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| Ana Carla Gomes |
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Uma Olimpíada, dois Mundiais, seis das setes conquistas de Ligas Mundiais, entre tantos outros títulos. Faltava o ouro do Pan, o mesmo que escapou há quatro anos, em Santo Domingo. Agora, não falta mais. Dessa vez, o incrível time de Bernardinho não deu chance para as zebras e subiu ao lugar mais alto do pódio no Rio com uma vitória incontestável por 3 sets a 0 sobre os Estados Unidos. Uma conquista que terminou com o tradicional peixinho em quadra e uma homenagem no pódio ao levantador Ricardinho, lembrando ao capitão o pacto do grupo de ir até os Jogos de Pequim. E teve até homenagem com as mãos dos nossos craques eternizadas no Hall da Fama do Maracanãzinho. 
Missão cumprida, os veteranos ganharão folgas merecidas e só voltam para o Sul-Americano, em setembro. Antes, a Copa América, com muitos novatos e apenas três campeões do Pan: Samuel, Murilo e Bruninho. Mas a grande expectativa é mesmo pela volta de Ricardinho. De Maringá, no Paraná, sua mulher, Fabiane, contou que eles passaram o sábado à noite num churrasco num sítio de amigos e não viram o jogo. A homenagem no pódio foi vista pela Internet, mas Ricardinho não esboçou reação, segundo Fabiane. O capítulo do Pan estará no seu livro com lançamento previsto para dia 14 de agosto, em Maringá mesmo. Mas será que Ricardinho ainda vai escrever novos capítulos pela Seleção? Ontem, numa entrevista num hotel no Rio, ao lado da mulher, Cristina Pirv, e da filha, Nicoll, o amigo Giba continuava na torcida: "Não vejo motivo para ele não voltar. O grupo conta com ele para Pequim". Tomara...
 
O vencedor da promoção da camisa e do boné da Juliana e Larissa foi Flávio Peixoto (flpeixoto@terra.com.br). Obrigada por terem participado e continuem prestigiando o blog! Em breve, teremos outras promoções!
Que me perdoem os outros jogadores, mas foi o meio-de-rede Gustavo quem melhor incorporou o espírito do jogo de amanhã, entre Brasil e Venezuela, pelas semifinais do Pan do Rio. Ao ser perguntado se a partida tinha um gostinho de revanche, ele respondeu logo: "Gostinho, não. Gostão mesmo". E completou: "Todo mundo queria essa semifinal para vingar aquela derrota de quatro anos atrás. Eu estou ansioso por esse jogo. Por mim, poderia ser logo agora". O Gustavo está certo: num Pan com adversários tão inferiores, a torcida merece ao menos esse gostinho de vingança. Que venha a Venezuela e sem zebra dessa vez!
O 'Saca Essa' completou dois meses em pleno Pan e, para festejar a data e o sucesso do vôlei de praia brasileiro na competição, nada melhor do que uma promoção. O prêmio dessa vez é uma camisa e um boné autografados pela dupla campeã pan-americana: Juliana e Larissa. Para concorrer, basta deixar seu post aqui, com nome e e-mail para contato. Valem os posts deixados até sexta-feira às 15h, quando faremos o sorteio e anunciaremos o vencedor. Boa sorte a todos!
Aqui vão os parabéns, com um pequeno atraso, às duplas de vôlei de praia do Brasil, que fizeram direitinho o seu papel no Pan do Rio. Favoritíssimas ao ouro, as parcerias formadas por Juliana e Larissa e Ricardo e Emanuel corresponderam às expectativas e subiram ao lugar mais alto do pódio. Que o vôlei de praia repita o sucesso daqui a um ano, em Pequim!  
 Ricardinho não estava no Maracanãzinho, mas foi lembrado a todo instante na estréia do Brasil no Pan, ontem, contra o Canadá. Primeiro, nos cartazes que a torcida levou para o ginásio. "Bernardinho, você é ouro, mas o Ricardinho é o cara! O Brasil precisa de vocês juntos!", dizia um deles. Outro era mais direto: "Volta Ricardinho!". Depois, na hora de apresentação do time, vaias de uma pequena parte da torcida para o técnico Bernardinho. E, em seguida, um coro de "Ricardinho", que tomou conta do ginásio. Bruno, que diga-se de passagem está na Seleção por mérito e não por causa do sobrenome famoso, também sofreu com algumas vaias, logo abafadas por aplausos. "Todos gostariam de ver o Ricardinho e eu também sou fã dele. Só fico magoado por confundirem a relação de pai e filho com a de técnico e jogador", afirma Bruno, mantendo a serenidade. Sobre as vaias, Bernardinho achou até bom ouvi-las para acabar com o que ele chamou de "unanimidade burra". "São naturais e dão até uma dimensão mais humana ao atleta. Já levei várias vaias como jogador porque todo mundo queria ver o William e não eu", comentou ele, numa entrevista tensa, ao fim do jogo. Mas não é isso que o torcedor quer. Basta ler mais uma vez o cartaz aí da foto: o vôlei brasileiro precisa do Bernardinho e do Ricardinho juntos.
 A notícia caiu como uma bomba ontem à noite: o levantador Ricardinho estava cortado do Pan do Rio. Por telefone, o levantador contou a sua versão e se mostrou surpreso com o corte. "Cheguei por volta das 17h30 no hotel no Rio e me avisaram que teríamos uma reunião às 18h. Pensei que era para conversarmos sobre planejamento, mas o Bernardo me comunicou que eu estava sendo cortado. Nem eu sei o motivo", afirmou Ricardinho, garantindo que jamais pediria dispensa da Seleção: "Fiquei 40 dias na Liga Mundial longe de casa e da família, não iria perder um Pan no Brasil", argumentou, garantindo que havia avisado à comissão técnica que só chegaria no sábado, sendo o último jogador a se apresentar. "Desembarcamos em São Paulo na terça-feira vindo da Liga Mundial e, pouco depois, aconteceu a tragédia com o avião da TAM. Não consegui pegar a conexão para Maringá (PR) e tive que enfrentar oito horas de viagem de carro de São Paulo até o Paraná. Quando cheguei, avisei ao Zé Inácio, preparador físico e supervisor da Seleção, que eu só me apresentaria no sábado. E ele disse que estava tudo bem". Depois de comandar mais um treino ontem à noite, no Maracanãzinho, Bernardinho deu a sua versão: "O estresse e o cansaço estiveram presentes durante a viagem da Liga. E, para evitar um desgaste maior, decidimos afastá-lo". O técnico garante que não houve um episódio específico que tenha motivado o corte, mas um "acúmulo de coisas" e garantiu que as portas da Seleção ainda estão abertas para o craque. O substituto é o jovem levantador Bruno, filho de Bernardinho, que já vinha participando do grupo. Com a saída de Ricardinho, Marcelinho deve assumir o posto de titular e Giba passa a ser o capitão. Amigo do ex-capitão, Giba, aliás, saiu dos treinos de ontem à noite e de hoje pela manhã sem dar entrevistas. E Bruninho volta a sentir o peso do sobrenome famoso. "Vou ter que matar um leão por dia", disse. As especulações são muitas, mas ficou no ar que algo de grave aconteceu nessa viagem da Liga Mundial. Só isso pode justificar o corte do levantador titular e capitão do grupo às vésperas do Pan.
Já era madrugada de sábado, quando saí hoje do Maracanãzinho. Isso mesmo: madrugada de sábado. Depois de terem uma rápida folga de dois dias para curtirem a família após a conquista do heptacampeonato da Liga Mundial, os jogadores da Seleção de vôlei chegaram ontem ao Rio. Ainda hospedados fora da Vila, eles apareceram para treinar por volta das 22h de sexta-feira no mesmo local dos jogos do Pan. Por conta de atraso nos vôos, Dante e Rodrigão já chegaram com o treino em andamento e Ricardinho só estava embarcando para o Rio na tarde de hoje. O treino acabou por volta de meia-noite e aí começaram as entrevistas. Cercado por repórteres, o técnico Bernardinho respondeu muitas perguntas sobre o favoritismo brasileiro e avisou: "A seleção brasileira não é imbatível nem infalível". E ainda comentou a incrível derrota das brasileiras para as cubanas, na final do Pan, ao ser perguntado se as meninas haviam 'amarelado': "É difícil dizer isso de fora. Tem que estar dentro de quadra para virar a bola. Temos de reconhecer o mérito da outra equipe; as cubanas fizeram duas defesas excepcionais no final. Encontrei com a Fofão, por acaso, no hotel e lhe dei um abraço. Tenho muita admiração por elas e fiquei triste pela derrota", comentou.
 Foi impossível não roer as unhas nem morder a tampa da caneta, para extravasar todo o nervosismo. A partir do quarto set da final do torneio feminino de vôlei do Pan, hoje à tarde, no Maracanãzinho, a situação ficou mesmo dramática para a torcida brasileira. Do lado de lá, estavam as eternas rivais cubanas. E as brasileiras, mais uma vez, tinham todas as chances do mundo para fechar um jogo decisivo. Impossível não lembrar, por mais que o técnico Zé Roberto não queira, as derrotas para as russas nas semifinais da Olimpíada de Atenas e na final do Mundial de 2006. Mais uma vez, falhamos na hora H. Foram quatro match points no quarto set e dois no tie-break. E nós perdemos todos eles. Um banho de água fria para a torcida brasileira que lotou o Maracanãzinho. No final, Zé Roberto enalteceu o time, que lutou até o fim, enfatizou o equilíbrio do jogo e disse que perder match points não é um privilégio da seleção brasileira. "Faz parte do jogo", disse. Mas o fato é que uma derrota como essa dói e muito. E não existe retrato melhor desse tropeço do que a imagem da levantadora Fofão, a mais experiente do grupo. Foi totalmente arrasada, tentando conter as lágrimas, que ela chegou para a entrevista coletiva após a partida. "A sensação é a pior possível", resumiu Fofão. A torcida sabe bem disso...
 Não vou escrever muito sobre a final da Liga Mundial entre Brasil e Rússia, em que nossa Seleção faturou o heptacampeonato, hoje, na Polônia. Vou apenas pedir licença para reproduzir o que disse Giba após a conquista: "Nós somos f..." Ele tem toda razão...
 Antes mesmo do início do jogo de ontem do Brasil no Maracanãzinho, as estrelas do vôlei já chamavam a atenção no ginásio. Não as jogadoras da atual Seleção feminina de vôlei, mas craques que já fizeram história no esporte brasileiro. Virna, que durante tantos anos esteve dentro da quadra, agora recebia releases da assessora de imprensa da Confederação Brasileira de Vôlei, para ajudar no seu trabalho de comentarista da Band. Fernanda Venturini também estava a serviço da telinha, pela Record. Ana Moser, Tande e Giovane também marcaram presença no Maracanãzinho, trabalhando para a TV. Quando o jogo começou, as atenções se voltaram para as outras estrelas. Vimos jogadoras um pouco ansiosas diante da estréia com o ginásio lotado, mas sem problemas para se impor diante de um adversário inferior tecnicamente. E a torcida deu show mais uma vez, empurrando o time brasileiro numa vitória fácil por 3 sets a 0 sobre as peruanas. Hoje tem mais: Brasil x República Dominicana, no Maracanãzinho, com promessa de muitas estrelas dentro e fora da quadra.
Estava ontem na Vila Pan-Americana, na Barra, à espera das meninas do vôlei, quando recebi a notícia de que Jaqueline havia sido pega no exame antidoping na Itália, por uso de sibutramina, uma substância inibidora de apetite. Meu destino passou a ser a sede da Confederação Brasileira de Vôlei, onde Jaqueline apareceu no início da noite, visivelmente abatida e contendo as lágrimas. A explicação: um chá verde para combater a celulite foi a causa do resultado positivo. Um das musas da Seleção, Jaqueline viu o sonho do Pan terminar por conta da vaidade. É mais um baque na vida da jogadora, que já sofreu duas cirurgias no joelho. De volta a Recife, onde mora sua família, a ponteira vai buscar forças para voltar aos treinos, pensando, agora, na Olimpíada de Pequim. Em seu lugar, entra a jovem ponteira Regiane, que até já sentiu o gostinho de atuar no Maracanãzinho, nos amistosos contra a Sérvia, quando Sassá estava machucada. Para Jaqueline, só podemos desejar força. E, para Regiane e toda a seleção brasileira, muita sorte no Pan.
Na correria do Pan, entre uma e outra entrevista com os atletas na Vila, fiquei sabendo que a Seleção masculina de vôlei foi derrotada pela Bulgária, por 3 sets a 2, em seu primeiro jogo das finais na Liga Mundial, na Polônia. O Brasil, que ainda não tinha sido derrotado na competição, perdeu sua invencibilidade justamente num momento decisivo. Agora, é torcer por uma vitória sobre a Rússia, na sexta-feira, para continuar sonhando com o heptacampeonato. Afinal de contas, não seria nada mal iniciar o Pan embalado pela conquista de mais um título da Liga Mundial. Como nossa Seleção tem talento de sobra e sabe se superar em momentos difíceis, podemos manter a esperança. Um aviso: a partir de amanhã, teremos notícias mais freqüentes do vôlei no Pan, com a chegada das meninas do vôlei na Vila. A estréia é no sábado, contra o Peru, no Maracanãzinho.

Conversando com atletas de outras modalidades que já chegaram ao Rio para o Pan, constatei mais uma vez como o vôlei brasileiro é mesmo um privilegiado no meio dos esportes chamados ‘amadores’. Para alguns atletas, a realidade é dura. A goleira reserva da Seleção de futebol, Bárbara Barbosa, atua pelo Sport Recife sem receber salário, enquanto as meninas do hóquei sobre a grama começaram a treinar pela primeira vez num campo oficial quando pisaram em Deodoro, local da competição no Pan, há uns 10 dias. Isso sem falar em quem precisa conciliar os treinos com algum outro trabalho, caso dos irmãos Oliver e Guido Höck, também do hóquei. Diante desses exemplos, o vôlei vive uma realidade de ouro. Os jogadores se dedicam só ao esporte e têm à disposição um centro de treinamento exclusivo, em Saquarema. Temos uma dupla de vôlei de praia, Juliana e Larissa, que se deu ao luxo de construir o seu próprio CT, em Fortaleza. Financeiramente, nossos craques também são valorizados, a ponto de serem disputados por clubes lá de fora, como Giba, que foi levado da Itália para a Rússia por um time que está montando uma superpotência no esporte. Sem falar que talento eles têm de sobra. Uma fórmula dessas só pode mesmo resultar em pódio.
O Pan do Rio já está batendo à porta. Ontem, estive na Vila Pan-Americana, na Barra, mas, por enquanto, nem sinal dos nossos craques do vôlei. As estrelas lá são as da ginástica artística e as dos saltos ornamentais. A Seleção feminina, comandada por Zé Roberto, já se reapresentou em Saquarema e entra na Vila na próxima quinta-feira, dia 12, em contagem regressiva para a estréia no Pan, no dia 14, contra o Peru, no Maracanãzinho. Dupla de ouro Quem esteve pelo Rio ontem foi a dupla de vôlei de praia Juliana e Larissa, favoritíssima ao ouro. “É uma responsabilidade gostosa”, garante Larissa. Para ficar mais perto da Arena de Copacabana, local das partidas no Pan, a dupla não sentirá o clima da Vila com os demais atletas, e ficará hospedada num hotel do Leme. Mas, antes disso, elas ainda têm mais um compromisso pelo Circuito Mundial, que é classificatório para a Olimpíada de Pequim. No domingo, Juliana e Larissa viajam para a etapa de Berlim e só voltam ao Rio no domingo seguinte, na véspera da estréia no Pan. Ricardo e Emanuel também estão fora do País, jogando o Circuito Mundial, só que em Montreal, no Canadá. Rio, com escala em Katowice E nossos meninos do vôlei? Esses também têm uma escala importante antes do desembarque no Rio: buscar o heptacampeonato da Liga Mundial, em Katowice, na Polônia. Foi nessa mesma cidade que o Brasil faturou a Liga Mundial de 2001, no primeiro ano de Bernardinho à frente a Seleção masculina, com uma vitória por 3 sets a 1 sobre a Itália. “Foi aqui que tudo começou. Aquele jogo contra a Itália jamais será esquecido”, comenta o capitão Ricardinho. Com a França como convidada, os finalistas já estão definidos. O Brasil está no Grupo F, com búlgaros e russos. E, no Grupo E, estão os franceses, os poloneses e os americanos. A briga começa na quarta-feira, quando o Brasil pega a Bulgária. Que venham o hepta da Liga e o ouro no Pan!
O técnico José Roberto Guimarães não esconde a admiração que tem por Fofão e a dor-de-cabeça que será substituí-la na seleção brasileira depois que a levantadora se aposentar, nos Jogos de Pequim (2008). E reconhece que, diante de uma jogadora tão talentosa e experiente, ele não tem mais nada para falar, pois Fofão já sabe muito bem o que fazer dentro de quadra. "O jogo está entregue nas mãos dela. A Fofão já me ouviu muito, mas hoje não falo mais nada com ela. Ela até estranha", brincou ele, completando: "Queria que ela jogasse não apenas essa Olimpíada, mas a outra também, de 2012. Ela é a melhor levantadora do mundo e, aos 37 anos, ainda está com vontade de jogar". Mas Fofão já traçou seus planos de aposentadoria. "Estou me sentindo muito bem, com cada vez mais vontade de jogar. Mas meu objetivo é ir até a próxima Olimpíada e parar com a Seleção. Isso se o Zé deixar, né?", brincou ela.
A venda de ingressos nas bilheterias para o Pan do Rio começa na terça-feira, das 12h às 18h, em Copacabana (na arena do vôlei de praia), na Lagoa (no Estádio de Remo), no Riocentro (Portão 4) e no Maracanã. Mas quem esperava que fossem colocadas à venda entradas para as finais do vôlei feminino e masculino e também do vôlei de praia ficou decepcionado. O Comitê Organizador dos Jogos (CO-Rio) informou que, por questões de segurança, deixou que os ingressos para algumas modalidades se esgotassem pela Internet, incluindo as finais do vôlei. A informação é de que, assim que foi colocada à venda a primeira carga pela Internet, os ingressos para a decisão do vôlei se esgotaram em apenas oito minutos. Quem garantiu um lugarzinho na final pode se considerar um privilegiado. Agora, é só torcer para o Brasil estar lá.
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