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Marluci Martins
 
 

Quarta-feira, 1 Julho, 2009

Um ano de Roberto

Já quase sem fôlego devido à proximidade das férias, o blog andou meio preguiçoso, fazendo corpo mole na última semana, e, ainda, entregue ao departamento médico, enfrentando problemas técnicos. Mas volta para lembrar que hoje, dia 1 de julho, Roberto Dinamite completa um ano à frente do Vasco.


Uma sequência de jogos sem vitórias mantém o time fora do grupo de acesso à Primeira Divisão. E ontem, mais um 0 a 0, dessa vez diante do Bragantino, ilustrou a situação difícil em que o Vasco está. Por que o time não vence? Porque não faz gols.


Por que o time não faz gols?


Deixo a bola quicando para quem quiser chutá-la. Tomara que em agosto se possa dizer, no pretérito, que o Vasco não FAZIA gols porque Aloísio Chulapa não estava jogando. Será?


Que loucura essa história do Yves no Flamengo. A que ponto chegou o clube de tamanha tradição e glórias? Abre a porta para um ex-jogador do Mesquita, desprezado por seu formador, o Vasco, só para atender a um pedido do Imperador. Se fosse uma indicação da diretoria ou da comissão técnica, vá lá... Mas, francamente, não estão mimando muito o Adriano, não?


A possibilidade de Reinaldo finalmente voltar, contra o líder Atlético-MG, domingo, é sempre uma esperança de dias melhores. Chegou a hora de o Botafogo reagir, mas há de se dar um tempo a Reinaldo, totalmente sem ritmo.



Quinta-feira, 25 Junho, 2009

Estrela

Poderia falar da estrela de Dunga, mas vou deixar isso para o fim. A vitória de 1 a 0, tão chorada, tão sofrida, sobre os sul-africanos de Joel Santana, talvez tenha deixado uma pista no ar: é fundamental que uma seleção, por mais favorita que seja, tenha um especialista em cobrança de faltas como Daniel Alves. Uma hora, ele há de ser importante, não resta dúvidas.


A Seleção esbarrou no esquema de Joel, careca de conhecer nossos jogadores, e, malandro como ele, era de se prever que armaria alguma pra cima do Brasil. O que me surpreendeu foi a personalidade de alguns jogadores da África do Sul, a segurança, a disciplina. Contra o Iraque, na estreia, tinham deixado o futebol em casa.


Dunga pode não ter paciência com os jornalistas, pode ser teimoso, pode ter lá suas esquisitices. Mas não há como negar que sua estrela brilha nas horas certas.


A cor da falta de educação


Qual é a cor da falta de educação? Deveria ser a mesma da vergonha. De um tom pálido, quase morto, de dar pena, nojo e raiva. Essa poderia ser também a cor de quem se acha superior por motivos religiosos ou raciais. Do meu sofá, não ouvi Maxi López, mas, se disse o que Elicarlos diz que disse, se chamou um colega de profissão de 'macaco', tem mais é de pagar caro por tanta ignorância e falta de educação.


Pior que isso, só mesmo seu treinador, Paulo Autuori, chamar de hipocrisia a indignação causada no Mineirão. Logo ele, técnico tão elegante, que normalmente escolhe as palavras de seu discurso. Repito: não pude ouvir o xingamento de Maxi López, mas escutei bem Autuori tratar o assunto como uma bobagem. Não é. O racismo é questão séria, que já fez mortes, desemprego, escravidão, submissão.


Foi bem melhor o jogo do que a discussão. O louro em questão, Maxi López, até viu a cor da bola, mas não a do gol. Perdeu um feito, que até eu, bem treinada, teria marcado. O Cruzeiro foi um primor de organização. Kleber, se um dia tiver cabeça, será um jogador de primeiríssima, pois futebol ele tem, é bom de passe e de conclusão, embora dessa vez não tenha feito o seu. O time mineiro venceu por 3 a 1 e está perto da vaga, mas ainda tem jogo. E tomara que fique nisso... No jogo. Sem polícia, sem violência, sem preconceito.



Segunda-feira, 22 Junho, 2009

Crise? Que Crise?

Crise, que crise? Pelo menos até domingo, o Flamengo respira com a tranquilidade de poucos. A vitória de 4 a 0 em cima do Internacional levou sossego à Gávea e garantiu o emprego de Cuca.


Adriano, com seus três gols, ocupou finalmente o espaço que estava vago no clube: o de exímio finalizador. Com bons homens de marcação no meio, e bons alas - apesar da implicância da torcida com Juan -, faltava ao Flamengo alguém que fosse decisivo com a bola no pé.


Resta saber se Adriano estará no treino amanhã. Longe da farra, concentrado em Teresópolis na semana passada, o Imperador não negou fogo quando teve chance de chutar a gol, domingo, no Maracanã. Nisso, ele foi perfeito. Mas, será que o Flamengo terá de se mudar da Gávea para Teresópolis? Não vejo a hora de a terça-feira chegar...


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Todo mundo caiu em cima do Cuca por causa daquele monte de críticas do Muricy Ramalho. O ex-técnico do São Paulo chegou a dizer que Cuca não tem ética e não sei mais o quê. Agora, será que o Muricy não errou em detonar o colega de profissão daquele jeito? Ficou parecendo fofoca de mulherzinha, como bem disse o Kléber Leite. Achei um horror!


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O Vasco, em mais um 0 a 0 de dar desespero, está fora do G-4. E Léo Lima, quem diria, saiu de campo detonando geral, pedindo mais empenho nos treinos etc e tal. Aquele não era o lugar apropriado para a lavagem de roupa suja, mas, se Léo Lima abriu a boca, não deve estar mentindo, não é? Até a psicóloga Maria Helena, há tempos funcionária do clube, está entrando em campo. Mas será mesmo que o problema é de cabeça? Ou seria de pé?


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Transfiro a pergunta para Botafogo e Fluminense. Ambos perderam seus jogos no apagar das luzes, no sábado. O Botafogo mostrou que seu ataque funciona, mas a defesa ficou devendo. E o Fluminense? O time reagiu bravamente e, felicidade de uns, tristeza de outros, Léo Gago fez um golaço nos acréscimos, garantindo a vitória (3 a 2) do Avaí. É muita falta de sorte ou não é? Ou seria falta de pé? Ou falta de cabeça?


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Queiram ou não, a passagem de Dunga pela Seleção não pode ser medida somente por seu mau humor nas coletivas. O Brasil deu show contra a Itália, e faltam poucas vagas abertas para a Copa da África do Sul, no ano que vem. É bom Ronaldinho Gaúcho se apressar em mostrar algo além dos malabarismos com a bola.



Sábado, 20 Junho, 2009

Muricy na rua

Muricy Ramalho não resistiu a mais um fiasco na Libertadores, que, este ano, era o principal objetivo do São Paulo. Foi pro olho da rua, mesmo com todo o seu currículo vitorioso de quem deu o hexacampeonato nacional ao Tricolor Paulista, com as conquistas dos Campeonatos Brasileiros de 2006, 2007 e 2008


A diretoria do São Paulo diz que não havia mais clima pra ele após a quarta eliminação seguida da Libertadores, desculpa que não me convence quando está relacionada a alguém extremamente competente. Quer dizer que, se não tivesse perdido (2 a 0) para o Cruzeiro, Muricy estaria empregado ainda?


Sei que a campanha do São Paulo no Brasileirão, com apenas uma vitória, é pífia. Mas não vejo ninguém melhor do que Muricy para substituí-lo.


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O empate com o Duque de Caxias, quarto 0 a 0 consecutivo do Vasco, não pode levar desespero a São Januário, e, sim, a convicção de que algo precisa ser feito para que fundamentos como a conclusão a gol sejam aprimorados. Pode ser que Aloísio resolva o problema. Tomara que não seja tarde.



Sexta-feira , 19 Junho, 2009

Ok, Dunga... Você venceu!

AFP

Não há mais dúvidas de que Dunga será o técnico da seleção brasileira na Copa da África do Sul, no ano que vem. O bom desempenho nas Eliminatórias supera acidentes de percurso, exibições de baixo nível técnico e, até, convocações de gosto duvidoso feitas pelo treinador ao longo de sua trajetória no cargo. O Brasil jogou bem contra os Estados Unidos na vitória de 3 a 0, na Copa das Confederações, e, melhor, aumentou em Dunga a confiança em relação a Ramires, cuja presença no time vinha sendo cobrada por comentaristas e torcedores. Mas ainda falta Robinho jogar o futebol que o consagrou. Ainda há tempo...


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Foi com muita alegria que publiquei ontem, na coluna 'Jogo de Cintura', do Ataque, a foto de Nilton Santos todo orgulhoso ao lado de sua estátua, quase pronta, em fase final do processo de fundição em bronze. O primeiro esboço da estátua havia sido dado com exclusividade pela própria coluna, no dia 9 de abril. De lá pra cá, os alvinegros não ficaram de braços cruzados. Foram à luta, conseguiram reunir 15 fanáticos que desembosaram R$ 3,5 mil, cada um. E o músico e escultor Edgar Duvivier caprichou na obra, que ficará numa das entradas (provavelmente setor Sul) do Engenhão. A estátua será inaugurada no dia 19 de julho, quando o estádio será palco de Botafogo x Flamengo. Jogão! Essa turma do Botafogo está de parabéns... Nilton também.
Divulgação


Quarta-feira, 17 Junho, 2009

Licenciou-se o presidente, lambuzou-se no melado o interino

A corda não está arrebentando do lado mais fraco. Está puída justamente do lado forte, de uma marca internacional e popular, de quase 114 anos de vida e glórias. No fim, é do lado do Flamengo que a corda arrebenta.


Dirão que é alto o preço pago pelo treinador que volta pra casa com cinco gols na sacola, sem ter onde enfiar a cara, cercado de seguranças e condenado a dividir as principais notícias do dia com a viúva que matou o marido rico.


Sim, mas pior ainda do que o silêncio por opção é ter como voz o discurso incoerente de um poder que já foi rachado e, hoje, está partido. Licenciou-se o presidente; lambuzou-se no melado o interino.


A contratação de Pet, o paternalismo com Adriano e a ressonante preferência de Delair Dumbrosck por Geninho não são as únicas rachaduras abertas pela diretoria controversa. O rombo é mais embaixo, lá na base, e é bem detectado na confissão do vice Kléber Leite: Adriano, com cabeça e alma sãs, não estaria no Flamengo, mas no Inter de Milão ou no Real Madrid.


Pronto. Está denunciada a desvalorização do principal reforço do clube e, pior, a subserviência de uma marca de quase 114 anos aos seus caprichos. Perdoa-se tudo no Imperador: faltas, excesso de peso e, até, a obsessão de ir para a 'night' paranaense após uma goleada que tornou-se histórica mais pelo ridículo do que pela importância.


Esperar o que daquele que, por opção, estaria em Milão ou Madri? Adriano não teve o privilégio da escolha. Nem o Flamengo, instituição cuja voz está entregue a um poder partido que morde, assopra, perdoa, castiga, fala e se cala. O Flamengo não merecia o lado puído da corda.


O artigo toi publicado no DIA.


Terça-feira, 16 Junho, 2009

Desaparecidos

Será que Adriano vai se apresentar hoje às 12h, no Hotel Windsor, na Barra, conforme o programado pela diretoria do Flamengo? Apresentando-se, será que vai cumprir religiosamente a programação de treinos e concentração em Teresópolis? São perguntas que desde ontem estão na minha cabeça pessimista. Não estou mesmo levando fé nessa rotina de privilégios e escapulidas do Imperador, que, ontem, somou mais um capítulo a uma história que tem tudo para virar drama: depois do sacode de 5 a 0 para o Coritiba, Adriano foi curar sua tristeza em algum lugar que não era o Hotel Bourbon, onde a delegação estava hospedada. Pior: não deu as caras nem mesmo de manhã na concentração e perdeu o voo que trouxe a delegação de volta para o Rio. O técnico Cuca não é o único a torcer o nariz para as aventuras de seu jogador, que tem sempre o respaldo da diretoria. Já estou achando que o Imperador não chegou para somar, mas para dividir. Alguém precisa botar ordem nessa casa antes que a vaca vá para o brejo e, Adriano, para a rua.


Adriano não é o único desaparecido. Robinho também esteve sumido ontem. Ou melhor: seu futebol. Se não conseguiu jogar bulhufas contra o Egito, quando será que esse rapaz vai estrear na Copa das Confederações? Nem adianta sonhar com a seleção mambembe de Joel Santana, pois a África do Sul está no outro grupo. Esperemos, então, até quinta-feira, contra os Estados Unidos. Esperemos que Robinho faça sua estreia. Ele e toda a Seleção do Dunga, que não jogou nadinha na vitória suada e tecnológica de 4 a 3 sobre o Egito. Que defesa era aquela? Dunga se queixa do cansaço. É, pode ser, mas não vale repetir a desculpa nas próximas rodadas. Vendo aquele jogo, tive a impressão de que não se está jogando o fino aqui pela América do Sul.



Segunda-feira, 15 Junho, 2009

O açúcar azedou

Gazeta do Povo

Não sei quantos quilos de açúcar Adriano carrega nas costas e acho até que seria mais prudente trocar a mercadoria por sachês de aspartame. Mas é certo que o Cuca carrega uma tonelada de problemas nos ombros. Ele próprio criou uma crise dentro da Gávea.

Se Cuca fizesse exigências ao grupo, sem deixar vazar o teor do discurso, teria a confiança de seus comandados. Mas, se Cuca leva suas convicções à imprensa em vez de externá-las aos jogadores, acaba perdendo a credibilidade dentro de sua casa. Acaba tomando um passeio de 5 a 0, uma espécie de aviso-prévio.

Faltou comprometimento ao Flamengo no vexame diante do Coritiba. Como comprometer-se com a causa se o próprio treinador lava roupa suja fora de casa? O Flamengo se entregou, foi uma vergonha e nem há muito a falar, embora mereçam destaque dois personagens do jogo: Bruno, irreconhecível, falhando bisonhamente em três gols, e Aírton, mais uma vez pisando num adversário, cena mais patética do que uma goleada.

Foi tudo muito feio.


Pode não ser animador, pode não ser prêmio de consolação, mas foi bacana ver a torcida do Fluminense se redimindo com Diguinho (ou o contrário) no 0 a 0 com o Grêmio. O que não sai da minha cabeça é a apatia do Thiago Neves, que de vez em quando parece se desligar da tomada, tão apagadinho que fica.


Está meio tarde, mas é melhor do que nunca: o Botafogo anda atrás de reforços e Otacílio é o sonho de consumo. A vitória de 2 a 0 em cima do Santos (ufa!) deu uma animada e umas contrataçõezinhas bem que sacudiriam a poeira levantada no Alvinegro.


Nos últimos cinco jogos, só dois gols. Está na hora de o ataque do Vasco voltar a funcionar. E a cabeça do Carlos Alberto também. Não vou entrar no mérito se foi ou não ofendido pelo árbitro, mas chegar ao meio do ano com 16 cartões é um pouco demais, né? Será mesmo perseguição?



Sexta-feira , 12 Junho, 2009

Mico IV


A fase é tão esquisita, mas tão esquisita, que Cuca se escalou como zagueiro no treino do Flamengo e, numa disputa de bola, empurrou Maxi. O argentino caiu, torceu o tornozelo e é carta fora do baralho para o jogo de domingo, contra o Coritiba. Dá-lhe, Cuca! Manda a fita lá pro Bola Murcha do Fantástico!!! Quem sabe?


A inveja é uma m#$%@


Estou aqui imaginando a cena: o Florentino Perez saca a carteira Louis Vuitton do seu terno Armani, passa o dedo indicador na língua, esfrega-o no polegar para distribuir bem o cuspe e, nota por nota, confere a ninharia de 80 milhões de libras. Aí, resolve comprar o Cristiano Ronaldo, dias depois de ter botado o Kaká também no seu carrinho de supermercado. Qual será a emoção de se torcer pelo Real Madrid, clube que contrata quem quiser quando dá na telha, não atrasa o salário, não deforma, não solta tira, não tem cheiro?


Não é bem mais emocionante conviver com o medo da janela de transferência, a preocupação com a lesão do Reinaldo, as aventuras do Adriano, a invasão das Laranjeiras? Esses espanhóis adoram aparecer!


E eu tô morrendo de inveja... Será que o Florentino não empresta um dinheirinho pra gente comprar o Cabañas?



Quinta-feira, 11 Junho, 2009

Chega de mico!

AFP

Quando Cabañas, com todo aquele peso equivalente a um Imperador e meio, chutou aquela bola tão mal desviada pelo Elano, fiquei preocupada. Não tinha mais onde arrumar foto ou inspiração para um novo mico em tão pouco tempo. O futebol anda assim, um gorila atrás de outro, e pouca evolução. Mas, graças a Robinho, que jogou bem, e a Nilmar, ainda meio lusco-fusco, fui poupada da árdua missão. Não tenho mais nenhuma foto de macaco, gorila ou algo da espécie. Portanto, povo do futebol, convém ajudar a blogueira que vos fala...


Não me empolguei com o futebol da Seleção na vitória de 2 a 1 sobre o Paraguai, em Recife, mas não tenho nenhum argumento para detonar ninguém. O Brasil joga um futebol eficiente, que dá tanto para o gasto, que estamos em primeiro lugar nas Eliminatórias. Isso não é pouco. É sinal de que esse futebol de resultado tornou-se a tendência da ocasião. Ninguém está sobrando na turma, temos talentos individuais e é com esses aí que vamos em frente.


A Copa das Confederações só começa para o Brasil na segunda-feira (contra o Egito, às 11h), e estou aqui torcendo para que passe logo. Minha expectativa está no mês do setembro, quando vamos a Buenos Aires enfrentar a mordida Argentina, desesperada por uma vitória. Jogão, na certa. Enquanto setembro não chega, vou catando aqui mais umas fotos de primatas, mas espero não usá-las na segunda-feira. Contra o Egito??? Faça-me o favor...


Mico III


A Argentina subiu 2.850 metros para lá no alto sofrer mais uma derrota nas Eliminatórias da Copa da África do Sul: 2 a 0 para o Equador, em Quito, com direito até a um pênalti perdido pelo Tevez. A goleada para a Bolívia já tinha sido um sinal mais do que claro de que o time de Maradona não gosta da altitude. O resultado deixou a Argentina numa situação complicada, em quarto lugar nas Eliminatórias. Os hermanos vão tentar extravasar toda a sua raiva em cima do Brasil, próximo adversário, rival histórico, em setembro.



Quarta-feira, 10 Junho, 2009

Mico II


Há algo de podre no reino do Imperador. A desculpa da audiência na 1ª Vara de Família da Barra não colou para mim. Tudo bem, ele tinha um compromisso à tarde, mas ninguém explicou ainda por que não apareceu pelo menos no treino da manhã. Adriano precisa treinar mais do que qualquer um. Está ainda acima do peso, vem de um período de inatividade e o Flamengo precisa de seus gols, não somente pelo investimento feito e a expectativa criada, mas também por simples necessidade. O Flamengo não tem outro atacante com suas características.


Tão perigoso quanto esquisito é a diretoria rubro-negra tentar esconder o sol com uma peneira cada vez mais furada. Cada vez que encontrar um jeitinho de perdoar o atacante, estará dando-lhe munição para que apronte outras vezes. Cada vez que passar a mão sobre sua cabeça, estará criando mal estar num grupo que, ao contrário do protegido, cumpre suas obrigações, mesmo que os salários atrasem.


A melhor forma de proteger Adriano é estimulando-o a trabalhar. E, não, compactuando com suas estripulias.



Segunda-feira, 8 Junho, 2009

Mico


Uma pane inesperada. Ou, então, essa zaga do Flamengo está mesmo com defeito desde a troca de uma peça, Fábio Luciano. Mas confesso que eu não tinha percebido. Claro, já notara que o velho capitão faz falta, tão entrosado estava com Ronaldo Angelim, mas nada que se comparasse ao que aconteceu ontem.


Já que citei o Ronaldo Angelim, vou começar por ele. Estava perdido na área, sem conseguir marcar nem o atacante nem a bola. Seu melhor momento foi no fim do jogo, quando admitiu que tinha feito um péssimo primeiro tempo. Tem toda razão, Angelim. Você foi muito mal!!!! Um horror!


E vamos parar por aqui antes que eu seja obrigada a dizer que o Adriano não viu a cor da bola.Vamos ficar lá atrás, com essa defesa que tomou quatro gols em oito minutos, quando o time vencia o Sport por 2 a 0, na estreia do técnico Leão. E, pronto, não há mais o que falar. Foi um tremendo mico, um King Kong inesquecível.


De folga, com a preguiça de quem bebeu um bom vinho e uma deliciosa picanha ao alho no almoço, assisti à vitória do Fluminense sobre o Botafogo por 1 a 0. O jogo foi um tremendo feijão com arroz de dar sono (ainda mais em quem estava de barriga cheia), mas o golaço do Fred valeu o ingresso e a persistência de quem não se deixou levar pela vontade de dormir. E, já que todo mundo falou do gol do Fred, vou fazer justiça com o cara que encaixou aquele belo passe, como se adivinhasse que seu companheiro teria competência para acertar o lençol no goleiro Renan: estou falando de Leandro Amaral, de volta em boa hora, depois de três meses na enfermaria por causa de um artroscopia. E o Flu, quem diria, já é o melhor do Rio no Brasileirão: está em sétimo lugar, com oito pontos, à frente do Flamengo (11º, com sete pontos) e do Botafogo (18º, com três). Um pouco de paz na Granja Comary fará bem a Parreira e seus jogadores. Já Ney Franco...


Já se sabe que o sentimento não pode parar. Mas, e o time? O Vasco parou. Parou de vencer!!! Nos últimos quatro jogos, somou dois empates com o Corinthians, uma derrota para o Paraná e um empate com o São Caetano. Está em quarto lugar na Segundona do Brasileirão, e enfrenta o líder, Guarani, sábado, em Campinas, sem Élton, expulso por jogada violenta.


A seleção brasileira quebrou um tabu de 33 anos ao vencer o Uruguai por 4 a 0, no Centenário. Assumiu também a liderança das Eliminatórias, tem o ataque mais positivo e a defesa menos vazada da competição. Quarta-feira, a parada será contra o Paraguai.