Gracias
"Ele veio pra cá com problemas físicos, fez um esforço para ajudar a gente a realizar um sonho. Demos o máximo, mas infelizmente não foi possível. Por isso, no fim do jogo contra a Alemanha abracei o Moncho e agradeci". A declaração é de Tiago Splitter e o agradecimento deveria ser de todos. No pouco tempo que esteve por aqui, o técnico espanhol conseguiu despertar na equipe um sentido coletivo, o comprometimento e o orgulho de vestir a camisa do país. Apontou também as deficiências que levam o Brasil a ser mero coadjuvante em torneios internacionais. Nos papos informais durante os treinos da Seleção Moncho falava sobre a necessidade de fortalecer o campeonato nacional, de criar uma equipe B para depender cada vez menos de jogadores que atuam no exterior e nem sempre são liberados ou não querem disputar torneios com a Seleção, investir nas categorias de base. Coisas que todo mundo sabe, mas que na prática não saem do papel. No basquete brasileiro há falta de visão, há vaidade demais. Tanta, que durante o tempo que esteve por aqui quase nenhum treinador teve a curiosidade de ir a um treino para ver o trabalho de Moncho, para tentar aprender algo novo. Na cabeça deles tudo vai bem, obrigado...
Dunga já fez a sua escolha. Os 18 convocados pelo treinador para buscar o inédito ouro olímpico foram conhecidos hoje, com a maioria dos nomes já esperados. Ronaldinho Gaúcho, chamado pelo próprio presidente Ricardo Teixeira, está lá, assim como Robinho, que virou o xodó de Dunga na Seleção atual. Resta agora ao meia perder os quilinhos a mais que vem exibindo em suas aparições públicas.