 |
|
 |
|
|
 |
Setembro, 2008 Agosto, 2008 Julho, 2008 Junho, 2008 Maio, 2008 Abril, 2008 Março, 2008 Fevereiro, 2008 Janeiro, 2008 Dezembro, 2007 Novembro, 2007 Outubro, 2007 Setembro, 2007 Agosto, 2007 Julho, 2007 Junho, 2007 Maio, 2007 Abril, 2007 Março, 2007 |
| |
 |
| Ricardo Calazans |
|
Como se não bastasse, o Pitchfork elegeu as piores capas de discos de 2007. Joni Mitchell e Joss Stone, logo aí abaixo, estavam entre elas. Soube pelo Eusébio, que aproveitou a notícia para descascar a PELVs.
 
 Pela primeira vez, até onde minha curta memória (memória de brasileiro) alcança, o show da virada de ano em Copacabana foi original. Estava lá, não no dia 31, mas na véspera, assistindo à passagem de som do Marlboro Live, uma idéia genial de tão simples: unir os clássicos do pancadão a uma banda de música ao vivo. A galera do hip hop já faz isso há tempos – nos anos 90, o nome era 'crossover' e fez o sucesso de grupos como US3 e Jazzmatazz (lembro também do Buckshot Le Fonque, do Brandford Marsalis, e agora mesmo o Kanye West fez isso muito bem com o Daft Punk em 'Stronger').
O funk dos morros cariocas consegue ter ainda mais grooves e graves quando acrescido de metais, percussão, baixo, teclados e guitarra. "Por trás das programações eletrônicas e dos samplers tem músicos construindo aquele som. O Marlboro Live mostra isso com outra linguagem, de olho em outros públicos, além dos funkeiros tradicionais. Chega a ser didático", explicava o diretor artístico do porojeto, Fabio Tabach, cujo escritório é na praia, literalmente: fica debaixo do Coqueirão do Posto 9. Um dos músicos mais entusiasmados com as possibilidades do Marlboro Live era o tecladista Pedro, dos Engenheiros do Hawaii. "A minha praia é mesmo o rock, mas é impossível não conhecer os clássicos do funk. Eu sou do Méier, pô, cresci ouvindo isso", disse.
Dia 1º, no Big Mix, o programa que mantém na rádio FM O DIA e que é, disparado, o mais ouvido do Rio, Marlboro ainda exultava com o Bailão de Copacabana, tocado por feras que acompanham de Ed Motta a Robertinho Silva. "Agora o funk tá oficializado! Um gênero que já sofreu tanto preconceito foi a atração principal do maior Réveillon do mundo", discursou o DJ. Como é próprio do próprio, Marlboro contabilizou mais uma barreira rompida pelo funk.
Mas, e agora, pra onde vai o pancadão em 2008? Pra Europa. Aqui no Rio não há nenhuma apresentação marcada. Mas é quase certo que o grupo vá se apresentar no Rock In Rio Lisboa e em praças internacionais como Estados Unidos e Japão.
|
|
|