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| Cláudia Cecília |
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FIDELIDADE OU FALTA DE OPORTUNIDADE
Não existe homem fiel, o que existe é homem sem oportunidade. A frase revoltou uma amiga essa semana, que não só nunca tinha ouvido nada parecido como não tinha atentado para o fato por conta própria. O divertido é que ela automaticamente ficou com raiva do noivo, como se ele fosse obrigado a se encaixar na regra. E em pouco tempo a minha amiga já estava até planejando formas de se vingar da suposta infidelidade do sujeito, mesmo que ele nunca tivesse dado qualquer indício de que pulasse ou intencionasse pular a cerca. E se alguma coisa poderia piorar esse momento quase que de discriminação com a categoria masculina, teve a amiga da amiga, que deu força ao surto. E por pouco elas não incitaram um levante contra os homens. Todos eles, sem exceção. Foi quando resolvi interferir e, da discussão, veio a inspiração para esta coluna.
Não se trata de defender os homens a troco de nada. Ou, pior, de bancar a Poliana e acreditar que somos capazes de mudar o instinto masculino. É só uma questão de interpretação dos fatos, acho. Quem disse, por exemplo, que só os homens não resistem a uma boa oportunidade de conquista? Se for uma chance daquelas, tipo que não vai se repetir nunca mais em toda a sua vida, será que somos todas nós,mulheres, tão apegadas aos nossos princípios de fidelidade que dispensamos o que quer que seja? George Clooney? Johnny Depp? Rodrigo Santoro? Aquele seu colega de trabalho que é sósia do Denzel Washington? Diríamos não a todos em nome de nossos compromissos? Estou vendo vários narizes crescendo ou é impressão?
Pode ser também que seja só um problema de nível de exigência. Para cada chance de ouro que a gente percebe, eles já viram 200. Se nós precisamos, sei lá, do Brad Pitt para abalar nossas estruturas, eles se abalam com qualquer periguete, daí os índices penderem mais para o lado deles. E como a gente não se impressiona com qualquer coisa, acaba acreditando que se comporta em nome da fidelidade, quando a verdade é que a frase lá de cima vale para a gente também. Pensem só se não faz sentido. E se não traímos tanto quanto os homens porque a bateria do nosso controle de qualidade dura mais, não dá nem para culpá-los. No máximo ter pena, coitados, porque eles acham que quantidade vale mais e nós, que sempre fomos mais maduras, sabemos que não é verdade.
Um amigo - precisamos sempre ouvir o outro lado, né? - defendeu esses dias, que, ao fim de uma longa trajetória, um casal se divertiria muito mais lembrando de uma ou outra aventura que não foi capaz de abalar o relacionamento, ainda que tenha sido boa, do que lamentando tudo o que deixou escapar em nome daquele amor. E exemplificou imaginando marido e mulher, já com 80 e poucos anos, orgulhosos da vida em comum que construíram, sabendo que ela é mais importante do que qualquer outra boca que possam ter beijado num ato de breve traição. Vocês não vão acreditar, mas eu concordei com esse meu amigo, apesar de até agora não ter certeza sobre se ele tem razão ou só uma boa lábia.
Enfim, antes que alguém aí faça mau juízo de mim, vamos deixar bem claro: isso não é uma ode aos chifres, de forma alguma. Nem à falta de respeito, à galinhagem, nada disso, que são coisas difíceis de ajustar. É apenas um manifesto contra a generalização. Nem todo homem é galinha, nem toda mulher é fiel, nem toda traição é o fim, nem toda infidelidade é deslealdade. Até porque é encher muito a bola dos homens deixar tudo na conta deles. Cada caso é um caso e nada como uma frase feita - e não generalizante - numa hora dessas.
Johnny Depp hoje foi eleito o homem mais sexy do mundo. Com isso, ele conquista o bicampeonato e se iguala a Brad Pitt e George Clooney, que já foram bicampeões em outras edições da disputa. Olha, não vou dizer que eu dispensaria, mas para mais sexy do mundo acho que eu teria pelo menos uns 11 candidatos que não ele. Preferiria até votar no tricampeonato do George Clooney. E vocês, o que acharam?
 Ok, eu gosto, vai
 Vocês não vão acreditar, mas eu vi 'A Fazenda'. Deve ser por isso que demorei tanto a postar - ainda não me refiz do trauma. Não, tudo bem, eu estava era enrolada mesmo aqui no jornal, mas que foi um certo trauma, ah, foi. Gente, foi só eu ou vocês também se impressionaram/decepcionaram com a participação de Fernando Scherer, o Xuxa? Sei lá, eu fazia outra ideia dele. Do que vocês acham que ele pode estar precisando: dinheiro, fama, trabalho? Ou ele não tinha com quem passar Natal e Ano Novo e achou que Sheila Mello e André Segatti seriam ótimas companhias? Os outros são os outros e não dá exatamente para se surpreender. Ah, sim, Adriana Bombom talvez esteja bem mais maluca do que já era. E o Dudu Nobre, depois de ser chamado de corno em um show em Minas, agora tem que ver a mãe de suas filhas correndo pelada pela TV. Bom, cada um tem a ex que merece. Será que a humanidade um dia se verá livre dos reality shows?
Uma suposta inadequação etária
Volta e meia eu vivo uma crise de identidade básica, que até já dividi aqui com vocês. É quando percebo que minha idade cronológica não está batendo com a idade mental, o que, claro, me deixa em dúvida sobre se é normal ou se estou ficando retardada mesmo. Não se trata de rejeitar o passar do tempo, não é isso. É uma sensação sincera e, talvez, preocupante, de que não atingi a maturidade que meus 41 anos pedem. Acontece de várias maneiras: quando me dou conta de que meus sentimentos sobre determinada situação são os mesmos há décadas, quando lembro que ainda não aprendi a administrar com maestria minha rotina, quando meu visual não parece refletir a mulher que eu deveria ser a essa altura do campeonato e, pior, quando não consigo me identificar com os modelos de mulheres da minha idade. Se eu não fosse jornalista, diria que é culpa da mídia - a desculpa preferida do mundo atualmente -, porque é ela quem nos impõe parâmetros fora da realidade, mas sei que isso não é verdade. Aquelas 'quarentonas' das revistas existem na vida real, não são ficção e, se não se parecem comigo, não é culpa da revista, né?
Mas vamos focar na parte provavelmente menos importante disso tudo: a moda. Esses dias estava vendo um editorial que pretendia mostrar as produções mais adequadas a cada faixa etária. Simplificando, o tradicional 'como se vestir aos 20, 30, 40, 50...' Acontece que, fora os 20, quando absolutamente tudo é permitido, não concordei com mais nada e simplesmente não consegui gostar de nada, nadinha dedicado às criaturas da minha geração. Acho até que fiquei deprimida imaginando como seria se a sugestão virasse lei e eu fosse obrigada a me vestir daquele jeito. E não, eu juro que não é falta de senso de ridículo da minha parte, tanto que gostei mais de umas roupinhas que a mulher de 60 estava usando do que das que seriam as 'minhas'.
Ok, era só um editorial, mas e quando eu vejo as marcas de que gosto serem apresentadas como grifes adolescentes, faço o quê? Na prática, nada, compro mesmo e que se dane. Mas que fica uma sensação de inadequação, ah, fica. É muita informação, muita cobrança, uma pressão. E a proximidade do verão só piora. Um milhão de shorts, vestidos curtos, frentes-únicas, biquínis cortininha e afins nas vitrines e a gente hesitando, com pudores que, no fundo, não nos pertencem. Eu ainda me valho da baixa estatura e o peso, digamos, razoável, para fingir que não pareço a idade que tenho, mas não é essa a questão.
A questão é não se deixar dominar pela ditadura da adequação etária. É isso: liberdade de escolha. Pronto, vou fazer da minha crise um manifesto. Não precisamos virar uma Geisy, a universitária da microssaia, nem uma Susana Vieira, nem qualquer outro exemplo de falta de noção. Mas acho que já temos muito com o que nos preocupar e não vão ser umas pernas de fora ou um decote mais ousado que vão nos derrubar, né? Temos mais é que partir do princípio de que o espelho, na grande maioria das vezes, é fiel e se houver uma Branca de Neve muito mais bela do que nós ele há de dizer. A roupa certa tem muito mais a ver com estilo, feitio de corpo e personalidade do que com idade. E duvidem de quem tenta nos convencer do contrário.
No mais, vou confiar no fato de que tenho marido, mãe, irmã e amigas sinceras e talvez eles possam até ficar meio sem jeito de avisar que minhas reações emocionais estão um tanto infantis, mas com certeza não me deixariam sair ridícula na rua. Então, tomaras-que-caia, aí vou eu.
Em homenagem à última sexta-feira 13 do ano, nossa Sexta de Gatos traz quatro morcegos de uma vez só. São os vampiros da série True Blood, que fazem qualquer uma de nós querer deixar o pescoço na janela. Imagina ser mordida por qualquer um desses, que coisa. A série está na segunda temporada e é um sucesso, assim como são seus protagonistas Stephen Moyer (Bill Compton), Sam Trammell (Sam Merlotte), Ryan Kwanten (Jason Stackhouse) e Alexander Skarsgard (Eric Northman). Vou falar brevemente deles nas legendas, que o que a gente quer mesmo é babar nas fotos. Então, com vocês, nossos Gatos ou Vampiros de Sexta:
 Stephen é inglês, tem 40 anos, está noivo de Ana Paquim e tem um casal de filhos de relacionamentos anteriores
 Sam é americano de New Orleans, tem 38 anos e adora uma série: já fez CSI, Cold Case, Numb3rs...
 Ryan é australiano, tem 33 anos, é surfista e nadador e tem fama de mulherengo
 Alexander é sueco, filho e irmão de atores, tem 33 anos, também é diretor e ganhou prêmio pelo vilão de True Blood
Vou levar os quatro, pode embrulhar, por favor
Outra coisa que me comoveu essa semana: a beleza, a simpatia, a desenvoltura e o cabelo acaju de nosso ministro das Minas e Energia, Edison Lobão.
  Primos próximosp.s - Como bem disse a agulhete Vivi, esse post é para lembrar que hoje é Sexta-Feira 13. E cada um tem o Jason que merece.
Maria Clara pega a revista Claudia, olha a capa e me pergunta, com cara de a mais desligada do mundo: - Essa moça é da televisão? - É, sim - O que ela está fazendo aqui? Aí dei uma explicação qualquer e ela, ainda se fazendo de desentendida, continua: - Mas ela é da novela, não é? - Ela é da novela. É Flávia Alessandra o nome dela. - Qual? - Flávia Alessandra, repito. - Fora da televisão, né, mãe, porque na novela é Daphne. E assim descubro que ela disfarçou, disfarçou, mas estava era reconhecendo a personagem. E questiono: - Ah, você anda vendo a novela, mocinha? Vem um sorriso safado e a resposta: - É que às vezes eu finjo pra Cris que estou dormindo. Como vocês podem ver, estou bem arranjanda. Pelo menos já sei para quem posso deixar esse blog de herança.
Não sei vocês, mas eu fui às lágrimas ontem com a cena de 'Viver a Vida' em que Tereza e Luciana se falam ao telefone. Alinne Moraes e Lilia Cabral deram um show, mas não era nem nisso que eu estava pensando, e, sim, no desespero que deve ser você saber que um filho está precisando da sua ajuda e não poder fazer nada senão esperar. E quando ela disse que uma mãe, quando jura, sempre cumpre, aí é que eu me acabei mesmo. Acho que estou sofrendo de excesso de sensibilidade. Agora, vamos ao racional: tudo bem que é novela, mas faz algum sentido esse pai e essa mãe nem tentarem falar com os médicos de lá? O Marcos se contenta com o que a Helena diz? E a interpretação de José Mayer... huumm, sei não.
Vocês não vão acreditar, mas eu gostei das fotos da Fernanda Young na Playboy. Gostei da capa, com ela de coelhinha, e achei o ensaio muito bem produzido. A ideia é de contar a historinha de uma mulher que está em casa esperando por seu homem e vai passando da ansiedade e excitação à irritação, porque ele não chega nunca. Ficou bem bacana. O pôster ficou bonito e divertido: ela está de cabelo preso, óculos escuros, batom vermelho e galochas, com uma mangueira molhando a calçada. E a afetação da personagem, que é o que mais me incomoda, não aparece nas fotos. Pelo menos não na maioria delas. Taí, acho até que foi uma nudez com inteligência, sim. Ah, e para quem estava estranhando eu não ter criticado nada, aí vai: como escritora de ensaios em revista masculina, Fernanda Young é uma ótima pelada, porque o texto é chaaato toda vida.
 Já estou até achando que vai vender
Eu no apagão: Fiquei até duas da manhã no jornal Agradeci aos céus que Maria Clara estava na casa da avó paterna Gostei de ser uma das poucas pessoas no país a ter luz e TV, mesmo que para isso tivesse que estar trabalhando Achei graça do twitter da Preta Gil: 'gente, tem Noite Preta no Brasil inteiro' Tive que ir dormir na casa da minha mãe Achei graça do twitter do Rafinha Bastos, do CQC, dizendo que era o fim do mundo e só Madonna se salvaria, porque só ela tem Jesus e Luz Morri de medo de dirigir no breu Subi 10 andares de escada Acordei por volta de 4h com a tv falando e as luzes acesas Cansei E vocês, onde estavam e o que fizeram?
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