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Mauro Ferreira

Quarta-feira, 30 Julho, 2008

Cida Moreira canta Tom Waits no Rio

Cartaz promocional do show 'Canções para Cortar os Pulsos'
Cariocas, anotem na agenda: entra em cartaz no Rio, a partir desta quinta-feira, um dos shows mais cultuados do circuito underground de São Paulo. Falo de Canções para Cortar os Pulsos, show em que Cida Moreira aborda o repertório do compositor americano Tom Waits ao lado do ator André Frateschi. Waits é dono de obra teatral, apropriada para o canto de Cida. O espetáculo fica em cartaz no Centro Cultural Solar de Botafogo, por duas semanas, de quinta-feira a domingo. Confira!

Terça-feira, 29 Julho, 2008

Uma palavra sobre os Tribalistas...

Uma parcela da crítica tem uma certa implicância com os Tribalistas e pega no pé de Marisa Monte por conta deste trabalho. Mas é pura implicância mesmo. Basta ouvir Uma Palavra - a linda canção que encerra o filme Era Uma Vez... - para comprovar mais uma vez a excelência da produção composta por Marisa com Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown. O trio continua inspirado. Quanto ao filme em si, me parece que a emoção foi fabricada para levar os espectadores às lágrimas enquanto no primeiro longa de Breno Silveira, 2 Filhos de Francisco, a emoção vinha de forma genuína por conta do caráter pungente da trajetória brava de Zezé Di Camargo & Luciano. Não desgostei de Era Uma Vez..., mas o melhor do filme, para mim, é a trilha sonora. Que tem Luiz Melodia cantando um samba nobre e inédito de Manacéa, Minha Rainha.

Segunda-feira, 28 Julho, 2008

Erros e acertos da edição na caixa do RPM

Caixa 'Revolução! - RPM 25 Anos' Já está nas lojas a caixa que embala os três álbuns da fase áurea do RPM e, de quebra, traz o DVD com o show Rádio Pirata, até então disponível somente em VHS. É fato que, em 2002, os dois primeiros álbuns do quarteto foram decentemente lançados em CD. Mas há pontos positivos na edição da caixa, sobretudo a seleção do quarto CD, com remixes e raridades. Os remixes de músicas como Olhar 43 e Louras Geladas tocaram muito nas rádios, tomando o lugar dos registros originais dos álbuns. Mas estes remixes eram raríssimos e nunca haviam sido lançados em CD. Agora podem ser ouvidos pelos fãs saudosos do tecnopop de Paulo Ricardo e Luiz Schiavon. Já o terceiro álbum da banda - intitulado RPM, mas apresentado erroneamente na caixa como Quatro Coiotes (nome da faixa escolhida para promover o disco) - já tinha saído em CD, em 1988, ano de seu lançamento, mas logo sumiu das prateleiras, virando item de colecionador. Infelizmente, há um erro grave de edição no libreto que acompanha os discos. O texto do biógrafo da banda, Marcelo Leite de Moraes, aparece truncado na parte em que ele comenta o disco de raridades e o DVD. Foi uma falha de edição que precisa ser corrigida para não desvalorizar o bem-vindo box.

Sábado, 26 Julho, 2008

Ná, Rita e Vercilo movimentam o sábado no Rio

Foto de Mauro Ferreira
Para quem está à procura de um bom show para ver no Rio de Janeiro, na noite deste sábado, dou três dicas:
1. Ná Ozzetti Canta Carmen Miranda - Fui ontem ao Teatro da Caixa conferir a estréia deste novo show da Ná - em cartaz somente até hoje - e adorei. Ná canta Carmen sem clichês, com criatividade. E, para quem ainda não sabe, ela é das maiores cantoras do Brasil. Faz o que quer com a voz. Parece que os ingressos já estão esgotados (a propósito, porque a Caixa não promove temporadas de sexta-feira a domingo??), mas vale a pena tentar ver o que é que Ná tem ao reviver o cancioneiro da Pequena Notável.
Foto de Mauro Ferreira
2. (Sub)Urbano Coração - Se não der para conseguir um ingresso para ver a Ná, é só dar um pulo no Teatro Rival, onde Rita Ribeiro apresenta até hoje seu novo show, que estreou no Ginástico, passou pela livraria Letras & Expressões e agora chega ao Rival. É um show mais intimista, de repertório romântico. Já vi o show na estréia e garanto: Rita está em grande momento, misturando Ana Carolina e Madonna em roteiro envolvente. Hoje tem a participação de Jussara Silveira e Teresa Cristina, que formam com Rita o trio Três Meninas do Brasil, cujo belo show apresentado no fim do ano passado vai virar DVD.
Foto de Washington Possato 3. Todos Nós Somos Um - Para moradores da Barra e Zona Oeste, a dica é o show de Jorge Vercilo, que volta ao Rio (em apresentação única no Citibank Hall) depois de ter percorrido o Nordeste. O espetáculo é bom (conferi na estréia, em abril, no Canecão) e ratifica o momento inspirado do cantor, que em seu último disco, homônimo do show, procura romper com as fórmulas fáceis do sucesso. Destaques do roteiro: a roda de capoeira armada no embalo de Camafeu Guerreiro e o arranjo progressivo de Fênix.

Sexta-feira , 25 Julho, 2008

A independência de Mallu Magalhães

Foto de Mauro Ferreira Cantora e compositora de 15 anos, projetada este ano na internet ao disponibilizar suas músicas de tom folk no site My Space, Mallu Magalhães termina hoje, no estúdio carioca AR, a gravação de seu primeiro CD. O disco foi bancado pela jovem artista com a renda obtida ao licenciar sua música J 1 para operadora de telefonia. Mallu — que faz show amanhã no Rio, no Mistura Fina — é adolescente, mas grava seu CD com firmeza adulta, do seu jeito, sob a batuta do produtor Mario Caldato, que já pilotou discos de Marisa Monte e Marcelo D2.
Admiradora fervorosa de Bob Dylan e Johnny Cash, Mallu Magalhães quis que seu disco tivesse som típico dos anos 60. Para tal, fez com que equipamentos de gravação analógica — já em desuso na indústria fonográfica — fossem instalados no estúdio AR. Tudo para que músicas como Vanguart — uma das poucas compostas em português — sejam captadas na ambiência ideal.
Sem renegar o pop, o CD de Mallu vai oscilar entre o rock e o folk feito em inglês. You Know I’ve Got teve um banjo inserido no arranjo de atmosfera caracterizada como punk pela artista. Noil exibe andamento mais lento enquanto Town of Rock’n’Roll tem a batida do gênero já citado no título.
Para quem admira a obra autoral da artista por conta de músicas como Tchubaruba (seu maior hit virtual) e Mr. Blue Eyes, a surpresa do disco poderá ser O Preço da Flor, a faixa em que Mallu explicita o que chama de “influências marcelísticas”. Ela se refere a Marcelo Camelo, seu fã e já amigo. Tanto que Camelo convidou Mallu para pôr voz em Janta, uma das músicas inéditas do primeiro CD solo do hermano, agendado para setembro.
Mario Caldato — o ‘Marioca’, como está escrito na cadeira ocupada pelo produtor no estúdio — parece estar se saindo bem na tarefa de extrair sons que poderiam estar num álbum dos anos 60. “Ele tira exatamente os timbres que eu quero”, elogia Mallu, logo depois de ter ressaltado que grava seu CD com equipamentos similares aos usados na confeção dos álbuns dos Beatles.
Depois de ter recusado propostas de grandes gravadoras (“As ofertas eram surreais”), Mallu não descarta a possibilidade de firmar parceria com uma companhia multinacional para distribuir seu disco e poder chegar a um público que permanece alheio aos efêmeros fenômenos musicais da internet.

Quinta-feira, 24 Julho, 2008

Beth Carvalho precisa gravar inéditas em estúdio

Em agosto, a gravadora ST2 põe nas lojas o DVD com o registro do show que Beth Carvalho fez no Festival de Montreux, em 2005. Não seria nada demais se a cantora não tivesse lançado uma série de DVDs e CDs ao vivo nos últimos anos. Já passa da hora de Beth entrar em estúdio para fazer um disco de inéditas. Esses seus projetos de regravações - mesmo quando são bacanas, como o DVD dedicado ao samba da Bahia - estão diluindo o interesse de seus fãs por sua discografia. Ainda há tempo de corrigir esse equívoco! Inéditas já!!!

Engenheiros em recesso

Humberto Gessinger anunciou recentemente o recesso por tempo determinado do grupo Engenheiros do Hawaii. Mas a sensação que se tinha era a de que a banda já estava em recesso. Seja como for, Gessinger já avisou também que a banda deverá voltar em 2010 para festejar seus 25 anos de carreira. A highway é infinita...

Terça-feira, 22 Julho, 2008

Rodrigo Maranhão e o (des)respeito ao consumidor

Em maio de 2007, a Universal Music lançou o primeiro álbum de Rodrigo Maranhão, o ótimo Bordado. A tiragem inicial foi de mil cópias. Pouco mais de um ano depois, o disco ganha reedição - por conta da ascensão do compositor no mercado - com uma faixa a mais: Samba de um Minuto. A tiragem inicial é de duas mil cópias. Até aí tudo bem. O que eu pergunto é: como fica o consumidor que comprou a primeira tiragem? Se fosse comigo, eu me sentiria lesado. Mas essa prática tem acontecido rotineiramente no mercado fonográfico - com todas as gravadoras. Acho que precisa haver um respeito maior com o consumidor de primeira hora. Aquele que aposta num disco assim que ele chega ao mercado. Lançar um disco depois com uma ou duas faixas a mais - pelo mesmo preço de antes - é desmotivar o consumidor inicial a fazer futuras compras.

Domingo, 20 Julho, 2008

Disco de Leci não traz as letras das músicas

Capa do CD 'Eu e o Samba' Primeiro, a boa notícia: o disco de inéditas de Leci Brandão Eu e o Samba, anunciado desde o fim de maio, já está nas lojas. Agora a má notícia: a LGK Music editou o CD sem as letras das músicas no (fino) encarte. É algo inaceitável em tempos de pirataria física e virtual. Afinal, o maior incentivo do consumidor que opta por comprar o CD original é poder manusear um encarte bacana, com as letras das músicas. Se o encarte do CD se resume a uma mísera folhinha, qual o real benefício desse consumidor que opta por valorizar o produto original?? Bola fora da LGK. Caso se tratasse de uma coletânea, já seria feio, mas ainda aceitável. Em se tratado de um disco de músicas inéditas, a ausência das letras é inadmissível.

Sábado, 19 Julho, 2008

7 x 9 = falta de criatividade

Divulgação / Maurício Valladares
O título do sétimo álbum do Rappa é Sete Vezes. Sai em 15 de agosto via Warner. O nome do nono disco de inéditas de Ed Motta, todo gravado em inglês, é Chapter 9. Sai também em agosto, pela Trama. A julgar por seus respectivos títulos, os dois CDs não são muito criativos...

Sexta-feira , 18 Julho, 2008

Caldato e Kassin saem da produção do CD do Jota Quest

Divulgação / Weber Pádua
Notícia quente que chegou a mim na tarde fria desta sexta-feira: Mario Caldato Jr. e Kassin não são mais os produtores do álbum que o Jota Quest está gravando em Belo Horizonte (MG) para lançar até o fim do ano. Liminha assumiu a produção do disco. O que aconteceu foi que, na data marcada para o início efetivo das gravações, na segunda quinzena de maio, Caldato e Kassin roeram a corda, surpreendendo o grupo ao pedir o adiamento dos trabalhos para meados de agosto - o que comprometeria o cronograma de lançamento da gravadora Sony BMG, que pretender pôr o álbum nas lojas, no máximo, em outubro. Decepcionado, o Jota Quest convocou então Liminha, que já tinha pilotado seus dois anteriores CDs de estúdio, Discotecagem Pop Variada e Até Onde Vai.

Quarta-feira, 16 Julho, 2008

Veja capa e repertório do novo álbum do Oasis

Capa do álbum 'Dig out your Soul'
Com capa (foto acima) assinada pelo artista plástico britânico Julian House, o próximo álbum do Oasis, Dig out your Soul, tem lançamento mundial agendado para 6 de outubro de 2008. Já o primeiro single do álbum, The Shock of the Lightning, vai ser lançado uma semana antes, em 29 de setembro. O disco vai ser editado pelo selo da banda, Big Brother Recordings. Gravado no lendário estúdio Abbey Road, em Londres, Dig out your Soul foi produzido por Dave Sardy, que pilotou o álbum anterior do grupo, Don't Believe the Truth (2005). Eis as 10 faixas do CD:
1. Bag It up
2. The Turning
3. Waiting for the Rapture
4. The Shock of Lightning
5. I'm Outta Time
6. (Get Off your) High Horse Lady
7. Falling Down
8. To Be Where There's Life
9. Ain't Got Nothin'
10. The Nature of Reality

Segunda-feira, 14 Julho, 2008

Madonna no Rio e em São Paulo

Cartaz promocional da 'Sticky and Sweet Tour'
Ainda não houve o anúncio oficial, mas já é garantido que a turnê que Madonna inicia em 23 de agosto, no País de Gales, vai mesmo passar por Rio e São Paulo em dezembro de 2008 - como já vinha sendo ventilado por diversos jornais e sites. A empresa Time for Fun derrotou a Plann Music (leia-se Luiz Oscar Niemeyer) nas duras negociações para trazer a estrela ao Brasil e, com um custo estimado em cerca de 20 milhões de dólares, vai bancar a passagem da Sticky & Sweet Tour por Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). Em princípio, serão um ou dois shows no Maracanã (RJ), em 13 e 14 de dezembro, e duas ou três apresentações no estádio paulista do Morumbi, entre 17 e 20 de dezembro. A única vez que Madonna cantou no Brasil foi em 1993, ano em que The Girlie Show foi visto pelos fãs nacionais da diva. As datas brasileiras da Sticky & Sweet Tour ainda podem mudar, dependendo da logística dos organizadores da turnê (de cerca de 50 shows), mas Madonna volta, sim, ao Brasil.

Domingo, 13 Julho, 2008

Inéditas de João Nogueira

O filho atualmente está fazendo sucesso na cola do repertório do pai. Falo de Diogo Nogueira, que revive em shows e no seu disco ao vivo os maiores sucessos do pai, João Nogueira, morto em 2000. A boa notícia é que, para quem prefere João, vai sair em breve um disco póstumo do sambista, O Nome do Samba É João, gravado ao vivo em show na casa carioca Hipódromo UP (ainda existe??) em 1998. No repertório, duas inéditas, Coração na Voz e O Rei da Felicidade, entre vários sucessos.

Sábado, 12 Julho, 2008

Camelo e Bebel constrangem no tributo a Donato

Divulgação Factoria / Greg Salibian
Rolou ontem no Rio o tributo a João Donato que estreou no início da semana em São Paulo. A idéia foi mostrar a 'nova geração' cantando Donato. Roberta Sá, Fernanda Takai e Adriana Calcanhotto tiveram lá seus bons momentos. Mas o que foi Bebel Gilberto? E o que foi Marcelo Camelo???? Que Bebel é uma cantora insossa fora do universo de sua neo-bossa eletrônica, já tinha dado para perceber em outras ocasiões. Ontem, ela conseguiu diluir a beleza de uma das canções mais bonitas de Donato, Até Quem Sabe. Mas nem Bebel - tão aérea que chamou a maravilhosa Orquestra Ouro Negro de Ouro Verde - conseguiu constranger mais do que Camelo. O hermano simplesmente assassinou duas das melhores músicas de Donato, Simples Carinho e Brisa do Mar. Olhando para baixo, cantando para dentro, e ainda por cima fazendo um bailado estranho pelo palco, Camelo deve ter se achado o máximo. Mas pareceu patético. Em contrapartida, Calcanhotto brindou o público com pungente interpretação de Naquela Estação e apresentou nova bela letra (de Arnaldo Antunes e Péricles Cavalcanti) para Amazonas. Roberta Sá, a mais segura em cena, reinou em números como Sambou, Sambou. Já Takai se apresentou de forma graciosa enquanto Marcelo D2 pareceu subaproveitado. Nem deu para apreciar a beleza de Balança, Menina, sua parceria com Donato. Entre altos e baixos, o brilho maior foi do próprio Donato, que entrou em cena para os números finais e comandou a cena com seu piano suingante.

Sexta-feira , 11 Julho, 2008

Gravidez pode atrapalhar carreira solo de Claudia Leitte

Divulgação / André Schiliró Claudia Leitte deve estar muito feliz com sua gravidez. Afinal, um filho, mesmo não planejado, é sempre bem-vindo. Mas o fato é que, do ponto de vista profissional, a gravidez da estrela baiana aconteceu em hora imprópria. Afinal, a cantora acabou de dar o pontapé inicial na sua carreira solo com o lançamento do CD e DVD Ao Vivo em Copacabana. Era a hora de concentrar energia na promoção do disco com shows. Claro que Claudia, por ora, continua a mil. Mas, como seus shows são elétricos, ela em breve vai ter que dar uma pausa na agenda para assegurar uma gravidez tranqüila. Ou seja, sua carreira solo vai entrar em forçoso compasso de espera. Nada que a alegria de um filho não compense.

Quinta-feira, 10 Julho, 2008

MGMT vem para o Tim Festival

Divulgação / Sony BMG
Dono do disco mais bacana de 2008 até agora, 'Oracular Spectacular', o duo norte-americano MGMT vem ao Brasil. A dupla acaba de ser anunciada como uma das atrações do Tim Festival. A lista inclui também os grupos Gogol Bordello e The National, a compositora e pianista de jazz Carla Bley, a cantora de jazz Esperanza Spalding e o cantor inglês Paul Weller. Com o anúncio dessas seis atrações, Com estes, já são dez os nomes confirmados para a edição de 2008 do festival. Os anteriores foram o saxofonista Sonny Rollins, a cantora de jazz Stacey Kent e as bandas Klaxons e The Gossip, da vocalista Beth Ditto. Enfim, uma lista hype que já garante a badalação.

Quarta-feira, 9 Julho, 2008

Um musical aquém do samba

Fui conferir no Teatro Carlos Gomes a estréia do musical Eu Sou o Samba, pois tinha gostado de Rádio Nacional - As Ondas que Embalaram o Brasil, produzido pela mesma equipe. Mas o atual espetáculo é um equívoco e parece, em alguns momentos, ginasial. A dramaturgia é pífia e sem fôlego para traçar a evolução do samba. Por mais que o repertório seja excelente, falta empolgação. Falta ritmo. O elenco reúne alguns bons nomes (Alice Borges, Lilian Waleska), mas, por conta da direção, o rendimento de todos é insatisfatório.

Terça-feira, 8 Julho, 2008

'Monstro Invisível' tem a cara do Rappa

Foi lançada hoje 'Monstro Invisível', a música que puxa o sétimo álbum do Rappa, nas lojas a partir de 15 de agosto. A música tem a cara do grupo na fase com Marcelo Yuka. Parece, aliás, ter sido feita para evocar os tempos áureos de Lado B, Lado A. O tempo vai dizer se o Rappa vai conseguir se manter bem em cena em seu segundo álbum de estúdio feito sem Yuka. O Rappa perdeu com a saída de Yuka. Mas Yuka também perdeu, e talvez mais, ao sair (ou ser expulso) do Rappa.

Segunda-feira, 7 Julho, 2008

CD espanhol do 'Rei' nas lojas em 28 de julho

Capa do CD 'Roberto Carlos en Vivo'
Antes de cantar o repertório de Tom Jobim com Caetano Veloso em show programado para agosto, Roberto Carlos oferece as velhas emoções de sempre para seus fãs. Chega às lojas do Brasil em 28 de julho o CD gravado ao vivo pelo Rei em dois shows realizados em Miami (EUA) em 24 e 25 de maio de 2007.
Intitulado Roberto Carlos en Vivo, o CD reúne 17 faixas. Quinze foram gravadas em espanhol, mas Acróstico (música feita para Maria Rita) e O Calhambeque foram cantadas em português. Na seleção, há Emociones, Detallhes, Cama y Mesa, Propuesta e Mujer Pequena.

Domingo, 6 Julho, 2008

Preta Gil é um sucesso na noite do Rio

Ag. News Os detratores de Preta Gil devem estar se roendo de inveja, mas o fato é que o show que Preta vem fazendo no Espaço Laranja, em Laranjeiras, virou um dos grandes sucessos da noite carioca, atraindo para a casa (a rigor, uma boate) freqüentadores fiéis, a maioria da tribo GLS. O show vai ser gravado por Preta para gerar seu primeiro DVD. Lulu Santos prometeu inédita. E Preta vai ganhar também música de Ana Carolina, que já lhe deu o sucesso Sinais de Fogo, aliás uma das melhores composições de Ana. Certas no repertório já estão as releituras de Doce Mel (primeiro hit de Xuxa, de 1986) e Perigosa (sucesso das Frenéticas em 1977).

Sábado, 5 Julho, 2008

Cazuza para sempre

Capa do DVD 'Cazuza pra Sempre' A obra do poeta está viva. Três lançamentos atestam a força da música de Cazuza (1958 — 1990). Nas lojas esta semana, o DVD ‘Cazuza pra Sempre’ precede a edição, no fim do mês, de nova caixa com os seis discos solos do ‘Exagerado’ (nos anos 90, já foi lançada uma caixa com os mesmos CDs). Na seqüência destes produtos da gravadora Universal Music, a Som Livre vai pôr nas lojas, mais tarde, DVD e CD ao vivo que registram o show idealizado para festejar os 50 anos do poeta, realizado na Praia de Copacabana, em 1º de maio, com a participação de nomes como Caetano Veloso e Ney Matogrosso.
O DVD ‘Cazuza pra Sempre’ perpetua números gravados pelo cantor para a TV Globo em dois momentos distintos. Há ‘takes’ feitos na Praia do Pepino em 1985 para ‘Mixto Quente’, o programa ‘jovem’ que a emissora exibia na época. Recém-saído do grupo Barão Vermelho, Cazuza promovia o primeiro disco solo, o que trouxe os hits ‘Exagerado’ e ‘Codinome Beija-Flor’, sinalizando a habilidade do poeta para transitar entre o rock e a MPB. Entre a pegada visceral de Janis Joplin e a dor de Lupicínio Rodrigues. Entre as sombras de Lou Reed e a fossa de Maysa. O segundo momento de Cazuza mostrado no DVD é o especial ‘Uma Prova de Amor’, gravado em 1988 no Teatro Fênix e exibido no ano seguinte, quando o artista já lutava contra os efeitos devastadores da Aids.
A caixa ‘Cazuza pra Sempre’ vai permitir o acompanhamento da evolução da obra do poeta. Do primeiro disco solo de 1985 (licenciado pela Som Livre para a caixa), Cazuza migrou para um segundo CD de caráter pop romântico, expresso já no título ‘Só se For a Dois’, de 1987. Mas é consenso que o seu grande momento é o disco ‘Ideologia’ (1988), cujo show rendeu o álbum ao vivo ‘O Tempo Não Pára’. Foi a fase em que Cazuza deu a cara à tapa e retratou amores e dores de sua geração e do Brasil com versos lapidares que confirmavam o talento que o poeta, a rigor, exibira já nas letras diretas do primeiro LP do grupo Barão Vermelho. O duplo ‘Burguesia’ (1989) e o póstumo ‘Por Aí’ (1991) completam o legado de um artista que merece ser ouvido por jovens que estão fazendo a cabeça ao som de NX Zero. Cazuza tinha nexo.

Sexta-feira , 4 Julho, 2008

Em CD, a solidão do trovador Renato Russo

Capa do CD 'O Trovador Solitário'
Nas lojas em meados deste mês de julho, o CD O Trovador Solitário dá continuidade à exumação da obra de Renato Russo (1960 — 1996) e revela gravações inéditas registradas pelo artista em fitas cassetes, digitalizadas e editadas pelo produtor Marcelo Fróes por seu selo Discobertas, com aval da família do cantor. Com 11 faixas, o álbum apresenta registros de aura lendária, muito comentados, mas pouco ouvidos. As gravações foram feitas em Brasília (DF), em 1982, em fase solitária do trovador.
Para apreciar estas gravações de alto valor documental, é preciso entender o contexto em que foram feitas: entre a saída de seu primeiro grupo, Aborto Elétrico, e a formação da Legião Urbana, Renato Russo encarnou a figura do Trovador Solitário. Sob essa alcunha, o cantor se apresentava sozinho em bares de Brasília com sua voz, seu violão e as canções que ainda iriam virar hits nacionais. Russo era espécie de Bob Dylan do Cerrado, fazendo som folk.
O repertório do Trovador Solitário misturava adaptações acústicas do cancioneiro punk do Aborto Elétrico com músicas até então inéditas que seriam gravadas pela futura Legião Urbana. Das músicas reunidas no álbum, Veraneio Vascaína e Anúncio de Refrigerante nunca ganharam registros oficiais de Russo. Eram temas do Aborto Elétrico que acabaram em discos feitos pelo Capital Inicial em 1986 e 2005, respectivamente.
Para fãs de Renato Russo, o CD O Trovador Solitário oferece também a oportunidade de ouvir as versões iniciais de músicas como Eu Sei (que então se chamava 18 e 21), Geração Coca-Cola, Eduardo e Mônica e Faroeste Caboclo — além da demo de Que País É Este?, editada como faixa-bônus ao lado de cover de Summertime feito em dueto com a cantora Cida Moreira. Elas flagram o artista em fase de transição. Foi nesse período que Russo começou a burilar suas letras. Em 1984, a fita com tais versões caiu nas mãos do diretor da gravadora EMI-Odeon e abriu as portas da indústria do disco para a Legião Urbana. O resto é História.

Quinta-feira, 3 Julho, 2008

Caldato produz Mallu Magalhães

Divulgação
Projetada na mídia ao expor sua música na internet, Mallu Magalhães - a jovem cantora de 15 anos que faz música folk como se ainda estivesse nos anos 60 - vai entrar em estúdio em 14 de julho para gravar seu primeiro CD. Caberá a Mario Caldato Jr. produzir o álbum, que vai ser lançado de forma independente pelo selo Agência de Música. A intenção da artista é que seu disco tenha um som típico dos anos 60 - década áurea do folk. Para tal, equipamentos analógicos e microfones da época estão sendo instalados no estúdio carioca AR para a captação da atmosfera pretendida pela jovem intérprete, que costuma compor em inglês.

Quarta-feira, 2 Julho, 2008

Multishow premia pela 15ª vez o mau gosto de fãs

Agência MT / Leo Dresh
Foram muitos os afagos nos egos dos fãs, a "galera aí de cima", como disseram alguns premiados em alusão ao fato de muitos fãs terem sido alojados nas galerias simples do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, palco e cenário carioca da cerimônia de entrega do 15º Prêmio Multishow, realizada na noite de ontem. Tantos discursos de exaltação aos fãs tiveram sua razão de ser numa premiação que, pela 15ª vez, armou seu circo pretensamente democrático para premiar, através de votação popular, o gosto discutível dos fãs-clubes. Foi assim que Di Ferrero, vocalista do grupo NX Zero, se sagrou Melhor Cantor. Foi assim também que Ivete Sangalo faturou os troféus de Melhor Cantora e de Melhor DVD, por Ivete no Maracanã - projeto, aliás, que tem o selo do Multishow e, como tal, foi bastante propagado pelo canal que realiza a premiação. "Amo vocês", bajulou Ivete, se dirigindo aos fãs, pouco antes de a cerimônia ser encerrada com justa homenagem a Lulu Santos, com medley de sucessos do compositor, revividos nas vozes de Frejat, Gabriel O Pensador, Samuel Rosa e Rogério Flausino, entre outros.
Com apresentação esperta do ator Lázaro Ramos, que decorou o texto e dispensou a cola, a cerimônia transcorreu ágil e, como sempre, foi prestigiada pelos indicados, pois trata-se, afinal, da premiação de um canal que vem ganhando peso na indústria fonográfica nos últimos anos. Apenas o grupo Charlie Brown Jr. não estava na platéia para subir ao palco do Municipal e receber o troféu de Melhor Clipe pelo vídeo da música Pontes Indestrutíveis. Maria Rita estava e viu seu álbum Samba Meu ser anunciado como vencedor da categoria Melhor CD. Ana Carolina também estava lá e fez a média com seus fãs - prática tradicional no prêmio. "Estou aqui graças a vocês", disse, no palco, ao receber o prêmio de Melhor Show por Dois Quartos, cujo registro ao vivo foi editado com o selo do canal que promove a premiação.
E haja paciência para aturar o gosto e o empenho de fãs na votação realizada via internet e celular. Se NX Zero foi o Melhor Grupo, Strike foi a Revelação. Já o troféu de Melhor Instrumentista foi parar nas mãos desconhecidas de Radamés Venâncio, tecladista de Ivete Sangalo. Mais coerente foi a vitória de Boa Sorte, o hit de Vanessa da Mata e Ben Harper, na categoria Melhor Música. Afinal, a música foi o maior hit de 2007.
No todo, os encontros de artistas de diversos estilos e gerações - nos números musicais e nas apresentações dos indicados - dão certo charme ao Prêmio Multishow. Mas não o redime de legitimar o mau gosto de fãs.

Terça-feira, 1 Julho, 2008

Capital Inicial em Brasília - o presente e o passado

Divulgação / Sony BMG
Não é a rigor o primeiro registro ao vivo do Capital Inicial, como anda alardeando a gravadora Sony BMG, mas a gravação feita pelo grupo em Brasília, em 21 de abril, tem tudo para fazer bonito no mercado fonográfico até o fim do ano. Primeiro, porque o o grupo de Dinho soube renovar seu público e seu repertório em vez de ficar vivendo apenas de seu passado mítico na Capital Federal (embora também faça isso). Segundo, porque o show - estrategicamente realizado no aniversário da cidade natal do Capital - foi visto por cerca de um milhão de pessoas.
Puxado pela faixa Algum Dia (um lado B do álbum Rosas e Vinho Tinto, de 2002), o CD e o DVD Multishow ao Vivo - Capital Inicial em Brasília chegam às lojas em julho. O especial de TV vai ao ar (pelo canal Multishow, claro) em 13 de julho, Dia Internacional do Rock. E, de quebra, há duas inéditas no repertório: Passos Falsos e Dançando com a Lua, parcerias de Alvin L. com Dinho Ouro Preto, entre covers da Legião Urbana e dos Raimundos.