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Ricardo Calazans

Terça-feira, 15 Janeiro, 2008

AH, SIM!

Antes que eu me esqueça, este blog está de férias. E nas férias ando ouvindo uns lances assim, muito bacanas. Dois deles, logo abaixo, na minha lista do 'best of' do ano que passou: 'Sem Conserto', do Maquinado (o projeto solo do Lúcio Maia, guitarrista da Nação Zumbi) e 'Suco de Tangerina', faixa do 'The Mix-Up', dos Beastie Boys. Aliás, acho que aquilo que o AD Rock bebe no início do clipe não é suco de tangerina não...

Sem Conserto


Suco de Tangerina


Quinta-feira, 3 Janeiro, 2008

AS PIORES DE 2007

Como se não bastasse, o Pitchfork elegeu as piores capas de discos de 2007. Joni Mitchell e Joss Stone, logo aí abaixo, estavam entre elas. Soube pelo Eusébio, que aproveitou a notícia para descascar a PELVs.

Joni Mitchell / reproduçãoJoss Stone / reprodução


Quarta-feira, 2 Janeiro, 2008

COPACABANA, TERRA DE MARLBORO

Marlboro / reprodução
Pela primeira vez, até onde minha curta memória (memória de brasileiro) alcança, o show da virada de ano em Copacabana foi original. Estava lá, não no dia 31, mas na véspera, assistindo à passagem de som do Marlboro Live, uma idéia genial de tão simples: unir os clássicos do pancadão a uma banda de música ao vivo. A galera do hip hop já faz isso há tempos – nos anos 90, o nome era 'crossover' e fez o sucesso de grupos como US3 e Jazzmatazz (lembro também do Buckshot Le Fonque, do Brandford Marsalis, e agora mesmo o Kanye West fez isso muito bem com o Daft Punk em 'Stronger').

O funk dos morros cariocas consegue ter ainda mais grooves e graves quando acrescido de metais, percussão, baixo, teclados e guitarra. "Por trás das programações eletrônicas e dos samplers tem músicos construindo aquele som. O Marlboro Live mostra isso com outra linguagem, de olho em outros públicos, além dos funkeiros tradicionais. Chega a ser didático", explicava o diretor artístico do porojeto, Fabio Tabach, cujo escritório é na praia, literalmente: fica debaixo do Coqueirão do Posto 9. Um dos músicos mais entusiasmados com as possibilidades do Marlboro Live era o tecladista Pedro, dos Engenheiros do Hawaii. "A minha praia é mesmo o rock, mas é impossível não conhecer os clássicos do funk. Eu sou do Méier, pô, cresci ouvindo isso", disse.

Dia 1º, no Big Mix, o programa que mantém na rádio FM O DIA e que é, disparado, o mais ouvido do Rio, Marlboro ainda exultava com o Bailão de Copacabana, tocado por feras que acompanham de Ed Motta a Robertinho Silva. "Agora o funk tá oficializado! Um gênero que já sofreu tanto preconceito foi a atração principal do maior Réveillon do mundo", discursou o DJ. Como é próprio do próprio, Marlboro contabilizou mais uma barreira rompida pelo funk.

Mas, e agora, pra onde vai o pancadão em 2008? Pra Europa. Aqui no Rio não há nenhuma apresentação marcada. Mas é quase certo que o grupo vá se apresentar no Rock In Rio Lisboa e em praças internacionais como Estados Unidos e Japão.