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| Marcia Disitzer |
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Conversei com David Azulay, estilista e proprietário da marca de moda-praia Blue Man, para saber por que ele, logo ele, estava abandonando o Fashion Rio e seguindo para a São Paulo Fashion Week. Confesso que quando soube da notícia fiquei arrasada. Adoro o David, admiro sua trajetória (são mais de 30 anos na moda, o que no Brasil é um feito absurdo), amo a ousadia da Blue Man. David é inquieto. Colocou o pancadão do funk na passarela enfrentando cara feia de muita gente, subiu os Arcos da Lapa, convocou Bia Lessa, invadiu o Hotel Copacabana Palace. Tudo isso para mostrar o DNA carioca de sua grife. E é também por isso que fiquei triste com sua partida, pela falta que ele fará para o Fashion Rio e, conseqëntemente, para o Rio. Ouvi David atentamente. E ele foi explícito, as always. Essa é outra grande qualidade dele. Fala mesmo. Fala o que pensa. Então, seguem as palavras de David, um homem de estrela: "A Blue Man tem uma megaloja na Alameda Lorena e mais outras quatro em São Paulo, fora o interior paulista que é fortíssimo em vendas. Fora a questão comercial, esta decisão é fruto da minha personalidade. Gosto de desafios e quis concorrer com outras marcas de moda-praia, que desfilam em São Paulo. Dói o coração e sei que farei muita falta ao Fashion Rio. Se daqui a pouco pintar um outro lugar especial aqui no Rio eu volto". O tema da coleção de primavera-verão da Blue Man já foi decidido: etnia digital. E outra notícia que ele deu foi a de que comprou a parte de Julio Abulafia na Yes, Brazil e relançará a grife em grande estilo. Este é David. Torço para ele ir e arrasar e para ele voltar logo.

Elenco masculino de peso foi fotografado em preto e branco na mostra 'Álbum de Família por Thales Botelho', em cartaz, a partir de hoje e até dia 10 de maio, na loja Reserva do Shopping Rio Sul, que marca o lançamento da Reserva Laje. Explicando: a Reserva Laje é um projeto cultural itinerante com exposições e uma linha de acessórios desenvolvidos e garimpados pela Reserva. Dentre os muitos bonitos que foram fotografados, como o modelo João Velluttini e o ator Daniel Oliveira, destaco o fotógrafo Murillo Meirelles. Um homem de primeira.
O estilista André Lima, que nasceu no Pará, fez um dos melhores desfiles e coleções deste outono-inverno, no São Paulo Fashion Week. Agora André ruma com seu talento para Nova Iorque para participar da exposição Amazônia - Moda, Design e Ecomercado, que acontece a partir de quinta-feira e até 17 de julho no World Financial Center. Ele mostrará um vestido da coleção do verão 2004, com estampa feita a partir de ilustração de Vicente do Rêgo Monteiro para o livro 'Légendes, Croyances et Talismans des Indies de L'Amazone'. Acho legal.
Muito legal a campanha Eu Amo Ler, da Cantão, de troca, empréstimo e doação de livros. A campanha, que já esteve em praças cariocas, chega hoje às lojas da marca, que também apóia o lançamento do livro de poemas 'Acordei num Iceberg' (adorei o nome!!!!!!) da poetisa Juliana de Hollanda. O lançamento será sexta-feira, dia 11, na Casa França Brasil, e a moça foi elogiada por Chacal, o que já é um luxo.
Sorry. Estou muito em falta com o meu querido blog. Mas por uma boa causa: passei uma semana em Paris, com notícias fresquinhas.Eu e Paula Rita, a apresentadora de maiô mais fashion da parada, do site de vídeos www.gemagema.tv, andamos muito e vimos muita moda.
Tudo me encheu os olhos, mas uma cor vibrou: o rosa chiclete. Não chega a ser um rosa velho, mas também não é exuberante. Tem cor de bala e está em todas as vitrines, coleções, acessórios.
Para quem é enlouquecida por sapatos como eu, uma boa notícia: o verniz, que já é também do lado de baixo do Equador, continua em altésima. Os saltos são trabalhados e surreais como se vê na proposta de Marc Jacobs e da Prada.
E no mais, para quem gosta de vintage (eu e Paula amamos), adora garimpar roupas incríveis em brechós e mercados, duas paradas obrigatórias: o famoso Mercado das Pulgas, que acontece domingo e segunda-feira, e o Freep 'S' Star (61, rue Sainte Croix de la Bretonnerie, no Marais), um lugar bárbaro que vende roupas retrô e de segunda-mão. Procura o Reza.
Mas se você está num clima roqueiro, se joga na Noir Kennedy (12, rue du Roi de Sicile) e compra o jeans da marca Hëlls Bëlls, superskinny e sexy. Eu, Paula e Nazare (mãe da Paula) nos perdemos por lá. Ah, antes que eu esqueça: descobri uma loja com roupas de látex e sapatos com saltos absurdos. É uma loja quase traveca e tudo de bom. A decoração, o estilo, as peças, enfim, tudo é incrível. O nome é Phyléa (61, rue Quincampoix, no Marais).
Paris, je t'aime.
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