Karla Rondon Prado

Kamille Viola
 

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Karla Rondon Prado

Kamille Viola

Sexta-feira , 27 Junho, 2008

Para conhecer o Novo

Menos de duas horas pelo Centro podem enriquecer uma alma. Por acaso, acabei fazendo um passeio pelo bairro, que começou com 20 minutos em silêncio dentro da Igreja de São José, observando o quanto é linda por dentro. Já que estava ao lado do Paço Imperial, resolvi almoçar no Bistrô do Paço, sempre ótimo. E, como uma coisa puxa a outra, subi a escada para ver a exposição de Carlos Vergara, 'Sagrado Coração, Missão de São Miguel', que fica em cartaz até dia 27 de julho e é emocionante.



Para começar, olha que simpático: você ganha um pôster (acima) no lugar do tradicional folheto do programa, com uma das telas da mostra, o sagrado coração. E, depois, tem trilha sonora - que na última sala você descobre que é um vídeo de um índio tocando violino, de frente para outros dois telões. E, para quem 'implica' com exposição, não é nada 'cabeça'. A admiração das telas desperta os sentimentos mais fortes de deslumbramento e reações diversas diante dos diferentes planos e tons de luz. Um olhar mais atento e qualquer pessoa percebe isso. São cores, que, juntas, fazem sentido e vibram. Na sala 10 (aonde a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea), uma tela gigante, uma monotipia realizada durante quatro dias no próprio Paço, chama atenção não só pelo tamanho, mas pelas cores que parecem refletidas em tela branca, disposta 'deitada' diante da tela na parede. Cheguei a ir bem perto até a ponta para ver se era reflexo, mas não, são cores claras dispostas de forma a parecer a imagem refletida, mas elas estão realmente ali pintadas. 'Impresisonante', comentei com o segurança da sala, que sorriu e falou: 'É mesmo'. Na sala seguinte, dez telas de acrílico atraem, com montagem de fotos em 3D. Ultracoloridas e modernas, dá vontade de ter uma. E também de saber qual efeito teria se eu levasse óculos daqueles com uma lente verde e outra vermelha para ver os quadros. Aliás, deveria ter ali à disposição dos curiosos um par desses.

Esse projeto de Carlos Vergara, gaúcho de Santa Maria que mora no Rio há décadas, começou quando o artista visitou as ruínas de São Miguel das Missões, um dos sítios arqueológicos mais importantes do Brasil, no Rio Grande do Sul. Ele voltou ao local algumas vezes, a última em dezembro de 2007, para guardar os vestígios do ambiente e captar seu clima e arquitetura com a técnica de monotipia em telas e lenços pressionados sobre superfícies pigmentadas do lugar, como se fossem impressos, para posteriormente ganharem outras cores. É poético e, para quem não conhece a obra do artista, esse é o momento ideal. Aproveite, é de graça.

Ah, e por ali também vale uma passadinha na Arlequim, onde comprei esses porta-copos reproduzindo pôsteres de filmes (o que está virado mostrando a cortiça é o de 'Ratatouille', que não é um clássico, mas me divertiu muito). R$ 6, cada.




Quarta-feira, 25 Junho, 2008

Pós-Popcorn



Entramos nos vídeos recomendados do You Tube e ficamos maravilhados com os celulares estourando pipoca. O filminho mostra uma rodinha de amigos fazendo milho virar pipoca ao cercar os grãos com os aparelhos. Embora desconfiássemos desde o início que isso pudesse ser mentira, chegamos a mandar comprar milho no pipoqueiro aqui debaixo e fizemos um esforço coletivo para ver o milagre da física acontecer sob nossos olhos, com os nossos telefones, tudo em nome da notícia. Tentamos, em vão. E então vimos outros filmes relacionados, concluindo que só dava para fazer com celulares americanos e japoneses. Até que achamos um outro vídeo, informando que o mesmo não acontece com celulares brasileiros. Resumo da ópera: ao consultarmos nossas fontes da tecnologia, descobrimos que se trata de uma campanha viral da Cardo Systems, fabricante de acessórios para celular, que assumiu sua autoria em outros vídeos. E para não perder a piada, no YouTube tem até link de amigos transformando um bife cru em prato completo, com direito a purê de batata...



Terça-feira, 24 Junho, 2008

Klaxons e Gossip no Tim Festival

Num ano de grandes atrações internacionais no país, espalhadas por diversos festivais - Bloc Party no Indie Rock, que vai ser no Canecão; os sensacionais Justice e Digitalism no Skol Beats, e Jesus and Mary Chain no Planeta Terra -, o Tim Festival anunciou hoje de manhã as primeiras atrações internacionais: as sensações indies Klaxons (como já vinha sendo comentado) e Gossip. O sax tenor Sonny Rollins e a cantora de jazz Stacey Kent também foram confirmados até agora.

Entre os boatos que surgiram sobre a escalação do Tim, um dos nomes mais aguardados é Amy Winehouse. No entanto, nada de concreto até agora. O evento acontece na segunda quinzena de outubro no Rio, em São Paulo e Vitória.

Sábado, 21 Junho, 2008

Sonar no Brasil

O namoro é antigo, várias empresas já tiveram com o assunto em pauta, mas não vingou. Parece que agora sai: se tudo der certo a Oi traz, em outubro, o incrível Sonar para o Brasil, em São Paulo. O festival anual de música eletrônica e outros gêneros 'de vanguarda', que está acontecendo desde quinta em Barcelona, também é amado e respeitado por suas experimentações multimídia. A edição brasileira vai explorar as mesmas possibilidades da espanhola (e que já foi também a outras cidades do mundo), com programação diurna, exposições, shows apresentando novas bandas e DJs. Fé no Pós-Pop! Vamos torcer.

Quarta-feira, 18 Junho, 2008

Cem anos de imigração japonesa no Brasil: arigatô!



Há exatamente 100 anos, no dia 18 de junho de 1908, o navio Kasato Maru chegou ao porto de Santos com as primeiras famílias japonesas que vinham trabalhar e viver no Brasil.

Sem isso, como bem lembrou o Virgílio, não conheceríamos o sushi, o saquê, o chá verde, a Hello Kitty, minha querida amiga Marsílea Gombata...

Para homenagear a data, resolvi listar aqui alguns artistas japoneses da música de quem eu gosto.

Pizzicato Five e sua dancinha sensacional no clipe do hit-indie 'Twiggy Twiggy':


Shonen Knife e 'Riding on the Rocket' (olha como lembra Ramones! Kurt Cobain era fã e elas abriram vários shows do Nirvana):


E, é claro, Yoko Ono, que John Lennon não ia se apaixonar por qualquer uma (e ela fez um favor aos Beatles, que acabaram no auge e, por isso, são lembrados só por coisas boas). Aliás, ela é tão antenada que encomendou ao Adriano Cintra, do CSS, um remix de 'Give Peace a Chance' - pra quem não sabe, o Adriano é um dos produtores mais solicitados para remixes por bandas legais atualmente.



Por tudo isso e muito mais, valeu, Kasato Maru! Arigatô!

Segunda-feira, 16 Junho, 2008

Mil perdões

Costumo dizer que boa parte da boa música brasileira foi feita para pedir perdão à mulher amada. Não é exagero: Jorge Ben Jor, por exemplo, se destaca por dois tipos de composições de amor: a mulher que ele ainda não tem ou não teve (minha parceria de blog diz que ele é o rei do amor platônico) e a mulher que ele não tem mais. Daí maravilhas como a minha música preferida, 'Zé Canjica', um apelo desesperado de um homem que, com certeza, vacilou muito feio. Ele sabe que sua maré não está pra peixe, mas ainda lhe resta "um fio de esperança e a vontade de viver pra conseguir conquistar novamente ela".

Certa vez, num engarrafamento entre Rio e São Paulo que durou nove horas, eu e meu amigo Silvio rimos muito com quantidade de vezes em que as músicas de Vinícius de Moraes falavam em perdão. Tem 'Samba da bênção', 'Apelo', 'Não precisa perdão'... Sábado, uns amigos riam: um homem que casou nove vezes tem que pedir muito perdão mesmo...

Vinicius de Moraes

Mas, cá entre nós: é mais que louvável o esforço dos moços em conseguir os erros com a amada. Tenho um amigo que diz que traição com o Chico Buarque não conta, ele é hors concours: se muita gente usa as músicas do Chico pra pegar mulher, imagina o próprio!

Agora imagina ele fazendo uma música dizendo pra moça que sim, ele é o pior dos seres e só clama que ela, do auge de sua benevolência de musa absoluta, seja capaz de dar outra chance a ele. Um pedido sincero de desculpas - e, melhor, emoldurado por belas palavras - é capaz de balançar até um coração que não seja bom em perdoar. Afinal, não custa tentar: como diria Vinicius, quem não perde perdão não é nunca perdoado.

Domingo, 15 Junho, 2008

Post preguiçoso de um domingo quase chuvoso

Em homenagem ao dia de hoje, um vídeo de Ben Jor cantando uma de suas melhores músicas, do disco 'Jorge Ben', de 1969.



A semana acaba no domingo
O dia acaba na tarde
A tarde acaba na noite
A noite acaba na madrugada
Na madrugada eu me acabo chorando
Morrendo, morrendo de amor por você

Pois você é minha
Hei hei
Só minha
Hei hei
Domingas
Hei hei
Domingas

Meu anjo azul, minha luz
Meu mar de rosas
Domingas, minha companheira
Domingas, minha namorada
Você não é Ave Maria
Mas é cheia de graça
Que maravilha pois

Você é minha
Hei hei
Só minha
Hei hei
Domingas
Hei hei
Domingas
Hei hei

Meu doce amor
Domingas, minha espera
O meu caminho
Minha inspiração
A minha primavera

Pois você é minha
Hei hei
Só minha
Hei hei
Só minha
Domingas
Hei hei
Domingas
Hei hei

Domingas, Domingas, Domingas
Eu te amo eu te adoro
Minha vida, meu viver
Eu dou a lua, eu dou o sol
Eu dou a terra, eu dou o mar
É só você querer
Que maravilha
Domingas, Domingas

Quarta-feira, 11 Junho, 2008

Mallu Magalhães canta ao vivo no Fashion Rio

Foto Alexandre Brum / Agência O DIA

Na correria do Fashion Rio, não quero deixar de registrar pelo menos a participação de Mallu Magalhães, cantando ao vivo ontem no desfile da Maria Bonita Extra. A coleção foi inspirada na personagem principal do livro 'O Amante', uma mulher de 15 anos que usava vestidos com toques personalizados, como um chapéu e cintos masculinos. Tudo a ver com a Mallu, que tem um algo de menino mas ao mesmo tempo passa uma delicadeza feminina.


Domingo, 1 Junho, 2008

Para refletir