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| Raphael Roque |
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Maradona técnico da seleção argentina? É muito mais do que uma pessoa com pouca experiência para comandar uma equipe das mais tradicionais do mundo. Isso até o Brasil é capaz de fazer.
Os argentinos fazem uma aposta de alto risco, jogando tudo contra a banca em um gesto desesperado para recuperar o prestígio de sua equipe. Maradona é figura incontestável para os hermanos e é nisso que a AFA (Associação do Futebol Argentino) deposita suas esperanças para ter paz até a Copa de 2010. Mas convenhamos...."El Diez" há tempos não é nada confiável, atormentado pelo vício em drogas e crises existenciais. Esse é um cargo vital, de muita resposnabilidade. Vai que o cara tem uma crise a poucos dias da estréia no Mundial. Seriam os argentinos capazes de superar esse baque?
O atacante Gilardino, da Fiorentina, foi suspenso por dois jogos por fazer um gol com a mão. O trio de arbitragem da partida não notou a infração no momento e validou o gol, mas o Tribunal da Federação Italiana decidiu punir o atelta depois de analisar as imagens da partida. Aparentemente, não é só no Brasil que a Justiça Desportiva goza de cada vez mais poder. Daqui a pouco começam a mudar resultados. Esse, pelo menos, foi mantido. A notícia saiu enquanto no Brasil ainda se discute o lance de Washington, que ameaçou colocar a mão na bola, tirou no último momento e deixou o goleiro Marcos vendido. Resultado: gol do Fluminense. A discussão não se encerra nunca e há defensores ferrenhos dos dois lados. Eu acho que o árbitro acertou. Se já é difícil medir a intenção de um jogador quando a bola bate em sua mão, imagina medir essa mesma intenção quando a bola sequer bateu na mão? Vamos fazer o simples...é melhor.
Seria preguiça de pensar em outro nome, corporativismo ou incentivo em forma de solidariedade? Confesso que estou na dúvida em decidir qual seria o motivo pelo qual Ronaldinho Gaúcho foi apontado pela Federação Internacional dos Jogadores Profissionais de Futebol (FIFPro) como um dos melhores jogadores da temporada. A votação da entidade é feita por 45 mil jogadores profissionais pertencentes às 42 organizações do sindicato mundial, através de um formulário e os vencedores serão anunciados dia 27. Kaká também está indicado, além de Lúcio e Daniel Alves. Ronaldinho é craque? Sem dúvida. Vai se recuperar da má fase que viveu nos últimos (Muitos) meses? Com certeza, até já está dando sinais disso. Mas a última temporada do brasileiro foi sofrível. Atormentado por lesões, noitadas, praticamente não jogou pelo Barcelona. Pela Seleção, não fez absolutamente nada de impacto. E se esse prêmio é destinado ao momento, volto a me perguntar. Seria preguiça de pensar em outro nome, corporativismo ou incentivo em forma de solidariedade?
Nossos grandes jogadores, especialmente os atacantes, estão se especializando por viver na montanha russa. Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Robinho e Adriano. Formam um histórico, uma tendência de altos e baixos. Se fosse apenas em campo, vá lá, compreende-se. O mais grave é que o problema maior está fora dele. E é justamente isso que compromete a atuação nas quatro linhas.  Toda essa introdução é para falar (novamente!) do Adriano. O Imperador já esteve bem, já esteve mal, já sorriu, já chorou, levantou taça, apareceu babando numa mesa de uma festa - em uma dessas fotos de paparazzi. E não é concidência que sua carreira faça uma espécie de linha paralela a esses acontecimentos. Quando a vida pessoal desaba, ela vai junto, rumo ao fundo do poço. Agora ele parece estar voltando à boas. É titular da Inter de Milão e ganha nova chance entre os 11 com Dunga na Seleção. Está todo sorrisos em Teresópolis, tanto que nem parece chateado pro ter a casa assaltada em Milão. Domingo será um bom teste para sacramentar seu retorno. Mas, com ele, o mais importante é a regularidade. Esperar alguns meses para ver se ele se mantém "tranqüilo". Até porque, como dizem, o grande barato da montanha russa é a descida quando se chega lá no alto.
Foi didática a entrada do Messi no jogo do Barcelona contra o Shaktar, na Ucrânia, pela fase de grupos da Liga dos Campões. Pra mostrar algo óbvio, é verdade, mas não custa nada reforçar. O argentino entrou no segundo tempo para ser o homem do jogo, para dar a vitória ao time catalão, que perdia por 1 a 0 até os 41 minutos e que encontrava enormes dificuldades para criar jogadas contra a forte marcação ucraniana. Dois lances, dois gols. Simples assim. Os preparadores físicos do Barça pediram para que o argentino fosse poupado, tamanho foi seu esforço já nesse início de temporada e depois do desgaste nos Jogos de Pequim. Mas o Barcelona não pode abrir mão do gênio. Não pode abrir mão de sua categoria, de sua técnica e de sua eficiência. E foi por isso (e para isso) que ele entrou. Para decidir. *Sobre os outros sete jogos da segunda rodada da fase de grupos, tenho uma coisa a dizer. Dificilmente não teremos ingleses na semifinal. Não será de espantar se repetirem o ano passado, quando foram três entre quatro finalistas (Liverpool, Chelsea e Manchester United, o campeão).
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