Karla Rondon Prado

Kamille Viola
 

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Karla Rondon Prado

Kamille Viola

Quinta-feira, 31 Janeiro, 2008

Chegou

reprodução

Revelado ao mundo nos anos 90 com 'Trainspotting', que, mais tarde, em 96, virou filme de cabeceira de muita gente com Ewan McGregor, o escocês Irvine Welsh tem seu novo livro lançado no Brasil, pela Rocco. Chegou às lojas (e às redações) esta semana. 'As revelações picantes dos grandes chefs' foi recebido bem lá fora, falam que é um trabalho mais parecido com 'Trainspotting'.

Apesar do nome, não é um livro de gastronomia. A história é centrada em Danny Skinner, que foi concebido num show do The Clash nos anos 80, depois que sua mãe foi traída pelo namorado e dormiu com três caras para se vingar. A identidade do pai é um mistério para Skinner, que vai de Edimburgo a São Francisco atrás da figura paterna, em busca de aspirantes a chef dos anos 80, quando sua mãe era garçonete. Skinner trabalha no departamento de vigilância sanitária, vive bêbado, é mulherengo e tem no novo colega de trabalho, Kibby, seu rival. Ele nutre um ódio tão incontrolável pelo sujeito, simplório e tímido, que o sentimento ameaça destruí-lo. É aí que entra, com força, o estilo de Welsh, com inesperada reviravolta.


Quarta-feira, 30 Janeiro, 2008

Vergonha alheia

Recebi um Spam. Diz o que tenho pensado com freqüência sobre o 'Big Brother Brasil 8'. Para não sair enchendo meus amigos e suas caixas postais, resolvi compartilhar. Assim, só vai ter acesso quem quiser saber a nossa opinião... Clicando no slide abaixo (galera, a apresentação estava pesada... quem quiser ver agora, clica no link)

Um dia eu achei que o Pedro Bial estava ótimo à frente do 'BBB'. Um verdadeiro Chacrinha, como definiu uma revista que até vestiu o jornalista como o apresentador. É importante desempenhar, bem, o papel que te dão profissionalmente. Se está fazendo, faça da melhor maneira possível, com competência e talento. Mas agora, realmente... Pedro Bial está mais para Troféu Abacaxi.

Um jornalista sabe escolher as palavras. Obviamente ele sabe o que está falando... Mas, quando a pessoa começa a se levar a sério demais, a coisa desanda. Um outro exemplo são as broncas que têm sido dadas nos participantes do programa, ao vivo. Chega a ser constrangedor... Como todo o resto.

Terça-feira, 29 Janeiro, 2008

Beijos a Gerchman

Os quadros de beijos, que transbordam sensualidade, são os que mais me chamam atenção na obra de Rubens Gerchman. Não sou especialista em artes plásticas, longe disso. Sou apenas romântica e, há anos, alguém curioso em relação a arte pop. É uma pena que, hoje, a notícia principal da área cultural seja a morte de Gerchman - nascido em 1942 - por um câncer raro.



Ao longo dos anos, a expressão de Gerchman ganhou formas tão diversas quanto os movimentos artísticos em que se inspirou. Com cores fortes, retratou a vida urbana tendo como referência o homem, nunca se distanciando dele. Começou a carreira nos anos 60, foi diretor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, morou em Nova York na época do Tropicalismo e apresentou ao mundo a personagem Lindonéia, retratada em serigrafia de madeira e que virou música de Caetano Veloso e Gilberto Gil, do disco 'Tropicália ou Panis et Circensis' e também a capa do álbum, de 1968.

Aqui, fica uma homenagem do Pós-Pop ao artista, mostrando aos nossos leitores um pouco da sua série de 'Beijos'. As imagens são reproduzidas da Internet. Algumas estão em galerias em exposição ou à venda, como o Espaço Arte M. Mizrahi e Galeria Murilo Castro, entre outras.

Boa viagem.


Segunda-feira, 28 Janeiro, 2008

Novamente ela

Há algumas semanas, eu tive a sorte de sentar ao lado do Jorge Ben Jor no desfile da Colcci, com Gisele Bündchen. Ali conversamos um pouco, falei da minha paixão pelo trabalho dele e da minha música preferida, 'Zé Canjica' (do até pouco tempo obscuro 'Força Bruta', de 1970). Na ocasião, Jorge cantou trechos da música e prometeu tentar rearranjá-la para o próximo show (já que daquela época pra cá ele trocou seu violão tocado em tempo diferente pela guitarra).

Pois o show foi no último sábado, na Fundição Progresso. Como a história veio parar aqui no blog, vários amigos me perguntavam: "Será que ele vai tocar a música?" Eu preferia não pensar nisso, pra não criar expectativa. Iria ver um show dele, que eu adoro, e pronto.

Então lá fui, com dois amigos e uma amiga, conferir. O repertório ótimo, com medleys de várias músicas antigas, aquele clima de festa que tem o show de Jorge Ben Jor. Como eu imaginava, 'Zé Canjica' não estava no repertório. Ele já tinha anunciado que iria tocar a última música, e começa a cantar 'Emo'. Eu e minha amiga tínhamos conseguido um lugarzinho bem na frente dele, e aí segue-se a seguinte cena, quase poética.

Ben Jor está no palco, cercado por mulheres, algumas se insinuam pra ele, aquela coisa. De repente, ele olha pra frente e acena pra mim. Eu penso: "Gente, ele me viu?" E então, começa a cantar:

Está chovendo
e a chuva vai molhar alguém
que outrora caía toda molhada
nos braços meus


Não bastasse tudo isso (imaginem o meu estado), ele diz: "Eu estava num desfile e tinha uma menina cabisbaixa..."

Não ouvi tudo o que ele disse, porque a essa altura só gritava: "Morri!" Minha amiga Manu acha que ele falou que algum amigo dele canta essa música quando está triste, o que é uma grande coincidência (e eu já nem sei se coincidências existem mesmo), porque eu faço a mesma coisa: escuto 'Zé Canjica' pra ficar feliz.

Enquanto não sabia se ria, chorava ou gritava (acabei fazendo tudo ao mesmo tempo), me lembrei que tínhamos perdido nossos dois amigos, e um deles é que estava com a câmera. Como não conhecia a música e não era brasileiro, ele provavelmente não estava entendendo que Jorge estava cantando a minha música pra mim, e contando a nossa história no palco. O homem que estava do nosso lado estava filmando tudo, então pedimos a ele algum contato pra que ele pudesse me mandar o vídeo depois. A mulher do cara não gostou nada e veio ver o que estava acontecendo. Me deu um email que até hoje não sei se é dele ou dela, e ainda não tive resposta. Se alguém estava lá filmou esse momento do show, por favor! Quero muito.

Isso tudo aconteceu em segundos, e quando Jorge estava terminando de contar a história, volta a apontar pra mim e diz, emendando com o verso da música:

E aí está
novamente ela
novamente ela
novamente ela


Enquanto todo mundo cantava e o verso ecoava pela Fundição Progresso, tudo era confuso na minha cabeça ao saber que ela era eu, e, assim como deseja o Zé Canjica da música, a essa altura Jorge já tinha conquistado novamente ela/eu. A primeira vez, quando entrei em contato com sua música, nos anos 80 ainda, ao ouvir um vinil de 'A Banda do Zé Pretinho' que peguei emprestado do primo da minha madrinha. A segunda, na década de 90, quando me deparei como uma coleção de CDs dele praticamente inteira num sebo na Tijuca. Era estagiária e infelizmente não pude comprar tudo, mas aquele dia levei pra casa cinco tesouros: 'África Brasil', 'A Tábua de Esmeralda', 'Samba Esquema Novo', 'Ben é Samba Bom' e aquele que viria a se tornar o disco do meu coração, com a música que me dá "um fio de esperança" quando estou pra baixo: 'Força Bruta'. E aí foram tantas re-conquistas que um sorriso se abre em meu rosto só de lembrar.

Sempre ouvi que Jorge não gostava muito de jornalistas e não era lá muito simpático. Certa vez, BNegão me disse que tinha ficado preso no aeroporto por conta da caos aéreo e por isso tinha ficado horas conversando com Ben Jor. Que o cara era incrível, muito doce. Mas como o B também é artista, pra mim não contava.

Meses atrás, eu jamais imaginaria que estaria ali, olhando pra ele enquanto ele cantava pra mim. Nem sei qual o público da Fundição no sábado, mas durante aqueles minutos só estávamos eu, ele e Manu, que compartilhava comigo aquele momento maravilhosamente surreal. 'Zé Canjica' finalmente se tornou a minha música.

Depois, ainda fui ao camarim e fui recebida por um ídolo de braços abertos, dizendo:

- Não acredito que você veio! Viu que eu cantei?

Claro que eu vi. Aliás, há três dias só vejo isso. E vou continuar vendo, pra sempre.



(Olha a cara de felicidade na foto que tiramos no camarim!)

Sexta-feira , 25 Janeiro, 2008

Atrás de Bin Laden

PARK CITY, EUA, 25 Jan 2008 (AFP)

Depois de submeter seu corpo durante mais de um mês a um regime de hambúrgueres e batatas fritas do McDonald's no elogiado documentário 'Super Size Me: A dieta do palhaço', Morgan Spurlock agora se propõe a um desafio mais arriscado: capturar o homem mais procurado do mundo, o líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden.

O resultado - 'Where in the World is Osama Bin Laden?' - Teve estréia esta semana no Festival de Cinema Independente de Sundance, ante um público ansioso para comprovar se Spurlock conseguiria
recriar a magia de sua inovadora obra-prima.

"Tive a idéia do filme em 2005", contou Spurlock. "George W. Bush havia sido reeleito, Bin Laden havia divulgado uma nova gravação e as pessoas se perguntavam: onde diabos se meteu Osama Bin Laden?". Depois de um treinamento para ajudá-lo a se safar de franco-atiradores e seqüestradores, o filme segue Spurlock enquanto ele viaja pelo Marrocos, Israel, Egito, Arábia Saudita, Afeganistão e, finalmente, Paquistão, para tentar encontrar o fugitivo que continua eludindo a CIA, o FBI e o exército dos Estados Unidos.

Ele entrevista parentes distantes dos terroristas do 11 de setembro e talibãs e perambula pelos centros comerciais e supermercados sauditas pedindo ajuda aos transeuntes para localizar Bin Laden. Mas, na verdade, o filme não fala tanto do líder terrorista, mas do que leva os jovens muçulmanos a aderir a sua filosofia anti-americana.

"O que começou como 'que título bom pra um filme', virou um 'que tipo de mundo maluco cria um Osama bin Laden?' E comecei a me preocupar sobre o que é trazer uma criança para esse mundo", explicou Spurlock. Ainda mais quando soube que sua mulher, Alex, estava grávida durante a pré-produção do filme.

A lição do filme, segundo Spurlock, é que a realidade do mundo após-11/9 não é branco ou preto. "Aprendi que o que vemos na televisão americana, na imprensa, não é o que o resto do mundo pensa de nós, ou deles mesmos. É muito mais complicado que algo como 'bons contra os maus'. A maioria das pessoas que conheci era moderada, e acho que foi importante ouvi-las".

"Conheci muita gente que vê os Estados Unidos com tanta esperança... Esperança de que os Estados Unidos vão mudar. Querem que os Estados Unidos sejam um modelo de democracia e deixe de apoiar ditadores", acrescentou.

Por fim, depois de chegar à região de Peshawar, no Paquistão, Spurlock abandona a busca para voltar para casa, para sua esposa, que está a ponto de dar à luz. "Se eu o tivesse encontrado, ficaria encantado de sentar com ele e perguntar: 'Como se pode acabar com tudo isso? Ou nunca vai acabar?
Qual é a resposta?'"

(Michel Comte, da AFP)



Uma coisa é certa, Osama atraiu todos os olhares para o Afeganistão. O mundo se voltou para lá. 'O Caçador de Pipas', em cartaz, recria Kabul, capital do País, em província da China. Clipes e outros longas, como 'Babel', foram gravados no Marrocos para reproduzir a paisagem do país do terrorista e a curiosidade aumentou com relação àquele povo. Afinal, quem é vítima, quem é vilão?

Quinta-feira, 24 Janeiro, 2008

Como será o novo clipe da Madonna

Madonna só vai na boa. Chamou Justin Timberlake e Timbaland para participarem do clipe de seu novo single, '4 Minutes to Save The World', que vai ser gravado em Londres. Timbaland já produziu meio mundo, segundo minha parceira de blog Kamille, que entende de música (eu só gosto): a própria Madonna, Nelly Furtado, Björk, Justin, Whitney Houston, Snoop Dogg, Jay-Z, Chris Martin do Coldplay...

Detalhes do novo clipe da maior musa do pop de todos os tempos no site Madonna Online.

Osso duro de roer

Concordo com o produtor de 'Tropa de Elite', Marcos Prado (que não é meu parente apesar do sobrenome), quando ele não se mostra surpreso por 'O Ano em que meus Pais Saíram de Férias', do ótimo Cao Hamburguer, ter ficado de fora da corrida do Oscar. Ontem, em reportagem de Ana Carolina de Souza em O DIA D, Prado foi direto: "Amem ou odeiem, foi o filme mais discutido em 2007. Foi fraco o motivo que deram para 'O Ano' ser escolhido para estar entre os possíveis candidatos. Disseram que um filme com criança, judeu e futebol tinha mais chances. Isso não é critério, 'Tropa' tinha que ter sido indicado por mérito, pela questão sociológica que criou".

E é isso mesmo. Não bastasse o filme estar inserido no contexto da vida de todos nós, brasileiros, e, principalmente, cariocas, gerou discussões, desde que virou o maior fenômeno de pirataria até chegar aos cinemas, letra de samba, enredo de blocos, deu nome para tudo que é reportagem - 'tropa disso', 'tropa daquilo' - e, concordem com os métodos dos policiais ou não, nos fez acreditar que a polícia pode, sim, vencer os bandidos. Quem sabe um dia poderemos dizer aos nossos filhos, como nossas mães faziam no passado, para qualquer problema 'falar com o Seu Guarda'. Até mesmo a história dos PMs que saquearam cerveja, que O DIA vem dando desde anteontem em seu Online e em suas páginas, está no filme, através do PM que pega propina de donos de boates, pessoal de reboque etc

E quer termômetro melhor que a Saara, no Centro do Rio? A área de comércio mais popular da cidade transformou o uniforme do Bope em fantasia, com direito ao símbolo de caveira, cartucheira e boina. O figurino para adultos esgotou rapidamente - sabe-se lá se não será usado depois do Carnaval... - e o de crianças está bombando, como mostrou nossa reportagem na terça-feira passada. Por essas e por outras, 'Tropa' devia, sim, ter sido o nosso selecionado. Mas, quem sabe, a sorte será melhor no ano que vem.

Ag. O DIA

Menino experimenta fantasia de 'Tropa de Elite' no Centro do Rio, em 14 de janeiro

Sábado tem Phunk! no clube Santa Luzia, no Centro

Lamentavelmente, o Bola Preta foi despejado de sua sede, no Centro (não vou entrar no mérito de quem é a responsabilidade, mas é uma pena acontecer isso com um patrimônio carioca às vésperas do carnaval).

Por isso, a Phunk!, uma das festas mais legais da cidade, vai acontecer em outro lugar, o Clube Santa Luzia (Av. Almirante Silvio de Noronha, 300, Aterro do Flamengo - ao lado do Aeroporto).

Quem postar o nome até 22h na lista amiga paga R$ 10.

No sábado agora, a festa recebe como convidado o DJ mexicano Carlos Icaza, especializado em soul, funk, disco e psicodelia. O trombonitsa Marco Rafael, da banda Canastra, também se apresenta e faz intervenções nas músicas.

De resto, o que a gente já sabe: Os DJs Saens Peña, Artur Miró e Coisa Fina e os VJs Simpla, Timba e Milena Sá.

Quarta-feira, 23 Janeiro, 2008

Big Brother Boliche

Está muito engraçada a coluna do José Simão hoje na Folha, pra variar.

Ele pergunta qual é o número e quanto custa para eliminar todo mundo, dar um strike no 'Big Brother Brasil'. Adorei.

Já reparou como o povo do 'Big Brother' grita? Claro que já, não tem como não reparar. Nesta edição todos já entraram aos berros e mostrando a que vieram, as mulheres nem disfarçam mais e botam tudo pra fora mesmo. Lembro dos primeiros, com pouquíssima produção, aquela maluca batendo panela e ninguém conseguia fazer a criatura parar, a primeira cena de sexo ao vivo na TV debaixo do edredom com um casal péeeeessimo etc e tal. Era mais feio, pobre não gosta de lixo, todo mundo fala isso. Quem vai dar ibope para um programa assim?

De fato, a edição se supera a cada ano, a arte é incrível, trilha sonora tudo a ver, produção dez. Você olha aquela malinha com que os participantes chegam e saem e finge que acredita que ali estão todas as roupas que eles vão usar durante três meses, em todas aquelas festas temáticas e tal. Tem que acreditar. E aí você esquece também qualquer distanciamento crítico e começa a participar da vida daquelas pessoas e não é por absoluta falta do que fazer, pelo contrário. Mas esse BBB é muito, muito fake, é pior do que aqueles que passaram. A eliminada Jaqueline, ao sair da casa, declarou, após uma semana de confinamento: "Eu faria tudo de novo". Tudo o que, cara-pálida?

Não tenho mais muita paciência, não. Está tão pesado, com umas pessoas tão desinteressantes e só de olho na 'fama', tão eca, que eu tenho vontade de fazer como o José Simão e derrubar todos de uma vez. Assim acaba logo.


Terça-feira, 22 Janeiro, 2008

Falta de tempo

Não sei se você (ou vocês, agora que eu descobri que temos pelo menos 20 leitores) já viu (viram) a revista 'vida simples', da editora Abril. Espero que já, se não, vale a pena comprar. Na primeira vez, devo confessar, a revista me chamou a atenção pela capa, sempre clean, sempre linda, com um design superbacana que se estende pelas páginas internas. Hoje, me chamou a atenção por ter dedicado duas páginas a recortes de imagens de postais com essa cartinha que reproduzo abaixo.

reprodução/revista vida simples

Concordo plenamente com a indicação. Sempre procuro enviar postais quando estou viajando. O cúmulo foi em Toronto, no Canadá, que tem um posto de Correio de 1900 e pouco, onde se escreve com caneta tinteiro e se tira o excesso da tinta com areia. Ficou um borrão, mas tenho certeza que é um presente que vale muito mais que qualquer ímã de geladeira (embora eu os colecione). Enfim, a gente nunca tem tempo, mas deve se forçar a. Enviar postal é só um exemplo. E o tema da revista é justamente esse nessa edição de fevereiro, que já está nas bancas: arranjar tempo para aquilo que a gente está sempre adiando. Quando conseguimos fazer as coisas, o resto todo flui e então progredimos.

É pessoal. Esse blog também tem seus dias de auto-ajuda.

Segunda-feira, 21 Janeiro, 2008

Moda-chifre

Tudo bem que fazia parte de um conceito para mostrar modelos como guerreiras saídas das florestas etc e tal. Mas já pensou se a moda da Amapô - mostrada à tarde na São Paulo Fashion Week - pega?

REUTERS/Paulo Whitaker

Machado de Assis é o homenageado da Flip

A sexta FLIP - Festa Literária Internacional de Parati, este ano acontece de 2 a 6 de julho e homenageia Machado de Assis.

"Machado não é apenas o grande clássico nacional. É também um escritor que polariza as principais vertentes da crítica literária no país", diz Flávio Moura, diretor de programação da feira, através da assessoria de imprensa do evento. A homenagem da Flip faz parte das comemorações pelos 100 anos da morte do autor de 'Dom Casmurro' e muitos outros clássicos.

Domingo, 20 Janeiro, 2008

Moradores do Leblon protestam em inglês

carlo wrede

Como pergunta minha prima de Minas: 'Sinceridade?'

Alguém acha que os moradores do Leblon podem ser levados a sério protestando em inglês? Hoje, quando vi as fotos dos cartazes da manifestação contra o aumento abusivo do IPTU, pensei: só pode ser piada. No Bush, No Drugs, No Stress... NO IPTU?????!!!!!!!!!

Se fosse em novela de Manoel Carlos, ia ter um monte de gente caindo de pau em cima do autor, dizendo que isso só acontece nas novelas dele. Mais uma prova de que Maneco entende como ninguém os leblonistas. Fala sério: No IPTU, não dá. Concorda?


Sexta-feira , 18 Janeiro, 2008

Sem guarda-chuva

reproduções

Só dá ela, ela, ela... A ninfeta Rihanna vive seus dias de glória e é o foco de todos os olhares. A revista FHM foi rápida e convidou a cantora do hit 'Umbrella' para posar nua em sua edição alemã deste mês. Há duas versões para a capa (acima), assim como para as fotos internas - as mesmas imagens são mostradas com e sem roupa. As fotos são no estilo 'ensaio sensual', não mostram nada explicitamente. A revista já virou objeto de desejo dos milhares de fãs-clubes da cantora espalhados pelo mundo.

reproduções/FHM Germany

Britney Spears no próximo filme de Tarantino

Britney Spears/Reprodução

A revista norte-americana 'Variety' contou que Quentin Tarantino cogita o nome de Britney Spears para seu próximo projeto, uma refilmagem da 'exploitation' 'Faster, Pussycat! Kill! Kill!' (1965), de Russ Meyer.

Na história, um 'cult', três strippers pegam a estrada tocando o terror pelo caminho: matam um homem e seqüestram sua namorada, e depois tentam seduzir os dois filhos de um velho que vive numa cadeira de rodas para pôr as mãos em um dinheiro que ele teria guardado. Tudo com muita violência, insinuação de sexo e segredos do passado, como o diretor adora.

Os outros nomes seriam Kim Kardashian (filha do advogado de O.J Simpson, famosa por um vídeo que vazou na internet) e Eva Mendes ('Motoqueiro Fantasma').

Tarantino é conhecido por tentar tirar astros esquecidos do limbo - com John Travolta deu certo, por exemplo. Será que Britney vai ter essa sorte?

Quinta-feira, 17 Janeiro, 2008

Linha do tempo


reuters/ divulgação e montagem aliomar gandra

Atração da São Paulo Fashion Week, onde veio lançar dois modelos de Melissa - Mary Jane e Ultragirl (que já existe, mas ganhou palmilha xadrez e brasão) - a 'estilista punk' Vivienne Westwood falou que quer conhecer a Amazônia a pedido da mãe, uma senhorinha de 92 anos que ficou superexcitada quando soube que a filha viria mais uma vez ao Brasil (nosso colunista Bruno Astuto conta mais sobre ela em sua coluna de amanhã, em O DIA D).

Achei tão bacana ter a presença da inglesa por aqui, ela sim é o que podemos chamar de VIP, pois é uma pessoa muito importante não só no mundo da moda, mas no comportamento, em sua identidade preservada até hoje. Casada com Malcolm McLaren, produtor dos Sex Pistols, Vivienne abriu sua primeira loja nos anos 70 e vestia a banda, assim como quase todos os jovens ingleses influenciados pelo movimento. Referência da moda inglesa, de lá para cá ela se separou, mudou-se para a Itália, casou de novo, ganhou o título de Lady da Rainha da Inglaterra e não parou de criar e pesquisar moda.

Quer tirar uma lição disso tudo? A própria estilista deu a receita na entrevista em São Paulo. "Arte é atemporal. A Monalisa é mais moderna que algumas obras contemporâneas. Somos privilegiados porque podemos escolher o que é arte e o que queremos vestir. As pessoas estão comprando lixo. Elas devem comprar roupas, mas não muitas”, ensinou.

PS. Isso tudo me fez dar um passeio pelo site da Melissa e lá encontrei um modelo de 1982 que eu não tirava dos pés: o Rock (abaixo). O meu par era azul turquesa e eu usava com uma saia de babados rosa-pink e azul turquesa, cores que, juntas, eram a 'última moda'. De lá para cá, muitas Melissas... e o resto é história.

reprodução

Quarta-feira, 16 Janeiro, 2008

Juno vem aí

Foi o mesmo 'Manhattan Connection' da nota abaixo que me inspirou a escrever sobre 'Juno', um dos temas do programa. Eu já tinha visto na rede alguma coisa sobre o filme, apontado como o 'Pequena Miss Sunshine' deste ano. O longa de Jason Reitman (de 'Obrigado por Fumar') é o preferido em listas de discussões de cinéfilos lá fora Trata-se de uma comédia com um tema polêmico: gravidez adolescente. Ou seja, pode ser piegas, pode ser bom, dependendo da sua disposição. Principalmente porque, pelo que percebi do trailer, fala sobre amor e amizade, temas tão interessantes quanto óbvios. Veja o trailer e tire suas conclusões.

Ellen Page, de 'Menina má.com', é a adolescente em questão, que choca os pais com a notícia da gravidez. Pelo papel, a atriz foi indicada ao Globo de Ouro, mas não levou. O longa, independente, também concorreu a melhor filme comédia e a melhor roteiro, para Diablo Cody, ex-stripper e publicitária. A previsão de estréia no Brasil é 1 de fevereiro, pela Paris Filmes. Page, protagonista de 'Juno', é a estrela da vez e vai atuar em 'Whip it', estréia de Drew Barrymore na direção, informa a edição de hoje do 'Daily Variety'.


Hamptons o quê?



Eu, que só conheço Hamptons através dos episódios de 'Sex & the City' e alguns filmes dos EUA, não vou dizer aqui que nunca irei para a colônia de férias dos americanos de Nova York, mas que essa adoração pelo lugar me irrita, ah, irrita. Por isso, não consegui desgrudar do 'Manhattan Connection', do GNT, na reprise de segunda-feira. Sabe quando você odeia uma coisa e por isso mesmo nutre um especial interesse por ela? Tipo assistir ao 'Big Brother Brasil'?

Pois bem. No último bloco do programa, Lucia Guimarães mostrou as imagens que fez de Hamptons e começou a conversa sobre a Região dos Lagos de lá. Tenho vários amigos que detestam o 'Manhattan Connection' justamente por parecer um pouco surreal, um mundo à parte, discutir realidade tão distante. Então o Lucas Mendes começou a falar que já alugou casa lá, mas era um barraco mesmo, antes de Hamptons ser descoberto... E aí a Lúcia Guimarães falou impressionada que o aluguel de uma casa por aquelas bandas, hoje em dia, custa 30 mil dólares por mês, 'uma casa razoável com três quartos'... e, acho que foi o próprio Lucas Mendes, ou o Caio Blinder, de quem gosto, que falou que cada vez mais brasileiros têm ido para lá. Oh... foi então que, pela primeira vez, eu captei a ironia de Diogo Mainardi, quase sutil desta vez, jogando um pouco a cabeça para o lado, falando o que eu gostaria de falar naquele momento: 'Legal, vamos então formar uma comunidade brasileira nos Hamptons'. Ok, Diogo Mainardi é supostamente polêmico, superelitista e já foi até chamado de fascista, mas mandou bem. Aquele assunto era uma bobagem, só um pouco curioso, e não se integra nem um pouco a nossa realidade. Sabe quando você quer encerrar um assunto, como quando está falando com criança? 'Tá bom, tá bom'. Ou, como eu brinco em casa, 'Alrighty'. Foi o que fez o Mainardi no programa. E foi ótimo.

Scarlett Johansson pode viver Courtney Love no cinema

Courtney Love não é boba nem nada. Às voltas com a produção do filme sobre Kurt Cobain, a viúva (na primeira foto abaixo) quer convencer a musa Scarlett Johansson (na segunda foto) pra viver o seu papel.

Courtney Love/Reprodução

Scarlett Johansson/Reprodução

O ator que viverá Cobain já foi escolhido: é o canadense Ryan Gosling, indicado ao Oscar de melhor ator por 'Half Nelson', de Ryan Fleck (2006) e mais conhecido por aqui pelo filme 'Um Crime de Mestre', de Gregory Hoblit, em que atua com Anthony Hopkins.

Ryan Gosling/Reprodução

O roteiro é baseado no livro 'Mais Pesado que o Céu', de Charles Cross, lançado no Brasil pela editora Globo. A produtora do filme garante que vai estar presente no set para mostrar aos atores como interpretar ela e o Kurt.

Sábado, 12 Janeiro, 2008

Arrigo Barnabé e Patife Band hoje na Caixa Cultural

Na foto: Arrigo Barnabé/reprodução

Sei que está em cima da hora, mas ainda dá tempo de assistir a um show imperdível que vai acontecer hoje. Arrigo Barnabé e Patife Band (de Paulo Barnabé, irmão de Arrigo) se apresentam no Teatro de Arena da Caixa Cultural (Av. Almirante Barroso, 25, 2544-4080), às 20h.

Os dois são expoentes da vanguarda paulista, que misturava elementos da dodecafonia erudita com rock. Falando assim, parece cabecice, mas nada de preconceito! Quem não conhece, vale a pena escutar. O melhor é que Arrigo vai fazer o show do disco 'Clara Crocodilo', de 1980, um marco em seus 28 anos de carreira.

(tentei encontrar alguma coisa do Arrigo no YouTube, mas a qualidade não é muito boa, vale procurar os discos)

Ninfeta do pinball

Estava dando uma volta pela internet e encontrei um registro genial, daquelas descobertas de verdade: uma foto de Brooke Shields no filme 'Tilt', de 1979, no qual ela vivia um fenômeno do pinball. Ícone da beleza dos anos 80, Brooke está num especial do Style.com. A atriz fez o longa logo depois do polêmico 'Pretty Baby', que a revelou. 'Tilt' é uma raridade por aqui, caçado pelos fãs do pinball, e pouco se encontra a respeito dele na rede.

reprodução style.com/melvin simon/the kobal collection


Quinta-feira, 10 Janeiro, 2008

Guarda-lugar

murillo tinoco

Profissão? Guarda-lugar. Percebi a movimentação dos rapazes da Oi ao chegar adiantada para um desfile no Fashion Rio. Eles entram antes de abrirem os portões, pela entrada de imprensa e credenciados. Um deles se sentou atrás de mim e resolvi apurar. Ganham R$ 90 por dia de evento para guardar os lugares para clientes convidados da Oi, para evitar que, em caso de atraso, eles percam suas cadeiras, já que muita gente toma os lugares antes. Como a Oi é co-patrocinadora do Fashion Rio, os meninos entram primeiro e já garantem uma boa visão do desfile numa área reservada para tal... mas nada de fila A. Algumas convidadas torceram o nariz para a função, acharam que os rapazes estavam furando fila. Não deixa de ser. Mas é tudo dentro da lei, digamos assim.

Para um deles, que está no evento com a mesma função pela segunda vez, o trabalho vale a pena. Vê todo o agito em torno das lonas, as modelos, o povo da moda e, de quebra, ainda consegue assistir ao último desfile. Durante o dia, o guarda-lugar, como o nome diz, só fica sentado até o convidado chegar e depois já tem que correr para a tenda da apresentação seguinte. Eles são contratados da agência Sequencial, que, por sua vez, é contratada pela empresa de telefonia.

Então, se você não tem convite e morre de curiosidade de conhecer a semana de moda, já sabe o que fazer na próxima estação...

murillo tinoco

murillo tinoco

Quarta-feira, 9 Janeiro, 2008

Da feirinha...

ernesto carriço

Gianne Albertoni é linda, magra na medida, botou silicone 'mas só um pouquinho' para ficar natural, é paulista, porém loura-bronzeada e tem a cara do Rio de Janeiro. Mas sinceramente: precisa mesmo usar essas roupinhas que está usando como entrevistadora da Oi no Fashion Rio? Essa aí da foto diz muita coisa. Não dá, né?! A que usou no Copacabana Palace também era inacreditável: uma blusa-vestido de malha verde e rasteirinha. Não precisa ir montadona como muitas pessoas equivocadas que freqüentam os desfiles, mas podia demonstrar um mínimo de interesse por moda, já que está cobrindo um evento sobre. Muito pobrinho o figurino, só vale para um sambinha descompromissado de domingo à tarde.

Não é verdade, não, não pode ser

Depois de um dia inteiro de Fashion Rio, Gisele ainda iria desfilar. Preguiça, muita preguiça. Nos perdemos no caminho pro lugar onde seria o desfile, a Ação Comunitária do Brasil, na Praça Mauá. Na entrada, confusão, claustrofobia. Tenho que voltar a fila toda pra esperar minha chefe. Entramos. A assessora diz pra eu catar um lugar pra trás. Desânimo. Olho minha editora, Marcia Disitzer, que aponta uma cadeira bem atrás dela. Ótimo! Melhor ainda: do lado do Jorge Benjor.

Faço algum comentário com ele sobre a honra de sentar ali (quem acompanha este blog e/ou me conhece sabe o quanto sou fã) e a Marcia faz uma entrevista rápida com ele. Descobrimos que ele assina uma linha de roupas da Track & Field - ele mostra a camiseta que está vestindo.

Acabo virando papagaio-de-pirata involuntária, porque muita gente vem filmá-lo e fotografá-lo, claro. Duas jornalistas pedem autógrafo. Comento: "Tem que ir lá dia 26! (quando ele se apresenta na Fundição Progresso)" Aproveitando que um fotógrafo conhecido está por ali, peço a ele pra tirar uma foto comigo. Ele me abraça, simpático: "Que maravilha!" Conto que já é segunda vez que encho o saco pedindo pra tirar foto com ele (a anterior foi na festa do Prêmio Tim). "O último?", ele pergunta. Isso.

Pergunto se ele vem a outros desfiles e ele diz que sim, mas ainda não sabe quais. Brinco que vou andar com meu CD 'Força bruta' na bolsa pra pegar um autógrafo e ele sorri: "'Força bruta', legal". Eu: "Adoro esse disco, comprei daquela série 'Colecionador', tenho vários. Aliás, podiam relançar..."

Fico um tempo na minha, afinal ele está ali com o filho, conversando, digital na mão, fotografando tudo. Passa um tempo e não resisto:

- Já que eu caí aqui do seu lado, o que é que você vai tocar dia 26?
- Vou tocar músicas do meu último disco e antigas, também - responde ele, sem dizer muito. Uma pausa e ele me pergunta:
- Qual sua música preferida do 'Força bruta'?".

Quase engasgo, mas respondo:
- 'Zé Canjica'.
- Nossa, 'Zé Canjica'... Quanto tempo... Vou se faço um arranjo pra tocar ela no show.

Eu, chocada, faço qualquer comentário embasbacado e ele começa a cantar, errando um pouco a letra: "Está chovendo / e a chuva vai molhar alguém / que outrora caía toda molhada nos braços meus / Não é verdade, não / Não pode ser..."

Canto junto, consertando os trechos que ele não lembra (!!!). Ele recorda outro pedaço: "Sei que minha maré não tá pra peixe / Mas eu não vou desistir de pescar porque / Pois ainda resta em mim / um fio de esperança e a vontade de viver pra conseguir conquistar / novamente ela..."

Eu só digo:
- Não acredito que não tenho um gravador ou a minha câmera aqui!
Ele sorri.
- Mas tudo bem, vai ficar bem guardado na minha memória - falo.
- Na minha também.
- Tou até emocionada!
- Eu que tou.
- Não acredito que você vai cantar essa música no show. Vou contar pra todos os meus amigos. Você não tem noção de como eu sou sua fã.

Finalmente começa o desfile e eu tenho que prestar atenção, mas na minha cabeça só passam os instantes anteriores.

- Tá gostando? - ele pergunta, enquanto tira muitas fotos da apresentação.
- Tou, mas só consigo pensar em 'Zé Canjica'.

Ele ri e volta a fotografar. No fim, comenta: "Umas roupinhas muito estranhas..."

Jorge tem razão, mas tanto faz. Nem mesmo o fato de já passar da meia-noite importa. Chego em casa e, de tão agitada, não consigo dormir. Tudo bem: já sonhei acordada. E agora só penso no dia 26. E que, se algum dia o Jorge realmente voltar a cantar 'Zé Canjica', eu vou saber que foi pela feliz coincidência desta noite. Mais que isso: eu vou saber que é pra mim.

R$ 1 milhão pra pagar mico

marcio mercante

A cada ano, o comentário é um só: 'Que roupas são es-sas?!!!' É inacreditável como a Colcci se supera. Desta vez, conseguiu transformar a macérrima Gisele Bündchen em grávida, com um vestido bufante que nenhum mortal pode usar. Veja só na foto. Você usaria uma roupa dessas? Você gostaria de ver sua namorada com esse modelito? Seu espelho suportaria tantas pregas? São várias perguntas que não querem calar.

Sem contar o horário, que, como disse nossa editora de moda, não é de desfile, é de festa. Marcado para as 22h30m, o show começou às 23h30m no Centro Cultural Ação da Cidadania, na Gamboa, aquele lugar lindo que este blog contou primeiro que viraria hype logo, logo e não deu outra. Mas a confusão foi grande ali. Ok, na hora H é sempre bom ver nossa celebridade-mór, porque ela é incrível, mas a sensação que ficou foi: ganhou R$ 1 milhão para isso? Ah, sim, foi R$ 1 milhão pra usar fantasia de palhaço. R$ 1 milhão pra pagar mico.

marcio mercante

Terça-feira, 8 Janeiro, 2008

Ele merece



Muito bom começar o dia no Copacabana Palace, com um desfile de verdade como foi o do Victor Dzenk no Fashion Rio. Roupas lindas, quase todas 'usáveis', outras de passarela, mas figurinos de verdade, com plumas, paetês, referências... e não aquela modinha de malha dos shoppings que ninguém aguenta mais. Muito lindo mesmo, citando de Marlene Dietrich aos Rolling Stones, hóspedes ilustres do hotel - e o estilista contou a sua história.

Por isso, nada mais adequado do que convidar David Dassati para brilhar na passarela. Não sabe quem é? Nunca ouviu falar? Pois ele roubou a cena de Guisela Rhein e Rômulo Arantes Neto no Copa. Trata-se do porteiro-capitão do hotel, que entrou uniformizado, empurrando um carrinho de malas com mais um look do desfile pendurado no cabide. Foi aplaudidíssimo. Show.

O fim anunciado da ditadura dos mínis

Já nos primeiros desfiles deste Fashion Rio, uma boa novidade se anuncia: nada de mínis no inverno deste ano. Pra mulheres como eu, que têm trinta anos e que não gostam de legging (a não ser pra fazer ginástica, e olhe lá!), é ótimo saber que vamos encontrar vestidos e saias usáveis nas araras da lojas, sem ter que apelar para os longos.

Luxo no cafezinho

Reprodução

Primeiro dia da maratona Fashion Rio (ontem rolou só o fofíssimo desfile da grife infantil Lilica Ripilica, patrocinadora do evento), resolvo tomar um cafezinho na sala de imprensa pra agüentar o tranco. Qual não é minha surpresa ao ver que o café servido é o Nespresso, que acaba de inaugurar no Rio uma butique chiquérrima em Ipanema.

O café vem em cápsulas como as da foto, chamadas grand crus, com 'blends' (combinações) de grãos de diversas origens.

Até o fim do evento, pretendo provar todos os 'blends' disponíveis, depois posto aqui meu preferido.

Quinta-feira, 3 Janeiro, 2008

Mônica e Penélope Cruz sensuais em clipe do irmão

A música abaixo não tem nada demais: é um popzinho cantado pelo bonitinho espanhol Eduardo Cruz. O clipe de 'Cosas Que Contar', no entanto, é de tirar o fôlego: traz a atriz Penélope Cruz e sua não menos bela irmã Mônica em cenas sensualíssimas.

As duas são irmãs de Eduardo e resolveram dar uma força a ele, na faixa que dá nome ao disco de estréia do cantor.

No vídeo, elas interpretam duas dubladoras de filme pornô entediadas que acabam se empolgando. Rola até beijo na boca entre as irmãs (na hora do beijo em si, corta para um close, mas pelo menos é insinuado que sejam elas).