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Quarta-feira, 28 Outubro, 2009

A nova música de Charlotte Gainsbourg



Finalmente escutei a nova música de Charlotte Gainsbourg. A atriz e cantora francesa, filha de Serge Gainsbourg e Jane Birkin e vencedora do prêmio de melhor atriz em Cannes este ano pelo polêmico 'Anticristo', lança em dezembro seu terceiro álbum. 'IRM' tem Beck com produtor, autor de músicas e co-autor de algumas letras.

O primeiro single será 'Heaven can wait', dueto de Charlotte e Beck. Mas Charlotte já disponibilizou em seu site a faixa-título e fala um pouco sobre ela no teaser abaixo. O clima é bem diferente do trabalho anterior, mais etéreo e sexy:



Os discos anteriores da cantora são '5:55' (2006), produzido por Nicolas Godin, do Air, e Nigel Godrich, com músicas da Jarvis Cocker (do Pulp) e arranjos de corda de David Campbell, pai de Beck (que também está em 'IRM"), e 'Charlotte Forever' (1986), quase todo de composições de Serge Gainsbourg e que traz o polêmico dueto dele com a filha em 'Lemon incest' (depois escrevo aqui sobre ele).

Terça-feira, 27 Outubro, 2009

I drove all night



Dia desses desenterrei um clipe que marcou a minha adolescência. 'I drove all night' é uma das minhas músicas preferidas de Roy Orbison. A música foi gravada originalmente para o disco 'Mystery Girl' (lançado pouco depois da morte do artista de voz poderosa, em 1989), mas ficou de fora. Acabou entrando no póstumo 'Kind of the Hearts' e ganhou clipe com Jason Priesley (o Brandon da série 'Barrados no Baile'), na época um astro de muito destaque. Dizem que foi ele quem escolheu sua parceira de clipe, ninguém menos que a musa Jennifer Connelly. Malandro, esse Priesley. Vendo o clipe dá pra entender por quê. Como as versões que eu encontrei no You Tube estão todas sem a ferramenta que permite postar, tem que clicar aqui pra ver. Essa versão disponibilizada pela gravadora é provavelmente remasterizada, com tons de sépia etc. e qualidade de imagem bem superior às outras encontradas.

Sexta-feira , 23 Outubro, 2009

Gerson King Combo: 'Descobri que estou na moda'

Gerson King Combo. Foto: Felipe O'Neill /Agência O DIA

Em um prédio em Madureira, bairro onde viveu sua vida quase inteira, Gerson King Combo abre a porta do apartamento com o figurino que celebrizou: terno de cores extravagantes, chapéu, correntes e um anel com as iniciais KC.

Prestes a completar 66 anos, dia 30 de novembro, o cantor, conhecido como o Rei do Soul Brasileiro, comemora a retomada de sua carreira. E faz show sábado no Estrela da Lapa com sua atual banda, Supergroove. "Descobri que sou famoso e estou na moda, nem fazia ideia", brinca ele. "Por causa do hip hop, os jovens me cultuam. Fui o primeiro a gravar músicas faladas aqui no Brasil, conheci nas minhas viagens ao estrangeiro."

Viagens de quando cantava na banda de Wilson Simonal, então um dos artistas mais populares do Brasil. Gerson começou fazendo dublagens no programa 'Hoje é Dia de Rock', de Jair de Taumaturgo. Foi coreógrafo do programa 'Jovem Guarda', com Roberto, Erasmo Carlos e Wanderléa. Desses tempos, vem a amizade com o Rei, Erasmo e Jorge Ben Jor.

Ajudou a fundar a Banda Black Rio. Quando se lançou solo, lotava shows nos bailes de black music no subúrbio. "Usava a roupa e o andar dos negões americanos, os cafetões de lá", conta."Fui gostar de black music por influência do meu irmão, Getúlio Cortes, autor de 'Negro Gato'. Ele era muito americanizado, dançava rock, twist. Nosso pai, policial, não queria que a gente se misturasse com o pessoal do samba, que era muito marginalizado, como é o funk hoje".

Com a morte da segunda mulher, em 1990, King Combo parou. Só voltou em 1998, redescoberto por Regina Casé. E não parou mais: em 2001, lançou o CD 'Mensageiro da Paz' e faz shows pelo Brasil. "Meu público é jovem e não tem cor. Sempre cantei a igualdade", diz ele. Sucesso também com as mulheres: "Ontem estava com quatro 'amigas' no messenger. Pensei: 'Não estou com essa bola toda'", ri.

Comemorando 50 anos de carreira, lança em 2010 um CD/DVD e o documentário 'Viva Black Music', de David Abadia, com depoimentos de Marcelo D2, Alcione e Mr. Catra. Mês que vem, recebe a Ordem do Mérito Cultural do Presidente Lula.

Mesmo com o reconhecimento, Gerson não vive só da música: trabalha há 21 anos na Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência: "É uma experiência! Eles me adoram".

(matéria publicada no caderno O DIA D, no jornal O DIA, em 22/10/2009)

Quinta-feira, 15 Outubro, 2009

DJ canadense é atração da festa Dancing Cheetah hoje



Um dos nomes mais incensados da cena musical de Montreal, no Canadá, o DJ e produtor Ghislain Poirier (o cara da foto aí de cima, curtindo um solzinho na orla de Ipanema) mistura estilos como rap, dancehall, dubstep e soca (ritmo popular de Trinidad e Tobago). Em seu primeira vez no Brasil, ele é uma das atrações de hoje da festa Dancing Cheetah, que ainda tem os convidados Maga Bo (um americano que mora no Brasil há 10 anos), Fletcher (África do Sul) e o baiano-carioca Lucas Santanna, além dos residentes Pedro Seiler e Chico Dub (João Brasil, o terceiro nome do evento, está fora do Brasil). O que rola na pista? Guettotech, ou a música dos guetos de diversas partes do mundo com uma pegada urbana. É o Brasil conectado com o que rola de mais quente nas pistas do planeta. Vai lá: Studio Line. Rua Álvaro Ramos, 414 - Botafogo. Às 23h. R$ 15 (com email para a lista amiga) e R$ 30. Só aceita dinheiro.

Sexta-feira , 9 Outubro, 2009

Chris Rock faz documentário sobre cabelo dos negros americanos

Um dia a filha do humorista Chris Rock perguntou a ele: "Pai, por que eu não tenho cabelo bom?" Intrigado com a pergunta da menina, ele se interessou pelo assunto e começou a pesquisar. O resultado é o filme 'Good Hair' (cabelo bom), previsto para estrear em outubro de 2009.

Rock descobre que "cabelo bom" é sinônimo de "relaxado" e que o marcado de cabelos de pessoas negras movimenta 9 bilhões nos Estados Unidos. Ele também descobre que muitas mulheres usam apliques e perucas, e que cabelos são o maior produto de exportação da Índia.

Ele entrevista celebridades negras, fala com especialista sobre o quão tóxicos são os produtos de relaxamento, visita salões de cabeleireiro e barbearias e conversa com mulheres e homens negros sobre o assunto. O trailer já dá uma idéia do que vem por aí: