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| Cláudia Cecília |
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Baby Borges inspirou esse blog essa semana e estamos num momento família. Ah, sim, e num momento resmungona. Mas, gente, vocês acham normal isso que Mathew McConaughey e Camila Alves estão fazendo de levar Levi, recém-nascido, para tudo o que é canto? Domingo eles foram a uma maratona, em que Mathew correu e Camila e Levi ficaram na platéia. O menininho mal tem dois meses e está chapadinho no colo da mãe. Antes, eles ja tinham aparecido num jogo de futebol (!) e na praia (!!). O bebê foi à praia com três semanas de vida!! Tudo bem que esse sling é ótimo e superprático, mas daqui a pouco Levi entorta aí dentro, tadinho.


 Ah, se o Siro Darlan visse isso...
 Tem tempo que tenho vontade de desabafar por uma coisa que me faz sentir politicamente incorreta, mas é assim que sinto e pronto: essa overdose de campanha de amamentação gera uma cobrança gigantesca e enche a gente de culpa. Ok, amamentar é fundamental, importantíssimo, lindo e coisa e tal, e em países pobres como o nosso a gente tem mais é que encher a cabeça das mães com isso, senão elas compram leite de saco e dão para os bebês. Mas para nós, que temos educação e renda, poderia prevalecer o bom senso, não? Isso tudo é porque estou com pena da minha irmã, que teve o segundo filho há quatro meses e já mudou de emprego duas vezes nesse período. Maior onda receber duas propostas de trabalho durante a licença-maternidade, só que agora a criatura está se esfolando, cansada, estressada, porque está num ritmo frenético de trabalho e passa a noite acordando para dar mamar ao bebê. Gente, numa boa, trabalhar o dia inteiro e amamentar é cruel. O bichinho está lá feliz da vida com a mamadeira durante o dia, supergorducho, já come papinha de fruta, mas ela morre de culpa de tirar o peito. Aí algumas vão argumentar que ela deveria priorizar a família, respeitar a licença etc. e eu vou contra-argumentar que tem oportunidades que a gente não pode deixar passar e o jeito é conciliar. Aliás, para nós, mulheres, o jeito é sempre conciliar. Mas sem escravidão, não acham? Até porque as crianças crescem e aí é tarde para correr atrás do prejuízo.
Atenção para a notícia em primeiríssima mão: Baby Borges é um menino! O filho da nossa blogueira Aline decidiu contar logo para os pais quem ele é e a ultrassonografia então revelou quem vem aí um garotão. E grande e saudável. Eu não só já parabenizei a mamãe como, enquanto mãe de menina, agradeci a ela por ajudar a trazer mais homens para o mundo. Agora Aline está em busca de um nome para seu bebê e precisa de nossa ajuda. Aí eu me lembrei da minha história de bebês e nomes e fiquei feliz por ela ter o direito de escolher. Vou explicar: é que meu marido custou muito a se convencer de que deveríamos ter filhos. Tinha medo, achava loucura botar gente nesse mundo etc. etc. E fiquei eu num longo processo de convencimento, usando todo o tipo de argumento, fazendo chantagem emocional, enfim, tudo o que tinha direito. E ele, engraçadinho, começou a barganhar comigo, com baixarias tipo 'eu topo ter filho se...' e aí vinha algum pedido. Eu topava todos. Até que ele deu a cartada final, golpe baixíssimo, e me disse que, tudo bem, teríamos filho, mas se fosse menino teria que se chamar Benedito. Era o nome do avô dele, ele e a família maranhense toda acham lindo e o acordo era esse. Minha preocupação foi: e se for menina, tem que ser Benedita? Felizmente só valia para homem e eu achei que era melhor um filho Benedito do que filho nenhum. Desculpem os leitores que se chamam Benedito ou que têm parentes com esse nome e que gostam, mas não era exatamente o que eu gostaria. E até saber o sexo do meu bebê, eu ficava imaginando as pessoas me perguntando 'qual vai ser o nome?', eu respondendo 'Benedito' e as pessoas dando aquele sorrisinho amarelo e ficando caladas, já que não dava para elogiar. O pessoal aqui do jornal me deu um presente incrível e um cartão com todas as mensagens dirigidas ao Benedito. Por sorte isso só durou 12 semanas, quando descobri que quem estava para chegar era a Maria Clara. E quando penso em ter outro filho, me agarro à certeza de que será outra menina. Senão, é Benedito e pronto. Já que Aline não precisa passar por isso, ela aceita nossas sugestões. Vou abrir com... Bernardo.
HOMEM EM MOMENTO VÍTIMA
Foram três informações curiosas num dia só, se não me engano, a quarta-feira. A primeira dava conta de que, em cada 10 pessoas que ligam para o serviço Disque Solidão, quase duas são casadas, mas não têm no casamento uma solução para o desamparo. A segunda vinha de uma pesquisa qualquer, que descobriu que oito em cada 10 homens não beijam na boca durante o sexo. E a terceira foi dada por Rodrigo Santoro que, em entrevista a Marília Gabriela, disse que consegue separar sexo de amor. Essa na verdade não foi exatamente a terceira informação: o que me chamou atenção nesse caso foi o destaque que essa declaração de Santoro ganhou, como se devesse provocar algum espanto o fato de o ator admitir que pode transar com alguém que não ame. Juntando tudo, me dei conta de como Estamos sempre sendo confrontados com teorias e afirmações sobre os relacionamentos afetivos, que muitas vezes nos obrigam a chegar a conclusões a que não queremos chegar. E não queremos pelo simples fato de que as conclusões, na maioria das vezes, botam todo mundo num mesmo saco e nem sempre a gente está a fim de fazer parte do bolo.
Vejam se não faz sentido. Se considerarmos que os solitários do telefone são, na maioria, mulheres, a leitura que se pretende que se faça desse dado é: maridos não são garantia de boa companhia. Aí a gente junta isso com o que vem em seguida e conclui que eles também transam no automático, já que sequer se preocupam em dar uns beijinhos, e com qualquer uma, já que não precisam de amor como afrodisíaco. Enfim, homens são mesmo uns insensíveis que não estão nem aí para gente. Ah, peraí, né? Esse discurso é velho, chato e mentiroso, mas somos constantemente levadas a ele, como fomos na quarta-feira em que essas notícias pipocaram. Não podemos, nós, mulheres, é cair nessa, porque já superamos isso faz tempo e foi uma superação e tanto.
A classe masculina deveria tentar impedir esse tipo de complô, que leva à hipocrisia de achar que, nos relacionamentos, meninos são bandidos e meninas, mocinhas. Maridos fazem suas mulheres se sentirem solitárias e mal-amadas? Sim, alguns fazem. Assim como tem um monte de mulher que trata a mesa de centro da sala melhor do que o marido. Se eles transam sem beijar na boca, elas também, né, uma vez que transam um com o outro e não há outras bocas nessa hora para se beijar, pelo menos não nas transas convencionais. Estão os dois, o homem e a mulher, preocupados com outros detalhes do sexo e podem perfeitamente deixar o beijo para outra hora, sem que isso signifique nada de desabonador, ao contrário do que a tal pesquisa quis fazer parecer. E, por fim, se surpreender com uma celebridade com fama de bom moço tendo coragem de admitir que sexo é uma coisa e amor é outra é simplesmente ridículo. Surpresa eu ficaria se Rodrigo Santoro dissesse que só transa por amor. Surpresa, chocada e desiludida, uma vez que não amo ele, mas não o dispensaria que não sou nem boba.
Meninas, tive um problema com o sistema e não consegui postar fotos de jeito nenhum. Estou tentando desde sexta-feira, em vão. Hoje diminuí o tamanho dos arquivos e funcionou. Então o colírio da semana passada só chegou hoje e chegou meio pequenininho, mas vale a intenção. Rodrigo Hilbert é o pai do ano, o gato da vez e, a partir do dia 15, vai fazer exposição diária de sua figura na TV: ele é um surfista na próxima novela das sete da Globo, 'Três Irmãs'. As fotos, inclusive, já são de cenas. Bom proveito.

 Fernanda Lima é uma mulher de sorte
Adorei essas fotos da Julianne Moore na varanda do hotel Fasano, em Ipanema. Julianne, sempre linda, uma diva, veio ao Brasil lançar o filme 'Ensaio Sobre a Cegueira', que o nosso Fernando Meireles fez baseado na obra do português José Saramago. O que achei bacana é que, ao contrário de algumas atrizes que se acham, Julianne não fez carão, não bancou a entediada nem a difícil. Foi supersimpática, falou em português e posou de turista com os filhos. Vejam que graça as crianças - Caleb, de 10 anos, e Liv, de 6 - abraçadinhas posando para foto com o mar ao fundo. A menina, sortuda, é a cara da mãe e usa umas roupas muito fofas.

 Seduzidos pela cidade maravilhosa (pelo menos do alto)
Agora eu me revoltei: Flora virar assessora de imprensa da empresa de Gonçalo é muita humilhação. Por acaso ela é jornalista? Fez curso por correspondência na cadeia? E que conversa é essa de 'hoje, asssessora de comunicação, amanhã, presidente do grupo'? Ela acha que é assim mesmo? Assim vira bagunça e enfraquece a categoria. Vou fazer que nem as enfermeiras - que toda vez se revoltam por serem associadas a fantasia sexual - e convocar o sindicato para um protesto. Aproveito para incluir entre as reclamações o visual de Rosi Campos como editora de jornal, que também está denegrindo nossa imagem. A gente aqui é mais arrumadinha, posso garantir a vocês. Fora a irritação, estou doida para ver Donatela começar a vingança dela. E vocês?
Brad Pitt e George Clooney estão em Veneza e fotografaram juntos. Agora me digam: a gente tem estrutura para isso? Precisamos mesmo ver Brad Pitt e George Clooney juntos, numa cidade como Veneza? Precisamos, claro! O problema é sobreviver! Então, aí vai:

 Reparem só nas rugas que os dois ganharam nos últimos tempos. E nos cabelos brancos. E nos quilinhos a mais de Pitt. Isso tudo não está um escândalo? Minha teoria para Brad Pitt é: quanto pior, melhor. Quanto mais mal ajambrado, quanto mais ruguinhas ele tiver e mais, digamos, desconstruído ele for, mais excepcional ele fica. Tu-do. Agora, que Angelina Jolie não é mulher que dê nó em gravata a gente sabe, mas será que Mr. Pitt não tinha um secretário que soubesse fazer isso, não? George Clooney tem. E se me obrigassem a escolher entre os dois, eu me recusaria. Quero um de cada vez. Juntos também não seria má idéia, seria meninas? Ah, sim, esqueci as informações: ele estão no Festival de Veneza para lançar o mais novo filme dos irmãos Coen, 'Burn After Reading' ('queime depois de ler', numa tradução livre), em que Clooney é um policial federal nervosinho e cheio de tiques e Brad é um professor de academia de ginástica. Parece que na entrevista coletiva que os dois deram, os jornalistas perderam a linha e fizeram perguntas meio cretinas do tipo 'que tal o assédio das italianas' e 'como vão os brangelinos', referindo-se aos gêmeos recém-nascidos de Brad e Angelina. A uma repórter que perguntou a Clooney se ele correria atrás dela, ele respondeu: 'eu correria de você'. Ai, que vergonha dos coleguinhas.
A crise da porta da escola
Numa tarde de férias, resolvi dar uma de mãe que não trabalha fora e fui, calmamente, de bermuda e tênis, levar minha filha à escola. Com a promessa de buscá-la e irmos juntas ao shopping, naquele programinha típico de fim de tarde que mães que não trabalham fora, ou, nesse caso específico, que saem a tempo do trabalho, conseguem fazer com seus filhos depois da saída escolar. Maria Clara, vejam só, já tinha avisado até à moça que fica no portão da escola que naquele dia seria eu quem a levaria e assim fui cumprimentada por todo mundo. Ela entrou em sala e eu, que fingia não estar de férias, mas ser aquela a minha rotina, fiquei de papo com outras mães na porta do colégio. Horas de papo, descobrindo coisas - não só dos filhos dos outros como da minha própria filha - que não poderia saber, uma vez que nunca estava por ali. No fim do dia, promessa cumprida, fomos as duas bater perna, ver vitrines e fazer um lanchinho, para depois voltar para casa e cumprir as tarefas noturnas de higiene e sono. Um dia perfeito, enfim.
Só preciso dizer o que aconteceu depois a quem não é mulher que tem filhos e trabalha fora porque essas, com certeza, já sabem: bateu uma vontade louca de viver dias assim sempre, como se fosse possível e como se dias assim fossem me bastar, caso eu realmente optasse por eles. Uma crise básica, enfim, daquelas que acometem todas nós de tempos em tempos, mas que, felizmente, costumam passar rápido.
O que me ocorreu de novidade nessa história foi perceber, depois de comentários e reflexões com várias amigas, que existe hoje uma espécie de guerra fria, uma animosidade silenciosa entre mães que trabalham e mães que não trabalham, como se não fôssemos simplesmente todas mães. Deve ser até inconsciente, porque não é possível que em sã consciência a gente alimente isso. Mas o fato é que tenho várias amigas que não escondem a revolta quando, por exemplo, percebem que mais da metade das mães da turma do filho não trabalha. Assim como já me senti discriminada com comentários do tipo 'já que você não tem tempo' ou 'a gente sabe que você não pode', feitos na hora de marcar reuniões com professoras ou organizar festinhas da turma. Um grupo é criticado pela ausência, o outro, pelo excesso de presença, e a verdade é que a gente tem dificuldade de aceitar as escolhas alheias, quando diferem das nossas.
Já passamos por tudo. Primeiro, sequer cogitávamos trabalhar. Depois, precisávamos brigar para ter um emprego e éramos mal vistas se o fizéssemos. Aí passamos a nos orgulhar disso e ganhar respeito e, então, pobre das que ficaram em casa, as criticadas da vez. Por fim, há um tempo, começou um movimento de volta, virou quase heroísmo optar exclusivamente pela maternidade e olha nós aí mal vistas outra vez.
O fato é que me parece muito injusto ter que decidir por uma vida só, já que é quase impossível conciliar o melhor dos dois mundos. Talvez nos transformássemos em mulheres mais felizes e bem-resolvidas e, o mais importante, menos culpadas, se pudéssemos alternar fases: agora família, agora trabalho, agora os dois, agora só eu que tô de saco cheio de tudo isso. Mas não podemos. Então, nos restam as escolhas, que é mesmo de escolhas que a vida é feita. De preferência, as acertadas.
E agora só levo Maria Clara de novo na escola no ano que vem, que tô legal de crise.
Alguém pode, por favor, me responder uma pergunta simples? O que raios aconteceu com a Alessandra Negrini?
 Não entendi nem o corte, nem o vestido, nem as sobras de tecido do vestido, nem a cor, nem a sandália nada a ver. Não entendi nada
 Seria reflexo da separação?
Maria Clara estava brincando no banho, falando sozinha, inventando uma história qualquer. Virou-se para mim e perguntou: - Mãe, polícia não existe, né? A entonação era a mesma que a gente dá quando diz às crianças que bruxa, bicho-papão e monstro embaixo da cama não existem. Fui, claro, obrigada a discordar. - Existe, sim, filha, polícia existe. - Mas polícia é mau? Uma amiga achou que nessa hora eu deveria ter perguntado 'você não prefere saber de onde vêm os bebês, não?', já que isso seria bem mais fácil de responder. Ou talvez devesse ter chamado a atenção para o erro de concordância e começado a explicar a diferença de gêneros. Mas como não me ocorreram essas saídas, respirei fundo e dei a única resposta possível: - Não, meu amor, polícia é boa, ela protege a gente das coisas ruins, dos bandidos. E fiquei aliviada por não ser mãe na favela do Barbante.
Vamos logo voltar às fofocas, senão a gente não agüenta. Segunda à noite teve Prêmio Contigo! e a mulherada toda, como sempre, caprichou no visual. E a gente, como sempre, vai elogiar uns e pichar outros, não necessariamente nessa ordem e nem sempre fazendo justiça, mas a diversão é essa, não é? Então aí vão as fofas:
  Giovanna Antonelli linda. Isso sim é um esporte fino de primeira. E o cabelo ficou óóótimo. Paola Oliveira é uma fofa, mas só acertou da cintura para cima. Esqueceu o tamanho de seus quadris e apostou numa saia que ressaltou o que deveria disfarçar. E o cabelo ficou óóótimo também.
  Débora Bloch não erra nunca: apesar da estranheza do vestido, gostei. Adriane Galisteu deixo toda para vocês.
  Cléo Pires deve buscar um personal stylist junto com a Paola, porque, como ela, tem um corpo bom, mas muito peculiar e não devia apostar em nada muito justo. Carolina Dieckmann, definitivamente, cresceu, aprendeu e apareceu: está perfeita. Juliana Didone usou o vestido mais esquisito que vi nos últimos tempos, mas fiquei em dúvida se comprometeu ou não. Laila Zaid não fez força para se produzir, só isso.E a gente, que não precisa passar por isso, acha que pode ficar dando palpite na vida e nos estilo dos outros. E pode, claro. Então dêem os seus, queridos.
Culturas e costumes a gente não critica, só comenta, porque esse blog é fino e politicamente correto, pelo menos até que provem o contrário. Mas tenho observado a relação pais e filhos de outros países e me impressiono. Os argentinos, por exemplo, decidiram povoar o mundo: a única argentina no hotel no em que fiquei no Uruguai que só tinha dois filhos estava grávida. Lá a mulherada larga de três. Filho único argentino deve ser muito discriminado, coitado, porque deve ter um em um milhão. A gente aqui fazendo uma força danada para passar de um e elas lá parindo à vontade. Não sei se fiquei com inveja ou raiva. A outra diferença eu até já comentei ano passado: como babá é artigo de luxo e as avós devem ter mais o que fazer, as crianças andam na cola dos pais para tudo o que é lugar. Sabe aquele jantar de sábado à noite que você faz com seu marido e um casal de amigos? Os argentinos também fazem, mas com os bebês a tiracolo. A vantagem é que as crianças já nascem sabendo se comportar à noite. Para fechar os portenhos, duas outras curiosidades: bebês argentinos são roucos e têm o primeiro cabelinho todo raspado, para crescer por igual e com força. Ah, sim, e são lindos. Agora, mudando para o outro lado do mundo, estão lá os chineses a nos surpreender cada vez mais. Vejam essas imagens feitas pelo fotógrafo de O DIA Márcio Mercante:

 Então vamos às explicações. Para quem ainda não ficou sabendo disso, o chinezinho da esquerda não rasgou o shortinho de tanto brincar, não, eles andam na rua assim mesmo, com as partes de baixo de fora. Por que? Porque pelo costume chinês, não se usam fraldas nas crianças, então elas ficam à vontade para fazer suas necessidades quando e onde bem entenderem, já que ainda não sabem pedir. As fraldas descartáveis chegaram ao país há relativamente pouco tempo, mas a maioria das chinesas ainda se apega à tradição. Um amigo meu que já foi à China disse que nos lugares mais humildes as criancinhas não têm nem buraquinho nas calças, ficam só de camisetinha mesmo. Já na segunda foto, a mãe foi assistir a uma das competições usando máscara porque estava resfriada e não queria passar o vírus para o bebê, o que parece também ser costume por lá. Agora me digam se faz sentido: as crianças andam de bumbum de fora, mas as mães usam máscaras para elas não se resfriarem? Não sei se eu entendi isso, não. Só sei que, numa segunda leitura, o mundo deve agradecer aos chineses: imaginem se todos os bebês de lá usassem fraldas descartáveis, para onde iria esse lixo todo? Ah, sim, os chinezinhos também são lindos. De qualquer forma, acho que estou feliz de ser mãe no Brasil.
Oi, pessoal, estou de volta. E espero sinceramente que vocês não tenham desistido de mim e ainda estejam por aí, porque estou com saudades e muita vontade de falar pelos cotovelos. Ah, como vocês devem imaginar, superei a ausência de minha filha na viagem - apesar de ter ficado mooooooorta de saudade - e aproveitei bastante. Adorei conhecer o Uruguai, um lugar que, charmosamente, parou no tempo, e com pessoas muito simpáticas e solícitas. E estar em Buenos Aires em período de liquidação é praticamente uma tortura, mas me contive ou não teria nem como voltar para casa. A notícia é: lembram do nosso papo sobre acessórios de inverno? Pois, enfim, comprei uma bota. A primeira de minha vida adulta. Uma bota aos 40. Aí cheguei aqui e encontrei um calor do cão, o que me impediu de fazer a segunda coisa que eu mais queria depois de agarrar minha filha e não soltar mais: usar a bota. Acho que vai ter que ficar para o ano que vem. Se um dia eu conseguir tirar as fotos da máquina e se vocês se interessarem, posso postar uns dois ou três lugares interessantes que vi para dividir com vocês. Agora voltem vocês que estou ansiosa.
 Mi Buenos Aires querida ficou para trás
Olhao bafon que esta rolando nos jornais norte-americanos: alguns jornalistas mais atentos ficaram chocados com o anuncio que a L´Oreal publicou na revista Elle com a Beyoncé. Era para vender tinta de cabelo, mas parece que aproveitaram para pintar tambem a cantora que, digamos, deu uma esbranquicada. No pais do politicamente correto, esta virando escandalo.
 Depois e antesEscandalo para mim eh o uso que estao fazendo do photoshop. Essa semana, na banca do aeroporto, vi duas revistas com a Patricia Poeta na capa e o nariz dela muda de uma para outra. Retocaram o nariz da apresentadora do Fantastico sem qualquer cerimonia. Acho bem ruim isso.
Acharam que eu ia esquecer? Nunca! E ja que estou do lado de ca das americas, resolvi eleger um nativo como gato da semana. E vejam so o que achei: o argentino jogador de polo Ignacio Figueras. Com essa estampa, ele nao poderia ficar so em cima de um cavalo com um taco na mao, ne? Pois o guapo muy hermoso eh modelo da Ralph Lauren. Nacho Figueras, como e chamado, joga pelo time Black Watch, tem uma casa na Florida e outra em Nova Iorque e, como nao poderia deixar de ser, esta sempre cercado de belas mulheres. So nao tive tempo de descobrir se e casado. Melhor nem sabermos mesmo. Bom fim de semana a todos.
 
-711879.jpg)  Muy, muy, muy hermoso!
Passei poucas horas da manha de segunda-feira em Buenos Aires e nao sabia que Lula tambem estava por la. Descobri lendo o Clarín, em que nosso presidente nao so era a manchete do jornal ("Lula promete investimentos") como tinha quatro paginas para ele, incluindo uma materinha so para contar como Lula foi ovacionado no encontro com lideres politicos e empresarios do Mercosul. Eu, que ja estava feliz de chegar em um pais onde nosso dinheiro vale mais, fiquei, confesso, um tanto orgulhosa com a importancia que estao nos dando e a onda que estamos tirando com os argentinos (hehehe). Ai chego no Uruguai, vejo o El Pais e olha nos ai outra vez: o Flamengo, meu Mengao, era citado na primeira pagina do jornal por conta de sua tentativa de comprar o jogador Richard Morales, conhecido como Chengue. A capa do caderno de esportes do jornal uruguaio, que como o nosso Ataque eh um tabloide, era uma foto grande do jogador com o titulo "Chengao", numa brincadeira com o apelido dele e Mengao. Tiramos onda de novo. Para completar, o hotel tem uma mini-estancia onde todas as tardes acontece uma aula de mate, ou, em bom gauches, chimarrao. Estavamos nos e um grupo de argentinos aprendendo a preparar mate, ouvindo a 'professora´ falar de como os uruguaios costumam beber o cha e da diferenca de costumes entre eles, os argentinos e os gauchos. A melhor parte foi quando ela, sem cerimonia, disse que a erva utilizada no Uruguai eh muito melhor do que a da Argentina e que vem toda do Brasil. Sim, o mate que eles bebem eh o melhor e eh nosso. Dai que olhei para os argentinos com cara de superioridade e ganhei o dia. Ok, baixou um ufanismo, mas o fato eh que nessa ponta da America do Sul so da Brasil. Adoro.
Tá rolando um clima com a presidenta argentina...
 Chengue quase vira Chengao, mas parece que desistiu de ser rubro-negro
 A-ha, u-hu, o mate eh nosso!
Nao acredito que eu perdi o capitulo de ontem de A Favorita! Acabei de ler aqui no Dia Online, com dialogos e tudo (leia tambem) e achei oooootimo. Estava mesmo torcendo para que Donatela fosse inocente e acho que as duas, Patricia Pillar e Claudia Raia, estao mesmo muito bem. Minha curiosidade agora e saber para onde vai a novela. Apesar de Flora ter acabado de cometer outro crime, a morte do medico nao chega a ser importante o bastante para segurar a trama. Acho que Joao Emanuel Carneiro tem um belo desafio pela frente. E a obrigacao de levantar o ibope, que, por mais estranho que pareca, ainda nao esta bom. Quem viu, por favor, pode me contar os detalhes. E Donatela já voltou a fazer escova?
Oi, pessoal, acabo de descobrir que no Uruguai tem computador. Claro que nao vou achar os acentos nesse teclado, entao me perdoem mas vai assim mesmo. Cheguei em Carmelo, uma cidadezinha na beira do Rio da Prata, hoje de manha e a sensacao eh de que morri e fui para o ceu: o lugar e incrivel, o hotel, maravilhoso, e o frio de 5 graus de manha cedinho e 12 graus ao meio-dia so aumentam o charme. Mas estou escrevendo mesmo eh para, mais uma vez, pedir ajuda. Estou com uma dor-de-cotovelo de mae danada e, para piorar, aqui no resort esta cheio de criancas. Para onde olho, tem um pequeno e estou achando que sou a unica ingrata e desalmada que viajou sem a filha. Dai que para onde eu vou e o que quer que eu faca, fico pensando que Maria Clara poderia estar e como seria com ela. Sabem o que vai acontecer? Meu marido vai desistir de mim, claro. Alguem ai conhece alguma simpatia, um mantra, um remedio que me deixe apenas com a saudade, mas me livre da obsessao? Agradeco.
 Um pedaco do paraiso - gelado - nos pampas uruguaios
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