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| Ana Carla Gomes |
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Papai Noel, mais uma vez, foi generoso com o vôlei brasileiro em 2007. O saco de presentes do Bom Velhinho está cheio de títulos, além da vaga olímpica antecipada para as Seleções de Bernardinho e José Roberto Guimarães. Que em 2008 os homens continuem dando alegrias para a torcida, com mais um ouro olímpico. E, já que estamos em época de Natal, poderíamos pedir de presente uma reconciliação entre Bernardinho e Ricardinho, não? Que as nossas meninas também subam ao pódio em Pequim, trazendo, de preferência, o ouro inédito. E que as nossas duplas de vôlei de praia continuem no topo. E, para todos nós, torcedores sortudos de um vôlei campeão, um Feliz Natal!
Ricardinho resolveu explicar a polêmica em que estava envolvido desde a semana passada, com a possibilidade de virar cidadão italiano. Em entrevista à colunista Cida Santos, da Folha de São Paulo, o levantador explicou que jamais passou pela sua cabeça trair o seu país e defender a seleção italiana. "Para mim, sempre foi um orgulho muito grande defender a seleção brasileira", disse ele.
 O Ataque de hoje traz uma entrevista com o técnico Bernardinho (na foto, com a filha, Júlia, em sua casa) fazendo um balanço de 2007. Um ano em que a Seleção masculina de vôlei continuou fazendo a festa e erguendo troféus, mas uma temporada também turbulenta com o corte do levantador Ricardinho. Bernardinho também já faz planos para 2008, lamentando a provável despedida de muitos jogadores após a Olimpíada de Pequim. O técnico diz que ainda não se decidiu sobre o fim do seu próprio ciclo à frente da Seleção, revela que recebe sondagens do mundo todo, mas que nenhuma delas o atraiu. E descarta, mais uma vez, uma experiência no futebol. "Não é pelo risco, não. Risco existe em todos os lugares. E não há risco maior do que continuar na Seleção. Quando ganhamos, já nem falam mais", diz ele. Quem quiser dar uma olhada, a entrevista está no link: http://odia.terra.com.br/esporte/htm/bernardinho_nao_ha_risco_maior__140762.asp
A mulher, Fabiane, e as filhas, Júlia e Bianca, estão prestes a tirar a cidadania italiana. E Ricardinho também deve seguir pelo mesmo caminho, conseguindo a 'cidadania derivada'. A notícia acabou levantando a possibilidade de o levantador defender a seleção italiana, daqui a dois anos. Ainda mais com a matéria, publicada no Estado de São Paulo, em que Fabiane teria dito que Ricardinho não volta mais a defender o Brasil. Ontem, no entanto, a família do jogador negou que ele tenha desistido de jogar pela seleção brasileira. “A Fabiane está lutando pela cidadania italiana há três anos, pois, como extracomunitária, perde uma série de privilégios na Itália. É capaz que o Ricardo consiga a cidadania derivada, mas isso não tem nada a ver com seleção italiana”, explicou a sogra do jogador, Carmem Panza. O passaporte pode ser uma forma de Ricardinho ajudar o seu time, o Modena, no Campeonato Italiano, já que pode ser aprovada uma lei para limitar o número de estrangeiros em cada equipe. Bernardinho, por sua vez, disse que sua posição não mudou em nada e que a volta do levantador dependeria de um gesto. Hoje, a história continuou, com as declarações do treinador no Sportv de que várias atitudes do levantador, contrárias aos valores e princípios do grupo, motivaram o corte. Parece que a novela está mesmo longe do fim...
O Ataque de hoje traz uma matéria com Bernardinho, mostrando que as brincadeiras com o filme 'Tropa de elite' já tiveram vez na Seleção masculina de vôlei. Os jogadores passaram a se chamar por números e Bruno até ganhou o apelido de aspira. O treinador passou a ser chamado de 01. Mas o contato de Bernardinho com o Bope não ficou restrito à tela de cinema: antes de partir para o Japão, onde conquistou o bicampeonato da Copa do Mundo, Bernardinho esteve no batalhão dando uma palestra. E impressionou os comandados do tenente-coronel Pinheiro Neto.
 Ricardinho segue se dedicando aos treinos no Modena e, por enquanto, não quer dar entrevistas. Prefere não comentar o pedido de Giba para que ele volte a falar com os companheiros, feito logo após a conquista da Copa do Mundo do Japão. Mas parece mesmo que um retorno à Seleção está cada vez mais difícil. O levantador comemorou 32 anos no último dia 19, em Modena, enquanto Giba & Cia estavam no Japão. Foi a primeira vez depois de muitos anos que ele passou o aniversário em casa, longe da Seleção. Aí em cima vocês conferem a foto do aniversário na casa de uma das dirigentes do Modena. Por enquanto, Ricardinho tem falado mesmo é com os fãs. Segundo o site volleyball.it, ele tem atacado de 'jornalista', numa coluna no jornal La Gazzetta di Modena e promete manter uma linha direta com os fãs através do e-mail ricardogazzetta@yahoo.it
A vitória sobre a Rússia, no sábado, garantiu a vaga para os Jogos de Pequim e ainda rendeu um desabafo do levantador Marcelinho. "Depois do Sul-Americano, falaram muito de mim. A imprensa questionou a minha qualidade como levantador. Mas estamos na Olimpíada. Agora não podem falar mais nada. E que escrevam: "Com Marcelinho, o Brasil conquistou a vaga em Pequim", afirmou ele, que desde o Pan carrega o peso de substituir Ricardinho. Hoje, com mais uma vitória, dessa vez sobre o Japão, o Brasil garantiu o título da Copa do Mundo, o maior desafio até agora sem Ricardinho. E os jogadores, mais uma vez, fizeram questão de enaltecer Marcelinho. "Marcelinho e Bruno estão aí. Agora quem tem que resolver é comissão técnica e ele (Ricardinho). Temos que pensar no grupo e vamos ver o que vamos fazer na Olimpíada", disse Giba, logo após partida. Giba ainda fez um apelo para que Ricardinho volte a falar com os companheiros: "Só espero que você pense um pouco em tudo o que passou e volte a falar com a gente, espero de coração. A gente nunca abandonou você, como você pensa". Marcelinho carregou mesmo um peso enorme com a saída de Ricardinho, sendo olhado sempre com desconfiança. Deu conta do recado na Copa do Mundo e tem todo o direito de desabafar. Mas será que essa conquista vai transformar Ricardinho numa página virada na Seleção? Deixem seus palpites...
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