
Pela primeira vez em mais de 10 anos, gravei uma fita-cassete. Ou quase isso. Foi ontem à noite, assim que descobri
MixWit, que é um site onde o simpático e esquecido hábito de gravar fitinhas ganhou vida nova. Escolhi umas velharias, várias da época em que eu ainda gravava essas fitas, depois foi só escolher a aparência da fita e postar aqui. Também dá para linkar e enviar para um amigo, ou no caso dos mais bem (mal) intencionados, chegar junto da gatinha. Simples e legal, já que é tudo streaming (você não baixa as músicas, apenas pode reproduzi-las).
E se alguém quiser saber, essa aqui foi a minha escalação:
Electioneering - Radiohead
Emily Kane - Art Brut
Sabotage - Beastie Boys
The Bottom Line - Big Audio Dynamite
(this is not a) Love Song - P.I.L.
No Controles - Cafe Tacuba
I, Voyager - Transglobal Underground
Liquour, Beer and Wine - Reverend Horton Heat
Youth Against Fascism - Sonic Youth
Been Caught Stealin' - Jane's Addiction
É ou não a suprema ironia? As
fitas-cassete inauguraram a filosofia da troca de arquivos digitais há 45 anos, foram vilipendiadas, nos anos 80, como vilãs da indústria fonográfica, e praticamente desapareceram depois do boom tecnológico dos anos 90. Agora reencarnam com o melhor dos mundos digital e analógico: é muito mais fácil montar uma fita com a mão no mouse do que no corta e cola (olhaí o princípio da coisa outra vez) do século passado. Crianças, vocês não vão acreditar, mas naquela época eu ficava à espreita, com o dedo no pause do gravador do meu 3 em 1 CCE, à espera da próxima música boa que ia tocar na rádio. Era uma aventura. Old school, old style.