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| Mauro Ferreira |
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Tudo o que envolve Maria Rita é cercado de marketing. Mas, aos poucos, o mistério em torno do disco de sambas da cantora - nas lojas em setembro - vai se desfazendo: além da participação da Velha Guarda da Mangueira, o terceiro CD de Rita trará um samba de Gonzaguinha (será provavelmente a única regravação do repertório de inéditas) e música feita por Arlindo Cruz especialmente para a artista.
 Se você já tem os CDs de Marcelo D2, deve passar batido. Mas, para quem quer se iniciar no som do artista, a primeira coletânea de D2, editada na série Perfil, da Som Livre, é boa pedida. Traz os principais hits de sua carreira solo. E, de bônus, duas gravações do Planet Hemp - o grupo que projetou o rapper.
 Com duas horas de show enxuto, o quarteto inglês The Magic Numbers encerrou a primeira noite carioca do festival Indie Rock no Circo Voador. E teve magia sob a velha lona!! A (boa) surpresa foi a releitura do grupo para Crazy in Love, hit de Beyoncé Knowles. Com um rock retrô e melodioso, que lembra The Mamas & the Papas pelos vocais harmoniosos, o quarteto (formado por dois pares de irmãos) satisfez as expectativas.
 Tinha tudo para ser insignificante, mesmo porque os entrevistados são pessoas inexpressivas e porque o material de arquivo é muito pobre, mas, para quem não viveu os anos 80, mas deseja entender a ascensão de Madonna, o documentário Wild Angel - lançado em DVD no Brasil pela ST2 - é boa pedida. A conclusão do filme - de que o sucesso de Madonna é fruto de ardilosa combinação de marketing e talento - pode ser óbvia, mas a narrativa, fluente, reconstitui os passos da diva ao estrelato, chegando até a atual Confessions Tour, com o interessante olhar crítico que somente as biografias não-autorizadas conseguem ter.
 Já está na boca do forno o CD Sandy & Junior Acústico MTV - nas lojas no começo de agosto.O disco tem 20 faixas oficiais. A 21ª, Maria Chiquinha, hit inicial dos irmãos, entrou como faixa escondida ao fim do CD. Eis o repertório:
1. Não Dá Pra Não Pensar 2. Super-Herói (Não é Fácil) 3. A Lenda 4. Nada Vai Me Sufocar 5. No Fundo do Coração (Truly, Madly, Deeply) 6. Inesquecível (Incancellabile) 7. Você Pra Sempre (Inveja) 8. Ilusão 9. Enrosca 10. Quando Você Passa (Turu Turu) (Turuturu) 11. Segue em Frente 12. Abri os Olhos 13. As Quatro Estações 14. Desperdiçou 15. Love Never Fails 16. Alguém Como Você 17. Estranho Jeito de Amar 18. Tudo Pra Você 19. Com Você (I´ll Be There) 20. Cai a Chuva 21. Maria Chiquinha - Faixa escondida
 Um mês depois de Paula Toller lançar seu segundo CD solo, George Israel — saxofonista do Kid Abelha — aproveita o recesso do trio carioca e também apresenta seu segundo trabalho individual, Distorções do meu Jardim, nas lojas em breve, pela gravadora Som Livre. Sucessor de Quatro Letras (2004), o segundo solo de Israel sugere pelo título um disco psicodélico, mas Distorções do meu Jardim é, em essência, um trabalho pop. Sem muitas viagens. Aliás, o pop de Israel nada tem de distorcido. E não é à toa que a música Alguém Como Você será ouvida também no Acústico MTV de Sandy & Junior. A faixa é palatável como A Noite Perfeita, parceria de Israel com Leoni, outro que também tem intimidade com a cartilha pop. E, no caso, não há nenhum demérito no rótulo pop. Se há a psicodelia sugerida pelo título do disco é em Chão de Jardim, a música letrada pelo hermano Marcelo Camelo com versos como “Chão de jardim / Tuas nuvens só pra mim /... / Mar de cetim / Um luar sem fim”. Em outra rota, a viagem parece mais intensa em Curados ao Sol de Copacabana. Nesta faixa, Israel — judeu — exorciza os fantasmas do holocausto da guerra com letra que cita símbolos do Brasil e do Rio de Janeiro (Pão de Açúcar, Bossa Nova, Maracanã, Tropicália e Erasmo Carlos) entre discursos filosóficos de Jorge Mautner, convidado da música, das melhores do CD. Israel compensa o pouco brilho de sua voz com boa sonoridade. Entre canção (Como Você Já É, parceria com Suely Mesquita), tema bem-humorado (Muda) e rock que evoca os melhores momentos do Barão Vermelho (Mina), salta aos ouvidos a releitura bluesy de As Rosas Não Falam. A música de Cartola ganha outra visão, condizente com o título do CD. É saudável distorção de um disco que reúne o grupo Os Britos (projeto paralelo de Israel) na baladona Posso Falar Mais Alto e que termina em alto astral com o positivismo de O Amor que Vem turbinado pelas batidas do DJ Marcelinho da Lua. Há flores no jardim de George Israel...
 Muito barulho por nada. A julgar pela estréia carioca do show Dois Quartos, de Ana Carolina, na noite de ontem, não havia motivo para tanto tititi virtual entre o público da artista por conta de um tom supostamente obsceno do início do espetáculo. Dirigida com requinte por Monique Gardenberg, a cantora apresentou um show até comportado. Os vídeos de carinho lésbico exibidos em Eu Comi a Madona são tão inocentes que poderiam passar na Sessão da Tarde. Foi o único momento mais quente de um show cujo calor veio sobretudo da platéia turbinada por fãs fiéis. O roteiro reeditou a irregularidade do disco duplo que batiza e inspira o show. Mas houve bons momentos, como o samba Cabide e Eu que Não Sei Nada do Mar. A propósito, Ana tem dado suas melhores músicas para outros intérpretes. Sinal de generosidade, mas, se tivessem entrado no CD Dois Quartos, as duas músicas citadas jogariam o álbum para cima.
Já está no forno da gravadora Biscoito Fino o CD Carioca ao Vivo, que traz o registro integral do último show de Chico Buarque. Vai ser lançado ainda este mês. Na seqüência, chega às lojas o DVD - o primeiro em que o compositor apresenta o registro puro e simples de um show, sem o tom documental de seus vídeos anteriores.Mas ambos têm áudios distintos. O do CD foi gravado na temporada feita por Chico no Canecão, no Rio, em janeiro e fevereiro de 2007. O DVD foi filmado em outubro de 2006, na casa Tom Brasil, em São Paulo.
 A foto acima é um flagrante da filmagem do clipe de Seus Passos, a nova música de trabalho do CD Carrossel, do Skank. No vídeo, Samuel Rosa, vocalista da banda, caminha por uma Belo Horizonte grafitada pelo artista plástico André Gonzaga, conceituado nas Gerais. A direção do clipe é de Conrado Almada, que já ganhou prêmio com clipe do Pato Fu no VMB de 2003.
 Roberta Sá sobe nesta terça-feira ao palco do Canecão em show dividido com Rodrigo Maranhão, ótimo compositor, autor do Samba de um Minuto, uma das músicas do não menos ótimo segundo CD da cantora, Que Belo e Estranho Dia para se Ter Alegria, nas lojas em agosto pelo selo MP,B (Maior Prazer, Brasil). Eles, a propósito, vão cantar o samba juntos. O show é às 20h30m e será aberto por Rodrigo. A apresentação de Roberta vai adiantar algumas pérolas que ela registrou no novo disco - como Alô Fevereiro, samba de Sidney Miller - mas não é, ainda, o show de lançamento de seu segundo álbum, que eu já ouvi e garanto: é tão bom quanto Braseiro, o estupendo primeiro CD de Roberta, editado em 2005.
Aproveitando o recesso por tempo indeterminado do grupo Los Hermanos, Marcelo Camelo encontrou tempo para ser o mais novo parceiro de George Israel, saxofonista do Kid Abelha. Camelo é o autor da letra de Chão de Jardim, faixa do segundo CD solo de Israel, Distorções do meu Jardim, nas lojas ainda este mês via Som Livre.
 Compositora dona de melodias moldadas com refinamento jobiniano, Sueli Costa sempre teve sua obra valorizada por três cantoras em especial: Maria Bethânia, Nana Caymmi e Simone. E não é por acaso que as três puseram suas vozes em músicas de Amor Blue, o novo CD de inéditas da artista, lançado esta semana e já à venda em algumas poucas lojas como a Modern Sound, em Copacabana. Sétimo álbum da compositora, Amor Blue é o sucessor de Minha Arte (2000) e reafirma a inspiração da autora de Jura Secreta. Compositora e pianista de limitados recursos vocais, Sueli arregimentou intérpretes para cantar seis das 12 músicas de Amor Blue. A faixa-título, por exemplo, evoca a suavidade da velha bossa na voz de Celso Fonseca. Mas é a própria Sueli que defende Bem-Vindo - a pérola deste CD, letrada por Paulo Mendonça - e Elizeth, samba feito pela compositora (desta vez, sozinha) em tributo a Elizeth Cardoso (1920 - 1990). Produzido por Fernanda Cunha, sobrinha de Sueli e cantora que entoa com segurança a faixa Luz da Esperança, o CD Amor Blue tem o clima romântico (de eventual melancolia) que caracteriza a música de Sueli, que normalmente se cerca de letristas poetas. Daí sua sintonia com Bethânia, Nana e Simone. Se Bethânia interpreta Sim, Sei Bem, poema de Fernando Pessoa musicado por Sueli, Nana solta a voz derramada na abolerada Cantiga do Vento. Já Simone - que gravou obras-primas da compositora como Face a Face e Alma — reafirma o bom momento ao entoar a sensual Porque te Amo. Amor Blue tem o clima esfumaçado de uma boate, de um piano-bar. E, nesse contexto, saltam aos ouvidos a beleza e a poesia de músicas como Outra Vez, Nunca Mais, parceria da artista com Abel Silva. Aliás, do leque de parceiros, constam Fausto Nilo (Meu Gato que Ri), Ana Terra ( o samba-canção Quem Ama Sabe), Paulo César Pinheiro (Calma, na voz de Daniel Gonzaga) e a jornalista Ana Maria Bahiana (afiada em Sem Mistério). Enfim, um disco sensível. Como todos da obra de Sueli Costa, carioca de alma mineira que domina a arte de criar a canção brasileira.
 Sem querer ser bairrista, acho que o Rio está pouco representado na trilha oficial do Pan - editada pela Som Livre em CD que será lançado hoje na cerimônia de abertura dos jogos. O tema principal, Viva Essa Energia, é assinado por um artista talentoso que é a cara de São Paulo: Arnaldo Antunes (em parceria com Liminha). Ao menos, o tribalista gravou a música em dueto com Ana Costa. Outra paulista, a superestimada cantora Céu, é a intérprete de Wave, de Tom Jobim. Já o choro Brasileirinho ressurge no toque virtuoso do baiano Armandinho. Sem falar na presença do grupo pernambucano Cordel do Fogo Encantado, que defende Foguete de Reis no disco. Enfim, o Rio sedia o Pan, mas a trilha da competição não tem cara muito carioca, não. Algo parece ter desafinado.
 Como tenho visto alguns capítulos da novela Sete Pecados, pensei ter ouvido uma música de Ana Carolina na trilha da história. Nada, afinal, tão surpreendente, pois Ana é figurinha fácil em trilhas de novelas globais. Mas, não, não era a voz de Ana. É Isabella Taviani a intérprete de Luxúria, uma das músicas inspiradas na trama e gravadas especialmente para a trilha. Enfim, Taviani ainda lembra muito Ana. Esta, quando surgiu, também lembrava Cássia Eller, mas logo encontrou seu estilo e seu caminho. Com Taviani, que já está partindo para o terceiro CD, isso parece não ter acontecido...
Acabo de ver o documentário Fabricando Tom Zé, que Décio Matos Jr. concebeu e dirigiu. Perdera o filme no Festival do Rio do ano passado, dividido entre tantos outros filmes, mas, enfim, pude vê-lo na pré-estréia que rolou na noite desta terça-feira no Odeon. E constatei que os elogios que escutara são justos, justíssimos. Décio fez um documentário que mostra as qualidades de Tom Zé sem cair nos elogios-clichês. É bem verdade que os depoimentos espontâneos e sem meias-palavras do artista - do tipo que não fica fazendo tipo frente às câmeras - contribuem muito para o excelente resultado do filme. A estréia nos cinemas é na sexta-feira. Não percam!
Há cantoras excelentes que nem sempre constroem uma discografia compatível com a excelência de seu canto. Jane Duboc, na minha opinião, é uma delas. Por isso mesmo, fiquei imensamente feliz ao ouvir Uma Porção de Marias, CD recém-lançado pela Biscoito Fino e dividido por Jane com o violonista Arismar do Espírito Santo. A idéia nem é original: a dupla reúne sambas e sambas-canções (a maioria dos anos 30 e 40) que retratam mulheres em suas letras. Mas a voz de Jane soa bela e livre como poucas vezes soou em disco. Recomendo.
Para quem ainda não conhece Eduardo Rangel, Pedro Luís apresenta hoje em seu programa Destino Brasil Música - Um Outro Som (Canal Brasil, 21h) a vida e a música do artista, com foco no recém-lançado CD gravado pelo cantor e compositor com a Orquestra Filarmônica de Brasília. No repertório do disco, a emblemática Carinhoso e Unicórnio, do compositor cubano Silvio Rodriguez. Rangel é bem conhecido em Brasília e precisa ser mais ouvido em outras regiões do Brasil. Fica a dica. Em tempo: rola reprise amanhã, às 16h.
 Tudo bem que o Prêmio Multishow é dado pelo voto popular, mas não dá para levar a muito sério um prêmio em que Rogério Flausino é eleito o Melhor Cantor, que CPM 22 leva o troféu de Melhor DVD e que o show populista de Ivete Sangalo - ovacionada dentro e fora do Theatro Municipal, em mais uma prova de sua imensa popularidade - derrota o Cê, de Caetano Veloso. Tanto que nem fez muito sentido a bela homenagem a Chico Science, cujo trabalho sempre destou do tom populista do prêmio, dominado por fãs-clubes.
Enquanto esperava alguns amigos na entrada do Theatro Municipal do Rio, para que assistíssemos juntos à cerimônia de entrega do 14º Prêmio Multishow de Música Brasileira, pude acompanhar o comportamento dos artistas que chegavam diante da legião de anônimos que ansiava por um aperto de mão ou mesmo por um aceno. Se as musas do axé Cláudia Leitte e Ivete Sangalo fizeram a linha 'sou do povo' e desceram para cumprimentar os fãs, Falcão, do Rappa, passou batido, alheio aos que chamavam por seu nome. Terminou subindo as escadas do Municipal aos gritos de 'Esnobe! Esnobe!'. Nada a ver com a postura social do Rappa...
Parece que Mauro Sta. Cecília é muito querido por seus parceiros. Ao menos, vários deles (Frejat, Rodrigo Pinto, Maurício Barros, Sideral) prestigiaram na noite de ontem o lançamento do primeiro romance do letrista de Por Você, Cão de Cabelo. Rolou canjas no palco armado em frente à filial do Leblon da Livraria da Travessa. Hyldon e Jota Quest também estiveram presentes.
Ainda o show Universo Particular: Marisa Monte incluiu uma música que tem sido a sensação na volta do espetáculo ao Rio de Janeiro. Mas que quase ninguém conhece. Trata-se de Pedindo pra Voltar. Parceria de Carlinhos Brown com Alain Tavares, a música brinca com os clichês dos temas sentimentais latinos. Foi gravada pela Timbalada em seu último CD, Alegria Original, e já tinha sido cantada pela própria Marisa no show feito pela cantora com o compositor Gustavo Santaolalla.
 Aviso aos navegantes que adoram bater um tambor: Rita Ribeiro volta a fazer sua Tecnomacumba no Rio. Vai ser quarta-feira, no Canecão, com direito às participações de Alcione (em Tambor de Crioula), Beth Carvalho (em Coisa da Antiga) e Ney Matogrosso (em Babá Alapalá). O cultuado show de Rita já virou quase um ritual. E vai chegar, enfim, ao DVD.
O grupo Som da Rua comunicou oficialmente a suspensão de suas atividades no início da noite desta segunda-feira. O quinteto tentava a fama com seu primeiro CD, Músicas para Violão e Guitarra, quando foi surpreendido com a morte precoce do vocalista Liô Mariz num acidente de carro. Liô era o principal compositor do grupo, que ainda tentou ir em frente com outro vocalista - selecionado em testes - mas divergências ideológicas e musicais interromperam a trajetória da banda.
Mais um golpe foi desferido contra o CD, que já tem sua morte anunciada por vários especialistas da indústria fonográfica (pessoalmente, acredito que ele vá resistir, mas não como a mídia principal que rege o consumo de música). E o novo golpe partiu de ninguém menos do que Prince: o artista decidiu distribuir seu novo álbum de graça na Inglaterra. Isso mesmo: Planet Earth virá encartado numa edição do jornal britânico The Mail on Sunday. E, ainda assim, se você não quiser pagar pelo jornal, basta comprar ingresso para um show de Prince em Londres para receber o CD como brinde. Será que a moda pega por aqui? Não acredito...
Ana Carolina é uma das atrações confirmadas no 14º Prêmio Multishow de Música Brasileira, que acontece nesta terça-feira, no Theatro Municipal do Rio. Em sua primeira apresentação pública desde a controvertida estréia do show Dois Quartos em Minas Gerais, a cantora vai apresentar justamente um dos números mais polêmicos do espetáculo, Eu Comi a Madona. É provável que a música seja apresentada sem vídeos eróticos ou gestos supostamente obscenos, já que a cerimômia estará sendo transmitida ao vivo pelo canal, mas nunca se sabe... Fotógrafos devem ficar atentos...
Filho de João Nogueira, Diogo Nogueira é a nova aposta da EMI. Vai estrear no mercado gravando DVD e CD ao vivo - estratégia que considero questionável. Seja como for, anote na agenda se morar no Rio: a gravação vai acontecer na quarta e na quinta-feira, no Teatro João Caetano, com participação de Marcelo D2. No roteiro, algumas inéditas do rapaz (um dos autores do belo samba apresentado pela Portela no último Carnaval) e sucessos do pai (Nó na Madeira, Espelho, O Poder da Criação). Lançamento previsto para setembro.
 Difícil descrever a atmosfera de encantamento que tomou conta da platéia que testemunhou a volta do show de Marisa Monte, Universo Particular, ao Rio, na noite de sábado. O espetáculo - dos mais belos e refinados já apresentados em palcos brasileiros - está azeitadíssimo. Mais solto e mais pop, mas sem prejuízo da estética cool que me encanta desde a estréia nacional, em Curitiba, em abril do ano passado. E a apresentação de ontem na casa Vivo Rio foi especial porque acabou aos primeiros minutos deste domingo, 1º de julho, data em que Marisa completa 40 anos. Claro que rolou Parabéns pra Você em cena com palmas da platéia de fãs e amigos. P.S. 1: Como Marisa está cantando bem! Eu Sei (Na Mira), por exemplo, aparece no palco com mais charme do que no registro de estúdio. P.S. 2: Aviso aos navegantes que já viram o show: há ligeira mudança no roteiro, com a inclusão de músicas como Dança da Solidão, Beija Eu, Já Sei Namorar, Amor, I Love You etc.
Fãs de Roberta Sá vão precisar controlar a ansiedade: houve um pequeno atraso no lançamento do segundo CD da cantora, Que Belo e Estranho Dia para se Ter Alegria, previsto inicialmente para julho. Segundo a própria Roberta me disse ontem na reestréia do show de Marisa Monte, na casa Vivo Rio, o lançamento do disco passou para agosto. Mas garanto que ninguém perde por esperar. O disco é tão bom quanto Braseiro. E, além do mais, a ansiedade pode ser amenizada com uma ida ao Canecão, em 17 de julho, quando a cantora fará show na quarentona cervejaria.
Uma dica para cariocas: rola nesta segunda-feira, 2 de julho, na Livraria da Travessa do Leblon, a partir das 20h, o lançamento do livro Cão de Cabelo. Trata-se do primeiro romance do letrista Mauro Sta. Cecília. Para quem não liga o nome à música, ele é autor dos versos de Por Amor, balada que fez sucesso com o grupo Barão Vermelho no fim dos anos 90. Pois Cecília estréia no gênero romance contando a história de Lelo Costa, compositor que conhece o céu e o inferno do universo pop a partir do sucesso de sua canção A Chave do seu Coração. O escritor mostra como o apogeu instântaneo no mundo da música quase sempre vem seguido de uma queda ainda mais rápida. Detalhe: no lançamento do livro, editado pela Língua Geral, vai rolar pocket-show com músicos amigos do autor. É na segunda, às 20h.
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