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Ana Carla Gomes

Quinta-feira, 30 Agosto, 2007

E o vencedor é...

... Gilberto da Silva Oliveira (gilbertosilva@audax.com.br). Esse é o nome do sortudo que faturou a camisa autografada do levantador Ricardinho. Obrigada por participarem da promoção e prestigiarem o blog. Aguardem as próximas promoções!

Quarta-feira, 29 Agosto, 2007

Outra interrupção

Primeiro, foi o estiramento na coxa esquerda, que lhe custou o Pan do Rio. Agora, Nalbert enfrenta mais um obstáculo no seu retorno às quadras, depois da experiência no vôlei de praia. O ponta foi operado hoje pela manhã, em Belo Horizonte, para reparar uma ruptura num tendão do ombro direito. O tempo de recuperação está previsto para cinco ou seis meses. Nalbert ainda voltaria a tempo de disputar as finais da Superliga. Já ouvi até comentários de que o atacante deveria pensar em aposentadoria, mas já acho precipitado falar isso.
O fato é que sua participação na Olimpíada de Pequim (2008) fica mesmo comprometida. Ele mesmo reconhece isso, diz que não é hora de pensar nos Jogos Olímpicos, e que o momento é de refletir na carreira. E cita até uma poesia de Fernando Sabino que recebeu de um amigo e, que segundo ele, resume a sua fase atual:

De tudo ficaram três coisas
 
A certeza de que estamos sempre começando
A certeza de que é preciso continuar
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar
 
Portanto
Devemos fazer da interrupção um recomeço
Da queda um passo de dança
Do sonho uma ponte
Da procura um encontro

Domingo, 26 Agosto, 2007

Essa camisa pode ser sua!

A promoção está lançada: confiram na página 13 do caderno Ataque desta segunda-feira, no jornal O Dia, a pergunta que deve ser respondida para concorrer à camisa autografada do levantador Ricardinho. Basta deixar a reposta aqui no blog até quinta-feira ao meio-dia. No mesmo dia, faremos o sorteio e anunciaremos o vencedor. Não se esqueçam de deixar o e-mail. Boa sorte a todos!

Não dá tempo para chorar

O Grand Prix terminou e as brasileiras não foram ao pódio. O time de José Roberto Guimarães perdeu mais uma, dessa vez para as chinesas, e amargou a quinta posição. Parece que a oposto Sheilla estava mesmo certa quando disse que o time perdeu a alegria de jogar depois da derrota para a Rússia, a primeira da fase final.
Mas não dá tempo de lamentar nem de chorar as últimas quatro derrotas. A Seleção chega na terça-feira ao País e no dia 4 de setembro já volta aos treinos. Vai se preparar para o Sul-Americano do Chile, em setembro, cujo campeão se classifica para a Copa do Mundo do Japão, em novembro, que distribui três vagas para a Olimpíada de Pequim.
Reforçado de Fofão, Walewska e Jaqueline, o time vai ter que se reerguer logo se não quiser passar por momentos ainda piores.

Sábado, 25 Agosto, 2007

Sinal de alerta

As meninas do vôlei brasileiro se perderam de vez na fase final do Grand Prix e hoje sofreram sua terceira derrota nesta etapa, dessa vez para a Itália. O sonho do heptacampeonato foi adiado e só resta lugar pelo bronze, dependendo de uma combinação de resultados. Sincera, a oposto Sheilla admitiu que o time sentiu a derrota para a Rússia, no tie-break, no segundo jogo das finais, quando o técnico José Roberto Guimarães chegou a dizer que a equipe estava afrouxando mais uma vez para as rivais. Para Sheilla, o time perdeu a alegria de jogar e precisa recuperar isso para as vitórias voltarem.
É certo que Fofão, que ganhou folga durante o Grand Prix, faz muita falta nesse time. Ainda estão faltando Walewska, também de folga, e Jaqueline, suspensa por doping. Mas isso não pode ser justificativa para um time que se acostumou a subir ao pódio e disputar finais nos últimos anos. É hora de ligarmos o alerta para que a Seleção chegue a Pequim competitiva, feliz e com a cabeça no lugar.

Sexta-feira , 24 Agosto, 2007

Promoção

No domingo, o blog lançará mais uma promoção. O prêmio, dessa vez, é uma camisa autografada do levantador Ricardinho, enviada pelo próprio jogador. Para concorrer, será preciso responder a uma pergunta que será publicada no Ataque de segunda-feira, mesmo dia em que sairá com o jornal O Dia a revista de 10 anos do nosso caderno esportivo. Não percam!

E as holandesas, hein?

Desde que as holandesas apareceram no caminho das brasileiras, ainda na primeira fase do Grand Prix, passei a ouvir muitos comentários dos companheiros de redação sobre as nossas rivais. Eles elogiavam a beleza do time holandês, mas reconheciam que o time de Zé Roberto era superior. Tanto que o Brasil venceu os dois jogos contra elas pela fase de classificação com facilidade, por 3 sets a 0.
E não é que agora, na fase final, depois de tropeçar para a Rússia, a Seleção perdeu nesta madrugada para a Holanda, por 3 sets a 2? O detalhe é que as holandesas ainda não perderam nenhuma partida nesta fase final, tendo vencido o Brasil, a China e a Itália.
A derrota complicou de vez a situação do Brasil, que viu o sonho do heptacampeonato ficar mais longe. Depois do tropeço no Pan, o título do Grand Prix não seria nada mal para levantar a moral do time brasileiro.

Quinta-feira, 23 Agosto, 2007

"Nós vamos afrouxar até quando para esse time?"

Zé Roberto conversa com o time num pedido de tempo. Foto Divulgação FIVB
Mais uma vez, a Seleção feminina de vôlei parou diante da Rússia. E, novamente, numa fase decisiva e no tie-break. Chegou a abrir 5 a 0 no início do jogo, mas permitiu a virada das rivais, que fecharam o primeiro set em 25 a 16. O técnico José Roberto Guimarães não perdeu tempo e fez a pergunta que a torcida brasileira gostaria de fazer, captada pelas câmeras de tevê: "Nós vamos afrouxar até quando para esse time?".
As russas ainda perderam o segundo (25/15) e o terceiro sets (25/19), mas reagiram: venceram a parcial seguinte por 25 a 17 e levaram o jogo para o tie-break. E, a exemplo do que aconteceu nas semifinais dos Jogos de Atenas (2004) e na decisão do Mundial do Japão (2006), deu novamente Rússia: 15 a 13.
"Não adianta chorar. Perdemos para a Rússia mais uma vez", disse Zé Roberto, após o jogo.
A chance do título permanece, assim como a pergunta do treinador: até quando a Seleção vai perder para a Rússia?

Terça-feira, 21 Agosto, 2007

Quem disse que eles não podem?

O técnico Amauri com a seleção de võlei sentado. Foto Divulgação/CPB
Eu posso, eu quero, eu faço! Ouvi o lema da seleção brasileira de vôlei sentado ao fim do treino que fui cobrir da equipe, antes da abertura do Parapan, no Riocentro. Juntos, depois da atividade, os atletas juntavam as mãos com o técnico Amauri, campeão olímpico em Barcelona (1992), e entoavam o grito de guerra. Nas entrevistas, uma confiança invejável. Os Estados Unidos eram, sim, favoritos. Mas os brasileiros acreditavam demais no ouro parapan-americano e na única vaga em jogo para a Paraolimpíada de Pequim (2008). E não é que deu certo? A vitória foi suada, por 3 sets a 2: os americanos perderam o primeiro set, mas ganharam os dois seguintes e o Brasil partiu com tudo para empatar o jogo e levar a decisão para o tie-break. No fim, o comandante brasileiro falou até em “Família Amauri”. Uma família que se superou antes mesmo de entrar em quadra, encontrando no esporte uma forma de dar a volta por cima depois de ficarem deficientes, a maioria por acidentes de trânsito. Uma família que trabalhou e confiou na vitória. E não é que eles podem mesmo? Parabéns, meninos!

Quinta-feira, 16 Agosto, 2007

Pelo fim da polêmica

Gustavo, Giba e Anderson na coletiva em Saquarema, onde foi exibido um vídeo do técnico Bernardinho. Foto Carlos Moraes/ O Dia
O time que já arrasou vários adversários pelo mundo agora tem que derrotar um outro rival: a crise que se instalou na equipe desde o corte do levantador Ricardinho, às vésperas do Pan do Rio. Depois do levantador ter quebrado o silêncio, hoje foi a vez de os jogadores falarem sobre o caso. Em Saquarema, onde treinam para o Sul-Americano, Giba, Gustavo, Escadinha, Dante, Anderson, André Nascimento, André Heller, Marcelinho e Rodrigão se reuniram para uma coletiva com a imprensa. Mas foram Giba e Gustavo os que mais falaram.
Gustavo lembrou que o grupo se questionou se era a hora certa para o corte e que os jogadores ficaram divididos durante o Pan, mas apoiaram a decisão do técnico Bernardinho. Giba também mostrou apoio ao comandante: "Temos que saber que temos um técnico e as decisões são tomadas por ele e comunicadas para a gente", afirmou, deixando escapar que, se fosse hoje, não teria deixado Ricardinho sair da sala de reunião no dia em que foi anunciado seu corte. "Mas digo isso agora, de cabeça tranqüila, e já sabendo o que aconteceu".
Gustavo também contou que não imaginava que o caso fosse tomar tal proporção e sugeriu uma reunião para definir de vez o caso, se Ricardinho volta ao grupo ou fica de fora mesmo.
De Manaus, Bernardinho enviou um DVD com uma mensagem aos jogadores em que lamenta o fato de Ricardinho ter "renegado um grupo que está junto há sete anos, a chamada família".
Os jogadores também se mostraram magoados com as declarações do companheiro. "Queriamos ouvir dele uma palavra de que ele gostaria de voltar", admitiu Gustavo.
O fato é que a novela e a polêmica não ajudam em nada e os próprios jogadores já disseram que precisam se concentrar nas competições. Mas, enquanto houver um assunto dessa importância 'pendente', fica mesmo difícil.

Terça-feira, 14 Agosto, 2007

Ricardinho quebra o silêncio

Vou deixar aqui o link da entrevista que fiz com Ricardinho ontem e está no Ataque de hoje. Confiram e deixem seus comentários: http://odia.terra.com.br/esporte/htm/geral_117040.asp

Segunda-feira, 13 Agosto, 2007

Eles merecem toda a nossa torcida

Por falar nos campeões olímpicos de 1992, Amauri agora é técnico da seleção brasileira de vôlei sentado, que estréia quarta-feira no Parapan do Rio, contra a Costa Rica, no Riocentro. A equipe é formada, em sua maioria, por vítimas de acidentes de moto ou carro. No Rio, a luta é pelo ouro e também pela divulgação do esporte. Amauri explica que o vôlei sentado é dinâmico, com disputa de ralis, assim como a versão olímpica. E tem até um Giba na equipe: Gilberto Lourenço da Silva.
O campeão do Parapan garante vaga na Paraolimpíada de Pequim (2008) e o grande adversário do Brasil nesse caminho deve ser os Estados Unidos. Mas os jogadores esbanjam confiança e determinação. "Queremos o ouro e acho que temos 70% de chances", avisa Giba.

Sexta-feira , 10 Agosto, 2007

Parabéns (com um dia de atraso)

Estou atrasada, reconheço, mas vale a pena registrar aqui os 15 anos da conquista da medalha de ouro do vôlei brasileiro na Olimpíada de Barcelona (1992), completados ontem. No dia 9 de agosto de 1992, o Brasil faturava sua primeira medalha de ouro olímpica em esportes coletivos. Aquela geração, até então pouco conhecida, acabava de ganhar status de pop star, causando uma verdadeira histeria das fãs no Brasil.
Confiram os campeões daquele time:Marcelo Negrão, Jorge Édson, Giovane Gavio, Paulão, Maurício, Janélson, Douglas Chiarotti, Carlão, Talmo, Pampa, Tande e Amauri Ribeiro.

Quarta-feira, 8 Agosto, 2007

Ele faturou mais um

Fernanda Venturini recebe o prêmio TDB pelo marido, Bernardinho
A pergunta, em tom de curiosidade e expectativa, foi feita pelo técnico Bernardinho após o treino de terça-feira em Saquarema, com a equipe de novatos que se prepara para a Copa América: "E aí, eu ganhei o prêmio?". A resposta veio à noite, na festa de premiação do primeiro prêmio da Tudo de Bom!, revista dominical do jornal O DIA, da qual Bernardinho já foi capa, em dezembro. A votação aconteceu através da Internet e de cupons publicados na revista.
Quem recebeu o prêmio foi a mulher do comandante, Fernanda Venturini, que citou o período difícil que o marido enfrentou ao cortar o levantador Ricardinho da Seleção, às vésperas do Pan. "Mesmo com o corte do Ricardinho, o público continua acreditando no trabalho dele".
Bernardinho foi capa da TDB em dezembro

Agora é com eles

Chupita, Samuel, Thiago Soares, Minuzzi, Alan e Murilo estão no grupo que treinam para a Copa América
Até o técnico Bernardinho já avisou, em tom de brincadeira: "Se eu trocar os nomes, vocês me desculpem. É muita gente". É que, com a folga dos veteranos, o comandante treina agora, em Saquarema, um grupo de novatos para a Copa América, que começa dia 15, em Manaus. Do grupo de 16 jogadores, três estiveram no Pan: Samuel, Bruno e Murilo, escolhido como o capitão dessa equipe. E os três passarão de reservas a titulares na Copa América. É o Brasil se preparando para a aposentadoria dessa geração supercampeã. Só não se sabe quando ela vai chegar.
"Eles disseram que iriam se aposentar em 2008, após Pequim. Agora, dizem que já vão até 2010", brincou o líbero Alan, novamente com a missão de substituir Escadinha. Mas, apesar da cara de garoto, Alan já tem 27 anos. "Já estou velho, né?", divertiu-se.

Falta a aproximação - Conversando mais uma vez com Bernardinho, depois de analisar o grupo atual que treina em Saquarema, o assunto foi parar na Seleção principal e, é claro, em Ricardinho. Giba & Cia se apresentam no domingo à noite, no Rio, e na segunda-feira já estarão treinando em Saquarema, para o Sul-Americano, em setembro. Para Ricardinho, a resposta continua sendo a mesma: as portas estão abertas, mas precisa haver um entendimento. De Maringá, no Paraná, sua mulher, Fabiane, conta que ele não pode sair nas ruas que ouve sempre a mesma pergunta: "Quando você vai voltar à seleção brasileira?". Nós também queremos saber...

Sexta-feira , 3 Agosto, 2007

Como termina?

Parece até capítulo final de novela das oito. E já soube que ele foi reescrito oito vezes até ficar pronto. Estou me referindo ao capítulo 42, aquele que encerra o livro de Ricardinho, falando sobre seu corte do Pan do Rio. Pessoas próximas ao jogador dizem que houve um cuidado com o que seria escrito, reforçando a idéia de que o que for publicado não terá mais volta. Se ele quiser voltar à Seleção, não carregará nas tintas. E você, o que acha que vai ter no último capítulo?

Quarta-feira, 1 Agosto, 2007

Não foi a primeira briga

Foto DivulgaçãoQuem leu o livro do técnico Bernardinho, 'Transformando Suor em Ouro', já sabe que essa não foi a primeira vez que ele e o levantador Ricardinho brigaram seriamente. No capítulo "A Última Barreira", o comandante relata uma discussão séria que teve com o jogador antes da Olimpíada de Atenas (2004):

"Iniciamos a Liga Mundial vencendo todos os jogos da fase preliminar. Nesse período, um incidente com Ricardinho criou um certo estresse na equipe. Por não ter concordado com o cancelamento das folgas de terça-feira - resolução que tomei convencido de que, a menos de três meses dos Jogos Olímpicos, mais um dia de treino por semana seria proveitoso -, tivemos uma discussão dura. Não sei se pelo cancelamento da folga ou se por ter sido escalado entre os reservas num treino, o fato é que seu comportamento mudou.

Sendo o tipo de pessoa que se fecha mas não esquece, Ricardinho amarrou a cara, desligou-se e quase não falava com ninguém. Ele não foi sequer ao nosso tradicional churrasco na concentração e, pior de tudo, passou a não se dedicar e a não se empenhar da mesma forma nos treinos. Eu não podia aceitar aquilo. Discutimos na frente de todo o time e até pensei em tirá-lo de um treino, quando de repente chegou uma equipe de televisão.

Enquanto Ricardinho engolia em seco, eu recolhia minhas armas. Tratava-se de uma briga interna, assunto de família. Não deixei que câmeras e repórteres percebessem o que se passava. Mas não o escalei para a partida seguinte.

Foi um momento de tensão. Aquele era o levantador titular, um dos líderes do time, um jogador imprescindível aos nossos planos. Não podia perdê-lo. Pedi a Giba que falasse com ele e a conversa não deu resultado. Outros jogadores tentaram e nada. Vi que o melhor seria eu mesmo lidar com o problema.

Depois de uma longa e acalorada discussão debaixo de chuva, que imaginei que fosse nos levar a uma ruptura definitiva, ele humildemente reconheceu que havia errado e agradeceu minha preocupação e minha orientação. Com isso, mostrou mais uma de suas muitas características de líder, assumindo suas responsabilidades e voltando ao seu melhor, jogando com a determinação que faz dele um atleta fora de série".


Foto DivulgaçãoFalando em livro, o de Ricardinho, "Levantando a vida - a história de um campeão chamado Ricardinho", já está pronto e será lançado no dia 14, em Maringá (PR). O último capítulo é justamente o corte do Pan. É esperar para ler...