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Raphael Roque

Quarta-feira, 29 Outubro, 2008

Tudo contra a banca

Maradona técnico da seleção argentina? É muito mais do que uma pessoa com pouca experiência para comandar uma equipe das mais tradicionais do mundo. Isso até o Brasil é capaz de fazer.
banco de imagensOs argentinos fazem uma aposta de alto risco, jogando tudo contra a banca em um gesto desesperado para recuperar o prestígio de sua equipe. Maradona é figura incontestável para os hermanos e é nisso que a AFA (Associação do Futebol Argentino) deposita suas esperanças para ter paz até a Copa de 2010.
Mas convenhamos...."El Diez" há tempos não é nada confiável, atormentado pelo vício em drogas e crises existenciais. Esse é um cargo vital, de muita resposnabilidade. Vai que o cara tem uma crise a poucos dias da estréia no Mundial. Seriam os argentinos capazes de superar esse baque?


Terça-feira, 28 Outubro, 2008

Mão boba custou caro

O atacante Gilardino, da Fiorentina, foi suspenso por dois jogos por fazer um gol com a mão. O trio de arbitragem da partida não notou a infração no momento e validou o gol, mas o Tribunal da Federação Italiana decidiu punir o atelta depois de analisar as imagens da partida. Aparentemente, não é só no Brasil que a Justiça Desportiva goza de cada vez mais poder. Daqui a pouco começam a mudar resultados. Esse, pelo menos, foi mantido.
A notícia saiu enquanto no Brasil ainda se discute o lance de Washington, que ameaçou colocar a mão na bola, tirou no último momento e deixou o goleiro Marcos vendido. Resultado: gol do Fluminense. A discussão não se encerra nunca e há defensores ferrenhos dos dois lados. Eu acho que o árbitro acertou. Se já é difícil medir a intenção de um jogador quando a bola bate em sua mão, imagina medir essa mesma intenção quando a bola sequer bateu na mão? Vamos fazer o simples...é melhor.


Segunda-feira, 20 Outubro, 2008

Vai entender...

Seria preguiça de pensar em outro nome, corporativismo ou incentivo em forma de solidariedade?
Confesso que estou na dúvida em decidir qual seria o motivo pelo qual Ronaldinho Gaúcho foi apontado pela Federação Internacional dos Jogadores Profissionais de Futebol (FIFPro) como um dos melhores jogadores da temporada.
A votação da entidade é feita por 45 mil jogadores profissionais pertencentes às 42 organizações do sindicato mundial, através de um formulário e os vencedores serão anunciados dia 27. Kaká também está indicado, além de Lúcio e Daniel Alves.
Ronaldinho é craque? Sem dúvida. Vai se recuperar da má fase que viveu nos últimos (Muitos) meses? Com certeza, até já está dando sinais disso.
Mas a última temporada do brasileiro foi sofrível. Atormentado por lesões, noitadas, praticamente não jogou pelo Barcelona. Pela Seleção, não fez absolutamente nada de impacto. E se esse prêmio é destinado ao momento, volto a me perguntar.
Seria preguiça de pensar em outro nome, corporativismo ou incentivo em forma de solidariedade?


Quinta-feira, 9 Outubro, 2008

Montanha russa

Nossos grandes jogadores, especialmente os atacantes, estão se especializando por viver na montanha russa. Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Robinho e Adriano. Formam um histórico, uma tendência de altos e baixos. Se fosse apenas em campo, vá lá, compreende-se. O mais grave é que o problema maior está fora dele. E é justamente isso que compromete a atuação nas quatro linhas. Foto de Márcio Mercante
Toda essa introdução é para falar (novamente!) do Adriano.
O Imperador já esteve bem, já esteve mal, já sorriu, já chorou, levantou taça, apareceu babando numa mesa de uma festa - em uma dessas fotos de paparazzi. E não é concidência que sua carreira faça uma espécie de linha paralela a esses acontecimentos. Quando a vida pessoal desaba, ela vai junto, rumo ao fundo do poço.
Agora ele parece estar voltando à boas. É titular da Inter de Milão e ganha nova chance entre os 11 com Dunga na Seleção. Está todo sorrisos em Teresópolis, tanto que nem parece chateado pro ter a casa assaltada em Milão.
Domingo será um bom teste para sacramentar seu retorno. Mas, com ele, o mais importante é a regularidade. Esperar alguns meses para ver se ele se mantém "tranqüilo". Até porque, como dizem, o grande barato da montanha russa é a descida quando se chega lá no alto.


Quarta-feira, 1 Outubro, 2008

O efeito Messi

Foi didática a entrada do Messi no jogo do Barcelona contra o Shaktar, na Ucrânia, pela fase de grupos da Liga dos Campões. Pra mostrar algo óbvio, é verdade, mas não custa nada reforçar. Messi comemora gol / ReutersO argentino entrou no segundo tempo para ser o homem do jogo, para dar a vitória ao time catalão, que perdia por 1 a 0 até os 41 minutos e que encontrava enormes dificuldades para criar jogadas contra a forte marcação ucraniana. Dois lances, dois gols. Simples assim.
Os preparadores físicos do Barça pediram para que o argentino fosse poupado, tamanho foi seu esforço já nesse início de temporada e depois do desgaste nos Jogos de Pequim. Mas o Barcelona não pode abrir mão do gênio. Não pode abrir mão de sua categoria, de sua técnica e de sua eficiência. E foi por isso (e para isso) que ele entrou. Para decidir.
*Sobre os outros sete jogos da segunda rodada da fase de grupos, tenho uma coisa a dizer. Dificilmente não teremos ingleses na semifinal. Não será de espantar se repetirem o ano passado, quando foram três entre quatro finalistas (Liverpool, Chelsea e Manchester United, o campeão).