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Milton Cunha

Sexta-feira , 4 Julho, 2008

Nós não precisamos de muito....


Mas com certeza não aceitaríamos sem a Bia....

A Di-vi-na....


Em pose Sex-and-the-city, a deslumbrante Bia Alves fecha contrato com a Vanity Fair e permite cliques ousados desta que é a nossa preferida. O que desejar para uma criatura transcendente, generosa, bacanérrima e sobretudo disposta, disponivel, desposável.... e destilada. Que toda a felicidade do mundo esteja ao teu lado... Biérrima.....

Agenda Social Lacraia Lacraiuda Lacraiante.....


Amados e divinos lacraiudos deste blog: eu, Lacraiudo Mor, ao lado do também bloguista Prof. quase doutor Madson de Oliveira, coordenador do curso de carnaval da Veiga de Almeida, ao lado de Celia da Mangueira, da Amebras, e ao lado dos alunos, receberemos para coquetail segunda, 19 hrs. no Barracão Um da Cidade do Samba inaugurando a Exposição de Apetrechos Carnavalescos, carnavalizados e carnavalizantes, produzidos pelos docentes ao longo do Semestre. Gostaria tanto que vocês, amigos, aparecessem para um blinis de caviar e uma verre de champagne....


Terça-feira, 1 Julho, 2008

Mariposas....


O Datena não engole sapo. Engole mariposa! Explicando: narrávamos as apresentações magníficas dos bois folclóricos de Parintins, quando os canhões e spots que iluminavam as lendas e mistérios amazônicos atraíram milhares de pequenas borboletas, que baixaram com força total sobre o bumbódromo e invadiram nossa cabine de transmissão impiedosamente. Parecia que a biodiversidade da floresta também queria aparecer, também queria brilhar ao vivo para todo o Brasil. Como estava de camisa preta (acho que mais quente), Datena foi revestido pela camada de insertos, e a cada exclamação de êxtase diante dos rituais, uma mariposa voava para dentro de sua boca. E ela cuspia para fora e se defendia como podia, numa aflição digna daquelas cenas de filmes onde o mocinho tem que enfrentar peçonhentos inimigos. Foi um sufoco que durou até 3 da manhã, e que ele enfrentou com profissionalismo e uma paciência exasperante. Imprevistos da primeira transmissão histórica ao vivo, em rede nacional, da qual tive a honra de participar como comentarista ao lado das autoridades locais. Quando vi balsas subindo o grande rio, com containers de equipamentos digitais de última geração, céu escarlate ao fundo, nas margens distantes, lembrei-me do sonho de Fitzcarraldo e sua epopéia rio acima. Dá muito trabalho, parece filmagem de Os dez mandamentos, de Ceciç B. de Mille, mas revelar ao Brasil a intrincada estrutura narrativa do Garantido e Caprichoso é aumentar nossa auto estima, pois no meio da longínqua ilha de Tupinambarana ergue-se uma das mais notáveis realizações de nosso povo. Dar voz à alma cabocla, deixar discursar o índio, são tarefas imprescindíveis para fazer da Amazônia realmente, pedaço de Brasil. Urge escutar os povos que sempre viveram lá.

Boi-ola....


Não sou Boi Caprichoso azul, nem tão pouco Boi Garantido vermelho. Sou Boi-ola, o boy gay de Parintins que desfila rosáceo na quinta a noite, antes do festival começar na sexta. Tudo dentro da parada gay da ilha, quando travestis-índias- caboclas, passam faceiras por entre a multidão embasbacada da Avenida Amazonas, a principal da cidade. Tudo muito incipiente, tudo muito pobrezinho, mas tudo muito interessante, pois com aquele ar exótico de surrealismo. Na versão hetero, cada boi escolhe sua Cunhã-Poranga a mais bela índia da tribo. Na noite gay é eleita a Canhão-Poranga, horrorosa tupinambá que reinará no boi pintosa até o ano seguinte. De morrer de rir e de se divertir com o politicamente incorreto, pois a ilha é cruel mesmo, já que dividida em dois contrários, fazendo com que farpas cortantes atravessem as conversas constantemente. O folclore é perspassado pela rivalidade, deixando uma tensão no ar, mais acirrada que na Sapucaí. A ponto da mulher do espetacular cantor cego David Assayag ser denominada de “bengala” pelos rivais, nenhum pouco preocupados com o mau-gosto ou a polidez. Salve-se quem puder, pois só um pode ganhar, e os dois se acham o melhor e pronto. E apontam na cara dos gays e caem na gargalhada debochada, chamando-nos de frescos. Quem está na chuva é pra se molhar, e não podemos transformar a ilha em Manhattan.

Conselheiro da modernidade....


A aparição de Thiago de Mello, o grande poeta brasileiro traduzido em mais de trinta línguas, no alto de uma vitória-régia, no meio do bumbódromo, para declamar seu poema Estatuto do homem, foi o ponto alto na categoria humanismo da primeira noite. Aos 82 anos, ele que mora ainda hoje na beira do rio, tem um ar Antonio Conselheiro de ser que lhe confere tom profético e visionário. Ao conclamar os rivais dos dois bois a plantarem cem mil árvores durante o ano vindouro, ele age no evento como aglutinador e um patamar acima da competição, pois, como sempre, ele está interessado na vida. Um erudito nos braços de seu povo, um sonhador no auge de sua loucura: aplacar corações em fúria competitiva e pairar sobre a mata verdejante.

Rio e Parintins....


Sobre a questão de se o boi de Parintins é ou não parecido com o Carnaval do Rio, sendo inclusive chamado por muitos de o “carnaval da floresta”, vale esclarecer: aproximam-se na quantidade de penas e plumas, no uso de alegorias (sendo no Rio monolíticas e limitadas a dez metros de altura, e na Amazônia em pedaços que se completam e tendo o céu como limite), no estrelato de belas mulheres; e afastam-se na forma de exibição, uma procissão sempre para a frente e a outra evoluindo quase sempre de forma circular, em arena, entrando e saindo pela mesma abertura; na estética, uma brilhosa e outra fosca; na música, uma samba-enredo único e outra várias toadas na apresentação; na presença obrigatória de índios, em Parintins; na obrigatoriedade de coreografias para a maioria de seus componentes no Boi, enquanto na escola de samba a virtuose individual ainda é imprescindível, no julgamento, com o Rio tendo dez quesitos e Parintins 26 itens. Mas a tônica dos dois é o transe da celebração, a alegria dos brincantes, a disposição de fazer sua agremiação ganhar e o tempo de suspensão: o frisson que arrepia as duas cidades na semana de apresentações é a mesma.

Pirarucú! (ui!)


“Olha que tucunaré de primeira, este aí”, “nossa olha o pirarucu dele!”, “que tambaqui bom!, “mostra aí teu matrixã, mostra!”: os nomes rsquisitos dos peixes de água doce são prato cheio para os turistas começarem a mexer uns com os outros, como se fossem habitantes das profundezas dos igarapés. Resta saber como é Parintins nos outros 360 dias.


Quinta-feira, 26 Junho, 2008

Na verde mata, uma ilha em azul e vermelho....


Viva o lado impensável da vida: divirta-se, quebre paradigmas!


Quarta-feira, 25 Junho, 2008

Dois perdidos numa noite de Boi!


Luzes de Manaus, no Tropical Business, margens do Rio Negro. Milton Cunha e o mago, Samuel Abrantes, prontos para partir para a Ilha de Tupinambarana, fronteira Amazonas]Pará, rumo à Parintins e ao Festival do Boi. Me assistam: 27,28 e 29, transmissão pela Band, onde serei o comentarista e Samuel estrela divinérrima. Saravá! Que venha o Boto Tucuxi!