Com sua arquitetura com arcos e colunas em tijolos aparentes (que mais lembram o último andar do edifício La Pedrera - prédio projetado por Gaudí e uma das maiores atrações de Barcelona), o Centro Cultural Ação da Cidadania, na Saúde, será palco da festa de abertura do Festival do Rio, fechada para convidados. Os 14 mil metros quadrados do lugar, na zona portuária, prometem não deixar ninguém apertado e desconfortável - crítica comum dos convidados. Mas não é de hoje que o bairro da Saúde é objeto de desejo da vanguarda.
O Morro da Conceição e a fortaleza de mesmo nome, construída em 1713, ficam no bairro-brechó. Encantado com a arquitetura da Saúde e o clima familiar, um amigo tentou procurar casas por lá, que custam, em média, R$ 75 mil, mas não conseguiu comprar. Descobriu que as pessoas que nascem lá morrem por lá mesmo, porque ninguém quer sair. Quando a pessoa morre, diz uma amiga jornalista moradora do bairro, 'é uma briga danada, porque as casas são gigantescas e em geral tem muitos herdeiros'...
Também foi no mesmo Centro Cultural que a Globo fez, em junho, coquetel de abertura da microssérie 'A Pedra do Reino'.
A Bienal do Livro termina domingo e o Cinemathèque, em Botafogo, promove o evento de literatura e música que divulga como off-Bienal. E a maior galera vai estar por lá, no 'Primeiro Popular'. A edição carioca contará com Antônio Cícero, Wander Wildner, Chacal, Michel Melamed, Flu, Fabrício Carpinejar, Fernanda D'Umbra, Rodrigo Penna, Marcelino Freire, Augusto Sales, Carolina Veiga, Omar Salomão, Alice Sant'Anna, Os Sete Novos (que são três ; )), Cuias Chinesas e Paulo Scott, além JP Cuenca e Cecília Gianetti, dupla que, com a parceira de blog Kamille e Fred Leal, editava a inesquecível revista Bala.
O Primeiro Popular mistura textos e trilhas sonoras em apresentações que duram, em média, 20 minutos. O evento começou em Porto Alegre, no Bar Zelig, na última edição da Feira do Livro.
E domingo, leia na TDB! uma reportagem bacana sobre os saraus, que estão bom-ban-do.
Está sozinho em casa? Vai dizer que nunca dançou sozinho em frente ao espelho, nunca ensaiou uma cena ou mesmo ficou de bobeira ouvindo som? Ok.
Estava vendo o especial da TV Globo ‘Por Toda a Minha Vida’ e bateu uma nostalgia, claro, lembranças de um tempo perdido, que não volta mais. Que foi ganho, na verdade. Mas, temos nosso próprio tempo.
O programa inspirou a vontade de ouvir e caçar músicas no You Tube. Então, do vídeo de ‘Tempo Perdido’ com Renato Russo, emendei com ‘There is a Light That Never Goes Out’, dos Smiths, com Morissey lindo demais, dançando como nenhum Jon Bon Jovi jamais conseguiu, naturalmente sexy, mas, voltando ao assunto... em seguida procurei o vídeo de ‘World (That’s The Price of Love)’, que Edinho toca quando quer, do New Order, e então depois desse clipe PB, fui para ‘Hide in Your Shell’, do Supertramp, gente, que emoção, e que voz aguda, momento-performance, neguinho subindo ao palco fantasiado para fazer corinho, bem datado, mas ok. E aí uma tentativa de achar ‘Golden Slumbers’, mas os Beatles serviram de cenário para um número de malabarismo e então pulei para Carly Simon e ‘You’re so Vain’, ilustrando um desfile, tudo a ver, e depois um show da própria. E já que ninguém está vendo, que tal rever ‘Blue Savannah’, com o Erasure? Gente o que é aquele momento azul Matisse-Miró, aqueles anjos dourados sendo colados na pele do vocalista?!! E já que foi para meter o pé na lama, ‘Tell it to my Heart’, anos 80 total, 90 já... então voltei uns aninhos e conferimos ‘Borderline’ com Madonna, caramba, como foi fundamental já estar no começo da era do videoclipe, como fez sua própria moda... E aí chega, já deu. Uns anos à frente e me peguei escutando ‘Le Patron est devenu fou’, Super Discount, com aquela dança começo dos anos 2000 ou mais. Noite do Rio começando a bombar, o Jodele Larcher chegou a gravar um programa na Fundição filmando as pessoas dançando, coisa que acabou não vingando. Mas legal, todo mundo queria mais é aparecer e ouvir boa música...
Não se animou? Ainda? Veja só como é possível fazer sua própria festa.
Pra finalizar esse set da madrugada, fique com o DJ Menny mixando ‘ao vivo’ músicas da gravadora sensacional de NY Naked Music. Puro house. Pra provar que qualquer um pode fazer sua festa em casa.
Não dá para ficar parado. O figura é ótimo. Apague a luz aí e aumente o som.
Uma decoração pós-pop inclui uma postura ecologicamente em dia, certo? E a descoberta veio de um blog do Greenpeace: essas velas, nas cores azul e amarela, são sensacionais. Têm chama eletrônica, são feitas de cera de verdade e o melhor, você acende ou apaga assoprando, normalmente. Como não usa pilha, dá para manter o clima romântico sem poluir o ar (nem manchar a mesa com cera derretida...). À venda no Think Geek. Não são o máximo?!
Agora morando no Rio de Janeiro, os gaúchos Pedro Verissimo e Iuri Freiberger, que formam a banda Tom Bloch, vão passar a nos presentear com shows mais freqüentemente (espero!). Amanhã tem: na Sala Baden Powell (av. Nossa Senhora de Copacabana, 360) às 20h, com abertura de Madame Mim. Patrick Laplan acompanha no baixo e Luciano Granja, na guitarra. Alessandra Verney participa dos vocais em 'Vendetta' e Marcello Cals no clarinete e backing em 'Nessa casa'. R$ 10 com nome na lista amiga até 15h de amanhã.
Iuri, o 'Jack Bauer indie', é produtor de uma penca de discos independentes legais (entre eles, o último da banda goiana Violins, um dos meus grupos do coração). Pedro mostra que é mais que um sobrenome famoso com letras inspiradas (além das músicas da banda, ele é autor, ao lado de Iuri, de 'Sacarina', o novo single de Érika Martins & Telecats, um verdadeiro chiclete) e uma voz marcante.
O clipe de 'Entre nós dois', superbacana, é uma boa prévia do que vai rolar:
Quem ganhou o ingresso com direito a acompanhante para a festa Electronóide hoje, no CCBB, foi Cristiano Marinho. Você deve procurar a hostess Renata na porta, dizer que ganhou a promo do blog e apresentar a carteira de identidade. Detalhes do evento um post abaixo. Divirta-se! : )