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Mauro Ferreira

Sábado, 30 Junho, 2007

Anote na agenda: Canastra e Lasciva Lula no Canecão

Divulgação
Dica de show para cariocas: duas das bandas mais legais que apareceram recentemente na cena pop - Canastra e Lasciva Lula - vão tocar juntas no Canecão na terça-feira, 3 de julho. Pelos CDs editados este ano pelos grupos, eu recomendo. A foto aí de cima foi feita para divulgar a apresentação. Músicos das duas bandas brindam a oportunidade de tocar na cervejaria carioca e quarentona com canecos de chopp.

Sexta-feira , 29 Junho, 2007

Nena Queiroga mostra seu Carnaval

Capa do CD 'Este É o meu Carnaval'
Meu fiel leitor virtual, Diogo, me enviou por e-mail o segundo CD da cantora Nena Queiroga, que é carioca, mas é tida como pernambucana, por sua ligação com a música de Recife, Olinda e arredores. Este É o meu Carnaval foi gravado para celebrar os 100 anos de frevo, mas pode ser ouvido em qualquer época. No repertório, sucessos de Elba Ramalho, Alceu Valença e Moraes Moreira, além de inéditas de autoria da própria Nena. Fica a dica para quem curte frevo.

Segundo solo de Paula Toller é muito bom

Capa do CD 'Só Nós'
Vida de crítico musical é dura, pode acreditar. A pilha de CDs e DVDs nunca diminui de tamanho. A cada dia, novos discos chegam numa roda-viva que nunca pára de girar. Mas toda essa conversa é para dizer que, volta e meia, chega um CD em que o prazer de escutá-lo extrapola o prazer profissional da análise. Falo do segundo solo de Paula Toller, SóNós, que não páro de ouvir. Particularmente, gosto muito do primeiro solo da Abelha - pelas regravações chiquérrimas de músicas como Fly me to the Moon - e estava apreensivo com a chegada do segundo. Como o repertório era inédito, temia que o álbum fosse inferior ao primeiro. Mas que nada! Como pude explicitar na crítica formal que publiquei hoje na coluna Estúdio, no Caderno D, Paula apresenta mosaico refinado de baladas. É pop, mas pouco ou nada tem a ver com o Kid (grupo do qual gosto muito, enfatizo). Somente as duas músicas de Kevin Johansen - À Noite Sonhei Contigo e Glass - já valeriam o disco. Mas tem muito mais. Inclusive uma bela inédita do Erasmo, em grande forma. Enfim, recomendo. Para mais infos, leiam a coluna de hoje. Mas, se não quiserem se dar ao trabalho, pode comprar o CD sem susto. SóNós já é um dos destaques de um ano que, até agora, tem estado muito apático no campo da música.

Quarta-feira, 27 Junho, 2007

Guerra de gravadoras não beneficia o consumidor

Por conta da implantação do CD Zero pela sua rival Sony BMG, a concorrente Universal Music anunciou esta semana a criação da série MusicPac, que oferece 18 CDs nacionais pelo preço sugerido de R$ 10,90. Parece vantajoso, mas não é tanto assim, a rigor. Primeiro porque, dos 18 títulos, apenas o Acústico MTV 2 Gafieira do Zeca Pagodinho é recente. Os demais discos já perderam força no mercado. Segundo, porque os discos são vendidos sem encarte, com uma contracapa padronizada. Ora, o que faz um consumidor ir à loja e pagar por um CD oficial é o prazer de ter um disco com capa, encarte e ficha técnica. Se é para pagar R$ 10,90 por um CD sem encarte, há quem vá preferir - com razão - pagar R$ 5 no camelô por um CD pirata.
O que me parece é que, nessa guerra de gravadoras, o consumidor está em segundo plano. O que está em jogo, para valer, é a eterna rivalidade entre a Universal Music e a Sony, que sempre disputaram a liderança do mercado fonográfico brasileiro. Parece que a sére Universal MusicPac foi feita apenas para alfinetar a concorrente, que conseguiu bom espaço na mídia com o CD Zero, espécie de single com cinco músicas, vendido ao preço fixo de R$ 9,90. Sei, não, mas acho que é mais uma tentativa frustrada de fisgar os ariscos consumidores. Até porque, no caso, as iscas não são lá muito atraentes... E a impressão é a de que a Universal quer queimar estoques, unindo o útil ao agradável (para a gravadora).

Terça-feira, 26 Junho, 2007

Björk confirmada no Tim Festival

A Dueto confirmou na manhã desta terça-feira a vinda de Björk ao Brasil para fazer show na edição 2007 do Tim Festival. Não é a primeira vez que a artista islandesa - que acabou de lançar o CD Volta - se apresenta no festival. Além de Björk, também já estão confirmados os grupos Arctic Monkeys, The Killers e Juliette and the Licks. O evento rola de 25 a 31 de outubro.

Segunda-feira, 25 Junho, 2007

Bluebell, a cantora que Marisa Monte está ouvindo

Nas entrevistas promocionais que deu na semana passada aos jornais cariocas para promover a volta do show Universo Particular ao Rio, a partir deste sábado na casa Vivo Rio, Marisa Monte revelou que tem ouvido a cantora Bluebell. Como nunca tinha ouvido falar da moça - e olha que tenho interesse especial por cantoras - fui na internet saber de quem se tratava. E descobri que Bluebell é o nome artístico da paulista Bel Garcia, que lançou no ano passado seu primeiro álbum, Slow Motion Ballet, com repertório em português e em inglês que transita entre o rock e o folk. Ainda não ouvi o disco para entender o que Bluebell tem para ter encantado uma cantora como Marisa - referência estética para toda cantora surgida dos anos 90 em diante. Mas vou correr atrás e prometo que conto.

Will.i.am saboreia coco na orla do Leblon

Caminhando com amigos na tarde de domingo na Orla do Leblon, rumo ao bloco Empolga às Nove (que não apresentou a anunciada participação de Elza Soares, mas, ainda assim, animou a galera), eis que um deles alertou: 'olha o will.i.am!!'. E era mesmo o rapper americano do grupo Black Eyed Peas - no Brasil para colaborar na produção do novo álbum de Sérgio Mendes - quem comprava coco numa carrocinha. E o rapper certamente saboreou tranqüilo sua água de coco, pois passeava (quase) despercebido pela praia do Leblon.

Sexta-feira , 22 Junho, 2007

Morte de João Hélio inspira música no solo de 'Barão'

Capa do CD 'Um Pouco Mais de Calma'
O assassinato monstruoso do menino João Hélio - arrastado por kilômetros preso ao cinto de segurança de um carro tomado por bandidos - rendeu uma música. Cidade Partida está no primeiro disco solo de Rodrigo Santos, baixista do Barão Vermelho. É uma parceria de Rodrigo com George Israel, que participou da gravação. Foi composta sob o impacto da notícia da morte do menino, que fez Rodrigo chorar assim que leu no jornal sobre a atrocidade cometida contra a criança. O CD Um Pouco Mais de Calma chega às lojas pela Som Livre.

Quarta-feira, 20 Junho, 2007

Ana Carolina projeta vídeos eróticos em novo show

Foto de André Schiliró Ana Carolina chocou a tradicional família mineira na estréia nacional de seu novo show, baseado no CD duplo Dois Quartos. Com o aval da diretora Monique Gardenberg, a cantora apresentou as músicas Cantinho e Eu Comi a Madona - ambas de alto teor erótico - com a projeção de vídeos pornográficos. Teve gente que chiou. E, já na apresentação seguinte, Ana deu uma moderada no tom do espetáculo. Resta saber se ela vai retomar a idéia original quando o show estrear no Rio, em 19 de julho, no Canecão, pois cariocas são mais quentes e liberais...

Em tempo: não é de hoje que Ana Carolina vem causando controvérsias dentro e fora do palco. Em seu show anterior, Estampado, ela incluiu tema de Ultraje a Rigor, Eu Gosto É de Mulher, que, na sua voz, ganhou conotação lésbica. Meses depois, posou para a capa da revista Veja por conta de entrevista em que se assumia bissexual. Ao que parece, a moça adora provocar...

Terça-feira, 19 Junho, 2007

Arctic Monkeys, Killers e Juliette confirmados no Tim

Três grupos de aura hype - o britânico Arctic Monkeys e os americanos The Killers e Juliette & the Licks (a banda da atriz Juliette Lewis) - são os primeiros nomes confirmados oficialmente pela Dueto Produções para a edição 2007 do Tim Festival, que acontece de 25 a 31 de outubro no Rio de Janeiro (na Marina da Glória), em São Paulo, em Curitiba (PR) e em Vitória (ES).

Segunda-feira, 18 Junho, 2007

Vem aí o segundo belo disco de Roberta Sá

Foto de Luiz Garrido Quem curtiu Braseiro, o melhor CD de 2005, não perde por esperar. Daqui a algumas semanas, sai o segundo disco de Roberta Sá, a bela cantora nascida em Natal (RN), mas radicada no Rio. Já ouvi e posso garantir: Que Belo e Estranho Dia para se Ter Alegria é tão quanto Braseiro. E tem um título mais charmoso...
Tem muita música inédita, boa, entre uma pérolas esquecidas. Como Alô, Fevereiro, samba do também pouco lembrado Sidney Miller (1945 - 1980). Tem também um lindo samba de Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho, Cansei de Esperar Você, gravado pelo Fundo de Quintal em 1986 no LP O Mapa da Mina, no auge do pagode.
Roberta, contudo, não se escora no passado. Que Belo e Estranho Dia para se Ter Alegria reúne músicas de compositores da nova geração — como Moreno Veloso e Edu Krieger (Novo Amor, em registro que beira o sublime) — e soa bem contemporâneo. Em faixas como a linda Mais Alguém, salta aos ouvidos a emissão perfeita da voz de Roberta Sá, que também valoriza os versos dengosos do samba Interessa (com metais que evocam clima de gafieira e uma verve que lembra os sambas gravados por Carmen Miranda). Se Janeiros exibe levada próxima do samba-choro, Fogo e Gasolina incendeia a veia nordestina da artista. A parceria de Pedro Luís com Carlos Rennó foi gravada em dueto com Lenine. Também de Pedro com Rennó é o Samba do Amor e Ódio. As duas foram lançadas no show dividido por Roberta com o compositor. E por falar em Pedro, ele faz discretos vocais em Girando na Renda, tema que Roberta também já cantava em shows e que defendeu em festival da TV Cultura. Samba de um Minuto, de Rodrigo Maranhão, já teve registro da própria Roberta no CD extra-oficial Sambas e Bossas, gravado para uma empresa antes de Braseiro. E é num sambão de sotaque mais tradicional, Laranjeira, que a cantora reafirma a bossa e o frescor vocal. Que bela cantora! E que belo segundo CD!

Domingo, 17 Junho, 2007

Edu Krieger, Anna Luísa e Gláucia Nasser no Canecão

Cartaz promocional do show
Aqui vai uma dica de show para terça-feira, 19 de junho. Dentro das comemorações dos 40 anos do Canecão, um trio vai dividir o palco da cervejaria: Edu Krieger, Anna Luísa e Glaúcia Nasser. Talentoso compositor da nova geração, Krieger vai fechar a noite, cantando as músicas de seu primeiro CD e recebendo Geraldo Azevedo como convidado. Quem abre os trabalhos é a mineira Glaúcia Nasser, que receberá seu conterrâneo Flávio Venturini. Entre eles, Anna Luísa mostra as músicas de seu disco Do Zero e recebe o grupo Rio Maracatu.

Sábado, 16 Junho, 2007

Paula Toller está linda na capa de seu segundo solo

Capa do CD 'Só Nós'
Eis a capa do segundo CD solo de Paula Toller, Só Nós, nas lojas a partir de 28 de junho. Se o disco é bom, ainda não sei. Mas que Paula está linda na capa do álbum, lá isso está. Detalhe: quem assina a capa é Fernanda Villa-Lobos, mulher do guitarrista Dado Villa-Lobos, parceiro e amigo de Paula.

Quinta-feira, 14 Junho, 2007

Caetano usou a mídia e Luana para se promover

Poucos artistas sabem provocar a mídia - e tirar proveito dela - como Caetano Veloso. Suas declarações sobre o caso Luana Piovani alcançaram repercussão nacional. Posso até estar enganado, mas acredito que o velho baiano decidiu se pronunciar durante sua apresentação na Fundição Progresso - admitindo que, sim, a música Um Sonho, foi inspirada na atriz - para atrair as atenções da mídia na noite em que ela, a mídia, estava toda voltada para a estréia de Roberto Carlos no Canecão. Não fossem as estratégicas declarações de Caetano, a gravação do DVD do show não teria tido a grande repercussão que teve, pois o (belo) espetáculo tinha acabado de voltar ao Rio de Janeiro, em minitemporada no Canecão. Quando todos as atenções se voltavam para o novo show de Roberto, que nem é tão novo assim, Caetano dá um passe certeiro e entra na área. Ele sabe fazer seu marketing...

Quarta-feira, 13 Junho, 2007

Roberto tira onda de suas manias na volta ao Canecão

Foto de Mauro Ferreira
"Eu pensei que ninguém ia notar", confessou Roberto Carlos, com ar maroto, após ser aplaudido pela platéia ao cantar pela segunda vez o verso "Se o bem e o mal existem" na música É Preciso Saber Viver. Sim, cada vez mais liberto das manias do T.O.C., o velho Rei esteve maroto, falante e muito bem-humorado na estréia do show que marcou sua volta ao Canecão, depois de 15 anos sem pisar no palco da quarentona cervejaria carioca em que estreou em 1970.
"Fiquei tanto sem vir ao Canecão que eles até pensaram que eu não vinha mais. Encontrei tudo marrom. Ainda bem que eu melhorei", disse o cantor, fazendo piada de suas próprias superstições. É, foi um Roberto renovado que pisou na palco mais importante de sua trajetória - e ele ressaltou isso numerosas vezes em textos ditos ao longo do enxuto show ("Aqui eu me vesti de palhaço e rasguei meu coração") - para reviver as velhas emoções que sua fiel platéia de súditos encara como se fossem novas. Platéia, também ela, velha.
O show Roberto Carlos não é exatamente novo. Mas, nele, o Rei encara as músicas que vinha evitando nos anos em que se deixou dominar pelo T.O.C. - o transtorno obsessivo compulsivo do qual vem se tratando. Tem Ilegal, Imoral ou Engorda - ótimo número que ganha uma pulsação quase de funk pelo sexteto de sopros da banda. Tem Negro Gato, o tema da Jovem Guarda que somente a partir do ano passado passou a figurar novamente no roteiro dos shows do Rei. Mas tem também os números de sempre, todos já obrigatórios. Caso de Emoções, que abre o show com o mesmo arranjo de big-band clonado da gravação original de 1982. Caso também de Detalhes, o número em que o cantor se acompanha ao violão. Roberto não toca muito bem, mas quem se importa com isso?
Roberto Carlos está, de fato, mais solto. Mas nem por isso menos preso às suas convenções. Em Outra Vez, outro número infalível, tudo parece milimetricamente calculado: o suspiro, os olhares, as entonações... A luz já até acende para que o público cante o verso final da canção de Isolda com seu mais ilustre intérprete. Menos obrigatório, mas sempre bem-vindo, é Além do Horizonte, último suspiro soul da obra do artista. Que, claro, reviveu - nostálgico - a época da Jovem Guarda, reafirmou seu amor por Maria Rita e, no fim, antes de encerrar com o gospel Jesus Cristo, enfileirou os hits de sua "fase motel" (Proposta, Seu Corpo, Os seus Botões, Café da Manhã e Cavalgada) para lembrar que, sim, o Rei é de carne e osso...

Terça-feira, 12 Junho, 2007

Uma letra de Nando Reis para os namorados

Já é Dia dos Namorados! Para homenagear todos os apaixonados, escolhi uma letra de Nando Reis, que, cada vez mais, se torna uma espécie de Roberto Carlos do mundo pop. Embalada por uma terna melodia, a letra de Espatódea é uma declaração de amor de Nando a Zoé, sua filha. Entretanto, fora do contexto particular do compositor, pode ser entendida como uma declaração de amor a quem faz nosso coração bater mais forte. Acho que os versos Não sei o quanto o mundo é bão / Mas ele ficou melhor / Desde que você chegou” traduzem de forma singela e sucinta aquela sensação que a gente sente quando alguém especial chega ao nosso mundo, revira a gente do avesso e faz esse mundo parecer mais colorido e mais bonito. Eis a letra de Espatódea, que pode ser ouvida na trilha sonora da novela Paraíso Tropical e nos dois últimos CDs do compositor, Sim e Não (álbum de estúdio) e o recém-lançado Luau MTV, gravado ao vivo:

Minha cor
Minha flor
Minha cara

Quarta estrela
Letras, três
Uma estrada

Não sei se o mundo é bão
Mas ele ficou melhor
Quando você chegou
e perguntou:
Tem lugar pra mim?

Espatódea
Gineceu
Cor de pólen

Sol do dia
Nuvem branca
Sem sardas

Não sei quanto o mundo é bão
Mas ele está melhor
Desde que você chegou
E explicou
O mundo pra mim

Não sei se esse mundo esta são
Mas pro mundo que eu vim já não era
Meu mundo não teria razão
Se não fosse a Zoé

Segunda-feira, 11 Junho, 2007

Pato Fu finaliza seu nono álbum e Cachorro decepciona

Boa notícia para os fãs do Pato Fu: o grupo mineiro já finaliza mais um álbum, o nono de sua discografia. É um CD de inéditas. Vale lembrar que a banda de John e Fernanda Takai vem de um disco muito bom, Toda Cura para Todo Mal. A expectativa é naturalmente grande.
Capa do CD 'Todos os Tempos'
E por falar em grupo de rock, fiquei decepcionado com o quarto disco do Cachorro Grande, Todos os Tempos. Letras pueris e melodias pouco inspiradas apequenam o rock retrô do grupo gaúcho, tido como a bola da vez na cena pop nacional desde que teve seu segundo CD editado na revista Outra Coisa, de Lobão. A magia parece ter se desfeito. O quarto latido da banda é fraco.

Domingo, 10 Junho, 2007

'Você Vai me Destruir' é o hit do CD de Vanessa da Mata

Foto de Jacques Dekequer
Quando escrevi sobre o terceiro CD de Vanessa da Mata, Sim, na minha coluna Estúdio - no Caderno D - ressaltei que o provável grande hit do disco é a faixa Você Vai me Destruir, que embala com arranjo dance uma letra que dialoga de forma inteligente com os clichês da música brega. Pois tenho percebido, em conversas com amigos, que todo mundo adora a música e a elege como uma das preferidas do disco (em muitos casos, a preferida). Posso estar enganado, mas acho que Boa Sorte, a faixa gravada com Ben Harper e eleita pela gravadora Sony BMG para iniciar a promoção do disco, não vai ter fôlego suficiente para estourar Sim. O álbum deverá começar a bombar com remix de Você Vai me Destruir. Pode anotar.

Sexta-feira , 8 Junho, 2007

Show de Simone com Zélia ganha merecido registro

Foto de Vera Donato
De todas as notas que dei hoje na coluna Estúdio, a que me deixou mais feliz foi a da gravação do show que junta Simone e Zélia Duncan pela Biscoito Fino (e o que seria dos fãs de MPB se não fosse a Biscoito Fino?). O espetáculo, lindíssimo, foi criado dentro do projeto Tom Acústico e estreou em São Paulo em agosto do ano passado. No Rio, foi apresentado apenas uma vez, na casa Vivo Rio, em 16 de dezembro (na mesma noite em que Ivete gravava seu DVD no Maracanã). Optei por ver o show de Zélia e Simone. E não me arrependi. A combinação de vozes e estilos resultou muito harmoniosa. O roteiro apresentou algumas surpresas (como Grávida, do repertório de Marina Lima), mas gravitou muito em torno do repertório gravado por Simone de 1977 a 1980. A melhor fase da Cigarra! Fico feliz de saber que vai ter um registro do show em DVD e CD. Tem muito disco ao vivo no mercado, como já reclamei em post recente, mas o show de Simone e Zélia merecia mesmo um registro. E que venha logo!

Quinta-feira, 7 Junho, 2007

Parece que a atriz Marjorie Estiano vai ofuscar a cantora

Divulgação / Universal Music
A estrela de Marjorie Estiano sobe. Mas como atriz. Sucesso na novela Páginas da Vida como Marina, Marjorie vai encarar a empreitada de protagonizar a próxima novela das 20h, Duas Caras. Como atriz, é um salto e tanto. Como cantora, é que acho que sua carreira pode desandar. Ao menos, entrar em compasso de espera. Historicamente, sempre foi difícil conciliar as duas vertentes no Brasil. Fábio Jr. é um exemplo: só engrenou para valer como cantor quando priorizou a música e deixou as novelas em segundo plano (embora nunca tenha deixado de atuar nos folhetins). Marjorie acabou de lançar seu segundo CD, Flores, Amores e Blablablá. Com toda a crise, o primeiro foi um sucesso de vendas. O segundo, para acontecer, precisava de um investimento full time na carreira de cantora - só que sua atuação na linha de frente do próximo folhetim global (com toda a carga de tempo e responsabilidade exigida de uma protagonista de novela das oito) põe inevitavelmente a música em segundo plano na sua vida profissional.

Quarta-feira, 6 Junho, 2007

Vem aí o primeiro álbum da Orquestra Imperial

Capa do CD 'Carnaval Só no Ano que Vem'
Confesso que estou na maior expectativa para ouvir o primeiro álbum da Orquestra Imperial, Carnaval Só no Ano que Vem. Primeiro, porque o repertório é composto por músicas inéditas e, em tempos de regravações e regravações, nada como um disco que mira o futuro. Segundo, porque o EP que precedeu o álbum é muito bom. A big-band carioca é um sucesso de público nos shows. E o EP provou que a orquestra soube transportar seu suingue do palco para o estúdio de gravação. Parece fácil, mas não é. Artistas que funcionam em shows nem sempre funcionam em disco. E vice-versa. Mas parece que a Orquestra se dá bem nos dois. Que venha o disco!

Segunda-feira, 4 Junho, 2007

Erro histórico-musical na novela 'Eterna Magia'

Fã do enredo mágico e mesmo do tom teatral da novela Eterna Magia, tenho identificado um erro histórico-musical na trama das 18h. No capítulo de sábado, e não foi a primeira vez que isso aconteceu na trama situada inicialmente em 1938, a personagem Chiquinha (vivida pela luxuosíssima Cleyde Yáconis) ouvia na Rádio Nacional Segredo na voz de Dalva de Oliveira. Só que o samba-canção de Herivelto Martins e Marino Pinto foi lançado pela cantora em julho de 1947. Falharam os pesquisadores de arte da novela.

Sexta-feira , 1 Junho, 2007

Deckdisc contrata Nação Zumbi

Divulgação / Deckdisc
Notícia quente que vai ser confirmada ainda hoje pela Deckdisc: a gravadora carioca contratou a Nação Zumbi, uma das bandas mais importantes da cena pop nativa. Em julho, o grupo já entra em estúdio para gravar o oitavo título de sua discografia - o quinto na fase pós-Chico Science. Na foto, a banda posa com João Augusto (diretor da companhia) e o produtor Rafael Ramos.

Camelo com Sandy & Junior????!!!!

Arte sobre foto de divulgação
A colunista da Folha de S. Paulo, Mônica Bergamo, informa que Marcelo Camelo e Lulu Santos serão - ao lado da já anunciada Ivete Sangalo - os convidados do Acústico MTV de Sandy & Junior. O nome de Lulu não me causa estranheza, pois o autor de Como uma Onda tem jogo de cintura suficiente para transitar em outras praias. Mas Camelo??? Confesso que seu nome me parece apelação da dupla. E dele por aceitar o convite. O universo do grupo Los Hermanos nada tem a ver com o de Sandy & Junior. Tudo bem, não é o quarteto que vai participar da gravação, mas Camelo como pessoa física. Ainda assim, soa esquisito. Que os irmãos têm muito a ganhar com a presença de Camelo, é certo. Mas o que Camelo tem a ganhar a associar seu nome ao da já desgastada dupla? Definitivamente, não combina com quem não gostava de cantar Anna Júlia nos shows e que recusava convites que não se adequavam ao seu perfil. Vá entender...