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Mauro Ferreira

Quinta-feira, 31 Janeiro, 2008

Vem aí coletânea de Ivete na série 'Perfil'

Capa da coletânea 'Perfil Ivete Sangalo' A indústria do disco funciona a todo vapor para explorar o êxito fenomenal de Ivete Sangalo - a artista que mais vendeu CD e DVD em 2007. A Som Livre vai lançar na próxima semana uma coletânea da cantora na série Perfil. Como aconteceu com as compilações dedicadas a Ana Carolina e Adriana Calcanhotto na mesma série, é provável que o CD se torne um dos campeões de vendas de 2008.

Quarta-feira, 30 Janeiro, 2008

Cláudia Leitte inicia carreira solo em Copacabana

Divulgação / Washington Possato
De olho num bis do sucesso retumbante da gravação ao vivo feita por Ivete Sangalo no Maracanã, a gravadora Universal Music bateu o martelo: o registro do show que seria feito pelo Babado Novo em 17 de fevereiro na Praia de Copacabana vai marcar o início da carreira solo de Cláudia Leitte, que a companhia espera transformar numa nova Ivete. Ou seja, está tudo de pé, mas não se trata mais do show de despedida do Babado e, sim, da primeira gravação solo da vocalista do grupo baiano.

Terça-feira, 29 Janeiro, 2008

Marisa abre Carnaval do Recife com Naná

Divulgação / EMI Music Notícia para foliões fãs de Marisa Monte: a cantora vai abrir o Carnaval do Recife nesta sexta-feira, 1º de fevereiro. Na companhia do percussionista Naná Vasconcellos e de cerca de 500 integrantes de grupos de maracatu, a cantora vai interpretar seis músicas. Entre elas, o Maracatu Atômico de Jorge Mautner e Nelson Jacobina, celebrizado nos anos 70 na voz de Gilberto Gil.

Segunda-feira, 28 Janeiro, 2008

Volta às lojas o belo acústico de Moraes Moreira

Capa do 'Acústico MTV' de Moraes Moreira A marca da série Acústico MTV ficou tão desgastada nos últimos anos, por conta de seu uso abusivo, que já nem desperta mais curiosidade. Mas fiquei feliz com a notícia de que a EMI vai reeditar o acústico de Moraes Moreira, gravado pelo velho baiano em 1995 quando ainda não era moda usar o banquinho da MTV como bote salva-vidas de carreiras e artistas que estão afundando no mercado do disco. O projeto de Moraes foi um dos melhores da série e merecia mesmo uma reedição. E tomara que o DVD, formato inexistente na época, seja relançado com capricho e critério.

Domingo, 27 Janeiro, 2008

Considerações sobre o show de Paralamas e Titãs

Foto de Mauro Ferreira
Mesmo ainda cansado por conta da maratona baiana, acabei assistindo a mais um show em pé. Desta vez, no Rio. A turnê 25 Anos de Rock juntou Titãs e Paralamas no palco da Marina da Glória na noite de ontem. Algumas considerações sobre o show, que sai em DVD em abril:

1. No palco, rola química entre as duas bandas. O entrosamento é total e garante um show incendiário.

2. Arnaldo Antunes faz falta aos Titãs. Ele se reintegrou rapidamente à banda para cantar Comida e Lugar Nenhum. E pareceu que nunca saiu do grupo. Arrasou!

3. A propósito, pegou muito mal chamar Arnaldo e não convocar Nando Reis. Afinal, Nando fez parte da banda por quase 20 anos. Ficou a impressão de que as feridas pela saída de Nando dos Titãs ainda estão abertas...

4. Os simultâneos solos de bateria de João Barone e Charles Gavin em Cabeça Dinossauro já valeriam o show.

5. Lourinha Bombril soou como um hit do Skank por conta da participação de Samuel Rosa, voz do grupo mineiro.

6. Mesmo com uma forte divulgação, o público ocupou menos da metade da Marina da Glória. Mas foi um público caloroso, que respondeu muito bem aos comandos dos músicos e cantou todos os hits. Vai dar belo DVD.

7. Sérgio Britto parece querer ser o bandleader dos Titãs.

Sábado, 26 Janeiro, 2008

Encontro carioca entre Titãs e Paralamas tem Samuel

Divulgação / Caroline Bittencourt
De volta ao Rio, depois de miniférias na Bahia, começo a retomar minha habitual maratona musical e teatral. Hoje rola o show que reúne Paralamas do Sucesso e Titãs na Marina da Glória. Vai ser gravado para gerar CD e DVD previstos para abril. Samuel Rosa, o cantor do Skank, vai se juntar às bandas em Lourinha Bombril e em O Beco. Volto ao assunto amanhã para contar como foi o show.

Sexta-feira , 25 Janeiro, 2008

Selma Reis 'tá voltando' para a MPB

Divulgação / Marcelo Faustini
Ok, Selma Reis tem transitado bem pela seara das árias e temas sacros. Mas fiquei feliz com a notícia de que a cantora vai gravar este ano um disco duplo dedicado à obra de Paulo César Pinheiro, um grande compositor que nunca foi reconhecido na proporção de seu talento. Já soube que o repertório vai incluir os sambas Tô Voltando - lançado por Simone em 1979 no antológico LP Pedaços - e Vou Deitar e Rolar, gravado por Elis Regina em 1970 no LP Em Pleno Verão. Torço para que Selma grave um bom disco à altura de seu começo de carreira. A propósito, já que a cantora agora tem seu selo, seria providencial a reedição de seu primeiro disco, editado em 1987 de forma independente. Este disco nunca foi lançado em CD.

Quinta-feira, 24 Janeiro, 2008

Pirataria de CDs e DVDs é ágil na Bahia

Divulgação
Ainda a Bahia: a transmissão do Festival de Verão de Salvador por emissoras baianas de rádio e televisão faz a festa dos fabricantes de CDs e DVDs piratas. Resultado: os áudios e as imagens dos shows são gravados por eles e transformados em discos, vendidos dias depois do festival em camelôs. É possível comprar um DVD por R$ 5 e um CD por R$ 3. Já tem gravações piratas dos shows de Daniela Mercury (muito elogiado) e Ivete Sangalo (muito criticado). Um amigo foi perguntar se tinha o de Margareth Menezes e a resposta do camelô foi curta e grossa: 'tem não. Essa aí não vende muito". Maga pode até não vender muito disco, mas seu vozeirão caloroso eletriza a massa. Nunca me canso de ver seus shows.

Quarta-feira, 23 Janeiro, 2008

Roberto Carlos no Pelourinho!!!

Foto de Mauro Ferreira Meu Rei, você já imaginou ouvir um sucesso religioso de Roberto Carlos cantado em missa realizada em igreja do Pelourinho (Salvador, BA) e acompanhado por um baticum afro-baiano? Eu não. Mas ouvi Nossa Senhora com batuque afro na noite de terça-feira ao passar na porta dessa igreja rumo ao show que Gerônimo, o grande compositor baiano, fazia nas escadas em que foram filmadas o filme O Pagador de Promessas. Meu Rei, o Pelourinho está fervendo neste verão. É muito show (terça à noite tinha também Jauperi e Armandinho no largo em que fica a Fundação Casa de Jorge Amado), muito evento, muita gente circulando por aqueles becos e ladeiras de grande axé. Luxo só! Salvador se agita para o Carnaval que vai começar já na semana que vem.

Terça-feira, 22 Janeiro, 2008

Faltou bom senso a Marisa e a Arnaldo

Foto de Osmar Gama
Ainda sobre a questão das vaias recebidas pelos Tribalistas no Sarau du Brown: é fato que Arnaldo Antunes e Marisa Monte não tinham o compromisso de fazer um show do grupo (essa nunca foi a intenção, embora parte da mídia baiana tenha propagado isso), mas faltou bom senso aos dois. Faltou um entendimento da política que rege os eventos musicais em Salvador. Se tivessem cantado umas quatro ou cinco músicas, não teria ficado um gosto de decepção no ar. Faltou a Marisa e a Arnaldo entender a gostosa informalidade que move os shows nesta terra deliciosa. Eles foram formais demais num evento que pedia um pouco mais de despreendimento. Marisa e Arnaldo não têm culpa da expectativa criada, mas que podiam ter improvisado um ou dois números além das duas músicas ensaiadas, lá isso podiam... Teria sido melhor para todo mundo.

Segunda-feira, 21 Janeiro, 2008

Vaias para os Tribalistas em Salvador

Foto de Mauro Ferreira
Salvador (BA) - O verão baiano esquentou na noite de domingo. Começou sob fortes aplausos, mas terminou em vaias, a primeira apresentação dos Tribalistas em evento aberto ao público (Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte já tinham se reunido em 2007 na gravação ao vivo do primeiro DVD do ex-Titãs). O público que lotou o Sarau du Brown - o evento que acontece nos verões baianos no Museu Du Ritmo - não se satisfez com a brevidade da burocrática apresentação dos Tribalistas, cuja participação no sarau chegou a ser anunciada na mídia baiana como um show. E muitos pagaram por ele...

Brown improvisou uma versão de Pra Ser Sincero - música do CD Infinito Particular, de Marisa Monte - para anunciar a entrada da cantora e de Arnaldo no palco do Sarau. Ao fim do número, os dois apareceram e se abraçaram a Brown debaixo de aplausos da platéia. Depois, com o timbaleiro na percussão e Marisa no violão, o trio cantou Velha Infância (com direito aos improvisos vocais do final experimentados por Marisa na turnê do show Universo Particular) e Já Sei Namorar. Era para ter acabado ali com uma declaração de amor de Brown aos dois amigos e parceiros ("Todo mundo percebe que a gente se ama. Nem preciso dizer isso, mas eu te amo, Marisa. Eu te amo, Arnaldo"). Porém, já percebendo a insatisfação do público, Marisa puxou até uma versão de Amor, I Love You. Só que ela não levou adiante a música e saiu do palco, levando Arnaldo. Foi quando começaram as vaias.

Diante de tanta vaia, Brown se saiu com um discurso que irritaria muitos. "A gente tem que compreender o que nos é dado. Cada um só tem o que merece. Nós nunca nos apresentamos juntos. É nossa primeira vez. Vocês são testemunhas de uma noite especial. Eles estão de férias. Sou o único que está trabalhando", alegou Brown, chamando Dadi e o guitarrista Armandinho para o centro do palco. Os ânimos já estavam menos exaltados. Mas Dadi esfriou ainda mais a platéia com música de seu primeiro CD solo. Armandinho, mais esperto, animou a galera ao som do hit Chame Gente. Mas parte do público foi embora quando Arnaldo e Marisa saíram do palco. Já estava claro que não iria rolar um possível bis, com todos juntos - inclusive Margareth Menezes, que contagiou o público com explosiva participação no Sarau du Brown. Ficou no ar, contudo, um gosto de decepção por conta do tom burocrático da mini-apresentação dos Tribalistas. Histórica, apesar de breve e da falta de jogo de cintura.

Domingo, 20 Janeiro, 2008

Chico e Jacob no primeiro disco solo de Caldi

Capa do CD 'Festeiro' Para quem curte música instrumental, uma dica: está saindo o primeiro disco solo de Alexandre Caldi, saxofonista e flautista que integra os grupos LiberTango (que lançou lindo CD em torno da obra de Astor Piazzolla), Garrafieira e Sembatuta. O solo de Caldi se chama Festeiro, sai pelo selo Delira Música e traz no repertório músicas de Chico Buarque (Deixa a Menina) e Jacob do Bandolim (Receita de Samba). Além de tocar temas alheios, o ótimo músico se apresenta como autor em faixas autorais como Salsamba, Forró da Olívia e Quase Portenho. Seu irmão, o pianista e acordeonista Marcelo Caldi, toca no CD.

Sábado, 19 Janeiro, 2008

Rita Lee faz picnic no Rio com pique e humor

Foto de Mauro Ferreira
Rita Lee é cabra da peste. Não é que, na estréia de seu show Picnic, ontem à noite no Canecão, a roqueira pegou um triângulo, pôs um chapéu de cangaceiro na cabeça e apresentou um hit dos Beatles em ritmo de forró??! I Want to Hold your Hand se chama O Bode e a Cabra na versão antiga de Renato (dos seus Blue Caps). A rigor, o número nem é novo, pois a versão já era cantada por Rita em seu show Yê-Yê-Yê de Bamba, mas passou como se fosse novo. Pois vovó Rita sabe contar histórias em cena para entreter seus netinhos. E não foi diferente em Picnic. A roqueira já até fez shows melhores e mais originais. Contudo, o espetáculo é bem legal e reafirma seu pique, invejável para os 60 anos completados em 31 de dezembro.
O Picnic foi armado em esquema hi-tech, com a infra do empresário Manoel Poladian. Projeções garantiram belos efeitos visuais. Agraciada com o título de Cidadã Carioca, Rita afagou o ego dos admiradores do Rio de Janeiro e saiu de cena ao som da marcha Cidade Maravilhosa. As duas músicas novas, a balada Dinheiro e o rock Tão, não empolgaram. Em compensação, a platéia cantou a plenos pulmões hits como Doce Vampiro, Ovelha Negra e Lança Perfume (emendada com a marchinha Chiquita Bacana).
Sempre espirituosa, Rita tirou sarro dos dissabores da velhice que se aproxima ("Tem um oftalmologista na platéia? E um fisioterapeuta?"), fez discurso contra os absurdos de 2007 (citando o político Renan Calheiros) e apresentou com orgulho a família, representada no palco pelos guitarristas Roberto de Carvalho e Beto Lee.
As duas vocalistas - Débora Reis e Rita Kfouri - deram show à parte com Rita em Vingativa, número debochado inspirado no gestual das Frenéticas. Com perucas black power, o trio também surpreendeu em Corre-Corre. Enfim, Picnic é mais um show performático de Rita Lee. A voz é pequena, mas a irreverência e o pique são grandes.

Sexta-feira , 18 Janeiro, 2008

Será que João Estrella vai fazer nome como cantor?

Divulgação / EMI Music A EMI está divulgando com todo alarde que vai lançar em fevereiro o primeiro CD de João Guilherme Estrella, o ex-traficante que tem sua vida contada no filme Meu Nome Não É Johnny, o maior sucesso do cinema brasileiro neste início de ano. O disco vai chegar às lojas badalado pelo êxito do longa - não por acaso, seu título, Meu Nome É João Estrella, pega carona no filme - e com música na novela. A faixa Madrugada está na trilha de Beleza Pura, próximo folhetim global das 19h. Não ouvi o disco e, portanto, não posso fazer juízo da música de Estrella. Mas tenho dúvidas se ele fará seu nome na música somente porque seu disco sai no embalo de um filme de grande bilheteria. Por mais absurdo que pareça, a aposta da EMI em João Estrella me lembra a tentativa frustrada da Sony Music de emplacar Tiazinha no mercado fonográfico. Na época, Tiazinha era um fenômeno de público em todo o Brasil. A Sony resolveu bancar o CD da moça. E nada aconteceu, obviamente. Claro que Estrella tem bagagem como produtor musical e não pode ser comparado a Tiazinha. Mas me lembrei desse marketing frustrado apenas porque, acredito, um filme de sucesso não é capaz, por si só, de fazer de Estrella um cantor e um compositor de sucesso.

Quinta-feira, 17 Janeiro, 2008

As duas caras de Celso Fonseca

Divulgação Celso Fonseca foi a atração que inaugurou a abertura do Texas Bar, o espaço de shows da novela Duas Caras. No capítulo de ontem, ele cantou Você Não Entende Nada, o apagado cover da música de Caetano Veloso com o qual está promovendo seu novo CD, Feriado. Neste disco, no qual arrisca até releitura de funk de MC Leozinho (Ela Só Pensa em Beijar), Celso tenta dar cara mais popular a seu trabalho para conquistar sucesso comercial (ele faz parte do time incensado pelos críticos, mas ignorado pelo chamado grande público). Sei não... Prefiro a cara mais sofisticada do som de Celso - aquela faceta exibida nos bons discos que gravou em dupla com Ronaldo Bastos. E, vamos combinar, Celso não tem carisma em cena. Sua tímida aparição em Duas Caras deixou isso claro. Não acho que a novela vá dar alguma popularidade ao cantor. Mas que o tal Texas Bar estreou mal, lá isso estreou...

Quarta-feira, 16 Janeiro, 2008

Dudu anima gravação de espontaneidade ensaiada

Divulgação / Washington Possato
Taí um flagrante da gravação ao vivo do novo DVD e CD do Dudu Nobre. Com seu padrinho Zeca Pagodinho, Dudu cantou o samba Velho Ditado que Zeca lançou em 1996 e Dudu regravou em 2006. Depois de fazer o número duas vezes, Zeca, brincalhão, perguntou ao produtor Rildo Hora se podia voltar para sua garrafa. Foi liberado, mas depois teve que voltar é para o palco, para gravar um terceiro take do dueto com o afilhado. A gravação rolou ontem à noite em clima de ensaiada descontração no Universal Up, o espaço de shows da gravadora Universal Music. Ainda estranha no ninho do pagode suburbano, Roberta Sá confirmou seu talento, cantando Quem É Ela? com Dudu. Martinho da Vila pegou o pandeiro para entoar Chora Viola. Almir Guineto, com voz cansada, compareceu no medley que uniu Viola de Maçaranduba e Mocotó com Pimenta. Já Nei Lopes reviveu seu samba Tempo de Dondon. Dudu, descontraído, animou a gravação com tiradas espirituosas, disfarçando o clima de espontaneidade ensaiada que rege registros do gênero. A platéia de convidados também ajudou, marcando o ritmo dos partidos na palma da mão. Rildo Hora comandou tudo e ainda tocou gaita em sambas como Moro na Roça. CD e DVD saem já em abril.

Terça-feira, 15 Janeiro, 2008

Dudu arma sua roda com Zeca, Roberta, Almir e Nei

Divulgação / Universal Music Roberta Sá, Nei Lopes, Almir Guineto, Zeca Pagodinho e Martinho da Vila são os ótimos convidados do CD e DVD que Dudu Nobre (foto) vai gravar ao vivo numa roda de samba armada nesta terça-feira no Universal Up - o espaço reservado para shows na sede carioca da gravadora Universal Music. Parceria de Dudu e Almir Guineto, Que Mundo É Esse? é uma das três músicas inéditas do repertório, que inclui Patrão Prenda seu Gado (Donga, Pixinguinha e João da Baiana) e Viola de Maçaranduba - além de pot-pourri com três sambas de Candeia (Gamação, Peixeiro Granfino e Sinhá, Sinhá). A idéia do projeto - propagada pela Universal em seus boletins informativos - é de que se trata de tributo ao partido alto. CD e DVD têm lançamento agendado para abril.

Segunda-feira, 14 Janeiro, 2008

Suzano e Ramil tocam no Rival

Divulgação
Dica de show para cariocas: nesta terça-feira, tem show de Marcos Suzano com Vítor Ramil no Teatro Rival. O roteiro está estruturado em torno do grande CD Satolep Sambatown, um dos melhores discos de 2007. Não vou poder ir, mas recomendo. A dupla está entrosada.

Domingo, 13 Janeiro, 2008

Beatles num Céu de Diamantes

Divulgação
Fora o show de Djavan, a semana tem sido de intensa maratona teatral. Entre as peças que conferi (Por uma Vida Menos Ordinária, Dom Quixote de Lugar Nenhum e Beatles num Céu de Diamantes), o espetáculo de Claudio Botelho e Charles Möeller em torno do cancioneiro dos Beatles merece um registro especial neste blog musical. Da mesma forma que o filme Across the Universe inseriu o repertório dos Fab Four em narrativa de amor e política, a dupla teatralizou os clássicos dos Beatles num musical sem textos. As músicas se encarregam de construir a narrativa. Vale a pena ver. O time de onze cantores-atores é dez. Com destaques para Gottsha (arrasando em Here, There and Everywhere), Kacau Gomes (brilhando num solo de Something) e Marya Bravo (arrebatadora em While my Guitar Gently Weeps). É no Sesc-Copacabana.

P.S. de 14 de janeiro: - Fechando a maratona teatral da semana, fui ver O Baile, musical que acabei não vendo no ano passado. Um roteiro eclético conta, apenas através de música e dança, mais de 30 anos da história recente do Brasil. Está no Teatro João Caetano. Fica a dica.

Sábado, 12 Janeiro, 2008

Um grande show de Djavan

Foto de Mauro Ferreira Antes tarde do que nunca, eis um flagrante de Djavan no show Matizes, em cartaz até amanhã no Citibank Hall carioca. Não via um show do cantor há bastante tempo e não me arrependi de ter ido à distante (para quem mora na Zona Sul do Rio) casa da Barra da Tijuca. Matizes é um grande show do artista, que soube equilibrar bem as músicas do novo disco com os sucessos que seu público quer ouvir (Oceano, Eu te Devoro, Flor de Lis, Se.. etc). A banda está azeitada e exibe um trio de metais com presença destacada. A surpresa maior foi La Leyenda del Tiempo, um texto de Garcia Lorca musicado por Ricardo Panchon. Mas foi muito bom também reouvir Faltando um Pedaço (o que me levou a ouvir em casa a gravação de Gal Costa, de 1981). E somente o solo de trompete de Walmir Gil em Oceano já valeria a ida ao show. Mas alguém, além da crítica, tem que ter coragem de dizer a Djavan que o samba Imposto é um mico na sua coesa discografia. Talvez seja sua pior música. E a letra, além de pobre, é panfletária. Contudo, Matizes é belo show.

Sexta-feira , 11 Janeiro, 2008

Bethânia e Omara juntas no palco do Canecão

Divulgação / Biscoito Fino
Como eu já tinha cantado a bola, na edição de 2 de novembro da coluna Estúdio, vai ter show de Maria Bethânia com a cubana Omara Portuondo para badalar o lançamento do CD que as cantoras gravaram juntas em janeiro de 2007, no estúdio da Biscoito Fino. A estréia vai ser em 7 de março no Canecão (RJ) e os ingressos já estão à venda pela internet no site da casa. O disco inclui textos e músicas dos anos 50, do Brasil e de Cuba. Jaime Alem e Swami Jr. assinam a produção, feita em clima de sigilo total. Moggie Canazio mixou o disco.

Quinta-feira, 10 Janeiro, 2008

Amy em radical versão loura

Foto do site do New Musical Express
Se Britney Spears apronta nos Estados Unidos, Amy Winehouse continua fazendo das suas na Inglaterra. A última da cantora de Back to Black foi radicalizar no corte de cabelo, agora louro, quase descolorido - como pode ser conferido na foto publicada ontem pelo site do jornal britânico New Musical Express. Pela (má)-aparência esquelética de Amy, dá para ver que ela não vai muito bem das pernas. Tomara que sobreviva a 2008!

Quarta-feira, 9 Janeiro, 2008

Cadê os discos do João na festa dos 50 anos da bossa?

Capa do LP 'Chega de Saudade' Em 2008, serão muitos os festejos pelos 50 anos da Bossa Nova - tomando-se como (justo) ponto de partida a gravação e edição, em 1958, do disco de 78 rotações por minuto com Chega de Saudade na voz e na batida revolucionárias de João Gilberto. Justamente por conta da efeméride, espera-se que a pendenga judicial entre João e a gravadora EMI seja resolvida para que os três primeiros geniais álbuns de João - pedras fundamentais na construção da velha bossa - sejam relançados em CD em edições criteriosas. Isso, sim, seria motivo de festa, pois João é a bossa.

Terça-feira, 8 Janeiro, 2008

Tribalistas se apresentam em Salvador!!

Divulgação
Aí vai uma dica para quem mora em Salvador ou está de férias na terra de Dorival Caymmi: os Tribalistas vão se apresentar na capital baiana no domingo 20 de janeiro, encerrando a temporada 2008 do Sarau do Brown. Não vai ser exatamente um show do trio, mas Marisa Monte e Arnaldo Antunes vão se juntar a Carlinhos Brown na apresentação de seu parceiro baiano. É imperdível!

Segunda-feira, 7 Janeiro, 2008

Ainda é cedo para decretar a morte do CD

Mesmo tendo sido lançado primeiro na internet, o sétimo álbum do Radiohead está fazendo bonito no mercado convencional das lojas, nas quais chegou apenas em 31 de dezembro, quase três meses depois de sua edição virtual. Na Inglaterra, In Rainbown atingiu logo o topo da parada. Isso mostra que ainda é cedo para decretar a morte do CD. É fato inevitável que as vendas vão decair nos próximos anos enquanto vai aumentar, cada vez mais, o comércio de música online. Mas ainda é cedo para encomendar o caixão do disquinho prateado. O provável é que ele coexista com outros tipos de mídia. Gerações vindouras sequer terão interesse em comprar um CD. Mas sempre haverá aquela tribo que vai sentir a nostalgia do tal disquinho prateado. Como existe hoje a geração saudosa do vinil. Por isso, é possível que os discos ainda saiam por um bom tempo também em CD – nem que seja com tiragens simbólicas, mínimas, para colecionadores. Mesmo se concretizada, a sobrevivência do CD não vai alterar o rumo da indústria da música. O futuro não espera por ninguém e o CD não será peça-chave na engrenagem fonográfica do futuro. Contudo, sempre há quem viva do passado. E gaste dinheiro com isso. Para estes, há de ter CDs em algumas lojas.

Domingo, 6 Janeiro, 2008

Gravadoras merecem anistia fiscal?

Ilustração
Em 2008, a indústria fonográfica brasileira vai continuar a batalha para tentar minimizar as perdas decorrentes das piratarias física e virtual. Uma das frentes dessa batalha é a luta pela obtenção da isenção de impostos para a comercialização de discos. As gravadoras reivindicam o mesmo benefício já concedido às editoras de livros. Pode ser que, diante da crise, as companhias obtenham do poder estatal o alívio da carga tributária. No entanto, seria justo que ficasse claro que isenção de impostos – se concedida – deve implicar imediata redução do preço cobrado pelos CDs aos lojistas que o revendem ao público. Não há sentido em beneficiar as gravadoras com a anistia fiscal se a medida não beneficiar o consumidor que paga caro por um CD nas lojas porque – alegam as gravadoras – o custo de produção, marketing e tributário de um disco é muito alto. Afinal, a lei é para todos, não?

Sábado, 5 Janeiro, 2008

Ano já começa mal para Britney

Divulgação / Sony BMG
Contra todos os prognósticos pessimistas, Britney Spears lançou bom disco em 2007, Blackout, em meio ao seu inferno astral. O CD foi bem recebido e mostrou cacife para tirar a artista da escuridão em que ela esteve mergulhada na sua vida pessoal. Infelizmente, pelas notícias veiculadas esta semana, a estrela continua vítima de sua instabilidade emocional. Assim, vai ser difícil voltar à cena com a força de antes. Pena. O disco é legal.

Sexta-feira , 4 Janeiro, 2008

Maria Rita sobe o morro com seu samba

Divulgação / Tripolli Ney Matogrosso deu na noite de ontem a partida na temporada 2008 de shows com a estréia carioca de Inclassificáveis no Canecão. Fui rever o show e permaneci com a ótima impressão que tive quando conferi o espetáculo em São Paulo, em outubro. E, já que o assunto é show, aproveito e dou a dica do fim de semana aos cariocas: Maria Rita. A cantora vai subir o Morro da Urca hoje e amanhã com seu samba. Já vi o show na Fundição Progresso e asseguro: é melhor do que o disco. Rita está mais leve e mais jovem em cena. E acertou ao levar seu samba para casas de atmosfera jovial. A quem não viu, sugiro subir o morro para ouvir sambas como Maria do Socorro e O Homem Falou.

Em tempo: revendo o show de Ney, saí com a certeza (já tida em São Paulo, a rigor) de que o arranjo de Cavaleiro de Araunda é calcado no arranjo com que Rita Ribeiro apresentava a mesma música no show Tecnomacumba.

Quinta-feira, 3 Janeiro, 2008

Ney acertou ao optar pelo CD de estúdio

Divulgação / EMI Music
Em outubro, vi em São Paulo Inclassificáveis, o show que Ney Matogrosso mostra aos cariocas a partir de hoje no Canecão, em temporada de duas semanas. É um dos grandes shows do cantor pela postura roqueira, pelo tom político e pelo roteiro construído com músicas de compositores marginalizados. Merece um registro em DVD, que, aliás, será filmado nesta temporada carioca. Mas acho que Ney acertou ao optar por gravar o CD em estúdio, com 16 músicas extraídas do roteiro. Os dois últimos CDs de Ney já tinham sido registros de show. Um terceiro soaria redundante, por mais que o repertório e o tom do disco fossem diversos dos anteriores. Enfim, já tem muito CD ao vivo no mercado. Um álbum de estúdio é sempre bem-vindo! Viva Ney, que optou pela diferença! P.S. Claro que vou conferir o show de novo no Rio!

Quarta-feira, 2 Janeiro, 2008

Faixas inéditas para festejar os 25 anos de 'Thriller'

Capa do álbum 'Thriller 25'
Por mais que Michael Jackson tenha surtado, ele já pôs seu nome em lugar de honra na história da música pop. Um dos motivos é o álbum Thriller, o blockbuster lançado em dezembro de 1982. Para quem não conhece o disco (sempre há adolescentes descobrindo o prazer de ouvir um álbum), Thriller volta em fevereiro numa edição comemorativa de seus 25 anos. Com dois meses de atraso, é verdade. Mas o que importa é que Thriller 25 virá com sete faixas-bônus. A mais importante é For All Time, música recuperada das sessões de gravação do LP. Mas tem também hits como The Girl Is Mine remixados com as vozes de gente como will.i.am. e Kanye West.

Terça-feira, 1 Janeiro, 2008

Um 2008 com ótimas notícias musicais

Já é 2008! E o colunista deseja a todos os leitores de Geléia Geral um ano repleto de boas notícias musicais. Paz, amor, saúde e belos discos e shows! Que as notas de 2008 sejam as mais harmoniosas possíveis! Tim-tim!