É assim, como se estivessem vestindo a bandeira dos EUA, que Michael Phelps & Cia. vão enfrentar os adversários na Olimpíada. A edição especial do LZR (o maiô que para muita gente nada sozinho), foi desenvolvida por Rei Kawakubo, fundador da famosa grife Comme des Garçons. A seletiva americana começou a ser disputada hoje.
Foram só cinco minutos de participação na pelada como ele frisou, mas eu juro que senti um frio na barriga quando vi Leandrinho saltar o goleiro e cair sobre o joelho direito, o da tendinite patelar... O armador que pediu dispensa da Seleção pré-olímpica, aparece no vídeo por volta de 1min57s e recebe elogios de Claudio Reyna, jogador de futebol que defende o New York Red Bulls. "Leandro Barbosa é muito rápido, um atleta espetacular. Ele e Raja Bell se saíram muito melhor do que eu esperava. São grandes atletas".
Ele saiu da toca e já tratou de avisar que quer voltar à seleção brasileira. Não só para as Eliminatórias, mas também para a Olimpíada. "Quero estar lá", avisou Ronaldinho Gaúcho, no Mineirão. E ele já está convocado pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira. "O Ronaldinho tem chance de fazer uma grande Olimpíada", afirmou Teixeira, ao 'Jornal Nacional', depois de selar o acordo com o craque. Dessa forma, Ronaldinho será a estrela do meio-campo olímpico no lugar de Kaká, que está vetado pelo Milan, mas ainda não descarta uma mudança de atitute do clube italiano até agosto. Resta saber quem liberaria Ronaldinho Gaúcho: de malas prontas para deixar o Barcelona, ele está na mira do Chelsea e do Manchester City, mas seu futuro é incerto.
Ele já tinha dado todos os sinais. Não vou subir a plaquinha com o "eu já sabia" porque acho que no fundo todo mundo já esperava por esse desfecho. Ok, quase todo mundo. Moncho Monsalve acreditava que depois de ter sido procurado por Leandrinho para uma conversa, poderia contar com ele no Pré-Olímpico, caso seu problema no joelho não fosse cirúrgico. Não foi. A fisioterapia será o recurso para curar a tendinite patelar, mas nem por isso ele se apresentou. Dona Ivete, a mãe, me disse que estava chateada com tudo o que vinha sendo falado sobre o filho caçula. Que ninguém tem que questionar problemas pessoais e que "língua não tem osso, fazer o quê?". Sem um laudo médico, sem um comunicado oficial do Phoenix Suns e sem uma ligação do armador, Moncho, que esperou por ele mais uma semana, soltou a sua. E fez suas as palavras de Paulo Bassul, ditas dias antes depois que Iziane se recusou a entrar em quadra na repescagem mundial: "Não joga mais comigo". Sem uma de suas principais estrelas, cabe ao grupo tentar dar a sua resposta... A missão é bem difícil, ainda mais depois de seis baixas. Mas o empenho dos que toparam o desafio é elogiável. Bom, pelo menos agora acho que não vou mais ouvir um monte de colegas se candidatando a uma vaga no time ou dando como solução levar a equipe do Flamengo, atual campeã nacional.
No Pré-Olímpico de Las Vegas a imagem de Nezinho se recusando a entrar em quadra a poucos minutos do fim de um jogo foi revoltante. Duplamente revoltante. Primeiro porque não houve profissionalismo, muito menos respeito pela camisa que vestia e pelo grupo. Mas também porque quem o chamava foi o técnico que o pegou pela mão e o inventou como um potencial armador da Seleção. Lula Ferreira preferiu a conversa, preferiu declarar que o pupilo estava indisposto e por isso pediu para não jogar. A tomada de decisão que faltou ao ex-treinador do Brasil sobrou a Paulo Bassul. Nunca pensei que veria novamente um jogador tomar uma atitude como aquela. E não é que Iziane resolveu dar uma de menina mimada e bater o pézinho?! "Eu não sou jogadora de ficar no banco aplaudindo. A estrela da equipe, como vocês falam, é para estar em quadra. Não tinha motivo para ficar no banco 20 minutos e entrar na prorrogação". Ahn?! Pra mim quem tem esse status é alguém que além de talento precisa estar pronta para fazer a diferença sempre que for solicitada. E isso não quer dizer somente marcar pontos, mas também ajudar em outras funções de acordo com a necessidade, saber dar sua contribuição até mesmo fora de quadra. Iziane tinha que ter feito a sua parte, ajudado a conquistar a vaga olímpica e depois poderia reclamar o que quisesse com o técnico a portas fechadas. Quem quer brilho solitário e não consegue entender que ali o objetivo do grupo falava mais alto deveria escolher um esporte individual. Maria Helena Cardoso, que comandou Hortência e Paula, fez questão de frisar que jamais teve esse problema. Que saudade delas e de Janeth...
Em 27 edições, contando as de Pequim e Londres que ainda serão realizadas, os Estados Unidos sediaram quatro vezes a Olimpíada. Tóquio e Espanha receberam os Jogos apenas uma vez. E o Brasil nenhuma. É nesse ineditismo, atrelado a um bom projeto, que o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, aposta que o Rio poderá ser a sede de 2016. Mas lá pelas bandas da Europa, Madri confia no seu taco. Em matéria publicada no 20minutos.es, um analista olímpico já se apressa em dizer que a candidatura de Chicago dependerá demais das eleições presidenciais. Barack Obama já expressou seu apoio, mas John McCain mostrou-se muito agressivo com os casos de corrupção no Comitê Olímpico Internacional (COI). Além disso, considera o sistema de imigração dos americanos muito humilhante para cidadãos de vários países. No caso de Tóquio, embora seja tida como grande adversária na disputa, o especialista acredita que pesará o fato de a escolha ser feita apenas um ano depois da edição de Pequim, no mesmo continente. E mesmo que não tire o Rio do páreo, afirma que seria um risco para o COI escolher a cidade brasileira. Para ele, não é possível organizar dois eventos esportivos de grande porte como a Copa do Mundo e a Olimpíada (e a Copa de 94 e os Jogos de 96 não foram nos EUA?), pois o Rio teria dois anos para pensar apenas nos Jogos. Lembra também o problema da segurança. E Madri? Adivinha o que ele acha... Em quem você apostaria suas fichas nessa disputa? Meu palpite, e não passa disso, é Chicago. Seria a volta da Olimpíada para o território americano depois de 20 anos.
Não se trata de jogar a toalha antes do tempo, mas veja só como vai se complicando a situação das seleções de basquete. A equipe masculina que terá a difícil missão de garantir uma das três vagas olímpicas na repescagem mundial, sofreu sua primeira baixa oficial. E importante. Anderson Varejão não poderá ajudar o time. Como ainda não se recuperou de uma forte torção no tornozelo esquerdo e de uma lesão no quadríceps da perna direita, o ala-pivô foi vetado pelo médico Richard Parker, médico do Cleveland Cavaliers. O tratamento de reabilitação segue nos EUA e não há previsão de término. Anderson queria voltar a defender o Brasil. Por conta do impasse da renovação de contrato com seu time, ele teve de ficar fora do Pré-Olímpicos das Américas. "Achei que já estivesse melhor, me concentrei na recuperação, não saí daqui para poder me recuperar e me apresentar ao Moncho Monsalve bem. Fiquei fora de Las Vegas e, agora, vou ficar fora novamente. É frustrante, porque é um momento importante para a Seleção e importante para mim", lamentou. A dispensa de Anderson deve abrir a porteira. Leandrinho também tem enormes chances de desfalcar o grupo. Alega problema no joelho direito. Nenê segue treinando, mas ainda não se pronunciou se estará apto a jogar pelo Brasil. Entre as meninas, que devem ter caminho menos turbulento, já que são cinco vagas em jogo, a armadora Adrianinha pediu dispensa por problemas particulares. A pivô Erika também está fora devido a uma fratura por estresse. Hoje foi a vez de Karen se machucar. Durante um treino, a ala-armadora sofreu uma lesão no menisco do joelho direito. Apesar de ser caso cirúrgico, a expectativa do médico da Seleção é que ela tenha condições de jogar caso o Brasil se classifique para Pequim. Tá feia a coisa...