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| Marluci Martins |
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ISSO É QUE É CALIGRAFIA! O futebol dessas bandas daqui, abaixo do que já foi um dia, virou aquecimento para a Copa da África do Sul. Os inseguros, com condicionamento físico mais ou menos, falta de sorte, pontaria descalibrada, frio e dinheiro no bolso, vêm para o Brasil com o nome famoso, a roupa do corpo e o sonho de apagar o que não vem sendo feito lá fora. Sim, estou falando também de Robinho. Não foi o amor ao Santos que o trouxe. Fosse assim, nem teria ido embora batendo o pé para ser liberado. Mas, se a gente apagar tudo isso que escrevi acima, Robinho ainda se encaixaria no perfil de jogador que o futebol mundial deve admirar. Porque o gol de letra que fez, garantindo a vitória sobre o São Paulo, não foi obra do acaso. Não saiu por culpa de nenhum zagueiro fracote. Poderia ter sido marcado no City ou no Real. Não foi um gol de presepeiro. Foi de letra porque foi do jeito que dava pra ser, caso contrário, a bola não teria entrado, e aquele jogo teria sido como um outro qualquer. Com um gol de letra, Robinho deve ter confirmado o que talvez nem estivesse sendo questionado por Dunga: sua ida à Copa. A alegria está de volta à vida de Robinho. A vontade de vestir a camisa da Seleção talvez lhe devolva o melhor futebol que o Menino da Vila já teve. A questão é que não se pode esquecer que jogadores assim, como Robinho e Ronaldinho Gaúcho, têm técnica acima do normal, e podem decidir um jogo num toque de letra que o mais experiente dos goleiros não consegue evitar. Se eles têm motivação, o céu é pouco para eles. Já parei de duvidar das feras que se encolhem e, quando você menos espera, dão a mordida no seu alvo certo. Mas deixo para Dunga, com o bom salário que tem, a decisão final. Eu me contento em apreciar a beleza dos dribles e dos gols. ACABOU O MARASMO Acabou o aquecimento. Agora, começa pra valer o Campeonato Estadual, em pleno carnaval! Depois de muitas rodadas do que há de pior pra se ver no futebol do Rio de Janeiro, os quatro grandes estão na semifinal da Taça Guanabara, e não dá pra perder esses dois jogões: Vasco x Fluminense, sábado, e Flamengo x Botafogo, na Quarta-Feira de Cinzas. É torcer e sambar.
O problema do blog é que às vezes você está sem saco. Trabalhou o dia inteiro, falou de futebol durante oito horas com pelo menos 30 pessoas, leu as notícias do Dia, do Campeão!, do Globo, do Jornal do Brasil, do Lance, do Extra, do Jornal dos Sports, do Estadão, da Folha... Viu os programas de TV, os sites, ouviu rádio... Leu na tela do computador o jornal que vai sair amanhã. O problema é que futebol é lazer de vez em quando e trabalho sempre. O problema do blog é que às vezes, como ontem, os jogos são tão chaaatos! De três partidas, você assiste a duas, e não consegue ver justamente a melhor, a do Botafogo, porque, puxa vida, quem ia imaginar que o Caio ia meter gol de novo, dar passe e se tornar herói alvinegro? Se estivesse com saco de escrever hoje no blog, eu falaria do Caio. Mas, desculpa, gente. Estou tão cansada que nem fui ao 'Samba, Luzia'. E, claro, não escrevendo, poupo o Fluminense das críticas que eu faria. Acho que não vai faltar oportunidade, não.

O Flamengo jogou uma bola bem murcha no empate em 3 a 3 com o Olaria. Pode ter sido culpa da soberba depois da espetacular virada em cima do Fluminense, mas uma coisa ninguém pode negar: o Andrade ainda não conseguiu acertar essa defesa. Já foram 12 gols sofridos em seis partidas. É muito! Basta levar em conta que o Vasco, mesmo sem ter uma zaga de encher os olhos, só sofreu um gol por enquanto. Ontem, até frango o goleiro Bruno tomou! Se não fosse a ótima dupla de ataque do Flamengo, não sei não... Por falar em ótima dupla de ataque, o Flamengo foi quem mais gols marcou até agora: 19!!! Tudo bem, está uma rodada à frente dos outros grandes, mas é incontestável que Love e Adriano, que garantiram ontem o empate com o Olaria, emplacaram mesmo. Se não usarem para o mal as regalias que lhes são dadas pela diretoria rubro-negra, os garotos têm tudo para ganhar o status de melhor ataque do Brasil. É ou não é? Tomara que os dirigentes (ai, sempre eles!) não estraguem o time com mimos desnecessários. Nunca vi essa história terminar bem...
Petkovic errou. Sua irritação não se justificava, pois estava mesmo jogando mal, e, se tivesse ficado no Maracanã, saberia que Vinícius Pacheco, que entrou em seu lugar, foi fundamental na virada do Flamengo em cima do Fluminense. Não, não estou dizendo que Vinícius Pacheco é melhor que Petkovic. Estou afirmando que a raiva de Pet não tem nenhum fundamento, assim como não faz sentido a sua desculpa de que saiu de carro para esfriar a cabeça, num passeio pela Tijuca.
O Nem Muda Nem Sai de Cima já tinha desfilado pela Tijuca na véspera, não havia nenhum outro bloco de Carnaval por ali, estava um calor de matar no bairro, e, claro, seu lugar era o Maracanã, torcendo pelo time, esperando o sorteio do exame antidoping, cumprindo, enfim, as obrigações profissionais de um jogador de futebol. A questão é que há mimos, regalias e perdões além do que se pode imaginar no mundo do futebol. O que vale para um é proibido para o outro. O próprio Pet tem seus privilégios, tanto que apresentou-se após os demais jogadores, prolongando as férias de forma que elas se encaixassem no calendário de festas de seu país. E isso teve, é óbvio, um preço: Pet não está no ritmo dos outros jogadores do Flamengo. E se um dia Adriano for substituído e der também o fora do estádio, como fez Petkovic? A atitude da diretoria será igual? É bom que os dirigentes pensem numa resposta para essa pergunta, pois posso prever que isso acontecerá um dia. Pra mim, tudo é bem simples: lei é lei, para o craque e o cabeça de bagre. A diferença está no salário e ponto final. Petkovic pisou na bola. Logo ele que costuma tratá-la tão bem. Mas mandar embora o ídolo do clube é rasgar uma página da história que ele ajudou a escrever.
Falei há pouco com Petkovic por telefone... Abaixo, reproduzo parte da conversa. Você discutiu com o Marcos Braz? Não tive discussão nenhuma com ninguém. Estava nervoso, chateado porque seria minha primeira derrota. E, substituído, não queria ficar no vestiário. Falaram para mim: 'Você vai embora? Tem o doping...' Eu disse: "Tá bom. Vou embora'. Fiquei um pouco no carro, no estacionamento, ouvindo o jogo pelo rádio. Quando o Álvaro foi expulso, fiquei puto. Virei pra um amigo que estava comigo e disse: 'vamos passear'.E saí passeando pela Tijuca... Mas, e o doping? Se eu fosse sorteado, alguém me ligaria. Por isso, fiquei passeando de carro pela Tijuca, mas voltaria ao estádio, se caísse no doping. Estava perto. Você ficou aborrecido por ter sido substituído? Não tem problema nenhum nisso. Um dia você sai do time, no outro não sai... Eu até pedi para o Flamengo trazer um jogador para me substituir quando eu não estiver em condições!!! Eu estava trocando a chuteira, quando me comunicaram que eu seria substituído. Ia fazer o quê? Ficar no vestiário? Não ajudar o time? O que acha dessa polêmica? Não discuti com o Marcos Braz. Foi uma grande virada e essa história tira o foco da nossa vitória. Não sei quem quer brigar comigo. Não sei por que botaram isso na imprensa.
AMOR COM JEITO DE VIRADA

Acordo, tomo café e já encontro gente por aqui incomodada porque ainda não escrevi sobre a virada fantástica do Flamengo sobre o Fluminense. Estou ainda descabelada, portanto, atendendo ao apelo dos rubro-negros que vêm a este blog. Estou descabelada como ficou também a defesa do Fluminense, que da condição de invicta é agora apenas a terceira melhor do Estadual, atrás de Vasco e de Boavista. Ou será que o sono está me confundindo? Não! É isso... A defesa tricolor tomou uma sacola de cinco gols num só jogo!!! Três desses gols foram de Adriano. Um de Love. Um de Kleberson. E vou aqui abrir parênteses para contar um episódio que ocorreu sexta-feira, na Ilha do Governador. Fim de treino, a repórter Ana Carla Gomes finalizava uma entrevista com Gum e Cássio. Os zagueiros, até então invictos, vestiram a camisa tricolor para uma foto. A ideia era levar para as páginas do DIA uma entrevista com (o que parecia ser) a melhor defesa do Estadual. Mas Cuca bradou lá do outro lado do campo, bateu pé e fez cara feia. A matéria não poderia ser feita. Aquilo era, segundo ele, oba-oba. Fomos à casa de Vagner Love. Batemos também à porta da mãe do atacante das trancinhas, dona Jaira, uma tricolor que nos confessou estar abrindo exceção para pela primeira vez num Fla-Flu trocar de time. Cuca chamaria isso de oba-oba, mas o Flamengo venceu o seu Fluminense. Não foi a reportagem da Ana Carla que atrapalhou a defesa de Cuca. Ironia do destino, foi o próprio técnico quem desmontou-a. Tirou Cássio para lançar Kieza, figura nula em campo. Foi também Adriano quem atropelou a defesa tricolor que não gosta de oba-oba. Venceu-a três vezes, sem pena. E até Andrade, que não entra em campo, deu um nó nessa zaga, ao trocar o lento e exausto Petkovic por Vinícius Pacheco, outro leão. Tudo isso, com um homem a menos, sem Álvaro, que sabe-se lá por quê, piora a cada jogo. O que ainda coroou a exibição de gala do Flamengo foi a raça de um time que perdia de 3 a 1, mas não entregou-se jamais. Atendendo ao pedido de um leitor do blog, vou usar a expressão que ele gosta: um chocolate. Um Nescau! Um Toddinho! Um Choquito! Um bombom Serenata de Amor de 5 a 3. Está bom assim, leitor? Posso agora pentear o cabelo? DODÔ MARAVILHA FEZ MAIS TRÊS PRA GENTE VER

O Vasco, quem diria, tem ao lado do Flamengo o melhor ataque do Estadual, com 16 gols marcados. E a melhor defesa também, com apenas um gol sofrido. Os números mostram o equilíbrio do time, mas não há como deixar de destacar a ótima fase de Dodô, artilheiro do Campeonato ao lado de Marcelo Ramos, do Madureira, com seis gols. O atacante do Vasco fez mais três ontem, na vitória de 3 a 0 sobre o Friburguense. CAVANHAQUE BRANCO Que sufoco tomou o Botafogo, hein? A virada de 2 a 1 em cima do fraco América foi um achado. Com a marca de Joel Santana, que em pouco tempo vai ficar com o cavanhaque todo branquinho... Daqui a pouco, bem mais tarde, escrevo sobre Petkovic e a polêmica discussão no vestiário com o vice de futebol Marcos Braz. Preciso apurar mais sobre o assunto, ok?
Um comentário curto, do tamanho do meu tempo: Fluminense e Vasco venceram seus jogos de quinta-feira por 4 a 0, resultados que só mostram que bater nos pequenos tem sido tão fácil quanto roubar picolé de criança. Merecem destaque: a defesa tricolor, única que ainda não tomou gols até agora no Cariocão, e a bola redonda de Philippe Coutinho, o garoto de 17 anos que em breve estará trocando a camisa do Vasco pela da Inter de Milão. A gente nem teve tempo de aprender a escrever seu nome, e ele já vai embora... É dose!
ATAQUE DOS SONHOS  Houve um lance na vitória do Flamengo por 3 a 2 sobre o Americano que merece replay, câmera lenta, todos os recursos possíveis da tecnologia. Vocês sabem do que estou falando. Já vi o terceiro gol rubro-negro umas duzentas vezes. E faço questão de ver mais umas duzentas. A tabela de Adriano com Vagner Love desde o meio-campo arrancou-me uma gargalhada. Ainda dizem que essa dupla não é dos sonhos. É dos sonhos, sim. Pelo futebol que se vê pelas bandas daqui, o ataque do Flamengo tem tudo para sobrar em campo. São dois jogadores talentosos, com carisma, total empatia com a torcida e, o mais importante, faro de gol. Na minha modesta opinião, só não vai dar certo se a dupla aprontar muito fora de campo. Mas, como é ano de Copa, não está na hora de travessuras... Não estou falando apenas pelo terceiro gol, marcado sobre uma adversário fraco, que não conseguiu ponto nenhum até agora. Minha confiança vem da estreia de Love, contra o Bangu, quanto já estava soltinho em campo, dando a pinta de que vestia aquela camisa há 50 anos. Cairam-lhe bem as trancinhas, as cores e, também, o estilo de Adriano. Naquela partida, já tabelaram bonito. O Imperador jogou bem na estreia, e, ontem, mais uma vez. O que não está convencendo é a defesa do Flamengo. Sem Aírton e Maldonado, a coisa está mesmo feia... E, por falar em coisa feia, que bobagem a expulsão do Leonardo Moura! Ainda nem pegou ritmo de jogo, e já vai ficar fora do Fla-Flu de domingo. DOIS REFORÇOS PARA O BOTAFOGO O Botafogo venceu o Tigres por 2 a 1, mas não diminuiu sua dívida com a torcida. Os 6 a 0 continuaram na cabeça do torcedor, após a atuação sem graça de ontem. Mas a cotação de Herrera não para de subir... Mais um gol, de novo uma boa atuação. Esse aí vai pegar... Não é só a torcida que está com os dois pés atrás. O presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, também faz coro com a galera alvinegra. Tanto que me confidenciou ontem, numa longa conversa por telefone, que está trazendo dois reforços para o time titular. Não quis falar nas posições, para não ferir nenhum dos seus jogadores, mas deu a seguinte pista: "Um deles está no Brasil, fora do Rio, e o outro vem do exterior". Ele espera anunciar pelo menos um dos dois nomes hoje ou amanhã. Confesso: estou curiosa.
ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE Num ano de tantas tragédias, a bala alojada na cabeça de Cabañas é mais um caso de violência dessa onda de selvageria que assola o planeta há anos e só faz aumentar. Qualquer que tenha sido a verdadeira história que originou o crime no bar mexicano, é nojento o caminho escolhido pela humanidade. Não há classificação nem desculpa. Não há lógica nem salvação. Fica aqui a torcida por Cabañas e, também, por um mundo melhor que não teremos. Eu não acredito mais.
O ACERTO E O ERRO DO BOTAFOGO O Botafogo acertou na escolha do técnico. Joel Santana é competente e, querido por jogadores e torcedores, é o nome certo para levantar o astral depois de uma hecatombe (desculpem a expressão, mas é a tal onda de tragédias). Só acho que, ao acertar na contratação de Joel, o Botafogo deixa rastros de um erro cometido recentemente: não deveria ter mantido Estevam Soares como treinador após o Brasileirão. Agora, é torcer. A FOLGA LONGA DO IMPERADOR De folga ontem, caindo no samba e nos drinks, fiquei por fora do novo sumiço de Adriano. Com inveja do meu lazer, o Imperador não apareceu no treino do Flamengo, e foi perdoado pela diretoria. Agora, eu pergunto: qual é a novidade? Adriano passou todo o Brasileirão desse jeito, esticando sua folga em mais um dia. Sem falar na dor de barriga e de dente!!! Tomara que não apareça com mais nenhuma bolha, porque essas lâmpadas volta e meia atrapalham seu descanso.
A VINGANÇA DE DODÔ  Quando o Botafogo entrou em campo vestido em cinza, preto e com detalhes em branco, fiquei ansiosa pelo início da partida, para que os jogadores se livrassem logo daquela camisa horrorosa. Que estúpida, custei a perceber que aquele troço era justamente o uniforme de jogo! Não, não era nenhuma inovação de marketing. Era a síntese do mau gosto, e arrisco-me a botar essa camisa no mesmo balaio de tantas outras produzidas por aí na intenção de fazer o consumidor gastar seu santo dinheirinho. Muda-se uma estrela, um detalhe no decote, no número ou na bainha. Só para vender. No caso do Botafogo, foi mudada toda a concepção da história. Um horror! O Vasco, que não reconheceu nenhuma magnitude naquela camisa, nivelou o adversário ao seu uniforme, e deu-lhe tratamento de time pequeno, sapecando-lhe o placar de 6 a 0. E, internauta, sei que deveria ter começado o texto por Dodô e seus três gols, mas não resisti ao puxão de orelhas no mesmo Botafogo que faz o belo esforço de preservar seus ídolos - o Garrincha de bronze, inaugurado ontem, é uma prova disso. Que preserve também a mística da camisa que veste a sua estátua. O jogo? O Vasco foi uma baita surpresa. Dodô jogou para o ralo todas as dúvidas que se tinha a seu respeito. Foi o primeiro clássico após a suspensão de um ano e meio, e, como uma vingança a quem o feriu, ele foi nota 10. O que aumenta a confiança do time para o futuro do Estadual. Pode-se dizer agora que o Vasco tem bom ataque - o belo passe de Rafael Coelho para Phillipe Coutinho fazer o sexto gol confirma essa expectativa. Falta ainda a defesa provar que o equilíbrio do time estará garantido. Fernando Prass segura as pontas com muita competência, mas Fernando e Titi sofrem de um mal chamado instabilidade. Está cedo para dizer que o time do Botafogo é tão feio quanto a camisa cinza e preta. Eu não me arriscaria a cometer o que pode ser uma injustiça. Adorei o Herrera e acho que um jogo de estreia é pouco para o Loco Abreu. Aposto nessa dupla, embora acredite que o grande ídolo será o argentino. E, botafoguenses, não queimem suas camisas (as listradas). Eduardo, um bonde desgovernado no Engenhão, atrapalhou demais o time, não somente pela expulsão, mas pela falha que originou o primeiro gol de Dodô. Em clássico, isso é fatal. Ainda mais quando do outro lado há um jogador babando por vingança e pelo prato preferido do qual estava há tanto tempo afastado: o gol.  FRED FAZ FALTA De folga, cheguei tarde em casa, perdi a vitória do Fluminense por 1 a 0 sobre o Volta Redonda, e ainda não assisti a nenhum compacto. Mas, pelo que li e conheço, Fred faz muita falta ao Tricolor. E tenho certeza de que isso resume o que foi o jogo. Se eu estiver errada, corrijam-me nos comentários, combinado? De resto, é torcer para o artilheiro estar de volta na quinta-feira, contra o Caxias. Conversei no sábado com o médico Michael Simoni, por telefone, e ele não bancou a escalação do jogador. E, no domingo, tem Fla-Flu. SHOW DE LOVE  Que estreia a do Vagner Love... Caiu como uma luva no time, jogou muito no primeiro tempo e parecia ser titular do ataque rubro-negro há séculos. Não teve dificuldade em se entrosar com Adriano, outro que teve ótima atuação, com duas bolas no travessão. A vitória de 2 a 1 sobre o Bangu foi, porém, manchada, pela péssima atuação da defesa, vulnerável, atrapalhada, lenta. Se não fosse o goleiro Bruno, o Flamengo teria amargado um empate. No segundo tempo, o time recuou e tomou sufoco.
DE NOVO, ADRIANO?

Não foi aqui, mas no Twitter - essa nova mania contra a qual lutei e perdi -, que revelei ontem o que causou aquela ferida ainda um pouco inflamada na perna direita do Adriano, mostrada dois posts abaixo. Segundo o médico José Luiz Runco, Adriano levou um tombo durante as férias. E, mais que isso, ele não soube (ou não quis) informar. É uma pena que Adriano cuide tão mal de seu instrumento de trabalho. Pra você, internauta, como foi esse tombo do Imperador? A - Estava abaixando-se para ficar de joelhos no confessionário da Igreja que frequenta e perdeu o equilíbrio
B - Estava passando férias no Haiti e uma lâmpada desmoronou em cima de sua canela
C - Estava indo de moto para a comunidade e espatifou-se no chão
D - Nenhuma das respostas acima (o que foi, então?) ENGENHÃO NÃO VAI AGUENTAR O TRANCO
Acabou que não consegui ver com a atenção que queria a vitória do Botafogo sobre o Friburguense, por 2 a 0. Mas do pouco que vi, tirei duas conclusões: o gramado do Engenhão não vai aguentar o tranco e esse Herrera tem uma vontade impressionante. Sintam-se à vontade para deixar aqui suas impressões.
PET É ILUMINADO OU NÃO É?  É o Pet, é o Pet, é o Pet... O gol de Petkovic foi muito melhor do que todo o resto do jogo. O gringo mostrou que é mesmo iluminado, saindo do banco para quatro minutos depois desafogar o Flamengo que, embora estivesse vencendo, já via o Volta Redonda botar as manguinhas de fora. E, mérito de Pet, a jogada foi bonita. Anotem aí: na Libertadores, o ídolo da torcida vai usar a camisa 7. Já estou ouvindo a musiquinha: 'É o sete, é o sete, é o sete...' O Flamengo não jogou bem nessa vitória de 3 a 1 sobre o Volta Redonda, mas vale destacar aqui os dois gols do melhor em campo, Bruno Mezenga, e, num deles, a bola que recebeu na bela jogada de Vinícius Pacheco. Lembro ainda que Obina despediu-se do Flamengo sem ter feito nadinha em campo. Ainda assim, Vanderlei Luxemburgo gosta do cara a ponto de ter convencido o Galo a contratá-lo. Boa sorte! FRED ARRANCA PARA OS 60 GOLS  No Fluminense, na base da paradinha, Fred fez dois gols de pênalti, dando largada para os 60 que pretende marcar na temporada. Só faltam 58... Mas o Fluminense dessa vez não empolgou como na estreia. Ainda assim, venceu o Bangu por 3 a 0 num calor de matar!!! O elenco está rendondinho e, pelo visto, a diretoria limpa também o terreno fora das quatro linhas. Ricardo Tenório, que estava arrumando confusão com alguns jogadores, perdeu o cargo de vice de futebol para Alcides Antunes antes que a fagulha se transformasse em incêndio. É isso aí! DEFESA DO VASCO DÁ MEDO A sorte esteve ao lado do Vasco na vitória sobre o América por 2 a 1. A defesa do time tem problemas, mas o goleiro Fernando Prass ainda consegue garantir lá atrás. Jumar não jogou nada e Souza está mostrando disposição para assegurar a vaga. Do meio para a frente, acho que o time vai engrenar. Carlos Alberto joga o fino, Phillipe Coutinho vai mostrar por que está de saída para o futebol italiano e Dodô só precisa um pouco mais de tempo. HOJE TEM FOGÃO Hoje tem Botafogo x Friburguense e eu quero ver o Herrera.

Passei os últimos dias tentando compreender por que nesse calor de 40 e tantos graus, Adriano vem treinando com aquele meião preto, suspenso até o joelho. Ora bolas, é raro um jogador esticar as meias, ainda mais quando não está trabalhando com bola! Ontem, porém, treinando isolado do grupo, sozinho na Gávea, Adriano usou meia curtinha, daquela que minha mãe costuma chamar de soquete. Ao dar um zoom na foto que o assessor do jogador, Thássilo Soares, enviou para as redações, quase babei em cima do teclado do meu computador. E não é que o Imperador tem na canela direita uma espécie de... digamos... bolha?!?!?! O machucado está lá, feio, vermelho, inflamado! Ah, como essas lâmpadas de jardim machucam... Um perigo!  O CRACK DO JOBSON Jobson tem 21 anos e a suspensão por dois, devido a doping, certamente vai atrapalhar seu futuro, pois o jogador estava na melhor fase da carreira, de malas prontas para o Cruzeiro. Mas, jovem, Jobson tem chance de se recuperar. O mais importante no momento é que se prepare para uma vida saudável, libertando-se do que agora o tira de cena. Tomara que consiga. E que o Brasiliense não o abandone em hora tão difícil. EURICO DE VOLTA Eurico Miranda volta ao Vasco, agora como presidente do conselho de beneméritos. Se for vascaíno como sempre jurou, terá de deixar de lado a briguinha política com Roberto Dinamite e a tentação de usar seu pouco poder para fazer oposição e retaliação. Isso aí é andar pra trás. O Vasco precisa pensar grande.
Foi só um toquinho na bola. Daqueles pro lado, sem perigo para o adversário. Mas foi como se o volante do outro time chegasse com tudo, num carrinho de arrancar grama. E lá fui eu, já sem a bola, pelos ares. Isso aí é só pra explicar a avalanche de respostas que recebi por ter comentado no twitter, em 140 caracteres, minha surpresa ao saber que Carlos Alberto esteve na concentração do Flamengo, no domingo, para um almoço com o irmão, Fernando. E fico aqui imaginando se só o irmão estava na mesa ou, também, o resto do time rubro-negro, hipótese que ainda não consegui apurar, embora não tenha desistido. (Alô, repórteres que cobrem Flamengo... Ajudem-me nessa investigação, por favor!!!). Enquanto lia a enxurrada de comentários favoráveis e contrários a Carlos Alberto, liguei pro presidente do Vasco, Roberto Dinamite, que ficou surpreso com a minha revelação. "Nos meus tempos de jogador, nunca fiz isso. Nem pensar! Uma coisa é gostar do irmão e torcer pelo sucesso dele. Outra coisa é não saber separar isso do aspecto profissional, ainda mais pelo que representam Vasco e Flamengo. As pessoas não vão entender. Será que por ser ídolo do Vasco ele acha que o fato de ter ido lá não quer dizer nada? Quer dizer, sim. E amanhã, quando houver um Vasco e Flamengo? Como vai ser?", reagiu Dinamite. Não acho que Carlos Alberto tenha desrespeitado o Vasco. Admito até que vem cumprindo como poucos o papel de ídolo, honrando a camisa e mostrando amor por ela. Mas Carlos Alberto sabe melhor do que eu qual é o significado de uma concentração. Ainda mais num domingo, dia de jogo. É na concentração que os jogadores de mesma camisa, uniformizados, se reúnem para que todas as cabeças tenham ali o mesmo objetivo. O nome, enfim, já diz tudo: con-cen-tra-ção. Concentração não é casa. É ambiente de trabalho. O que não quer dizer que Carlos Alberto tenha pisado na bola a ponto de merecer punição. O que não quer dizer que Carlos Alberto manchou seu nome e reputação. O que não quer dizer que deva receber da torcida alguma manifestação que não sejam os aplausos normalmente merecidos. Afinal de contas, Carlos Alberto não machucou ninguém. E, na minha avaliação, ele deve almoçar com o irmão quantas vezes quiser. Mas, de preferência, em outro lugar. Assim como, em 92, Renato Gaúcho também não cometeu crime nenhum em dar churrasco na boca de Gaúcho. Ele apenas escolheu mal a ocasião. Há hora e lugar pra tudo.
ESTREIA DE GALA  O Fluminense deu um banho. Dos quatro grandes, foi quem mais encheu os olhos, ao vencer com uma perna só o Americano por 3 a 0, fora de casa, no Godofredo Cruz. Sobrou em campo, abusou de perder gols, gastou a bola. Além de Maicon, que voltou em grande estilo, merecem destaque os estreantes Everton e Julio Cesar. O trio fez os gols da partida, num domingo que não foi de Fred, muito apagado para quem quer fazer 60 gols na temporada. Será que tão cedo pintou o campeão? Cedo demais para prever, mas é certo que o Fluminense dessa vez foi na mosca nas contratações. Em vez de fazer barulho, atirou nas peças certas. VIRADA NA RAÇA  O Flamengo, desfalcado, venceu o Duque de Caxias, de virada, depois de tomar um gol de Maurinho (!!!). Não deu pra empolgar. Longe disso. O Flamengo esteve mais perto de irritar! Mas, levando-se em conta que o time foi uma colcha de retalhos, todo desfalcado, digamos que valeu pelos três pontos. E por Fernando, jogador que agora tem chance de desencantar. Já pintou como herói: fez o gol da vitória de 3 a 2. DESSE HERMANO A GENTE GOSTA  A vitória do Botafogo (3 a 2) sobre o Macaé revelou a face raçuda de Herrera. O argentino pintou e bordou, fez gol, caiu nas graças da torcida e, também, do técnico Estevam Soares. Domingo, contra o Vasco, o hermano deve ter a seu lado o uruguaio Loco Abreu. Acima do peso, o esperado reforço ainda não enfrenta o Friburguense, quinta-feira, no Engenhão. Mas Herrera vale o ingresso. DEU PRO GASTO  O Vasco sentiu o esforço da pré-temporada e, ainda desfalcado, sofreu para vencer o Tigres por 1 a 0, sábado, em São Januário. Não é um timaço, mas ao longo do Campeonato Estadual vai fazer mais do que nessa estreia. Mas, quarta-feira, contra o América, o capitão Carlos Alberto e Dodô podem ser poupados. Aí, vai ser duro de ver. Só mesmo a paixão pra valer o ingresso... Quem está arrebentando nos treinos é Philippe Coutinho. É bom aproveitar, porque no dia 12 de junho o rapaz completa 18 anos e se manda para a Itália. Ainda dá pra curtir um pouquinho o garoto, antes que ele vista a camisa da Inter de Milão. PEDALADAS PARA A ÁFRICA Ronaldinho Gaúcho fez três gols na vitória de 4 a 0 do Milan sobre o Siena. Deu pedaladas rumo à África do Sul, na minha modesta opinião. O que o cara jogou não é brincadeira. Se continuar assim (e vai continuar!), estará no próximo amistoso da Seleção, no dia 2 de março, contra a Irlanda. Olho nele, Dunga!
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