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Milton Cunha

Domingo, 30 Março, 2008

A Hipermodernidade em Lipovetsky


Gilles Lipovetsky, em seu texto sobre Tempo e Contra Tempo, enumera as seguintes fases do viver social no século XX: a modernidade, até os anos 60, pós modernidade até os 80,e Hipermodernidade, que estaríamos vivendo agora.
Como ele fala de algumas características dos tempos do Hiper, fiquei procurando exemplos práticos, da nossa cultura e daqui mesmo, do Buraco da Lacraia.

Lipovetsky diz que nem todos os elementos da caretice datada desapareceram, mas mesmo eles funcionam segundo uma lógica moderna, desinstitucionalizada, sem regulação.
Para esta parte cito o exemplo da busca pela virgindade perdida (caretésima) através do hímen-artificial. Voltamos a cultuar a membrana tão valorizada, só que cada uma a retome do jeito que quiser.

Ele enumera que:
O Estado recua
a religião e a família se privatizam.
Adorei a religião privatizada com seus dízimos, canais de telecomunicações e a tentativa de Crivella que deseja que leis de incentivo fiscais possam beneficiar certas igrejas-empresas.
Quanto à família privatizada, pensei nos contratos pré-nupciais que agora se assinam: “em caso de traição, paga tanto, em caso de abandono puro e simples, paga tanto".

Concluindo Lipovetsky diz: a sociedade de mercado se impõe, e para disputa, resta apenas o culto à concorrência econômica e democrática, a ambição técnica, os direitos do indivíduo.



Sábado, 29 Março, 2008

Só muda de endereço....


Se família fosse boa, Deus teria uma!


Quinta-feira, 27 Março, 2008

Gestão de Corneamento....


Não tenho os dólares exigidos para entrevistar a cafetina, mas publico aqui minha pergunta: querida, o que falta para vocês abrirem uma pós-graduação sobre “Gestão de Corneamento”? Vai faturar bem assim na casa do.... dele mesmo. Seria um furor ver as esposas destes políticos fazendo um curso intensivo com vocês, para elas aprenderem como se comportar na cama, na sala, no escritório, na Hebe, na Luciana, na Ana Maria Braga, da mesma maneira digna e superior como vocês, profissionais do sexo, conseguem, depois do ocorrido. Vocês são um exemplo de competência que joga bem em todas as posições, literalmente. O visual de baranga delas é quase um convite para a infame conclusão: “com um trubufu deste em casa, dá prá entender a movimentada agenda sexual dos vetustos senhores”. Fico imaginando qual a soma que vocês cobrariam para estar ao lado destes cínicos, pagando o mico da chifruda, no momento em que eles, em cadeia mundial, dizem que se arrependem de terem gozado muito a vida. Não sei quem acredita neles, mas a presença das passadas-pra-trás, ali do lado, vale um cachê inestimável. Não pode, ou não deveria, sair de graça. Tenho certeza que se elas freqüentassem a escola de vocês, primeiro, elas estariam ali com um decote abissal, jogando o cabelo de uma lado para outro, e posariam nua para a playboy dois meses depois; e, fora isto, elas estariam rindo à toa, com a conta bancária fervilhando, preço justíssimo por um papel difícil, mas previsível. Traídas, querida, pode, mas pobre, meu amor, nem pensar. Do contrário, só se candidatando a algum cargo público para faturar em cima da misericórdia alheia. Aliás, se a confissão antecipada entra em moda, o que vai ter de político dizendo “eu já dei”, ou melhor, “eu já fui gay”, vai ser uma beleza. Se algum deles for inteligente, mesmo, obriga a mulher a exibir o amante gostosão, em seguida ela pede desculpas públicas (ainda que todo mundo veja que o bofe era uma maravilha), e ele lá, com cara de coitadinho, dando vontade de botar no colo. Vai ser um campeão de audiência! “Gestão de Corneamento”, você ainda vai fazer uma!

Chega de Saudade....


A vida é um baile, e se chega de saudade, a diretora Laís Bodansky diz em seu novo filme: “à luta, pessoal, vamos parar de pensar na felicidade e vivê-la aqui e agora”. Nossas almas são salões de dança, e no entra e sai de dançarinos que nele vamos encontrando, às vezes uns nos tiram para dançar, às vezes outros nos dão bolo, alguns pisam no nosso doído pé, e assim vamos rodopiando, experimentando ritmos e nos esfregando com o perigo que é se entregar e viver. Nós, presos aos fantasmas de nosso passado, nós e nossa baixa auto-estima ou complexo de “chá de cadeira”, nós e nosso medo de não controlar o destino. Sempre quem está no salão bailando parece ser mais feliz, mais resolvido. Mas assim que a câmera se aproxima, os personagens vão se revelando, em grandezas e mistérios. Fora isto, um naipe de atrizes maduras de arrepiar, na interpretação e no físico, mostrando que nossas brasileiras estão com tudo. A máscara facial de Kátia Kiss é definitiva, Betty Faria está ótima como a insegura rejeitada, Tônia Carreiro é a bacanérrima lutadora em nome do amor, Marli Marley é a esposa que tem marido e se orgulha da estabilidade alcançada, e Clarrise Abujanra é tão convincente como a gostosa ninfomaníaca (com uma cena de masturbação no banheiro espetacular) que fez o senhor sentado ao meu lado, no cinema, exclamar: “mas esta mulher é um fera!” É aí que preciso contar para vocês, que minhas experiências com platéias que se confundem com a exibição artística, foi total neste final de semana: na última cena do espetáculo teatral O Baile, quando os velinhos estão dançando o hip-hop, a terceira idade presente no João Caetano foi um mar grisalho e branco que se estendeu do palco à última fila, dando a certeza de que aquilo, aquela representação do passar do tempo, estava se consumando também fora da cena; e os assanhados senhores e senhorinhas do Roxi de Copacabana, são saídos da projeção, pois aplaudem, gritam e gargalham com seus reflexos na tela. É um povo que deu um basta na saudade, e está caindo na gandaia, pelo menos cultural. Vêem tudo e sabem de tudo. Tiro de misericórdia do filme: Elza Soares, gostosérrima num mini-vestido dourado, no palco da gafieira, é banquete para trezentos talheres e impressiona a semelhança física dela com Margarete Menezes e Bombom, que devem pedir aos céus, de joelhos, todos os dias: precisamos ser você, amanhã! Que mulher é esta, gente? E como se não bastasse o físico, a danada arrasa na interpretação. E não esqueçam: só não é tirado para dançar neste baile da vida quem não sabe dançar, ou tem mau-hálito.

Pérolas....


O traje típico do Brasil não é mais a baiana. Agora é o tapa-sexo de quatro centímetros e várias voltas de um colar de pérolas brasileiríssimo, pois pérolas das maluquices que nossos políticos vão desfiando, em um rosário que faz nosso calvário cotidiano se perguntar porque o aedes não é egípcio, e sim brasileiro e carioca. Crianças desvalidas na educação e na saúde, se embolando nas filas da incompetência federal, estadual e municipal. Um fumacê inexplicável e sórdido. Que as sete pragas do Egito não venham com o mosquito!

Claudia Gimenez....


Deu no GNT: Cláudia Gimenez declara para Fernanda Young que “tudo começou na vida dela” com o fato de que sua professora tinha que se vestir de homem para dançar a quadrilha junina com ela, pois “nenhum menino queria dançar com a baleia”. Hilário e verdadeiro. Também diz que é a dor das críticas e do deboche sobre sua gordura, que a fizeram ter forças para mostrar o talento. Concordo. Bem me lembro das humilhações sofridas pelo fato de eu ser o mulherzinha do colégio. Ai, que ódio dos desalmados e ”um dia vocês vão ver...”.


Quarta-feira, 26 Março, 2008

Bela proposta!


Vamos nos desintoxicar; e a maior intoxicação é o orgulho!
"O Deus de Cada Um" de Valdemar Falcão.


Terça-feira, 25 Março, 2008

Revelações da festa dos 46 da outrazinha.....


Festa estranha e com gente esquisita, eu não estou legal.... Eu estava ótimo, e abri (ui!) minha pent house para um rega bofe meio rega bicha sensacional. Os porteiros estão em estado de choque, a síndica me olha enviesado, e agora, definitivamente, eu sou o morador estranhíssimo do nono andar, de amigos inqualificáveis,
Um- Bia Alves chegou se declarando a nova lesbian chic carioca, o que provocou alvoroço nas moçoilas casamenteiras e chegadas a botarem as aranhas para brigar. Há controvérsias sobre a veracidade da nova sexualidade de BiaAlves;
Dois- Márcia Helena, após o segundo copo, recebeu o caboclo dublador de Whitney Houston, e ela só repetia o mesmo jogo de braço de sempre, nunca saindo de sua repetitiva performance. Mas ela é um charme, e quando arrastou minha manta do Nepal pelo chão da sala, meu lado Dalai Lama se revirou no túmulo.
Três- Samile Cunha passou da meia-noite e virou abóibora. Mas o rapazinho desconhecido da foto não é Samille. Trata-se de nosso lacraiudo mascote, Paulo Vitor, gliter puro.
Quatro- Renata Cunha ria de tudo, adorando tantos personagens e tantas performances.
Cinco- Eu! Bem, eu sou eu e salve-se quem puder pois o prosecco gritou em meu cérebro e foi difícil me segurar. A foto mostra o momento em que sorteei para os leitores deste blog os exemplares de Bárbara não quer perdão, que resolvi batizar na embriaguez de Cassandra decide morrer. Depois achei que seria Ludmilla não quer voltar, e o mais estranho de tudo é que no sorteio, ganharam os lacraiudos que estavam presentes na festa, ou seja, foi armação, marmelada, e eles são protegidos e acabou. Antiguidade é posto, gostosura também, e nestes quesitos só faltou Bana Banaiuti, envolvido com ovos de páscoa para além da poça.
Seis- Agora já são 46 tiros na macaca, 46 anos de vida e me sinto pronto para, como o personagem título da obra sorteada para o Buraco da Lacraia, exclAMAR EM ALTO E BOM BOM: Milton decide viver!
Sarava, meu povo.....

Ui!


Mas, governo, ele vem junto com a camisinha?

O Deus de cada um....


No livro O Deus de Cada Um, Waldemar Falcão narra nove histórias reais, nove diferentes crenças e nove vidas transformadas por Deus, que pode, segundo o autor, assumir diversas identidades. Três são sacerdotes de suas religiões, três são freqüentadores mas também têm vida civil e três são “desgarrados”, autônomos. O que mais me impressionou foi a frase: “a maior intoxicação é o orgulho”. Bacanérrimo.


Quinta-feira, 20 Março, 2008

Tambores da América!


“Laroiê, Exu!”, exclamou a poderosa Cocô Rice (só é Condoleezza para os não íntimos e na Bahia todos são assim, ó!), logo que a porta do avião abriu, fazendo com que o vento da terra dos Orixás invadisse seu ser de mulher negra primeiro-mundista. Todas as Yalorixás e ekedis rodopiaram nos terreiros da Bahia, sacudindo as saias de 500 babados, pois o ebó que Cocô viria fazer nas terras de São Salvador era trabalho fortíssimo: o Exu de Bush exigia despacho de encruzilhada do Pelourinho, para continuar a encapetar a vida da humanidade, e até o Itamaraty foi acionado para marcar hora com as divindades, pois eram relações internacionais que envolviam o além, quase relações intercósmicas, tipo big-bang, no buraco negro brasileiro. Até marcianos antenados foram consultados. A manda-chuva americana já desceu as escadas do avião batendo os ombros e tocando a testa, repetindo frases ininteligíveis que arrepiavam a tripulação branca e evoluída: “sunsê qué pipoca, raspa de obi e cabeça de bode....” dizia a Vera Verão yankee (alguns certos de que ela era a reencarnação de Lafond), espichando os beiços e fechando os olhinhos como em transe. Disseram que era vodu, outros afirmaram ser sessão de descarrego e desobsessão, e um filho de Gandhi gritou “contraiu Dengue, a neguinha!”. Atabaques pra lá, yaôs pra cá, e o nome dos inimigos, Chaves e Iraque, foram parar na boca do sapo. Matança correndo solta e sempre que Cocô tentava narrar as qualidades de seu presidente, o Exu cortava com um “por que não te calas?”. Como não emplacava as oferendas (porque o demo devolvia os presentes do filho do demo), só restou à Cocô bater em retirada, não sem antes receber uma prenda da entidade: ver de perto a coisa preta, ou seja, conferir a anaconda gi-gan-te de Carlinhos Brown. Para tanto era preciso encantar a cobra (ui!) e foi chamado o músico dublê de ministro Gilberto Gil para a tarefa da hipnose. Enquanto este cantava e tocava, Cocô alisava o ofídio “gebas baianus” e só aí entendeu a palavra butantã! De sobremesa, Rice foi servida doce, como o grande arroz de festa do fim de semana baiano. Adoro La Rice porque é uma mulher que faz a gira-relâmpago, mata a cobra e mostra o pau, de forma rapidíssima, e, ao subir de volta para a aeronave que a levaria para sempre, a fitinha do Bonfim que carregava no pulso engatou no tabuleiro da baiana, que ofereceu-lhe um acarajé e perguntou sem cerimônias: “esse seu alisamento é progressivo ou é hené marú?”. Abafa o caso, pois não deu tempo dela responder: o desarranjo intestinal gritou, e foi o vôo do sufoco. Como era verde o meu Xingu!

É das morenas que eles gostam mais....


Antigamente os homens preferiam as louras, mas passando em revista as mulheres que desestabilizam as Américas, de Mônica Levinsky a Mônica Veloso e Ashley Alexandra, fica claríssimo que são as morenas que estão com tudo. Quanto aos tarados, tudo bem que Clinton é gato, mas a maioria deles é um bando de trubufu! Chô, perereca....

Adoção e mão de obra escrava!


Tem muita gente perversa ainda se valendo do discurso de adoção para conseguir empregados domésticos que trabalhem de graça. E a cara desta empresária Silvia de Goiânia, que acorrentava a pequena, hein? Lembram do rosto da atriz que interpretava a madrasta diabólica da novela A Pequena Órfã? A desalmada é igualzinha, tem os mesmos olhos, a mesma expressão de soberba que a saudosa atriz. Xilindró nela!

Estereótipo!


Estou procurando um decorador que tenha feito curso em Paris, e que seja hetero, para desmentir a premissa do quadro de humor do fantástico do último domingo. Confesso que minhas amigas têm sido céticas: mas existe este homem? Não consigo ter certeza, sei que a maioria, nesta categoria, é gay, mas não deixo de me solidarizar com pessoas que, mesmo fazendo tudo contra o que manda a sabedoria popular, ainda assim são exceções que desmontam a regra. Apareçam pelo amor de Deus, criaturas que mesmo fazendo isso, não são aquilo.

Camila e seu caixão!


Esta semana foi enterrada em Piraí, Camila, travesti que encantou caminhoneiros e transeuntes da região, mas que, quando descobriu ser portadora do HIV, entrou para uma igreja evangélica, deixou o bigode crescer, negou o passado e se agarrou às promessas espirituais e quase médicas dos fundamentalistas, que garantiam que ele iria vomitar o vírus, pois tinha encontrado Jesus. E convenhamos que vírus vomitado é frase de grande impacto. Chegou a casar com uma moça, tentou desesperadamente ser o que não nasceu para ser, e encontrou a morte vestido de rapaz. Estranho mundo este onde religiões prestam tamanho desserviço à saúde pública, onde enzimas e células estariam à mercê de milagres relacionados à negação do desejo. De paletó e gravata, mas com uma sobrancelha ainda lembrando os tempos de vedete, no caixão, Camila era a imagem híbrida de nossos tempos: meio homem, meio mulher; meio médico, meio monstro; meio salvador meio carrasco; meio vítima meio algoz de si mesmo. Quem sou eu para dizer que Camila não precisava deste apoio (que deve ter sido o único que acenou para ela) ou mesmo que ela não era soberana para fazer de sua vida o que bem entendesse. Mas acho que a aids ainda é usada como sinônimo de castigo divino; uma resposta do sagrado ao livre exercício da sexualidade. É esta postura que me assusta e me dilacera. Enquanto Camila descansa, eu me debato em minhas perguntas e minha perplexidade.


Terça-feira, 18 Março, 2008

Aula de Helena.....


A divina professora Helena Parente Cunha nos diz durante aula que alguns autores consideram o advento da física quântica, a partir de 1920, como o marco fundador da pós modernidade, pois com a divisão cada vez mais profunda do átomo, as menores partículas não mais se comportavam na lógica da física de Newton ou na relação cartesiana de sempre. Nas ínfimas partes, os prótons e nêutrons não giravam em torno do núcleo, se comportavam conforme a emoção do observador. O paradigma holístico emerge como estrela desta atualidade e todos os aspectos são importantes para entender o todo. Não é só uma causa e um simples efeito. O mundo vira teia, e a verdade se fragmenta. Fecha a cortina, e só nos resta aplaudir de pé o show da amada Parente Cunha.

Qual é seu rol mínimo?


O Diretor Presidente da Agencia Nacional de Saúde disse no Sem Censura que os planos de Saúde praticam a “cultura da negação”: negam tudo, todos os direitos, e depois vêem no que é que dá. Fora isto, anunciou para 2 de abril a vigência da nova lista (de mais de 3 mil itens) que contempla o rol mínimo de cobertura obrigatória. Bom trabalho de defesa do consumidor, que está fazendo a associação dos planos de saúde já entrar com liminar, contestando a lista. Entre no site da ANS e confiram seus direitos, os que são associados.

E mulheres e gays mal casados, pratiquem com seus companheiros a cultura da negação: não dê e pronto. O problema é eles descobrirem suas listas de rol mínimo de amantes, com mais de mil deles. Ui!

Surrealismos de Leandro....


Sou fã do programa e de seus ilustríssimos apresentadores ( Leda e Milton), assisto quase que diariamente.
E aproveitando o clima da Semana Santa gostaria de homenagea-los com uma arte digital feita por mim (arquivo Anexo Jpeg).

att,
Leandro Lourenço
São João de Meriti/RJ

Querido Leandro, parabéns pelo talento, e obrigado por ter usado um rosto meu jovem, magro e com cabelos. Eu era virgem neste tempo, e virgindade tem tudo a ver com Santa Ceia. Sempre preferi ser a Maria Madalena, controversa, apedrejada, e amada e preferida do todo poderoso. Leda minha Deusa Nagle está linda, como sempre. Seu sorriso é contagiante. Só não gosto de menu servido, pois só pão e vinho não dá não, né Léo. Acho que poderíamos ter champagnes Veuve e Dom, faisões com rabos (ui!) dourados, perdizes e outras veadagens mais. Mas sou gazela, e não posso tranformar sua obra em alegoria. Mil beijos, e sugiro que você pegue a cara de todas as invejosas sem luz que não saem deste blog e crie o quadro Poltergeist para elas.....
Cruzes....
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk


Domingo, 16 Março, 2008

Cruzes!


Fazendo frente (e costa) ao sucesso da Mulher melancia, nós lacraiudos vamos lançar no mesmo naipe de frutas comestíveis (ui!) a "Bicha Jabuticaba", aquela que nasce no pau, cresce no pau e só sai do pau pra ser chupada... Royalties by Banaiuti, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk


Sábado, 15 Março, 2008

Voar....


Crueldade da poupança, desfaçatez do mais barato: Para chegar a Lisboa é 10, 15 por cento mais barato pela Ibéria. Mas a conexão em Madrid pode te fazer ser deportado num piscar de olhos. Melhor voar TAP.

Luau de Nando Reis....


O “ruivão” Nando Reis está em cartaz no Credicard Hall com o show Luau. De sonoridade pesada, encorpada, com as caixas de som bombando, Nando revisita seus grandes sucessos e é ovacionado pelos roqueiros e fãs, que tanto o admiram. Se todos pensam que roqueiros são jovens e magros, ledo engano. Os roqueiros que pulam e pulam no heavy-metal de Reis são jovens senhores de 40 anos com barrigas protuberantes e esposas compreensivas. Esta era a platéia, que cantava todas as letras junto com o cantor. Um grande coro. Cinco baldes repletos de flores são os elementos cenográficos e Nando comenta: “a beleza das flores, no reino vegetal, só encontra paralelo com as conchas no reino mineral (que ele bem diz, também poderem em certo período do ciclo de vida, ser animal) e com os humanos no eino animal”. Fiquei pensando sobre quaão, realmente, são impressionantes as diversas conchas do mar. Suas linhas e suas formas magníficas. E fiquei me perguntando qual meu vegetal preferido,e conclui que são as palmeiras e qual mineral mais admiro, a versatilidade do carvão é minha escolha. E a lembrança de Cássia Eller em muitas canções, a melhor interprete de Nando, assim como Marisa Monte a melhor interprete de Brown e Antunes, assim como Elis a melhor interprete de João e Aldir.


Sexta-feira , 14 Março, 2008

FARC


O Sem Censura de sexta-feira apresentou uma surpreendente e pouco divulgada versão sobre as FARCS Colombianas. Participaram da mesa, neste assunto, um cineasta de São Paulo que fez um documentário in loco sobre este assunto, na selva e também, no palácio do presidente da república; um Cientista Político e um humanista, Colombiano, que acaba de lançar um livro sobre a formação de jovens guerrilheiros e que estuda o código de comportamento nestes contextos. Foram unânimes em denunciar a manipulação das informações pelo que eles disseram ser um modo CNN de encarar a notícia, portanto revestida de interesses norte-americanos. A demonização das FARCS interessa para que o Governo Uribe pose de mocinho, contra os vilçoes guerrilheiros, que, na opinião dos três, não são bondosos assim como o governo também não é santo. O que é considerado terrorismo, nos atos dos guerrilheiros, é considerado normal ou não é divulgado, quando praticado pelo poder central. Além disso eles destacaram uma terceira força no que consideraram Guerra Colombiana, os para-militares, de ultra-direita, que antagonizam os guerrilheiros. Fora isto, adorei saber que para um guerrilheiro e uma guerrilheira namorarem, é preciso que haja autorização do chefe, pois os interesses individuais não podem se sobrepor aos interesses do grupo. E sim, seqüestrados se apaixonam por seqüestradores na convivência na selva. Fascinante!

Ui!


Malandro comentando sobre um enrustido:
-Esta tábua leva prego...


Quinta-feira, 13 Março, 2008

Você tem cacos?


Passei pela varanda e vi o chapéu quebrado e colado do boneco de cerâmica, que comprei há anos atrás, com minha amiga, em viagem de prazer pelo interior de Minas. São estas linhas de cola e restauro que vão atestando a vida da peça. Como em nós, as marcas de conserto são fundamentais para demonstrar que a amálgama não pára de se rearrumar. Porque quebrou? Quando, em que condições? E as respostas vão te transportando para a reforma que transformou o aposento, que de paredes brancas, distantes na memória, agora são novas lajotas, que de tão bacanas, parecem que nasceram para ficar ali, sempre, e te fazem esquecer o branco total que você tanto gostava, e por onde você tanto passeou. Mas poderia ser o contrário. As desgraçadas das lajotas poderiam atestar o erro da escolha, e diariamente me demonstrar a precipitação, o mau uso da faculdade de optar (mais uma vez, como na vida). Nossas camadas superpostas de lembranças, nossos erros e acertos de companhias, amorosas ou amistosas, nossos cacos juntados e para sempre trincados. Peça intacta é para exposições de rarirades ou museus, mas ainda neles, amo ver as decepadas, como na Vitória de Samotrácia, cujas asas permaneceram deslumbrantes e altas, mas a degola da história foi total. Que rosto teria a Vitória? Aliás, qual o rosto da minha Vitória e como seria a sua? Não é divino conversar e descobrir as versões? O quebrado tem charme, a tentativa de colar é divina. É esforço. É declaração de amor à lembrança, sou eu me dizendo “fique comigo, mesmo feinha”. Não pense e nem espere que as outras pessoas vão achar bonito. Não é delas, não é para elas, elas não sentiram. Só você saberá a beleza disto. Portanto a mulher que não larga o marido que perdeu as duas pernas, só ela sabe o que isto significa. Portanto a superação da perda de tesão, ou mesmo da ereção, entra aqui nesta estória. Quebrou, e daí? Colo ou jogo fora? Fica comigo e vai cantar em outra freguesia? Usa viagra, consola ou preenche o vazio? As camadas do antigo amor e da antiga pegada apaixonada, são tão intensas que pouco importa esta camada do aqui e agora que não mais a apresenta? Seja qual for a sua resposta, insista nos seus cacos, defenda suas camadas, elas te fizeram isto aí, que és. Vale tudo para ficar bem, desde que você não negue jamais que sua alma, primeira e única, esta sim tem estória, tem dobraduras, tem rachas, tem consertos e tem linhas, cujo botox babaca de negá-los, não pode, nem deve, alcançá-la. Viver é bom!

Protagonista é quem aproveita cada fala!


Vem de Guida Viana a mais contundente e bem resolvida exclamação destes tempos de luta desonesta pela fama fácil e pelo poder: “não importa se tenho 40 ou apenas 2 falas, pois quando entro em cena, sou protagonista de todos os diálogos que travo”. Um soco no estômago, uma forma de encarar o dito “ser menor” de maneira surpreendente, pois Guida foca na inexistência do pequeno, se este é revestido de talento. Existem pessoas que se martirizam pela coadjuvância, não querem, não podem admitir ser os segundos em nada. Só lhes basta o estrelato. E quando não estão lá, sofrem horrores. São humanos que correm e correm incessantemente, parecem estar sempre ansiosos, praguejando a malfadada existência (que se olhada de uma maneira mais generosa, não é tão ruim assim). Outras, como Guida, parecem compreender que se o mar não puxar um pouco para dentro, ele não forma a grande onda; que é preciso a terra descansar para que a semeadura possa florescer bonita. E diante de Leda Nagle, no Sem Censura, Guida dribla a auto-piedade e não dá trégua: “canso de interpretar os personagens invisíveis, aqueles que passam; são papéis cuja existência é anunciar que o jantar está servido, e deixar a cena do banquete para os outros brilharem”. La Vianna, sincera e desconcertante, lembra que o cabelo da protagonista, o verdadeiro investimento da emissora, este sim é feito no maior cuidado, pois ela fará inúmeras cenas, é paga a peso de ouro, é a que puxa o ibope. Mas atrizes como ela, que não são a prioridade da casa, são penteadas e maquiada quase na boca de cena, em pé, prestes a entrar para chutar a bola para que os craques façam gol. De vez em quando a mágica se dá, o mistério da explosão do personagem de terceira linha desarruma o que estava combinado, e agora sua fofoqueira espaçosa ganha mais falas na novela das 8. Para encerrar, Guida prevê: “mas não acho que emplacarei outros papéis, ou farei consistente carreira na tv. Meu ofício é o teatro, e é neste palco que melhor me vejo”.

El Miguelito!


Os sinos dobram por Miguel Fallabela, capaz de ser deus e diabo numa das mais fulgurantes carreiras de nosso show business. Seu olhar carinhoso sobre os personagens de sua ficção, são prolongamentos de sua própria existência, da experimentação incrível que Miguel tem do viver. De destaque de escola de samba a intérprete de Pilatos em Nova Jerusalém, o artista parece peneirar de absolutamente tudo o que vivencia, ensinamentos para sua criações. Daí sua obra ser um painel das pessoas que encontramos pelas esquinas, e que nos enchem de ternura, raiva ou surpresa, pois de simples a vida tem tudo e não tem nada, Por ser um humano comprometido com a felicidade e com os tropeços nela embutidos, Fallabela não se poupa, estrebucha em praça pública, e de vez em quando nos brinda com sua reflexão transbordante de lirismo e paixão, como agora em Polaroides Urbanas. A garota materialista e cretina de Juliana Baroni, dependendo da bondade de uma estranha que lhe mate a fome pagando-lhe um sonho, na padaria, às seis da manhã, e seus passos no calçadão de Copacabana, sob um céu azulado do alvorecer, é uma das grandes cenas do contemporâneo cinema nacional, e uma das mais acertadas homenagens ao clima “felinni” de ser, que tem encontrado na vida bem vivida do diretor sua mais perfeita tradução. E Marília Pêra tem que ser aplaudida durante a projeção, porque vai acertar o tom assim no inferno (ou seja, nas dificuldades de se filmar neste país).

Beta e Mara!


Maria Bethânia, se melhorar estraga? Que nada! Sabe qual é o segredo da melhora? Se colocar ao lado de uma preta velha deslumbrante, capaz de eletrizar e hipnotizar uma platéia com sua força e encantamento particular, tipo Omara Portuondo. É confiar no próprio taco, e não ter medo de se arriscar. Daí ao salto rumo à superação, é só um pulo (ou melhor, um requebro cantando Caymmi). Fácil é sapatear sobre um cadáver. Vai dividir a cena com a Titã, e ainda assim triunfar e encontrar gás para se superar. É o que acontece. Bethânia não teme o perigo de encontrar o monstro Leviatã, pois sabe que seus avatares se neutralizarão. Quando você pensa que deste mato não sai mais cachorro, lá vem as duas com uma matilha inteira, encantada e de dupla nacionalidade. Demora para nosso deleite encerrar, pois tudo é um átimo de segundo, de excelência e sofisticada simplicidade. E Bethânia tem encontrado nos cenários de Gringo Cárdia uma excepcional ambience para suas propostas. Encantadoras, as duas senhoras, dona Omara e Dona Maria!

Maré vermelha....


Meu amigo angolano me conta que os praianos de Luanda encaram estas marés vermelhas que agora se formam nas praias do Rio, como a “menstruação do mar”. E não deixo de me curvar à sabedoria do homem simples africano, que há séculos nos diz que a natureza e o homem são um só, que temos que aprender com os ciclos da mãe terra. Adoro esta sabedoria na denominação de fenômenos provenientes destes que observam a natureza com os olhos do respeito.

Quanto vale o show?


Aí o ex-marido disse para o atual, em início de namoro com sua ex-mulher: “estou te legando uma mulher de 1,5 milhão”. Espantado e incrédulo, o atual vai investigar e descobre que este é o valor de seguro de vida, e que a coitadinha teria que bater as botas para benificiar com a polpuda soma o consorte. Bacana este ex-marido, né não?

Ela é carioca....


Depois que o Roberto Justus pegou a filha da garota de Ipanema, chegou a hora da girafa paulista querer pegar a girafa carioca, ui!


Quarta-feira, 12 Março, 2008

Donas....


É preciso ter muita confiança no próprio taco para por-se ao lado, no palco, de uma diva encantadora como Omara Portuondo. E titã que é, Betânia prostra-se so lado, para, encantada, pedir aplausos e homenagens à Cubana. Desta forma Maria arrasa, mostra sua grandeza e é veículo para grandeza da outra. Um espetáculo comovente onde Omara diz que é uma honra cantar ao lado de Dona Maria, fazendo o público rir, ao que Betânia retruca, "Grata, dona Omara". As donas estão com tudo, sobra força na peruca e grampo no aplique. Uma de madeixas grisalhas soltíssimas e outra de turbante com laço cor de rosa. Um primor. Ah, sim, tem uma música, que abre o disco, e que é sussurada por Omara, que finge estar falando com uma criança, que é hipnótica, tanto sonora quanto visual, pois ela manda muito bem. Só vendo....


Terça-feira, 11 Março, 2008

As roupas e o calor!


Sempre que os atores reclamavam do calor intenso, durante a preparação, ao se vestirem no Clube Marimbás, para depois desfilar, na Av. Atlântica, eu dizia: "foi exatamente isto que eles sentiram! Preparem-se que vai piorar". E piorou, pois ao subirem na carruagem alegórica, quase desmaiaram. Ossos do ofício, a ponto de eu pedir à platéia sombrinhas emprestadas para proteger os atores, enquanto o cortejo não saía. Eles, D, João, Carlota, Dona Maria, Dom Pedro, seus veludos, frufrus, pedrarias e luvas, num calor de morrer. O rapaz que vendia sorvetes, penalizado, emprestou seu guarda sol Kibon para proteger Marcelo Reis, hilário como D. Joçao. Os artistas viveram a experiência da roupa, nos trópicos. E na areia, a experiência brasileira de sungas e biquinis, ainda como os antigos índios. Duas formas de encarar o mundo, de enfrentar o clima.


Quinta-feira, 6 Março, 2008

Bonde da Jane!


O Bonde da Jane é o mais novo grupo de funk que a Alerj lançou. Integrado pelas tchutchucas de Magé, as popozudas de Mauá e pelos cachorrões de Piabetá, o espetáculo do grupo é o seguinte: eles entram em cena numa kombi abarrotada, dirigida pela MC Jane, que é a única que desce no palco para faturar. O restante é conduzido para a escuridão do anonimato, com cachê ínfimo; e enquanto Jane faz “créu” no dinheiro público e no auxilio-educação, há sorteios para cargos comissionados Nível 5, o que leva o baile ao delírio.

A Pedra do Sal!


Programa para carioca descolado, e que possa, na terça feira acordar um pouco arrasado pela extravagância de segunda à noite: na mítica pedra-do-sal, Praça Mauá, tem roda de samba. Não paga pra entrar, mas tem que rezar para sair, porque é tão bom, que a gente quer que não acabe nunca mais. Mas é cedo, cedíssimo. A partir das oito, o Batuque na cozinha começa a fazer barulho e a receber convidados. O povo bonito vai chegando, se encostando pelas varandas, sentando nas pedras, e o clima de praça de cidade do interior vai se instalando até meia-noite. Digamos que é uma seresta moderna, mais animadinha. Tem de tudo, tem de todos: tem até um negão bêbado, chatíssimo, que conforme vai enchendo a cara vai recebendo um caboclo, uma entidade que só fala inglês (achei que a língua balbuciada era esta, sei lá!). É de cortar os pulsos, porque ele acha que todo mundo chegou naquele momento de Londres ou Estados Unidos. Eu, então, que estava com blusa de chantung fúcsia e uma orquídea rosa na orelha, me sentindo a Bilie Hollyday do samba, nem se fala. Gritei um “saravá” para o orixá poliglota, que fixou morada no reduto do samba, e fui cantar um negão jogador de basquete que estava dando sopa ali do lado.

Realidade dos Reais!


Estamos vivendo estes tempos de comemoração da chegada dos reis e rainhas ao Rio de Janeiro, e fiquei pensando sobre os descendentes, sobre os que estão aí. Sei de uns senhores que andam por Petrópolis, elegantérrimos, de bengala e tipo imperial. Mas eles são distantes. Entretanto a ala jovem da família é bacanérrima, e olha que não conheço ninguém, só acompanho há mais de uma década notícias sobre eles: o príncipe lindo-de-morrer como todo príncipe que se preza deve ser, é fotógrafo, talentoso, e se preocupa com questões ambientais. Uma princesa vai aos programas de rádio e televisão, e dá entrevista nos jornais e revistas sobre sua amada filinha, portadora da síndrome-de-down, e faz disto um libelo contra a intolerância, o preconceito, e torna-se a mais perfeita tradução do amor de mãe. Incentiva a todos para orgulharem-se das diferenças. A outra princesa, gata e magra como toda princesa que se preze, é modelo, trabalha com o elegante mundo das jóias, penteados e vestidos diáfanos. Quer saber? O máximo estes descendentes reais. O lado bom está muitíssimo bem representado. Mas acho que falta uma pimenta tipo Carlota Joaquina nesta família. Tem que ter uma louca, uma megera, uma de alma tumultuada, senão fica sem sal. Ta faltando uma Neuzinha Brizola nestes Braganças. O povo quer uma pitada de baixaria, um disse me disse, na família dos bacanas de coroa. Será que eles não têm uma Odete Roitman ou uma Heleninha, não? Sem Maria, a louca, fica sem graça. Bem que a família-real podia contratar a Rogéria para vagar, desvairada, pelos palácios em Vassouras. Acordaria este marasmo.

A Cláusula 24!


Preconceito com o 24? Escuta esta: perdido na floresta escura, tal qual Chapeuzinho Vermelho, eis que experimento a reconfortante e para mim, novíssima, sensação de estar protegido, e bem. Sou o tipo do ser humano que resolve tudo, toma a frente, abre caminho, não espera. Já tinha ouvido falar de direitos trabalhistas, mas não os tinha sentido na pele, pois artista é autônomo e de alma cigana, não finca raízes, é macaco que pula de galho em galho, não tem empregador certo, só possui contratos temporários. Já professor, não, descobri isto agora. Aproveitando uma “dispensa sem justa causa” do Instituto do Carnaval da Universidade Estácio de Sá, e aceitando o contrato por justa causa do Curso Superior de Carnaval da Universidade Veiga de Almeida, me encontrei esta semana na tal da homologação obrigatória, na bacana sede do Sindicato dos Professores do Ensino Superior particular. Do outro lado do balcão uma leoa exigindo para o desvalido representante da Estácio meu anuênio, saldo-salário, férias indenizadas, férias proporcionais, adicional noturno, reembolso de faltas, aviso prévio indenizado, décimo-terceiro salário indenizado, repouso semanal e.... a Cláusula 24! “Pronto, fui reconhecido” pensei eu, cá com meus strasses. Mas esclareço que não é só para nós, portadores do dna Carmen Miranda (importante marcador genético que transforma nossas almas num misto de purpurina e raio-laser), que existe e vigora a tal cláusula 24. E como ela é o mais polpudo item da lista, você, desempregado, não deixe de exigir a sua cláusula 24, mesmo sendo heterossexual. Solitário eu estava cantando “pela estrada fora eu vou bem sozinho, levando estes doces para a vovozinha” e eis que, de trás da árvore surge o caçador para me defender do lobo-mau, e me lembrar que 24 é meu número de sorte. Fiz a pose coquete exigida pela dramaturgia, e com cara de desprotegido, deixei o sindicato fazer o que ele sabe. Um sucesso, pois senti que não estavam botando querosene no meu motor, que o presidente da minha bancada de direitos humanos não é um violento pistoleiro. Estava tudo no lugar, tudo nos conformes. E a sensação é tão revigorante, que acho que toda ex-mulher que agüentou o mala do marido babaca por mais de um ano, também deve ter direito à Cláusula 24, que não sei bem o que é, mas virou sinônimo de bonança.


Quarta-feira, 5 Março, 2008

Pequena Miss Sunshine!


Emblemática a última cena da Sunshine, quando ela, em concurso de beleza infantil, onde todas as garotas interpretam a gostosa, sexualizada e cheia de malícia Barbie, numa volúpia permitida para as menores (ou pelo menos incentivada), ela faz seu número de streap-tease descarado, debochado, desengonçado e risível, que lhe foi ensinado pelo avô maluco, e sem nenhum sex-appeal. Aí o juri se escandaliza, pois a crítica é direta e o bom humor total. Pode ser sexy, não pode ser espirituosa. O pai, a mãe, o irmão, o tio, bando de desajustados, todos sobem para piorar o streap, e tudo é de morrer de rir. Todos vão parar na polícia, e ficamos a nos perguntar porque as boquinhas da garrafa não são presas, então. Um pequena jóia do amor familiar, de que só muda de endereço, mas família é sempre, uma teia de amor e ódio engraçada. Recomendo para os pais, e para os filhos.


Segunda-feira, 3 Março, 2008

Lágrimas!


Marido de amigo meu, pra mim é cebola: como chorando!

Piriguetes!


“Cada país e cada tempo da história têm suas particularidades e significados específicos. Vale ressaltar o pensamento de Robert Stam, que exige que nos perguntemos a cada instante: Quem está carnavalizando quem? Estes significados também querem dizer que a cada instante o ritual de tirar a roupa é complexo. Não é progressista nem conservador de modo geral, Cada negociação é um jogo de significados que cada referente estabelece com relação a gênero, raça, classe e sexualidade”
Vicki Mayer
Universidade de Tulane,
Em palestra para o Núcleo de Estudos Carnavalescos da UFRJ
Agosto de 2006
Citada no novo Livro de Fred Góes, Antes do Furacão

Sobre isso penso nas críticas veladas à nudez nos travestis e similares, e a contemplação positiva e elogiosa em relação à nudez das periguetes, que se vocês não sabem, é o termo que nossa sociedade secreta, bichas e gostosonas incluídas, na Corte da Sapucaí, usa para designar este certo tipo de moça saborosa, muito fã de micro-short e top, usados com saltos de acrílico altíssimo. Podem ser ou não agenciadas e/ou lançadas pelo “empresário” Kiko Alves. Tais piriguetes, carne em açougue renovadas anualmente, mas com prazo de validade interminável, personificam a genitália carnuda preconizada pela jurássica Enoli Lara. A maioria não estudou nada e não têm talento para nada. Por isso, e exatamente dentro de tais condições de temperatuira e pressão (ui!) são periguetes dignas de nota e observação.


Domingo, 2 Março, 2008

Admirável mundo novo....


Um: Está fazendo inseminação artificial?
Dois: Não, é fertilização assistida, querida....