Quando era bebê, o Antônio dormia todos os dias ouvindo ‘Parachutes’, o primeiro CD do Coldplay. Não falhava nunca: na terceira música, o moleque já estava babando de sono. Aos dois meses, ele sacou o que muita gente só admitiu bem depois: ô bandinha chata! Hoje, enquanto cresce, o Antônio segue dando pistas sobre o seu gosto musical em andamento.
-Gosta do Elvis (graças a ‘Lilo & Stitch’), já ouviu falar dos Beatles (arrancou as mãos de um boneco do Lennon) e cantarolou ‘Hey Ho Let’s Go!’ pela casa durante um tempo (“que música é essa?”, quis saber quando a ouviu num episódio do ‘Jimmy Neutron’). - Adora a versão dos Ramones para o tema do Homem-Aranha e a música de abertura do ‘Ben 10’. - Numa época, ficou ligado na capa do ‘Hunky Dory’, do Bowie. - Um dia, classificou Propellerheads como “música de pipoca”. - Sempre vai à rua com a sua camiseta laranja do Hendrix. Vai com ela às festas e volta pra casa cantando “alô galera de caubói!”. Às vezes, “Poeiraaa!” - Fica emocionado quando ouve ‘Fico Assim Sem Você’. Canta junto e tudo. - Seu disco de cabeceira, certa época, foi o ‘Plunct Plact Zum’. Até cantou ‘Brincar de Viver’ numa festa da escola (no dia das Mães, foi ‘Como é Grande O Meu Amor Por Você’). - Do Raul, sempre pede pra tocar ‘Carimbador Maluco’. - Achou muita graça quando ouviu ‘AA UU’ e ‘Feira de Acari’. - Quando não gosta de alguma música, simplesmente tapa os ouvidos. - Mas sua canção favorita ainda é o ‘Parabéns Pra Você’. Principalmente acompanhado de um bolo e velinhas pra soprar.
Outro dia, eu estava ouvindo o lindo ‘Neon Bible’, do Arcade Fire. O Antônio também gostou. “Isso é música de fantasma? Ia ficar legal no Scooby-Doo”.
Larry King, o apresentador americano, cometeu uma das gafes do século ontem. Estava entrevistando os beatles Paul McCartney e Ringo Starr (e Yoko Ono e Olívia Harrison, viúvas de John e George) para a CNN, e acabara de perguntar a Paul onde ele estava quando soube do assassinato de Lennon, em 1980. Fez a mesma pergunta a Ringo... mas chamou-o de George. “Nós não imaginávamos que o homem poderia esquecer o nome de um beatle!”, surpreendeu-se a Rolling Stone, que na véspera já alertara para o perigo que seria King entrevistá-los.
O sujeito é uma espécie de Jô Soares da TV americana (ou seria o Jô um tipo de Larry King brasileiro?): “Ele é famoso por sua aversão a pré-entrevistas e qualquer pesquisa sobre seus convidados”, dizia ontem a edição online da revista.
Era um encontro único: nunca os dois beatles vivos, e as viúvas dos dois mortos, haviam concordado em dar uma entrevista juntos – e fizeram isso por conta do aniversário do espetáculo ‘Love’, do Cirque de Soleil. E o temor era justamente King desperdiça-la com perguntas estúpidas, como “Você nunca se beliscou? Você é um beatle!” (e ele fez essa pergunta!) ou “por que chamam você de Ringo?”.
Um trechinho do diálogo, transcrito do site da Rolling Stone, e o vídeo da entrevista; repare na cara de Paul logo após o erro de King, dizendo “não, Ringo é este aqui!”. A melhor piada da semana. Por um instante, os Beatles voltaram a ser os Beatles: debochados e cruéis. E o diálogo entre Paul e Ringo parece ter sido escrito pelo Larry David, o roteirista de ‘Seinfeld’. King: Onde você estava quando John faleceu? Paul: Quando John morreu eu estava em Sussex, em minha casa em Sussex. Era onde eu estava. (...) King: George, onde você estava? Ringo: George!? King: Ringo! Paul: Não, Ringo é este aqui! King: Ringo, onde você estava? Ringo: Eu estava nas Bahamas. King: Eu estava (inaudível) George. Ringo: Eu estava... Paul: Não, você não estava, Larry. Você disse o nome errado. Ringo: Cala a boca, é minha vez! Paul: Eu sei, mas ele errou seu nome, Ringo, em cadeia nacional! Ringo: Eu sei... Dá um tempo pra ele. Paul: Não podemos cortar! É ao vivo! Ringo: Fazer o quê? Bom, eu estava nas Bahamas...
Ivete Sangalo vinha sendo anunciada como uma das atrações da edição carioca do Live Earth, o megaevento criado pelo ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, para alertar o mundo sobre os perigos do aquecimento global. Mas a cantora acabou de anunciar, por intermédio de Jesus, seu irmão e empresário, que ela não estará na Praia de Copacabana no próximo dia 7. Por que? Ela é mais uma a desconfiar das intenções do evento, e engrossa uma lista que vai de Neil Tennant, do Pet Shop Boys, a Roger Daltrey, do The Who. Como conta a coluna do Bruno Astuto, na edição impressa de hoje de O DIA, Jesus disse, em nome de Ivete, que “Al Gore silenciou quando Bush se recusou a assinar o Protocolo de Kyoto”. Esta é uma verdade inconveniente que Al Gore não pode negar. E ainda deu uma esnobada no político americano: “Ivete tem uma profunda consciência ecológica e estará sempre pronta para participar de eventos organizados por brasileiros”. No dia 7 de julho, data do Live Earth, ela estará em Itapecerica da Serra, fazendo seu show. Lenny Kravitz e O Rappa estão no evento, mas Ivete é mais rock’n’roll.
“Existe uma juventude que é fechada de uma maneira radical. Que quer o puro samba como ele era feito nos anos 30 do século passado. E a gente acha que muitas dessas pessoas vão aos nossos shows. É engraçado porque quase nenhum de nós veio do ambiente do samba, apesar de tocarmos samba. Chegamos a ser confundidos, durante um tempo, como parte dessa onda ‘resgatista’ do samba. Não tenho nada contra quem é. Mas acho engraçado.”
O discurso acima é de Kassin, fundador e baixista da Orquestra Imperial, que acaba de lançar seu primeiro CD, inteiramente com repertório inédito – de samba. É um disco que soa novo, atual, insinua caminhos para o próprio samba, que anda com a cintura um tanto dura. Como produtor do disco, ao lado de Berna Ceppas e Mario Caldato, Kassin soube soar atemporal sem prender-se a regras musicais imaginárias e paralizantes. Na Orquestra Imperial, essa “juventude radical” que quer “o puro samba” ganhou um apelido/trocadilho bem divertido, que remete aos velhos talibambas: “regionazistas”.
Mais uma atração internacional do Tim Festival foi confirmada hoje: a islandesa Björk virá ao Brasil em outubro para o evento, que já conta com Arctic Monkeys, The Killers e Juliette & The Licks em sua escalação. A cantora retorna ao País depois de nove anos sem fazer shows por aqui: ela esteve no Free Jazz em 1996, no auge de 'Post', até hoje seu trabalho mais, digamos, popular, e em 1998, época de 'Homogenic'.
A cantora voltou ao Brasil no carnaval de 2004. Chegada num experimentalismo, foi à Bahia e provou um acarajé. Dizem que o resultado não foi dos mais animadores...
Wayne Coyne, o viajandão líder do Flaming Lips, descascou o 'Nevermind', do Nirvana, a pedido do 'The Guardian'. Coyne foi um dos convidados pelo jornal inglês a apontar quais eram os "discos mais superestimados" do rock, e escolheu o clássico do Nirvana pra meter o pau. "Você não se pegava ouvindo-o por muito tempo, porque lá estavam – ainda estão, é verdade – todas aquelas bandas medíocres que soavam igual a ele. 'Nevermind' ttinha uma influência venenosa, perniciosa. Até a capa do álbum, aquela estúpida nota de um dólar, me parece barata: se o Alice in Chains a tivesse feito, seria uma piada, mas como era do Nirvana então todos nós dissemos 'oh, que legal!'. Se você, garoto, acha que vai ouvir um disco original, poderoso e muito doido quando 'Nevermind' começar a tocar, então vai se desapontar. Você vai pensar: 'Que banda é esta que soa como o Nickelback?'"
O título da matéria, por sinal, é 'Sgt. Peppers Must Die' (Sgt. Peppers tem que morrer), e sobrou para todo mundo: Eddie Argos, do Art Brut, detonou o disco de estréia do Stone Roses ("Eu não entendo como as pessoas ainda tocam essa música na noite – isso me deixa furioso"), Alex Kapranos, do Franz Ferdinand repudiou 'Marquee Moon', do Television ("Foi um daqueles discos de que tentei gostar – mas, depois de alguns anos tentando, vi que não ia rolar"), e Tjinder Singh, do Cornershop, lamentou a existência do 'Dark Side Of The Moon', do Pink Floyd ("É um tipo de experimento de laboratório, tocado por universitários com lenços no pescoço"). Outros clássicos intocáveis, como 'Velvet Underground And Nico', 'Is This It', dos Strokes, 'Pet Sounds', dos Beach Boys e, claro, o 'Sgt.Peppers', são devidamente dessacralizados pelos resenhistas convidados pelo Guardian. Como se pode notar, só alegria.
Gilberto Gil trabalhou na folga deste domingo e gravou um vídeo caseiro (mesmo), feito por Andrucha Waddington, em que apresenta pela primeira vez sua nova composição, ‘Banda Larga Cordel’. Letra e levada de violão no velho estilo suingado do ministro da Cultura, com versos como “Piraí bandalargou-se há pouquinho/ Piraí infoviabilizou”, e final otimista, porém realista: ”É amarga a missão, raiz amarga/ Quem vai soltar balão na banda larga/ É alguém que ainda não nasceu”. Olha o vídeo:
... pelo menos em DVD. Em julho, será lançado (no Reino Unido) o documentário 'Inside The Smiths', em que o baixista Andy Rourke e o baterista Mike Joyce contam suas aventuras ao lado das divas de Manchester Morrissey e Johnny Marr. Em apenas cinco anos, de 1982 a 1987, Morrissey&Marr escreveram sua assinatura ao lado dos grandes na sempre superdimensionada história do rock. Rourke e Joyce estavam ali, dando tempero seguro às letras de um e à guitarra do outro, e ajudando-os a ser quem foram: um grupo alternativo adorado, ao mesmo tempo, por fãs e crítica; reconhecido por (ou apesar de) sua música irredutível, quase gaulesa; um sucesso comercial; e pedreiro do caminho que foi dar, na década seguinte, no Britpop. "Quando os Smiths foram ao 'Top Of The Pops' pela primeira vez, eu disse: é isso aí. A partir daquele dia, eu quis ser Johnny Marr", confessou, certa vez, Noel Gallagher, do Oasis.
No documentário prestes a ir às prateleiras (e para a rede), a história da banda que fabricava hits será contada do ponto de vista da cozinha. Gallagher não está no filme, mas o diretor Stephen Petricco colheu depoimentos de Peter Hook, do New Order, Mark E. Smith, do The Fall, Pete Shelley, do Buzzcocks (todos companheiros de geração dos Smiths) e de Ricky Wilson e Nick Hodgson, do Kaiser Chiefs. Todos falam da influência da banda sobre sua música. E suas vidas.
Rourke foi expulso da banda em 1986, por causa de seus hábitos comprometedores com a heroína, e no ano seguinte, The Smiths was dead. Hoje, Morrissey segue em sua mais recente turnê solo pelos Estados Unidos, depois de ter descartado rever os ex-companheiros na cerimônia de ingresso da banda no Rock And Roll Hall Of Fame. Enquanto isso, Johhny Marr anda se divertindo muito como novo agregado do Modest Mouse.
O site oficial dos caras acaba de acabar com as dúvidas: o Arctic Monkeys anunciou três shows no Brasil em outubro, como parte da programação do Tim Festival. Dia 26 no Rio, na Marina da Glória; dia 28 em São Paulo; dia 31 em Curitiba. A nota pode ser lida aqui: http://www.arcticmonkeys.com/.
PS: Hoje, a organização do Tim Festival confirmou a escalação do Arctic Monkeys no evento, que voltará a acontecer na Marina da Glória, no fim de outubro. E confirmou também as vindas de The Killers (aêêê!) e do grupo Juliette & The Licks, que periga ser o Devendra Banhart (ou o Vincent Gallo) desta edição: fora a presença da estrela hollywoodiana Juliette Lewis nos vocais, é uma banda pop-punk como outra qualquer (a menos que Dave Ghrol, que tocou bateria nas gravações do CD dos caras, venha junto: aí vai ser uma banda pop-punk com Juliette Lewis cantando e Dave Ghrol na bateria, o que já é ooooutra história).
Que há uma defasagem entre o que se se produz de música nova (e bacana) no Brasil e o que chega aos ouvidos do pessoal, qualquer internet com banda larga demonstra facilmente. E não é o Live Earth que vai ajudar a diminuir o problema. Já a escalação do primeiro Festival Indie Rock, sobre o qual já haviam bons rumores e esta semana foi confirmado para os dias 25 e 26 de julho no Circo Voador, ao contrário, é bem interessante. Reúne duas boas bandas do rock inglês atual, The Magic Numbers e The Rakes, e mais cinco grupos brasileiros que já merecem ser ouvidos há tempos: Mombojó, de Recife; Hurtmold, de São Paulo; Moptop, do Rio (apesar de dividir especial da MTV, não tem nada a ver com Fresno e NX Zero, esse povo que pinta as unhas); o baiano Lucas Santtana (com seu grupo Seleção Natural); e a big band Móveis Colonias de Acaju, de Brasília. No dia 25 tocam Lucas Santtana, Hurtmold e Magic Numbers. No dia 26, Mombojó, Móveis Coloniais e Rakes. O Circo Voador só precisa dizer onde vai escalar o Moptop, que ficou de fora, no site, das escalações dos dois dias. O festival vai acontecer dias 26 e 27 de julho na Via Funchal, em São Paulo, e já se movimenta para uma edição de verão, ano que vem. Só alegria.
Já tinha uma galera falando mal do Live Earth, o mega-evento capitaneado (ou capitalizado?) pelo ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore (ex-Al Bore, da época em que ainda não tinha abraçado o filão ecológico). Neil Tenntant, dos Pet Shop Boys, Roger Daltrey (Who?) e até mesmo Bob Geldof (o marco-zero dos concertos beneficentes) torceram o nariz para a iniciativa do político. "Sempre fui contra a idéia de astros do rock darem sermão nas pessoas, como se eles soubessem de algo que o resto de nós não sabe. Parece arrogante", disse Tennant. Para Geldof, o evento não tem objetivos claros definidos.
Os concertos acontecerão simultanteamente em sete cidades do mundo, no dia 07/07/07. O Rio de Janeiro será uma delas e para nós, cariocas, a nota triste é a confirmação de Alanis Morrisette como uma das atrações em Copacabana. Depois de dar pinta em novela do Gilberto Braga, a cabeluda soma-se ao desanimador elenco do Live Earth-Rio, que vai de Lenny Kravitz a Xuxa, com escalas entre o rapper Pharrel, os punks-de-olhos-pintados do Good Charlotte e Seu Jorge-Sagatiba. Poluição sonora também não é poluição, minha gente?
Fazia um tempão que eu não via um show dos Los Hermanos. O último havia sido aquela já clássica apresentação no Canecão, quando eles estavam lançando ‘Ventura’ e descobriu-se que tinham um público de seguidores fanáticos, um povo que cantava ‘O Vencedor’ de olhinhos fechados e nunca, jamais, pedia para os artistas tocarem ‘Anna Julia’ (este igualmente clássico texto satírico retratou bem o público hermânico).
Ontem, teve ‘Anna Julia’no primeiro da série de três shows de despedida que a banda está fazendo até amanhã na Fundição Progresso. Mas alguma coisa se perdeu entre o Canecão de quatro anos atrás e a Lapa de ontem à noite. Repertório para fazer outro show histórico os barbudos tinham, mas pra quê? Oscilaram entre anfetamínicas composições iniciais (‘Quem Sabe’, ‘Descoberta’) e as soporífereas pretensões do último disco (‘Dois Barcos’, ‘Fez-se Mar’), talvez de propósito, para testar os limites da adoração da platéia.
Tanto fez, tanto faz. Como sempre, todo mundo cantou tudo junto com eles o tempo todo (atrás de mim, um sujeito insistia em berrar até mesmo os solinhos do Amarante). A música, em si, não se ouvia, e não se pode culpar o som da Fundição, que está muito melhor desde a reforma acústica. Fica tudo homogêneo: o hino do Fluminense (argh!) ali ia ser entoado como cântico religioso pelos fãs. Lá no palco, porém, parecia haver mais tédio do que emoção. Nesse tanto fez, tanto faz, talvez seja melhor mesmo dar um tempo. Nem que seja a vida inteira.
PS: No fundo, os Los Hermanos são (eram?) uma banda emo que sabe compor. PPS: Nelson Rodrigues detestaria a platéia hermânica.
O tablóide inglês The Sun nos conta que o guitarrista Graham Coxon, que havia deixado o Blur em 2002 e vivia debochando da incapacidade do vocalista Damon Albarn de tocar guitarra, está de volta ao grupo. Bom para o Blur – Coxon faz mesmo falta ao time. Reunida, a banda já teria planos de entrar em estúdio no fim do ano para gravação de um novo disco; mas é melhor combinar direitinho com o Albarn, que está dando expediente atualmente no muy alvissareiro The Good, The Bad and The Queen. A título de curiosidade, Coxon é o rapaz de óculos no vídeo de 'Coffee And TV' abaixo.
Começou neste domingo, e segue até o dia 8, lá na Marina da Glória, a nova edição Primavera-Verão do Fashion Rio, o evento de moda mais importante da cidade. E daí? E daí que a Totem, grife que já há um tempinho flerta com o nosso velho amigo rock'n'roll em suas estampas, mantém a vibe nas roupas que irá apresentar no evento na próxima sexta-feira, às 17h, no salão Corcovado. E o surfista-estilista Fred D'Orey encontrou uma maneira simpática de anunciar a coleção "Rock & Totem: The More I Revolt, The More I Make Love": estas caixinhas de fósforo.
Embalando as lindas caixinhas com estampas de Mick Jagger, Patti Smith, Joni Mitchell e da dupla Air, vem a explicação da "proposta", numa caixa preta: "Esse cara entendeu tudo e inspirou a Totem a explodir" (hein?) Difícil entender o que isso quer dizer, mas a gente tenta. A frase em inglês é adaptada de um grafite parisiense do mitológico Maio de 1968: "The more I make love, the more I want to make revolution. The more I make revolution, the more I want to make love." (quanto mais eu faço amor, mais eu quero fazer a revolução - e vice-versa)
Naquele mês, a comunicação em muros era a expressão da moda. Frases como "É proibido proibir" e "A imaginação no poder" incendiaram desejos e alimentaram sonhos em todo o mundo a partir dos grafites franceses. Sem autores a reivindicar sua autoria, eram automaticamente de toda a Humanidade. Já as camisetas de D'Orey não são baratas nem revolucionárias. É legítima, claro, sua homenagem ao grafiteiro desconhecido, que ajudou a Totem "a explodir" (hein?), mas será que os revolucionários dos anos 60, depois de afirmar nos muros e paredes que "a arte está morta, não consuma seu cadáver" comprariam suas camisetas?
E caixinha de fósforo não tem mais a ver com samba?
Eis aqui o novo clipe do White Stripes, ‘Icky Thump’, do álbum que vai ganhar o mesmo nome e sai logo, logo. Jack e Meg White em plena forma, mais setentistas do que nunca, ou como sempre, com direito a interpretação tex-mex de moldes tarantínicos. Tosqueira das boas.
E logo abaixo a divertidíssima participação da dupla num episódio da última temporada de ‘Os Simpsons’, numa paródia do sensacional vídeo ‘The Hardest Button To Button’, dirigido por Michel Gondry em 2003. Com participação de Bart Simpson.