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| Cláudia Cecília |
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Ana Maria Braga comemorou 10 anos de 'Mais Você' com festa no Credicard Hall, em São Paulo, e apareceu com visual novo. Se ela vai aproveitar a data redonda para fazer renovações, poderia começar demitindo o cabeleireiro e a maquiadora, não?

 Sombra branca, batom pink e chanel na chapinha. E aí, quem copia?
Poucas coisas são tão idiotas na história dos roteiros das novelas quanto as brigas de Helena e Luciana. Não me parece ter havido, em nenhum momento, motivo para esse estresse todo entre as duas, senão a extrema infantilidade das personagens. Mas o estranho é que elas só são infantis uma com a outra. Agora vamos à tragédia: se eu fosse a mãe da Luciana, não perdoaria a Helena nunca por ter obrigado a menina a ir naquele ônibus. Acho até que eu perseguiria a Helena para o resto da vida, mesmo que racionalmente a gente saiba que ela não tem culpa. E para finalizar os fuxicos noveleiros, não sei se vou ter disposição para o drama da Luciana, não. A cena do acidente já me deixou tensa. Como diria minha avó, de amarga basta a vida.
 Maneco em momento trágico
 No domingo, a Regina Casé e o marido, Estevão Ciavatta, casaram de novo. Ou renovaram os votos do casamento, que seria a maneira mais correta de explicar o evento. O fato é que eles faziam 10 anos de casados e decidiram comemorar na mesma igreja, com os mesmos convidados, recebendo as mesmas bênçãos no dia de Todos os Santos. Considerando que ele quase morreu no ano passado, quando sofreu um grave acidente andando a cavalo, eles tinham muito o que agradecer mesmo. Acho bem simpática essa religiosidade da Regina Casé e, mesmo tendo minhas dúvidas sobre se ela usa esses valores no trato com as pessoas, achei bem legal esse re-casamento. Estou até pensando em copiar a ideia. Como me casei em casa, com uma juíza, no exato dia em que fazíamos 10 anos juntos, posso escolher a Igreja para comemorar os outros 10 anos. Faltam três. O que vocês acham?  Bonitinho
Na ponte áerea, João Suplicy viajava do Rio para São Paulo com a filha, Maria Luisa, 4 anos, a primogênita dele e da Maria Paula. Ela fala pelos cotovelos, tal e qual uma menina de sua idade, e faz mil perguntas, como fazem as crianças quando andam de avião, mesmo que andem com frequência. Quando já estavam quase pousando, ela olha pela janela e pergunta: - Papai, a gente vai dormir na casa do vovô? - Não filha, a gente vai para a casa da vovó. - Puuuuuxa (muxoxo) A vontade era de cumprimentar essa criança, por sua tamanha sensibilidade. Tão novinha e já sabe que o vovô - que até veste cueca vermelha por cima do terno - é muito, mas muito mais legal. Quando a avó estiver em campanha, melhor não contar com a neta como cabo eleitoral...
A difícil matemática da pegação
O assunto é recorrente, mas o problema também, então podemos falar disso à vontade. Sábado passado fui ao tal evento que reunia música, moda e celebridades e o cenário não era muito diferente do de outros points da noite carioca: uma paisagem formada basicamente por mulheres, muitas mulheres, de todas as idades, tamanhos e feitios. Nesse caso específico, muitos gays também e alguns homens, sempre em (bem) menor quantidade. Chegamos a brincar que se alguma delas tinha ido ali com a esperança de ter mais do que um bom show, saiu decepcionada, porque não havia matemática capaz de resolver a vida das solteiras naquele lugar. De lá, fomos comer um sanduíche no Baixo Gávea, naquele programa habitual das madrugadas. No bar, eram várias mesas só de mulheres e chegamos a contar para ter certeza de que não estávamos exagerando: só na ala em que ficava nossa mesa, eram 23 criaturas do sexo feminino contra sete do masculino, sendo que todos eles acompanhados - donde se conclui que 16 mulheres daquele lado do salão estavam sozinhas e sem perspectiva de mudar a situação, dado o adiantado da hora.
Comentei sobre isso com um amigo locutor e DJ, acostumado a trabalhar na noite. E o que ele me disse é que, nos lugares que frequenta, que são muitos e em vários pontos da cidade, os homens não têm mais a menor chance de chegar junto em mulher nenhuma. São elas que escolhem, tomam a iniciativa e resolvem o problema, sem enrolação. Considerando o trabalho que eles teriam diante de tantas opções a escolher, ser escolhido até que é bom negócio, defendeu o meu amigo. O problema, disse ele, é a precocidade, porque às vezes quem ataca, segundo as palavras dele, são meninas tão novas que ou eles saem correndo ou vão presos. E eu só não demonstrei meu mais absoluto espanto para não parecer uma velha, que é de fato como ando me sentindo.
Até antes deste último sábado eu vinha alimentando um certo preconceito com essa conversa, um tanto batida e um tanto chorosa demais. Mas basta uma incursão na noite para dar razão aos lamentos da mulherada, porque parece que a coisa só piora. Deve ter algum buraco negro em algum ponto do Rio de Janeiro que está sugando os homens e a gente ainda não localizou o ponto dessa tragédia. Será que teremos todas que recorrer às micaretas, que parecem ser o único lugar onde ninguém fica no zero a zero? Não que nas festas movidas a axé tenha mais homens do que mulheres, é que lá pelo menos eles se distribuem melhor, são, digamos, mais dadivosos, e a menos que você se importe com bocas muito rodadas - e, pior, recentemente rodadas -, dá para garantir uns beijinhos. Mas vejam só a que custo, né?
Daqui a pouco a gente vai ter que propor um rodízio na noite, como fazem no trânsito de São Paulo. Tipo cada dia da semana uma categoria de mulher fica proibida de sair de casa. Um dia as louras, outro as morenas, um as com menos de 30, no outro as com mais, magras na quinta, gordinhas na sexta e assim vai. Só não vale roubar e não se enquadrar em categoria nenhuma. Porque parece tirania, mas vamos acabar percebendo que é para o nosso bem. Só não precisamos contar a estratégia para os homens, que aí já é muita humilhação.
Aí uma amiga de 41 anos, separada de um longo casamento há quase dois e saída de um namoro recente, conhece um carinha, troca uns beijos, gosta e fica na expectativa. Rolam uns e-mails meio enigmáticos, um ou outro torpedo pouco esclarecedor, e ela, com aquele frio na barriga que a gente adora sentir, fica em dúvida se parte para uma iniciativa, digamos, mais incisiva, ou se se faz de difícil. Sei lá o que você faz, respondo, com medo de dar o conselho errado. E ela decide sozinha: 'A essa altura do campeonato eu vou me fazer de difícil? Eu não, que é perda de tempo'. No que eu concordo: difícil já é a realidade, a gente tem mais é que facilitar para se divertir.
Preciso emagrecer 5 quilos. Ok, fui eu quem decidi isso, sem consultoria, mas vocês sabem bem como é quando a gente está querendo quebrar a balança. Pois bem, a consciência do problema eu já tenho, agora estou precisando de estímulo. Tem alguém aí com o mesmo problema? Estão a fim de fazer um bolão? Podemos brincar disso por aqui e chegar ao verão com dignidade. Que tal? Ah, sim, escrevo isso imediatamente após comer meio pão doce. Dos grandes, com muito açúcar em cima.
Já que falar da chatice da Helena de Taís Araújo é chover no molhado, então vamos por outra perspectiva. A pergunta do dia é: Se você fosse jovem, linda, viajasse para a Jordânia a trabalho e lá conhecesse o Thiago Lacerda e o Rodrigo Hilbert você ia lembrar que tem um noivo em sua terra natal e se comportar ou se ofereceria loucamente (com elegância, claro) para qualquer um dos dois e, talvez até, para os dois? Estou cada vez mais fã da Luciana-gente-como-a-gente.
Uma hora e meia depois de este post ser publicado, o que vejo? Aline Moraes e Thiago Lacerda rolando pelas areias do deserto, com beijo na boca no final. Se eu estivesse lá, ia ter que me contentar 'só' com o Rodrigo Hilbert. Ai, ai.
Pensei em começar com Eu fui ao Fashion Rocks, mas me lembrei daqueles adesivos Eu Fui ao Rock in Rio e não quis conferir o mesmo peso ao evento de sábado. Porque não foi exatamente um marco e confesso que já não consegui entender muito bem a ciosa toda antes de acontecer e saí de lá com a mesma sensação de dúvida. É um evento que reúne música e moda e tem fins beneficentes. Mas num palco enorme, afastado de boa parte do público, com atrações que cantam no máximo quatro músicas e a maioria sem banda, e modelos passsando rapidamente de um lado para o outro, você acaba achando que tudo fica mais ou menos pela metade: não se tem nem shows nem desfiles de verdade, se é que vocês me entendem. Mas, enfim, conceitos à parte, consegui me divertir do alto do meu megaescarpin verde-bandeira, dançando com Ja Rule, vendo as incríveis pernas de Grace Jones e as roupas de Marc Jacobs e Calvin Klein. E pensei que se eu já tivesse entrado no twitter (sim, isso é uma vergonha), teria passado a noite fazendo fofoquinhas para vocês. Meus destaques seriam: * Primeira visão da noite: Luma vestida de dançarina de cancan, num corselet cor da pele com tiras pretas que acabava numa microssaia de babados. Ela nunca, nunca nos decepciona, mas pelo menos dessa vez o corpo estava cabendo todo dentro do vestido. * Diddy cantou com base pré-gravada, mas conseguiu levantar a plateia. Mas Ja Rule foi bem melhor. * Donatella Versace não piora ao vivo: é aquilo mesmo que vemos nas fotos. Mas quando abre a boca... fala o inglês mais macarrônico que eu ouvi nos últimos tempos. * Fernanda Linda não se chama Fernanda Linda à toa e segurou bem a apresentação do evento, mesmo ficando sozinha num palco gigantesco. . Arrasou no inglês e no italiano. * Se Ciara tem 23 anos, eu fiz 30. E se Valeska Popozuda estivesse lá diria que na sua Gaiola tem mulheres melhores. E teria toda razão. Ah, sim, ela fez um belo playback. * Grace Jones é um arraso, seu show foi ótimo e qualquer mulher queria ter aquelas pernas e aquela bunda aos 61 anos. * Wanessa Camargo não convence. Sua parceria com Ja Rule é beeem melhor no rádio. * Os desfiles estavam todos ok, mas deveriam ter avisado ao câmera para dar alguns zooms nas modelos, porque nem pelo telão se via nada de perto. * O fã-clube da Mariah Carey estava lá em peso e eu nem sabia que ela era tão ícone gay. Levaram cartaz e tudo, mas acho que até eles se decepcionaram com a apresentação de quatro músicas. * Mariah estava com um vestido rabo de peixe e nem preciso dizer que não era com uma sereia que ela se parecia. Ah, e gente, ela não anda sozinha nem um minuto. Todo mundo reparou isso: ela só se deslocava no palco com um bailarino segurando-a pela mão e outro atrás pegando na sua cintura. Muuuito estranho. * Repertório de Daniela Mercury: 'O que é que a Baiana tem?', 'Cidade Maravilhosa' e 'O Canto da Cidade'. Alguém aí bocejou? * Piadinha que rolava entre os maldosos: sabe o que Mariah Carey disse para Danielle Winits? Eu sou você amanhã. Se eu lembrar de mais, incluo depois.
  Wanessa Camargo e Sabrina Sato
  O estilista Carlos Tufvesson e o arquiteto André Piva. Carol Castro e o marido
  Jayme Monjardim e Tânia Mara. Luma e o namorado
  Ana Paula Tabalipa e Gianecchini
Nossos gatos andam meio preguiçosos e demorando a aparecer. O de hoje, como não chegou na sexta, acabou sendo inspirado pela minha noite de sábado. Ele foi a ausência mais sentida do Oi Fashion Rocks - seu desfile estava lá, com roupas incríveis, mas nada se compara ao criador em pessoa. Um dos estilistas mais queridinhos do mundo é também, disparado, o mais gato. O nova-iorquino Marc Jacobs, 46 anos, exerce seu talento na marca que leva seu nome e na Louis Vuitton, onde comanda a criação artística. Marc é do tipo que respira moda e tem um estilo pessoal muito marcante que eu, particularmente, acho chique, charmoso, lindo, tudo. Sim, ele é gay e noivo do publicitário brasileiro Lorenzo Martone, mas, como já disse antes, isso não faz a menor diferença nessa seção. Então, com vocês, nosso Gato de Sexta, Marc Jacobs:





 Esse eu vestia fácil
Um dia de cabelo ruim e eles com isso
Era o dia da escolha da cidade que sediaria os Jogos Olímpicos de 2016 e que teve o final feliz que todos conhecemos. Aí, um amigo que assistia a toda a cerimônia de apresentação das candidatas comentou, assim que Chicago foi eliminada: 'Michelle Obama estava num 'bad hair day''. Traduzindo, ele justificou a derrota da cidade norte-americana pelo dia de cabelo ruim da primeira-dama dos EUA. E nesse momento eu pensei no poder do comportamento feminino, porque se os homens - ou pelo menos alguns deles - já conhecem, entendem e adotam a expressão dia de cabelo ruim, significa que, enfim, eles começam a se render às nossas particularidades mais mulherzinhas. Não duvido que em pouco tempo estejam eles próprios tendo seus 'bad hair days', uma vez que cabelos nunca foram exclusividade das mulheres e vaidade também já está deixando de ser faz tempo.
Imagine a cena: seu namorado acorda, se olha no espelho, ajeita daqui, ajeita dali, pega o pente, começa a fazer uns muxoxos e fica de mau humor pelo resto do dia. Coitado, não pode nem fazer um rabo de cavalo, descolar uma tiara, um lenço, ou compensar no sapato. Diz: você ia ou não ia se sentir vingada? Ou então vamos deixar essa linha vingativa de lado e olhar a coisa de outro ângulo: um homem que entende um dia de cabelo ruim é um sujeito com um mínimo de sensibilidade, o que já lhe confere o título de bom partido. Se ele sabe o efeito que suas madeixas exercem sobre você, se ele é capaz de suportar uma crise histérica porque a escova deu errado, se ele não questiona a necessidade de se ter cinco xampus, quatro cremes e uns três 'leave-ins', ah, minha filha, casa com esse porque outro igual está em falta. E se ele alguma vez te abraçar, der um beijinho e disser 'não fica assim, não, que um dia de cabelo ruim passa e é só impressão, você está linda', aí é caso de trancá-lo em casa porque todas as mulheres do universo vão querer esse homem, nem que seja só para ouvir isso também e devolver depois.
Fora que homens assim também são aqueles que vão perceber seus dias de cabelo bom e, quem sabe até, dar um palpite ou outro sobre corte e tintura. Ok, eu sei, sem exageros, na medida, porque você já tem seu cabeleireiro e um monte de amigas e não vai querer seu namorado ou marido misturado nesse bolo. Basta aquele mínimo de conhecimento e, mais importante, de reconhecimento, que a gente já fica feliz. E depois a gente pode até tentar que eles entendam outras questões tão somente nossas e tão importantes quanto sentir-se gorda sem estar ou constatar-se sem uma roupa sequer para sair, mesmo que no armário não caiba nem mais uma calcinha.
Se já fomos capazes de incluir o verbete dia de cabelo ruim no dicionário de seis ou sete criaturas do sexo masculino, podemos definir isso como estratégia para um futuro de relacionamentos melhores, mais compreensíveis. Para ficar mais fácil, a gente tenta traçar paralelos com o universo deles. Tipo 'querido, dia de cabelo ruim é quando a cerveja acaba na hora do jogo e seu time perde a final do campeonato'. Ou explicar-lhes que quebrar uma unha vai muito além do aspecto físico e mexe com nosso emocional tanto quanto as chantagens sentimentais da mãe dele mexem com ele. Quem sabe um dia a gente consegue até desenhar uns gráficos e montar uns esquemas para eles compreenderem como somos capazes de executar várias tarefas ao mesmo tempo e como essa nossa característica é fundamental para a sobrevivência da espécie humana. E, então, quando lamentarmos nosso cansaço e estresse e tentarmos convencê-los de que somos as pessoas mais injustiçadas da face da terra, eles deverão pensar bem antes de discordar. É só um dia de cabelo ruim.
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