Que os espumantes brasileiros são a jóia da coroa da vinícola brasileira todos sabem. O que nem todos sabem é que finalmente os mais respeitados vinhos brasileiros têm um site (que também fala dos espumantes estrangeiros e champagnes): o EspumantesWeb. Nele você poderá encontrar espumantes de diversas regiões do Brasil e de diversos países, cavas, champagnes, enfim, muitas opções para você escolher. Cada produto tem uma ficha técnica com todas as especificações, e nos próximos dias vocês poderá assistir a filmes de 1 ou 2 minutos com os próprios enólogos das vinícolas ou com a Enóloga e Sommèliere da Vinhos Web (responsável pelo site).
Durante o mês de outubro o site contará também com o Clube do Espumante, onde, após cadastramento, o visitante poderá fazer parte de um grupo seleto de pessoas, as quais terão o privilégio de conhecer diversos produtos, de diversas regiões do mundo, fazendo uma minuciosa análise comparativa entre os mesmos.
Tim, Tim,....
Em tempo, a vencedora do Diário do Vinho foi Lara Hadani, do Rio, que contou a seguinte história:
Outro dia, eu estava numa festa ótima, com vinhozinhos, cervejinhas e caipirinhas rolando de lá pra cá. Não era o ambiente para se beber, digamos, "criticamente" porque o vinho não era a estrela da festa. Mas é claro que o nosso enochato não deixou por menos: Quando o garçom veio servir novamente sua taça, a figura sacou do bolso um termômetro! Sim, um termômetro para ver se a temperatura do vinho estava correta. Todo mundo sem graça, mudo, o garçom sem saber o que fazer com aquele homem colocando o apetrecho na garrafa. Deus do céu, precisa disso?
Atração da última edição do Tim Festival, The Killers lança Day & Age (capa ai do lado), novo álbum de inéditas. Gravado em Nova York, o disco conta com a participação de Lou Reed em duas faixas.
O single Human já toca nas rádios e a Universal promete que o novo do The Killers estará nas lojas em novembro.
Um disco do Queen sem Freddie Mercury (morto) e John Deacon (aposentado)? Sim e não. The Cosmos Rocks, primeiro trabalho de Brian May, Roger Taylor e do ex-vocalista do Free e Bad Company, Paul Rodgers, é um ótimo disco de rock, mas fica longe do som que está ligado ao nome Queen. Foi preciso muitas audições (dai o atraso na crítica) para conseguir alguma isenção e deixar de lado mais uma carteirinha xiita de fã-clube.
Paul Rodgers está no comando dos vocais desde 2005 e, sendo uma das mais conhecidas vozes do rock, não se intimida pela responsabilidade de substituir alguém como Mercury. Na verdade, Rodgers nem tenta isso e, inteligentemente, dá seu toque pessoal as novas composições do 'grupo'. Infelizmente, 'grupo' precisa ser escrito assim mesmo, com aspas. Apesar de lermos 'que todas as faixas foram escritas pelo Queen e Paul Rodgers', eles não soam coesos. São amigos fazendo música com um bom cantor.
Durante todas as 13 faixas (mais uma reprise) do disco, May, Taylor e Rodgers parecem estar se divertindo. O resultado é um rock competente, baladas com algum sabor de FM e produção caprichada. Do velho Queen temos alguns riffs que lembram Hammer to Fall e batidas remanescentes de We Will Rock You. As letras não são relevantes, mas a guitarra de May poucas vezes soou tão bem quanto neste disco. O single C-lebrity (veja apresentação abaixo) faz sucesso e os shows que o grupo farão em São Paulo prometem lotação esgotada.
Os fãs vão sentir falta do carisma e voz de Mercury e do balanço, segurança e composições pop de Deacon (autor de Another One Bites the Dust, entre outras), mas precisam se convencer de que os tempos são outros. Como disco de rock, The Cosmos Rocks é muito bom. Como disco do Queen (do antigo Queen), é fraco.
Notas: Como disco de rock: 7 Como disco do Queen: 3
O Mistura Interativa entrevistou outro especialista em vinhos, para dar dicas aos iniciantes e tirar algumas dúvidas. Confira o papo com Mike Taylor, consultor em vinhos e gastronomia, fundador do Fórum de Eno-Gastronomia - hoje considerado o maior fórum de discussão de eno-gastronomia em língua portuguesa, com mais de 4.100 membros no Brasil e exterior - e diretor do Grupo de Estudos e Degustação de Vinhos, no Rio de Janeiro.
Com vasta experiência na organização de eventos, Mike é o responsável por excelentes degustações, como as acontecidas no primeiro e segundo Encontro do Fórum de Eno-Gastronomia.
Mistura - Qual tipo de vinho você recomenda para os iniciantes ?
Mike - Um iniciante pode e deve beber o melhor vinho que houver. Ser iniciante não é ser doente... (risos). Falando serio, o melhor vinho que o bolso e a ocasião permitir a um iniciante. Este é o vinho que eu recomendo.
Indico os vinhos aromáticos e frutados como um branco perfumado, argentino de uva torrontes (do estado de Salta), um Sauvignon Blanc, que tem aromas tropicais.; Assim a pessoa entenderá algumas diferenças que há entre uvas brancas. Se o vinho for tinto, recomendo beber um Merlot sem madeira, como os Reserva da Serra da vinícola nacional Lidio Carraro e um tinto encorpado e com estagio em carvalho para aprender a ver as nuances que o mundo do vinho oferece.
Vinho é como uma mulher cheia de charme, o encanto é saber desvendar esses mistérios, e isso qualquer ser humano pode fazer. É a bebida mais democrática que existe neste mundo.
Mistura - Há vinhos franceses bons (no Brasil) por preços competitivos (até R$ 60) ou é melhor ficar com os argentinos e chilenos ?
Mike - Sim, há importadoras competentes que trazem ao mercado carioca vinhos da Franca a esses preço, de até R$ 60. O importante e procurar nas gondolas dos supermercados, consultar com um sommelier (profissional do vinho), perguntar a um amigo já iniciado, pedir ajuda.
Existem espumantes, brancos, rosados e tintos franceses por menos de R$ 60... é bom garimpar e se deixar encantar pelo espirito francês.
Também gosto, e muito, dos vinhos argentinos e chilenos, mas sempre digo que para entendermos de vinho, debemos ter um pouco de imaginação e beber mais vinho francês. Os franceses fazem vinhos há quase 3.000 anos, e tem muita experiencia no caminho do deus Baccho.
Mistura - Há Lambrusco bom ?
Mike - Seria injusto da minha parte, e preconceituoso dizer que não há Lambrusco bom. Algum bom há de haver, que eu desconheço... (risos). O Lambrusco e um vinho que tem o seu momento. Eu, pessoalmente não bebo Lambrusco, mas não critico quem o bebe. Por exemplo, um Lambrusco doce, pode harmonizar perfeitamente com uma sobremesa, uma mousse de frutas vermelhos, ou de ameixas e cravo da Índia e muita canela.
Mistura - Com a grande oferta de vinhos com a uva cabernet, você acha que essa é uma boa opção para quem está começando agora no mundo do vinho ou deve-se tentar outra uva (ou tipo de vinho) primeiro ?
Mike - Eu não indico as uvas mais populares aos meus alunos, pois as vezes podem ser viciantes... (risos). Indico aos iniciantes os delicados aromas da Torrontes, da Malbec (com e sem madeira), da Sauvignon Blanc, da Tempranillo.
Os vinhos portugueses são campeões na relação custo-beneficio e podem ser a porta de entrada para que uma pessoa iniciante se depare com vinhos tecnicamente corretos, a preços honestos e a novas sensações que depois podem vir a fasciná-lo.
Mistura - Alguns grandes produtores de vinhos, que podem ser encontrados nos supermercados, fazem vinhos de qualidade discutível. Você aconselha esses vinhos para os iniciantes ?
Mike - Mais uma vez apelo para não termos preconceito com produtores, marcas, rótulos, críticos, etc. Senão, amanhã, teremos de ouvir gente que fale mal de um vinho que nos gostamos... Esses grandes produtores devem ter alguma coisa boa, e que talvez eu desconheca...Eu não bebo esses vinhos, mas não critico quem os bebe. Acho que se fizermos mais um pequeno esforço e mudarmos de supermercado, podemos achar pelo mesmo preço vinhos de mais qualidade, isso sim.
Mistura - Quais livros você indica?
Mike - Indico o livro "Introdução ao Mundo do Vinho", do Ciro Lila. Ele com a experiencia de ser o maior importador do Brasil sabe comunicar como poucos aos leitores iniciantes o ABC do mundo do vinho.
Para os que pretendem mais conhecimento, indico um pequeno (e barato), livro do critico inglês Hugh Johnson: O livro de bolso dos Vinhos. (Pocket Wine Book) e, do mesmo autor, o Atlas do Vinho. E muito bom ler sobre vinhos, mas e fundamental beber mais vinhos.
Mistura - O que faz parte da sua adega ?
Mike - Liberdade, igualdade e fraternidade (mais risos). Pouco tempo atrás comentava com um amigo que a minha adega só tinha vinhos franceses... e quando percebi isso, sai procurarando vinhos da Itália, Portugal, Espanha, Argentina, USA, Chile, Austrália, vinhos que vão ate o paralelo 35.
Há de se ter de todo um pouco e não só tintos. Devemos ter uns espumantes, vários brancos, uns rosados, uns tintos leves, tintos encorpados, e vários vinhos de sobremesa. Vinho é diversidade... liberdade, e um brinde a amizade.
Não podemos oferecer sempre o mesmo vinho aos amigos !
Mistura - Poderia indicar dois vinhos da Argentina, dois do Chile, dois do Brasil e dois da Itália (sendo que um deles +/- na faixa de, no máximo R$ 40) ?
Mike - Argentina : Os vinhos da enóloga Susana Balbo. O Torrontes de Salta, especialmente, que já é conhecido de muitos brasileiros, e os vinhos da Patagônia Argentina, da Bodega del Fin del Mundo. São vinhos paraa descobrir, de novas regiões, que instigam a conhecer novos prazeres.
Chile: Gosto muito dos vinhos de duas vinícolas chilenas: a "Miguel Torres" e a "Echeverria".Ambas tem vários vinhos nessa faixa de preço.
Brasil: Gosto muito dos vinhos espumantes brasileiros, que estão perto dos R$ 40, pode ser um Valmarino, ou um Cave de Pedra, ambos da Serra Gaucha.
Itália: Tenho uma forte ligação com a Itália, e gosto muito dos vinhos do Sul da Itália, então gosto do vinho Falanghina, dos rose da Sicília, e gosto muito do Marsala, que também é da mesma região e que são campeões no bom preço-qualidade.
Mistura - Qual o seu conselho para os iniciantes ?
Mike - Se conselho fosse bom, não se dava, vendia-se (risos). Digo a todo mundo para ser democrático, e entender o que o vinho tem a nos dizer. Todo vinho tem o seu momento e devemos beber mais brancos, mais vinhos de sobremesa. Sair da tirania dos tintos, e das uvas populares.
Há vida alem da Cabernet Sauvignon e Chardonnay.
Bebam mais vinhos, bebam com as comidas, pois vinho é um complemento alimentar. Não bebam sozinhos, pois vinho e bem melhor com quem se ama, e com os amigos.
Aprendam a ouvir o que o vinho tem a lhes dizer, e respeitem o que o mesmo vinho falou para outras pessoas. Ouçam opiniões alheias, mas formem a sua própria opinião Afinal, o melhor vinho do mundo, e aquele que você gosta.
Para conhecer o Fórum de Eno-Gastronomia, visite o site e se cadastre gratuitamente :
Não deixe de participar da promoção do Mistura Interativa com a Vinhos Web. Para ganhar o Diário do Vinho, uma agenda para anotar suas experiências, envie um e-mail para o Mistura Interativacontando uma história que tenha vivenciado com a participação de um enochato - aqueles personagens que acham que entendem sobre vinhos e vivem despejando comentários técnicos e chatos. A história mais peculiar leva o diário.
Depois de três episódios sensacionais ao final da quarta temporada, o médico manco voltou para a quinta temporada tendo que lidar com a dor da perda de seu (único) amigo, Dr. Wilson, que pede demissão e pretende sumir.
Os dois primeiros episódios da quinta temporada têm todos os ingredientes que fazem de House uma das melhores séries de todos os tempos, mas seus dois primeiros episódios não conseguiram repetir o brilhantismo que marcou o fim do ano quatro, apesar do humor mais acentuado e da aparição de um ótimo novo personagem (não conto para não estragar a surpresa).
A caixa com todos os episódios do último ano já está sendo vendida no exterior e estará no mercado brasileiro em novembro.
Em tempo: Hugh Laurie está recebendo U$ 400 mil por episódio! Queria um emprego assim!
Não há como negar que é difícil para um fã fazer uma crítica isenta de um disco de algum artista que goste, apesar de normalmente serem críticas mais honestas do que aquelas escritas sobre artistas que não gostamos - razão pela qual jamais escreverei sobre um disco da Alcione, por exemplo.
Beatles é um assunto que sempre levanta polêmica (veja os comentários no post que escrevi sobre o Álbum Branco interpretado por consagrados artistas brasileiros). Regravá-los é sempre um perigo, porque muitos fãs se acham donos das suas músicas e outros simplesmente não tem conhecimento e/ou isenção para ler uma crítica (positiva ou negativa, como deve ser qualquer opinião).
Há gente que estudou para distorcer feições, leis, pontes, notas musicais ou bites e bytes. Não costumo mexer no ramo desse pessoal e imagino o quanto deva ser difícil para eles entender que um trabalho honesto, íntegro e bem intencionado importa muito pouco ao leitor/comprador. Neste caso, o que todos querem saber é: A música é boa?
Nos últimos dias voltei a ouvir dois (excelentes) discos feitos com versões de músicas do Beatles (I Am Sam - 2002) e Instant Karma (lançado ano passado). Dizer que são bons trabalhos apenas porque há nomes como U2, Greenday, Eddie Vedder, Jackson Browne e outros pesos-pesados do pop, seria mentira. Os dois álbuns têm altos e baixos mas a média fica muito acima do bom. Melhor ainda quando alguns dos baixos ficam por conta do U2, por exemplo!
Toda essa história de gostar e colecionar música (pelos Beatles), começou em 1979, quando um jovem do Andaraí escreveu e depois recebeu de volta cartões postais de um certo John Lennon, na época do Concerto para o Povo do Cambodja (leia a história completa e veja todos os cartões clicando aqui). Como Lennon morreu, tudo virou uma grande raridade, um conto de fadas tropical (confirmado depois em uma entrevista de Yoko Ono), e sempre causa problemas entre colecionadores mais selvagens (afinal, mais raro que estar em contato com alguém vivo é ter tido contato com alguém morto).
Todo esse grande nariz-de-cera acaba servindo como pretexto para deixar vocês curiosos com a história dos cartões e para dizer que se quiserem ouvir Beatles cantados por brasileiros em altíssimo nível, não deixem de assistir ao espetáculo teatral Beatles Num Céu de Diamantes, em cartaz no Teatro do Leblon, no Leblon, Rio de Janeiro.
Depois de uma longa parada volto com as Sextas de Vinho (aogra numa quinta!) aqui no Mistura. Continuaremos com as entrevistas com gente que entende da bebida, mas antes, para retomar o papo em grande nível, vamos sortear, em parceria com a Vinhos Web, um Diário do Vinho, para que você possa anotar e guardar todas as suas impressões sobre os rótulos que provar.
Para ganhar, envie um e-mail para o Mistura Interativacontando uma história que tenha vivenciado com a participação de um enochato - aqueles personagens que acham que entendem sobre vinhos e vivem despejando comentários técnicos e chatos. A história mais peculiar leva o diário.
Curtas
O Storia (Casa Valduga), que já foi comentado aqui, já não existe mais para a venda na vinícola. Todas as 6.122 da safra 2005 foram devoradas por sedentos consumidores. Agora, só ano que vem.
A beleza do casamento entre Vinho & Chocolate é o evento que a Escola Mar de Vinho, de Marcos Copello, realiza no dia 9 de outubro. São apenas 20 vagas! Mais informações pelo telefone 2285-6087 ou pelo e-mail marketing@mardevinho.com.br.
Abaixo alguns prêmios recentes ganhos por vinhos brasileiros:
5º Concurso Internacional de Vinhos e Licores "VINUS 2008" (Argentina)
Premio Melhor Vinho Espumante
Casa Pedrucci Brut Millésime 2004 - Vinícola Casa Pedrucci
Medalha de Ouro Duplo
Casa Pedrucci Brut Millésime 2004 - Vinícola Casa Pedrucci Casa Pedrucci Espumante Moscatel 2007- Vinícola Casa Pedrucci Salton Desejo 2005 - Vinhos Salton - Vinhos Salton
Na última semana o Teatro Rival recebeu por três dias o mineiro Lô Borges, no show que marca o lançamento do CD/DVD Intimidades Lô Borges. O show, que lotou o teatro nas três apresentações, tem alma roqueira. Fã xiita e de carteirinha de fã clube oficial dos Beatles (ótima expressão pinçada de um comentário aqui mesmo do blog), Lô deixa claro a influência do quarteto de Liverpool na escolha dos instrumentos (Rickenbaker e Fender) e logo na primeira música do show dá um jeito de encaixar trecho de Girl (música do disco Rubber Soul) no arranjo.
Longe de ser um grande cantor, Lô Borges encanta pela qualidade do repertório, timidez e simpatia. Algumas parcerias - principalmente com Milton Nascimento e Samuel Rosa (outros dois xiitas de carteirinha) - mostram a atualidade da sua música. Quem não conhece sua obra terá dificuldade para saber quais as novas composições e quais aquelas que datam do Clube da Esquina.
Lô Borges é daqueles artistas de talento enorme e ego de tamanho inversamente proporcional ao talento. Pena que nem todos que têm um ego inflado possuam um talento do tamanho do dele.
O CD/DVD ainda não saiu, mas não perca a chance de comprá-lo.
O projeto que reuniu astros da MPB cantando músicas que fizeram sucesso nas trilhas sonoras das novelas da Globo nos anos 70 e que já teve dois CDs e um DVD lançados (leia mais aqui), vai ganhar um DVD em versão blu-ray, que, na teoria, proporciona uma qualidade de imagem seis vezes melhor que os DVDs convencionais.
Nesta terça-feira esta versão foi apresentada para jornalistas e convidados. As primeiras imagens (vistas aéreas do Rio de Janeiro, enquanto Carinhoso, interpretado por Jessé Sadoc) realmente impressionam, assim como é excelente a definição nos closes dos artistas e instrumentos. No restante da gravação as diferenças não pareceram tão gritantes, embora existam.
O principal mesmo é o esmero com que foi editado e a fantástica qualidade de som do DVD. Foi uma surpresa para a maioria dos convidados (era possível ouvir os comentários) ver que atuações que estiveram abaixo no nível da maioria dos artistas que se apresentaram no projeto aparecem como empolgantes interpretações. Os takes de Jorge Aragão e Diogo Nogueira ganharam algumas palmas e coro da platéia bem mais entusiasmados que na gravação e, no caso de Diogo - que por pouco não ficou de fora do projeto - teve inseridos closes dos músicos e da platéia para poder disfarçar as edições que foram necessárias para que sua apresentação ficasse...apresentável.
O DVD, apesar de requer mais atenção, mostrou-se uma experiência mais prazerosa do que os CDs (que já são excelentes). Poder rever as ótimas apresentações de Paula Toller, Casuarina e Lobão, por exemplo, foi muito bom. O lançamento desta versão está previsto para o fim do ano (sem data definida) e vai ser uma boa opção para os presentes de Natal.
Partes do DVD que Caetano Veloso gravou dias 19 a 20 de agosto no Oi Casa Grande vão se transformar em bônus do seu próximo CD (que ainda não tem título definitivo, mas pode se chamar Obra em Progresso ou Transamba). As gravações (leia aqui como foram) mostraram mesmo que o show ainda não merecia um registro definitivo (apesar da intenção do artista em lançá-lo), mas até que podem funcionar bem como um atrativo extra para o disco que, espero, apresente arranjos melhores e mais inspirados do que os apresentados nos shows.