que me traz com boa frequencia a este blog. Mas fica aqui a torcida para que, no futuro, o esporte consiga ser fonte de inspiração mais suave, mais doce, mais feliz. Para que o orgulho pelo prêmio não tenha a sombra de uma recordação amarga. E que a gente possa botar a cruz de malta sempre no lugar que ela merece. Pra cima, colada no coração. Parabéns aos envolvidos.
Alguém aí, com memória melhor do que a minha, lembra-se de um fato na recente carreira de Antônio Carlos como treinador que lhe sirva de credencial para um emprego no Vasco? Porque, na minha memória ruim, nessa minha cabeça dura, a última imagem de Zago que tenho é anterior à fase de técnico de futebol. A última lembrança que vem a essa minha cabecinha ruim é ainda dos tempos de jogador, quando, numa partida entre o Juventude e o Grêmio, há uns três anos, o então zagueiro esfregou o dedo no braço como quem, por ser branco, se achasse superior ao volante Jeovânio. Mas eu devo estar enganada. Pensava que o São Caetano tinha vencido sob o seu comando 14 dos 34 jogos que disputou. Não, não... Deve ter sido mais. Alguém aí, me explica...

A foto é do Osvaldo Prado. A indignação é nossa. E, como uma imagem às vezes vale mais que mil palavras, não tenho como expressar minha tristeza por ver a alegria se transformar em raiva. É de lascar.

Ficaram para trás o cruzeiro - com ele, o Cr$ - e os gritos de 'Fora Collor'. Caiu o presidente, morreu Daniela Perez e, hoje, já não passa 'Anos Rebeldes' na tevê. O ano de 1992 acabou faz tempo, mas o Flamengo se renovou tanto que, 17 anos após a conquista de seu quinto título brasileiro, chegou ontem ao hexacampeonato. De forma incontestável, suada e avassaladora como gostam aqueles que têm como maior prazer vê-lo brilhar. Incontestável porque o Flamengo venceu por 2 a 1 o Grêmio, um adversário que não lhe facilitou a vida, como acreditavam principalmente os que queriam manchar a heroica reação rubro-negra neste Brasileirão que esteve dançando nas mãos de paulistas, gaúchos e mineiros. Mas, num Maracanã vermelho, preto, esgoelado e feliz, no capítulo final, Andrade, Adriano e Petkovic abocanharam o título. E o Flamengo, ontem, nem jogou bem. Entrou ansioso, sem nenhuma qualidade no passe, contra um Grêmio todo desfalcado e difamado, mas nem por isso apático. Como quem quisesse transformar a festa num drama, os gaúchos saíram na frente. Aos 21, após cobrança de escanteio, Roberson se antecipou e marcou. O silêncio no coração dos rubro-negros acabou aos 29 minutos, após escanteio de Petkovic. Adriano atrapalhou o zagueiro Léo, e David pegou a sobra, empatando a partida. Se alguém no Grêmio pensou em entregar, não combinou com o goleiro Marcelo Grohe. Aos 46 minutos, no reflexo, defendeu boa cobrança de Adriano, cada vez mais ansioso. Defenderia também, com uma ponte, cabeçada de Aírton, aos 6 do segundo tempo. E faria mais, aos 23, quando Adriano tentou encobri-lo com um toquinho, àquela altura usando chuteiras azuis e não mais as brancas do primeiro tempo. Nem brancas, nem azuis. Tampouco foi marcado com o pé, o gol salvador do Flamengo. Quando, aos 24 minutos, Pet bateu escanteio da esquerda, Ronaldo Angelim apresentou-se na área para, de cabeça, dizer ao Maracanã de 85 mil pessoas que o ano de 2009 não seria somente de Obama, da gripe suína, de 'Caminho das Índias' ou do voo 447 da Air France. O ano é do Flamengo. E daqueles que têm como maior prazer vê-lo brilhar. CUCA É DE PRIMEIRA  Ainda não tive tempo de assistir ao teipe do jogo do Fluminense. Encarregada de escrever a crônica do Flamengo, só pude testemunhar a parte pior de um jogo que, pelos gritos e suspiros dos tricolores de plantão na redação, foi carregado de emoção. Deixemos para o fim a pior parte, da selvageria, dos vândalos, dos tão bandidos quanto os que estão atrás das grades desse Brasil imenso que alivia em vez de punir. Pelos gritos dos tricolores, o 1 a 1 com o Coritiba foi histórico. Não sei se pelo jogo ou pelo drama. Arrancar um ponto numa praça de guerra, sob olhares raivosos, não é para qualquer um. Só mesmo para um time de cabra-machos, como foi o Fluminense nas mãos de um técnico que não merece contestações. Cuca fez o milagre no qual não acreditei. Cuca venceu os matemáticos, os números e as bobagens de uma diretoria que andou na contramão, desgovernada e silenciosa. Deve-se a ele a melhor fatia de tudo de bom que aconteceu ao Fluminense nos últimos meses: o fim da panelinha, a recuperação de jogadores, o faro para separar o joio do trigo e a coragem para ousar num momento tão desfavorável em que um só erro jogaria tudo para o lixo. Cuca não pôde errar. E, incrível, não errou. FORA, BANDIDOS  Passei os últimos meses elogiando a postura da torcida do Fluminense, que jogou junto, enfrentou filas, lotou estádios e acreditou no impossível. A outra torcida, a do Coritiba, bem que poderia fazer um estágio com a turma das Laranjeiras. Consumado o rebaixamento na bola, justo, claro e cristalino, a demonstração de selvageria sem sentido foi fato a ser comentado por várias gerações. Foi uma das maiores vergonhas que vi no futebol nacional. Os bandidos atacaram o árbitro de forma covarde, e, ainda não satisfeitos, enfrentaram a polícia com o que aparecesse pela frente e pudesse servir de arma. Num País que vai sediar uma Copa do Mundo - e mesmo que não houvesse essa pretensão -, é lei punir aqueles vagabundos. E, faça-me o favor, não dá pra aliviar o policiamento do estádio. O despreparo foi absurdo. Foi uma vergonha. FOGÃO, MACARRÃO E UM VINHO FRANCÊS  Pela mesma razão que me impediu de assistir ao jogo do Fluminense, não vi o do Botafogo. Mas ouvi o Macarrão, lá da sala do fax, soltar o grito que não foi mais baixo que o dos rubro-negros. Macarrão não foi campeão, não foi hexa, mas, como todos os alvinegros, estava com a alma lavada. O Botafogo não merecia mesmo a Série B. Sua diretoria vem trabalhando como pode, driblando as dificuldades financeiras e, certamente, foi traída pelo bom início de ano, que levava a assinatura de Maicossuel. Apostou em Reinaldo, um reforço que virou ilusão, tantas foram as lesões. E, agora, encerrado o Brasileirão, lá se vai Jóbson, uma surpresa entre outras estrelas apagadas. É duro... O Botafogo continua na Primeira. O que significa que Macarrão me deve um almoço, com direito a uma boa garrafa de vinho. E, Macarrão, vale o que eu tenho dito: "Não me venha com Miolo. Vamos escolher um francês".

O aviso veio do Pedro Landim, lá do Caderno D: "Já estão vendendo a faixa do hexa na Uruguaiana, por cinco reais". Era fim de tarde, chovia, mas a equipe do 'Campeão!', esse novo jornal de esportes que sacode o Rio, decidiu correr atrás da tal faixa. Não foi difícil encontrar. Os rubro-negros da redação fizeram a festa, posando com o hexa no peito. E, claro, a brincadeira acabou na capa do 'Campeão!' Se você está de bobeira em casa, não custa dar um pulo na Uruguaiana e comprar por R$ 5 o produto que, amanhã, provavelmente estará custando, na melhor das hipóteses, R$ 10. É uma economia e tanto... Um risco que vale! E, no caminho, com mais 50 centavos, você compra também o 'Campeão!', que ainda traz tudo sobre o sorteio da Copa. Vai logo!!!!!! Por falar em sorteio da Copa, admito que nosso grupo não é fácil. Teremos Didier Drogba pela frente e, também, a seleção portuguesa com sede de vingança. E daí? Querem saber? Eu queria mais era encarar a França com sua mão boba. Que graça terá esse jogo contra a Coreia do Norte? Os grupos estão equilibrados, ninguém pega molezinha. Molezinha, só o Flamengo pega amanhã.
Fred errou. Perdeu a cabeça quando o Fluminense mais precisava de seus gols. Ou, pelo menos, de um golzinho de seu pé que vem sendo tão salvador. O herói do Fluminense atrapalhou seu time, que partia com tudo pra cima da LDU. Mas Fred não pode ser sacrificado. Tem crédito. Tem brio. Tem estrela. O objetivo do Fluminense não poderia ser a Sul-Americana. Há coisa mais importante em jogo. Domingo tem mais.

Estava desbotada, puída, velha, mas por muito tempo - talvez anos - a bandeira do Fluminense ficou estendida na janela do meu vizinho. Ganhando ou perdendo, a bandeira estava lá. E os frequentadores desse blog sabem do que estou falando, porque pelo menos um par de vezes postei a foto da bandeira aqui. De um dia pra outro, sem mais nem menos, meu marido me chamou na varanda, apontando para o prédio em frente. "Olha lá. O cara tirou a bandeira da janela". Já acostumada àquela paisagem, fiquei desapontada com o vizinho. Logo quando a torcida do Fluminense mais dava o ar de sua graça, o mais tricolor dos moradores da minha rua tirava o time de campo. "É um frouxo", pensei. Tive vontade de atravessar a rua e cobrar uma satisfação. Mas nem sei o nome do cara, aliás, nem sei se é um cara ou um coroa. Ou, talvez, seja mulher. A certeza de que seria barrada na portaria me fez desistir e decidi botar na minha cabeça que a bandeira não estava mais ali por culpa do vento, que carregou-a para um lugar bem longe, talvez, um outro país. E não é que meu vizinho, o sacana, hoje expressa a sua esperança de outra forma? Desde cedo, um Papai Noel está pendurado na sua janela, como quem tenta entrar de surpresa no apartamento. É o 'eu acredito' escrito de outra forma, a mais pura manifestação de fé que alguém pode ter. Esse meu vizinho é demais! Como é demais também essa torcida do Fluminense. Vai, Papai Noel. Dá uma forcinha! A LDU não merece mais do que essa gente de fé.

Olha ela aí. Trago para o blog o objeto de desejo do Flamengo, antes que ele siga para a Gávea. A foto de divulgação, gentilmente feita ontem pela CBF, está fresquinha. É uma beleza, não é? Mas existem algumas possibilidades de essa relíquia ir parar em outras mãos: 1) Se o motorista do ônibus do Flamengo errar o caminho do Maracanã, domingo, e parar no Engenhão, metendo-se num engarrafamento monstruoso. O árbitro cansa de esperar o Flamengo e dá ao Grêmio a vitória por W.O., apesar dos protestos dos gaúchos que aceitariam esperar mais quatro horas pelo início do jogo. 2) Se o time todo do Flamengo sair para passear de moto em Teresópolis e aproximadamente 22 pés sofrerem queimadura no cano de descarga. 3) Se alguém roubar a Taça.
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