Confira um trecho da apresentação de Mestre Zinho durante o Camping Roots, realizado entre os dias 15 e 17 de agosto, na Fazenda Chaparral, em Minas Gerais.
Hoje a segunda parte da entrevista com Patricia Possamai, que é enóloga, sommelier, formada na Italian Culinary Institute for Forengers no Piemonte, Chef de cozinha, fez estágios em várias vinícolas da Europa e hoje cuida do site da Vinhos Web e é a responsável técnica pelas informações do curso de vinhos em CD que sorteamos aqui no Mistura Interativa.
Mistura - Quais as atividades que vocês realizam para atrair mais clientes?
Patricia - Principalmente informação. Através de newsletter, mantemos nossos clientes informados sobre o setor, lançamentos, pontuação, premiação, pois isto ainda é muito importante para quem começa a aprender sobre vinhos. Como existem um quantidade imensa de marcas de vinhos, é mais fácil começar comprando os vinhos mais premiados. Lançamos um curso de vinhos em cd (TEXTOS E FOTOS) para que as pessoas que não tem oportunidade ou tempo para participar de cursos de degustação, possam começar aprendendo tudo o que gostariam de saber sobre vinhos. Nossa idéia é até o final do ano, lançar o curso em DVD.
Mistura - Normalmente as pessoas acreditam na lenda de que vinho bom é caro e antigo. Como explicar que nem sempre isso é verdade?
Patricia - Normalmente um vinho caro é bom, mas nem sempre, um vinho antigo é bom. Mas em algumas vezes o vinho é caro não só porque é bom mas porque ficou muito conhecido e valorizado.
Mistura - Você também é Chef. Concorda que a harmonização pode ser uma saída para popularizar o vinho?
Patricia - Vivemos ainda no país da cerveja, beber uma cerveja é fácil, não precisa de conhecimento e o valor é relativamente mais barato que o vinho. Poderíamos começar falando sobre os efeitos da cerveja ou benefícios do vinho para saúde. Outro fator, por sermos um país tropical, é natural que exista um consumo maior em bebidas geladas. Para isto o vinho também tem espaço, os vinhos brancos e rosés, na temperatura apropriada, são excelentes para se tomar com calor. A maioria dos vinhos, principalmente os tintos são vinhos gastronômicos, ou seja, são ideais para acompanhar uma refeição. Mas esta refeição e o vinho que irá acompanhá-la precisam se harmonizar. Um exemplo, não podemos beber um vinho junto com uma salada que contém vinagre, vinagre e vinho não harmonizam. Com certeza o virá será o prejudicado, o gosto não será bom. Nos nossos cursos por exemplo, sempre tratamos do assunto vinho com harmonização de alimentos. Não podemos separá-los e acreditamos sim que se as pessoas aprenderem sobre isto, irão apreciar muito mais os vinhos. Os CDs do curso são bem procurados? Sim, nos surpreendemos da quantidade de pessoas que adquiriram o curso, são doze CDs, um por mês. A partir do número 3 as pessoas já receberão junto um vinho e todas as dicas de harmonização. Começamos também a partir do 3 a falar especificamente em cada cd de um país, suas regiões, tipos de uva e vinhos. A pessoa poderá fazer sua degustação em casa com as explicações no CD.
Mistura - Os acessórios são importantes, mas não falta uma maior explicação sobre seu uso? Não seria mais interessante deixá-los para um segundo estágio?
Patricia - No nosso curso por cd falamos de acessórios no cd 1 porque entendemos que a primeira coisa é aprender a abrir um vinho, conservar um vinho, taça adequada para tipo de vinho, enfim, a pessoa começa entendendo porque existem tantos acessórios para vinhos.
Mistura - A nova lei pode dificultar o crescimento do consumo?
Patricia - Acho que haverá uma diminuição importante de consumo nos bares principalmente. Nos restaurantes talvez num primeiro momento, pois as pessoas não vão a um restaurante para beber vinho, vão para fazer uma refeição. Mas achamos e já sentimos isto, que a venda direta para consumidores, cujas lojas virtuais como a nossa, que entregam em casa, terão um acréscimo nas vendas, pois as pessoas vão preferir beber em casa, e novas situações serão criadas para que as pessoas continuem se encontrando e bebendo um bom vinho ou até uma cerveja juntos.
Mistura - Sua opinião: Existe Lambrusco bom?
Patricia - Lambrusco é uma bebida que faz muito sucesso no Brasil. Exatamente porque é um bebida suave, adocicada e gasosa e por onde as pessoas começam bebendo, depois disto vão aprendendo a gostar de bebidas mais secas e assim por diante. Como no Brasil temos muitos novatos nesta condição, esta bebida faz sucesso. Dificilmente os bons lambruscos, que são secos e caros chegam no Brasil. Respondendo objetivamente a pergunta, existem bons Lambruscos.
Mistura - Qual dica principal para um iniciante escolher um vinho?
Patricia - Informação. Se uma pessoa que não toma vinho beber um vinho muito encorpado, provavelmente dirá que odeia vinho. Portanto, comprar vinho sem conhecimento, procure comprar num lugar onde tenha uma pessoa que possa ajudar.
Mistura - Destaque dois bons vinhos brasileiros; dois argentinos e dois chilenos (de preferência um deles até R$ 50)
Patricia - Brasil: Talento Salton R$ 55,00 Casa Valduga Gran Reserva Cabernet Sauvignon R$ 57,00
O novo disco de Frejat chega ao mercado com um hit já consolidado (Dois Lados, que fez parte da trilha sonora da novela Beleza Pura). Das 11 músicas, 10 foram compostas com parceiros diferentes, o que talvez explique o som 'menos festeiro', segundo o próprio autor.
Composto basicamente na calma de seu estúdio no Humaitá - somente Fragmentos foi composta fora do Rio, em Foz do Iguaçu - o disco parece uma evolução dos trabalhos anteriores: Amor Pra Recomeçar (2001) e Sobre Nós 2 e o Resto do Mundo (2003), com um pouco menos de melodias pop-FM e um pouco mais de reflexão.
O disco começa com Controle Remoto, que fala dos problemas do cotidiano (violência, morte), com um ritmo que se não garante uma boa receptividade nas rádios, deve agradar aos fãs.
A temática do disco segue a mesma dos anteriores:
'Gosto de falar de amor, que é o universo que gosto de trabalhar. Mas não podia de deixar de falar do dia-a-dia, das manchetes dos jornais. Ficaria algo incompleto', explica Frejat.
A letra de Nada Além (parceria com Zeca Baleiro) mostra contradições na personalidade de quem ama: Você não quer ver nada além do seu mundinho/ E eu prefiro escrever meu próprio caminho/Você acha que ninguém sofre mais que você/Talvez porque não saiba ao certo o que é sofrer. Esses versos poderiam facilmente ser cantados por pessoas diferentes.
Já Tua Laçada, a árida composição com letra de Zé Ramalho, ganha arranjo com cello e interpretação inspirada e triste na voz de um Frejat que mostra cada vez mais segurança como cantor.
Eu Não Quero Mais Brigar Não, próxima música de trabalho do CD, tem a levada pop que caracteriza os discos solo do Barão, embora com um refrão menos hipnotizante que Amor Pra Recomeçar, por exemplo.
A faixa-título é onde encontramos o conceito de todo o álbum. O relacionamento íntimo entre pessoas que não se conhecem bem ou que apenas achamos que conhecemos, com as tristezas típicas da paixão. Não tem uma melodia fácil de se gostar na primeira audição, mas acaba grudando nos ouvidos.
Eu vou tomar mais conta de mim/Estou perdido, mas ainda respiro. O refrão de O Céu Não Acaba é quase uma ode a dor-de-cotovelo.
Dois Lados, hit global, ganha versão com menos guitarras. Boa jogada para conseguir vender mais discos, embora a versão do disco seja superior aquela da trilha da novela.
Eu Só Queria Entender é a música-protesto contra a devastação da natureza. Algo diferente do romantismo que permeia todo o disco. Questões importantes e repetidas por todos.
Fragmento, parceria com Alvin L, é talvez a mais fraca das 11 faixas. Talvez tenha faltado os ares do Rio.
Farol segue a linha melodias-de-difícil-assimilação, mas traz um relato sincero sobre cantadas e entregas.
Para fechar o funk/soul Tudo de Bom, que lembra muito Tim Maia e fecha o disco com uma mensagem positiva, cheia de balanço e uma letra fácil, bem ao estilo do Síndico.
Três outras faixas serão lançadas como bônus. Uma delas - Carinhoso - já faz parte do repertório de Frejat desde o ano passado.
Quem quiser conferir como as novas canções ficam ao vivo, devem ir ao Canecão entre os dias 12 e 14, quando será dado o pontapé inicial da turnê de promoção do disco.
Um dos mais cultuados filmes, CDs da década de 90, o primeiro CD do Buena Vista Social Club retorna ao mercado em uma versão de luxo, para a alegria de quem gosta de boa música (com informação).
Segundo a gravadora MCD, responsável pelo lançamento, o disco chega as lojas em seu formato original com o libreto totalmente traduzido para o português (48 páginas), onde podem ser encontradas informações sobre os músicos e canções do projeto.
Rio - Gravado nos dias 12 e 13 de maio no Morro da Urca, o projeto 'Um Barzinho, Um Violão' com músicas de novelas dos anos 70 chega ao mercado em dois CDs (ou capítulos). O DVD com as apresentações, gravado com a tecnologia Blu-ray, que promete uma qualidade de imagem similar às do cinema, será lançado no final do ano. Antes (dia 5 de setembro), as lojas receberão uma versão 'normal'.
Os dois capítulos dividiram os 23 artistas que se apresentaram e os dois registros em estúdio (entre eles Caetano Veloso cantando Moça, de Wando) em discos coesos, com muitos altos e alguns baixos.
Mixagem ajuda performances menos inspiradas
O trabalho de mixagem dos CDs é primoroso. Até mesmo as apresentações que não alcançaram o que podemos chamar de 'bom nível' (Jorge Aragão) parecem animadas. Destaque para a faixa 'Abusou', que Diogo Nogueira teve que repetir nove vezes (sem sucesso) e que, se não recebeu nenhum overdub em estúdio, soa perfeita e deve ter dado muito trabalho aos produtores.
Algumas das canções podem até ser classificadas de bregas, mas estão na memória afetiva da maioria dos brasileiros e não deixa dúvidas de que a qualidade das trilhas sonoras decaiu muito nos dias de hoje. Alguns versos de 'Um Jeito Estúpido de Ser', 'Meu Mundo e Nada Mais' e 'Sonhos' são pérolas que há muito a música brasileira não produz.
Pontos altos: Zélia Duncan (Paralelas), Paula Toller (Sonhos), Marina Elali - "Eu Preciso te Esquecer" (Mauro Motta e Robson Jorge), Casuarina (Meu Drama) e Jorge Vercillo (Fascinação).
Confira a seleção de cada CD:
Capítulo 1:
Jessé Sadoc - "Carinhoso" (Pixinguinha e João de Barro) Papas da Língua - "Pensando nela" (Dom Beto) Paula Toller - "Sonhos" (Peninha) Jorge Aragão - "Pecado capital" (Paulinho da Viola) Zélia Duncan - "Paralelas" (Belchior) Zeca Pagodinho - "Martin Cererê" (Zé Catimba) Fernanda Takai - "Pavão Mysterioso" (Ednardo) O Moinho - "Meu pai Oxalá" (Toquinho e Vinicius de Moraes) Luiza Possi - "Teletema" (Antonio Adolfo e Tibério Gaspar) Jorge Vercillo - "Fascinação" (versão Armando Louzada) Celso Fonseca - "Enrosca" (Guilherme Lamounier) Mauricio Manieri - "Coleção" (Cassiano e Paulo Zdanowski) Lobão - "Como vovó já dizia" (Raul Seixas/Paulo Coelho)
Capítulo 2:
Caetano Veloso - "Moça" (Wando) Marjorie Estiano - "Broto legal" (versão Renato Corte Real) Elba Ramalho - "Pombo correio" (Moraes Moreira) Diogo Nogueira - "Você abusou" (Antonio Carlos e Jocafi) Marina Elali - "Eu Preciso te Esquecer" (Mauro Motta e Robson Jorge) Herbert Viana - "Capitão de indústria" (Marcos e Paulo Sérgio Valle) Dudu Nobre - "Malandragem dela" (Tom e Dito) Pedro Mariano - "Beijo partido" (Toninho Horta) Tunai - "Nuvem passageira" (Hermes de Aquino) Isabella Taviani - "Um jeito estúpido de te amar" (Isolda e Milton Carlos) Casuarina - "Meu drama" (Silas de Oliveira e Joaquim Ilarindo) Alex Cohen - "Meu Mundo e Nada Mais" (Guilherme Arantes) Margareth Menezes - "Filho da Bahia" (Walter Queiroz)
Patricia Possamai, enóloga, sommelier, formada na Italian Culinary Institute for Forengers no Piemonte, Chef de cozinha, fez estágios em várias vinícolas da Europa e hoje cuida do site da Vinhos Web e é a responsável técnica pelas informações do curso de vinhos em CD que sorteamos na semana passada e a primeira especialista a falar sobre o mundo dos vinhos no nosso papo semanal.
A conversa é, como não poderia deixar de ser, sobre as dificuldades dos produtores e comerciantes brasileiros em criar a cultura do vinho no país. Abaixo, a primeira parte do nosso bate-papo.
Mistura Interativa - Como você mesmo sabe, o Brasil ainda tem um consumo de vinho muito baixo. A que você imputa isso?
Patricia Possamai - O Brasil era um país sem tradição nenhuma em vinhos finos. O que produzíamos era vinho de mesa sem nenhuma expressão. O vinho era produzido para consumo próprio durantes várias décadas. A partir da abertura para importação, começaram a entrar vinhos de todo o mundo, e principalmente as importadoras iniciavam um trabalho de educação para consumo do vinho. Foi a partir desta abertura que as vinícolas nacionais começaram a se atentar para a necessidade de melhorar o vinho. Como é possível ver no gráfico, ainda nosso consumo é pequeno, mas é 100% a mais do que se consumia em 2004.
Porém, não existe dúvida que o Brasil será um grande consumidor de vinho, por isto o grande interesse das pessoas em cursos, fóruns e pesquisas pela internet, pois ele precisa aprender sobre vinhos. Muitas pessoas não pedem um vinho por medo de pedir errado, levando em consideração a harmonização. É uma bebida que precisa ser degustada, tem seus segredos e precisa de informação. Por isto nosso trabalho, além de vender vinhos é ensinar a beber vinhos.
Mistura - A maioria dos vinhos ofertados nos supermercados é produzido com a uva Cabernet. Como impedir que o consumidor compre um vinho de má qualidade e fique com uma má impressão?
Patricia - Em virtude do brasileiro ainda não ser um grande consumidor e entendedor de vinhos, ele deve procurar casas especializadas onde tenham sommelier para que possam indicar vinhos de acordo com o gosto do comprador. Se uma pessoa que nunca tomou o vinho e resolver beber um cabernet sauvignon, provavelmente não irá gostar, pois vinho se aprende a beber. Outro fator importante é avaliar o tempo de vida do vinho e a temperatura correta.
Qualquer pessoa que beber um vinho com temperatura ambiente no Rio de Janeiro a 40 graus, até um bom entendedor, irá odiar o vinho, pois o álcool aparecerá muito mais que os aromas. Portanto, não basta só saber que vinho comprar, mas como bebê-lo. Outra forma de compra é nas lojas virtuais, onde você pode ler toda a especificação do vinho e pedir ajuda para o enólogo ou sommelier.
Mistura - Os vinhos brasileiros têm um preço justo? Por que?
Patricia - Não podemos dizer que não seja justo, mas podemos dizer que não é um preço competitivo com os vinhos que entram principalmente da Argentina e Chile. Os custo de produção no Brasil são muito elevados, se considerarmos os volumes e a falta de incentivos do Governo para este tipo de produção. Na Argentina e Chile existem muitos incentivos e o custo de produção é bem menor do que o nosso. Outro fator é que num volume maior, os custos também diminuem. O Brasil ainda não tem escala de produção para baratear custos.
Semana que vem a segunda parte.
Mini agenda da semana:
Degustação de vinhos da uva tucai Local: Sótão Porto Leblon - Av. Nossa Senhora de Copacabana 330 sala 402 Data: 25 de Agosto, às 19:30 Preço: R$ 87,00 Reservas por telefone ( 2549-9017 / 9643-2382 - Beth ) ou e-mail sotao@portoleblon.com.br
Degustação da Importadora Cava de Vinhos Local: SBAV Preço: Sócios: R$ 25,00 - Não sócios: R$ 50,00 Data: Quarta-feira 27/08, às 19:30h http://www.sbav-rio.com.br/
Curso Básico Data: 28/08, 04/09 e 11/09 - 5as feiras Hora: de 19:30 às 22:30 Endereço: Escola Mar de Vinho Preço: R$ 240,00 até o dia 21/08, após R$ 295,00 Reservas: Andréa ou Lourdes no local ou pelo tel: (21) 2285-6087 Ou Camila no tel.: (21) 3507-0337 ou pelo email marketing@mardevinho.com.br
A segunda e última noite da gravação do DVD Obra em Progresso, de Caetano Veloso, seguiu perfeitamente o roteiro da apresentação da terça-feira (leia aqui como foi): mostrando um Caetano bem-humorado, falante e cheio de energia. O público, como acontece na maioria dos shows do cantor, suspirava e aplaudia tudo, até mesmo os inúmeros erros cometidos pelo músico e a sua Banda Cê.
A acústica do oi Casa Grande se mostrou superior ao do Vivo Rio (onde Caetano fez os 'shows-ensaio' do projeto), mas a participação do público se mostrou novamente (assim como na gravação do DVD de Paula Toller) bem mais tímida, basicamente por conta da configuração da casa, muito mais um teatro que uma casa de shows.
Novamente houve gente que achou o local mais adequado ao show e a gravação, mas continuo achando que o palco menor e o público sentado e comportado não fizeram bem ao espetáculo.
Problema é o repertório
Se os primeiros shows do Vivo Rio realmente mostraram que o show era uma Obra em Progresso, as apresentações que deverão ser transformadas em DVD trouxeram alguns samplers, algumas melhoras nos arranjos, mas continuou sofrendo com a pouca inspiração da maioria das músicas novas.
Caetano apresentou todas as velhas inédias e mais as novíssimas Lapa e Lobão tem Razão - nada mais que razoáveis. Mas Tarado Ni Você, Perdeu e Sem Cais não estão a altura do talento do compositor. Base de Guantánamo, Falso Leblon e A Cor Amarela são as que mais agradam, mas mesmo assim sofrem com arranjos onde há excesso de acordes repetidos, bateria pouco inspirada e uma nítida falta de mais instrumentos, para dar nuances aos tons caetanescos, como aconteceu quando o maestro Jaques Morelenbaum participou dos primeiros shows.
Jorge Mautner merecia um DVD
Se os shows da Obra em Progresso valiam o ingresso, o espetáculo não justifica a gravação de um DVD. Na verdade, se algo (ou alguém) merece o DVD é Jorge Mautner (e seu eterno companheiro Nelson Jacobina), que,como sempre, roubaram a cena com O Vampiro, Manjar de Reis e a fantástica dança do Créu Tibetano. Ainda faltou Todo Errado (que fez parte da maioria das apresentações) e que merecia ter sido eternizada em vídeo.
Provavelmente muitos vão contestar as críticas e rasgar elogios a Caetano (sem dúvida um dos mais talentosos compositores da nossa música em todos os tempo), mas nem mesmo a vontade em se reinventar, o bom astral e a vitalidade podem superar a falta de boas músicas.
Foi divulgado que uma empresa britânica está preparando um treinamento militar para ajudar pessoas que sofrem com problemas de ronco. O treinamento vai durar três dias e ensinará hábitos e práticas que reduzem o problema.
Já são mais de 200 inscritos, mas apenas seis pessoas foram selecionadas. E olhe que lá não será permitido fumar ou beber!
Os escolhidos também serão acompanhados por um grupo de nutricionistas, preparadores físicos e otorrinolaringologistas.
Pode ser até que não funcione, mas os parceiros das pessoas inscritas certamente vão gostar da iniciativa em tentar melhorar suas vidas.
Sei que prometi iniciar a série de entrevistas com especialistas, mas como expliquei abaixo, o horário olímpico está olimpicamente acabando com o tempo livre deste que vos escreve.
Sendo assim, e aproveitando que parece que descobriam o filão dos que gostam de beber mas não têm como fugir das restrições contra o álcool, falo de mais uma opção para esse público.
Depois da vinícola Pizzato lançar a versão do seu Fausto Cabernet em garrafas de 187 ml, agora é a vez da Bodegas Torres (Espanha) lançar o Natureo, produzido a partir da uva moscatel romano que, dizem, é uma das mais aromáticas do mundo. Para se chegar ao vinho sem álcool a Torres utiliza um sistema de evaporação a vácuo (seja lá o que for isso).
Pode até funcionar, mas tomara que demore a chegar por aqui. Afinal, os espanhóis podem até estar falando bem do Natureo (jornais e especialistas), mas um vinho com apenas 0,5º de álcool não pode ser bom, ainda mais com essa foto de divulgação que mais parece uma água mineral.
Confira o sorteado com o curso de vinhos em CD oferecido pela Vinhos Web (post abaixo) e até semana que vem.
Abaixo os vencedores dos sorteios da semana. O Muistura Interativa, a Vinhos Web e a Coqueiro Verde Records agradecem a todos os que participaram. Os ganhadores receberão um e-mail com as instruções para resgatar os prêmios.
Curso de Vinhos (CD) Maria Emilia Garcia Mendes - Campo Grande
DVDs (Bee Gees e Divas) Viviane Nascimento - Nova Iguaçu Fernanda Gualda - Botafogo Alexandre Cabral - Vila Isabel Gabriela Oliveira - Niterói Sheila Falcão - Flamengo Adriano França - Rio Comprido