Karla Rondon Prado

Kamille Viola
 

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Karla Rondon Prado

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Quarta-feira, 30 Abril, 2008

Filme sobre o hip hop no Rio ganha prêmio na Holanda

Emílio Domingos em Roterdã

O documentário 'L.A.P.A.', de Cavi Borges e Emílio Domingos, ganhou o prêmio melhor longa eleito pelo público do festival no 'Cameramundo — Independent Film Festival', em Roterdã, na Holanda.
Foi a primeira edição do evento, que aconteceu da última sexta-feira até domingo e teve como foco a produção cinematográfica independente brasileira. "É bom ter o trabalho respeitado, é diferente, ser tratado como diretor", desabafa Emílio (na foto, recebendo o prêmio).

Ainda inédito em circuito, o documentário mostra a Lapa dos dias de hoje, com trechos da Batalha do Real e entrevistas com desde rappers consagrados como Marcelo D2, BNegão e Black Alien, até nomes de gerações mais recentes, como Marechal e Aori.

O filme mostra não só a Lapa, que hoje é cenário importante para o hip hop no Rio de Janeiro, mas também como é o dia-a-dia desses artistas, como ganham a vida, como produzem suas músicas e as dificuldades que encontram pelo caminho. "Mostra a Lapa foi ponto de encontro, como ponto de convvergência, de propagação do rap no Rio", conta o diretor Emílio Domingos, recém-chegado de Rorterdã, onde também se apresentou em uma festa do evento, como DJ Saens Peña.

Muitos são como MC Chapadão, de Irajá, que equilibra o emprego de eletricista com a dedicação ao rap. "Ele faz um 'freestyle' (rap improvisado) enquanto está trocando as lâmpadas no Fundão", descreve Emílio. "Em outro momento, aparece a família dele no sofá, vendo a novela, e a mãe dele fala como é ser mãe de MC. Ela apóia, mas não gosta do apelido Chapadão. É engraçado, porque é igual a qualquer mãe", diz.

Também se destaca no filme o MC Funkeiro, de São Gonçalo. "Ele é do Jardim Catarina, uma favela, e também canta em baile funk, está abrindo um novo caminho", explica Emílio. "Tem um depoimento do BNegão que fala que é uma geração que não tem como viver só de música, mas isso acaba tendo coisas boas: o fato de não ter dependência financeira da indústria gera liberdade, e o fato de boa parte deles não lançar disco também é interessante porque eles fazem música não para agradar ao público, mas porque gostam", resume.

Outros premiados foram o 'O Rei do Côco' (assim, com acento mesmo), de João Marcelo Ferraz, eleito melhor curta pelo público, e 'Até Onde a Vista Alcança', de Felipe Peres Calheiros, que levou o Prêmio de Incentivo da Comissão do Festival.

'L.A.P.A.' também recebeu Menção Honrosa da Mostra Internacional do Filme Etnográfico, em novembro do ano passado. O filme estava previsto para estrear no circuito alternativo (Cine Lapa e Cine Santa Teresa) em junho, mas talvez estréie no grupo Estação. E já tem confirmada a participação no Latin Films Festival, também na Holanda.

Joguinho do padre

Falando em humor (negro) tipicamente brasileiro, já criaram o joguinho do Padre Carli. Maldade!

Segunda-feira, 28 Abril, 2008

Coachella e Glastonbury

O Festival Coachella, que acontece em Indio, na Califórnia, em pleno deserto, rolou neste fim de semana (de sexta a domingo) e surpreendeu negativamente por escalar coisas mais comerciais, digamos assim, com todo respeito ao dinossauro Roger Waters e ao surfista relax Jack Johnson. Mas também teve a banda Black Kids (de três posts abaixo, da Kamille), que tem um hit óoootimo, a Gogol Bordello, de punk cigano e do filme da Madonna, The Verve, a sempre boa Portishead, com Beth Gibbons à frente, e The Racounters, com o guitarrista Jack White (White Stripes). Escalado de última hora, Prince foi uma das maiores atrações. O brasileiro Bonde do Rolê também tocou. Abaixo, a galeria com algumas fotos do evento.



E por falar em festivais, o site da NME divulgou com exclusividade há pouco o line-up do Glastonbury, que será em junho. Alguns artistas batem com o Coachella (The Racounters, Black Kids, Vampire Weekend, The Verve, Spiritualized), o que comprova a tese da dificuldade de escalar nomes para os shows citada pela Folha (como a Globo para arranjar atores para todas as suas novelas sem se repetir...). Enfim, são 73 atrações. Não deve ser muito fácil, mesmo.

Nova música do CSS

CSS/Reprodução de internet

Conforme prometido, o CSS (também conhecido como Cansei de Ser Sexy) disponibilizou hoje pra download em seu site uma nova música, a ótima 'Rat is Dead'. A faixa vai estar em 'Donkey', próximo disco do grupo, previsto pra sair junho lá fora. O Adriano (músico da banda e produtor do disco) já tinha avisado que o disco está "mais rock" - e a primeira música divulgada segue o caminho.

'L.A.P.A.' é o melhor longa para o público de festival em Roterdã

O documentário 'L.A.P.A', de Emílio Domingos e Cavi Borges, ganhou hoje o prêmio de melhor longa eleito pelo público do festival Cameramundo, em Roterdã, na Holanda, que dedicou esta edição ao Brasil.

Dá uma conferida em um teaser do filme, com o MC Marechal:



Emílio, também conhecido como DJ Saens Peña (da festa Phunk!) também tocou numa das festas do evento.

Outros premiados foram o 'O Rei do côco' (assim, com acento mesmo), de João Marcelo Ferraz, eleito melhor curta pelo público, e 'Até onde a vista alcança', de Felipe Peres Calheiros, que levou o Prêmio de Incentivo da Comissão do Festival.

Domingo, 27 Abril, 2008

Como fazer o cabelo da Amy Winehouse

Já tinha morrido de rir quando Bruno Astuto colocou em seu blog, há um tempo, como fazer o cabelo de Maria Antonieta. E, eis que depois de algumas horas no YouTube, dei de cara com esse vídeo, ensinando a fazer o penteado da Amy Winehouse. É facinho, facinho.



Ando apaixonada pelo DVD 'I Told You I Was Trouble/Live in London'. Amy Winehouse é uma Nina Simone moderna, porém um pouco tosca. Canta naturalmente e é maravilhosa. Sem falar no cenário do show em Londres, o Shepherd's Bush Empire, uma espécie de Teatro Municipal do Rio, e na banda estilo sixties sensacional. Amy podia parar um pouco de fazer m e se engajar a exemplo de Nina, que, além de ser a-melhor-cantora-de-todos-os-tempos-para-mim, foi esperta à beça.

Aprecie sua vida

Volta de férias, passava pela Praia do Flamengo, quando, sempre admirando a beleza do Castelinho e seu portão de borboleta, vi que estava em frente à Rua Dois de Dezembro. Então resolvi ver o LaChapelle em cartaz no Oi Futuro, logo ali (e que eu tinha prometido contar como era aqui, depois). A exposição do fotógrafo é pequena e passa rápido, mas vale para apresentar o trabalho deste americano de 37 anos e estilo inconfundível, bizarro, surreal e ultracolorido.

São 25 fotos, mas quando acaba parece que foram 12. Valeu por estar com tempo, por poder ficar sentada mais ou menos meia hora assistindo numa TV de plasma a dez videoclipes produzidos pelo genial LaChapelle, ao meio-dia de uma sexta-feira de folga. Isso não tem preço (e realmente não tem, a mostra é gratuita, o que é muito bacana - termina esta semana).

Dos vídeos, sempre com sua marca inconfundível, o que mais me tocou foi rever, prestando atenção pela primeira vez, ao do Moby, para a música ‘Natural Blues’. Quando acabou eu estava emocionada. Eu, que tenho repetido a frase que ‘não nasci pra esse mundo como está’, e ando cada vez mais chocada com a falta de educação e consideração das pessoas, só reforcei a idéia do que já procuro fazer, que é viver bem, amar muito, sorrir sempre – até porque nunca esqueço da frase que ‘para sorrir se movimenta mais músculos da face do que para chorar’, o que é uma ótima receita anti-envelhecimento. Fato é que o tempo passa para todos, seja você branco, preto ou mameluco, pobre ou rico, alto ou baixo, gordo ou magro, e o que se leva dessa vida, como diz a música, é a vida que a gente leva. Essa filosofia de boteco, estilo ‘faculdade da vida’, veio à tona com o tal clipe do Moby feito por David LaChapelle num momento de inspiração genial, que, graças ao YouTube, reproduzo aqui para você (abaixo, é só clicar).



E com direito a letra pra cantar junto. O refrão é repetido várias vezes, como um mantra. Bom pra pensar na vida e agir corretamente, porque, diz aí a quarta frase, ninguém sabe dos nossos problemas, só Deus. Bom domingo.

Oh lordy, trouble so hard
oh lordy, trouble so hard,
don't nobody know my troubles but God
don't nobody know my troubles but God

Went down the hill, other day
soul got happy and stayed all day


Went in the room, didn't stay long,
looked on the bed and brother was dead

ps. E ainda tem a Christina Ricci de anjo...

Sábado, 26 Abril, 2008

Duas vezes atrás da porta

Nunca fui muito fã de outros intérpretes cantando músicas do Chico Buarque, prefiro sempre a voz dele (podem falar mal, eu nem ligo). Mas uma honrosíssima exceção é a versão de Elis Regina para 'Atrás da porta', que se eternizou nessa interpretação emocionada (e absurdamente emocionante):



Tão linda quanto é essa versão que só agora eu descobri, com a Nana Caymmi, no ano passado, em que ela ainda muda a letra: em vez de "E me vingar a qualquer preço", ela canta "E me entregar a qualquer preço", e em vez de "Pra mostrar que ainda sou tua/Só pra provar que ainda sou tua...", ela canta "pra provar que eu era tua/ Até provar que eu era tua", mudando completamente o sentido da música - a mulher que se humilhou, se arrastou, adorando o cara "pelo avesso", ficou no passado.


Quarta-feira, 23 Abril, 2008

Terremoto em São Paulo?

Sempre me divirto com o humor brasileiro: ontem mesmo já tinha comunidade no Orkut sobre o terremoto em São Paulo.

(do blog do Matias)

Trilha de 'Sex and the City: o filme' está na rede

Já dá para escutar 'Labels & Love', a faixa de Fergie que vai fazer parte da trilha de 'Sex and the City: o filme', baseado na série de mesmo nome. Dá para ouvir, ao fundo, o famoso tema do seriado:



Jennifer Hudson, vencedora do Oscar e que aparece no filme com a assistente de Sarah Jessica Parker, interpreta a balada 'All Dressed Up in Love' durante os créditos finais.

O longa sai lá fora dia 30 de maio, mas no Brasil só dia 12 de junho, para aproveitar o Dia dos Namorados. Pelo trailer que está rolando na internet, já dá pra ter uma idéia do que vai acontecer no longa:


Sábado, 12 Abril, 2008

Músicas que grudam

Já tinha ouvido falar em Black Kids, mas ainda não tinha parado pra escutar. Formada em 2006 em Jacksonville, Flórida, a banda foi uma das sensações indies de 2007: caíram no gosto dos blogs e da grande imprensa (os ingleses 'NME' e 'The Guardian' e a norte-americana 'Rolling Stone'). Para este ano, por exemplo, estão confirmados pro Coachella e o Lollapalooza.

Procurando músicas de outra banda no Hype Machine, me deparei com 'I'm not gonna teach your boyfriend how to dance with you'. Só o nome da música já vale o download. O clipe também é muito legal:



Reggie Youngblood (guitarra e vocais), Owen Holmes (baixo), Kevin Snow (bateria), e Dawn Watley e Ali Youngblood (teclados e vocais) formam a banda. Em julho sai o primeiro álbum deles - 'I'm not gonna teach...' saiu num EP.

E é nesse EP, aliás, que está o remix feito pela dupla brasileira The Twelves, ainda melhor que a música original. Estou ouvindo no repeat. O pessoal do Black Kids gostou tanto que a faixa está na página deles no MySpace, o que deu uma impulsionada na carreira dos niteroienses. Aliás, na página do Twelves no MySpace tem outros remixes recentes que eles fizeram: 'Get Lucky', do New Young Pony Club; 'Ce jeux', da Yelle, e 'Boyz', da MIA, entre outros. Corre lá!

Sexta-feira , 11 Abril, 2008

Afrika Bambaataa do Brasil



Um dos mais influentes DJs e produtores musicais do mundo, além de ativista político, o norte-americano Afrika Bambaataa se apresenta mais uma vez no Rio, hoje, numa turnê que inclui nove cidades. “O Brasil é minha segunda casa”, diz ele. “Conheço muitas pessoas aí e a impressão é que, por maiores que sejam os problemas enfrentados, ainda existe muito amor e vontade de solucioná-los”, acredita.

No show, que acontece na Fundição Progresso, o mestre recebe BNegão, Mr. Catra e Shawlin, além dos DJ Tamenpi e DJ Castro. A apresentação é de Dom Negrone. Depois, os DJs da festa Phunk! comandam a pista. “Sempre gosto de convidar pessoas do lugar, às vezes chamo gente da platéia para o palco também”, conta Bambaataa.

Além de ter sido um dos pioneiros na difusão do hip hop, ele é o criador do eletrofunk, tendo sido o primeiro artista de rap a misturar música não-negra com rap — no caso, ‘Trans-Europe Express’, do grupo alemão Kraftwerk na música ‘Planet Rock’, que dá nome ao disco divisor de águas. “Ragga, house, eletro, muita coisa veio do ‘Planet Rock’”, analisa Bambaataa. “É o álbum mais sampleado do mundo. Fico impressionado como as pessoas ainda encontram maneiras de pegar partes daquelas músicas e recriar. Mas eu tenho muitos outros álbuns, sabe”, ri.

Em seus sets como DJ, ele conta que o funk carioca faz muito sucesso, e que adora tocar Tati Quebra-Barraco. “O groove é demais. Mesmo não entendendo o que ela diz, o jeito de cantar, meio gritando, é incrível”, elogia ele, que prega união para acabar com o racismo no Brasil. “Temos que lembrar de Zumbi”, diz.

RUA dos Arcos 24, Lapa (2220-5070). Hoje, à 0h. R$ 50 e R$ 25 (para estudantes, idosos e pessoas com 1kg de alimento ou flyer). 18 anos (de 12 a 17 anos, somente acompanhados do pai, mãe ou responsável legal).


(Matéria publicada originalmente no Guia Show & Lazer, parte integrante do jornal O DIA, em 11/04/2008)

Quarta-feira, 9 Abril, 2008

Férias e 'fast fashion'

Começo de férias, fui pesquisar se tem Body Shop e H&M lá pra onde vou descansar uns dias e me deparei com um comercial. H&M para quem não sabe, é tipo Zara, que se apressa em copiar o que os estilistas apresentam nas passarelas e popularizam em suas lojas, a preços mais acessíveis, obviamente. Os próprios estilistas, muitas vezes, aprovam. É como time, há quem seja Zara, há quem seja H&M. Tem gente que acha que a Zara é mais criativa e a H&M tem qualidade. E vice-versa. Não esqueço a primeira vez que entrei numa dessas na vida. Há mais de cinco anos, comprei uma pulseira linda de acrílico transparente, com uma renda dentro. Bem parecida com essas que, agora, lotam os camelôs da Saara e Largo do Machado. São as famosas lojas de fast fashion, uma espécie de C&A da vida, mas lançadoras de tendências.

Eu adoro. É bom e barato. Essas duas lojas (o mais próximo que a H&M - que tem loja em mais de 30 países - chegou do Brasil foi, se não me falha a memória, contratando a carioquíssima Daniella Sarahyba e outras brasileiras para ilustrar um de seus catálogos) já viraram tema de diversos estudos de moda e economia. No livro Vítimas da Moda, do sociólogo francês Guillaume Erner, ele dedica alguns parágrafos aos fenômenos H&M e Zara. Erner defende que as lojas tornaram o sistema da moda melhor porque não produzem padrões. "Se uma jaqueta não funciona, não faz mal. Em duas semanas será eliminada. Dior ou Vuitton deixarão um dia de estar na moda, mas se um paletó de Zara sair de moda ela sempre poderá produzir outro de acordo com a tendência. Dior deve se manter fiel a um estilo, Zara não". Enfim, todo essa lenga-lenga só para dar uma geral, a quem interessar possa...

Tudo isso porque, voltando à vaca fria, como diria minha mãe, ao procurar um endereço da H&M esbarrei nesse comercial de Madonna (abaixo) para a loja, feito quando foram lançar a rede em Hong Kong. Eu amo Madonna, mas, sinceramente, tem umas coisas que ela faz que eu acho meio desnecessárias. Esse comercial, conhecido como 'O Diabo Veste H&M' (já que a personagem de Madonna é inspirada na Miranda de Meryl Streep em 'O Diabo Veste Prada'), é meio datado. Ela aparece com chicotinho de 'Erotika', laaaá dos anos 90, e o anúncio é do ano passado. Enfim, meio bobo. Mas fez a loja faturar muito. Como as lojas de fast fashion, teve quem amasse e teve quem odiasse. Eu só gostei do lance da menina esperta ajeitando a meia, logo no começo. O resto é bobagem. Vê só:



Volto já!

Salvador rocks! (com trocadilho)

Passar um fim de semana em outro estado mais longe São Paulo (o que, aliás, já é ótimo) pra mim é um luxo. Que dirá em Salvador! Pois foi o que aconteceu no último sábado e domingo, graças aos produtores baianos Luciano Matos (também conhecido como DJ El Cabong) e Jan Balanco (DJ Janocide): eles produzem a festa Nave e me chamaram para ser DJ lá.

Depois de uma tarde que incluiu almoço de frente para o Dique do Tororó (da cantiga de ninar) e uma volta pelo Pelourinho, com direito a sorvete de natagoiaba, a noite começou bem. No Bar Balcão, assisti ao primeiro show da temporada de Ronei Jorge e os Ladrões.

Se depois do 'Bloco do eu sozinho' o que não faltaram foram sub-Los Hermanos, muitas vezes a influência da banda carioca rendeu bons frutos. Ronei Jorge e sua banda são um desses casos. Embora a banda de Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante seja a primeira inspiração percebida no som do grupo baiano - no timbre da guitarra, nos silêncios das canções, nas letras românticas (inspiradas, vale frisar), nos arranjos sofisticados, resultado do casamento com a chamada MPB -, Ronei também bebe na fonte do Tropicalismo (dos conterrâneos Caetano e Gil) e do pós-punk, afinal, estamos falando de uma banda de rock. E extremamente baiana: não à toa o público cantou junto em todas as músicas da cerca de uma hora de show, chegando à catarse no hit local 'O drama', uma das últimas músicas da noite. Sem dúvida, um dos nomes do rock brasileiro atual que merecem atenção.

Na mesma calçada do show fica o Boomerangue, que abriga a festa mensal Nave. Érika Martins, que também já foi DJ convidada do evento, já tinha me avisado: a Nave é sensacional. Não à toa, mês que vem a festa completa três anos (e eu aconselho você a tentar uma dessas promoções de passagem aérea e se mandar pra Salvador no fim de semana de 10 de maio). O lugar tem dois ambientes, o som é bom, o preço da bebida é honesta e ninguém chia de pagar os R$ 15 de entrada. Pois é, na Nave quase ninguém é VIP, o que talvez ajude a explicar a boa estrutura da festa e o fato de toda edição ter algum DJ de fora da cidade.

A pista debaixo é a primeira abrir, e quem começou a noite foi o DJ Fábio Cascadura, líder e vocalista da banda Cascadura, que tocou rock de várias épocas. Não consegui ver muito, porque fui presenciar o DJ El Cabong (fazendo air guitar na foto abaixo) abrir a pista de cima, por volta das 0h30. Sabendo que meu set teria muito pop, Luciano tocou rock sem medo de ser feliz (Jesus & Mary Chain - 'Happy when it rains', Beach Boys - 'Woudn't it be nice', Guided by Voices - 'Glad girls'), pra alegria da galera, que lotou a pista. Eu toquei em seguida e fui bem mais pop, com algumas exceções: abri com 'Four minutes' (Madonna e Justin Timberlake), toquei Britney Spears ('Oops i did it again') e por aí vai. Os sets completos estão na comunidade da festa no Orkut.

DJ El Cabong e o air guitar/foto: Mariana Neri

Em seguida, o DJ Camilo Fróes abriu para a sua própria banda, coletivo überglam, de eletro com rock. Era a estréia deles e, de cara, achei muito divertido, com músicas como 'Funk do Farol' e 'Total flex'. Destaque para a dancinha do vocalista Thiago Rodrigues (assim que eu achar um vídeo, atualizo este post).

Olha eu trocando a faixa enquanto Camilo Fróes faz um air guitar básico aguardando a vez dele
DJ Kamille Viola e DJ Camilo Fróes

coletivo überglam
coletivo überglam

Enquanto isso, Maciel comandou a pista de baixo, com um set que teve de Stooges ('1969') a Mika ('Grace Kelly'), passando por Arcade Fire ('No cars go') e Devo ('Girl U Want'). Na seqüência, Janocide (na foto abaixo, com a galera na pista) assumiu o som, tocando de Breeders ('Cannonball') a Blur ('Coffee and TV'), passando por Strokes ('Reptilia'). No fim, vários DJs ficaram se revezando na pista 1 (quando a do segundo ambiente fechou), e El Cabong tomou conta até 6h30, quando AINDA tinha gente pulando na festa. Animação é o nome do público da Nave. Fim de festa: missão cumprida! Agora era descansar pro dia seguinte.

DJ Janocide e a galera/foto: Mariana Neri

Depois do almoço no domingo (já pelo meio da tarde), fui ao Jardim dos Namorados (uma praça em formato de arena, que lembra o Parque dos Patins, no Rio), onde aconteciam shows de graça. Pude conferir os Retrofoguetes, banda instrumental excelente, que é orgulho local - e com razão. Surf music/rockabilly da melhor qualidade, com todo o bom humor de Morotó Slim (guitarra), CH (baixo) e Rex (bateria). Ainda haveria o show do Cascadura (banda do DJ da véspera, Fábio), mas àquela altura eu já estava rumando de volta pro Rio de Janeiro. Se as empresas aéreas deixarem, dia 10 de maio aterrizo na Nave outra vez - dessa vez, só pra dançar.

Sábado, 5 Abril, 2008

Alto-astral, tudo é lindo

A parceira de blog Kamille está muito chique e toca hoje em Salvador, na festa Nave. Com o reforço da 'penélope' Érika Martins, Kamille botou todo mundo pra dançar na Pista 3, na festa de 1 ano do Pós-Pop, tocando remix de Chris Brown para 'Umbrella'. Também teve Amy Winehouse, Madonna e Justin, CSS... Não custa lembrar que foi edição especial da festa Embalo, comandada pelos bravos Tito Figueiredo e Saens Peña. O VJ Timba mandou bem nas projeções.


LaChapelle no Rio

É hoje a abertura da exposição 'Heaven to Hell - Belezas e Desastres', do genial David LaChapelle - quem acompanha esse blog sabe que somos fãs - no Oi Futuro (2 de Dezembro 63, Flamengo). Com seu estilo surreal, o fotógrafo americano imortalizou em overdose de cores e situações bizarras ídolos como Madonna, assinou mais de 150 capas de revistas Rolling Stones e atualmente dá expediente na 'Vanity Fair'.



A mostra reúne 25 fotos do acervo de LaChapelle em painéis de 1,50m x 1,80m e exibe clipes de ícones pop, como Elton John e Christina Aguilera, continuamente, em tela espelhada. Programa imperdível. Depois eu conto mais.

Quinta-feira, 3 Abril, 2008

Novo clipe de Madonna, com Justin Timberlake, 'vaza' na internet

O clipe de 'Four minutes', primeiro single do próximo álbum de Madonna, 'Hard Candy', 'vazou' na rede hoje.

Pra variar, é uma superprodução, tem coreografias, caras e bocas etc. Daqui a pouco deve surgir uma versão com qualidade melhor, mas já dá pra conferir:


Resultado da promoção Embalo edição de um ano do Pós-Pop

Foram sorteados:

Camila Marchon
Fernanda Precioso
Luiz Paulo Nascimento
Mariana Loiola
Robson Ribeiro

É só comparecer a partir das 23h na Pista 3 (Rua São João Batista, 14 - Botafogo), munido de identidade.

E divirtam-se!

Convites para hoje!

Povo,
Ainda dá tempo de participar da promo para concorrer a convites para a festa do blog, hoje, na Pista 3 (Rua São João Batista 14, Botafogo). É só deixar nome e email válido nos comentários de dois posts abaixo (Pós-Pop faz um ano com festa!). Esperamos você! O resultado será divulgado logo mais, entre 17h e 18h.


Quarta-feira, 2 Abril, 2008

Dia da mentira

O 1º de Abril passou batido por mim, ontem. Ninguém fez piada, pegadinha nem me contou uma grande mentira. Quer dizer, até pouco antes da meia-noite, quando fui dar uma conferida no Orkut e vi que estava escrito Yogurt, apelido dado ao 'site de relacionamento'. Esqueci completamente daquelas pegadinhas anuais do Google que viram matérias em sites e blogs de tecnologia nessa data e chamei até a Luisa Bousada, editora de arte, em busca de socorro: 'Luisa, olha só aqui, Yogurt, isso deve ser um vírus'. Ridícula, eu sei, meus leitores devem estar me achando agora uma 'pré-pop'. Mas fato é que a brincadeira foi uma forma de a página ser simpática a seus usuários e comemorar o Dia da Mentira. Hoje, tudo voltou ao normal.

yogurt