É dura a vida da bailarina, como diz o nosso colunista Bruno Astuto... Um segundo para ver TV e espairecer e você levanta irritado. Primeiro porque,okei, dirão que é uma referência e, tá, pode ser. Mas uma coisa me deixa irritada é a vinheta da série 'Sentido das Cores', do GNT, uma produção espanhola que mostra o significado de cada cor através da cultura e da percepção. Eu não vi a série, que tem cara de ser boa, mas a vinheta é uma imitação de 'Amélie Poulain'. Okei, referência. Mas tinha que ter o crédito em algum lugar. A música é parecida e as cenas que definem as cores também. É tudo igual. Para quem não sabe, 'Amélie' é quase todo vermelho e verde, um deleite para os olhos mais sensíveis. Se alguém tiver a vinheta manda, que a gente mostra aqui. Junto com algum trecho do filme com Audrey Tautou (abaixo).
Outra coisa que irrita é a Fernanda Young, principalmente jogando charme pro Wagner Moura no programa. Tudo bem, não dá para não jogar charme pro Wagner Moura. Mas o cara todo educado foi em frente na entrevista como... faz mil vezes, na dele. E aquelas intervenções irritantes são muito sem graça também. Quem quiser, que se iluda.
Uma menina atravessa a porta secreta de sua nova casa e descobre uma versão alternativa para sua vida, aparentemente melhor que a atual. Porém, seus 'novos' pais vão querer ficar com ela para sempre e a pequena terá que ter muita coragem para conseguir voltar pra casa e recuperar sua vida. O conto de fadas sombrio, do livro 'Coraline', que vendeu mais de um milhão de cópias ao ser lançado por Neil Gaiman em 2002, ganha animação preciosa do pessoal da Laika, e chega aos cinemas dia 6 de fevereiro (no Brasil, provavelmente na semana seguinte).
É uma jóia rara e está sendo esperado ansiosamente. Tendo como mote 'cuidado com o que você deseja', o filme deve ser daqueles em que você sai de coração apertado repensando a vida e é dirigido por Henry Sellick, o mesmo diretor de 'James e o Pêssego Gigante' e 'O Estranho Mundo de Jack', de Tim Burton.
A Laika é uma cooperativa de designers e film makers que usa técnicas antigas de animação com gênios do gênero. 'Coraline' é todo feito em stop-motion, com bonecos modelados e finalização em 3D.
* em breve, boto o autor da frase que me inspirou o título. tenho em algum lugar guardado...
A partir da pergunta de uma amiga se o Beirut vem ao Brasil em 2009, fui pesquisar e fiquei sabendo que vai ter um evento dedicado ao trabalho de Zach Condon pelo Brasil, o 'Beirutando na Praça', que no Rio será dia 25 de fevereiro no Largo do Machado. Vou saber mais detalhes e depois 'posto' aqui. Fica de aperitivo para os fãs da banda, que na verdade são um número bem superior aos meus poucos e bons amigos ; ) como eu um dia pensei.
Zach quase veio ao Brasil em 2008, no Tim Festival, mas, pelo que ele contou em entrevista à Folha, foram só uns telefonemas iniciais...Pena. O americano ficou mais pop ao ter sua música incluída na minissérie da Globo 'Capitu'.
Então é isso, né, minha gente. Depois de toda a comoção em juhno de 2007, quando o Los Hermanos fez o que talvez fosse seus últimos shows, 'quando menos se espera', a banda vai voltar. E melhor: vai abrir o show do Radiohead, no festival Just a Fest, que acontece dia 20 de março na Praça da Apoteose e ainda vai ter os alemães do Kraftwerk e os matogrossenses do Vanguart.
Os ingressos custam R$ 200 e já estão à venda no Maracanãzinho, na bilheteria do Clube de Regatas do Flamengo (na Gávea) e no site ingresso.com. Depois dessa notícia, aliás, é melhor correr, antes que os fãs dos Hermanos acabem com tudo...
E por falar em fãs, eles também vão poder conferir a banda de Amarante, o Little Joy, que faz show dia 6 de fevereiro no Circo Voador.
Impressionante: uma busca rápida pelo You Tube hoje já soma dezenas de comentários nos diversos vídeos da cantora Maysa. E são quase todos postados nas últimas horas, depois da estréia da minissérie de Manoel Carlos sobre a vida da mãe do diretor do programa, Jayme Monjardim, ontem à noite. E já tem gente comparando a letrista de músicas de fossa dos anos 60, um dos ícones da Bossa Nova, com Amy Winehouse, a polêmica inglesa que também é um talento ímpar mas se deixa destruir pelo vício.
Os olhos expressivos, claros, e marcados por forte traço de delineador fazem referência às duas, sendo que a atual tem um quê retrô da fonte da original, que morreu aos 40 anos em 1977. O cigarrinho sempre na mão e a personalidade forte são outros ícones - como mostra esse vídeo que já está bombando na rede, de uma apresentação de Maysa na TV japonesa. Com olhar triste, ela não perde a pose nem fica sem resposta, esclarecendo que não canta samba de Carnaval para começar então o climão de bolero com 'Meu Mundo Caiu'.
A minissérie já emplacou: teve 47% de share (dos aparelhos ligados, 47% sintonizavam a Globo) e 30 pontos de audiência, um recorde para o horário e para um produto nacional. Ao contrário da grande maioria, que achou as passagens de época confusas, achei que a linha do tempo funcionou muito bem, com a narrativa de trás pra frente e de frente pra trás. Pequenos 'deslizes' (como o cromaqui indispensável da ponte Rio-Niterói) são perdoados com o inebriante (com trocadilho) figurino de Marília Carneiro, que eternizou as meias de lurex da novela 'Dancin'Days' e tantos outros ganhos deu à TV e à moda brasileira. A Maysa da TV é glamourizada e parece ter mais vida que a real. Os vestidos anos 50 são lindos e os macacões com mangas bocas-de-sino dos 70 também são um show à parte e estão prontos para ganharem as ruas em pleno 2009. Um resgate excepcional, principalmente para quem só conhecia a imagem caída do fim de carreira de Maysa. Bela homenagem de Jayme Monjardim à mãe. Não deve ter sido nada fácil se distanciar da própria história e mostrar Maysa em close após a morte logo na estréia.