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| Raphael Roque |
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O lamento de Michel Platini sobre a ausência de Pelé na comitiva que defenderá nesta terça-feira a cadidatura brasileira para a Copa de 2014 trouxe de volta à minha mente um pensamento antigo: como o brasileiro trata mal seus ídolos.
Em um comparativo, me veio imediatamente à cabeça a relação dos argentinos com Diego Maradona. O cara já se envolveu com drogas, já foi pego dopado em Copa do Mundo, já pediu perdão e disse que iria se recuperar, já atirou na imprensa, já ofendeu quem passasse na sua frente, teve filho fora do casamento, já se desculpou de novo. Enfim, tocou o zaralho e os argentinos continuam lá...inabaláveis e fiéis à contribuição que "Don Diego" deu ao futebol do país.
Sinceramente, não acho que essa seja a postura mais correta, mas o que fazemos com Pelé chega a ser covardia. Ele é vaidoso? É, demais. Fala besteria que só ele? Também. Tem uma tendência a ser "seca pimenteira"? Nem me fale. Mesmo assim, o cara é o Rei do futebol! Tem 1.281 gols marcados na carreira e eu não vejo que possa ter maior parcela de participação na formação desse prestígio mundial que o Brasil goza no meio do futebol.
E por divergências políticas com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, ele fica fora da campanha e possivelmente dos preparativos para a realização da Copa de 2014 no Brasil. Se isso acontecer, é como um alemão fazer qualquer evento de automobilismo e não incluir o Schumacher, ou os suíços não chamarem o Roger Federer para participar da campanha de desenvolvimento do tênis no país.
Não estou dizendo que o Pelé é inocente nessa história e essas tais "divergências políticas" também acontecem por culpa dele. Mas, de vez em quando, a vida nos dá oportunidades de superarmos picuinhas em prol de algo maior e essa me parece ser a melhor das ocasiões.
O jogo estava difícil, 2 a 2 com o Olympiacos, no Santiago Bernabéu, mas Robinho descomplicou tudo para o Real Madrid. Bem que o holandês Van Nistelrooy tentou atrapalhar, perdendo pênalti sofrido pelo brasileiro, após mais uma sensacional seqüência de pedaladas. Mas logo em seguida, Robinho marcou seu segundo gol na partida e colocou a equipe merengue em vantagem. A seleção brasileira fez bem a Robinho nos últimos meses. Depois da responsabilidade de ser o principal jogador da equipe de Dunga, ele parece ter ganho confiança para ser também o destaque do Real.
A rodada da Liga dos Campeões foi recheada de gols brasileiros. Foram dez, incluindo os dois marcados por Robinho, nas 16 partidas.
O Brasil tem seis indicados entre os 50 jogadores que disputarão a Bola de Ouro da France Football. Na lista divulgada neste domingo pela revista francesa, além dos favoritos Ronaldinho Gaúcho e Kaká, aparecem Robinho, Diego (Werder Bremen), Daniel Alves (Sevilha) e Rogério Ceni. Os brasileiros só perdem para os italianos em número de indicados. Os atuais campões do mundo têm oito jogadores na lista. Veja aqui a lista completa de indicados. Geralmente, quem leva a Bola de Ouro também acaba escolhido o melhor jogador do mundo pela Fifa. O prêmio da revista francesa será entregue no próximo dia 2 de dezembro, em Paris. Eu aposto no Kaká. E vocês?
 Para quem acha que ter gambás, cachorros e afins em campo é uma particularidade do futebol brasileiro, olhem a cara do lateral Ashley Cole ao dar de cara com um filhote de gato em pleno estádio Mestalla, em jogo pela Liga dos Campeões. O bichano parece ter trazido sorte aos ingleses, que venceram de viarada por 2 a 1 e assumiram a liderança o Grupo B. No resultado mais surpreendente da rodada, pela chave D, o Milan patinou na chuva escocesa e perdeu para o Celtic por 2 a 1. O líder é o glorioso Shakhtar Donetsk, que venceu o Benfica.
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