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Ana Carla Gomes

Sábado, 30 Junho, 2007

Preparem o bolso

Quem quiser comer durante os jogos de vôlei no Maracanãzinho, como nos amistosos contra a Sérvia neste fim de semana, deve preparar o bolso. Nas lanchonetes do ginásio, os preços são salgados: o sanduíche natural de frango ou atum custa R$ 7; o cachorro quente, R$ 3; o cheeseburger, R$ 4,50; a água sem gás, R$ 2; a cerveja, R$ 3; o refrigerante, R$ 2,50; e a H2OH, R$ 4.

A imagem que o torcedor quer rever no Pan

As brasileiras sobem no pódio ao fim do desafio contra as sérvias, no Maracanãzinho. Foto Mário Mercante/O DIA

Alguns detalhes ainda precisam ser acertados, como a orientação ao público dentro do ginásio. Mas o novo Maracanãzinho saiu com um saldo positivo no evento-teste de hoje pela manhã, que terminou com vitória brasileira por 3 sets a 1 sobre a Sérvia.
O público gostou do que viu, em especial do placar eletrônico, e as jogadoras não esconderam o friozinho na barriga que sentiram ao entrar no ginásio totalmente remodelado para ser a sede do vôlei no Pan do Rio, daqui a duas semanas. O técnico José Roberto Guimarães também elogiou as instalações e só demonstrou preocupação com um aspecto: o favoritismo brasileiro. O comandante chegou a dizer que, desde que assumiu a Seleção feminina, essa é a competição em que ele sente a maior pressão. Lembrou que a equipe ainda não está num estágio ideal, que várias jogadoras estão em níveis diferentes de preparação, mas deixou escapar qual seria sua final dos sonhos: contra Cuba, com o Maracanãzinho lotado e, é claro, vitória brasileira.
No fim do evento-teste, as brasileiras subiram no pódio para uma cerimônia de premiação do desafio contra as sérvias, deixando a imagem que o torcedor quer ver no dia 19 de julho, data da final feminina do vôlei no Pan: a das meninas do Brasil no alto do pódio, com a medalha de ouro no peito.

Sexta-feira , 29 Junho, 2007

Paula na moda


A bela Paula Pequeno é um dos destaques da exposição 'Retratos dos atletas na moda', no Shopping Leblon. A abertura da mostra aconteceu ontem e o público poderá conferir as fotos até o dia 28 de julho. Paula é uma das 10 atletas que receberam uma superprodução para apresentar as tendências da moda. Mãe da pequena Mel, de um ano, a ponteira da seleção brasileira de vôlei recuperou a forma rapidamente e será uma das musas do Pan do Rio, em julho. E ela estará em ação amanhã, no jogo de reabertura do Maracanãzinho, entre Brasil e Sérvia. O clique é do fotógrafo Eduardo Rezende.

Quarta-feira, 27 Junho, 2007

Jornada nas Estrelas, 25 anos depois

Foto Paulo Araújo/O DIAFoto Paulo Araújo/O DIA

Eu vi o Bernard dar o 'Jornada nas Estrelas' no Maracanãzinho. Não no Mundialito de 1982, que terminou com vitória brasileira por 3 sets a 2 sobre a antiga União Soviética. Mas 25 anos depois, hoje pela manhã, quando Bernard voltou ao ginásio, agora novinho em folha, com direito a ar-condicionado numa temperatura média de 24ºC, placar eletrônico central e assentos numerados. Emocionado e suado, ele repetiu várias vezes o 'Jornada', num dia de testes de iluminação, de placar e de som. Para não atingir o placar do Maracanãzinho, a 12 metros de altura, Bernard teve de sair um pouco da quadra.
No lugar dos jogadores russos, estavam operários que trabalham nas obras do ginásio, o que rendeu boas risadas para quem estava à beira da quadra. Os operários simplesmente não conseguiam recepcionar o 'Jornada'. Uns nem alcançaram a bola, outros a mandaram para as cadeiras e houve até quem tentasse matar no peito.
Bernard contou que nunca abandonou o 'Jornada' porque sempre que pode bate uma bolinha na praia e explicou que o atual placar do ginásio atrapalha a execução do saque. "Eu só dava o 'Jornada' no Maracanãzinho ou em poucos ginásios do Brasil. Fora do País, o placar eletrônico, como esse de agora no Maracanãzinho, sempre atrapalhava", relembrou Bernard.
Para quem vai ao ginásio no sábado, assistir ao desafio entre as seleções femininas de vôlei de Brasil e Sérvia, um aviso: Bernard promete repetir o 'Jornada' antes da partida.
Tem tudo para ser um dia especial.

Terça-feira, 26 Junho, 2007

Ele faria o mesmo

Hoje pela manhã, pela primeira vez, Nalbert falou sobre sua lesão na coxa esquerda e o corte da Seleção que disputará o Pan do Rio. Durante toda a entrevista coletiva, o jogador mostrou que está tentando se reerguer e já focar nas próximas metas, mas também não escondeu a tristeza.
O ex-capitão da Seleção lamentou a forma como recebeu a notícia do corte, confirmado na sexta-feira, com a lista divulgada pelo Comitê Olímpico Brasileiro, em seu site. "Recebi a notícia através do meu assessor e confesso que me surpreendi. Não foi uma forma agradável de saber, mas acho que não foi falta de cuidado", comentou.
Mas, ao ser perguntado se a decisão do técnico Bernardinho de cortá-lo foi justa, Nalbet não hesitou: "Eu faria igualzinho".

Ingressos e horários

Para os que deixaram posts aqui interessados em ver o novo Maracanãzinho neste fim de semana, uma notícia importante: foram divulgados hoje os horários dos jogos entre as seleções femininas de Brasil e Sérvia, no próximo sábado e domingo, além do esquema de venda de ingressos.
No sábado, o jogo será às 10h15; e no domingo, às 12h30. Os ingressos começam a ser vendidos nesta quarta-feira, dia 27 de junho, nas bilheterias de três instalações do Pan: Riocentro, Arena da Praia de Copacabana (no Leme) e Maracanãzinho. Os ingressos custam R$ 40 (setor A), R$ 20 (setor B) e R$10 (setor C). A venda será das 9h às 18h. O CO-Rio informa que "todas as políticas de descontos previstos na legislação em vigor serão respeitadas".

Domingo, 24 Junho, 2007

São tantas emoções...

O Maracanãzinho foi palco da final da Superliga em 2001, entre Flamengo e Vasco. Foto Marcelo Regua/O DIA

O vôlei brasileiro se prepara para um reencontro especial nesta semana: a volta ao Maracanãzinho. O privilégio de reinaugurar o ginásio caberá à seleção brasileira feminina de vôlei, em dois amistosos contra a Sérvia, no sábado e no domingo, num evento-teste para o Pan do Rio, em julho. Na expectativa por grandes emoções no Pan, o técnico José Roberto Guimarães e as jogadoras relembraram os principais momentos do ginásio. Confiram:

José Roberto Guimarães: "É um privilégio reinaugurar o Maracanãzinho, um templo do vôlei brasileiro. Já vamos treinar e jogar no local das partidas do Pan e teremos uma referência do espaço físico, da iluminação, de tudo. O Maracanãzinho, o Ibirapuera e o Mineirinho são os palcos onde as seleções brasileiras começaram a despontar para o mundo. Foi no Maracanãzinho que apareceu o 'Jornada nas Estrelas', do Bernard, que ninguém esquece até hoje".

Fofão: "Jogar naquele ginásio lotado no Pan vai ser uma sensação que não vamos esquecer jamais. A lembrança que eu tenho do Maracanãzinho é a dos jogos da Seleção masculina, com Montanaro, Bernard, Bernardinho. Foram os homens os que mais usufruíram daquele espaço".

Fabi: "O Maracanãzinho foi um palco de muitas decisões, onde passaram muitos de nossos ídolos. Tive o privilégio de jogar uma final de Superliga lá, em 2001, e as recordações são boas, apesar de o Vasco ter perdido o título para o Flamengo. Lembro do público daquela final; nunca tinha jogado para tanta gente. Vai ser especial voltar lá depois de seis anos e ter esse contato com a torcida".

Sexta-feira , 22 Junho, 2007

Nalbert dá adeus ao Pan

Foto Divulgação CBVOs fãs torceram e enviaram mensagens de apoio e força, mas o sonho de Nalbert de disputar o Pan do Rio acabou. A lista dos 12 convocados pelo técnico Bernardinho foi divulgada hoje, no site do Comitê Olímpico Brasileiro. Nalbert, que saiu das areias para retornar às quadras de olho no Pan e nos Jogos de Pequim, se recupera de um estiramento na coxa esquerda, sofrido no último sábado, na partida entre Brasil e Canadá, em Belo Horizonte, pela Liga Mundial.
Agora, a lista só poderá ser modificada em virtude de alguma contusão.
Apesar da tristeza pela perda de Nalbert, o sonho brasileiro do ouro no Pan não acaba. Até porque teremos em quadra no Rio o mesmo time campeão mundial em 2006, no Japão.
Confiram a lista:
Levantadores: Ricardinho e Marcelinho
Opostos: Anderson e André Nascimento
Pontas: Giba, Dante, Samuel e Murilo
Meios-de-rede: Gustavo, Rodrigão e André Heller
Líbero: Escadinha

Quinta-feira, 21 Junho, 2007

As escolhidas

Érika em ação nos Jogos de Atenas/ Foto Reuters

Fim do treino da Seleção feminina, hoje pela manhã, em Saquarema. Numa entrevista à beira da quadra, o técnico José Roberto Guimarães revela que já definiu as 12 jogadoras que defenderão o País no Pan do Rio, em julho.
E a lista tem novidades: a jovem central Thaisa, de 1,96m e 20 anos, e a veterana ponteira Érika, que não defende o Brasil desde a Olimpíada de Atenas (2004).
Para que elas entrassem, saíram duas jogadoras vice-campeãs mundiais no Japão: a meio-de-rede Carol Gattaz e a oposto Renatinha, que seguem treinando em Saquarema, agora de olho no Grand Prix. Mari, que jogou o Campeonato Italiano como ponteira, entrou numa das vagas de oposto, ao lado de Sheilla. E Érika está entre as quatro pontas, ao lado de Sassá, Jaqueline e Paula Pequeno.
Novata, a própria Thaisa confessou ter ficado surpresa ao ouvir seu nome sendo anunciado por Zé Roberto numa reunião com todas as jogadoras na quarta-feira à noite, em Saquarema. "Tinha até conversado com a Fabiana, minha melhor amiga na Seleção, que eu não esperava disputar o Pan e ela me disse que eu teria outras competições pela frente. Foi uma surpresa", comentou Thaisa.
Confiram a lista completa: Fofão e Carol Albuquerque (levantadoras), Walewska, Fabiana e Thaisa (meios-de-rede), Sassá, Érika, Jaqueline e Paula Pequeno (pontas), Sheilla e Mari (opostos), e Fabi (líbero).

Quarta-feira, 20 Junho, 2007

Nalbert agradece

Nalbert fez questão de agradecer a todos os que deixaram recados aqui, dando apoio ao craque na sua luta para se recuperar de um estiramento na coxa esquerda.
Aí está o agradecimento do campeão:
"Galera do Saca Essa, esse tipo de apoio me dá ainda mais força para eu seguir em frente na minha luta contra o tempo. Vou fazer tudo o que for preciso para vencer mais este desafio.
Muito obrigado e continuem torcendo!"

O estilo é o mesmo, mas os cabelos, quanta diferença...

Reprodução Revista do Fluminense

Reprodução Revista do FluminenseAdvinha quem é o garoto cabeludo de camisa número 1, agachado, na foto aí de cima? Difícil? Então olha ele aí na foto ao lado, já aos 18 anos. Ficou fácil, né?
As fotos são do técnico Bernardinho, dando suas primeiras levantadas no Fluminense, e foram reproduzidas de duas revistas do Tricolor da década de 70. A primeira é da Revista do Fluminense de 1973 e traz o time que foi campeão invicto do Campeonato Infanto-Juvenil daquele ano. Para quem não reconheceu, o jogador de número 12 da foto é o Bernard.
A outra foto, de 1977, vem acompanhada de uma matéria sobre o jovem levantador Bernardo. E, se os cabelos do técnico já não são mais os mesmos, podemos concluir que o estilo dentro de quadra não mudou muito. Vejam só um trecho da reportagem daquela época: “Quem conhece Bernardo fora da quadra sabe que ele é tímido. Porém, quando está jogando, parece outra pessoa, é como ele diz: - Na quadra consigo me libertar, falo, grito, ponho para fora todos os meus sentimentos, sinto-me livre”.
É ou não é o Bernardinho que a gente conhece?

Segunda-feira, 18 Junho, 2007

A história se repete. E o final?

Nalbert com o ombro operado em 2004, às vésperas dos Jogos de Atenas/ Foto O Dia

Abril de 2004. Eu e a repórter Martha Esteves, companheira no Ataque, encontramos Nalbert numa academia da zona sul do Rio para uma entrevista. Com tipóia no braço, o capitão da Seleção se recuperava da cirurgia no ombro esquerdo. No bate-papo na academia e numa caminhada até o seu prédio, no mesmo bairro, vimos um Nalbert pra lá de otimista, confiante de que estaria recuperado a tempo de disputar os Jogos de Atenas.
“Nunca fiquei chorando pelos cantos nem vou ficar rezando para Deus me dar as coisas de mão beijada. Vou correr atrás. Existe a chance de eu não ir, mas a chance de eu ir é muito maior. Se eu for para os Jogos, não será milagre”, declarou ele, na entrevista.
O final dessa história todo mundo conhece e foi pra lá de feliz, com direito a um ouro olímpico em Atenas.
Agora, novamente às vésperas de uma competição importante, dessa vez o Pan do Rio, Nalbert volta a se machucar, sofrendo um estiramento na coxa esquerda. Enquanto a Seleção viaja hoje à noite para o Canadá para jogar a Liga Mundial, o ponta fica no Rio fazendo tratamento, ciente de que sua participação no Pan está mesmo comprometida.
“Estou muito chateado com o que aconteceu. Sei que o problema é sério, mas já consegui me recuperar em outras ocasiões. Talvez desta vez o tempo seja curto demais. Caso não possa atuar nos Jogos Pan-Americanos, terei outras competições e outros objetivos pela frente”, diz Nalbert, com os pés no chão.
E agora, qual será o fim dessa história? Só nos resta ficar na torcida.

Sexta-feira , 15 Junho, 2007

Bem representado

Só para registrar: já temos definidas as duas duplas de vôlei de praia que vão defender o Brasil no Pan do Rio: Juliana e Larissa, que já haviam garantido a vaga na semana passada; e Ricardo e Emanuel, que asseguraram sua classificação ontem. O fato é que estaremos muito bem representados com duas duplas que têm tudo para concretizar nossas esperanças de ouro.

Dois em um

Samuel - Foto Silvio Avila/Divulgação CBV

O ano de 2007 ficará marcado para sempre na memória de Samuel pela perda do seu irmão, Andreas, num acidente de moto, em abril. Ele recebeu a notícia da morte do irmão na véspera do quarto jogo das finais da Superliga, entre o Minas e a Cimed, e ainda encontrou forças para entrar em quadra e ajudar o time mineiro a ser tetracampeão da competição nacional.
Com um desfalque enorme em sua torcida, Samuel se apresentou à seleção brasileira e segue em grande fase, como uma espécie de 'dois em um'. Versátil, joga bem tanto na posição de oposto quanto na de ponta. Resultado: é o líder das estatísticas de ataque da Liga Mundial, com 59,79% de eficiência.
"Ele está jogando muito. Se duvidar, atua até como levantador. Jogar com ele do lado é mais fácil", elogiou Nalbert, na semana passada.

Uma dúvida cruel
Mas a grande fase de Samuel e a volta de Nalbert só aumentam a dor-de-cabeça do técnico Bernardinho para definir os 12 jogadores que irão às finais da Liga Mundial e ao Pan do Rio. Atualmente, ele conta com 16 atletas. As posições de meio-de-rede, levantador e líbero (com o retorno de Escadinha) estão praticamente definidas. "Temos quatro centrais (Gustavo, Rodrigão, André Heller e o novato Éder) e a tendência é que os três veteranos permaneçam. Entre os três levantadores, o Ricardinho e o Marcelinho partem com vantagem sobre o Bruno. Com a volta do Nalbert e o Samuel atuando em duas posições, podemos ter três opostos ou cinco ponteiros", analisa Bernardinho.
E é aí que está a dúvida. Como opostos, ele tem André Nascimento e Anderson. Como ponteiros, Giba, Dante, Nalbert e Murilo. E ainda tem o versátil Samuel, como oposto ou ponta. E aí, quem vai sair?

Quinta-feira, 14 Junho, 2007

E o vencedor é...

... Alberto Raposo Neto (raltentic@yahoo.com.br). Esse é o nome do sortudo que faturou o livro autografado do técnico Bernardinho. Foram quase 50 participantes e o responsável por sortear o vencedor foi o nosso editor do Ataque, Hélio Cícero.
Parabéns ao Alberto e obrigada a todos os que participaram da promoção. Continuem prestigiando o blog e deixando seus posts! Fiquem atentos que, sempre que possível, teremos outras promoções!


Quarta-feira, 13 Junho, 2007

A hora de passar o bastão

Os levantadores Marcelinho, Ricardinho e Maurício, em 2000 - Foto Carlos Moraes/ O Dia

Foi em São Leopoldo, uma cidadezinha a uns 30 minutos de Porto Alegre, cobrindo a Copa América de vôlei, que recebi, pela tevê, a notícia da aposentadoria de Maurício. É claro que o adeus do bicampeão olímpico merecia uma repercussão com o técnico Bernardinho e também com os jogadores, entre eles Ricardinho, seu sucessor como levantador titular do Brasil.
E não é que Ricardinho acabou fazendo um desabafo ao falar sobre as dificuldades para ganhar o lugar que durante tantos anos foi de Maurício?
"Tive que ter muita paciência. As pessoas não acreditavam que poderia existir outro levantador como o Maurício. E ele também não dava oportunidade, até mesmo nas entrevistas. Mas vou fazer o contrário. Quando tiver alguém novo, vou dizer: esse garoto está chegando e tem condições", afirmou ele, na época.
Ontem, depois do treino da Seleção na Urca, Ricardinho voltou a tocar no assunto, dessa vez ao comentar a participação de Bruninho no time principal. "Não tive tanta chance de jogar como o Bruno está tendo nessa idade. Dessa forma, as pessoas já começam a aceitá-lo como um possível sucessor. Na minha época, não houve essa aceitação. Sei que ninguém é insubstituível e, na hora em que eu tiver que sair, vou sair. Não vou ficar empacando como o Maurício ficou", completou.
Mas Ricardinho deixou escapar que sua hora de passar o bastão pode ser adiada. Seu plano inicial era se aposentar da Seleção na Olimpíada de Pequim (2008), mas ele já pensa em ir mais longe. "Já conversei com o Giba e ele acha que dá para continuarmos até 2010, para pararmos com a Seleção ganhando o Mundial na Itália", revelou.

Domingo, 10 Junho, 2007

PROMOÇÃO DE ANIVERSÁRIO

O blog Saca Essa completa um mês no próximo sábado e, para comemorar, nada melhor do que uma promoção. O prêmio? Um livro 'Transformando Suor em Ouro', do técnico Bernardinho, com direito a autógrafo e dedicatória: 'Caro torcedor, obrigado pela energia de sempre, espero que goste do livro, boa leitura. Um grande abraço, Bernardinho'.
Para participar do sorteio, basta deixar um post aqui com o nome e o e-mail para combinarmos a entrega ao vencedor. Valem os posts deixados até as 15h de quinta-feira. No mesmo dia, faremos o sorteio e anunciaremos o ganhador. Boa sorte a todos!

Sexta-feira , 8 Junho, 2007

Mireya e Jackie juntas

Foto Carlos Moraes/O Dia

Quem não se lembra de Mireya Luis, uma das estrelas da seleção cubana que atormentava a vida das brasileiras na década de 90? A foto da esquerda mostra Mireya e suas companheiras na famosa briga com as brasileiras, entre elas Ana Moser, nas semifinais dos Jogos de Atlanta (1996), quando nossa Seleção levou a pior. Com o status de tricampeã olímpica (Barcelona/92, Atlanta/96 e Sydney/2000), Mireya trabalha atualmente como chefe de Marketing da Federação Cubana de vôlei.
No domingo, a cubana jogará nas areias ao lado de uma brasileira: a campeã olímpica Jacqueline Silva (foto à direita). Mireya e Jackie jogarão em dupla numa praia ao leste de Havana, para incentivar a prática da modalidade entre os jovens. Como boa anfitriã, Mireya diz que é um orgulho receber Jackie em Cuba enquanto a brasileira retribui, afirmando que será um prazer jogar com a cubana.
Pena que esse jogo não vai ser por aqui...

Quinta-feira, 7 Junho, 2007

Decisão nos acréscimos

Ricardo (E) e Emanuel - Foto Divulgação

Imaginem um jogo de futebol que só é decidido no finzinho, aos 45 minutos do segundo tempo ou até mesmo nos acréscimos. Pois é essa 'partida' que os campeões olímpicos Ricardo e Emanuel estão disputando com os campeões mundiais Márcio e Fábio Luiz em busca da única vaga do Brasil no torneio masculino de vôlei de praia do Pan do Rio.
Faltam apenas duas etapas para a definição da vaga: a da Croácia, que começou hoje, e a de Portugal, na próxima semana. A vantagem de Ricardo e Emanuel sobre os rivais antes do início dos jogos na Croácia era de apenas 200 pontos.
Com uma disputa dessas, é impossível não ficar ansioso pela definição. "Ansiedade existe, sim, mas estamos tentando não pensar muito nisso, tentando focar nos jogos, nas etapas. É claro que a proximidade do Pan e o fato de cada etapa e cada jogo serem decisivos, cria um ambiente de muita expectativa", contou Emanuel ao blog, afirmando que, seja quem for a dupla classificada, o Brasil estará bem representado.
Apesar do currículo vitorioso, que inclui o ouro olímpico em Atenas (2004), Ricardo e Emanuel jamais disputaram um Pan-Americano. "Ganhamos muitas coisas juntos, mas ainda falta uma medalha em Pan e seria maravilhoso ter essa chance no Rio", completou Emanuel.

Quarta-feira, 6 Junho, 2007

Deu saudade...

Foto Carlos Moraes/O Dia

Uma 'repórter' muito acostumada com as quadras chamou a atenção hoje de manhã no treino da Seleção masculina de vôlei, na Urca. Uniformizada e com o microfone da Band, Virna entrevistou jogadores e o técnico Bernardinho. No bate-papo com o treinador, relembrou os momentos em que era comandada por ele na Seleção feminina, sendo uma de suas 'vítimas' preferidas na hora das broncas. "Com os homens, você não dá aquelas broncas, né?", brincou ela. "Eu pegava mais no seu pé porque você agüentava a pressão", respondeu ele, bem-humorado.
Entre uma e outra entrevista, a jogadora, que hoje atua no vôlei de praia ao lado de Sandra Pires, fez uma confissão. "Fazia muito tempo que eu não entrava na quadra e hoje deu saudade", admitiu Virna.

Terça-feira, 5 Junho, 2007

Comentários de um campeão

Foto Divulgação/Record

Os comentários já estão na ponta da língua. E, se a Seleção masculina de vôlei continuar fazendo bonito, Maurício diz que seu trabalho será mais fácil ainda. Contratado para ser um dos comentaristas da Record no Pan do Rio (na foto, ao lado de Claudinei Quirino, Paula, Fernando Scherer, Aurélio Miguel e Georgete Vidor), o ex-levantador falou ao blog sobre a vida após a aposentadoria, a saudade das quadras, a nova experiência na telinha e, é claro, não deixou de comentar sobre o time de Bernardinho.
Confiram o que rolou no bate-papo com o bicampeão olímpico:

COMENTARISTA - "Vai ser legal e espero que o resultado seja bom, que a união da estrutura da Record com a minha experiência dê uma boa química. Só tenho coisas boas para falar da Seleção e, se o time continuar jogando do jeito que está, vai ficar mais fácil ainda comentar (risos)".
RENOVAÇÃO - "Estamos com uma Seleção renovada, com garotos que estão dando suporte enquanto os mais experientes não entram. Entre os levantadores da nova geração, por enquanto, vejo com maiores condições o Bruninho, um jogador jovem que o Bernardo está apostando e deve ser usado aos poucos. Como todo o jogo passa pelas mãos dele, ele terá de aprender a conviver com as derrotas e as vitórias mais do que ninguém".
PORTA-BANDEIRA - "Carregar a bandeira no Pan de Santo Domingo (2003) foi um dos momentos mais importantes da minha carreira. A expectativa é enorme, mas na hora passa tudo muito rápido. Mesmo assim, curti muito. E meu conselho para o Vanderlei Cordeiro de Lima (escolhido como porta-bandeira no Pan do Rio) é que ele aproveite ao máximo porque esse é um motivo de orgulho".
SAUDADES DAS QUADRAS - "Depois que me aposentei, continuei no esporte. Tenho um projeto de vôlei em escolas de Curitiba e trabalho na assessoria esportiva da Prefeitura de Campinas. Todo ano recebo propostas para voltar às quadras. Tenho saudade do jogo, mas quando penso no sacrifício todo que isso exige, de treinar e estar concentrado, a saudade passa rapidinho (risos)".
NALBERT - "O Brasil só tende a ganhar com a volta de um jogador como ele. Ele merece a chance de brigar pela vaga no Pan e na Olimpíada".
EXPECTATIVA DO BRASIL NO PAN - "Ouro, ouro, ouro... (risos). O Brasil é o grande favorito e espero que tenhamos aprendido com os erros de Santo Domingo".


Segunda-feira, 4 Junho, 2007

Longe de casa, com a bola na mão ou nos pés

Foto Fábio Gonçalves/ O Dia
 
Embaixadinhas nos intervalos dos treinos e até defesas com os pés não são novidade para os nossos craques do vôlei, como o líbero Escadinha (foto), apaixonados por futebol como todo brasileiro. Em comum com a Seleção dos gramados, a maioria das estrelas do time de Bernardinho atua em clubes do exterior e dificilmente faz o caminho de volta para casa.
E por que isso acontece?
Quem responde é Jorge Assef, empresário de Giba, Gustavo, André Heller, Rodrigão, Ricardinho, Escadinha, Anderson, Murilo, Sidão, entre outros. “Já existem aqui no Brasil propostas atraentes para alguns jogadores. Já dá para eles pararem para pensar em voltar. Antes, não dava. Depende do jogador, é claro. Existem contratos aqui com valores 30% a 40% inferiores aos de lá de fora”, diz Assef, considerando “inteligentíssima” a iniciativa da CBV de zerar a pontuação dos atletas que atuam no exterior para a disputa da Superliga.
O entrave, agora, é a multa. “Os contratos são de duas, três, quatro temporadas e alguns jogadores ainda têm um ano a cumprir. Na Itália, é comum os clubes trocarem jogadores ou pagarem multa; aqui ainda não é”, explica.
Mas Assef lembra que, assim como no futebol, no vôlei também existem verdadeiras potências na Europa, de onde é quase impossível tirar os nossos craques, como o Treviso, do meio-de-rede Gustavo. “O Giba só foi para a Rússia a peso de ouro, para um time que tem um patrocinador forte, que está montando uma equipe para ganhar tudo”, completa.
E se nas quadras temos muitos apaixonados por futebol, nos gramados vimos no time de Dunga um zagueiro com altura suficiente para jogar vôlei: o ‘gigante’ Naldo, de 1,98m.

Sexta-feira , 1 Junho, 2007

A arte de negociar folgas

Foto Carlos Moraes/ O Dia

Negociar folgas e férias não é fácil. Ainda mais quando se tem um 'chefe' obcecado por trabalho como Bernardinho. Mas não é que o técnico cedeu neste ano? Enquanto no futebol o pedido de dispensa de Kaká alegando cansaço gerou mal-estar com Dunga, no time de vôlei a situação tem sido diferente.
Antes de começar a temporada da Seleção, Bernardinho esteve na Itália, reunindo-se com os principais craques e ficou definido quem teria mais ou menos tempo de férias. O ponta Giba e o levantador Ricardinho, por exemplo, serão os últimos a se apresentar, na segunda-feira, no Rio. "Estamos crescendo com o Bernardo a cada ano e ter esse tempo maior de descanso foi um pedido nosso. Afinal, não temos mais 24 anos", explica Giba.
E, quando o assunto é folga, Bernardinho tem histórias curiosas. O próprio técnico lembra que, no Pan de Winnipeg (1999), quando comandava a Seleção feminina, teve que ser alertado por alguém da comissão técnica que as meninas já estavam treinando há 15 dias sem descanso, de manhã e de tarde.
Em julho de 2005, foi a vez de os homens protestarem de forma bem-humorada com o treinador, colando 'cartazes' na parede do ginásio do centro de treinamento de vôlei, em Saquarema, com os seguintes dizeres: "Muita água mata a planta. Do descanso nasce o craque". Quem assinava a reivindicação era um fictício Sindicato dos Jogadores.