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| Ana Carla Gomes |
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O blog está de volta, depois das férias, e na torcida para que a Seleção masculina de vôlei encerre um ano com mais um título. Depois do vice-campeonato das meninas, é a vez do time de Bernardinho lutar pelo tricampeonato da Copa dos Campeões, no Japão. Até agora, os brasileiros tiveram trabalho, com uma vitória suada na estreia sobre os 'mamutes' cubanos e outra hoje, por 3 sets a 1, sobre o Irã. Que venha a Polônia, no sábado!

No dia do seu aniversário de 55 anos, ele já tinha sido recebido da CBV, em pleno Maracanãzinho, uma réplica da medalha de ouro de Pequim. Mas as homenagens a Zé Roberto não pararam por aí. No sábado, no Clube Hípico de Santo Amaro, o treinador recebeu mais duas réplicas de medalhas de ouro: uma de Pequim e outra dos Jogos de Barcelona, em 1992, quando foi campeão com os homens. A missão de colocar as medalhas no pescoço do campeão coube a duas crianças com paralisia cerebral, de 2 e 17 anos, pacientes de equoterapia na clínica da hípica. "Fiquei muito emocionado e orgulhoso de participar como padrinho da equoterapia. É uma iniciativa muito importante do Clube Hípico e é fundamental continuar com este trabalho extremamente sério", afirmou Zé Roberto, que homenageou também o irmão, Fernando Guimarães, fisioterapeuta e responsável pela clínica de equoterapia. O técnico colocou uma medalha de ouro no pescoço do irmão, com a seguinte frase: "Ao campeão brasileiro de solidariedade". 
 A promessa pelo ouro olímpico, o desejo de escrever um livro e a expectativa pelo nascimento do neto, Felipe. Tudo isso foi assunto num longo bate-papo com o técnico José Roberto Guimarães, em entrevista publicada hoje no 'Ataque'. O comandante ainda falou sobre a paixão pela fotografia, registrada nesta semana numa nota da coluna 'Jogo de Cintura'. Disposto a se matricular num curso, ele tem tirado muitas fotos de paisagens e cavalos. Mas o técnico também falou, é claro, de vôlei: da conquista do Grand Prix, do Mundial de 2010, da atuação de Dani Lins e Natália e a vontade de dirigir um time em Barueri na temporada 2010/2011. Confiram os melhores trechos da entrevista:
DANI LINS - "Como capitã, ela se preocupou muito com tudo. Ela se preocupava muito com a roupa que ia para a lavanderia, com os horários, se todo mundo estava bem. E eu dizia: 'Você é a capitã, mas você tem que se preocupar com você, relaxa'. Mas isso é com o tempo. Como jogadora, fiquei feliz por ter visto o que eu vi da Dani. Eu me coloco na situação da Dani, sentindo a responsabilidade de levar esse time campeão olímpico no lugar da Fofão. Na cabeça dela, o pensamento devia ser: 'Eu não posso decepcionar, não posso falhar'. Mas ela tem um modo muito simples, todo mundo gosta dela e ela acabou envolvendo todas as jogadoras". NATÁLIA - "A Natália tem muito talento, tem uma movimentação excepcional. Mas precisa rodar, assim como a Dani. Ela sofreu porque todo mundo sacava em cima dela. Mas não tem coisa melhor do que passar por essa provação.Vi muita coisa legal para a formação delas. Não poderia ter tido um início melhor". RUSSAS - "Aquilo de Atenas passou. Passei quatro anos do último ciclo pensando todos os dias e todas as noites naquilo. Mas, depois que ganhei a Olimpíada, não me incomoda mais. Eu penso que, se não tivesse tido aquilo, talvez não tivesse tido Pequim". MUNDIAL - "Vamos em busca desse título. Mas ainda não jogamos contra alguns times, como a Itália, a Sérvia... Jogamos contra os Estados Unidos, mas não estavam completos. Cuba no Torneio de Montreux também não estava lá essas coisas. Esperamos que as jogadoras jovens continuem crescendo e façam uma boa Superliga. Seria um sonho ganhar o Mundial".
BARUERI - "Até falei com o Ary (Ary Graça, presidente da CBV) que, no ano que vem, talvez eu dirija um clube. Existe a possibilidade de montar um projeto em Barueri. O Secretário de Esportes me chamou e é um sonho montar um projeto na cidade, que tem muitos ginásios e uma estrutura fantástica de esportes. Se encontrarmos patrocinadores, serão montados um time feminino e outro masculino". LIVRO SOBRE O OURO - "A ideia não morreu. Mas ainda não saiu nenhuma linha (risos). Como minha memória não é tão brilhante assim, terei que conversar com as jogadoras sobre fatos, sobre o dia-a-dia, como tudo aconteceu". PROMESSA DO CAMINHO DE SANTIAGO DE COMPOSTELA - "Essa vai sair, sim. Tem que ser entre abril e começo de maio. Mas, dessa vez, farei um percurso menor, a partir de Cebrero, e a Alcione irá comigo. Quero fazer antes de começar a temporada do ano que vem da Seleção". FOTOGRAFIA - "Em Tóquio, comprei uma máquina de segunda mão. Dei uma olhada e o preço estava muito bom. Quero ver se começo a aprender fotografia, a fazer um curso. É a mesma coisa: andar a cavalo é uma coisa, montar com técnica é outra. Quero aprender sobre lente, foco, luminosidade. De uns tempos para cá, tenho fotografado mais, organizado meus álbuns. Gosto de fotografar paisagens e cavalos". NETO - "Mesmo com a Alcione estava grávida, eu não falava que queria um homem. Sempre deixei para o destino. Mas acho que vou ser um avô coruja, sim. Espero que possa curti-lo mais do que curti as minhas filhas. Fui um pai ausente porque viajei muito e quem segurava a barra era a Alcione".
 Ontem, na apresentação do time feminino da Unilever (antigo Rexona), o técnico Bernardinho ganhou um bolo de presente pelos 50 anos completados na terça-feira. Perguntado sobre o que tinha pedido ao apagar as velinhas, ele brincou: "Pedi mais um título para a Unilever". Depois, completou: "No dia do aniversário mesmo, pedi serenidade e a oportunidade de continuar trabalhando naquilo que gosto".
Há um ano, estávamos em Pequim, festejando a conquista inédita do ouro olímpico. E, justamente um ano depois, estamos comemorando mais um título da Seleção feminina de vôlei, agora renovada, no Grand Prix. No lugar de Fofão, entrou a novata Dani Lins. Também não tivemos Paula Pequeno, recuperando-se de cirurgia, e Jaqueline, cuidando dos preparativos para o casamento com Murilo. Definitivamente, o dia 23 de agosto é mesmo para ser festejado. Parabéns às meninas e, é claro, ao Zé Roberto!
 
Antes da viagem para o Sul-Americano, marcada para amanhã, o técnico Bernardinho aproveitou em grande estilo o Dia dos Pais. Na comemoração da data, domingo, na Praia de Ipanema, a Escola de Vôlei Bernardinho promoveu um aulão de minivôlei. O evento-família contou com a presença do técnico, de sua mulher, Fernanda Venturini, grávida de Vitória, e da outra filha do casal, Júlia, de sete anos. E não é que Júlia já bate uma bolinha com o pai famoso? Confiram nas fotos! 

As férias no Brasil chegaram ao fim e, no sábado bem cedo, o levantador Ricardinho pega o voo de volta para a Itália, onde, na segunda-feira, começa a treinar pelo Treviso. Durante o descanso, o jogador curtiu a família em Maringá, saboreou muito churrasco, mas não abriu mão de malhar e correr para manter a boa forma. Como vocês puderam ver há algum tempo atrás numa foto publicada aqui no blog e tirada de um site de Maringá, Ricardinho está mesmo fininho.

A entrevista com Bruno publicada no Ataque veio acompanhada de um depoimento da mãe do levantador, a ex-jogadora Vera Mossa, que apontou até semelhanças entre ela e o filho. Confiram: 'ELE TEM A MINHA CORAGEM E RACIOCINA MAIS'
Vera Mossa é daquelas mães corujas e assume isso. Não só pelo desempenho de Bruno dentro de quadra, mas pela sua postura fora dela. Desde 2007, a ex-jogadora viu seu filho sofrer com críticas por entrar de vez na Seleção após a saída de Ricardinho. Mas enfatiza que o levantador teve personalidade para não se envolver com as polêmicas e agora só curte o bom momento após a conquista da Liga Mundial. "O Bruno se emocionou muito no pódio porque batalhou muito por essa vaga e tiveram todas as complicações nessa trajetória por causa da saída do Ricardinho. Mas ele foi forte o suficiente para não se envolver com as críticas. Além disso, o Bruno sempre teve vontade, desde pequeno, de representar o Brasil", conta a ex-atacante, relembrando a prova de fogo que Bruno enfrentou no Pan de 2007: "Tomei um susto. Estava viajando no interior, ele não conseguiu falar no meu celular e soube pela tevê. Quando soube de tudo, rezei e pedi muito a Deus que os jogadores o aceitassem. Mas o primeiro jogo no Pan foi complicado, ele entrou em quadra e a torcida começou a vaiar". Como mãe e ex-jogadora, Vera fica dividida na hora de assistir aos jogos de Bruno. "Vejo dos dois jeitos. Fico torcendo e analisando, ao mesmo tempo. Contra a Rússia, na semifinal, eles foram perfeitos. E na final eles tiveram muito sangue frio. Foi um jogo inesquecível, histórico", comenta Vera, que aponta as semelhanças entre Bruno e ela: "Eu era muito corajosa, me arriscava bastante. Ele tem a minha coragem e raciocina mais do que eu. Mas é difícil falar porque ele é completamente diferente de mim e do pai. É uma outra pessoa, uma versão muito melhorada", brinca Vera. Longe das quadras, a ex-jogadora atualmente administra duas lojas de moda feminina, uma em Campinas e outra São Paulo. E nem se atreve a bater uma bolinha. "Não faço para não dar uma frustração de não conseguir fazer mais nada. Ficam só as boas lembranças", conclui Vera.
 Um cara emotivo, capaz de chorar no cinema ao lado da namorada, supersticioso ao extremo, que trabalha sob o comando do pai exigente e que tem um mãe famosa e pra lá de coruja. Assim é Bruno Mossa Rezende, de 23 anos, o levantador titular da nova Seleção masculina de vôlei, que o meio-de-rede Gustavo definiu como 'garoto de ouro' em conversa com Bernardinho. O jovem levantador falou sobre tudo isso numa entrevista que fiz com ele na semana passada, logo apósa chegada da Liga Mundial, e que foi publicada hoje no 'Ataque'. Confiram no link: http://odia.terra.com.br/portal/ataque/html/2009/8/neste_ano_consegui_me_soltar_na_selecao_diz_bruninho_27070.html
 José Roberto Guimarães comemorou ontem seu aniversário de 55 anos em grande estilo: no Maracanãzinho, com vitória da Seleção feminina de vôlei sobre Porto Rico e a réplica da medalha de ouro dos Jogos de Pequim, dada pela CBV. Foi jogado para o alto pelas jogadoras e, na entrevista coletiva após a partida, relembrou a carreira, a dor da perda da semifinal da Olimpíada de Atenas (2004) para a Rússia, e a força da mulher, Alcione, nas horas mais difíceis. E citou até Gonzaguinha para dizer que tudo valeu a pena: "Começaria tudo outra vez, se preciso fosse. Exatamente como diz a música".
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