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| Raphael Roque |
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O Manchester City sonhou com Ronaldinho Gaúcho, desvalorizado no mercado europeu, mas decidiu esvaziar seu caixa ao pagar 23 milhões de euros (quase R$ 60 milhões) para contratar Jô, brasileiro do CSKA Moscou. Anotem esse nome: Thaksin Shinawatra. O tailandês, novo dono do clube inglês, mostra que entende do riscado!!! Inacreditável...
Aqui na redação de O DIA já tem tricolor tão empolgado com a campanha na Libertadores que não está nem mais preocupado com o Boca Juniors, adversário da semifinal. A pulga atrás na orelha é a forma mais adequada de marcar CRISTIANO RONALDO na final do Mundial Interclubes. Tem gente fazendo comparação entre os dois times e achando que a diferença não é tao grande assim..."só o ataque que é melhor", disseram. Vou deixar por conta de vocês a comparação, usando duas escalações consideradas "ideais". Eu tenho minha opinião, mas vou me reservar, por enquanto.
FLUMINENSE: Fernando Henrique, Gabriel, Thiago Silva, Luís Alberto e Júnior César; Ygor, Arouca, Thiago Neves e Conca; Dodô e Washington. Técnico: Renato Gaúcho MANCHESTER UNITED: Van der Saar, Brown, Rio Ferdinand, Vidic e Evra; Carrick, Anderson e Scholes; Cristiano Ronaldo, Rooney e Tévez. Técnico: Alex Ferguson.
Cristiano Ronaldo deveria dividir todo o dinheiro que vai ganhar com o título da Liga dos Campeões com o goleiro Van der Saar e com o zagueiro John Terry, do Chelsea. Na decisão por pênaltis, ele foi firular e deixou a bola nas mãos de Peter Cech. Até a rodada decisiva, o único que havia perdido sua cobrança. Com 4 a 4 no placar, cabia a Terry, ídolo de anos do time azul, decidir a parada. Mas ele escorregou no gramado molhado do estádio Luzhniki e chutou para fora.

A série seguiu e quando Anelka se encaminhou para fazer o que seria a fatídica cobrança para o Chelsea, muitos aqui na redação do O DIA já anteviam a desgraça. O goleiro holandês caiu bem no canto e garantiu o tricampeonato da Liga para o Manchester.

Cristiano Ronaldo tem um enorme talento e foi decisivo na temporada quase perfeita dos Diabos Vermelhos (conquistou também o título inglês superando o mesmo Chelsea), marcando 42 gols. Por pouco, muito pouco, não mancha seriamente sua carreira, mas foi salvo pelos companheiros. Para o português que normalmente abusa da auto-suficiência, foi um belo sinal. No fim das contas, quem ganha o título é um time e não um jogador apenas.
 Quem diria! Joel Santana abandonou o agasalho e apareceu todo elegante, de terno e gravata, na apresentação como novo técnico da África do Sul para a Copa de 2010. Mas o que mais chamou atenção foi o óculos, no melhor estilo Caio Júnior, seu substituto no Flamengo e que herdou a prancheta de Joel Santana. O período de transição e convivência dos dois no Rubro-Negro parece ter deixado marcas profundas. Se o Natalino trocar a pranchetinha por um laptop, eu desisto!
Adriano, em recuperação no São Paulo e com 14 gols na temporada, foi premiado por Dunga com a convocação para os amistosos contra Canadá e Venezuela, dia 31 de maio e 6 de junho, respectivamente, e para os jogos das Eliminatórias contra Paraguai e Argentina, no mês que vem. Em forma, é uma excelente atacante, não restam dúvidas. E a atitude de Dunga é um incentivo a mais para a recuperação do jogador. Vamos ver se ele não pisa na bola de novo... Agora...se alguém conseguir me explicar porque o Dunga continua convocando o Mineiro, ganha um abraço.
Eis a lista de 25 nomes: GOLEIROS: Júlio César (Inter de Milão), Diego Alves (Almería), Doni (Roma) ZAGUEIROS: Alex (Chelsea), Juan (Roma), Lúcio (Bayern de Munique), Luisão (Benfica) LATERAIS: Daniel Alves (Sevilla), Marcelo (Real Madrid), Gilberto (Hertha Berlim), Kleber (Santos), Maicon (Inter) MEIAS: Anderson (Manchester United), Diego (Werder Bremen), Elano (Manchester City), Gilberto Silva (Arsenal), Josué (Wolfsburg), Julio Baptista (Real Madrid), Kaká (Milan), Mineiro (Hertha Berlim) ATACANTES: Adriano (São Paulo), Alexandre Pato (Milan), Luis Fabiano (Sevilla), Robinho (Real Madrid), Rafael Sobis (Bétis).
Quando surgiu a notícia de que o Barcelona ofereceria Ronaldinho Gaúcho, Deco, o italiano Zambrotta e mais 20 milhões de euros por Kaká, a primeira reação do pessoal aqui da redação de O Dida foi cair na gargalhada. Quase todos acharam uma piada, que o Milan nunca aceitaria porque sairia na desvantagem. Pensei imediatamente em duas coisas:
1º) A que ponto chegamos...o Ronaldinho, há pouco tempo o jogador mais cobiçado e valorizado do mundo, agora incluído num pacotão "bolsa de retalhos" em troca do Kaká.
2º) Será que é tanta desvantagem assim? Talvez o Milan queira pensar no assunto. Eu pensaria. Ronaldinho não desaprendeu a jogar futebol. Uma mudança de ares pode fazer com que ele recupere a motivação e seu passe se valorizaria de novo. Ainda pegaria o Deco, que é um bom meia, um lateral regular e um bom dinheiro para contratar outro jogador de peso. Além disso, o Kaká já andou se engraçando pro lado do Real Madrid há pouco tempo.
À primeira vista seria um negócio de risco. Mas que eu pensaria, pensaria. E vocês?
Que fase a dos Ronaldos, hein? Enquanto o "Ronaldão" tenta recuperar sua imagem após o episódio dos travestis, ainda mais agora que será pai de novo (!!!), Ronaldinho Gaúcho, finalizando uma temporada horrorosa, é acusado de usar doping pelo jornal espanhol Sport. Segundo a publicação, o objetivo seria acelerar a recuperação da lesão muscular que tirou o brasileiro de grande parte do fim da temporada do Barcelona. Ronaldinho Gaúcho teria tomado uma mistura de anabolizantes com testosterona e outros hormônios. A fórmula traria um reforço à musculatura do jogador. Além disso, ele estaria passando por sessões de acupuntura e também se consultando com um especialista em terapias japonesas. Tá boa a imagem dos brasileiros lá fora?
O Joel não precisava ter feito aquele discurso - devidamente filmado pela TV - no ápice do que foi o circo armado ontem no Maracanã. Se disputar uma Libertadores já não é motivo suficiente para os jogadores entrarem em campo com disposição, bastava ao treinador exibir imagens do jogo entre Cruzeiro e Boca Juniors, que se encerrava pouco antes do Flamengo entrar em campo para um dos maiores vexames de sua história.
O Boca não é um time brilhante, não chega nem a ser excelente. É bom, muito bom. Principalmente por causa de Riquelme, claro. Mas também porque os jogadores mostram uma fibra - SEMPRE - que deixa o torcedor orgulhoso. Deve ser por isso que a Bombonera nunca se cala, mesmo quando a equipe está perdendo. O torcedor fareja brio de longe. No Mineirão, o Boca não foi só determinado, foi inteligente. Explorou com precisão curúrgica o desespero do Cruzeiro, que precisava vencer. Riquelme foi mais uma vez determinante, sim. Mas a impressão é de que os argentinos venceriam mesmo sem ele.
No Maracanã...bem...no Maracanã foi aquilo que todo mundo viu. Vou repetir a palavra, na falta de outra tão adequada. Um circo em torno de Joel - que merece todas as homenagens, diga-se de passagem - e os jogadores esqueceram de olhar para o campo. O América do México é limitado de dar pena. Durante a semana conversava com o companheiro da Rádio Brasil, André Gonçalves, e dizia que esse Flamengo não tinha "jeito de time de Libertadores". Muita marra, muito toquinho, muita soberba. E na Libertadores isso constuma ser fatal. Eu não apostava no título, mas não achei que a eliminação viria em forma de vexame.
Ontem, depois do jogo, André me ligou, desolado. O meu "eu te disse" foi inevitável. Na noite de homenagens a Joel, seus comandados proporcionaram um dos episódios mais lamentáveis de sua carreira como técnico. Ele não merecia.
Especialista em retomadas e reviravoltas na carreira, Ronaldo nunca foi tão abalado emocionalmente por nenhuma lesão como nesse caso do envolvimento com travestis em um motel no Rio. Uma rápida passada pelos sites da imprensa estrangeira constata que o Fenômeno ocupa a mais baixa cotação possível. Não há quem se manifeste em sua defesa. E não é uma questão de moralismo. De condenar suas preferências sexuais ou algo parecido. O problema não é a escolha do parceiro, é toda a forma como a coisa foi conduzida. Desde o calçadão até a delegacia. Esse episódio é uma sintetização da falta de cuidado com que Ronaldo sempre cuidou de sua vida fora dos gramados. Ele se tranformou em um mito tão grande que isso o fez acreditar que estava acima de qualquer lei ou ordem. Isso não é uma lição de moral, uma condenação pública. É um lamento. A carreria esportiva do Ronaldo não merecia isso. Não sei se o Ronaldo vai sair dessa, sinceramente não sei. Ele foi sempre capaz de superar as limitações que o seu corpo lhe impôs. Vamos ver como ele lida com o julgamento moral da opinião pública.
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