Hoje já é 31 de dezembro e você ainda não sabe o que vestir à meia-noite? Não comprou nada de especial para arrasar naquela festinha de réveillon? Apesar da maioria dizer que usar roupa nova é melhor, não se preocupe e monte um look com o que você tem em casa.
Em primeiro lugar leve em consideração onde você vai passar a virada do ano. Se for na praia, opte por uma roupa leve, como um shortinho e uma camiseta ou um vestido. Nos pés uma sandália rasteira, e para valorizar o look invista nos acessórios. Se você vai se divertir em alguma festa badalada e sofisticada aposte nos vestidos de tecidos nobres. As que gostam de fazer um estilo sexy podem usar os modelos mais curtinhos, já as românticas podem abusar de roupas com laçarotes e flores. Para completar o look escolha sandálias de salto alto e acessórios prata ou dourado.
O branco pode reinar, mas se você já está cansada do cor clássica do réveillon, inove com cores mais vibrantes como o azul turquesa e o lilás, que são tons do verão 2009. O que importante é usar roupas confortáveis e se sentir bem para aproveitar até o sol nascer!
As cores podem atrair energias diversas, por isso confira o significado de alguma delas:
Azul: Representa poder, ação e força. É a cor ideal para quem pretende iniciar novos ciclos. Para a cromoterapia, o azul tem efeito calmante.
Rosa: Representa amor, conciliação, compreensão e tem grande força atrativa que pode trazer conquistas e parcerias na vida afetiva ou profissional.
Dourado: Significa sabedoria e prosperidade. Quem participa de concursos, quer sucesso nos estudos ou precisa expandir os recursos materiais deve apostar na cor.
Branco: É a cor da harmonia, do equilíbrio e das artes. Quem está em busca de paz e interiorização pode apostar nos benefícios da cor.
Verde: Ciência, verdade e cura são os significados dessa cor, que traz energias positivas para quem busca justiça, procura a verdade ou sofre de alguma deficiência de saúde.
Rubi - É associada a paixão e também a todo tipo de devoção. Pode ajudar quem procura aquecer o coração, seja com um romance ou ajudando o próximo.
Violeta - É a cor mais forte para este ano. Significa transmutação e liberdade.
Amarela - É a cor do sol, da luz, da vivacidade. Desperta os sentidos pois é estimulante e quente.
A comemoração pelos 40 anos do lançamento do Álbum Branco dos Beatles, ganhou uma série de lançamentos produzidos pela Coqueiro Verde e pelo selo Discobertas. O primeiro foi uma versão do disco dos Beatles gravados por grandes nomes da MPB (leia aqui), o segundo CD apresentou versões para canções compostas pelo grupo em 1968 (mesmo ano de lançamento do Álbum Branco) e deu um colorido especial para algumas canções que foram lançadas na carreira solo dos integrantes da banda (veja a crítica) e, por último é lançada a versão indie que mistura os dois CDs anteriores.
O Álbum Branco indie Version traz uma série de artistas (muitos deles ainda desconhecidos do grande público) interpretando todas as 30 canções do disco original e mais uma série de composições que formaram As Outras Cores do Álbum Branco. Se o disco dos Beatles já se caracterizava por ser uma colcha de retalhos de influências distintas, imagine um disco que reúne 43 artistas cantando coisas tão diferentes como What's The New Mary Jane ou Blackbird.
Mas o que poderia se transformar em uma confusão sem unidade, acaba se transformando em uma ótima caça ao tesouro. A mistura de música eletrônica, folk, indie e outras modernidades, revela algumas experiências muito bem sucedidas e outras gravações que valem apenas como complemento do projeto. Destques para a excelente versão com inspiração eletrônica de Back in the U.S.S.R (dos paranaenses do grupo Mordida), para as influências dos Rembrandts e da sua música tema do seriado Friends, na versão do Operação Tequila para Martha My Dear, Daca e sua Child Of Nature (versão original de Jelaous Guy), Nuda (em Mother Nature's Song) e a boa levada do Blefe em Revolution.
Há mais (muito mais) na versão black do Álbum Branco e ai, só mesmo o gosto pessoal para dizer o que valeu e o que não valeu. No fim das contas, os tributos tiveram resultados nada parecidos. Se os artistas consagrados não conseguiram fazer a sua versão decolar e se as canções que não entraram no álbum se transformaram em uma bela viagem musical, a versão indie fica divido entre momentos brilhantes e outros dispensáveis.
Pelo jeito vai ser preciso mais alguns 40 anos para chegar até uma conclusão mais definitiva.
A paulista Paula Lima, que já é figura conhecida no meio musical brasileiro, levou sua ginga e suingue para o samba. Com as ilustres presenças de Seu Jorge, Dona Ivone Lara, Tony Garrido e Carlinhos de Jesus, a cantora mistura os instrumentos tradicionais do samba com os eletrônicos, obtendo um resultado que realça a excelente intérprete e abre novos horizontes para o mundo do samba, recheado de puristas.
"Misturo sons e tendências sem nenhuma saia justa. Me permito ousar e fico super feliz quando vejo D. Ivone Lara participando do projeto, o que só serve para reforçar o respeito que tenho pelo samba", conta Paula.
Sambachic (que sai em CD e DVD) traz músicas de Arlindo Cruz, Jorge Ben Jor, Mart'nália e da própria Paula, entre outros. "Resolvi fazer um samba urbano, com guitarras e órgão Hammond, e o repertório é parte fundamental desse som", explica.
Com a canção Deixa Isso P/Lá (sucesso na voz de Jair Rodrigues) recebendo boa acolhida nas rádios do País, Paula lança oficialmente o projeto com um show dia 24 de janeiro, em São Paulo. "Quero muito ir para o Rio, onde tenho muito amigos e de onde vieram a maioria dos convidados do Sambachic. Ainda não tenho nada fechado, mas não passa de março", promete.
Se o som é de qualidade, a filmagem em nada fica atrás. O DVD começa com belos closes de músicos, instrumentos, platéia e de Paula, em Quero Ver Você no Baile (Seu Jorge e Gabriel Moura), que deixa logo todo mundo com vontade de balançar o esqueleto, dando o tom do espetáculo, que também conta com belas baladas, mas que sempre mantém a aura do soul/charme, com destaque para baixo, metais e percussão.
A voz firme e a excelente presença de palco, fazem prever uma carreira de sucesso para o espetáculo que, segundo Paula, ainda não está totalmente amadurecido. "Muita coisa ainda vai mudar durante essa turnê. Adoro surpreender e ser surpreendida", diz, soltando uma gostosa risada.
Sambachic está entre os bons lançamentos deste final de 2008. Recomendado para quem gosta de balanço, de samba ou apenas de boa música.
Com estréia prevista (nos EUA) para 1º de maio, X-Men Origins - Wolwerine, conta a história do mais popular dos mutantes criados pela Marvel. Hugh Jackman volta a interpretar o herói (?) em todas as suas lutas e dores.
E para quem não quer esperar até maio para poder curtir um bom filme de super-herói, a Warner vídeo coloca no mercado três versões do ótimo Batman - O Cavaleiro das Trevas. Há um DVD simples, um DVD duplo (com extras como o especial Gothan Revelada - A Criação de uma cena; As notícias de Gothan; e galerias de fotos) e uma coleção especial com o DVD de Batman Begins simples e o DVD simples de Batman - O Cavaleiro das Trevas.
Melhor de tudo: todas as versões de Batman custam menos de R$ 60!
Abaixo o primeiro trailer (em inglês e sem legendas) de X-Men Origins - Wolwerine.
Depois do Rootstock, em São Paulo, Rio Roots, no Rio, Camping Roots, em Belo Horizonte e o grande festival de Itaúnas, no Espírito Santo, vem aí mais um festival de forró no estado do Rio. Desta vez, em Angra dos Reis.
Quem está de férias não pode perder o I Festival de Forró Pé-de-serra da Ilha Grande, que acontece de 17 a 21 de dezembro, na Praia de Abraão.
Além do xote, xaxado e baião com os clássicos do ritmo representado pelos melhores trios, os forrrozeiros também poderão aproveitar as maravilhas naturais da ilha. Não esqueçam as roupas de praia para curtir as trilhas e as praias durante o dia e os vestidos e saias rodadas para arrastar o pé à noite.
Durante todos os dias do festival haverá uma espaço chamado "quintal do forró", que será dedicado aos músicos e artistas que poderão apresentar suas canções de um modo descontraído e informal. E o melhor de tudo: com entrada é gratuita! Na hora do festival, Dj Edna esquenta a noite antes dos shows. O valor do ingresso para os shows do festival custa R$ 30. O pacote para os cinco dias custa R$ 90.
Durante o dia não deixe de conhecer a praia e cachoeira da Feiticeira e do Poção, o circuito do Aqueduto, a praia de Palmas e Lopes Mendes. Se a grana estiver sobrando, faça o passeio de barco para Lagoa Azul. Não esqueça o snorkel e a câmera.
Confira a programação:<br> 17/12 - Quarta-feira 1ª eliminatória do festival Show com Meketrefe, Os Cabras e Dona Zefa
18/12 - Quinta-feira 2ª eliminatória do festival Show com Trio Xique Xique, Gema da Ilha, Trio Potiguá e Os Quatro Mensageiros, a partir das 20h
19/12 - Sexta-feira 3ª eliminatória de festival Show com Trio Dona Flor, Trio Juriti e Trio Araripe a partir das 20h na Arena do Forró
20/12 - Sábado Apresentação dos 06 finalistas e do vencedor Show com o grupo Forró Comichão, Trio Xamego e Mestre Zinho a partir das 20h na Arena do Forró
21/12 - Domingo Encerramento do festival Show do Trio Nordestino (comemorando 50 anos de carreira), vencedor do festival, lançamento do CD do Trio Candieiro com participação do grupos Só Semente e Bicho de Pé.
Como ir: Para quem mora longe a melhor opção é optar pelas caravanas:
No dia certo, no local certo, na hora certa. Todos, menos a Madonna. Foram 6.060 longos e entediantes segundos de espera até que a diva surgisse no palco para o segundo show no Maracanã da turnê mundial de Sticky & Sweet. Um dia com menos tumulto na entrada do estádio e sequinho, sequinho. A própria popstar agradeceu ao público pela "reza" que afastou a chuva que castigou rainha e súditos no dia anterior.
Prece, aliás, não faltou no espetáculo. "Like a Prayer" foi o ponto alto do show de despedida do Rio. Não teve para "Give it to me", "Hung up" ou para o momento a capela com o surpreendente pedido, prontamente atendido, diga-se de passagem - "Dress you up", que fez esta jornalista 'queimar' a língua. Comentário do dia anterior: '"Express yourself" é a música que tá no script, oras!'. Diria o presidente, "sifu".
Os versos "it's like a dream / no end and no beginning / you're here with me / it's like a dream / let the choir sing" traduziam exatamente a sensação das cerca de 55 mil pessoas que ali estavam para se divertir. A letra, cantada a plenos pulmões (e muito, muito dançada), era um louvor profano como o Maracanã nunca viu e provavelmente não verá igual novamente.
Verdade seja dita, Madonna é uma sobrevivente. Um ícone pop fabricado no fim dos anos 1980 que se mantém firme sobre as próprias pernas (e as próprias pernas firmes!), ano após ano. Deixem a Madonna cantar com 'playback' por mais 30 anos, desde que tenha gás para dançar, porque a bicha está melhor agora do que mostrou há 15 anos. E sabe disso, porque foi o que mostrou em "She's not me", onde faz uma espécie de exorcismo de si mesma. Como a própria disse, "no one's gonna show me how / no one's gonna stop me now". Que não parem mesmo.
O primeiro show da rainha do pop foi debaixo de muita chuva. Chuva que não esfriou os 70 mil que foram ao Maraca (segundo a organização), mas fez a cantora lutar muito para ir até o fim. Com a ajuda de guardas-chuva (sempre que chegava na frente do palco um auxiliar trazia um para protege-la) Madonna chegou a sofrer uma queda durante a canção 'She's Not Me', mas levantou e seguiu para terminar dando um nocaute em São Pedro.
Numa turnê tão grande como a de Madonna é difícil alguma surpresa e o show do Rio seguiu o script, talvez com a exceção da musiquinha improvisada pedindo para a chuva ir embora (com direito a fuck e tudo). A chuva não foi e o público nem se incomodou.
Aos 50 anos, quase tudo já foi falado de Madonna, mas vê-la enxugando o palco e com os cabelos totalmente desfeitos pela chuva, dão aquele ar mortal que todo grande artista precisa ter. Musicalmente pode até ser questionada, mas quem foi ao Maracanã constatou que a mulher ainda é um show e está longe de viver só do passado.
Tomara que o público desta segunda tenha um show tão animado quanto o de ontem (e bem mais seco).
As comemorações pelos 40 anos de lançamento do disco dos Beatles que acabou sendo conhecido como Álbum Branco continuam em todo o mundo. No Brasil, a gravadora Coqueiro Verde e o selo Discobertas continuam o projeto que traz artistas brasileiros cantando as canções que foram produzidas no ano de 1968 e que fizeram ou não parte do então LP duplo.
As Outras Cores do Álbum Branco, que reúne canções que não foram lançadas em compactos, dadas para amigos ou que só viram a luz do sol nas carreiras solo de seus autores, é uma experiência muito mais prazerosa que a primeira versão do White Album cantada por brasileiros (leia aqui). Se o nível das canções tem uma variação muito maior (culpa de John, Paul e George), os arranjos e a escolha do elenco foram bem mais certeiros.
O disco começa logo com Lobão desfilando sua veia rock em Revolution, segue com um surpreendente Paulo Ricardo mandando muito bem em Sour Milk Sea - canção que George Harrison compôs e deu para o amigo Jackie Lomax, então contratado do selo do grupo, a Apple - e segue por mais 20 canções que tem todo o DNA daquele ano.
Como destaques podemos destacar Zé Ramalho (que já havia sido responsável pelo melhor momento do primeiro disco) com a inédita Dehra Dun, canção que George escreveu e que só teve registros não oficiais, alem de uma breve palhinha no especial Beatles Anthology; Look at Me, com Paulinho Moska (música que John Lennon lançou em seu primeiro disco solo); Step Inside Love, provavelmente a canção mais bossanovista já composta por Paul McCartney, que ganhou linda versão de Zélia Duncan; Singalong Junk, versão instrumental da linda balada de McCartney, que a cantora carioca Jullie soube tornar ainda mais bela; a inclusão de Thingumybob, uma quase desconhecida canção instrumental de Lennon & McCartney, que ganha bom registro do Victor Biglione Trio; além da inesquecível versão de Robertinho do Recife para Pepperland, que foi composta pelo produtor George Martin, mas faz todo o sentido no contexto desse CD.
Ainda há outras curiosidades, como Fagner usando todo o seu sotaque nordestino em Across The Universe, ou as versões de Circles e Cosmically Conscious, só lançadas muito anos depois de compostas pelos seus autores (Harrison e McCartney, respectivamente) e até uma licença poética (Assum Preto). Curiosidades que merecem serem conferidas.
No fim das contas, As Outras Cores do Álbum Branco reúne muito mais acertos que erros e ainda dá a chance de conhecer canções menos famosas da banda (claro que Hey Jude e Lady Madonna estão lá também), mostrando que 1968 foi mesmo um ano muito produtivo (musicalmente) para o grupo, apesar de ser considerado o início do fim da maior banda de rock de todos os tempos.
Para quem acha que é só baixar as músicas de alguma torrent e está tudo bem, uma má notícia: o CD vem com um belo encarte, com fotos e informações técnicas de todas as gravações.
O Vasco é o time da virada, o time do amor. Apesar do clube e da torcida terem demonstrado isso ao longo dos 110 anos de glórias, títulos e sucessos, chegou o momento em que o Vasco mais precisará do amor de seus torcedores. Outrora bem feliz, a imensa torcida vascaína está triste, de luto, chorando a perda, a dor, a maior tragédia que poderia acontecer com um clube da grandeza do Vasco.
O momento não é de buscar culpados, não é de procurar mais brigas políticas. A hora é de união para tirar os time dessa situação difícil, que, embora pareça, não é o fim do poço (o Fluminense e seu rebaixamento à série C que o diga).
A história do Vasco é de superação, de luta, de pioneirismo. E mais uma vez os vascaínos reunirão suas forças para reerguer o Gigante da Colina. Tal como na construção de São Januário ou como no inesquecível título da Mercosul em 2000.
O Vasco é o time da virada, o time do amor. Pode não ser INCAÍVEL, como afirmaram muitos de seus torcedores enquanto a tragédia se anunciava. Mas que tem história, tradição e torcida, uma imensa e apaixonada torcida, para voltar à elite do Brasileirão - que é o seu lugar de dever e de direito - isso o Vasco tem.
Como tudo na vida, isso (rebaixamento) também vai passar. Há uma frase pintada no departamento de esportes amadores do Vasco que diz: "Enquanto houver um coração infantil, o Vasco será imortal".
E se Deus quiser, de hoje em diante, o time da virada não será só imortal, mas também incaível (até porque, se for para a série C a cruz de malta não aguenta, né?).
Que venha a série B e que ela seja o primeiro passo para reerguer esse gigante que reconheceu a queda, mas não se entregará e saberá dar a volta por cima. Que seja o início de uma nova e gloriosa era para o grande Vasco da Gama, que, afinal, é o time da virada, o time do amor"
O nome é Bond...James Bond! Após 46 anos desde sua estréia no cinema e mais de 20 filmes depois, o agente secreto do MI6 ganha uma coletânea com as músicas de todos os seus filmes originais (descontando alguns feitos sem a chancela da EON, empresa que mantém os direitos sobre a série).
O CD/DVD lançado pela EMI (The Best of Bond...James Bond) é uma viagem no tempo e serve para contar e entender a metamorfose do agente que tem licença para matar. Se o primeiro 007 (Sean Connery) era uma mistura da figura de macho, pouco elegante, mas com charme suficiente para levar quem queria para a cama, sua última encarnação (Daniel Craig) consegue ser ainda mais bronca. Também não podemos deixar de lembrar do sarcasmo, elegância e uma certa canastrice de Roger Moore e devemos tentar esquecer alguns outros (medíocres) intérpretes.
Com a música de James Bond acontece o mesmo. Colocadas em ordem cronológica, as canções temas dos filmes originais (e mais duas versões do tema de 007) montam um painel sonoro que mistura Shirley Bassey (Goldfinger e Diamonds Are Forever), Tom Jones (Thunderball), Paul McCartney (Live and Let Die), Madonna (Die Another Day), Duran Duran (A View To A Kill) e Carly Simon (Nobody Does it Better). Assim como os atores, é fácil saber se um filme é bom só pela trilha. Mesmo nomes de peso como Madonna e Gladys Knight são perdoados pela má qualidade de seus temas, muito porque os longas para os quais emprestaram seus talentos musicais merecem serem esquecidos.
O DVD que acompanha a coletânea tem seis clipes e apresentações ao vivo, além de um (mini) documentário sobre a música de James Bond. Para quem acompanha as aventuras de 007 em todas as suas encarnações, The Best of Bond...James Bond é item obrigatório. A não ser que você seja daqueles que (infelizmente) acha que comprar CDs e DVDs é algo fora de moda.
Por conta do lançamento do CD/DVD O Pequeno Burguês, Martinho da Vila topou bater um papo com o Dia Online. Nele, falou sobre o novo projeto, o mercado fonográfico, a relação com Mart'nália e, claro, sobre a Vila Isabel.
Dia Online - Porque gravar o DVD em São Paulo?
Martinho - Fiz o show em São Paulo antes do Rio e o teatro é mais intimista e tem uma série de facilidades para gravação. Foi mais para manter a coisa mais íntima, com o público mais perto de mim.
Dia Online - Como foi escolher as canções e histórias do CD?
Martinho - Fiz um roteiro, como sempre faço quando tenho um show. Tinha um tempo sobrando e resolvi escrever minha história do início, falando dos festivais e por ai foi. Quando se tem muita coisa é melhor a gente decidir logo. Sempre que preciso escolher um repertório é um problema.
Dia Online - O que ficou de fora do DVD?
Martinho - Muita coisa. As histórias dos calangos, que só conto algumas, e as de partido alto, que também tenho várias. Além disso, músicas como Devagar, devagarinho e Quizomba. Mas se eu fosse cantar só os sucessos teria que fazer um show de três horas (risos).
Dia Online - Como fica o samba com a pirataria? Ainda vende bem?
Martinho - Ah, venda caiu mesmo. Minha média era de 500 mil, nunca menos de 200 mil. Esse DVD se eu vender 50 mil será um grande sucesso.
Martinho - No passado você comprava um disco, mostrava para alguém e ele dizia: "Vou comprar também", e comprava. Hoje um copia para outro, então cada família compra apenas um disco. Fora a pirataria profissional. Os tempos hoje são mesmo outros.
Dia Online - Pretende fazer uma grande turnê para promover O Pequeno Burguês?
Martinho - Não gosto de fazer turnê..gosto de fazer tudo no meu ritmo. Vou fazer shows em lugares menores, mas nada de grandes casas de espetáculos.
Dia Online - Como escolheu os convidados? Porque não Mart'nália?
Martinho - Escolhi o Mané do Cavaco, porque ele gravou comigo no meu primeiro disco e o Paulinho da Aba, que virou aba por conta da música, por ser um parceiro lá da Vila. E o Gabriel (de Aquino) porque é muito bom e é sempre bom mostrar algo novo.
Juro que não pensei na Mart'nália. Agora ela é uma estrela e tem uma agenda muito apertada (risos). Hoje em dia cruzo com ela em aeroportos, quando estamos indo ou voltando de algum show. Mas é muito bom ver todo esse sucesso dela. Fico muito orgulhoso.
Dia Online - Para fechar: Se você fosse passar alguns anos em uma ilha deserta, quais discos levaria para ouvir?
Martinho - Ah, uns discos da Simone, uns dois. Uns da Alcione e mais uns da Beth Carvalho.
Dia Online - E dos seus?
Martinho - Levava o novo (risos). Ia ficar me ouvindo contar histórias.
As músicas do DVD
1. Depois Não Sei 2. Linha do Ão (Tabela do Galão) 3. Meu Off Rio 4. Menina Moça 5. Casa de Bamba 6. Pra Quê Dinheiro 7. O Pequeno Burguês 8. Quatro Séculos de Modas e Costumes 9. Madrugada, Carnaval e Chuva 10. Vayá dos Cais Dourado 11. Renascer das Cinzas 12. Ex-Amor 13. Jaguatirica 14. Carinhoso 15. Na Aba/ Agora é Moda 16. No Embalo do Samba 17. Vou Viajar 18. Lisboa, Menina e Moça 19. Meu País 20. Tom Maior 21. Filosofia de Vida Prazo de Entrega