E ASSIM FOI MEU DIA DE ONTEM, esperando a hora de assistir um filme de terror. Fluminense X São Paulo. Ainda cedo troquei letras com meu amigo e poeta romântico da maravilhosa Belo Horizonte, Atleticano ferrenho, Samuel de Almeida, explicava a ele como estava o andamento das coisas aqui no Rio de Janeiro véspera do clássico entre os dois tricolores. Saí a caça de uma bandeira do Fluminense para por na minha janela e infelizmente em nenhuma das lojas consultadas eu encontrei. Voltei pra casa um pouco frustrado, mas são coisas da vida. Senti uma louca vontade de ir ao Maracanã, mas como o jogo terminaria muito tarde e eu no momento estou sem carro, encontraria dificuldade de me deslocar do Maracanã aqui pra Jacarepaguá. O meu dia eu poderia dizer que foi de cão, mas os cães com certeza estariam bem melhor do que eu. Por onde eu passava, recebia cumprimentos de Vascaínos e Botafoguenses. Até dois torcedores do Madureira que surpresa, desejaram-me sucesso. Entrando na rua em que tenho minha residência um jovem com uma camisa do Flamengo exclamou: hoje o São Paulo vai detonar esse teu timinho de frangotes! Sorri e continuei minha jornada. Mais adiante pertinho do barzinho do amigo Beto, seis flamenguistas fizeram um coro de arrepiar minha alma que até me deixou um tanto o quanto chateado, mas levei na esportiva. Eles profetizavam o escore. Aí tricolor, hoje o São Paulo vai arrasar esse time de mariquinhas. As profecias: São Paulo 5, Fluminense 0.... São Paulo 3, Fluminense 0 com os três gols do Adriano... hoje a partida é de 12. São Paulo vai sacudir. Essas provocações e outras foram ouvidas desde da entrada da Rua Pinto Leandro Joaquim, até a entrada do condomínio em que moro na Ministro Gabriel de Piza. Limitei-me apenas em sorrir e dizia que o resultado só saberia quando o árbitro desse o apito final. Quando entro na portaria do condomínio o que escuto de um individuo do terceiro andar do bloco 02: fala sofredor! Hoje o São Paulo vai fazer você comer cocô. É assim que a banda toca. O porteiro abriu um sorriso e mandou: o Adriano vai vingar o Mengão. Perguntei: vingar de quê? Segui meu caminho no meu passo do malandro gato que só da o bote na hora certa.
Estava tranqüilo ouvindo Fascinação com saudosa Elis Regina, o telefone toca. Ao atender, uma gargalhada explosiva do outro lado da linha seguida de gozação exclama: e aí meu bom companheiro, hoje vocês tricolores vão sentir o gostinho amargo de uma derrota. Era um conhecido meu de nome Armando torcedor do Flamengo que continuou: quando o Adriano meter de dois a cinco gols em vocês, lembre-se de que ele é rubro negro. É o Flamengo sendo representado por ele no São Paulo. Não entendi. Ele continuou: em cada gol, você vai ouvir fogos, serei eu quem os estarão soltando. Ele me perguntou se perdi a língua, não respondi a música estava mais interessante. Aumentei o volume do som e encostei o telefone nele. Esperei a música terminar, levei o telefone ao ouvido e o Armando desligara. Deu a hora do jogo. Meu coração descia a sola de um de meus pés e voltava até meu último fio de cabelo que não sei qual é. Meus vizinhos flamenguistas eufóricos a cada pegada de bola do Adriano, eu escutava a algazarra que faziam. Aos 11 minutos Washington coloca o Fluminense na frente. Nossa! O condomínio explodiu de alegria. Eram os fiéis tricolores que vibravam, se descabelavam, esperneavam. Termina o primeiro tempo. O coração não parava de passear dentro do meu corpo. Senti cosquinhas na alma. Senti frio na minha barriga de cervejeiro e tequileiro. Para me tranqüilizar, não usei de bebidas alcoólicas, bebi muita água e estourei dois maços de cigarros. Começa o segundo tempo e a mesma algazarra se ouvia quando o Adriano pegava na bola. Parecia até, que era somente ele que jogava no time do São Paulo. Aos 25 minutos do segundo tempo, a estrela de Adriano que é maravilhosa brilhou. Com grande estilo de goleador, ele marcou para a equipe são-paulina. Realmente quando Adriano fez o gol, escutei um foguetório e um vozeirão gritando: Mengoooooo! Mengoooooo! Mengoooooo! Mengooooooooooooooo! Era o Armando. Tirei o telefone do gancho e antes de me voltar para televisão, outra explosão seguida pelos gritos de NENNNNNNNSEEEEEE! NENNNNNNNSEEEEEE!
NENNNNNNNSEEEEEE! Arre! Mais água... Mais água... Mais água... quase me afoguei. Foi o grande Dodô que marcara aos 26 minutos. Dei uma olhadela pela janela, vi grandes manifestações tricolores, coisa que não vejo faz bastante tempo. Coloquei o telefone no gancho, não demorou muito ele toca. Era o Armando dizendo que tinha muita água ainda pra rolar. Apenas perguntei: água rola? Emendei: é a bola quem rola. Ele: São Paulo vai meter mais um pra fechar o caixão e o Adriano vai sair do Maráca consagrado e mesmo assim o Fluzinho já está fora. Dessa vez, respondi em tom agressivo. Armando, não seja recalcado. Junte teus trapos e vá para São Paulo com a delegação e dê um pouquinho pro Adriano. Que saco! O cara estava mesmo a fim de secar o Fluminense. Que me desculpem paulistanos e paulistas que muito tenho respeito, mas garanto que vocês não agüentariam esse meu conhecido. Ele é pior do que porre de vinho com cachaça de barril.
O jogo corria solto. Vi acontecer coisas que me lembrou muito o saudoso Nelson Rodrigues quando ele citava, que certas coisas que aconteciam ao Fluminense, era culpa do SOBRENATURAL DE ALMEIDA. Nada a ver com meu querido amigo e poeta mineiro, Samuel de Almeida, ele é Atleticano e com certeza estava torcendo pro meu Fluminense assim como uma amiga/irmã de Tatuapé, São Paulo Nadia Tritapepe que é torcedora verdona mesmo do Palmeiras que tenho absoluta certeza que a mesma estava torcendo pro meu Fluminense.
Estava um zum zum zum tremendo com um certo número de flamenguista comemorando a desclassificação do Fluminense quando, aos 46 minutos, o Coração Valente, o Guerreiro não medieval, mas tricolor, marcou o gol salvador e classificatório do Fluminense. Por Deus! Nunca em momento algum isto, fora do Maracanã, escutei tantos fogos e uma gritaria de fazer gosto aqui dentro do Condomínio. Era meu Fluminense, era o único representante da Cidade Maravilhosa caminhando rumo ao mais importante título das Américas. Obrigado Washington, obrigado Dodô, obrigado a todo o elenco do time mais charmoso da Cidade do Rio de Janeiro, o Fluminense. O armando não ligou mais. Fluminense 3 X 1 São Paulo.
Estou cônscio de que o campeonato não acabou, mais ainda vou torcer pelo meu Fluminense, mas se ele não resistir às pressões que vem pela frente, tenho certeza de que ele, o Fluminense, vai descansar com a apura sensação do dever cumprido. Vamos aguardar e sermos otimistas. Que venha o Santos... Que venham lá aqueles que falam espanhol, estaremos aguardando.
Eddyr o Guerreiro
22 de maio de 2008 – 06:17
Quinta-feira
Rio de Janeiro
Guerreiro (guerreirorjjpa@hotmail.com)
Qui, 22 Mai 2008 13:26:38 GMT
Fluminense
Cara Marluci,
Além dos gols de Washington e Dodô, da qualidade do Conca, da estrela de Renato Gaúcho, além do empenho de todo o elenco, vale ressaltar o Thiago Silva, que mesmo não estando em plenas condições de jogo, deu uma aula de futebol, confirmando a condição de "melhor zagueiro do Brasil".
Saudações tricolores,
Josmar
Josmar (josmarboliveira@ibest.com.br)Qui, 22 Mai 2008 21:51:40 GMT
VITÓRIA PREDESTINADA
Foi uma vitória santa.Juro que ví na saída do MARACANÃ, o NELSON RODRIGUES e o GRAVATINHA,ambos com os olhos rútilos de felicidades.Não.Eles não estavam lembrando do tricampeonato de 1919,quando um nascia e o outro morria,vitimado pela febre espanhola.Isto no sentido material por que no sentido espiritual os TRICOLORES não morrem.São eternos, como eterno é o FLUMINENSE.
Eles estavam lembrando-se dos 22 heróis(titulares e reservas) que nesta semana suaram sangue pela gloriosa camisa tricolor, a mais bela do mundo.
E estavam lembrando-se, principalmente, quando aos 46 minutos do segundo tempo,TIAGO NEVES, arfante e determinado,como o guerreiro GUILHERME TELL,disparou o tiro certeiro como só os heróis podem fazer e WASHINGHTON, como o deus APOLO subiu,e flutuando no ar, desferiu a cabeçada que encheu os nossos corações,dos vivos ou mortos, de uma felicidade indizível.
Senhores, acreditem. Esta santa vitória estava escrita antes de DEUS criar o mundo!!!!!!
samaroni (e.s.sil@click21.com.br)Sex, 23 Mai 2008 11:36:07 GMT
Leela dos Deuses do futebol
No título deste meu comentário a palavra "leela" quer dizer brincadeira dos Deuses hindus, tomei-a emprestada depois de testemunhar as traquinagens dos Deuses do futebol, no duelo épico dos tricolores paulista e carioca, jogaço! e quem passasse de faze tava de bom tamanho, mas eles(os Deuses da bola) resolveram que chegou a hora do Fluminense ter a chance de fazer mais história e assim será, se for mantida a pegada e a gana pelo improvável demonstrada naquela noite, fiquei triste porque o próximo adversário poderia ser o meu Flamengo, eliminado precocemente, e nos proporcionar talvez uma reedição do FLA x FLU que ocorreu cinco minutos antes do Big Bang, mas vida que segue e apesar das mazelas há um carioca na briga pelas américas e dois nas semi finais da Copa do Brasil.
Há muito tempo escuto esse papo furado, dizendo que o futebol carioca acabou, só se foi quando o juíz apitou!( licença Paulinho da viola).
Memento mori et Carpe diem!
Rodrigo Terremoto
Sex, 23 Mai 2008 12:48:42 GMT
SEJAMOS BRASILEIROS
SEJAMOS BRASILEIROS
É UM ABSURDO, espero que os Rubros Negros de boa fé, não entre na desse renegado descompatriota de nome Ramon Castro. Só podia ser mesmo um “argentino”. Enquanto um certo número de tricolores, brasileiros verdadeiros, natos, carioquíssimos apoiaram o Flamengo quando o mesmo jogou contra times de outros países vizinhos e não vizinhos, agora aparece esse infeliz para dividir o que chamamos de povo unido.
Este sujeito é igual aqueles animais que desonram a camisa do clube em que torcem e que me arrancaram desrespeitosamente a camisa do meu Fluminense ao término do jogo contra um time da Colômbia jogando-a ao chão derramando cerveja sobre a mesma e ao mesmo tempo a pisoteando. Ato este, condenado por verdadeiros torcedores desportistas do Flamengo que em solidariedade a minha pessoa no dia seguinte bateram à minha porta para pedirem desculpas. Essas pessoas sim são pessoas nobres que com dignidade honram a camisa do Flamengo respeitando as das demais agremiações cariocas.
Eu acho o cúmulo da inveja, da insatisfação vir esse estrangeiro aqui dentro de nosso país, jogar uma torcida contra outra.
Que ele fique sabendo, que, quando o Flamengo em 1981 jogou aqui no Estádio do Maracanã contra o Cobreloa equipe futebolística do Chile já nas finais da Libertadores das Américas, parte dos 93 mil pagantes, sei é lógico que em minoria que estava lá torcendo e vibraram com os dois gols do Galinho de Quintino, Zico, era nada mais nada menos que torcedores do Fluminense com faixas e cartazes escritos “AVANTE FLAMENGO”.
Eu estive lá e lembro bem, que dobrei madrugada na minha loja quando morava na Cidade de Deus, Jacarepaguá, pintado nada mais nada menos do que trinta e oito faixas a mão livre em tecido de murim para no dia seguinte marcarmos presença no Maracanã. Isso é a mostra, de que além de sermos cariocas, torcedores do Fluminense, somos brasileiros e fomos lá mostrar que somos contra o grito: SEPARAÇÃO.
O Flamengo venceu maravilhosamente em exibição de gala pelo escore de 2 X 1. Foi uma das melhores partidas de futebol que assisti nessa minha vida que, enquanto, o time chileno dava chuteiradas, o Flamengo desfilava em campo mostrando a superioridade do futebol brasileiro. Que esse argentino seja banido para o país dele e que torça lá pelo boca, mas que não venha usar o Grande time do Flamengo e sua torcida como um estopim para gerar discórdia e separação dentre um povo solidário como somos.
Fosse o Flamengo, o São Paulo ou o Santos nessa semi que se aproxima, estariam lá os torcedores do Fluminense torcendo pela grandeza do futebol brasileiro. Disso tenho absoluta certeza.
A matéria que me refiro, encontra-se na página principal do Jornal O Dia On-line quando um sujeito de nome Ramon Castro de nacionalidade Argentina diz acabar de fundar uma torcida organizada de nome Fla-Boca. Sejamos antes de tudo brasileiros isto, porque o futebol assim como outras modalidades esportivas vêm ser o que nos resta como momentos de alegria dentro desse nosso país por total sofrido e desgovernado.
Eddyr o Guerreiro
24 de maio de 2008 – 15:33
Sábado
Rio de Janeiro
Guerreiro (guerreirorjjpa@hotmail.com)
Sab, 24 Mai 2008 16:04:08 GMT
Secar...
É ridículo! se empenhar em angariar seguidores, fazer camisas, comprá-las é muito otarice mesmo, como o Leo Fortunato, sempre serei flamenguista, mas nunca mediocre a esse ponto, como cantara Zeca Pagodinho"Cada um na sua onda, cada um na sua prancha, eu não vou lá no seu barco, tu não vem na minha lancha, cada um com seu cada um, deixa o cada um dos outros, se correr o bicho pega e se ficar é bichosolto"
Memento mori et Carpe diem!
Rodrigo Terremoto
Seg, 26 Mai 2008 13:27:36 GMT