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Ana Carla Gomes

Sexta-feira , 24 Abril, 2009

Faltou o 'manto'

Fim de jogo no Maracãzinho, no sábado, na decisão da Superliga feminina. Encontro Virna, aos prantos, na quadra, visivelmente emocionada por voltar ao ginásio oito anos depois da conquista do título brasileiro pelo Flamengo, novamente como campeã, agora pelo Rexona. "Não imaginava estar aqui de novo", disse ela.
Logo lembrei de perguntá-la se havia esquecido da camisa rubro-negra, que ela havia prometido vestir por baixo do uniforme do Rexona na grande final. "Você acredita que eu esqueci? Cheguei a separar a camisa, mas na hora de vir para o jogo não me lembrei", contou ela, mostrando que é pé-quente mesmo sem o 'manto sagrado'.
Já refeita da emoção e depois de alguns dias de descanso, Virna já voltou a malhar e contou que deve retomar os treinos na praia na semana que vem, preparando-se para fazer dupla com Shaylyn. Boa sorte a elas!

Terça-feira, 21 Abril, 2009

Depois da festa, o luto

Valeu a pena ir ao Maracanãzinho no sábado pela manhã para assistir às duas melhores equipes do vôlei feminino brasileiro duelando pelo título da Superliga. No papel, o Finasa/Osasco era realmente superior, com as campeãs olímpicas Paula Pequeno, Sassá, Thaísa e Carol Albuquerque. Mas o Rexona/Ades, de Fabiana e Fabi, tinha uma arma no banco: o técnico Bernardinho. Mesmo sem o investimento do rival, fez o seu time jogar um vôlei de alto nível, de igual para igual com a equipe paulista. O jogo parecia que iria acabar no quarto set, quando o Finasa chegou a ter um match point, mas não... Tirando uma novata do banco, a jovem Monique, Bernardinho viu o Rexona vencer a parcial e levar a decisão para o tiebreak, quando novamente levou a melhor.
O abatimento por perder novamente para o Rexona era grande após o jogo e levou o técnico Luizomar de Moura às lágrimas.
Mas o baque maior ainda estava por vir: na segunda-feira, o Finasa/Osasco comunicava à comissão técnica e às jogadoras o fim da equipe adulta. Difícil imaginar uma notícia pior numa época de crise mundial. São jogadoras, quatro delas campeãs olímpicas, desempregadas, além da comissão técnica. Como uma das melhores equipes do vôlei brasileiro pode acabar, assim, do dia para noite, depois de estar decidindo um título brasileiro?
Já se fala em debandada geral, mudança no ranqueamento das jogadoras e tudo mais. Uma coisa é certa: as cenas da festa no Maracanãzinho ficaram para trás e quem melhor resumiu o sentimento diante de tudo isso foi o técnico José Roberto Guimarães: "Estou de luto".


Quinta-feira, 16 Abril, 2009

Bernardinho à espera de Vitória

Bernardinho vai continuar cercado por mulheres em casa. Pai de Júlia, de sete anos, o técnico soube, há uns 10 dias, o sexo do segundo filho que sua mulher, a ex-levantadora Fernanda Venturini, está esperando. Será uma menina e o nome, bem sugestido, já foi escolhido: Vitória. "A Júlia disse que a gente não poderia colocar o nome de Vitória porque a filha dela é que se chamaria Vitória. Imagina ouvir isso de uma menina de sete anos", contou Bernardinho, aos risos, achando graça de viver cercado por mulheres: "Minha cozinheira até já brincou, falando: 'Coitado do seu Bernardo'".
Enquanto Vitória não chega, Júlia vai se revelando uma esportista nata. Ela entrou na escolinha de vôlei do Clube Caiçaras, na Lagoa, e o pai já vê qualidades na filhota: "Tem que ver ela dando manchete", derrete-se ele, que, no domingo, segue para merecidas férias na Disney com Fernanda e Júlia. "Pelo menos uma semaninha de férias por ano eu posso tirar, né?", brincou ele.

Virna e seu amuleto rubro-negro


Mas, quando o assunto é futebol, Bernardinho não é unamidade no Rexona. A ponteira Virna, uma rubro-negra fanática, já garantiu seu lugar no Maracanã e vem treinando no clima da final de domingo da Taça Rio, com um pingente com o escudo do Flamengo. A joia foi um presente que Virna ganhou há 10 dias e não tira mais do pescoço. E a ponteira ainda promete uma surpresa para a torcida rubro-negra sábado, no Maracanãzinho, na final da Superliga, entre Rexona e Finasa ...

O palpite do chefe: Botafogo 1 a 0, com gol de Maicosuel


A decisão deles é no Maracanãzinho, sábado, mas a final da Taça Rio também mexe com os craques do vôlei às vésperas das finais da Superliga. Ontem à noite, no fim do treino do Rexona, no Maracanãzinho, fiz a inevitável pergunta para o técnico Bernardinho, um alvinegro declarado: "E aí, qual o seu palpite para o domingo?". E ele não pensou duas vezes: "Vai ser 1 a 0 para o Botafogo, com um gol de Maicosuel". É esperar para ver...

Domingo, 12 Abril, 2009

Emoção de sobra

O Rexona já está lá e, agora, além de trabalhar muito, como pede o exigente Bernardinho, vai ficar só esperando o outro finalista. Assim como o duelo entre Rexona e Brasil Telecom, a outra semifinal também foi para o terceiro jogo, depois que o São Caetano venceu o Finasa-Osasco por 3 sets a 2. O duelo de selecionáveis teve Mari encarando Thaísa, com direito a advertência e tudo para a ponteira do São Caetano. Mari reconheceu o erro, mas disse que sua atitude fez o time reagir na partida. Lutando contra as dores no joelho, Paula Pequeno voltou a jogar, ajudou o time com sua garra e talento, mas não foi capaz de evitar a derrota. Para quem já estava cansado de só ver equilíbrio nos duelos entre Rexona e Osasco, as semifinais trouxeram mais emoção à competição. E pensar que, depois disso tudo, há pouco tempo para descansar: a final é no sábado, no Maracanãzinho, em jogo único. Uma decisão imperdível, seja quem for o outro finalista.

Quarta-feira, 8 Abril, 2009

Uma guerreira em quadra


Paula Pequeno tem tentado de tudo para voltar a jogar. Sofrendo com dores no joelho esquerdo, o mesmo que ela operou em 2004, a atacante segue sua luta para ajudar o Finasa nas finais da Superliga. Num bate-papo com ela na sexta-feira à tarde, por telefone, Paula contou que já recorreu à acupuntura, à medicina tradicional e a uma cirurgia espiritual. Confiram a matéria na íntegra no link: http://odia.terra.com.br/portal/ataque/html/2009/4/a_luta_de_paula_pequeno_4404.html

Haja coração

Divulgação/CBV
O técnico Bernardinho vai mesmo precisar de muita calma. Na hora do filé mignon, a Superliga feminina esquentou de vez: o Rexona perdeu o primeiro jogo para o Brasil Telecom e jogou, ontem, no Rio, uma partida de vida ou morte, decidida apenas no tiebreak. Sábado, tem mais e, dessa vez, será para conhecermos um dos finalistas. Na outra semifinal, cheia de estrelas da Seleção, o Finasa saiu na frente e as duas equipes voltam a se enfrentar no domingo. A grande final é no dia 18.