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| Raphael Roque |
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O desejo de ver uma final entre Brasil e Espanha caiu por terra logo na primeira tentativa. A derrota pro 2 a 0 para os americanos na semifinal não surpreendeu somente os espanhóis. Muita gente dava um sucesso da Fúria como "pule de dez". Aqui na redação, foi grande a vibração com os gols de Altidor e Dempsey (quem diz que jornalista não vibra com gol é mentiroso). Eu confesso que não gostei. É claro que sempre tendemos a torcer para o mais fraco e quase fui traído por esse sentimento meio Robin Hood. Mas seria muito mais legal ter um Brasil x Espanha na decisão. Muito mais interessante. Os espanhóis estão espalhando a quatro ventos que são o melhor time do mundo no momento. Seria sensacional colocar isso à prova diante da Seleção. Ou sinceramente alguém prefere ver uma final contra os americanos, tomando aquela cervejinha no domingo? Duelo contra os espanhóis, agora, só na disputa pelo terceiro lugar. Depois da zebra de hoje, será que seria tão impossível que ela passeasse de novo pela África do Sul?
 A forma sofrida como o Brasil venceu o Egito, na estréia na Copa das Confederações, a inexplicável pane que se abateu sobre a equipe no segundo tempo, quando permitiu dois gols em dois minutos e o empate...tudo isso perdeu espaço para a polêmica envolvendo a marcação do pênalti que deu números finais ao jogo. O britânico Howard Webb já havia sinalizado escanteio, quando de repente voltou atrás, assinalou o pênalti e ainda expulsou o zagueiro egípcio. Em entrevistas, ele alegou que reviu a decisão sozinho, mas é praticamente certo que ele tenha recebido informações de seus auxiliares pelo sistema de comunicação.  Aliás, é ótimo q isso tenha acontecido. É preciso que exempos relevantes apareçam cada vez mais para mostrar que o árbitro não é capaz de ver sozinho tudo que acontece no campo e precisa de ajuda. Inclusive com ajuda da eletrônica, se for o caso.
São mais de 160 milhões de euros (quase R$ 440 milhões) em dois jogadores. O Real Madrid ignora a crise mundial - e suas próprias dívidas - e abre os cofres para recrutar Kaká e Cristiano Ronaldo e começar outra era Galáctica, novamente sobre o comando do presidente Florentino Pérez. Em seu primeiro mandato, ele contratou um crande graque por ano: Figo (2000), Zidane (2001), Ronaldo (2002) e Beckham (2003). Agora vem com uma política mais agressiva e promete novas aquisições. O próximo sonho é o francês Ribéry, do Bayern de Munique. A primeira era Galáctica começou com títulos, mas aos poucos a divisão do grupo entre "Zidanes" (os galácticos) e "Pavones" (em referência ao zagueiro Pavón, fazendo alusão a jogadores das divisões de base e mais baratos), gerou uma crise a o projeto afundou. Florentino saiu do clube sob muitas críticas. Seria bom se, dessa vez, ele mudasse um pouco a tática e investisse também em grandes nomes para o setor defensivo, em busca do propagado equilíbrio que os técnicos tanto exaltam. Manuel Pellegrini, que terá a missão de comandar os Galácticos, não deve pensar diferente. Se vai dar certo, só o futuro dirá. A única certeza é a de que o Real será a grande sensação da próxima temporada.
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