É uma situação realmente complicada. Uma de minhas melhores amigas esteve lá recentemente. Disse q a sensação é estar no meio de um filme antigo, rodado em uma cidade decadente. Carros velhíssimos, prédios maltratados pelo tempo. Lojas com prateleiras vazias. O embargo econômico somado à decadência da economia cubana resultou na quase aniquilação total da indústria. Ela disse q o q tem nas lojas em termos de produto industrializado - e é bem pouco - vem de doações da ONU:-P
Mas paremos pra refletir: nós olhamos pra Cuba com os olhos viciados do capitalismo selvagem. Olhos da nossa concepção de sociedade, regida pelo consumo, consumo, consumo. Então, eles parecem ETs pra nós. Nós esquecemos mtas vezes de olhar para a democratização social. Pra educação, saúde, emprego.
Mas tbem faço a mesma pergunta do Rodrigo: até quando eles vão conseguir remar contra a maré mundial? Não sei. Acho que com a morte de Fidel tudo muda. Eu fiquei com muita pena de ver aqueles atletas voltando pra casa como crianças sendo puxadas pela orelha. Mas ao sair da ilha, eles ficam tão fascinados com o nosso estilo de vida, mas esquecem do sofrimento q é viver na desigualdade.
Sei lá, não consigo chegar a uma conclusão lógica:-P
Bjos
Renata C.
Ter, 31 Jul 2007 13:19:19 GMT
Bana, aqui está longe de ser a terra das oportunidades.
Mas eu concordo que liberdade não tem preço.
Tem preço? Pra eles o nada que lhes é oferecido pode parecer tudo para milhões de brasileiros que não tem acesso a comida (mesmo que racionalizada), educação, saúde, incentivo ao esporte (como vimos no PAN Cuba com todos as suas peculiaridades mostrou mais uma vez a sua potencialidade), e como já disse antes é muito complexo julgar políticas e economias que não são a nossa realidade. Estou longe de fazer apologia ao comunismo, mas sou simpatizante dos ideais socialistas. Outra culura, outro povo, outra concepção de ver a vida. Sucesso pra eles... aqui,lá ou acolá!
Rodrigo
Ter, 31 Jul 2007 16:35:19 GMT