Fui buscar nas Índias, ou no 'Caminho das Índias', o nosso gato da semana. Não é à toa que seu personagem é azarador e azarado. Ricardo Tozzi, o Komal da novela das oito, tem os predicados do galã: beleza e charme. Esse paulista de Campinas que vai fazer 36 anos em agosto virou ator há apenas 6 anos, pouco tempo depois de se aventurar como pintor e vender 11 telas na primeira exposição. Até os 30, Tozzi era um bem-sucedido executivo, que antes de chutar o balde para ir fazer o que realmente gosta era diretor da Câmara Americana de Comércio, em São Paulo. A estréia na TV foi em 'Bang, Bang', em 2005. Ex-namorado de Danielle Suzuki, recentemente ele teria dito a uma revista que estava começando um relacionamento, mas não entrou em detalhes, o que nos permite manter as esperanças. Com vocês, nosso gato de sexta, Ricardo Tozzi:
Como a gente adora o assunto maquiagem, resolvi voltar ao tema de um jeito diferente. Fiz um test-drive. Descobri que o salão Club Capelli, no Leblon, tem um curso de automaquiagem superinteressante. A diferença para os outros é que a aulinha, de pouco mais de uma hora, é feita com os produtos que você tem em casa. Então você bota sua nécessaire debaixo do braço e vai lá para aprender o que é possível fazer com o seu material. Claro que selecionei o que eu tinha de melhor - e que está longe ser grande coisa - e joguei todas aqueles troços vencidos fora para não dar vexame. E aí o que aconteceu foi: Encontrei o Sérgio Vitor, o maquiador do Capelli, que ia tentar fazer eu decorar todas aquelas técnicas que nos deixam maravilhosas. Ou melhor, as técnicas mais básicas, porque não é um curso profissionalizante, né? Sérgio começou me falando dos principais erros que a gente, em geral, comete, que são: 1. Exagerar na máscara (base ou pancake) 2. Querer disfarçar demais (com corretivo) e ficar cheia de placas brancas - embaixo dos olhos, em torno da boca etc. 3. Não combinar o tom da pele com o tom da maquiagem 4. Exagerar nos brilhos
Ouvi atentamente e então começamos o meu passo a passo. Claro que Sérgio, por mais fofo que fosse - e era mesmo um fofo - não conseguiu disfarçar o leve constrangimento diante de minha maquiagem, típica de quem investe muito pouco no setor. Olhei o material dele e quase pedi desculpas por fazê-lo usar o meu, mas o curso é assim, não é? Então assim foi feito. O maquiador-professor maquiou metade do meu rosto e começou me mostrando que meu pó facial era claro demais para a minha pele. Então ele passou um pancake, um pó um pouco mais escuro (da MAC, claro) e usou minhas sombras, meu lápis e meu rímel. Os pontos que destaquei: 1. Adorei um efeito que ele fez com sombra grafite no canto externo da pálpebra móvel. É só uma pequena manchinha em forma de triângulo, mas que faz a maior diferença 2. Depois ele passou sombra quase cor da pele em todo o olho, inclusive por cima dessa manchinha preta, para esfumar 3. Aí veio a sombra mais escura, puxando para o cobre, bem no meio da pálpebra móvel, e uma iluminadora rente à sobrancelha. 4. Em vez de lápis, ele voltou na sombra grafite e fez o traço bem acima dos cílios com o pincel chanfrado
Nada disso chegou a ser uma grande surpresa. Mas diferentemente de ver um passo a passo numa revista ou site, ver o Sergio fazendo isso tudo em metade do meu rosto e ter que repetir na outra metade, com o compromisso de deixar igualzinho (ou eu sairia dali com cara de palhaça), fez toda a diferença. Não sei se vou saber ousar em cores e outros efeitos - aquele foi um 'make básico, para o dia-a-dia' -, mas aprendi bem mais do que eu sabia, ou achava que sabia. E fora um casamento ou outro, um 'make básico, para o dia-a-dia' costuma resolver todos os meus problemas Quanto à minha nécessaire, claro que saí de lá querendo jogar tudo no lixo. Até porque o Sérgio me passou várias dicas de produtos que me deixaram tentada. A grande vantagem é que, ao contrário desses cursos feitos nas próprias lojas, lá no salão não há nada para vender e você não corre o risco de ser tomada pelo impulso. Gostei.
O curso acontece aos sábados, domingos e segundas e custa R$ 110 o básico e R$ 150 o avançado. O Club Capelli fica no Rio Design Leblon (tel.: 2511-2588)
O tempo é inexorável, isso a gente aprende desde cedo. Mas às vezes esquece. Aí você se lembra, ou descobre, que está ficando velha... 1. Quando está ouvindo aquela rádio jovem que você costuma ouvir e aí o programa 'Baú do Rock' toca Red Hot Chilli Peppers. Desde quando Red Hot é baú? Pois é e isso foi só um exemplo. O fato é que as músicas que curti já na vida adulta viraram flash back. E isso é grave, muito grave. 2. Quando escreve sobre Michael Jackson e seus leitores, já marmanjos, comentam 'aprendi a gosta deles com meus pais' ou 'minha mãe era fã' ou 'com 3 anos eu dançava Billie Jean'. Muuuito grave. 3. Quando num mesmo dia morrem dois ícones da sua juventude. Porque a gente ainda nao comentou aqui, mas Farrah Fawcett também se foi e duvido que exista uma mulher da minha idade que nao tenha brincado de 'As Panteras'. Só que, morena que sou, sempre fui a Kelly. E aí desdenhava que a Gil era meio burrinha. Pura inveja de tanta beleza. Enfim, acho que ganhei algumas mechas de cabelo branco com esses três recentes choques de realidade. A próxima vai ser a constatação de que finalmente terei que pintar o cabelo. Como sempre, aceito palavras de apoio.
Mas não foi outro dia que eles fizeram aquele show maravilhoso na Apoteose?
Alguém pode me dizer onde é que se compra a maquiagem que a Maya usa? Porque essa é à prova d´água meeesmo. A criatura chora, chora e aquele kajal não borra nem um pouquinho. Ideal para casamentos - em que eu sempre choro - e filmes tristes. Eu quero. E já que falei na novela: é impressão minha ou a falta de carinho da Silvia (Deborah Bloch) pelo sobrinho Tarso (Bruno Gagliasso) é estranhíssima? Pô, o moleque chega surtadão na casa da namorada, pede 'desculpa, tia' várias vezes e ela nem se comove? Não sei, não, mas acho que Silvia fez por onde o marido dar no pé... E so para finalizar: cada dia me convenço mais de que a Melissa (Cristiane Torloni) é a mais real das personagens. Duvido que você não conheça uma.
Foi uma sensação muito estranha a que me acometeu na quinta-feira. Lá pelo início da noite, parecia que alguém tinha vindo jogar uma grande pedra sobre a minha adolescência. Tipo 'olha, enterra isso aí que agora acabou mesmo'. Como assim Michael Jackson morreu? Sem avisar? Sem nos preparar? Quem disse que àquela hora eu e minha geração estávamos prontos para passar nossa vida em revista? Porque foi isso o que nos restou diante da notícia de que o Rei do Pop tinha sucumbido a uma parada cardíaca: projetar aquele filminho rápido na cabeça - como nos desenhos animados - e nos dar conta de como essa criatura marcou uma boa parte de nossa existência. Estão achando que exagerei no drama? Então vai lá, bota 'Ben' para tocar, emenda com 'Don't Stop 'Til You Get Enough' e vê só se eu não tenho razão.
A primeira imagem que decidiu ocupar minha lembrança foi a da minha festa de 15 anos, com quase todos os meus amigos homens de blazer branco e camisa social preta dançando passinhos ao som de 'Rock With You'. Uma pena que essa imagem ainda esteja gravada em VHS e o que costumávamos chamar de vídeo cassete já não funciona lá em casa faz tempo, senão eu estaria desde quinta até hoje assistindo a isso sem parar. Devo a Michael Jackson não só a bombação do meu pequeno baile de debutante como, meses depois, foi ele quem embalou o início de um longo namoro. O menino que viria a ser meu namorado tinha o LP 'Off The Wall' e foi copiando as letras das músicas do disco dele que começou a rolar um clima. Sim, para quem está me achando um dinossauro, a realidade em 1984 era essa mesmo, não posso negar: disco de vinil e letras copiadas a mão das páginas do álbum - e só os álbuns mais bacanas vinham com letras. Nada de CD, MP3, internet, control C e control V, não tinha nada disso. Mas tinha Michael.
Poucos anos antes, acho que em 82 ou 83, a grande diversão das festinhas da minha turma era o momento em que parávamos tudo para ver três dos nossos amigos dançarem a coreografia de 'Thriller'. A luz diminuía, a música começava, eles botavam a mão nos joelhos, balançavam os ombros e vinham andando como os monstros do clipe. Acho que eles ensaiavam a semana inteira, horas a fio, porque juro, não é memória afetiva, não, eles eram perfeitos. E a gente delirava. Um deles, o mais amigo, acompanhei por muito tempo e ainda tenho notícias frequentes. Um sumiu e o outro eu revi, muitos anos atrás, naquele 'Programa Legal' da Regina Casé: continuava dançando, mas como travesti. É, teve isso, o garoto que dançava 'Thriller' e que foi a primeira boca que uma amiga beijou virou travesti. Mas teve Michael, que é o que importa.
É curioso perceber o que ídolos são capazes de fazer com a gente. Michael Jackson viveu dias lamentáveis, vítima de sua insanidade, com aquele comportamento bizarro e atitudes polêmicas. Ficou irreconhecível, faliu, não fez mais nada que prestasse nos últimos anos, mas era como se aquela não fosse a mesma pessoa. Foi perfeitamente possível dissociar a figura estranha do cara que transformou soul e funk em pop e que fez a gente querer dançar, cantar e se vestir igual a ele por uns bons e divertidos anos. Não quero lembrar do sujeito de máscara pendurando um bebê pela janela, porque prefiro ficar com o impacto que foi, num domingo de novembro de 1991, assistir à exibição do clipe de 'Black or White' no 'Fantástico' e ficar impressionadíssima com aqueles efeitos de computação que faziam a cara de uma pessoa se transformar na de outra. É mais divertido lembrar como penei para aprender a fazer o 'moonwalk' e o tempo que passei assistindo a um programa chamado 'Aprenda Inglês com Música' só para tirar as letras de 'Billie Jean', 'Music and Me' e 'The Girl is Mine', só para citar algumas. Entre todos os agradecimentos que o mundo fez a Michael Jackson essa semana, estava o meu mais sincero 'valeu'.
Essa foto chegou no meu e-mail ontem e eu não sei nem por que, já que esse assunto não é novo. Mas eu não resisti e resolvi mostrar aqui só pra gente suspirar um pouquinho. Vocês já devem ter visto a promoção que a esponja de aço mais famosa está fazendo, que vai dar 10 casas no valor de R$ 50 mil cada. A graça é que você - não, querida, não é você, é o ganhador - pode escolher qual dos musos aí embaixo vai lhe entregar o prêmio. Tipo é uma casa com um gato desses dentro. Agora a pergunta: e se for um homem que ganhar? Ou então, se a vencedora for casada, ela deixa o marido na casa velha? Porque eu não sei você, mas se eu ganho uma casa com um desses quatro dentro, podem chamar a polícia, porque por mim ele não sai nunca mais de lá. Provavelmente eu não vou concorrer, mas acho que depois de muitas horas de indecisão, escolheria o Malvino Salvador.
Uma foto dessas é que a gente deveria mostrar para a mulherada lá fora. Aí era só dizer: 'Olha só o nosso produto interno bruto!'
Michael Jackson morreu. Aos 50 anos. Para a minha geração, ou para quem era um adolescente fã do pop nos anos 80, é um dia triste. Muito da minha adolescência pode ser contada pelas músicas de Michael Jackson. Mas isso eu vou deixar para falar no domingo. O pop e eu estamos de luto.
Como homens e mulheres - ou meninos e meninas - reagem diante do mesmo alarme: O colégio Santo Inácio suspendeu as aulas porque dois alunos estão com suspeita de gripe suína. Aí a filha da amiga de uma amiga, aluna da escola de 11 anos, liga para a mãe e, com voz de pânico, quase grita: - Mãe, eu vou embora do colégio, eu vou embora, quero sair daqui agora! A mãe consegue segurar o enfarte a tempo de a criança explicar: - A gripe suína está aqui! Enquanto isso o coleguinha, de 13, telefona para o pai e avisa: - Pai, olha que maneiro, vou ficar dez dias sem aula! Não sei, não, mas acho que eles estão sendo mais espertos do que nós. No mínimo, terão menos rugas.
Então o que aconteceu foi que o pessoal do Terra, ao entrevistar a atriz Megan Foz, protagonista de 'Transformers' e uma vez eleita a mulher mais sexy do mundo, mostrou a ela fotos de três galãs brasileiros: Rodrigo Hilbert, Márcio Garcia e Cauã Reymond. Quando viu a foto de Cauã, Megan 'xonou', como diriam os mineiros. Perguntou o nome dele, disse que ele parecia uma versão masculina da top Adriana Lima, e mandou recado: se Cauã estivesse por Los Angeles, poderia procurá-la. Cauã achou graça, mas, só para deixar a gente suspirando ainda mais, disse 'estou feliz com a minha mulher'. Não se pode negar que Megan entende de homem. Eu faria a mesma escolha. Se tivesse que escolher, claro, senão, ficava com os três. E vocês, apontariam o dedinho para quem?
A gente pode até perder nas estatísticas de comportamento sexual, mas que temos, digamos, um quê de superioridade, ah, temos. Taí esse vídeo que não nos deixa mentir. Quem me mandou foi a Gabriela Costa, justamente por causa da coluna desta semana. O filminho se chama 'Why women rule the world' ou 'Porque as mulheres dominam o mundo' e, segundo as legendas, mostra um raciocínio tipicamente feminino: o que é seu é meu... e o que é meu é meu mesmo! Amei. Quem já viu pode rever que merece.
O que me impressiona é que ela planeja o golpe e fica esperando o resultado certeiro. Que orgulho!
Nunca antes na história deste País o comportamento sexual do brasileiro foi tão profundamente - sem trocadilho - estudado como agora. O Ministério da Saúde divulgou extensa pesquisa essa semana, com vários dados sobre nossos hábitos sexuais, colhidos em oito mil entrevistas com homens e mulheres entre 15 e 64 anos, feitas no fim do ano passado. O objetivo era buscar informações que ajudem nas políticas de prevenção da Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, mas isso é a parte séria da história, que os jornais já trataram de falar essa semana. A gente pode se dar ao luxo e ao divertimento de ficar só com as informações leves que podem auxiliar no nosso dia a dia, ou noite a noite, como preferirem. Mesmo que não apareça nenhuma grande surpresa, tipo homens de 40 agora só querem transar com mulheres de 50, não custa prestar atenção aos números que comprovam o que a gente já desconfiava.
Está lá na pesquisa a constatação de que homens fazem mais sexo do que mulheres. Só não se sabe exatamente com quem. Porque se está sobrando para eles e faltando para nós, ou viraram todos gays ou alguma coisa não está batendo. Mas o fato é que 81% deles tiveram relações sexuais nos 12 meses anteriores, contra 73,7% de nós. Temos aí 7,3% a mais de mulheres a ver navios. A diferença piora no quesito variedade: 13% deles tiveram mais de cinco parceiros em um ano e só 4% de nós variamos tanto, o que significa que, ao contrário do que alguns tentam propagar, nós não estamos reclamando de barriga cheia, não, estamos é ficando na vontade mesmo. Sexo casual, então, só eles fazem, pelo visto. Até na hora de duplicar as possibilidades de parceiros, a gente perde: 10% dos homens dizem já ter transado com alguém do mesmo sexo na vida contra apenas 5% de nós.
Mas nada de chorar miséria que essa lamúria já é velha. Vamos aos itens mais palpitantes e o melhor deles é que estamos traindo que é uma beleza: 43,9 milhões de brasileiros pulam a cerca. E é pulada com serviço completo, queridos, porque a pergunta da pesquisa para a qual 16% dos entrevistados responderam 'sim' era: 'teve relações sexuais fora do relacionamento estável?'. Então beijo na boca nem está sendo considerado traição, o que só agrava a situação. Ou melhora - é tudo uma questão de ponto de vista. Não consegui encontrar esse dado específico naquela numeralha toda, mas parece que esse índice, o de pessoas que traem, aumentou consideravelmente de 2004 para 2008. Disso podemos tirar que, quando nossos filhos pequenos começarem a ter relacionamentos amorosos, a monogamia já estará pra lá de ultrapassada. O que não é, necessariamente, um dado alarmista. Vai, mais uma vez, depender do ponto de vista.
Claro que não poderíamos esperar outra coisa senão a conclusão de que eles traem mais do que nós. Foram 21% de traidores contra 11% de traidoras revelados nas pesquisas e, sinceramente, acho que já está bom de eles pararem de tirar essa onda. Poderíamos, por exemplo, nos unir e espalhar por aí que nosso objetivo é igualar esse números. Para cima ou para baixo: ou eles reduzem esse percentual ao nosso patamar ou subimos ao deles, podemos negociar. Devemos ter pelo menos uns quatro anos para correr atrás do prejuízo, até a próxima pesquisa, que tal?
Considerando que só ganhamos em relações estáveis - as mulheres têm muito mais parceiros fixos do que os homens -, podemos usar esse tempo entre um 'censo sexual' e outro para melhorar todos os nossos índices e sugiro, às solteiras, lógico, a começar pelos parceiros casuais. E enquanto não nos igualamos, podemos, para recuperar nossa imagem desde já, defender que esses números todos só demonstram que nós, mulheres, mentimos mais. Mais e melhor.
O nosso muso de hoje dispensa apresentações e me espanta que ele ainda não tenha estrelado essa seção. Reynaldo Gianecchini podia ser só lindo. Mas o ator e modelo de 36 anos ainda por cima é simpático e gente boa, um sujeito, digamos, daqueles que não fariam nada feio se a gente apresentasse à família. Giane, como chamam os íntimos - incluindo nós, claro -, é paulista de Birigüi e aos 17 anos já era modelo. Dez anos depois, estreou como ator, no teatro, e depois na novela 'Laços de Família'. Aí, para nossa felicidade, não parou mais. Por que me lembrei dele? Porque essa semana ele foi fotografado na São Paulo Fashion Week e estava, desculpem a empolgação, uma delícia. Depois que se separou de Marília Gabriela, há três anos, ele aproveita a solteirice. Com vocês, nosso gato de sexta, Reynaldo Cisotto Gianecchini Júnior:
Na novela, a briga ainda vai render muitos capítulos, mas na passarela, acho que Duda ganhou. Tânia Khalil fez sua estreia como modelo na São Paulo Fashion Week, quarta-feira, pela grife Paola Robba. É de moda praia, mas a atriz, pelo visto, declinou do modelito só biquíni. Não é por nada, não, mas deixou Maya no chinelo.
Achei Letícia Sabatella tão linda, mas tão linda com esse novo visual da vilã psicopata Ivone, que estou quase marcando uma horinha com o Flávio Priscot - conhecido pela alcunha cafona de 'cabeleireiro das estrelas' - para me jogar também no 'cabelón'. Assim, com mechas e tudo. Se der essa levantada toda, tá valendo. Quem me acompanha?
Qual das notícias da semana pode angustiar mais criaturas que, como esta colunista que vos fala, botaram filhas mulheres no mundo: 1. Adolescente sai de estúdio de tatuagem com 56 estrelas tatuadas no rosto e diz que só tinha pedido três, mas dormiu. 2. Jovem é eletrocutada twitando na banheira. Ela estava há tanto tempo no Twitter - e na banheira - que a bateria do laptop acabou. Foi quando a fofa resolveu ligar o computador na tomada. 3. A filha da Cher vai virar homem. Cada coisa dessas que leio, me sinto 5 anos mais velha. Mais um pouco e chego aos 60 ainda este mês.
Pois quando a gente achava que já tinha visto de tudo, eis que o presidente foi parar na Playboy. Desde que conheceu Lula no Complexo do Alemão, Valesca Popozuda, a funkeira 'de sainha', se acha amiga do homem. Praticamente uma segunda-dama. Chegou a dizer que se Luis Inácio fosse solteiro, ela pegava, como se a gente precisasse mesmo ouvir isso. Ah, sim, ela também criou o 'Funk do Lula' ("Conheci o Lula no Complexo do Alemão / e ele não tirou o olho do meu popozão / com todo respeito, senhor presidente, / o senhor gostou de mim, e o seu olhar não mente"). Aí a Playboy, que não é boba nem nada, juntou a fome com a vontade de comer e fez essa foto aí embaixo, para sua próxima edição, que tem Valesca na capa. Mais polêmica, impossível, e olha que a maioria nem viu a imagem inteira (se você quiser ver, clique aqui). Eu vou repetir o mantra da perua sem noção: Adoooooro! E vocês, o que acharam da moça de quatro sobre a foto do presidente?
Agora mesmo é que Obama vai dizer 'esse é o cara'!
Essa vale para quem gosta de futebol ou não. Vocês viram o já famoso vídeo do técnico Joel Santana dando entrevista após o jogo da África do Sul contra o Iraque? Pois Joel, superbem-resolvido, decidiu falar inglês, sem ajuda de intérpretes e o que se viu foi essa pérola aí embaixo. Adooooro. E não é para adorar uma figura tão, digamos, genuína? Não é ótima essa total falta de vergonha? Amei.
Uma das coisas difíceis no amadurecimento de um ser humano, para não dizer na velhice, é perder o saco. Eu poderia ter dito paciência, mas apesar de serem sinônimos, perder a paciência nem sempre é a mesma coisa que perder o saco. Então o que acontece é que a gente disfarça, tenta manter a cara de paisagem, finge que está supercurtindo tudo aquilo que já se viu um milhão de vezes, mas o fato é que a gente fica velho e perde o saco. O segredo é fazer disso apenas uma constatação e tentar lidar da melhor maneira, já que ninguém quer virar velho de piada, daqueles bem resmungões, porque aí não há botox que nos rejuvenesça. Então a gente suspira um pouquinho aqui, se irrita um pouquinho ali, amaldiçoa mais um tanto a sensação de déjà-vu e vai tocando o barco porque outro jeito não há.
Estive pensando nisso essa semana, durante o Fashion Rio. Nada contra o evento, muito pelo contrário, mas, numa boa, já passei da idade de achar que fazer biquíni com gola rulê ou manga três quartos é revolucionar a moda praia. Realmente estou até imaginando a mulherada fazendo fila para comprar um 'sutiã de um ombro só' e passar o verão com um braço branco e o outro bronzeado. Assim como já deu essa história de botar celebridade na passarela achando que isso basta para fazer um bom desfile. Roupa ruim é roupa ruim, não importa quem esteja vestindo, e Gisele Bündchen já cansou de provar isso com aquela grife que a gente não precisa citar. Nossos famosos poderiam ser poupados desse constrangimento, que eles também já devem estar sem saco nenhum pra isso.
Outra coisa que exige muito boa vontade para aturar, a essa altura do campeonato, é carão. Tem coisa mais 'que saco' do que gente que se acha e quer se garantir no carão? E carão sustentado por megaóculos escuros daquela megagrife? Saco total. E a profusão de Melissas que se vê em lugares como esses? Porque se vocês acham que a personagem de Cristiane Torloni é inverossímil, lamento informar que elas estão à solta por aí. E eu juro que, num desfile que já não me lembro qual, vi uma mulher passando por toda a primeira fileira de cadeiras jogando vários beijos afetados para as amigas, daqueles de virar o rosto no ar para os dois lados, exatamente como faz a perua de 'Caminhos das Índias'. Quem aguenta? E vocês já repararam como essas criaturas nunca são capazes de registrar a quem já foram apresentadas e têm o hábito de apertar os olhos para te olhar, como se isso fosse fazê-las lembrar de onde te conhecem? Ai, ninguém merece.
E já que foi a semana de moda que despertou esse sentimento de, digamos, pouca tolerância, vamos aos desdobramentos. Vou cometer a deselegância de confessar que na minha lista de falta de saco está essa onda de que paulistanos nos dão aula de administração de negócios e organização de eventos. Sim, transferir os desfiles para o Cais do Porto foi uma ótima ideia e diminuir a quantidade de grifes também e isso foi tudo o que nova direção do Fashion Rio fez. Simplesmente porque não havia muito mais a se fazer. Ah, por favor, a gente faz Carnaval no Sambódromo e réveillon em Copacabana, não ia saber fazer desfile de moda? Poupem-nos. E se paulistanos fossem tão bons de organização assim, tratavam de organizar o próprio trânsito, em vez de bater recordes semanais de engarrafamentos, ou de lentidão, como eles gostam de dizer.
Vou encerrar esse momento quarentona chata, em que já impliquei com fashionistas e paulistas, lembrando que, não sei vocês, mas a mim me falta saco absoluto para político fake. Não é falso, é fake mesmo, que nem casaco de pele que não é pele, só para ficarmos no tema moda. É que é muito triste ver o sujeito que alguém elegeu fingindo estar à vontade num lugar em que não está, falando frases feitas ditas ao pé do ouvido por algum assessor, sorrindo e apertando mãos como se ainda estivesse em campanha. Isso não é nada moderno. E essa falta de saco em particular é atemporal.
Vocês vão dizer que eu, que já achei o Bekcham estranho, enlouqueci: mas Rodrigo Santoro também já teve dias melhores. Não sei se é o cabelo, se é porque está muito magro, mas, sei lá, alguma coisa não está batendo.
Ok, vocês estão com os olhos vidrados nessa barriga tanquinho e no resto que não vou nem comentar, mas, vamos lá, puxem pelos seus sensos críticos e me digam: David Beckham não está esquisitão nessas fotos da nova campanha de underwear da Emporio Armani?