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| Raphael Roque |
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Ufa! Depois de 15 dias completamente atolado por conta da cobertura do Pan do Rio, voltei a me dedicar à leitura mais atenta do noticiário internacional. E não é que a novela envolvendo a transferência do Tevez ainda continua. Esse foi exatamente o último assunto que abordei aqui, no dia 12 de julho, antes de ser tomado pela avalanche pan-americana. O mais curioso das últimas novidades sobre o assunto é o estranhamento com que a imprensa birtânica trata o fato de um jogador pertencer a um empresário e não a um clube. (Tevez foi inscrito pelo West Ham na Federação, mas tem os direitos presos à MSI). Fico imaginando como os eles não reagiriam ao dar uma olhadinha nos bastidores do futebol brasileiro...
Que as transações da MSI, na figura do iraniano Kia joorabchian, eram pra lá de suspeitos, todo mundo no Brasil já tinha uma idéia, a exemplo da parceria com o Corinthians. Mas agora o empresário está extrapolando na Inglaterra. O negócio tá descambando pra chantagem.
Deixa eu tentar resumir o caso... No ano passado, ele se associou ao West Ham para colocar os argentinos Tévez e Mascherano na Europa. Os ingleses não pagaram nada pelos jogadores e acabaram multados em 5,5 milhões de libras pela Liga Inglesa, por negociarem com uma empresa e não com um clube (o que é proibido na Inglaterra). Depois de tirar o volante dos Hammers e levar pra o Liverpool numa negociação bem complicada, ele tenta agora repassar o atacante ao Manchester United.
Mas como a Liga não concorda com os métodos, digamos, pouco ortodoxos do iraniano, está emperrando a negociação. A entidade alega que, apesar da MSI ter os direitos econômicos do atleta, o clube tem a sua inscrição no campeonato e, por isso, deveria receber parte da multa. Irritado com a possibilidade de perder cerca de 30 milhões de libras, Kia ameaça repassar informações de irregularidades de dentro do West Ham (o "parceiro", lembram?) para o Sheffield United, que já havia entrado na Justiça pedindo a perda de pontos do rival, na ocasião que o clube londrino foi apenas multado. O West Ham se salvou da degola na última rodada, justamente com um gol de Tévez contra o Manchester United. O Sheffield foi rebaixado, mas se salvaria caso o West Ham perdesse os pontos.
Sei não...melhor chamar o Sherlock Holmes. Essa história ainda promete muitos capítulos. Não é elementar, meu caro Watson?
A disputa entre dois sensacionais sistemas ofensivos promete agitar a europa na próxima temporada. De um lado, o Barcelona com Messi, Henry, Eto'o e Ronaldinho Gaúcho. Do outro, o Manchester United, com Cristiano Ronaldo, Rooney, Tevez (se a MSI deixar) e Anderson. O quarteto espanhol tem quatro jogadores de talento inquestionável, mas um francês que parece já ter deiado seus melhores anos para trás. Pelo lado inglês, há um brasileiro de enorme potencial, mas que ainda não aparece entre as grandes estrelas mundiais. E aí, quem será que leva a melhor?
 Aldair, excelente zagueiro e ídolo das torcidas do Flamengo, da Roma e tetracampeão mundial com a Seleção, decidiu, aos 41 anos, voltar a jogar. Aceitou convite do Murata, de San Marino, para defender a equipe na fase preliminar da próxima Liga dos Campeões. Depois de 13 anos no clube romano (de 90 a 2003), teve sua camisa aposentada e encerrou a carreira em 2004, no Genoa. Agora, depois de três ano parado, resolveu voltar. Entendo perfeitamente que a bola deixa muitas saudades nos ex-atletas, mas todo mundo tem que saber a hora de parar. Ou alguém enxerga alguma contribuição positiva desse retorno para a laureada carreira do zagueirão?
A postura de o técnico Dunga, todo irritado ao receber críticas pelo desempenho decepcionante da seleção brasileira até aqui na Copa América é mais uma demonstração da sua falta de experiência no cargo. Ele encheu a boca para falar da vitoria por 3 a 0, mas a verdade é que o Brasil jogou mal e só não saiu de campo com um empate porque os chilenos abusaram da incompetência ao finalizar a gol. Pressionado, Dunga elogiou até a estréia brasileira, quando perdeu por 2 a 0 para um México cheio de reservas. Se o parâmetro de bom futebol do técnico da nossa seleção é a atuação diante dos mexicanos, melhor nem continuar a discussão.
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